{"id":12825,"date":"2012-02-24T19:24:06","date_gmt":"2012-02-24T22:24:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=12825"},"modified":"2012-05-02T00:46:38","modified_gmt":"2012-05-02T03:46:38","slug":"entrevista-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/24\/entrevista-ceu\/","title":{"rendered":"Entrevista: C\u00e9u"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12826\" title=\"ceu\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ceu.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ceu.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ceu-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fim de uma tarde quente em S\u00e3o Paulo. Maria do C\u00e9u Whitaker Po\u00e7as passou o dia inteiro conversando com jornalistas, posando para fotos e falando sobre o rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201cCaravana Sereia Bloom\u201d, seu terceiro \u00e1lbum, e ainda mostra uma confian\u00e7a e felicidade insuspeitas com o resultado do disco: \u201cEstou super contente. \u00c9 como eu queria que tivesse ficado\u201d, garante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O verbo \u201cquerer\u201d marca uma busca est\u00e9tica da cantora que difere \u201cCaravana Sereia Bloom\u201d de seu segundo \u00e1lbum, \u201cVagarosa\u201d, um disco introspectivo. \u201cVagarosa est\u00e1 muito ligado a uma imers\u00e3o\u201d, explica C\u00e9u. \u201cJ\u00e1 Caravana Sereia Bloom \u00e9 mais mundano\u201d, acredita, e isso de certa forma explica o tom mais agitado do novo disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEle \u00e9 todo tem\u00e1tico, por conta das viagens\u201d, explica, mostrando que a agita\u00e7\u00e3o da vida em turn\u00ea foi transposta para o disco, mas ainda assim de forma relaxada, suave. Ela assina a maior parte do repert\u00f3rio, mas abre espa\u00e7o para Jorge Du Peixe, da Na\u00e7\u00e3o Zumbi, respons\u00e1vel por \u201cChegar em Mim\u201d, o marido e produtor Gui Amabis, que escreveu a sessentista \u201cFalta de Ar\u201d, e Lucas Santtana, autor de \u201cStreets Bloom\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00e9u ainda canta no novo \u00e1lbum um reggae jamaicano dos anos 60 (a sinuosa \u201cYou Won\u2019t Regret It\u201d, de Lloyd Robinson e Glen Brown) e \u201cO Palha\u00e7o\u201d, de Nelson Cavaquinho, que conta com o viol\u00e3o de seu pai, Edgar Po\u00e7as. \u201cEle conseguiu transformar um cl\u00e1ssico do samba em uma valsa, algo felliniano\u201d, define.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dispon\u00edvel nas lojas e na internet, o download ilegal n\u00e3o incomoda C\u00e9u, que, no entanto, cobra uma discuss\u00e3o s\u00e9ria sobre o assunto. \u201c\u00c9 preciso respeitar a profiss\u00e3o de m\u00fasico&#8221;, diz ela. &#8220;J\u00e1 me perguntaram muitas vezes ao preencher formul\u00e1rios: \u201cQual \u00e9 a sua profiss\u00e3o?\u201d. E eu: \u201cCantora\u201d.  E a pessoa: \u201cN\u00e3o, qual \u00e9 a sua profiss\u00e3o?\u201d. C\u00e9u \u00e9 cantora, est\u00e1 feliz e bateu um papo animado por telefone com o Scream &amp; Yell. Confira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bPAaLAPvPRA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bPAaLAPvPRA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Oi C\u00e9u, boa tarde. J\u00e1 conversou com muita gente hoje?<\/strong><br \/>\nBastante (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Faz parte, n\u00e9. O disco est\u00e1 saindo&#8230;<\/strong><br \/>\n\u00c9. S\u00f3 alegria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea est\u00e1 feliz?<\/strong><br \/>\nEstou! Estou super contente. \u00c9 como eu queria que tivesse ficado \u2013 e isso \u00e9 muito bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Asfalto, estrada, retrovisor: de onde surgiu essa inspira\u00e7\u00e3o estradeira do disco?<\/strong><br \/>\nEle \u00e9 todo tem\u00e1tico, por conta das viagens, foram muitas desde 2005, rodando e percebendo que \u00e9 um tema intenso. N\u00e3o \u00e9 apenas bonito e belo. Apesar de ser belo traz muitas situa\u00e7\u00f5es desafiadoras. Ent\u00e3o percebi que era um tema latente, que eu estava querendo contar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagino, pois a estrada proporciona muitas hist\u00f3rias e olhares diferentes&#8230; voc\u00ea sai da rotina.<\/strong><br \/>\n\u00c9 outra realidade, paralela a sua, e que se faz por um tempo limitado, por\u00e9m extremamente intenso. \u00c9 engra\u00e7ado e tamb\u00e9m curioso: as pessoas que est\u00e3o com voc\u00ea acabam se tornando a sua fam\u00edlia. As situa\u00e7\u00f5es acabam se tornando meio contos, imagens, casos e&#8230; entram na sua vida. Acho muito interessante e achei que fizesse sentido (para o \u00e1lbum).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel dizer que musicalmente voc\u00ea formou uma \u201cfam\u00edlia\u201d. Voc\u00ea trabalha realmente com uma caravana de m\u00fasicos. Como voc\u00ea v\u00ea essa fam\u00edlia?<\/strong><br \/>\nEu vejo com muita alegria e acho gosto poder contar com essa turma que me identifico e que tenho uma afinidade musical enorme. Acho muito divertido fazer um trabalho com muitas m\u00e3os, ainda mais com as m\u00e3os de pessoas que voc\u00ea admira e tem um relacionamento. Isso d\u00e1 alma ao trabalho. Tamb\u00e9m n\u00e3o tem que ser sempre a mesma galera. \u00c9 importante conhecer outras pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Falando em gente nova, apesar de n\u00e3o ser uma pessoa nova em seu conv\u00edvio, como foi gravar pela primeira vez com seu pai?<\/strong><\/span><br \/>\nFoi muito legal e emocionante. E foi bem pontual, porque o disco estava precisando desse respiro, pois ele vem em um ritmo e, de repente, percebi que essa m\u00fasica faria todo o sentido sendo o palha\u00e7o um tema t\u00e3o estradeiro, t\u00e3o circense, t\u00e3o Fellini. Meu pai entendeu perfeitamente quando pedi a ele para fazer de \u201cO Palha\u00e7o\u201d algo meio felliniano. S\u00f3 ele pra me entender (risos). E ele conseguiu transformar um cl\u00e1ssico do samba em uma valsa. Gravei em um take s\u00f3. H\u00e1 muita hist\u00f3ria envolvida, pois ele \u00e9 muito f\u00e3 do cavaquinho. Fiquei muito contente porque ele topou fazer isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 apegada a r\u00f3tulos, e isso lhe permite gravar Nelson Cavaquinho e um reggae jamaicano dos anos 60 no mesmo disco. Como funciona isso na sua cabe\u00e7a, j\u00e1 que sem essa delimita\u00e7\u00e3o voc\u00ea tem um espectro enorme de coisas interessantes que poderiam ser gravadas&#8230;<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei (rindo). As vezes tenho vontade de abrir a minha cabe\u00e7a e ver as conex\u00f5es (rindo mais) at\u00e9 para eu mesma me compreender. E essa \u00e9 uma pergunta freq\u00fcente. E \u00e9 curioso. Claro que compreendo a necessidade de se entender o r\u00f3tulo, mas acho que a sigla MPB \u00e9 muito democr\u00e1tica, e me coloco ali. S\u00f3 acho que a est\u00e9tica da MPB est\u00e1 sendo revisitada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com essa nova turma&#8230;<\/strong><br \/>\n\u00c9. Se voc\u00ea for observar a galera, os contempor\u00e2neos, tem disco do Lucas (Santtana), tem disco do Gui (Amabis), da Tulipa (Ruiz), do Lira&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do Siba&#8230;<\/strong><br \/>\nIsso. E na verdade o que \u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na verdade n\u00e3o d\u00e1 para colocar num balaio e dizer que a mesma coisa porque voc\u00ea \u00e9 diferente do Lucas que \u00e9 diferente do Gui que \u00e9 diferente da Tulipa que \u00e9 diferente do Siba&#8230;<\/strong><br \/>\nExatamente. Ent\u00e3o \u00e9 muito cruel a gente tentar entender o que exatamente \u00e9. Eu, por exemplo, n\u00e3o parto do papel em branco pensando&#8230; \u201cvou fazer um rock\u201d ou \u201cvou fazer um samba\u201d. Eu (simplesmente) vou fazendo e ent\u00e3o come\u00e7o a entender e linguagem est\u00e9tica e a coisa toda parte para um lugar. Mas compreendo a dificuldade (da falta de r\u00f3tulos), principalmente dos lojistas: em qual lugar em coloco esse CD? (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CiH7NvW7HcA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CiH7NvW7HcA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como se deu a escolha dessas duas can\u00e7\u00f5es: \u201cO Palha\u00e7o\u201d e \u201cI Won&#8217;t Regret It\u201d?<\/strong><br \/>\nEssa estrada que eu quis falar tem uma geografia, uma est\u00e9tica, muito especificas. O ponto de partida \u00e9 S\u00e3o Paulo, ent\u00e3o sobe pelo nordeste, norte, reflete o Caribe e os ritmos da Am\u00e9rica Central. Eu estava muito curiosa por essa mistura da m\u00fasica latina com a m\u00fasica brasileira. (Descobrir) a origem da lambada, da guitarrada, da aparelhagem, do brega, tudo que existe em nossa fronteira. Paralela a essa est\u00e9tica de estrada, notei que a pr\u00f3pria estrada tinha uma geografia. Ent\u00e3o \u201cO Palha\u00e7o\u201d&#8230; peguei um samba que pode ser transformado em um filminho, algo meio cinematogr\u00e1fico, de estrada. E o reggae \u00e9 uma influ\u00eancia que trago desde sempre. E \u00e9 muito pr\u00f3xima (a conex\u00e3o da) a aparelhagem de som de Bel\u00e9m com o sistema de som da Jamaica. Acho que \u00e9 tudo muito pr\u00f3ximo, irm\u00e3o. Basta fazer uma conex\u00e3o est\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em \u201cBaile da Ilus\u00e3o\u201d voc\u00ea abre cantando \u201cMe colori\u201d. Em \u201cRetrovisor\u201d voc\u00ea cita o \u201cBatom vermelho\u201d, que a Mallu Magalh\u00e3es tamb\u00e9m canta em uma das m\u00fasicas do disco dela (Nota: \u201cVelha e Louca\u201d)&#8230;<\/strong><br \/>\nDei muita risada disso. Conhe\u00e7o a Mallu, ela \u00e9 uma fofa. E o clipe \u00e9 lindo. E o batom vermelho \u00e9 um tema bonito de se falar (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 um disfarce? Ou \u00e9 algo como \u201cme pintei pra guerra\u201d?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o diria guerra&#8230; mas tem um aspecto de sair da zona de conforto, da sua casa e ir para o palco&#8230; \u00e9 algo extremamente respons\u00e1vel&#8230; que necessita estar muito centrada. E, muitas vezes, voc\u00ea carrega o personagem para o palco. Embora eu tente tratar isso com naturalidade, mas tem esse aspecto de ser cantora e ir para lugares inimagin\u00e1veis, e amanh\u00e3 tem avi\u00e3o, show e n\u00e3o sei mais o que, desde a temperatura est\u00e1 fria ou quente&#8230; ent\u00e3o \u00e9 uma guerra, mas estamos nessa para fazer bem e da melhor maneira poss\u00edvel. E com alegria, pois \u00e9 tudo sobre se divertir tamb\u00e9m!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De onde surgiu a inspira\u00e7\u00e3o para o quarteto final da letra de \u201cAmor de Antigos\u201d? Aquela coisa po\u00e9tica de \u201cNh\u00f4 Nh\u00f4 bebeu um gole de cada poro meu \/ E feito vinho de caju, amarrei-lhe a boca \/ E nosso amor foi todo \u00e0 prova de eb\u00f3 \/ n\u00e3o teve um s\u00f3 que separou eu de Nh\u00f4 Nh\u00f4\u201d?<\/strong><br \/>\n(risos) Eu peguei uma cita\u00e7\u00e3o, uma imagem, como se estivesse conversando com uma senhora e ela me contando a hist\u00f3ria do grande amor da vida dela. Achei bonito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFalta de Ar\u201d me passou uma vibe Tim Maia, fase soul do Roberto Carlos. Concorda?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o me vem tanto Tim Maia&#8230; mas sim aquele fase mais sessenta do Gil. Essa composi\u00e7\u00e3o \u00e9 do Gui (Amabis) e me lembra essa coisa Nordeste, essa fase \u201cOriente\u201d do Gil. E tem tudo a ver com estrada, sair fora&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar de saber que voc\u00ea n\u00e3o acha o \u00e1lbum \u201cVagarosa\u201d t\u00e3o vagaroso (risos), ele \u00e9 bem lento em compara\u00e7\u00e3o com \u201cCaravana Sereia Bloom\u201d, que \u00e9 mais acelerado (para ficar nas figuras de estrada). O que mudou? \u00c9 estrada mesmo?<\/strong><br \/>\nO \u201cVagarosa\u201d est\u00e1 muito ligado a uma imers\u00e3o&#8230; de segundo disco, de maternidade, de muitas coisas que fazem sentido em torn\u00e1-lo mais lento. J\u00e1 o \u201cCaravana\u201d \u00e9 mais mundano. \u00c9 mais contos e casos comuns a todos. Ele \u00e9 muito pessoal, mas tamb\u00e9m \u00e9 de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco vazou hoje. Como voc\u00ea v\u00ea isso?<\/strong><br \/>\nCom naturalidade. Eu sabia que iria vazar logo. E \u00e9 uma quest\u00e3o boa por um lado e ruim por outro. \u00c9 interessante a gente parar para pensar em v\u00e1rios aspectos. Dia desses estava conversando com uma pessoa, comentando que acho muito legal quando o artista pega e d\u00e1 o disco, mas tamb\u00e9m acho que a m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 tratada com tanto respeito, como profiss\u00e3o. Voc\u00ea sai \u00e0 noite, vai em uma balada, deixa o carro em um valet, e paga R$ 30. E muitas vezes as pessoas reclamam de pegar isso por um disco. Sou totalmente defensora (de uma discuss\u00e3o)&#8230; \u00e9 necess\u00e1rio existir uma reforma&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 uma quest\u00e3o muito nova&#8230;<\/strong><br \/>\nN\u00f3s somos uma gera\u00e7\u00e3o transacional. As coisas todas est\u00e3o se mexendo e n\u00f3s n\u00e3o sabemos para que lado vai dar. Acho muito saud\u00e1vel a gente conversar, mas conversar mesmo, para que o m\u00fasico continue conseguindo pagar as contas (risos)&#8230; e se virar. Afinal de contas \u00e9 uma profiss\u00e3o, e a gente se doa muito. J\u00e1 me perguntaram muitas vezes ao preencher formul\u00e1rios: \u201cQual \u00e9 a sua profiss\u00e3o?\u201d. E eu: \u201cCantora\u201d.  E a pessoa: \u201cN\u00e3o, qual \u00e9 mesmo a sua profiss\u00e3o?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e9rio?<\/strong><br \/>\nS\u00e9rio! Acontece muito, e ainda hoje. \u00c9 uma coisa para se filosofar a respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12833\" title=\"ceu1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ceu1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina o blog <a href=\"..\/..\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\n&#8220;Estou super contente. \u00c9 como eu queria que tivesse ficado&#8221;, diz ela sobre o novo disco. 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