{"id":126,"date":"2007-10-08T07:30:00","date_gmt":"2007-10-08T09:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2007\/10\/08\/disco-da-semana-shotters-nation-do-babyshambles\/"},"modified":"2015-09-07T19:42:27","modified_gmt":"2015-09-07T22:42:27","slug":"disco-da-semana-shotters-nation-do-babyshambles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/10\/08\/disco-da-semana-shotters-nation-do-babyshambles\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: &#8220;Shotter&#8217;s Nation&#8221;, do Babyshambles"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-32673\" title=\"babyshambles\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/babyshambles.jpg\" alt=\"\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">por Marcelo Costa<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2004, se existisse uma categoria especial chamada rock na famosa <a href=\"http:\/\/www.deathlist.net\/?y=2007\" target=\"_blank\">Dead List<\/a>, Pete Doherty seria o n\u00famero 1 (em 2007, Fidel lidera as apostas, Niemeyer est\u00e1 em sexto). Expulso de sua pr\u00f3pria banda, encarcerado pela pol\u00edcia, viciado em drogas pesadas, Pete Doherty levava sobre sua cabe\u00e7a uma nuvem negra que insistia em acompanh\u00e1-lo para onde quer que ele fosse (infelizmente, n\u00e3o para o Brasil, local em que o Libertines se apresentou em 2004). A nuvem negra n\u00e3o o abandonou, pior: ele teve que dividi-la com a modelo problema Kate Moss, e qualquer espirro do casal (ou transa no jardim de uma cl\u00ednica de dependentes) virava manchete de tabl\u00f3ides em todo o mundo. Pete deixou de ser um rockstar para se tornar uma pessoa p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto desmanchava e voltava com Kate Moss sete vezes por semana, Pete Doherty montou o Babyshambles e lan\u00e7ou, em 2005, &#8220;Down In Albion&#8221;, um \u00e1lbum t\u00e3o fraco, t\u00e3o fraco, mas t\u00e3o fraco que nem que se o Coldplay (ou Keane, ou Travis, ou Razorlight, ou Bravery) quisesse lan\u00e7ar um \u00e1lbum t\u00e3o ruim conseguiria (e olha que eles n\u00e3o precisam se esfor\u00e7ar muito para lan\u00e7arem \u00e1lbuns ruins). &#8220;Down In Albion&#8221; parecia um rascunho de quinta categoria do Libertines, e serviu para que Pete Doherty virasse saco de pancadas e piadas da cr\u00edtica enquanto Carl Barat, seu &#8220;parceiro&#8221; na ex-banda, era elogiado pelo primeiro \u00e1lbum do Dirty Pretty Things, o \u00f3timo &#8220;Waterloo to Anywhere&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos em 2007. A bola da vez na dead list rock star \u00e9 Amy Winehouse. Pete e Kate parece que terminaram de vez; Carl e Pete andam se encontrando e boatos pedem a volta do Libertines; enquanto isso, e ap\u00f3s um bom EP em 2006, &#8220;The Blinding&#8221;, o roqueiro problema n\u00famero 1 da Inglaterra parece ter reencontrado os bons sons. &#8220;Shotter&#8217;s Nation&#8221; (&#8220;Na\u00e7\u00e3o de Atiradores&#8221;), segundo \u00e1lbum do Babyshambles (lan\u00e7ado na Inglaterra dia 01\/10, e com edi\u00e7\u00e3o nos EUA prevista para 23\/10), n\u00e3o \u00e9 um disco t\u00e3o bom quanto qualquer um dos dois do Libertines, mas ao menos j\u00e1 permite que Pete Doherty olhe Carl Barat de igual para igual, e isso j\u00e1 \u00e9 uma grande not\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Shotter&#8217;s Nation&#8221; traz Stephen Street na produ\u00e7\u00e3o (no lugar de Mick Jones) e abre com a pregui\u00e7osa e \u00f3tima &#8220;Carry On Up The Morning&#8221;, que fala sobre a fama e a dificuldade de se lidar com a m\u00eddia. &#8220;Delivery&#8221;, primeiro single, vem na seq\u00fc\u00eancia, traz o t\u00edtulo do \u00e1lbum al\u00e9m de guitarras cortantes, afiadas e empolgantes. \u00c9 daquelas m\u00fasicas que valem um disco. &#8220;You Talk&#8221;, a terceira, \u00e9 uma parceria de Doherty com Kate Moss (que, ali\u00e1s, aparece semi-nua na capa do \u00e1lbum e assina mais tr\u00eas parcerias no disco). &#8220;You Talk&#8221; junta boas guitarras, excelente vocal de Pete e um clim\u00e3o descontra\u00eddo que fez muita falta a &#8220;Down In Albion&#8221;. Essas tr\u00eas can\u00e7\u00f5es abrem &#8220;Shotter&#8217;s Nation&#8221; e se as nove seguintes mantivessem o n\u00edvel ter\u00edamos um \u00e1lbum brilhante para ouvir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, de &#8220;UnBiloTitled&#8221; para frente, &#8220;Shotter&#8217;s Nation&#8221; desce a ladeira. N\u00e3o chega a soar t\u00e3o ruim quanto a estr\u00e9ia (nem como o melhor disco das bandas citadas no segundo par\u00e1grafo), mas n\u00e3o mant\u00e9m a qualidade das tr\u00eas primeiras faixas. &#8220;UnBiloTitled&#8221; \u00e9 uma baladinha que trope\u00e7a em riffs de guitarra enquanto aponta o dedo na cara da imprensa: <em>&#8220;Voc\u00ea pensa de que voc\u00ea me possui \/ Por que voc\u00ea n\u00e3o se vai foder?&#8221;<\/em>, canta Doherty como se estivesse dizendo eu te amo. &#8220;Side of the Road&#8221; \u00e9 uma t\u00edpica can\u00e7\u00e3o Libertines (cuja est\u00e9tica Carl tamb\u00e9m usou em algumas passagens de &#8220;Waterloo to Anywhere&#8221;): come\u00e7a desleixada, com riffs se entrela\u00e7ando com a bateria at\u00e9 tudo juntar-se e seguir como um caminh\u00e3o desgovernado acelerando de encontro a um pr\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Crumb Begging Baghead&#8221; tem algo de psicod\u00e9lica; &#8220;Unstookie Titled&#8221;, apesar de bonitinha e ordin\u00e1ria, parece v\u00e1rias outras can\u00e7\u00f5es (tanto do Libertines quanto do Babyshambles); &#8220;French Dog Blues&#8221; \u00e9 uma rock love song Pete\/Kate que n\u00e3o convence; &#8220;There She Goes&#8221; rouba a linha de baixo de &#8220;The Lovecats&#8221;, do The Cure, e a lembran\u00e7a do cl\u00e1ssico de Robert Smith \u00e9 melhor do que o resultado do empr\u00e9stimo; &#8220;Baddie&#8217;s Boogie&#8221; e &#8220;Deft Left Hand&#8221; tem clima, mas carecem de for\u00e7a e impacto. &#8220;Lost Art of Murder&#8221; fecha o lan\u00e7amento de forma melanc\u00f3lica e ac\u00fastica com Pete cantando, no refr\u00e3o, que hoje <em>&#8220;\u00e9 um dia agrad\u00e1vel para um assassinato \/ Voc\u00ea diz que \u00e9 um assassino \/ Mas a \u00fanica coisa que voc\u00ea mata \u00e9 seu pr\u00f3prio tempo&#8221;<\/em>, mastiga o roqueiro enquanto pessoas pedem para que ele deixe de fumar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas faixas matadoras e um bando de can\u00e7\u00f5es medianas podem ser pouco para tornar &#8220;Shotter&#8217;s Nation&#8221; um grande \u00e1lbum, mas ao menos servem para trazer Pete Doherty de volta ao cen\u00e1rio pop. Para quem andava freq\u00fcentando mais as p\u00e1ginas de fofoca do que as de m\u00fasica j\u00e1 \u00e9 algo. Para quem, principalmente, j\u00e1 liderou as listas de apostas do &#8220;pr\u00f3ximo defunto rocker&#8221; \u00e9 uma conquista&#8230; at\u00e9 a pr\u00f3xima interna\u00e7\u00e3o&#8230; ou a volta do Libertines. O que ser\u00e1 que acontecer\u00e1 antes? Estou com quem apostou na primeira op\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, &#8220;Carry On Up The Morning&#8221;, &#8220;Delivery&#8221; e &#8220;You Talk&#8221; permanecem no repeat, e abrem espa\u00e7o para a vers\u00e3o ac\u00fastica do single em vers\u00e3o especial para o seman\u00e1rio New Musical Express. Se todos os discos recentes trouxessem tr\u00eas boas can\u00e7\u00f5es como essas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/79Y-EHqZNQA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/79Y-EHqZNQA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa Em 2004, se existisse uma categoria especial chamada rock na famosa Dead List, Pete Doherty seria o n\u00famero 1 (em \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/10\/08\/disco-da-semana-shotters-nation-do-babyshambles\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[340],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32674,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126\/revisions\/32674"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}