{"id":12742,"date":"2012-02-21T10:30:29","date_gmt":"2012-02-21T13:30:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=12742"},"modified":"2025-07-28T09:58:43","modified_gmt":"2025-07-28T12:58:43","slug":"codeine-distantes-e-permanentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/codeine-distantes-e-permanentes\/","title":{"rendered":"Codeine: distantes e permanentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12744\" title=\"codeine\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/codeine.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/jeveiga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Eduardo Veiga<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A code\u00edna (C18H21NO3) \u00e9 um analg\u00e9sico cuja pot\u00eancia pode ser situada entre a da aspirina e a da morfina: forte demais para o tratamento de uma cefal\u00e9ia corriqueira, insuficiente para anestesiar o corpo por completo. Seu uso, apesar de aplacar a agonia f\u00edsica, est\u00e1 longe de proporcionar a euforia relacionada a outros opi\u00e1ceos. A seda\u00e7\u00e3o parcial, ao mesmo tempo em que abafa choro e grito, transforma dor em desatino e induz a uma sonol\u00eancia marcada por apn\u00e9ia e pesadelos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da receita ao conceito, a banda nova-iorquina Codeine surgiu em 1989 incorporando a seu som todas as rea\u00e7\u00f5es \u2014 \u00fateis e adversas \u2014 do medicamento. Uma voz quebradi\u00e7a acompanha, fonema a fonema, o andamento hesitante da can\u00e7\u00e3o at\u00e9 ser definitivamente minada pelas notas e batidas. Por mais que as letras transbordem desespero ou as guitarras se inflamem aos \u00faltimos decib\u00e9is, a in\u00e9rcia e a resigna\u00e7\u00e3o d\u00e3o o tom a todo o repert\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s dois LPs e um EP, o Codeine entrou em um longo estado catat\u00f4nico que ser\u00e1 finalmente revertido. Seu primeiro show (<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/05\/27\/londres-i%e2%80%99ll-be-your-mirror-dia-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hipn\u00f3tico<\/a>) em 18 anos foi anunciado entre o line-up de 2012 do I\u2019ll Be Your Mirror, subfestival do All Tomorrow&#8217;s Parties, que, em maio, reunir\u00e1 em Londres artistas como Chavez, Dirty Three, Melvins, Afghan Whigs e Slayer sob a curadoria dos m\u00fasicos do Mogwai \u2014 que sempre explicitaram a influ\u00eancia do Codeine em seu post-rock. Em seguida foram confirmadas outras sete datas e o relan\u00e7amento, pelo selo Numero Box, de todos os discos em edi\u00e7\u00f5es especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem deixar de lado um certo sil\u00eancio que, entre os acordes ou entre as d\u00e9cadas, \u00e9 ingrediente essencial ao Codeine, os integrantes originais do grupo \u2014 Stephen Immerwahr (vocal e baixo), John Engle (guitarra) e Chris Brokaw (bateria), os mesmos que subir\u00e3o aos palcos na nova turn\u00ea \u2014 conversaram sobre sons, sonhos, estados psicol\u00f3gicos, catarse, slowcore e grunge em uma troca coletiva de e-mails.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Codeine (live @ Underdogs&#039;, Prague 2023) (FULL SET)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HILqkOdA93k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Stephen<\/strong>: A ess\u00eancia de nosso estilo musical foi concebida antes de Chris se juntar a n\u00f3s, talvez antes mesmo de eu ter ensaiado com John pela primeira vez. Na verdade, quando descrevi o conceito do Codeine, John chegou a me perguntar se eu achava que algu\u00e9m teria a coragem assumir as guitarras de uma banda como aquela. Mas, assim que n\u00f3s tr\u00eas nos reunimos para tocar e, principalmente, para ouvir o que est\u00e1vamos fazendo, come\u00e7amos a nos surpreender com o rumo que as coisas tomavam por conta pr\u00f3pria. E isso foi bem empolgante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chris<\/strong>: Eu e Steve est\u00e1vamos interessados pelo punk e pelo p\u00f3s-punk, mas nos aproximamos por conta de nosso entusiasmo m\u00fatuo em rela\u00e7\u00e3o a Nikki Sudden &amp; The Jacobites.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Stephen<\/strong>: Tr\u00eas can\u00e7\u00f5es particularmente influentes para mim naqueles dias foram \u201cI Wish I\u2019d Never Loved You\u201d, da Dusty Springfield, lado B de \u201cAll Cried Out\u201d; \u201cJust Out of Reach\u201d, do The Jesus and Mary Chain, lado B de \u201cYou Trip Me Up\u201d; e as duas vers\u00f5es de \u201cBig Store\u201d gravadas pelos Jacobites. E John fez com que eu ouvisse muito o primeiro disco do The Fall, \u201cLive at The Witch Trials\u201d, que foi de onde veio o t\u00edtulo do \u201cFrigid Stars\u201d [a faixa \u201cCrap rap 2\/ Like to bow\u201d carrega o verso \u201cDon\u2019t fuck with us, we are frigid stars\u201d].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>John<\/strong>: Bem, eu realmente fiz Steve gostar daquele disco do The Fall, mas, fora o t\u00edtulo do LP, n\u00e3o sei at\u00e9 onde ele levou essa influ\u00eancia. N\u00e3o havia muitas refer\u00eancias al\u00e9m da vontade de criar algo muito simples (o \u00fanico de n\u00f3s que sabia realmente tocar um instrumento era o Chris) e capaz de produzir, em vez de um som violento que fosse absorvido com facilidade, uma presen\u00e7a distante e permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum de estreia, \u201dFrigid Stars\u201d, abre com \u201cD\u201d, conceito escolar que, entre o A e o F, representa o c\u00famulo da mediocridade. E o narrador da can\u00e7\u00e3o assume estar tirando \u201cD em empenho\u201d, \u201cD em disposi\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cD em amor\u201d, \u201cD porque \u00e9 voc\u00ea quem paga o aluguel\u201d. Outros versos ganham contornos mais expressionistas, como os relatos on\u00edricos de um rosto em estado de putrefa\u00e7\u00e3o em \u201cCave-in\u201d.<\/strong><br \/>\n<strong>Stephen<\/strong>: Eu buscava as letras em sonhos com outras pessoas ou as escrevia a partir de fragmentos polidos de estados psicol\u00f3gicos. Uma coisa ou outra era mais direta, como os versos de \u201cGravel bed\u201d: \u201cJohn thinks I&#8217;ve been sad enough\/ But I just can&#8217;t agree\/ It&#8217;s not so sad for me\u201d [John acha que j\u00e1 estive triste o bastante\/ Mas simplesmente n\u00e3o posso concordar\/ Para mim isso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o triste assim]. Sim, \u201cJohn\u201d \u00e9 o John e \u201cmim\u201d sou eu; por outro lado, sempre achei isso muito engra\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gravado no ver\u00e3o de 1990, \u201cFrigid Stars\u201d foi imediatamente prensado e distribu\u00eddo pelo selo independente alem\u00e3o Glitterhouse. O \u00e1lbum demorou at\u00e9 o ano seguinte para ser disponibilizado nos Estados Unidos, o que aconteceu literalmente em meio \u00e0 invas\u00e3o grunge: o lan\u00e7amento ficou a cargo da Sub Pop.<\/strong><br \/>\n<strong>Chris<\/strong>: Criou-se uma mitologia instant\u00e2nea relacionada \u00e0 Sub Pop, o que provavelmente nos rendeu alguma exposi\u00e7\u00e3o, mas sempre fomos os exc\u00eantricos do selo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Sub Pop havia acabado de apresentar ao mundo grupos como Mudhoney, Soundgarden e Nirvana.<\/strong><br \/>\n<strong>Chris<\/strong>: O sucesso do Nirvana me parecia bastante peculiar, um tanto inexplic\u00e1vel. O \u201cNevermind\u201d virou algo gigantesco no m\u00eas em que o Codeine realizou a primeira turn\u00ea pela Europa. O disco tocava em todos os lugares. E aquilo para mim soava como Ozzy Osbourne ou The Offspring, era um tipo de pop metal. At\u00e9 hoje n\u00e3o consigo entender por que aquela febre foi considerada um epis\u00f3dio t\u00e3o importante, uma reviravolta cultural. Era o arqu\u00e9tipo de uma postura adolescente e irrespons\u00e1vel, algo completamente diferente do que est\u00e1vamos tentando fazer. Havia uma constante catarse na m\u00fasica do Nirvana, coisa que definitivamente n\u00e3o tinha nada a ver com o Codeine.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Frigid Stars\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_l4sXcBOXhJ01rucgA6QueBieBUS1gwt3I\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que, naqueles dias, a angustia era a base do rock norte-americano. Em Seattle, o resultado foi a explos\u00e3o que ficou conhecida como grunge. Em outros cantos do pa\u00eds, no entanto, as dores e afli\u00e7\u00f5es de uma gera\u00e7\u00e3o acabaram por se interiorizar. Era uma letargia densa e contagiante, que, a partir do Codeine, em Nova York, se espalhou at\u00e9 o Kentucky, de onde o Slint saiu para gravar o influente \u201cSpiderland\u201d; abra\u00e7ou o Seam, da Carolina do Norte; aliciou um de seus representantes mais duradouros, o Low, em Mine\u00e1polis; e chegou at\u00e9 o Texas, terra do Bedhead.<\/strong><br \/>\n<strong>John<\/strong>: N\u00f3s fizemos uma prele\u00e7\u00e3o e outras bandas possivelmente tomaram nota, embora eu n\u00e3o saiba dizer a quem influenciamos. Sempre que entr\u00e1vamos em turn\u00ea com outros artistas algu\u00e9m dizia \u201cEi, acabamos de compor uma m\u00fasica no estilo Codeine\u201d e vinha tocar uma coisa chat\u00edssima. Era legal pensar que est\u00e1vamos expandindo alguns horizontes, mesmo que por apenas uma ou duas can\u00e7\u00f5es, mas eles podiam ter dito, da mesma maneira, que tinham composto algo \u201cdissonante\u201d ou \u201crom\u00e2ntico\u201d. \u00c9 poss\u00edvel classificar bandas ou qualquer outra coisa de acordo com os crit\u00e9rios mais est\u00fapidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E, assim, a imprensa musical rapidamente encontrou um nome para aquilo: slowcore.<\/strong><br \/>\n<strong>Stephen<\/strong>: Mant\u00ednhamos uma rela\u00e7\u00e3o pessoal com algumas daquelas bandas e, em contraste ao hardcore, faz\u00edamos piada dizendo que \u00e9ramos o slowcore nova-iorquino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>John<\/strong>: Certamente possu\u00edamos diversas caracter\u00edsticas em comum com a maior parte dos grupos que eram chamados de slowcore, mas da\u00ed a afirmar que existia uma cena&#8230; Acho que, ali\u00e1s, nunca tocamos com nenhum deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chris<\/strong>: N\u00e3o existia, de forma alguma, uma cena slowcore. Pod\u00edamos classificar bandas como Swans ou Melvins como \u201clentas\u201d ou \u201cpesadas\u201d, mas n\u00e3o acredito que houvesse muita rela\u00e7\u00e3o entre o que cada uma estava criando. E todas pareciam bem desconfort\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o ao r\u00f3tulo. Se em algum momento houve algo como uma cena, ela surgiu ap\u00f3s o fim do Codeine.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois do lan\u00e7amento do EP \u201cBarely Real\u201d, em 1992, Chris Brokaw deixou o Codeine para se dedicar integralmente ao Come, banda na qual j\u00e1 vinha compondo e tocando guitarra. Com seu blues alto, sujo e desarm\u00f4nico como s\u00f3 o come\u00e7o dos anos 90 poderia ter produzido, o Come gravou quatro \u00e1lbuns pela Matador Records at\u00e9 a virada da d\u00e9cada. Hoje, al\u00e9m de uma carreira solo e constantes parcerias, Chris toca esporadicamente, em turn\u00ea ou est\u00fadio, com Thurston Moore e The Lemonheads.\u00a0O disco \u201cThe White Birch\u201d saiu em 1994, com Douglas Scharin na bateria, mas o Codeine n\u00e3o foi al\u00e9m daquele ano.<\/strong><br \/>\n<strong>Stephen<\/strong>: N\u00e3o abandonei a m\u00fasica, foi a m\u00fasica me abandonou. Quis continuar acreditando nela depois da separa\u00e7\u00e3o do Codeine. Tentei v\u00e1rias coisas diferentes para ver se era poss\u00edvel fazer com que algo voltasse a funcionar, por\u00e9m nada foi adiante. Eu diria que a m\u00fasica ainda \u00e9 importante para mim e serve de combust\u00edvel para minha vida, mas de uma maneira completamente diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Stephen Immerwahr trabalha com estat\u00edsticas no departamento de sa\u00fade da cidade de Nova York. John Engle n\u00e3o d\u00e1 muitos detalhes sobre sua rotina p\u00f3s-rock, mas, durante a troca de e-mails, disse que estava de f\u00e9rias com a namorada e tentando aprender a tocar \u201c\u00c1guas de Mar\u00e7o\u201d no viol\u00e3o.<\/strong><br \/>\n<strong>Stephen<\/strong>: Sempre nos considerei uma boa banda com um punhado de \u00f3timas can\u00e7\u00f5es. O interesse prolongado em nossos discos me deixa bastante satisfeito, mas, de vez em quando, tamb\u00e9m um pouco intrigado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chris<\/strong>: O que faz\u00edamos era, sem d\u00favida, algo muito preciso, muito focado. Depois de tanto tempo \u00e9 dif\u00edcil ter no\u00e7\u00e3o do qu\u00e3o estranhos as pessoas nos julgavam, mas viviam dizendo que \u00e9ramos lentos demais e que era uma maluquice tocar t\u00e3o devagar. Hoje nossas grava\u00e7\u00f5es n\u00e3o soam t\u00e3o radicais quanto naquela \u00e9poca, o que indica uma possibilidade de termos, de certo modo, rompido alguma barreira cultural. Mas \u00e9 dif\u00edcil ter certeza.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Codeine - Realize (1992, Sub Pop)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Eefmz6QEVaM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Jo\u00e3o Eduardo Veiga, 31, \u00e9 jornalista. Tem escrito no blog <a href=\"http:\/\/www.depoucamonta.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.depoucamtonta.com<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Jo\u00e3o Eduardo Veiga\nAp\u00f3s 18 anos de sil\u00eancio, o trio Codeine se re\u00fane para shows, relan\u00e7amentos e bate um papo direto de NY com o Scream &#038; Yell\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/codeine-distantes-e-permanentes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7799],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12742"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12742"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12742\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90380,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12742\/revisions\/90380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}