{"id":12293,"date":"2012-01-25T16:23:02","date_gmt":"2012-01-25T18:23:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=12293"},"modified":"2023-03-29T01:10:30","modified_gmt":"2023-03-29T04:10:30","slug":"scream-yell-recomenda-rosieandme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/25\/scream-yell-recomenda-rosieandme\/","title":{"rendered":"Entrevista: Rosie and Me"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12294\" title=\"rosie1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rosie1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rosie1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rosie1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renata Arruda<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma nova dire\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 a mensagem que a banda curitibana Rosie and Me quis transmitir ao batizar seu primeiro CD de \u201cArrow of My Ways\u201d, e ilustrar sua capa com um moinho. \u201cO nome \u201cArrow of My Ways\u201d \u00e9 um trocadilho com a express\u00e3o \u201cerror of my ways\u201d, em refer\u00eancia \u00e0s dificuldades que enfrentamos nos anos anteriores. Substituindo \u201cerror\u201d (erro) por \u201carrow\u201d (seta), procuramos demonstrar que, depois de cometer v\u00e1rios erros, finalmente estamos seguindo um caminho certo\u201d, conta Rosanne Machado, compositora, vocalista, violonista e l\u00edder da banda formada tamb\u00e9m pelo baterista Tiago Barbosa, o baixista Guilherme Miranda, o violista Ivan Camargo e o guitarrista Thomas Kossar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passaram-se quase seis anos desde a forma\u00e7\u00e3o da banda e suas primeiras demos caseiras, que ficaram conhecidas internacionalmente atrav\u00e9s do site Last.fm, at\u00e9 o lan\u00e7amento do seu primeiro \u00e1lbum, em uma trajet\u00f3ria j\u00e1 conhecida por muitos ap\u00f3s a boa repercuss\u00e3o do elogiado EP \u201cBird and Whale\u201d, cujas can\u00e7\u00f5es de influ\u00eancia twee pop e levada folk ca\u00edram rapidamente no gosto do p\u00fablico e cr\u00edtica, tendo a deliciosa balada dan\u00e7ante \u201cBonfires\u201d, que ficou conhecida como \u201ca m\u00fasica do comercial da Claro\u201d, como carro-chefe. No ano passado foi a vez de \u201cDarkest Horse\u201d surpreender, sendo selecionada para o epis\u00f3dio final da oitava temporada do seriado americano One Tree Hill.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m no ano passado, a banda enfrentou um contratempo com o selo Curve Music: meses ap\u00f3s o pedido para deixar o selo, a banda teve todas as suas m\u00fasicas e v\u00eddeos retirados das contas como Soundcloud, Bandcamp e Youtube \u2013 incluindo os v\u00eddeos pessoais \u2013 ap\u00f3s den\u00fancia feita pelo selo, que alegava ser dono do copyright. Foram meses de disputa, que inclu\u00edram den\u00fancias m\u00fatuas e press\u00e3o dos f\u00e3s, mas finalmente selo e banda chegaram a um acordo e as p\u00e1ginas do Rosie and Me voltaram ao normal. Sobre o assunto, Rosanne prefere n\u00e3o entrar em detalhes e resume: \u201cBasicamente, tivemos alguns desentendimentos quanto \u00e0 forma de condu\u00e7\u00e3o da nossa carreira. Quer\u00edamos liberdade para interagir diretamente com o p\u00fablico, imprensa, lan\u00e7ar m\u00fasicas, downloads gratuitos etc., o que gerou atrito com o selo. Conseguimos resolver o assunto amigavelmente e n\u00e3o tivemos problemas desde ent\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta \u00e0 carreira independente, o Rosie and Me ficou livre para se concentrar em seu primeiro \u00e1lbum. \u201cArrow of My Ways\u201d foi gravado em um est\u00fadio montado na casa de Rosanne, que comp\u00f4s todas as m\u00fasicas e tocou quase todos os instrumentos nas faixas \u201cLight You Up\u201d (viol\u00e3o e guitarra), balada cuja melancolia \u00e9 refor\u00e7ada pelo vocal arrastado, e \u201cTreehouse\u201d (viol\u00e3o, guitarra e trompete; bateria de Tiago Barbosa), uma can\u00e7\u00e3o rapidinha e fofa, que lembra bastante o primeiro EP. Rosanne tamb\u00e9m se encarregou de produzir e mixar sozinha todo o \u00e1lbum e conta: \u201cN\u00e3o existe \u201cdedo\u201d de ningu\u00e9m nele, seja de gravadora, produtor, est\u00fadio; isso \u00e9 algo de que nos orgulhamos bastante neste novo \u00e1lbum\u201d, completando, \u201ca composi\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o minhas, mas o trabalho \u00e9 do Rosie and Me como banda\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/F2At3i3603A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na m\u00fasica que d\u00e1 t\u00edtulo ao \u00e1lbum, e tamb\u00e9m a escolhida como primeiro single, Rosanne divide seu vocal suave com o cantor nova iorquino Greg Thomas em uma balada indie que versa sobre encontrar for\u00e7as no amor de algu\u00e9m (mas que tamb\u00e9m serve como met\u00e1fora \u00e0 obstina\u00e7\u00e3o da banda, em versos como \u201cLike a horse you cannot break\/I was restless and astray\u201d, e que, mesmo sem refr\u00e3o, cumpre bem o seu papel de can\u00e7\u00e3o pop, n\u00e3o devendo nada \u00e0s populares do g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantendo a simplicidade caracter\u00edstica e apostando nas composi\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas, o disco tamb\u00e9m conta com a participa\u00e7\u00e3o especial de outro cantor, o brit\u00e2nico Joshua Thomas, na j\u00e1 divulgada faixa de abertura, \u201cHome\u201d, e na seguinte, o country ensolarado e rom\u00e2ntico \u201cWhere the Heart Is\u201d, que abre caminho para uma sequ\u00eancia de baladas que parecem contar uma historinha de relacionamento: se \u201cWhere the Heart is\u201d \u00e9 uma m\u00fasica alegre sobre um casal apaixonado, as faixas seguintes v\u00e3o se tornando cada vez mais introspectivas na medida em que as letras falam sobre desentendimentos (\u201cI cursed your name out loud\/I loved you all along\u201d, diz a letra de \u201cShotgun to the Heart\u201d, que voc\u00ea pode ouvir no player acima); arrependimento (\u201cI&#8217;m trying to clear out my thoughts\/&#8217;cause i just cannot give up the one thing that\/keeps me alive\u201d, canta Rosanne em \u201cLight You Up\u201d) e desilus\u00e3o (\u201cYou just wash off the dust and go home\/everything just turns out wrong\u201d, de \u201cSouthern Home\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sequ\u00eancia ent\u00e3o \u00e9 quebrada com a cativante \u201cI Couldn\u2019t Reach You\u201d, country dan\u00e7ante e um dos melhores momentos do disco, com sua letra direta, que diz coisas como \u201cI&#8217;m tired my head is pulsing like a bomb\/I was found on the ground (&#8230;) you know they have no respect for us\u201d, que inevitavelmente remete ao recente imbr\u00f3glio da banda com o antigo selo. O CD ainda traz a supracitada \u201cTreehouse\u201d; a tocante balada \u201cJamie\u201d, que j\u00e1 vinha sendo tocada nos shows e cuja vers\u00e3o demo j\u00e1 havia sido liberada em seu site, e fecha com \u201cCarry On\u201d, can\u00e7\u00e3o que aborda a tem\u00e1tica do loser, sem sentir pena de si mesmo, em uma letra busca oferecer algum conforto: \u201cleaving nothing goog but a broken pride(&#8230;)so carry on, my darling\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cArrow of My Ways\u201d, o Rosie and Me passeia por diversas influ\u00eancias que v\u00e3o desde The Weepies, Bon Iver e Band of Horses a lendas do country cl\u00e1ssico como George Jones e Buck Owens, resultando em um \u00e1lbum autoral e coeso, onde a voz doce de Rosanne Machado canta pequenas alegrias, amores, desilus\u00f5es e solid\u00e3o, em m\u00fasicas delicadas que ora nos fazem ter vontade de dan\u00e7ar sob o c\u00e9u estrelado, ora servem como companhia perfeita para as chuvosas noites de ver\u00e3o. O CD pode ser baixado de gra\u00e7a no facebook (<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/rosieandme\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.facebook.com\/rosieandme<\/a>) e no site de banda (<a href=\"http:\/\/www.rosieandmemusic.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.rosieandmemusic.com<\/a>), mas os que quiserem tamb\u00e9m podem adquirir via iTunes (<a href=\"http:\/\/itunes.apple.com\/br\/album\/arrow-of-my-ways\/id497518009\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>) ou mesmo a vers\u00e3o f\u00edsica (<a href=\"http:\/\/rosieandmemusic.com\/br\/loja\/copiafisica.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12295 aligncenter\" title=\"rosie2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rosie2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o lan\u00e7amento, Rosanne concedeu uma entrevista exclusiva ao Scream &amp; Yell, contando detalhes sobre o \u00e1lbum, as dire\u00e7\u00f5es da banda, e a turn\u00ea de lan\u00e7amento, que come\u00e7a em mar\u00e7o. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cBonfires\u201d foi um single bem sucedido e \u201cDarkest Horse\u201d fez parte da trilha de One Tree Hill. Como voc\u00ea v\u00ea isso e o que acha que mudou de Bird and Whale pra c\u00e1?<\/strong><br \/>\nA repercuss\u00e3o do EP nos pegou de surpresa. Trabalhamos intensamente na divulga\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o esper\u00e1vamos um retorno t\u00e3o bom do p\u00fablico. O uso das m\u00fasicas em propagandas e seriados \u00e9 sempre uma \u00f3tima ferramenta de divulga\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o faz milagres, se n\u00e3o houver uma estrat\u00e9gia definida. No nosso caso, foi um bom cart\u00e3o de visitas para a banda. O Rosie and Me mudou bastante desde a grava\u00e7\u00e3o do EP. Arrisco dizer que, musicalmente, quase tudo. As composi\u00e7\u00f5es, desde o in\u00edcio, seguiram para uma vertente mais pop e, de folk mesmo, tinham s\u00f3 a levada. Depois de acrescentar outros instrumentos, como guitarra e banjo, a sonoridade do CD novo ganhou um toque de country cl\u00e1ssico bem distinto. As m\u00fasicas tamb\u00e9m est\u00e3o mais longas e com letras mais focadas. \u00c9 nesse estilo que pretendemos construir nossa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o para o novo \u00e1lbum?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas m\u00fasicas que entraram neste \u00e1lbum foram compostas em meados de 2010, outras em 2011. Foi um processo natural, sempre que surgia inspira\u00e7\u00e3o, eu sentava com o viol\u00e3o no colo, abria o bloco de notas no computador, e a m\u00fasica sa\u00eda aos poucos. Todas as m\u00fasicas s\u00e3o autobiogr\u00e1ficas e falam de momentos importantes da minha vida. Algumas pessoas escrevem em di\u00e1rios, eu escrevo m\u00fasicas.A parte da produ\u00e7\u00e3o ficou por minha conta mesmo: conduzi todas as grava\u00e7\u00f5es num pequeno est\u00fadio que montei em casa, produzi e mixei as faixas. A proposta do disco \u00e9 seguir \u00e0 risca o conceito de lan\u00e7amento independente. As m\u00fasicas n\u00e3o s\u00e3o superproduzidas, n\u00e3o foram utilizados equipamentos e efeitos avan\u00e7ados, e isso manteve o CD fiel ao nosso estilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a parceria com os cantores convidados?<\/strong><br \/>\n\u00c9 tudo resultado de amizades feitas pela Internet. Tanto o Greg Thomas quanto o Joshua Thomas (que, a prop\u00f3sito, n\u00e3o s\u00e3o parentes) acompanhavam o nosso trabalho por sites de m\u00eddia. Acabei conhecendo a m\u00fasica deles por esses mesmos sites e achei que a voz dos dois seria uma boa adi\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea disse que letras em portugu\u00eas n\u00e3o combinam com o tipo de m\u00fasica que voc\u00eas fazem, comentando que seria t\u00e3o cafona quanto tentar cantar uma traduzida de Death Cab for Cutie, por exemplo. Mas n\u00e3o \u00e9 um desafio emplacar por aqui com composi\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas?<\/strong><br \/>\nSinceramente, acredito que n\u00e3o. Grande parte do p\u00fablico brasileiro acompanha a carreira de bandas que cantam em ingl\u00eas, e a prova disso s\u00e3o as in\u00fameras pessoas que fazem \u201ccoro\u201d em shows de artistas internacionais. \u00c0s vezes, algumas pessoas entendem errado o que quero dizer com isso. Para mim, \u00e9 bem simples: eu n\u00e3o conseguiria casar nossas melodias com letras em portugu\u00eas. \u00c9 uma quest\u00e3o de estilo mesmo. Muitas m\u00fasicas perdem um pouco da gra\u00e7a quando traduzidas, \u00e9 natural. Isso acontece at\u00e9 mesmo do modo contr\u00e1rio, passando-se uma m\u00fasica em portugu\u00eas para o ingl\u00eas. Quem nunca traduziu uma m\u00fasica em ingl\u00eas e ficou decepcionado?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12301\" title=\"rosie4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/rosie4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 chegou a compor alguma coisa em portugu\u00eas?<\/strong><br \/>\nNunca compus m\u00fasicas em portugu\u00eas, costumo brincar e dizer que isso est\u00e1 al\u00e9m da minha capacidade. Acho que o p\u00fablico que gosta da nossa m\u00fasica n\u00e3o liga para essa hist\u00f3ria de cantar no idioma nativo. Por outro lado, tamb\u00e9m n\u00e3o acredito que algu\u00e9m que n\u00e3o seja f\u00e3 do nosso estilo v\u00e1 mudar de opini\u00e3o s\u00f3 porque come\u00e7amos a cantar em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A turn\u00ea internacional \u00e9 \u201ca realiza\u00e7\u00e3o de um sonho\u201d, nas suas palavras. Como ser\u00e1 essa turn\u00ea?<\/strong><br \/>\nMontamos essa turn\u00ea por conta pr\u00f3pria, depois que recebemos o convite do SXSW. Chegamos em Los Angeles (CA) no come\u00e7o de mar\u00e7o, para tocar em dois lugares: Viento y Agua Coffeehouse e Hotel Caf\u00e9. Em seguida, partimos para Austin (TX), para o show no SXSW, passando ainda por Dallas (Opening Bell Coffee) e Houston (Dunn Bros Coffee). \u00c9 a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho, especialmente porque vamos tocar em lugares que j\u00e1 receberam artistas que admiramos muito. Esse \u00e9 o caso do Hotel Caf\u00e9, em que j\u00e1 tocaram Mumford &amp; Sons, Great Lake Swimmers, Bon Iver etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 curioso que, prestes a lan\u00e7ar o primeiro CD, voc\u00eas tenham datas marcadas nos EUA e nenhuma no Brasil&#8230;<\/strong><br \/>\nIsso n\u00e3o foi algo planejado. A grava\u00e7\u00e3o do CD acabou atrasando e o lan\u00e7amento ficou para 2012. Desde 2010, nosso grande objetivo \u00e9 tocar no SXSW, que acontece todo ano, em mar\u00e7o, no Texas. Como estamos em janeiro, simplesmente n\u00e3o haveria tempo h\u00e1bil para organizar uma turn\u00ea no Brasil (em meio a ensaios e tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos relacionados \u00e0 viagem). Mas j\u00e1 temos em mente uma turn\u00ea para divulgar o CD no Brasil, a partir de abril.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como \u00e9 o espa\u00e7o para bandas como o Rosie and Me no Brasil?<\/strong><br \/>\nPor incr\u00edvel que pare\u00e7a, \u00e9 mais dif\u00edcil marcar shows no Brasil do que l\u00e1 fora. Aqui, d\u00e1 para perceber uma presen\u00e7a muito forte de \u201cpanelinhas\u201d, o que atrapalha uma banda desconhecida na hora de tentar agendar apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo. De modo geral, \u00e9 raro algu\u00e9m chamar uma banda para tocar se outra pessoa \u201cdo ramo\u201d n\u00e3o a recomendar, ou se n\u00e3o existir algu\u00e9m na m\u00eddia elogiando o seu trabalho. \u00c9 uma pena, mas algumas pessoas s\u00f3 d\u00e3o valor a um artista se ele for bem visto por terceiros, ou se conhecer algu\u00e9m \u201cimportante\u201d no meio, independentemente da qualidade do trabalho. Claro que existem exce\u00e7\u00f5es, do contr\u00e1rio, jamais ter\u00edamos marcado os shows que fizemos at\u00e9 hoje. Nessas ocasi\u00f5es, as pessoas que abriram as portas para n\u00f3s realmente apostaram no nosso trabalho, e somos muito gratos por isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acha que ser\u00e1 um caminho natural a banda ir se afastando do p\u00fablico brasileiro?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 nossa inten\u00e7\u00e3o. Sabemos que grande parte do apoio que a banda recebe vem do p\u00fablico brasileiro, e queremos desenvolver esse relacionamento. Por outro lado, nunca escondemos que nosso objetivo \u00e9 tamb\u00e9m conquistar espa\u00e7o no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E agora, h\u00e1 propostas, voc\u00eas pensam em fechar com outro selo ou pretendem continuar independentes, dialogando com o p\u00fablico sem intermedi\u00e1rios?<\/strong><br \/>\nRecebemos algumas propostas, mas, no momento, n\u00e3o temos nenhum acordo em vista. Apesar de ser trabalhoso, gostamos de interagir com o p\u00fablico, porque isso ajuda a manter nossa identidade e a dire\u00e7\u00e3o da nossa carreira. Muitas vezes, existem tantos \u201cdedos\u201d no trabalho de uma banda, que fica dif\u00edcil determinar at\u00e9 onde ela se mant\u00e9m envolvida na pr\u00f3pria carreira. Para n\u00f3s, lidar diretamente com o p\u00fablico e com pessoas interessadas na nossa m\u00fasica, dentro do cen\u00e1rio musical independente (blogueiros, jornalistas, donos de casas de shows etc.) foi muito importante. Gostamos de manter esse tipo de relacionamento da forma mais direta e aberta poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe algum plano para um CD f\u00edsico?<\/strong><br \/>\nSim, a tiragem inicial \u00e9 de tr\u00eas mil c\u00f3pias f\u00edsicas. Assim como ocorreu com o EP, vamos recorrer essencialmente \u00e0s ferramentas de Internet, para divulgar o CD novo. A estrat\u00e9gia \u00e9 simples: oferecer m\u00fasica de qualidade, gratuitamente, e estimular o p\u00fablico a contribuir por iniciativa pr\u00f3pria. Nosso pensamento \u00e9: baixa o CD quem quiser ouvir, compra o CD quem quiser ajudar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d15E2VHlngU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Texto por Renata Arruda (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/renata_arruda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@renata_arruda<\/a>). jornalista e colaboradora na empresa <a href=\"http:\/\/www.teialivre.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Teia Livre<\/a>, na <a href=\"http:\/\/revistasnovitas.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista Cultural Novitas<\/a>; J\u00e1 escreveu para o Scream &amp; Yell sobre o disco do MoMo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/29\/musica-serenade-of-a-sailor-momo\/\">aqui<\/a>) e entrevistou Romulo Fr\u00f3es (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/01\/entrevista-romulo-froes\/\">aqui<\/a>), Agridoce (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/16\/scream_yell_apresenta\/\">aqui<\/a>) e Sobre a M\u00e1quina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/20\/sy-recomenda-sobre-a-maquina\/\">aqui<\/a>)<a href=\"http:\/\/revistasnovitas.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Fotos por Liliane Callegari: <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Renata Arruda\nUma nova dire\u00e7\u00e3o. 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