{"id":12342,"date":"2012-01-29T23:54:14","date_gmt":"2012-01-30T01:54:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=12342"},"modified":"2025-03-12T22:05:56","modified_gmt":"2025-03-13T01:05:56","slug":"summer-soul-festival-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/29\/summer-soul-festival-2012\/","title":{"rendered":"Summer Soul Festival 2012 funciona com shows de Bruno Mars e Florence"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12343\" title=\"summer1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer1-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><strong>S\u00e3o Paulo &#8211; 24\/01<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><br \/>\nfotos por Stephan Solon<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cM\u00fasica com a alma do ver\u00e3o\u201d. O slogan do Summer Soul Festival \u2013 bom representante da escola de \u201ctradu\u00e7\u00f5es malfeitas\u201d t\u00e3o apreciadas pelas distribuidoras de cinema no Brasil \u2013 tentava explicar o que nomes t\u00e3o d\u00edspares quanto Bruno Mars, Seu Jorge e Florence + The Machine fariam se apresentando na mesma noite, v\u00e9spera do anivers\u00e1rio de S\u00e3o Paulo. A chuva que deixou a cidade ca\u00f3tica no dia anterior n\u00e3o apareceu, por sorte, deixando o Summer Soul com uma atmosfera de noite quente, condizente com o nome do espet\u00e1culo. Com ingressos entre R$ 200 (pista) e R$ 480 (a mais uma vez presente e t\u00e9trica pista premium, que ocupava a frente do palco), o festival apresentou shows variados em sonoridade \u2013 e tamb\u00e9m no que diz respeito \u00e0 expectativa e a frustra\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Foi uma noite na qual os melhores shows foram aqueles que cumpriram com o que prometiam ou fizeram at\u00e9 mais do que se esperava, enquanto outros tentavam exibir mais do que verdadeiramente podem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pontualmente \u00e0s 18h50, Dionne Bromfield abriu os trabalhos. Carism\u00e1tica, a cantora inglesa mostrou desenvoltura e personalidade em suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m com bons covers \u2013 como foi o caso de \u201cForget You\u201d, a vers\u00e3o para menores de \u201cFuck You\u201d, de Cee-Lo Green. Em \u201cAin\u2019t No Mountain High Enough\u201d, a jovem de apenas 15 anos causou arrepios ao emendar o cl\u00e1ssico de Marvin Gaye e Tammi Terrell a \u201cTears Dry On Their Own\u201d, de sua madrinha Amy Winehouse \u2013 que cantara na primeira edi\u00e7\u00e3o do Summer Soul Festival, em 2011. Dionne ainda se aproveitou bastante da paisagem ao redor, com o sol que se punha em S\u00e3o Paulo emoldurando bem a boniteza de suas can\u00e7\u00f5es originais, como \u201cFoolin\u2019\u201d, \u201cYeah Right\u201d e \u201cOuch That Hurt\u201d, naquele que, como surpresa, acabou sendo o melhor show da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um vestido azul chamativo, com destaque para uma fenda que exibia suas pernas, a cantora Rox fez um show que n\u00e3o despertou arroubos de emo\u00e7\u00e3o, mas foi bom passatempo. Se por um lado sofreu com o som desregulado, que deixou seus vocais estourados, e pela compara\u00e7\u00e3o imediata com a apresenta\u00e7\u00e3o anterior, por outro mostrou bons momentos, especialmente na releitura ousada de \u201cOnly Girl (In the World)\u201d, sucesso de pista de Rihanna, e na interessante interven\u00e7\u00e3o do ska em \u201cRocksteady\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12344\" title=\"summer2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, os All Stars pularam como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3 assim que a \u201cbruxa ruiva\u201d Florence, acompanhada de sua banda, compareceu \u00e0 Arena Anhembi, com uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es tristes. Ao se olhar o line-up do festival, Florence era visivelmente o peixe fora d\u00b4\u00e1gua \u2013 uma diferen\u00e7a que se tornou vis\u00edvel no estilo de seus f\u00e3s que, no olh\u00f4metro, compunham mais ou menos uns 40% da plateia presente. Cheias de arranjos que parecem intrincados, as m\u00fasicas de Florence nada mais fazem que repetir alguns clich\u00eas do pop (bateria pulsante, palminhas, teclados fazendo cama para um refr\u00e3o impactante) de maneira quase insincera. \u00c9 m\u00fasica que tenta soar dif\u00edcil, mas \u00e9 meramente pop, tocada para um p\u00fablico que adora dizer que ouve m\u00fasica dif\u00edcil de ser escutada, embalada por uma atitude teatral misteriosa que beira o fake. Para dizer que n\u00e3o falei das flores, \u00e9 preciso ao menos dar m\u00e9rito a \u201cDog Days Are Over\u201d, hit da ruiva que, ao utilizar a tem\u00e1tica cl\u00e1ssica da supera\u00e7\u00e3o, tem muita for\u00e7a e se assume como pepita pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 22h30 foi a vez de Seu Jorge, com o perd\u00e3o do trocadilho, colocar as burguesinhas para dan\u00e7ar. Apesar do entusiasmo dos presentes, o carioca fez um show que parecia que ia engrenar no come\u00e7o, mas n\u00e3o pegou. Tudo bem, os sucessos de sempre (\u201cCarolina\u201d, \u201cMina do Condom\u00ednio\u201d) funcionaram, mas as \u201cM\u00fasicas de Churrasco\u201d \u2013 a do parceiro, a da cerveja, a da doida, a da vizinha&#8230; \u2013 soaram ma\u00e7antes. Foi o momento relax do festival, no qual muita gente aproveitou pra sentar, descansar, puxar um fumo e comer \u2013 as barracas de alimenta\u00e7\u00e3o e os bares, por sinal, estavam sem filas, mas faltou certo cuidado com o produto final. As pizzas, por exemplo, vinham muito quentes e cheias de \u00f3leo, queimando e sujando os dedos dos aventureiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12345\" title=\"summer3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era pouco mais de meia noite quando Bruno Mars deu in\u00edcio \u00e0 sua apresenta\u00e7\u00e3o, para del\u00edrio do p\u00fablico variado que o acompanhava \u2013 de crian\u00e7as com faixas na cabe\u00e7a declarando seu amor pelo cantor at\u00e9 patricinhas e caras bombados com camisetas da grife americana Abercrombie &amp; Fitch. Mars faz entretenimento em sua forma mais pura, mas cumpre as expectativas, em uma hora e pouco de boa divers\u00e3o. Uma medida disso: a mash-up de \u201cBillie Jean\u201d executada sobre a base de \u201cSmells Like Teen Spirit\u201d faria Kurt Cobain se revirar em um hipot\u00e9tico caix\u00e3o, mas ali, na hora, foi extremamente contagiante. Outra cover esperta foi a de \u201cMoney (That\u2019s What I Want)\u201d, gravada pelos Beatles em 1963, que apareceu antes de \u201cBillionaire\u201d. O momento mais curioso do show, por\u00e9m, foi quando a plateia, cheia de garotas, cantou \u201cOh If I Catch You\u201d para o americano, que n\u00e3o entendeu, deu risada e disse: \u201cI don\u2019t know what you guys\u2019re saying, but I hope it\u2019s good\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hitmaker nato, o cantor empilhou refr\u00f5es atr\u00e1s de refr\u00f5es, que soaram melhor ao vivo, com algumas arestas a serem aparadas, do que cercados da produ\u00e7\u00e3o redondinha \u2013 e por vezes quadrada \u2013 de suas vers\u00f5es de est\u00fadio que povoam as FMs por a\u00ed. \u201cNothin\u2019 On You\u201d, \u201cThe Lazy Song\u201d, \u201cGrenade\u201d e \u201cJust the Way You Are\u201d mostraram a que veio o americano, apoiado por uma boa banda. Mars ainda tem muito a aprender como performer, mas cativou os presentes emulando Michael Jackson. No bis, \u201cTalking to the Moon\u201d encerrou a noite nublada e sem estrelas, j\u00e1 perto das duas da manh\u00e3 \u2013 um ponto fraco do festival, que se aproveitou do feriado local no dia seguinte, mas esqueceu-se da falta de transporte p\u00fablico no hor\u00e1rio de encerramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concebido em 2011 em torno da figura de Amy Winehouse, o Summer Soul foi em 2012 um balaio de atra\u00e7\u00f5es: pr\u00f3ximas mesmo do g\u00eanero, s\u00f3 as duas atra\u00e7\u00f5es iniciais. Por outro lado, se for para ignorar o r\u00f3tulo, o festival n\u00e3o fez feio \u2013 embora pudesse ter sido mais cuidadoso na escala\u00e7\u00e3o, com aten\u00e7\u00e3o especial para os hor\u00e1rios dos shows. Sem grandes problemas na organiza\u00e7\u00e3o, talvez caiba \u00e0s edi\u00e7\u00f5es vindouras ser mais inventiva com os artistas que traz \u2013 investir em artistas veteranos talvez seja um caminho interessante a ser seguido, al\u00e9m de dar destaque a boas revela\u00e7\u00f5es do g\u00eanero, algo que o pr\u00f3prio festival fez em 2011 com Mayer Hawthorne e Janelle Mon\u00e1e. De 2012, ficar\u00e1 guardada a sensa\u00e7\u00e3o de uma noite divertida, na qual, apesar de alguns trope\u00e7os aqui e acol\u00e1, predominou o entretenimento.<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12346\" title=\"summer4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer4.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer4-300x181.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><strong>Rio de Janeiro &#8211; 25\/01<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/twitter.com\/renata_arruda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renata Arruda<\/a><br \/>\nfotos Stephan Solon<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quarta-feira estava particularmente quente no Rio de Janeiro para receber a segunda edi\u00e7\u00e3o do Summer Soul Festival \u2013 primeira em solo carioca \u2013, uma minimaratona de shows no HSBC Arena, na Barra da Tijuca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como em S\u00e3o Paulo, Dionne Bromfield abriu a noite. Animada, a jovem cantora fez uma apresenta\u00e7\u00e3o divertida, colocando a plateia pra dan\u00e7ar com as m\u00fasicas do seu recente &#8220;Good For The Soul&#8221; e foi efusivamente aplaudida quando declarou que faria uma homenagem \u00e0 sua madrinha Amy Winehouse, emendando um cover de &#8220;Ain&#8217;t no Mountain High Enough&#8221;, gravado por ela em seu primeiro CD, com &#8220;Tears Dry on Their Own&#8221; (trocando o &#8220;fuck&#8221; da letra original por um bem comportado &#8220;mess&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No intervalo, hora de passear pelo ambiente que pouco tinha a oferecer: nada de cabine de fotos, conforme prometido, uma barraquinha de camisetas e CDs e alguns quiosques de comida \u2013 R$ 14,00 por um cheeseburger do Bob\u2019s, daqueles congelados que vendem nas lojinhas dos postos de gasolina, mais uma por\u00e7\u00e3o de batatas que, na verdade, era um saquinho de Ruffles. Na volta para a pista, uma enorme harpa colocada no palco \u2013 e o aumento consider\u00e1vel de p\u00fablico \u2013 \u201canunciava\u201d a pr\u00f3xima atra\u00e7\u00e3o: Florence + The Machine.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12348\" title=\"summer5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer5.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer5.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer5-300x181.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No palco, uma figura p\u00e1lida, de cabelo quase laranja, vestida em uma t\u00fanica azul de mangas longas esvoa\u00e7antes e soltando uma afinad\u00edssima voz et\u00e9rea, causava a impress\u00e3o de estar se presenciando algum ritual pag\u00e3o. Florence abria os bra\u00e7os e parecia flutuar enquanto andava pra l\u00e1 e pra c\u00e1. Mesmo que, teoricamente, Florence + The Machine quebrassem o clima do festival com suas m\u00fasicas a la Enya pop, uma boa parte do p\u00fablico transformou o ambiente em um exclusivo show da banda, cantando todas as m\u00fasicas, pulando em refr\u00e3os improv\u00e1veis e soltando bal\u00f5es coloridos durante a execu\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica de &#8220;You&#8217;ve Got The Love&#8221;. Empolgada, Florence soltou um espont\u00e2neo &#8220;we love you&#8221;, agradeceu em portugu\u00eas e se despediu fazendo o s\u00edmbolo do cora\u00e7\u00e3o com as m\u00e3os, deixando na cara de alguns presentes um sorriso ir\u00f4nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns minutos depois, com um pouco de atraso, subia ao palco a banda de Seu Jorge, ainda sem o cantor, para esquentar o p\u00fablico que j\u00e1 lotava a arena. Assim que pisou no palco, Seu Jorge foi ovacionado, numa recep\u00e7\u00e3o muito mais calorosa que a exibida em S\u00e3o Paulo. Se na capital paulista o p\u00fablico indiferente aproveitou para colocar a conversa em dia e fazer uma pausa pra banheiro, bebida e cigarro, no Rio, no bom sentido, a arena de luxo se converteu em uma noite na suburbana Via Show durante a passagem de Seu Jorge, com a plateia dan\u00e7ando animadamente e esfriando somente nos momentos das baladas. Com direito a declama\u00e7\u00e3o de uma letra dos Racionais MC\u2019s, Seu Jorge se mostrou contido e entregou uma apresenta\u00e7\u00e3o correta, de pouca intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico ou grandes momentos. O motivo pareceu claro quando o cantor informou os presentes sobre o tr\u00e1gico desabamento dos pr\u00e9dios no centro da cidade, e parou a m\u00fasica para pedir um minuto de sil\u00eancio pelas v\u00edtimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12349\" title=\"summer6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer6.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer6.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer6-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando a noite, Bruno Mars mostrou que era realmente a grande estrela do dia. Recebido aos gritos por dezenas de adolescentes com faixas na cabe\u00e7a (e crian\u00e7as al\u00e9m de meninas na faixa dos 10 anos cantando todas as m\u00fasicas e outras menores acompanhadas pelos pais), foi imposs\u00edvel ouvir a voz \u2013 n\u00e3o muito potente \u2013 de Mars durante a primeira m\u00fasica, mesmo que o som estivesse mais alto no show do cantor do que nas demais apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Demonstrando talento como entertainer, Bruno apareceu vestindo uma camisa 10 verde-e-amarela e colocou a plateia no bolso durante toda a sua apresenta\u00e7\u00e3o (que curiosamente foi a \u00fanica a ser exibida no tel\u00e3o principal do palco). Sem deixar de sorrir um \u00fanico minuto, o cantor se dividiu entre solos de guitarra, brincadeiras com a banda e passos sensuais, em uma sucess\u00e3o de hits que foram capazes de contagiar tamanha a empolga\u00e7\u00e3o com que eram tocados e recebidos pelo p\u00fablico. P\u00fablico capaz de vir abaixo com um simples &#8220;eu amo voc\u00eas&#8221; e acompanhar em coro a vers\u00e3o em ingl\u00eas do hit &#8220;Ai, Se eu Te Pego&#8221;, que Bruno Mars puxou na guitarra, no meio de &#8220;Lazy Song&#8221;, ap\u00f3s ter sido alvo de uma brincadeira de f\u00e3s em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00danico a fazer bis, Bruno Mars fechou seu set cantando sentando em um banquinho a balada &#8220;Talking to the Moon&#8221;, quando uma parte do p\u00fablico j\u00e1 come\u00e7ava a ir embora. Declarou ter ficado chateado ao saber da trag\u00e9dia no Rio, mas disse que estava muito feliz de estar ali e se despediu agitando uma pequena bandeira do Brasil levada por uma f\u00e3 encerrando um evento cujo ponto positivo foi mostrar que ainda existe p\u00fablico capaz de n\u00e3o ficar blas\u00e9 em um festival de atra\u00e7\u00f5es t\u00e3o distintas. Ainda bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12350\" title=\"summer7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer7.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer7.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/summer7-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p>&#8211; Bruno Capelas (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@nocapelas<\/a>) \u00e9 estudante de jornalismo e assina o blog <a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pergunte ao Pop<\/a>.<br \/>\n&#8211; Renata Arruda (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@renata_arruda<\/a>) \u00e9 jornalista e colabora na empresa <a href=\"http:\/\/www.teialivre.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Teia Livre<\/a> e na <a href=\"http:\/\/revistasnovitas.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Revista Cultural Novitas<\/a><a href=\"http:\/\/revistasnovitas.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Capelas e Renata Arruda\nO carisma de Dionne, o passatempo Rox, os clich\u00eas do pop de Florence, Seu Jorge e as burguesinhas e a estrela Bruno Mars\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/29\/summer-soul-festival-2012\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12342"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12342"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12342\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88144,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12342\/revisions\/88144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}