{"id":13169,"date":"2012-03-10T17:45:32","date_gmt":"2012-03-10T20:45:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=13169"},"modified":"2020-09-29T12:16:48","modified_gmt":"2020-09-29T15:16:48","slug":"guilheme-arantes-e-a-amnesia-do-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/10\/guilheme-arantes-e-a-amnesia-do-pop\/","title":{"rendered":"Guilheme Arantes e a Amn\u00e9sia do Pop"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13173\" title=\"guilherme_arantes\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/guilherme_arantes.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/guilherme_arantes.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/guilherme_arantes-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/guilherme_arantes-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Guilheme Arantes e a Amn\u00e9sia do Pop<br \/>\nSob O CEL #13<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve um tempo, distante, em que as trilhas sonoras de novela eram parte importante da forma\u00e7\u00e3o das pessoas que se interessavam por m\u00fasica. V\u00edamos as novelas \u2013 que eram mil vezes mais interessantes do que o lix\u00e3o que vai ao ar hoje em dia \u2013, ouv\u00edamos as m\u00fasicas e compr\u00e1vamos os discos. Eu tinha 10 anos em 1980 e j\u00e1 colecionava alguns t\u00edtulos nacionais e internacionais como \u201cEspelho M\u00e1gico\u201d, \u201cDancing Days\u201d, \u201cCora\u00e7\u00e3o Alado\u201d, \u201cSaramandaia\u201d e continuaria comprando, logo adquirindo \u201cBaila Comigo\u201d, \u201c\u00c1gua Viva\u201d, \u201cOs Gigantes\u201d, \u201cPai Her\u00f3i\u201d. A diferen\u00e7a n\u00e3o estava s\u00f3 nas novelas, mas tamb\u00e9m nos frequentadores dessas trilhas, gente como Elton John, Genesis, Bee Gees, Alan Parsons Project, Chic, entre outros medalh\u00f5es gringos. No terreno nacional, s\u00f3 consigo me lembrar da onipresen\u00e7a de Guilherme Arantes. O sujeito emplacava can\u00e7\u00f5es desde 1976, quando &#8220;Meu Mundo E Nada Mais&#8221; surgiu na trilha de \u201cAnjo Mau\u201d. Isso foi s\u00f3 o come\u00e7o. Esse texto, no entanto, n\u00e3o \u00e9 sobre as novelas e suas trilhas \u2013 que bem poderiam ser assunto um dia \u2013 mas sobre a import\u00e2ncia da obra deste cantor e compositor, criminosamente esquecido pela imprensa musical nacional, essa interessante classe de pessoas com problemas de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guilherme sempre teve uma grande habilidade para a m\u00fasica pop de matriz anglo-americana. Nunca houve algum regionalismo ou mistura de estilo nacional em sua verve, apenas o idioma. N\u00e3o duvido que Arantes seria um popstar mundial se fosse ingl\u00eas. Pianista talentoso, cantor competente (sempre fez muito com a voz curta que tem), arranjador criativo, ele come\u00e7ou no Moto Perp\u00e9tuo, grupo de progressivo paulistano, que hoje \u00e9 m\u00edtico como as boas bandas prog nacionais desbravadoras devem ser. O Moto durou um ano (1974\/75) e acabaria sem muito alarde. Seguindo uma tend\u00eancia mundial, Arantes migrou do estilo para o pop refinado, cheio de nuances instrumentais e cuidados t\u00e9cnicos. Ele j\u00e1 havia decidido deixar a faculdade de arquitetura para tr\u00e1s e viver de m\u00fasica. Em um ano sua aposta renderia os frutos, at\u00e9 al\u00e9m do esperado. O sucesso nacional de &#8220;Meu Mundo E Nada Mais&#8221; o credenciou para novas trilhas sonoras, como a de \u201cDuas Vidas\u201d, novela de Janete Clair, que trouxe a bela &#8220;Cuide-se Bem&#8221;. Tamb\u00e9m foi assim com &#8220;Baile de M\u00e1scaras&#8221; em \u201cEspelho M\u00e1gico\u201d, &#8220;Amanh\u00e3&#8221; em \u201cDancing Days\u201d, &#8220;Deixa Chover&#8221; em \u201cBaila Comigo\u201d, enfim, o homem n\u00e3o conhecia limites para emplacar hits.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"DEIXA CHOVER - Show e entrevista com Guilherme Arantes no Programa Livre  -  1992\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aN1-2EwR0i4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na virada dos anos 70\/80, a Globo tentou ressuscitar os festivais musicais. Uma das mem\u00f3rias mais presentes \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o de Guilherme Arantes no II MPB Shell, com &#8220;Planeta \u00c1gua&#8221;. A can\u00e7\u00e3o foi aclamada pelo p\u00fablico e grande parte dos jurados e emplacou nacionalmente nas r\u00e1dios. A letra falava de ecologia com leveza e pertin\u00eancia, num tempo em que a preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente era algo embrion\u00e1rio. &#8220;Planeta \u00c1gua&#8221; ficou com a segunda coloca\u00e7\u00e3o, perdendo para a chat\u00edssima &#8220;Purpurina&#8221;, cantada por Lucinha Lins, alvo de uma vaia de dez minutos ap\u00f3s a decis\u00e3o ser anunciada. Arantes tocou &#8220;Planeta \u00c1gua&#8221; e saiu ovacionado do Maracan\u00e3zinho lotado. Isso s\u00f3 o credenciou mais e mais para o patamar dos grandes compositores nacionais, sendo at\u00e9 requisitado por Elis Regina, que acabou gravando &#8220;Aprendendo a Jogar&#8221; e &#8220;S\u00f3 Deus \u00e9 Quem Sabe&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Festival MPB SHELL 81 - Guilherme Arantes comenta sobre a final.\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ugX55_wPI0M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guilherme Arantes tamb\u00e9m era figura f\u00e1cil no Cassino do Chacrinha, que, a partir de 1982, voltou para a Rede Globo. O programa iria se transformar na grande vitrine das bandas de rock nacionais em pouco tempo, fato que n\u00e3o prejudicou a frequ\u00eancia de apari\u00e7\u00f5es de Guilherme no elenco de atra\u00e7\u00f5es. Havia espa\u00e7o para o pop rock melodioso do sujeito e novas can\u00e7\u00f5es como &#8220;Lance Legal&#8221;, &#8220;O Melhor Vai Come\u00e7ar&#8221;, &#8220;Pedacinhos&#8221;, &#8220;F\u00e3 N\u00ba1&#8221;, &#8220;Cheia de Charme&#8221;, &#8220;Coisas do Brasil&#8221;, entre outras, grudassem inapelavelmente no ouvido popular brasileiro. O p\u00fablico do Teatro F\u00eanix, local de grava\u00e7\u00e3o do Chacrinha, era composto por estudantes da rede p\u00fablica do Rio de Janeiro e todas cantavam as m\u00fasicas de Guilherme Arantes, mostrando que o alcance de suas can\u00e7\u00f5es era bem amplo, como deve ser o do artista pop por excel\u00eancia. Pouco tempo depois, em 1987, viria um sucesso avassalador na carreira de Guilherme, inclu\u00eddo na trilha sonora da novela \u201cMandala\u201d. Sem pedir licen\u00e7a, &#8220;Um Dia, Um Adeus&#8221; assaltou as paradas de sucesso e aumentou ainda mais sua lista de hits globais. Da mesma \u00e9poca ainda s\u00e3o dignas de registro &#8220;Ouro&#8221; e &#8220;Marina No Ar&#8221;, al\u00e9m da bela &#8220;Muito Diferente&#8221;, todas devidamente ass\u00edduas nas r\u00e1dios e programas musicais da \u00e9poca, ainda na fronteira entre a apresenta\u00e7\u00e3o de playback (Chacrinha e Globo de Ouro) ou ao vivo (Perdidos Na Noite) ou ainda em clipe (Clip-Clip, FM TV).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Guilherme Arantes no Chacrinha em 1983  -  O MELHOR VAI COME\u00c7AR -\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DDGsrYYWU7E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria come\u00e7a a ficar chata a partir de agora. O Brasil mudou, Fernando Collor assumiu a presid\u00eancia e se valeu de um falso apelo popular \u2013 corroborado pela m\u00eddia que compactuava com sua presen\u00e7a no governo \u2013 que atingiu em cheio a m\u00fasica pop, a programa\u00e7\u00e3o das redes de televis\u00e3o e a pr\u00f3pria vis\u00e3o sobre o que se fazia por aqui. Um nacionalismo de araque promoveu a ascens\u00e3o de cantoras baianas, duplas sertanejas, grupos de pagode rom\u00e2ntico e, mais tarde, conjuntos de ax\u00e9. A contrapartida disso foi a acolhida dada a grupos que faziam rock com tinturas musicais regionais, como Chico Science e Mundo Livre S\/A, entre muitos outros. Como se fosse um dinossauro ap\u00f3s o grande meteoro bater contra a Terra, a produ\u00e7\u00e3o musical anterior ao per\u00edodo foi imediatamente vista como ultrapassada, sem gra\u00e7a, inadequada e foi deixada de lado. Nem todos os hits de Guilherme Arantes lhe concederam alguma isen\u00e7\u00e3o. Mesmo que lan\u00e7asse discos na d\u00e9cada de 1990, nada que foi feito por ele mereceu algum tipo de destaque e as can\u00e7\u00f5es n\u00e3o chegaram a ser ouvidas como acontecia antes. O caminho mais r\u00e1pido para o esquecimento, como sabemos bem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"1982 - Guilherme Arantes - O melhor vai come\u00e7ar\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4Q1gHKUDaxo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejam bem, nada contra novos artistas terem chance e emplacarem seus sucessos junto ao p\u00fablico. O que \u00e9 irritante \u00e9 a anu\u00eancia de uma m\u00eddia sem vergonha, pensando apenas no lucro f\u00e1cil, sem se importar com nada al\u00e9m disso. Parece que os bons m\u00fasicos, os compositores pop inteligentes, a preocupa\u00e7\u00e3o com arranjos, timbres e sons deixaram de ser importantes na hora de gravar um disco. Essa l\u00f3gica foi dominando a produ\u00e7\u00e3o musical nacional e, salvo exce\u00e7\u00f5es aqui e ali, possibilitou a perpetua\u00e7\u00e3o do mau gosto na televis\u00e3o e r\u00e1dios pelo pa\u00eds a fora. O golpe final e mais recente foi a quase inviabilidade do rock nacional ser f\u00e9rtil em termos de artistas e bandas com novas ideias e possibilidade de atingir um p\u00fablico maior. O que se v\u00ea \u00e9 a restri\u00e7\u00e3o destes \u00e0 Internet, algo que, se rende certa divulga\u00e7\u00e3o entre pessoas, por outro restringe o conhecimento de outras tantas. Nesse terreno crescem o hype, o indie estatal e tantas muta\u00e7\u00f5es irritantes entre a m\u00fasica e o ouvido.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Um dia um Adeus, Cheia de Charme e Marina no ar - Guilherme Arantes no Osmar Santos Show\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KhuYkDkPBQ8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o que o Guilherme Arantes tem a ver com isso? Nada, ainda bem. O sujeito se mudou em 2000 para a Bahia e vive l\u00e1, gravando aqui e ali. Vieram registros ao vivo, CD\/DVD para a s\u00e9rie \u201cIntimidade\u201d, da Som Livre e um novo disco, \u201cLotus\u201d, ambos gravados em 2007. Al\u00e9m disso, Guilherme vem sendo redescoberto por gente interessante da atual cena musical como Marcelo Jeneci e, principalmente, o cantor e compositor paulistano F\u00e1bio Goes, cujos dois discos, \u201cSol no Escuro\u201d e \u201cO Destino Vestido de Noiva\u201d, s\u00e3o duas grandes exce\u00e7\u00f5es \u00e0 mesmice ou \u00e0 falsa esperteza. Com influ\u00eancia direta da poesia aranteana e de uma atmosfera anos 80 em bons termos pop, F\u00e1bio Goes \u00e9 um bom cara a ser ouvido. Quanto a Guilherme Arantes, ex-progressivo, hitmaker, pianista, paulista, gente boa e onipresen\u00e7a nas boas listas de gente criminosamente esquecida-redescoberta, que ele continue compondo, teimando em ter bom gosto e, sobretudo, se cuidando bem &#8220;pra nunca perder o riso largo e a simpatia estampada no rosto&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Guilherme Arantes - Extase (Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ANd6L2i3tpo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Discografia<\/strong><br \/>\nAlguns de seus primeiros LPs chegaram a ser relan\u00e7ados em CDs, mas a grande maioria da discografia de Guilherme Arantes precisa ser garimpada em sebos (a s\u00e9rie Pop Local recolocou nas lojas em 1995 quase toda discografia do m\u00fasico nos anos 80). Dois grandes \u00e1lbuns, \u201cA Cara e a Coragem\u201d (1978) e \u201cCora\u00e7\u00e3o Paulista\u201d (1980), foram recuperados por Charlie Gavin, que os remasterizou e os lan\u00e7ou na s\u00e9rie Dois Momentos, da Warner. Em 2011 foi a vez de uma nova s\u00e9rie, \u201cSucessos em Dose Dupla\u201d, reunir discos raros de Arantes: A Cara e a Coragem\u201d (1978) foi novamente o escolhido, aqui ao lado do rar\u00edssimo \u201cGuilherme Arantes\u201d, de 1982 (que traz a m\u00fasica \u201cO Melhor Vai Come\u00e7ar\u201d). Seu bom disco de estreia, de 1976, foi lan\u00e7ado com capa modificada em 2001, pela Som Livre, e pode ser encontrado com facilidade. \u201cRonda Noturna\u201d, de 1977, permanece in\u00e9dito, mas \u201cGuilherme Arantes\u201d, de 1979, foi relan\u00e7ando no come\u00e7o de 2012. Vale ainda citar os \u00e1lbuns \u201cLiga\u00e7\u00e3o\u201d (de 1983, relan\u00e7ando em 2001 pela Som Livre e que traz can\u00e7\u00f5es como \u201cRolo Compressor\u201d e \u201cPedacinhos\u201d), \u201cDesperdar\u201d, de 1985 (relan\u00e7ado em CD em 1995 e que conta com os mega-hits \u201cCheia de Charme\u201d e \u201cBrincar de Viver\u201d) e \u201cMeu Mundo e Nada Mais\u201d, ao vivo duplo gravado em 1990 que re\u00fane 21 hits de Guilherme Arantes (muita gente saber\u00e1 cantar quase todas as can\u00e7\u00f5es) mais um cover de \u201cHello, Goodbye\u201d, de Lennon e McCartney.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13181\" title=\"guilherme1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/guilherme1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista e f\u00e3 de m\u00fasica. Conhece Marcelo Costa por carta desde o fim dos anos 90, quando o Scream &amp; Yell era um fanzine escrito por ele e amigos, l\u00e1 em sua natal Taubat\u00e9. J\u00e1 escreveu no S&amp;Y por um bom tempo, em idas e vindas. Hoje tem certeza de que o mundo como o conhec\u00edamos acabou l\u00e1 por volta de 1994\/95 mas n\u00e3o est\u00e1 conformado com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Mat\u00e9rias Antol\u00f3gicas: &#8220;Hoje sou exatamente o que sonhei ser&#8221;, por Guilherme Arantes (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/guilhermearantes.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob O CEL #13\nPianista talentoso, cantor competente e um arranjador criativo: Guilherme Arantes seria um popstar mundial se fosse ingl\u00eas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/10\/guilheme-arantes-e-a-amnesia-do-pop\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[102,46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13169"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13169"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13169\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57583,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13169\/revisions\/57583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}