{"id":1224,"date":"2009-04-23T22:55:00","date_gmt":"2009-04-24T01:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=1224"},"modified":"2024-10-01T23:56:52","modified_gmt":"2024-10-02T02:56:52","slug":"discografia-comentada-the-cure","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/","title":{"rendered":"Discografia Comentada: The Cure"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1244\" title=\"The Cure \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_band.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Miguel F. Luna<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">The Cure. Uma banda com mais de 30 anos de hist\u00f3ria, influente e inspiradora, que trilhou sempre seus pr\u00f3prios caminhos, experimentou e moldou seu som por par\u00e2metros pr\u00f3prios, sem abrir concess\u00e3o \u00e0 sua arte e se render a modismos, \u00e9pocas e \u00e0 cr\u00edtica. Criou um universo paralelo para si e seus disc\u00edpulos, ora derramando melancolia em doses cavalares, desesperos existenciais, viagens c\u00f3smicas ou alegrias juvenis. Dan\u00e7ou tamb\u00e9m, chacoalhou em funks e arrematou cora\u00e7\u00f5es por todo o globo com um romantismo quase obsessivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bandas e artistas t\u00e3o distintos como Linkin Park, Green Day, Red Hot Chili Peppers, Mogway, Placebo, Interpol, The Killers, Arcade Fire, Nine Inch Nails, Marylin Manson, Frank Back, Scarlet Johnson, Chris Cornell e at\u00e9 Mettalica j\u00e1 assumiram sua admira\u00e7\u00e3o por Robert Smith e seus asseclas. Mestre David Bowie se diz f\u00e3 de carteirinha. Os geniais Neil Gaiman e Tim Burton tamb\u00e9m j\u00e1 prestaram suas homenagens. No Brasil, influenciou absurdamente toda nossa emergente cena rock. De Legi\u00e3o \u00e0 Zero at\u00e9 Pato Fu (&#8220;The Head on The Door&#8221; \u00e9 o disco predileto de todos os tempos de Fernanda Takai). Jornalistas importantes como Zeca Camargo, Kid Vinil e F\u00e1bio Massari tamb\u00e9m s\u00e3o grandes f\u00e3s. At\u00e9 miniss\u00e9ries televisivas usam suas m\u00fasicas como temas de epis\u00f3dios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com toda essa relev\u00e2ncia, \u00e9 injusto se referir a eles apenas como uma banda dos &#8220;anos 80&#8221;. Claro, foi a \u00e9poca dourada, com sucesso comercial estrondoso, mas tamb\u00e9m sobreviveram aos anos 90 e atravessaram o mil\u00eanio com dignidade e integridade trafegando com a mesma desenvoltura pelo &#8220;mainstream&#8221; e pelo &#8220;alternativo&#8221;. A quem for aventurar e aprofundar-se na obra da banda, boa viagem! A quem parou de acompanhar, por algum motivo, vale uma boa escutada nos trabalhos mais recentes. E como vale&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1225\" title=\"&quot;Three Imaginary Boys&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_three.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Three Imaginary Boys&#8221; \/ &#8220;Boys Don\u2019t Cry&#8221; (1979)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o praticamente os mesmo discos lan\u00e7ados em mercados diferentes, um na Inglaterra e outro nos EUA, com pequenas diferen\u00e7as no tracking list. Depois de rejeitada pela Polydor, surge a oportunidade de lan\u00e7ar o primeiro \u00e1lbum pelo selo Fiction Records, de Chriss Parry, ent\u00e3o funcion\u00e1rio da gravadora que viu no Cure potencial e originalidade. Chriss fundou o selo a principio s\u00f3 para lan\u00e7\u00e1-los. \u00c9 o Cure ainda bastante influenciado pela explos\u00e3o punk, por\u00e9m com lirismo e uma veia pop. J\u00e1 na estr\u00e9ia, est\u00e3o cl\u00e1ssicos como &#8220;Jumping Someone Else\u2019s Train&#8221;, &#8220;10:15 Saturday Night&#8221;, &#8220;Boys Don\u2019t Cry&#8221;, &#8220;Three Imaginary Boys&#8221; e &#8220;Killing An Arab&#8221;, esta \u00faltima, baseada na obra &#8220;O Estrangeiro&#8221; de Albert Camus, indicando j\u00e1 desde o inicio que a literatura seria tamb\u00e9m fonte de inspira\u00e7\u00e3o. Uma edi\u00e7\u00e3o de luxo de &#8220;Three Imaginary Boys&#8221; foi lan\u00e7ada em 2004 compilando as faixas das edi\u00e7\u00f5es inglesa e norte-americana mais demos de est\u00fadio, raridades e grava\u00e7\u00f5es ao vivo e excluindo &#8220;Killing An Arab\u201d, banida do repert\u00f3rio da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 6,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1226\" title=\"&quot;Seventeen Seconds&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_seconds.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_seconds.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_seconds-300x294.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Seventeen Seconds&#8221; (1980)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que ningu\u00e9m poderia imaginar era a guinada da banda ao enveredar por caminhos e sonoridades obscuras e niilistas j\u00e1 no ano e lan\u00e7amento seguintes. Ambiente opaco e minimal, como trilha sonora para um dia cinzento ou uma noite solit\u00e1ria e silenciosa. Mais do que uma simples reencarna\u00e7\u00e3o do Joy Division, a banda apresentou sons at\u00e9 ent\u00e3o originais e muito pessoais. E a partir daqui fica imposs\u00edvel, na maioria das vezes, n\u00e3o associar a m\u00fasica da banda a imagens, met\u00e1foras e texturas diversas que evocam sonhos, tristezas, alegrias, lembran\u00e7as e sentimentos dos mais variados. Cl\u00e1ssicos como &#8220;Play for Today&#8221; e &#8220;A Forest&#8221; est\u00e3o entre as preferidas dos f\u00e3s desde ent\u00e3o. Outra inspira\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria \u00e9 &#8220;At Night&#8221;, dessa vez de uma obra de Kafka, num momento de tens\u00e3o contida. Uma edi\u00e7\u00e3o de luxo, lan\u00e7ada em 2005, acrescenta mais quinze faixas ao \u00e1lbum entre registros caseiros e raridades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1227\" title=\"&quot;Faith&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_faith.jpg\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_faith.jpg 351w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_faith-300x290.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Faith&#8221; (1981)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui a ang\u00fastia toma formas ainda mais angulosas, com linhas de baixo grav\u00edssimas e notas menores. A procura da f\u00e9 dentro de si como \u00fanica esperan\u00e7a. Hinos f\u00fanebres intoc\u00e1veis com &#8220;Funeral Party&#8221; ou a faixa t\u00edtulo fizeram escola no que veio depois a ser chamado de gothic rock. O single &#8220;Primary&#8221; destoava um pouco das demais faixas sendo um leg\u00edtimo p\u00f3s-punk com dois baix\u00f5es tomando a frente da m\u00fasica. A edi\u00e7\u00e3o de luxo lan\u00e7ada em 2005 traz a integra da \u00e9pica &#8220;Carnage Visors&#8221; com seus 27 minutos hipn\u00f3ticos, e mais quinze faixas b\u00f4nus (incluindo o single &#8220;Charlotte Sometimes&#8221;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1228\" title=\"&quot;Pornography&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_porno.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_porno.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_porno-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_porno-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Pornography&#8221; (1982)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 essa altura, a j\u00e1 doentia mente de Robert Smith, aliada a alucin\u00f3genos diversos e depress\u00e3o toma caminhos ainda mais obscuros. Os climas s\u00e3o de desola\u00e7\u00e3o, paran\u00f3ia e solid\u00e3o. As letras, \u00e1cidas e agressivas, versando principalmente pelos temas citados e a hipocrisia moral da sociedade s\u00e3o cantadas de forma quase indiferente. Trilhas sonoras de um pesadelo crescente comandadas por linhas de baixo tortuosas de Simon Gallup e baterias tribais. Todas as faixas seguem linearmente completando uma a outra. Um disco cl\u00e1ssico e um dos mais admirados pelos f\u00e3s fervorosos. Nesse momento, a banda coleciona uma legi\u00e3o de f\u00e3s obsessivos pela Europa. Faixas como &#8220;One Hundred Years&#8221;, &#8220;Hanging Garden&#8221;, &#8220;A Strange Day&#8221; e &#8220;A Short Term Effect&#8221; entram f\u00e1cil numa colet\u00e2nea desta primeira fase da banda. Na edi\u00e7\u00e3o de luxo (tamb\u00e9m lan\u00e7ada em 2005), 14 faixas raras completam o \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1229\" title=\"&quot;Japanese Whispers&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_japanese.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Japanese Whispers&#8221; (1983)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os f\u00e3s iniciais torceram o nariz fortemente. Timbres e roupagem eletr\u00f4nicas e viagens das mais l\u00fadicas d\u00e3o as caras nesse EP que compila os singles lan\u00e7ados pela banda entre novembro de 1982 e abril de 1983. A turma de preto resolveu passear fora da atmosfera pesad\u00edssima que criou experimentando tudo que de eletr\u00f4nico havia na \u00e9poca. Da jazz-pop-cartoon &#8220;The Lovecats&#8221; (com pianos e baixo ac\u00fastico) \u00e0 locomotiva eletr\u00f4nica &#8220;The Walk&#8221;, uma nova faceta da banda estava inaugurada, assim como testada a versatilidade dos m\u00fasicos e a coragem e disposi\u00e7\u00e3o de se reinventar. &#8220;Let\u2019s Go To Bed&#8221; e a citada &#8220;The Walk&#8221; bombaram nas pistas do mundo inteiro. Destaque tamb\u00e9m para as psicod\u00e9licas e viajantes &#8220;Just One Kiss&#8221; e &#8220;Lament&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1230\" title=\"&quot;The Top&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_top.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;The Top&#8221; (1984)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a colabora\u00e7\u00e3o de Robert Smith como guitarrista da Siouxsie and the Banshees e a cabe\u00e7a a mil por hora, ele grava praticamente sozinho todo o \u00e1lbum (dividindo os instrumentos com Laurence Tolhurst), exceto bateria e sax, numa colet\u00e2nea de alucina\u00e7\u00f5es que v\u00e3o das hard e raivosas &#8220;Shake Dog Shake&#8221; e &#8220;Give Me It&#8221; at\u00e9 a sexual &#8220;Dressing Up&#8221;. Sem contar as p\u00e9rolas pop &#8220;Bird Mad Girl&#8221; e &#8220;The Caterpillar&#8221;, o momento \u00e1rabe em &#8220;Wailing Wall&#8221;, e a psicodelia de &#8220;Banana Fish Bones&#8221; e &#8220;Piggy in The Mirror&#8221;. Algu\u00e9m escreveu certa vez que a faixa t\u00edtulo trazia a sensa\u00e7\u00e3o de um dinossauro ferido se arrastando. Imposs\u00edvel n\u00e3o visualizar isso ao ouvir &#8220;The Top&#8221;. A edi\u00e7\u00e3o de luxo lan\u00e7ada em 2006 traz 17 faixas raras em um segundo CD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1231\" title=\"&quot;The Head on The Door&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_head.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;The Head on The Door&#8221; (1985)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se fosse uma verdadeira colet\u00e2nea, o Cure consegue juntar neste \u00e1lbum de in\u00e9ditas todas as sonoridades que havia criado at\u00e9 ent\u00e3o: can\u00e7\u00f5es pop psic\u00f3ticas perfeitas e temas (darks e) introspectivos passeiam de m\u00e3os dadas no \u00e1lbum que apresentou o grupo ao Brasil. Etnias diversas tamb\u00e9m florescem no disco, seja na espanhol\u00edssima &#8220;The Blood&#8221; e\/ou na homenagem ao Jap\u00e3o em &#8220;Kyoto Song&#8221;. De uma balada rocker impec\u00e1vel (&#8220;A Night Like This&#8221;), passando por influ\u00eancias de Beatles (&#8220;Six Diferent Ways&#8221;), camadas de guitarras na estradeira &#8220;Push&#8221; e o clim\u00e3o introspectivo em &#8220;Sinking&#8221; at\u00e9 alcan\u00e7ar o apelo pop irresist\u00edvel dos power singles &#8220;Close To Me&#8221; e &#8220;In Between Days&#8221;. Talvez a \u00fanica m\u00fasica meio fora do ninho seja &#8220;Screw&#8221;. O disco foi um sucesso comercial estrondoso e o Cure vira mania Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1232\" title=\"&quot;Kiss Me Kiss Me Kiss Me&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_kiss.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Kiss Me Kiss Me Kiss Me&#8221; (1987)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui o caldeir\u00e3o engrossa ainda mais o caldo com temperos e condimentos diversos numa fant\u00e1stica gama de influ\u00eancias perfeitamente absorvidas e filtradas pela banda, que agora conta com m\u00fasicos fixos e participativos (desde &#8220;The Head on The Door&#8221;). Cada composi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fanica e disputa faixa a faixa a aten\u00e7\u00e3o do ouvinte resultando em um \u00e1lbum duplo (CD simples). Uma mixagem linear deixa o resultado ainda mais interessante. Mesmo n\u00e3o sendo a obra prima da banda, mostra uma coes\u00e3o impec\u00e1vel. &#8220;The Kiss&#8221; \u00e9 uma aula de bom gosto no uso de pedais Wah Wah. A linda pop-rock-song &#8220;Just Like Heaven&#8221;, t\u00e3o coverizada no mundo inteiro (experimente digit\u00e1-la no Youtube), \u00e9 talvez a mais bela can\u00e7\u00e3o j\u00e1 escrita por Smith. Momentos ultra-rom\u00e2nticos em &#8220;A Thousand Hours&#8221; e &#8220;One More Time&#8221; e rock\u00f5es com &#8220;Torture&#8221; e &#8220;Fight&#8221;. A doce e mezzo folk &#8220;Catch&#8221; e a orientalizada &#8220;If Only Tonight We Could Sleep&#8221; tamb\u00e9m s\u00e3o marcantes assim como o single &#8220;Why Can&#8217;t I Be You?&#8221; (na cola de &#8220;Modern Love&#8221;, de Bowie) e &#8220;How Beautiful You Are&#8221;, essa \u00faltima inspirada e adaptada do conto &#8220;Ao Olhar dos Pobres&#8221;, de Baudelaire. A vers\u00e3o &#8220;deluxe&#8221; lan\u00e7ada em 2006 traz dezoito faixas raras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1233\" title=\"&quot;Disintegration&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_disin.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_disin.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_disin-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_disin-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Disintegration&#8221; (1989)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s tr\u00eas \u00e1lbuns &#8220;alegres&#8221;, o Cure novamente passa por problemas e Robert Smith parece voltar \u00e0s batalhas com seus dem\u00f4nios internos. A diferen\u00e7a \u00e9 que aqui a banda j\u00e1 est\u00e1 bem mais experiente e madura. O resultado \u00e9 um disco mais homog\u00eaneo e quase tem\u00e1tico onde os climas et\u00e9reos de \u00e1lbuns como &#8220;Faith&#8221; e &#8220;Pornography&#8221; tomam formas exuberantes numa viagem gelada e rom\u00e2ntica. Smith usa e abusa de sua Fender Jazz Bass 6 cordas buscando novos timbres e estilos. Com as linhas de baixo marcantes e bem colocadas de Simon Gallup, baterias milimetricamente bem coladas, guitarras inspiradas ao fundo e teclados e synths celestiais, letras ora existenciais, rom\u00e2nticas ou amargas, o Cure fecha a d\u00e9cada com sua obra prima, recebendo pr\u00eamios de melhor banda inglesa e tocando para multid\u00f5es no Wembley Arena. Imposs\u00edvel destacar uma s\u00f3 faixa. Todas s\u00e3o altamente recomendadas. De &#8220;Pictures of You&#8221; a &#8220;The Same Deep Water As You&#8221;, de &#8220;Homesick&#8221; a &#8220;Last Dance&#8221;. Sem contar os singles &#8220;Love Song&#8221; e\u00a0 &#8220;Lullaby&#8221;, a melhor hit-pop-dark-song de todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1234\" title=\"&quot;Wish&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_wish.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_wish.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_wish-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_wish-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Wish&#8221; (1992)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de um hiato de tr\u00eas anos, com Robert Smith a cada m\u00eas declarando o fim da banda, surge um novo trabalho, o primeiro (e \u00fanico) disco do Cure a bater no topo da parada brit\u00e2nica (e no segundo lugar da Billboard, nos EUA). &#8220;Wish&#8221; mostra a banda no \u00e1pice de sua forma instrumental. As guitarras v\u00eam \u00e0 tona de forma dissonante e polif\u00f4nica guiando as faixas. N\u00e3o a toa, Robert usava uma camiseta de Hendrix nos shows dessa tour. \u00c9 o Cure mostrando novamente suas v\u00e1rias faces. Baladas tocantes com &#8220;A Letter to Elise&#8221;, &#8220;Trust&#8221; e &#8220;To Wish Impossible Things&#8221;. Um conto denso em forma de m\u00fasica na soberba &#8220;From The Edge of the Deep Green Sea&#8221;, odes \u00e0 alegria em &#8220;Doing to Unstuck&#8221; (incr\u00edvel ao vivo) e &#8220;Friday I\u2019m in Love&#8221;, esta \u00faltima um hit radiof\u00f4nico irresist\u00edvel, e ainda a soturna e bel\u00edssima &#8220;Apart&#8221; e a pesada &#8220;End&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1235\" title=\"&quot;Wild Mood Swings&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_wild.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_wild.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_wild-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_wild-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Wild Mood Swings&#8221; (1996)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais criticado e incompreendido trabalho da banda. Lan\u00e7ado em meio ao furac\u00e3o britpop e gravado no mesmo est\u00fadio do revolucion\u00e1rio &#8220;Ok Computer&#8221;, do Radiohead, &#8220;Wild Mood Swings&#8221; foi ignorado pela m\u00eddia e causou estranhamento at\u00e9 no mais fiel dos f\u00e3s. No Brasil, o massacre foi amenizado pela presen\u00e7a da banda no extinto Hollywood Rock (96), o que tamb\u00e9m ajudou a re-acender (de leve) a Curemania, onde angariou novos f\u00e3s. Apesar dos elementos &#8220;cureanos&#8221; estarem presentes, h\u00e1 uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica nos arranjos e composi\u00e7\u00f5es. Passado o tempo, o disco foi melhor assimilado por quem deu a ele uma nova chance. Mesmo menos cotado, \u00e9 muito querido pelos admiradores e f\u00e3s mais novos. As faixas &#8220;Want&#8221;, &#8220;Bare&#8221;, &#8220;Numb&#8221; e &#8220;Jupiter Crash&#8221; s\u00e3o \u00f3timas. &#8220;Mint Car&#8221; \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o ensolarada e uma das mais alegres da carreira da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1236\" title=\"&quot;Bloodflowers&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_blood.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_blood.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_blood-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_blood-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;Bloodflowers&#8221; (2000)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s outras longas f\u00e9rias (que parecem fazer bem \u00e0 banda), o Cure volta em grande estilo e \u00f3tima fase em um \u00e1lbum \u00e9pico. Se &#8220;Disintegration&#8221; pode ter sido uma evolu\u00e7\u00e3o de &#8220;Pornography&#8221;, podemos dizer que &#8220;Bloodflowers&#8221; \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o natural da seq\u00fc\u00eancia. Com arranjos inspirados e exuberantes, &#8220;Bloodflowers&#8221; mostra o Cure dos primeiros trabalhos em pleno ano 2000. N\u00e3o \u00e9 um disco &#8220;f\u00e1cil&#8221;, com faixas longas repletas de detalhes e atmosferas. As autobiogr\u00e1ficas &#8220;39&#8221;, &#8220;Watching Me Fall&#8221; e a faixa t\u00edtulo s\u00e3o as t\u00edpicas hist\u00f3rias musicadas t\u00e3o bem feitas pela banda. A balada &#8220;Last Day of Summer&#8221; cumpre seu papel e emociona assim como &#8220;There Is No If&#8230; &#8220;. A mais conhecida com certeza \u00e9 &#8220;Maybe Someday&#8221;, bom rock, mas que destoa um pouco das demais can\u00e7\u00f5es do disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1237\" title=\"&quot;The Cure&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_cure.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_cure.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_cure-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_cure-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;The Cure&#8221; (2004)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzido pelo papa do &#8220;nu metal&#8221;, Ross Robinson, &#8220;The Cure&#8221; \u00e9 um disco com uma pegada bem diferente de tudo o que a banda j\u00e1 fez, mas ainda com o jeit\u00e3o Cure de compor. H\u00e1 belos momentos com &#8220;End of the World&#8221;, &#8220;alt.end&#8221; e &#8220;Aniversary&#8221;. Destaques para a &#8220;para cima&#8221; &#8220;Taking Off&#8221;, o bel\u00edssimo e competente trabalho das guitarras e letra em &#8220;Before Three&#8221; e a paran\u00f3ica abertura com &#8220;Lost&#8221; onde a letra remete ao final de &#8220;Karma Police&#8221;, do Radiohead (&#8220;I lost myself \/ I can&#8217;t find myself&#8221;) repetida in\u00fameras vezes num clima angustiante e tenso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1238\" title=\"&quot;4:13 Dream&quot;, The Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_dream.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;4:13 Dream&#8221; (2008)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro belo retorno do Cure ao nosso mundo. Tr\u00e1s de volta o guitar-hero Porl Thompson, afastado desde &#8220;Wish&#8221;. Abre com &#8220;Underneath The Stars&#8221;, faixa que resgata a magia e as sensa\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas de se ouvir a banda. \u00c9 uma das melhores can\u00e7\u00f5es da discografia do grupo, com seu andamento lento, viradas sensacionais, cheia de nuances. Linda! Segue muito bem com &#8220;Reasons Why&#8221;, que poderia estar em qualquer \u00e1lbum dos anos 80, e ainda mant\u00e9m um cheiro de novidade no ar. Robert continua com uma bela e afinada voz. &#8220;This. Here and now. With you&#8221; \u00e9 daquelas declara\u00e7\u00f5es apaixonadas e derramadas, a m\u00fasica cresce em seu refr\u00e3o de uma forma irresist\u00edvel. Faixa a faixa, a banda destila todos os elementos que a fizeram famosa com uma roupagem mais moderna. O \u00e1lbum seria duplo, mas a gravadora convenceu a banda a desistir da id\u00e9ia. Com a quase extin\u00e7\u00e3o (quase?) do formato CD, um disco duplo a essas alturas poderia ser uma grande investida kamikase, mas o que ficou de fora parece t\u00e3o bom quando esse disco e, segundo o pr\u00f3prio Robert Smith, o lado mais sombrio e pesado est\u00e1 guardado. Talvez seja lan\u00e7ado ainda neste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1240\" title=\"The Cure Live Albuns\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_live.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00c1lbuns ao Vivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o cinco os \u00e1lbuns oficiais do Cure, cada um representando \u2013 e bem \u2013 cada fase da banda. &#8220;Concert&#8221; (1984) foi um dos primeiros trabalhos do grupo lan\u00e7ados no Brasil, e \u00e9 um dos melhores \u00e1lbuns ao vivo do Cure com um repert\u00f3rio de primeir\u00edssima qualidade (destaque para as vers\u00f5es de &#8220;Kiling An Arab&#8221; e &#8220;A Forest&#8221;.) Menos conhecido que &#8220;Concert&#8221;, mas n\u00e3o menos interessante \u00e9 &#8220;Entreat&#8221; (1991), que flagra a banda tocando ao vivo o \u00e1lbum &#8220;Disintegration&#8221;. Em 1993, dois \u00e1lbuns ao vivo s\u00e3o lan\u00e7ados: &#8220;Paris&#8221; e &#8220;Show&#8221;. Em 2001, para presentear os f\u00e3s, a banda grava o mesmo repert\u00f3rio da colet\u00e2nea &#8220;Greatest Hits&#8221; ao vivo em est\u00fadio de forma ac\u00fastica, uma pequena p\u00e9rola que surgiu como b\u00f4nus da citada colet\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1241\" title=\"&quot;Join The Dots \u2013 B-sides and Rarities 1978\/2001&quot;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_join.jpg\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"591\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_join.jpg 399w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_join-202x300.jpg 202w\" sizes=\"(max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lados B<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste quesito, Robert Smith colocou ordem na casa em 2004 ao lan\u00e7ar o box qu\u00e1druplo &#8220;Join The Dots \u2013 B-sides and Rarities 1978\/2001&#8221;. S\u00e3o 70 faixas que v\u00e3o desde lados b de singles at\u00e9 participa\u00e7\u00f5es em tributos diversos que renderam covers como &#8220;Hello, I Love You&#8221; (Doors), &#8220;Purple Haze&#8221; (Jimi Hendrix), &#8220;Young Americans&#8221; (David Bowie) e &#8220;World In My Eyes&#8221; (Depeche Mode). Detalhe: a vers\u00e3o em cassete da colet\u00e2nea &#8220;Standing on the Beach&#8221; (1985) trazia em seu lado b uma dezena de b-sides poderosos, todos resgatados neste box imperd\u00edvel. Outra curiosidade: &#8220;Splintered In Her Head&#8221;, lado b do single &#8220;Charlotte Sometimes&#8221;, foi durante muito tempo usada como tema de abertura do programa Roda Viva, da TV Cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1242\" title=\"Colet\u00e2neas do Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_coletas.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"125\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_coletas.jpg 520w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_coletas-300x75.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Colet\u00e2neas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de &#8220;Japanese Whispers&#8221;, outras colet\u00e2neas tentaram compilar o melhor do Cure. &#8220;Standing on the Beach&#8221; (1986) flagrava a banda na primeira metade dos anos 80 enquanto &#8220;Galore&#8221; (1997) centrava foco no repert\u00f3rio p\u00f3s &#8220;Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me&#8221;. \u00c9 dessa \u00e9poca tamb\u00e9m a colet\u00e2nea de remixes &#8220;Mixed Up&#8221; (1990). Em 2001, o grupo resolveu arrumar a lojinha lan\u00e7ando &#8220;Greatest Hits&#8221; (incluindo uma vers\u00e3o em DVD com todos os clipes oficiais da banda e, ainda, o tal CD b\u00f4nus com todo o tracking list tocado de forma ac\u00fastica).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1249\" title=\"DVDs do Cure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/cure_dvd.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DVDs<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2006 o grupo lan\u00e7ou &#8220;The Cure Festival 2005&#8221; com trinta can\u00e7\u00f5es retiradas de nove festivais europeus. Tr\u00eas anos antes, em 2003, a banda j\u00e1 havia liberado em DVD &#8220;Trilogy&#8221;, que apresenta na integra os \u00e1lbuns &#8220;Pornography&#8221; (1982), &#8220;Disintegration&#8221; (1989) e &#8220;Bloodflowers&#8221; (2000). Os clipes foram todos reunidos em &#8220;Greatest Hits&#8221;, e preciosidades como &#8220;Show&#8221; (1996), &#8220;Play Out&#8221; (1992), &#8220;Picture Show&#8221; (1991), &#8220;The Cure in Orange&#8221; (1988) e &#8220;Live in Japan&#8221; (1986) foram apenas lan\u00e7ados em VHS e permanecem in\u00e9ditos em DVD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda a discografia do Cure est\u00e1 em catalogo no exterior. No Brasil \u00e9 poss\u00edvel encontrar &#8220;The Head On The Door&#8221; e alguns dos \u00e1lbuns dos anos 90 para frente assim como a colet\u00e2nea &#8220;Greatest Hits&#8221;. As edi\u00e7\u00f5es de luxo dos sete primeiros \u00e1lbuns nunca foram lan\u00e7adas no pa\u00eds, mas podem ser encontradas facilmente em lojas online internacionais ou encomendadas em boas lojas nacionais do ramo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Samuel Martins \u00e9 m\u00fasico e toca na banda Interlude (<a href=\"http:\/\/www.interlude.com.br\">www.interlude.com.br<\/a>), especializada em covers do Cure.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<br \/>\n<strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Greatest Hits&#8221;, do The Cure, por Eduardo Spitzer (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/thecuregreatest.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;4:13 Dream&#8221;, do The Cure, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/02\/the-cure-the-clash-e-the-smiths\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211;\u00a0&#8220;Close\u00a0To Me &#8211; Um Adolescente nos\u00a0Anos 80&#8221;,\u00a0por Andr\u00e9 Takeda (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/pms_cnts\/tkdois.html\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outras discografias comentadas:<\/strong><br \/>\n&#8211; Capital Inicial, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/capitaldiscografia.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/nickacvediscografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M., por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/remdiscografia.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/clash_discografia.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"The Cure. Uma banda com mais de 30 anos de hist\u00f3ria, influente e inspiradora, que trilhou sempre seus pr\u00f3prios caminhos&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[35,96,2580,98],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1224"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1224"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1224\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84119,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1224\/revisions\/84119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}