{"id":12462,"date":"2012-02-05T20:01:17","date_gmt":"2012-02-05T23:01:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=12462"},"modified":"2017-02-15T09:24:03","modified_gmt":"2017-02-15T11:24:03","slug":"entrevista-vivendo-do-ocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/05\/entrevista-vivendo-do-ocio\/","title":{"rendered":"Entrevista: Vivendo do \u00d3cio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12463\" title=\"vivendo1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/vivendo1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/vivendo1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/vivendo1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\">Renata Arruda<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO rock est\u00e1 estagnado pra quem n\u00e3o procura se informar. A m\u00eddia fica sufocada pelo jab\u00e1 e, se ela n\u00e3o traz boa m\u00fasica, voc\u00ea tem que ir atr\u00e1s dela. Garanto que o rock por aqui t\u00e1 bem vivo\u201d, afirma Jaj\u00e1 Cardoso, l\u00edder da banda soteropolitana Vivendo do \u00d3cio, que disponibilizou seu terceiro \u00e1lbum \u201cO Pensamento \u00e9 um Im\u00e3\u201d para audi\u00e7\u00e3o no Facebook antes do lan\u00e7amento oficial, previsto para o dia 10 de fevereiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s receber o pr\u00eamio \u201cAposta MTV\u201d em 2009, a banda formada por Jaj\u00e1 (voz e guitarra), Luca Bori (baixo e vocal), Davide Bori (guitarra) e Dieguito Reis (bateria) volta em 2012 disposta a fazer jus ao voto de confian\u00e7a, prometendo contribuir com a sua parte para manter a longevidade de um g\u00eanero que vem ganhando menos espa\u00e7o nas paradas de hits nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cO Pensamento \u00e9 um Im\u00e3\u201d, a Vivendo do \u00d3cio busca caminhos menos \u00f3bvios e demonstra sinais claros de amadurecimento reunindo num mesmo \u00e1lbum pitadas de western spaghetti, poesia de Vin\u00edcius e um certo experimentalismo ao misturar eletr\u00f4nico a Los Hermanos (como na interessante \u201cDois Mundos\u201d) ou apostar no regionalismo para compor \u201cMais Clich\u00ea\u201d, m\u00fasica que ganhou o refor\u00e7o do baixo gravado pelo ex-Novos Baianos Dadi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As letras ainda n\u00e3o abandonam por completo os temas joviais como bebedeiras, mas j\u00e1 passam a refletir tamb\u00e9m as quest\u00f5es de quatro rapazes que se depararam com a necessidade de sair de Salvador para dividirem moradia juntos em uma cidade como S\u00e3o Paulo. E \u00e9 pela saudade da terra natal que surge a sincera \u201cNostalgia\u201d, cujo lamento \u201ceu s\u00f3 queria \/ passar um tempo l\u00e1 em casa \/ me deu saudade da Bahia\u201d, \u00e9 capaz de despertar a empatia de todos que alguma vez se viram a obrigados a ficar longe de casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o por acaso, os tamb\u00e9m migrantes Pitty e Martin foram convidados a participar da faixa: \u201cEst\u00e1vamos no Est\u00fadio Tambor, no Rio de Janeiro, finalizando as mixagens do disco do Agridoce quando Rafael Ramos nos mostrou algumas faixas do disco novo do Vivendo o \u00d3cio. Ele j\u00e1 tinha a ideia de acrescentar os backings e um viol\u00e3o nos refr\u00f5es de &#8220;Nostalgia&#8221; e coincidentemente essa foi a faixa que mais bateu, e bateu muito! O solo dobrado foi uma for\u00e7adinha de barra que eu dei e acabou ficando massa. Dif\u00edcil foi encontrar com o Jaj\u00e1 depois e explicar que tinha gravado um solo por cima do dele\u201d, conta. Pitty acrescenta: \u201cN\u00e3o sei se bateu pra gente por sermos baianos, e por de vez em quando sentirmos um certo &#8220;banzo&#8221; em rela\u00e7\u00e3o a isso. O refr\u00e3o soa como uma visita \/ homenagem \u00e0 Caymmi, e a letra toda tem um duplo sentido que poderia ser aplicada \u00e0 uma saudade de algu\u00e9m. Por isso aceitei participar, porque me identifiquei com esses sentimentos todos e porque a m\u00fasica em si \u00e9 muito boa.\u201d<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xFm4p07MR80?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzido por Chuck Hipolitho (atual Vespas Mandarinas) e Rafael Ramos (Pitty, Cachorro Grande) e masterizado por Brian \u201cBig Bass\u201d Gardner (Foo Fighters, Queens of the Stone Age), o \u00e1lbum n\u00e3o deixa de lado as influ\u00eancias de bandas brit\u00e2nicas como Arctic Monkeys e The Strokes e traz ainda o potencial hit \u201cRadioatividade\u201d, mostrando que a Vivendo do \u00d3cio pode ser capaz de n\u00e3o decepcionar nem aos antigos f\u00e3s da banda nem aos jovens \u00f3rf\u00e3os de novidades no moroso rock nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s v\u00e9speras do lan\u00e7amento de \u201cO Pensamento \u00e9 um Im\u00e3\u201d, Jaj\u00e1 Cardoso conversou com o Scream &amp; Yell. Confira o bate papo e ou\u00e7a duas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como se deu o envolvimento de voc\u00eas com m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nTodo mundo come\u00e7ou desde cedo, na faixa dos 13, 14 anos, aprendendo sozinho. Sonhar em viver de m\u00fasica \u00e9 normal pra qualquer pessoa que tem uma banda, mas n\u00e3o t\u00ednhamos isso realmente como um foco, tocamos por divers\u00e3o e a banda \u00e9 uma consequ\u00eancia da nossa amizade. Ent\u00e3o nos escrevemos no GAS Sound 2008, acabamos vencendo e ganhando um disco e consequentemente um contrato com a Deck. Em julho de 2009 fomos pra Sampa apenas pra divulgar por uns meses o &#8220;Nem Sempre T\u00e3o Normal&#8221;, mas as coisas foram acontecendo e ficou imposs\u00edvel de voltar. Desde ent\u00e3o, fincamos nossa base na terra garoa e nem cogitamos a ideia de mudar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar de ainda tratarem de alguns temas jovens, a banda se mostra mais madura em rela\u00e7\u00e3o aos discos anteriores, inclusive no som.<\/strong><br \/>\nTudo mudou, j\u00e1 temos cinco anos juntos, toda a experi\u00eancia que acumulamos desde ent\u00e3o est\u00e1 explicita nesse segundo disco. Em 2009, com o lan\u00e7amento do primeiro disco nos mudamos pra Sampa e moramos juntos at\u00e9 o momento. Com certeza esse foi um dos fatores principais para o nosso amadurecimento, com o trabalho ficando mais coletivo estamos fortalecendo cada vez mais nossa identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como \u00e9 o processo de composi\u00e7\u00e3o? Voc\u00eas buscam influ\u00eancias tamb\u00e9m em filmes, livros?<\/strong><br \/>\nCom certeza, inclusive a can\u00e7\u00e3o &#8220;Por Um Punhado de Reais&#8221; tem influ\u00eancia do faroeste &#8220;Per Un Pugno di Dollari&#8221;. Eu particularmente gosto muito de ler e de uma forma ou de outra as letras acabam recebendo influ\u00eancia dos livros, \u00e9 inevit\u00e1vel. Nossas m\u00fasicas refletem nossas experi\u00eancias e o processo de composi\u00e7\u00e3o \u00e9 livre, n\u00e3o temos padr\u00e3o. Por exemplo, se eu come\u00e7o uma letra, j\u00e1 chamo Luca pra escrever, a\u00ed j\u00e1 entra outro no meio, d\u00e1 um palpite na base e etc. e vamos fazendo, deixamos fluir naturalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li que \u201cSilas\u201d \u00e9 um motoboy amigo da banda que \u201cn\u00e3o pensa no amanh\u00e3\u201d. Como surgiu essa ideia de escrever sobre ele?<\/strong><br \/>\nSilas \u00e9 uma figura\u00e7a, um cara muito legal que vive a vida pensando &#8220;no agora&#8221;. Ele \u00e9 primo do Dieguito e na \u00e9poca que est\u00e1vamos em Morro de S\u00e3o Paulo trabalhando as composi\u00e7\u00f5es do disco, um dia falando sobre ele, veio a ideia da m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Nn73pH-MRnk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a ideia do clipe ser gravado na It\u00e1lia?<\/strong><br \/>\nApenas aproveitamos a oportunidade, est\u00e1vamos l\u00e1, gravamos sem compromisso, n\u00e3o t\u00ednhamos muita ideia do resultado final e o melhor foi que acabou superando nossas expectativas. Nos juntamos com nossos amigos Rodolfo Craia, que \u00e9 diretor de teatro, e Federico di Marco, que \u00e9 fot\u00f3grafo e diretor, e pegamos as estradas da regi\u00e3o Marchegiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, a banda j\u00e1 tocou tamb\u00e9m na Europa. Como foi?<\/strong><br \/>\nEm 2010 fomos convidados para o Brazilian Day London, foi nosso primeiro show internacional. Tocamos na \u00e1rea externa do O2 Arena, tinham mais de 15 mil pessoas. Foi demais! Na mesma \u00e9poca ainda fizemos mais dois shows: Den Haag &#8211; Holanda e mais outro em Londres no Dublin Castle. Em 2011 tocamos na 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o do It\u00e1lia Wave Love Festival, que aconteceu em Lecce, sul da It\u00e1lia. Foi uma das nossas melhores experi\u00eancias at\u00e9 agora, tivemos a honra de tocar no mainstage logo depois do Lou Reed, demorou pra cair a ficha! Ainda vimos shows de \u00f3timos grupos do mundo inteiro, entre eles: Jimmy Cliff, Kaiser Chiefs, Verdena e Serge Gainsbourg Experience. Trabalho mais divertido n\u00e3o existe!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No ano passado, voc\u00eas participaram de um &#8220;mockument\u00e1rio&#8221; chamado &#8220;Vive Le Rock&#8221;, sobre um rapaz que desiste de se suicidar ao se envolver com o rock. Queria que contasse um pouco sobre o convite.<\/strong><br \/>\nO diretor Alessandro Valenti e sua equipe nos conheceram atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o do Italia Wave; fomos convidados pra fazer uma participa\u00e7\u00e3o, mas com o decorrer das grava\u00e7\u00f5es eles foram tendo outras ideias e fomos entrando cada vez mais no filme. Foi uma experi\u00eancia incr\u00edvel! Al\u00e9m de boa parte do mockument\u00e1rio funcionar naturalmente, com cen\u00e1rio e &#8220;figurantes reais&#8221;, tamb\u00e9m traz v\u00e1rias refer\u00eancias hist\u00f3ricas do rock. Estamos ansiosos para ver o resultado final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea acredita que a m\u00fasica tem o poder de salvar uma vida?<\/strong><br \/>\nCom certeza, acredito que a m\u00fasica tem o poder de libertar e transformar a vida de qualquer pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O nome do disco significa que &#8220;o pensamento tem poder de atra\u00e7\u00e3o, como um im\u00e3&#8221;. Diz respeito ao chamado &#8220;pensamento positivo\u201d?<\/strong><br \/>\nJustamente isso, \u00e9 bem simples. A sua vida ocorre de acordo com as energias que voc\u00ea canaliza, se voc\u00ea pensa e faz coisas boas, com certeza tudo vai refletir e atrair positividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a parceria com Dadi em &#8220;O Mais Clich\u00ea&#8221;?<\/strong><br \/>\nNovos Baianos faz parte das nossas influ\u00eancias e o Dadi ter aceitado gravar foi uma grande honra. Mandamos a m\u00fasica, ele curtiu, gravou uma linha de baixo fant\u00e1stica e mandou de volta, quase n\u00e3o acreditamos! Esperamos ter o grande prazer de conhec\u00ea-lo pessoalmente em breve!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a hist\u00f3ria de \u201cNostalgia\u201d? Ela quase n\u00e3o entrou no disco&#8230;<\/strong><br \/>\nEla foi a ultima musica a entrar no disco, a lista j\u00e1 estava pronta, mas ela n\u00e3o tinha como n\u00e3o entrar. Quando mandamos a pr\u00e9(-produ\u00e7\u00e3o) para o Rafael Ramos e o Chuck eles piraram. Tudo come\u00e7ou com uma jam que fizemos com nosso amigo Pablo Dominguez. Luca lan\u00e7ou um riff, Dieguito misturou uma batera meio reggae meio rock, Pablo j\u00e1 puxou um refr\u00e3o e um caminho pro verso, eu cheguei completando os versos e tive a ideia de colocar o trecho de um poema do Vin\u00edcius de Moraes, &#8220;O Incriado&#8221;, que traduz bem o sentimento de estar distante da sua terra. E para finalizar ainda tivemos o prazer de ter a participa\u00e7\u00e3o da Pitty nos backing vocais e Martin duelando comigo na guitarra. Todos n\u00f3s gostamos muito dessa can\u00e7\u00e3o, ela traduz muito bem nossa saudade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-12472 aligncenter\" title=\"vivendo2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/vivendo2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/vivendo2.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/vivendo2-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/vivendo2-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com o p\u00fablico baiano? Vi que o \u00e1lbum teve pr\u00e9-venda exclusiva em Salvador. Foi uma forma de retribui\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nO p\u00fablico da Bahia \u00e9 demais, fico sem palavras pra descrever a energia da galera, a sensa\u00e7\u00e3o de tocar em casa! T\u00ednhamos que fazer alguma a\u00e7\u00e3o por l\u00e1, j\u00e1 que por causa da agenda em Salvador n\u00e3o foi poss\u00edvel fazer um show de lan\u00e7amento oficial, mas o ano s\u00f3 est\u00e1 come\u00e7ando e vamos voltar pra fazer o show novo realmente como queremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como voc\u00eas enxergam a cena roqueira da Bahia?<\/strong><br \/>\nO Rock da Bahia sempre gerou bons frutos e vem se transformando desde Raul Seixas. O que sempre atrapalha \u00e9 a falta de espa\u00e7o na m\u00eddia e tamb\u00e9m pra tocar. Mas de qualquer forma a galera \u00e9 fiel, tem sangue no olho e batalha pra manter vivo o que a Bahia tem de melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foi dif\u00edcil se mudar e adaptar \u00e0 S\u00e3o Paulo?<\/strong><br \/>\nNos adaptamos bem, S\u00e3o Paulo assusta um pouco de in\u00edcio, mas com o tempo isso passa. Moramos juntos numa casa e rotina \u00e9 uma palavra que quase n\u00e3o existe no nosso dicion\u00e1rio (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu soube que a banda chegou ao Festival de Ver\u00e3o de Salvador atrav\u00e9s da mobiliza\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s. Como foi isso?<\/strong><br \/>\nNa edi\u00e7\u00e3o desse ano tocamos por causa de uma a\u00e7\u00e3o do nosso f\u00e3 clube \u00d3cio do Vivendo, eles fizeram um evento no Facebook &#8220;Queremos Vivendo do \u00d3cio no Festival de Ver\u00e3o&#8221; e mandaram e-mail pra produ\u00e7\u00e3o. Depois de algumas semanas recebemos o convite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com a internet?<\/strong><br \/>\nA VDO \u00e9 totalmente ligada \u00e0 internet. Desde o inicio em 2006, j\u00e1 come\u00e7amos lan\u00e7ando um single e disponibilizando pra download. A internet \u00e9 uma ferramenta de divulga\u00e7\u00e3o poderosa, basta saber usar. Cada coisa que acontece com a banda, postamos imediatamente. Outra coisa que \u00e9 muito importante \u00e9 que ela acaba criando uma proximidade com o p\u00fablico e isso \u00e9 essencial pra qualquer artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma mat\u00e9ria recente da Folha mostrou que o rock nacional estava estagnado e muito se fala sobre o \u201cfim do rock\u201d. L\u00e1 fora, o baterista do Black Keys creditou essa &#8220;morte&#8221; \u00e0 falta de exig\u00eancia do p\u00fablico. Como voc\u00ea enxerga esse cen\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nFico triste com a vis\u00e3o pessimista do batera do Black Keys. Por\u00e9m concordo em partes com ele com a falta de exig\u00eancia do p\u00fablico, \u00e9 s\u00f3 a gente parar pra analisar o que &#8220;bomba&#8221;, principalmente no Brasil, e isso \u00e9 um problema geral, mais da m\u00eddia e ind\u00fastria musical em si do que diretamente das bandas. Pra mim \u00e9 uma vis\u00e3o acomodada, est\u00e1 estagnado pra quem n\u00e3o procura se informar. A m\u00eddia fica sufocada pelo jab\u00e1 e se ela n\u00e3o traz boa m\u00fasica, voc\u00ea tem que ir atr\u00e1s dela. Garanto que o rock por aqui t\u00e1 bem vivo, n\u00e3o faltam boas bandas pra provar isso, elas s\u00f3 precisam de mais espa\u00e7o e tamb\u00e9m estamos aqui dando nossa contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dessa forma, qual a import\u00e2ncia de ganhar um pr\u00eamio como o \u201cAposta MTV\u201d pra voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nO pr\u00eamio \u00e9 importante, n\u00e3o foi um pr\u00eamio s\u00f3 pra n\u00f3s, foi um premio para o rock nacional e, por sinal, foi uma escolha do p\u00fablico. Fazendo um contraponto com a resposta anterior, tem muita gente que quer uma mudan\u00e7a, n\u00e3o s\u00f3 no rock, mas na &#8220;m\u00fasica de verdade&#8221; e o idealismo \u00e9 justamente esse: Verdade. O Brasil t\u00e1 cheio de grupos que s\u00f3 porque tem uma guitarra distorcida j\u00e1 acha que \u00e9 rock. Ter uma banda \u00e9 f\u00e1cil, qualquer um pode ter; ser uma banda que \u00e9 dif\u00edcil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12473\" title=\"vivendo3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/vivendo3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Texto por Renata Arruda (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\">@renata_arruda<\/a>). jornalista e colaboradora na empresa <a href=\"http:\/\/www.teialivre.com.br\/\" target=\"_blank\">Teia Livre<\/a>, na <a href=\"http:\/\/revistasnovitas.com.br\/\" target=\"_blank\">Revista Cultural Novitas<\/a> e assina o blog <a href=\"http:\/\/escrevedora.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">Escrevedora<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Pitty e Martin falam sobre o projeto Agridoce. Ou\u00e7a &#8220;Dan\u00e7ando&#8221;, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/16\/scream_yell_apresenta\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Garanto que o rock por aqui t\u00e1 bem vivo, n\u00e3o faltam boas bandas pra provar isso, elas s\u00f3 precisam de mais espa\u00e7o&#8221;, diz Jaj\u00e1\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/05\/entrevista-vivendo-do-ocio\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1114],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12462"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12462"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12462\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42121,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12462\/revisions\/42121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12462"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12462"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}