{"id":125,"date":"2007-10-05T08:00:00","date_gmt":"2007-10-05T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/2007\/10\/05\/quanto-vale-o-novo-cd-do-radiohead-caro-leitor\/"},"modified":"2015-09-07T19:46:47","modified_gmt":"2015-09-07T22:46:47","slug":"quanto-vale-o-novo-cd-do-radiohead-caro-leitor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/10\/05\/quanto-vale-o-novo-cd-do-radiohead-caro-leitor\/","title":{"rendered":"Quanto vale o novo CD do Radiohead?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-32676\" title=\"radiohead1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/radiohead1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">por Marcelo Costa<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00d4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4, quanto vale o show, Lombardi?<br \/>\nQuer pagar quanto, S\u00edlvio?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Direto ao ponto enquanto o gar\u00e7om traz uma cerveja escura: o Radiohead \u00e9 a melhor banda do mundo, e isso j\u00e1 faz dez anos, mais precisamente desde quando Thom Yorke e cia jogaram o arrebatador &#8220;Ok Computer&#8221; (ainda em formato real, CD mesmo) nas lojas. E 1997 parece t\u00e3oooo distante. Foi o ano que Woody Allen chocou o mundo ao se casar com sua enteada, Soon-Yi; o mesmo ano em que Xuxa anunciou sua gravidez; e em que Fernando Henrique Cardoso estava exercendo a metade de seu primeiro mandato como Presidente de uma Rep\u00fablica chamada Brasil (ou seria Eldorado?).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De l\u00e1 pra c\u00e1 quando se fala o nome de Woody Allen ningu\u00e9m pensa mais em Soon-Yi, mas sim em Scarlett Johansson, atual musa do diretor em seus filmes recentes (principalmente no excelente &#8220;Match Point&#8221;); Sacha, a filha de Xuxa, j\u00e1 ganhou capa &#8220;solo&#8221; de Caras versando sobre seu anivers\u00e1rio em que rolaram Bonde do Tigr\u00e3o, &#8220;Ilarie&#8221; e outras p\u00e9rolas; e Luis In\u00e1cio Lula da Silva (quem diria) j\u00e1 est\u00e1 no meio de seu segundo mandato. O Corinthians era 17\u00ba no Brasileir\u00e3o de 1997 e est\u00e1 em 18\u00ba no deste ano, o que prova que nem tudo muda, n\u00e3o \u00e9 mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o que aconteceu com o Radiohead? A rigor, a fama e o sucesso conquistados com &#8220;Ok Computer&#8221; deram um n\u00f3 na cabe\u00e7a dos integrantes da banda, que precisaram aprender em um ano o que o R.E.M. teve uma d\u00e9cada para decorar &#8211; e o que levou Kurt Cobain para o lado de l\u00e1 da for\u00e7a em apenas dois anos: a maneira certa de lidar com a m\u00eddia e a ind\u00fastria. O resultado desse curso r\u00e1pido e intenso pode ser verificado no excelente document\u00e1rio &#8220;Meeting People Is Easy&#8221;, que flagra o momento exato de uma banda se libertando do mercado fonogr\u00e1fico (e de si mesma, por que n\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pr\u00f3ximos passos foram \u00f3bvios: discos impopulares que serviram para despistar a m\u00eddia enquanto o p\u00fablico iniciava uma idolatria sobre o quinteto cujo altar passou a ser a Internet (nada mais normal para uma banda que cravou &#8220;Ok Computer&#8221; como nome de disco). Shows, apari\u00e7\u00f5es em TV, letras, entrevistas e tudo o mais superlotou a rede com informa\u00e7\u00f5es passo-a-passo do grupo brit\u00e2nico. &#8220;Kid A&#8221; (2001) foi um dos primeiros \u00e1lbuns a ser vazado em larga escala na Web (bons tempos do Napster), o que n\u00e3o atrapalhou sua escalada normal nas paradas nem diminui as filas para os shows do Radiohead, muito pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seis anos e dois \u00e1lbuns oficiais depois (&#8220;Amnesiac&#8221; &#8211; tamb\u00e9m conhecido como &#8220;Kid B&#8221; &#8211; e o pol\u00edtico &#8220;Hail To The Thief&#8221;), o Radiohead p\u00e1ra o mundo pop com o an\u00fancio de um \u00e1lbum novo de forma totalmente inusitada: na segunda-feira passada (01\/10), o site oficial do grupo avisava que a partir do dia 10\/10 estar\u00e1 \u00e1 venda &#8220;In Rainbows&#8221;, s\u00e9timo \u00e1lbum de in\u00e9ditas da banda. N\u00e3o bastasse o an\u00fancio surpreendente, o modo de vender o trabalho tamb\u00e9m \u00e9 inovador: &#8220;In Rainbows&#8221; ter\u00e1 venda online com dois meses de anteced\u00eancia no site oficial (<a href=\"http:\/\/www.inrainbows.com\/Store\/Quickindex.html\" target=\"_blank\">www.inrainbows.com<\/a>) e o ouvinte ir\u00e1 pagar pelas m\u00fasicas o valor que ele quiser pagar. No dia 03 dezembro, uma vers\u00e3o real do \u00e1lbum ser\u00e1 vendida por 40 libras (aproximadamente R$ 150) e conter\u00e1 um disco duplo de vinil, um CD multim\u00eddia com todas as nove faixas deste primeiro lan\u00e7amento mais sete faixas extras, fotos, arte e letras. Uau.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2007\/10\/radiohead_in_rainbows02.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que tudo isso significa, caro leitor? N\u00e3o s\u00f3 que o Radiohead continua sendo uma banda \u00e0 frente de seu tempo, mas que as gravadoras como n\u00f3s a conhec\u00edamos est\u00e3o com os dias contados &#8211; agora mais do que nunca. Porque &#8220;In Rainbows&#8221; n\u00e3o ser\u00e1 lan\u00e7ado por nenhum grande selo. O contrato da banda com a poderosa EMI\/Parlophone terminou em 2005 e desde ent\u00e3o o Radiohead tem o &#8220;passe livre&#8221; na m\u00fasica pop. Essa estrat\u00e9gia doida de lan\u00e7amento de &#8220;In Rainbows&#8221; cheira a revolu\u00e7\u00e3o. Pense: n\u00e3o estamos falando de qualquer banda, mas sim da principal banda do mundo (e n\u00e3o sou eu apenas quem diz isso; qualquer tabl\u00f3ide de qualquer canto do mundo carrega nas tintas em rela\u00e7\u00e3o ao grupo de Thom Yorke). A estrat\u00e9gia do Radiohead de se desamarrar das gravadoras pode demarcar uma nova era no modo de se negociar m\u00fasica pop, e para uma ind\u00fastria que j\u00e1 perdeu a batalha do MP3, a derrota digital no modo de se negociar can\u00e7\u00f5es pode significar o fim da guerra &#8211; e de um abusivo controle sobre a obra art\u00edstica musical de d\u00e9cadas e d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A import\u00e2ncia de &#8220;In Rainbows&#8221; para a m\u00fasica pop \u00e9 muito mais te\u00f3rica do que pr\u00e1tica. N\u00e3o que o valor de suas m\u00fasicas seja inferior em qualidade a sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica, mas a estrat\u00e9gia de lan\u00e7amento tende a causar um burburinho que poder\u00e1 colocar as can\u00e7\u00f5es em segundo plano. \u00c9 um fato, ainda mais se levarmos em conta que das dezoito can\u00e7\u00f5es anunciadas para o \u00e1lbum, s\u00f3 quatro s\u00e3o realmente in\u00e9ditas: &#8220;Weird Fishes&#8221;, &#8220;Faust Arp&#8221;, &#8220;MK 1&#8221; e &#8220;MK 2&#8221;. As outras catorze can\u00e7\u00f5es e meia (incluindo a metade da faixa quatro, &#8220;Arpeggi&#8221;) circulam pela rede &#8211; em excelente qualidade e diferentes vers\u00f5es &#8211; faz meses. Ou seja, &#8220;In Rainbows&#8221; j\u00e1 chegar\u00e1 ao tocador de MP3 do f\u00e3 como um \u00e1lbum conhecido, que ele ter\u00e1 ouvido muito mais do que v\u00e1rios discos reais lan\u00e7ados neste ano. Apesar da palavra final em termos de arranjo e letras ser dada apenas no dia 10, &#8220;Bodysnatchers&#8221;, &#8220;15 Steps&#8221; e &#8220;Down Is the New Up&#8221; (por exemplo) podem ser ouvidas em alta qualidade agora-neste-momento-j\u00e1 na Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ouvindo estas vers\u00f5es das novas can\u00e7\u00f5es, \u00e0 primeira impress\u00e3o \u00e9 de que os arranjos continuam fundindo rock e eletr\u00f4nica, mas a guitarra de Jonny Greenwood est\u00e1 muito mais presente no som da banda (&#8220;Bodysnatchers&#8221;, &#8220;Down Is the New Up&#8221;, &#8220;Up On The Ladder&#8221;), embora existam momentos calmos\/l\u00edricos (&#8220;All I Need&#8221;, &#8220;Videotape&#8221;, &#8220;4 Minute Warning&#8221;). Nas letras, Thom Yorke novamente d\u00e1 sinais de querer se desvencilhar do cargo de Messias: <em>&#8220;Eu n\u00e3o tenho a m\u00ednima id\u00e9ia sobre o que estou falando \/ Estou preso neste corpo e n\u00e3o posso sair&#8221;<\/em>, canta no refr\u00e3o de &#8220;Bodysnatchers&#8221;. Por\u00e9m, ele nunca foi t\u00e3o direto quanto em can\u00e7\u00f5es como &#8220;House of Cards&#8221; (<em>&#8220;N\u00e3o quero ser seu amigo \/ Quero ser seu amante&#8221;<\/em>) e &#8220;All I Need&#8221; (<em>&#8220;Eu sou todos os dias \/ que voc\u00ea escolhe ignorar \/ Voc\u00ea \u00e9 tudo que eu necessito&#8221;<\/em>). O que permanece nas letras, no entanto, \u00e9 um forte sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o que agora tamb\u00e9m se confunde com partida: <em>&#8220;Esta \u00e9 minha maneira de dizer adeus \/ Porque eu n\u00e3o posso fazer isso cara-a-cara&#8221;<\/em>, canta Thom em &#8220;Videotape&#8221;; em &#8220;Weird Fishes\/Arpeggi&#8221;, o protagonista se compara a um peixe que planeja escapar; em &#8220;4 Minute Warning&#8221; o personagem quer se esconder dos bombardeios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre letras e m\u00fasicas em vers\u00e3o bootleg fica quase imposs\u00edvel cravar uma avalia\u00e7\u00e3o da qualidade de &#8220;In Rainbows&#8221;, mas as onze can\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis permitem algumas pequenas certezas: &#8220;In Rainbows&#8221; parece um &#8220;Hail To The Thief 2&#8221; da mesma forma que &#8220;Amnesiac&#8221; parecia um &#8220;Kid B&#8221;. N\u00e3o parece destacar nada que venha a fazer do \u00e1lbum algo t\u00e3o importante quanto &#8220;Ok Computer&#8221;, e talvez nem precise mesmo. O Radiohead j\u00e1 caminha faz tempo \u00e0 frente do mundo pop. Sua estrat\u00e9gia de divulga\u00e7\u00e3o, no entanto, deve dar uma chacoalhada em todo o cen\u00e1rio, entrar para a hist\u00f3ria e abrir um novo caminho no modo de se comercializar m\u00fasica. Acredite: \u00e9 algo muito importante porque lida com as rela\u00e7\u00f5es entre um determinado artista e seu p\u00fablico. Na pr\u00e1tica, ningu\u00e9m precisa pagar para baixar as m\u00fasicas de &#8220;In Rainbows&#8221;, afinal elas v\u00e3o estar em programas de trocas de arquivo e blogs de MP3 minutos ap\u00f3s serem colocadas \u00e0 venda no site oficial. A grande sacada, no entanto, \u00e9 a banda depositar sua confian\u00e7a sobre seu p\u00fablico. Pode ter certeza que muita, mas muita gente mesmo vai pagar pelo \u00e1lbum. Pelo simples prazer de se apoiar uma id\u00e9ia original e que respira a revolu\u00e7\u00e3o. Quanto vale? Bem, o pre\u00e7o \u00e9 o de menos, mas estive pensando em quanto vou pagar, e acho que, Seo Silvio, o show vale US$ 5, algo em torno de R$ 10, para mim um bom pre\u00e7o sobre um CD que vir\u00e1 sem capa, encarte, letras e um material tate\u00e1vel que me fa\u00e7a sentir sua real exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pago com prazer e vou ficar torcendo para que daqui dez anos o Radiohead ainda me surpreenda com boas m\u00fasicas e atitudes acima de qualquer suspeita. Vou esperar, tamb\u00e9m, que Woody Allen permane\u00e7a vivo e filmando, que Sacha chegue as vinte anos sendo mat\u00e9ria de capa da Bravo ou da EntreLivros (hehehe) e que os futuros presidentes dessa Eldorado chamada Brasil consigam nos devolver a f\u00e9 n\u00e3o s\u00f3 nos partidos pol\u00edticos, mas nas pessoas mesmo. Ok, Corinthians campe\u00e3o do mundo, mas ai seria pedir demais. Realmente, acho que s\u00f3 posso contar com as m\u00e3os do cinema de Woody Allen e o abra\u00e7o da m\u00fasica de Thom Yorke e seus amigos. Ser\u00e1 que as gravadoras v\u00e3o existir\/resistir at\u00e9 2017?<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/revoluttion\/files\/2007\/10\/radiohead_in_rainbows03.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tracking List:<\/strong> &#8211; CD 1 (10\/10)<br \/>\n&#8220;15 Step&#8221;<br \/>\n&#8220;Bodysnatchers&#8221;<br \/>\n&#8220;Nude&#8221;<br \/>\n&#8220;Weird Fishes\/Arpeggi&#8221;<br \/>\n&#8220;All I Need&#8221;<br \/>\n&#8220;Faust Arp&#8221;<br \/>\n&#8220;Reckoner&#8221;<br \/>\n&#8220;House of Cards&#8221;<br \/>\n&#8220;Jigsaw Falling Into Place&#8221;<br \/>\n&#8220;Videotape&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disco b\u00f4nus: (03\/12)<br \/>\n&#8220;MK 1&#8221;<br \/>\n&#8220;Down Is The New Up&#8221;<br \/>\n&#8220;Go Slowly&#8221;<br \/>\n&#8220;MK 2&#8221;<br \/>\n&#8220;Last Flowers&#8221;<br \/>\n&#8220;Up On The Ladder&#8221;<br \/>\n&#8220;Bangers and Mash&#8221;<br \/>\n&#8220;4 Minute Warning&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0yfi-PxkDVs\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0yfi-PxkDVs\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nDireto ao ponto enquanto o gar\u00e7om traz uma cerveja escura: o Radiohead \u00e9 a melhor banda do mundo, e isso j\u00e1 faz dez anos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/10\/05\/quanto-vale-o-novo-cd-do-radiohead-caro-leitor\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[341],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":528,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125\/revisions\/528"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}