{"id":13261,"date":"2012-03-15T09:01:54","date_gmt":"2012-03-15T12:01:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=13261"},"modified":"2012-06-17T23:48:42","modified_gmt":"2012-06-18T02:48:42","slug":"musica-kitsch-pop-cult-felipe-cordeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/15\/musica-kitsch-pop-cult-felipe-cordeiro\/","title":{"rendered":"CDs: Kitsch Pop Cult, Felipe Cordeiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/felipe_cordeiro.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"401\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/ElvisRocha\" target=\"_blank\">Elvis Rocha<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felipe Cordeiro \u00e9 filho de Manoel Cordeiro, m\u00fasico da velha guarda e um dos respons\u00e1veis por manter vivos, numa \u00e9poca de desd\u00e9m e alheamento do alto escal\u00e3o da m\u00fasica paraense, ritmos como a lambada, o merengue, a cumbia e a guitarrada. Cercado de m\u00fasicos, frequentando est\u00fadios e palcos desde cedo, o Cordeiro filho cresceu. Enfiou a cara na Filosofia no come\u00e7o da vida adulta. Um Chimbinha aqui, um Adorno ali, eis o resultado: \u201cKitsch Pop Cult\u201d (N\u00e1 Music, download gratuito <a href=\"http:\/\/felipecordeiro.net\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>), seu \u00e1lbum de estreia nacional, pode ser interpretado, licen\u00e7a po\u00e9tica concedida, como um merengue a ser bailado entre o c\u00e9rebro e a p\u00e9lvis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, antes, sejamos justos com a hist\u00f3ria. O bom momento vivido por Felipe Cordeiro (badalado em publica\u00e7\u00f5es especializadas e figurinha f\u00e1cil na boca de descolados Brasil afora) n\u00e3o nasceu agora: \u00e9 fruto direto do trabalho iniciado anos antes por figuras fundamentais no contexto atual da m\u00fasica do Par\u00e1, como Pio Lobato, o primeiro da nova leva de m\u00fasicos da capital a enxergar o beco sem sa\u00edda em que o anglicismo xerox das bandas locais havia se metido na virada dos 1980 para os 90 \u2013 h\u00e1 quem cite o Epadu como estalo inicial para esse processo, mas a produ\u00e7\u00e3o da banda, de curta exist\u00eancia, \u00e9 incipiente demais para garanti-la os cr\u00e9ditos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lobato, cria da Universidade Federal do Par\u00e1, descobriu em vinis empoeirados de Mestre Vieira, m\u00fasico de Barcarena e considerado pai das redescobertas guitarradas, o caminho para sua criatividade. Impressionado com a t\u00e9cnica do mestre barcarenense, abandonou as pedaleiras, reduziu seu kit ao m\u00ednimo e, \u00e0 frente do Cravo Carbono, iniciou o resgate, nem sempre organizado, de uma m\u00fasica calcada mais na experi\u00eancia de instrumentistas intuitivos e calejados pela rotina de bares, puteiros e casas noturnas do interior e da capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SJyuOf2AxTc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/SJyuOf2AxTc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ok, ningu\u00e9m faz nada sozinho e um pouco de contexto vai bem quando o assunto \u00e9 cultura popular. Com o aux\u00edlio das circunst\u00e2ncias (a volta ao regionalismo na m\u00fasica pop nacional via Mangue Beat, a divulga\u00e7\u00e3o de novos artistas em r\u00e1dios p\u00fablicas e universit\u00e1rias, o surgimento de produtoras investindo em bandas autorais e o p2p aliado \u00e0 curiosidade de uma gera\u00e7\u00e3o alheia \u00e0 influ\u00eancia de antigos medalh\u00f5es da m\u00fasica paraense), Pio e seus parceiros alcan\u00e7aram um objetivo que ent\u00e3o parecia improv\u00e1vel: fazer uma leva de garotos na casa dos 20 e pouco anos abrir a cabe\u00e7a (e os bolsos) para g\u00eaneros produzidos em Bel\u00e9m e cercanias nas d\u00e9cadas anteriores. Aos poucos, o asfalto foi tomando conta da pi\u00e7arra e hoje Gaby Amarantos e Gang do Eletro s\u00e3o celebrados como her\u00f3is nas crazy party\u00b4s que animam a noite da classe m\u00e9dia belenense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Convenhamos, um feito e tanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acontece que Pio Lobato, um m\u00fasico virtuoso e cerebral, \u00e9 estudioso demais para relaxar. Como integrante do Cravo Carbono ou nos in\u00fameros projetos paralelos que faz parte, a marca do instrumentista que estudou anos a fio e p\u00f5e em cada nota a ci\u00eancia do que faz e de onde quer chegar termina por deix\u00e1-lo numa situa\u00e7\u00e3o inusitada: sua produ\u00e7\u00e3o, nascida da influ\u00eancia de ritmos e m\u00fasicos populares, \u00e9 estilizada demais para ser consumida de fato pelo pov\u00e3o \u2013 procure \u00e1lbuns de Pio Lobato, Cravo Carbono, La Pupu\u00f1a e similares em camel\u00f4s da Pedreira, Jurunas, Sacramenta, Guam\u00e1 ou Terra Firme, filtros nervosos da subcultura que alimenta os ritmos que vivem \u00e0 base da empatia com camadas menos favorecidas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltamos ent\u00e3o a Felipe Cordeiro. E a Filosofia. Como tal, esta cadeira tem uma tend\u00eancia natural a elucubra\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas. Em entrevistas, Felipe faz uma defesa t\u00e3o articulada e cheia de cita\u00e7\u00f5es ao universo do tecnobrega e das aparelhagens que se coloca, ainda que veladamente, na condi\u00e7\u00e3o de ponta-de-lan\u00e7a de movimento. O interlocutor mais atento vai imediatamente a outra figura do cen\u00e1rio nacional conhecida pela eloqu\u00eancia na defesa de seus pontos de vista: o ame-ou-odeie Caetano Veloso. A refer\u00eancia ao baiano n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o disparatada quanto inicialmente possa parecer. Citando a Vanguarda Paulistana como inspira\u00e7\u00e3o-mor para seu trabalho, \u00e9 em outro momento da m\u00fasica brasileira que residem as maiores semelhan\u00e7as de Felipe Cordeiro e as ambi\u00e7\u00f5es que o acompanham no boom recente de papa-chib\u00e9s fora dos limites do estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2K713zZdzPg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2K713zZdzPg\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final dos anos 1960, Caetano Veloso (tamb\u00e9m ele um aspirante a te\u00f3rico da cultura popular), juntou-se a Gilberto Gil, Tom Z\u00e9, Mutantes, Rog\u00e9rio Duprat e outros para viabilizar a Tropic\u00e1lia, movimento no qual todas as gera\u00e7\u00f5es seguintes de artistas brasileiros passariam a se basear, seja para enviar flores ou arremessar pedras, a partir de ent\u00e3o. Os tropicalistas, que misturaram na mesma fornada Roberto Carlos e Tarsila Amaral, Glauber Rocha e Vicente Celestino, guitarra el\u00e9trica e viola caipira, foram para o Brasil o que Felipe Cordeiro e seus pares (guardadas, claro, as devidas propor\u00e7\u00f5es) anseiam ser para a nova m\u00fasica paraense:  a interse\u00e7\u00e3o entre culturas de classe e o ponto definitivo de ruptura na segrega\u00e7\u00e3o de estilos que sempre marcaram nosso playground sonoro. Esse bigodinho de Felipe \u00e9 muito Gil-68, n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 isso, amigos: no debate cultural, estamos 40 anos atrasados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A classe m\u00e9dia, essa entidade escorregadia, crivada de ressentimentos por todos os lados, n\u00e3o trepa sem amor. Vai \u00e0 periferia dar umazinha em bailes de aparelhagem, mas volta pra casa com a desculpa esfarrapada na ponta da l\u00edngua: \u201cFui, amor, mas n\u00e3o ou\u00e7o no carro\u201d. Felipe Cordeiro e suas refer\u00eancias \u2013 Nietzsche, Kitsch, outros isches \u2013 emolduradas em ritmos desde sempre afeitos mais \u00e0 dan\u00e7a e \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o s\u00e3o uma tentativa de apaziguar este velho conflito (Berry, Elvis, Dylan, Beatles. J\u00e1 vimos o filme?). Se por um lado \u00e9 preciso distanciamento, v\u00e1 l\u00e1, acad\u00eamico para alcan\u00e7ar os termos que traduzem sua obra, Cordeiro se apoia na gen\u00e9tica (que o empresta a sali\u00eancia que falta em Pio Lobato) para aliviar o estranhamento que seu lirismo-cabe\u00e7a causaria em castelos do populacho como o Palmeira\u00e7o, A Pororoca ou o A\u00e7ude Maguari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada mais emblem\u00e1tico do que a assinatura tripla na produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum. Cordeiro divide com o pai, Manoel, e o paulista Andr\u00e9 Abujamra a responsabilidade pela feitura de \u201cKitsch Pop Cult\u201d. No CD, o resultado aponta f\u00e1cil onde est\u00e3o as digitais de cada um. Conhecido por seu trabalho \u00e0 frente d\u2019Os Mulheres Negras e do Karnak, Abujamra catou as grava\u00e7\u00f5es feitas pelos Cordeiro e burilou as muitas camadas de guitarras, integrando cordas a ritmos regionais, vinhetas bem sacadas a metais, al\u00e9m do apuro na mixagem final do \u00e1lbum. Com seu prest\u00edgio, carimbou o passaporte necess\u00e1rio para reclamar a aten\u00e7\u00e3o de formadores de opini\u00e3o do eixo Rio-S\u00e3o Paulo, ainda hoje, em tempos de trocas fren\u00e9ticas de informa\u00e7\u00e3o, fundamentais para quem quiser deixar seu quintal e ciscar em outras paragens \u2013 n\u00e3o \u00e0 toa Gaby Amarantos foi atr\u00e1s de Carlos Eduardo Miranda, um ne\u00f3fito em assuntos tecnobregu\u00edsticos, para a produ\u00e7\u00e3o de seu aguardado \u00e1lbum nacional, mas isso \u00e9 outra conversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2DVayl1yp20\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2DVayl1yp20\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abujamra, macaco velho dos est\u00fadios, sabe o suficiente para ter consci\u00eancia que Cordeiro, letrista, compositor e instrumentista de talento, tem um longo caminho a percorrer como cantor. Ao vivo, as limita\u00e7\u00f5es s\u00e3o maquiadas no rebolado matreiro das vocalistas de apoio e na performance dos m\u00fasicos experientes que o ladeiam. No est\u00fadio, a solu\u00e7\u00e3o inteligente foi enterrar a voz de Felipe embaixo do que ele tem de melhor: m\u00fasicas bem resolvidas e arranjos interessantes. Se a inten\u00e7\u00e3o com \u201cKitsch Pop Cult\u201d era apresentar um disco conciso, com jeit\u00e3o de manifesto (olha a Tropic\u00e1lia a\u00ed, gente), Cordeiro acertou a m\u00e3o. Nas dez faixas, h\u00e1 belas emula\u00e7\u00f5es ao merengue, \u00e0s guitarradas, \u00e0 lambada, ao rock-pop, \u00e0 surf music, ao tecnobrega e ao carimb\u00f3 de Pinduca. Tudo embalado num pacote s\u00e9culo XXI, pronto para o consumo de um p\u00fablico rec\u00e9m-informado de que h\u00e1 mais do que Jader Barbalho e min\u00e9rio de ferro neste lado do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final de uma tarde chuvosa de dezembro passado, filho e m\u00e3e encaram uma carona do centro de Bel\u00e9m at\u00e9 Ananindeua. Uma hora certa de carro e engarrafamento. Cabocla nascida e criada nas brenhas de Camet\u00e1, dona L\u00e9o sempre foi term\u00f4metro para tudo que \u00e9 ou aspira ser popular. \u201cKitsch Pop Cult\u201d no player, sem muito aviso. J\u00e1 no riff de abertura de \u201cLegal e Ilegal\u201d, percebe-se um ombrinho balan\u00e7ando, com uma express\u00e3o que dizia mais ou menos \u201cconhe\u00e7o isso de algum lugar\u201d. Pouco depois, a tentativa de cantarolar, sem muita convic\u00e7\u00e3o, a letra repleta de imagens que mal acabara de conhecer.  \u201cEssa eu n\u00e3o tolero\u2026 \u00c9 dessa que eu gosto\u2026\u201d As faixas avan\u00e7am no ritmo do \u00e1lbum e, alguns outeiros, jam sessions, culturas sint\u00e9ticas no drum\u00b4n\u00b4bass, lambadas com farinha, caspas do diabo, revistas de cinema e ervas do amor mais tarde, ela pergunta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem \u00e9, filho?\u201d<br \/>\n\u201dFelipe Cordeiro, m\u00e3e, um cara daqui\u201d<br \/>\n\u201cAh, gostei disso. Grava um CD pra eu mostrar pro teu pai?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez seja esse o maior elogio a \u201cKitsch Pop Cult\u201d. Na guerra entre o Walter Benjamin e o Al\u00edpio Martins que dividem Felipe Cordeiro, o segundo leva a melhor sobre o rival, por margem m\u00ednima de pontos, nesta primeira e disputada batalha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que venham as pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13266\" title=\"felipe_cordeiro\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/felipe_cordeiro.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/felipe_cordeiro.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/felipe_cordeiro-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Elvis Rocha (siga <a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/ElvisRocha\" target=\"_blank\">@ElvisRocha<\/a>) \u00e9 jornalista em Bel\u00e9m e edita o Amaz\u00f4nia Jornal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Elvis Rocha\nA classe m\u00e9dia n\u00e3o trepa sem amor. 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