{"id":11690,"date":"2012-01-20T08:12:54","date_gmt":"2012-01-20T10:12:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=11690"},"modified":"2019-04-06T17:53:00","modified_gmt":"2019-04-06T20:53:00","slug":"scream-yell-recomenda-nevilton","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/20\/scream-yell-recomenda-nevilton\/","title":{"rendered":"Scream &#038; Yell recomenda: Nevilton"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11692\" title=\"nevilton2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton2-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por<\/strong><strong> <\/strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s anos de espera, finalmente Nevilton lan\u00e7a um disco de verdade. A frase soaria pejorativa se a pr\u00f3pria banda n\u00e3o tivesse assumido a piada e tivesse intitulado seu primeiro \u00e1lbum com o nome de \u201cDe Verdade\u201d. O disco foi gravado em 2009, cont\u00e9m 14 faixas \u2013 a maioria delas j\u00e1 registradas anteriormente em EPs, como o hino \u201cPaz e Amores\u201d e a esperta \u201cO Morno\u201d, uma das melhores m\u00fasicas de 2011 segundo a vota\u00e7\u00e3o anual deste site, e est\u00e1 dispon\u00edvel para download <a href=\"http:\/\/www.nevilton.com.br\/album\/de-verdade-2011\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. \u201cDe Verdade\u201d foi o principal assunto da conversa que o vocalista e guitarrista Nevilton de Alencar teve com o Scream &amp; Yell em dezembro passado, entre a casa da banda e o SESC Consola\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formado em 2007, quando o guitarrista e vocalista Nevilton e o baixista Tiago Lob\u00e3o voltaram de Los Angeles inspirados em realizar um novo projeto musical, o grupo hoje mora em S\u00e3o Paulo. A mudan\u00e7a de cidade ainda n\u00e3o pode ser sentida no trabalho da banda, mas mudou sua maneira de pensar: \u201cA mudan\u00e7a pra S\u00e3o Paulo colocou um pouco mais de p\u00e9 no ch\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a sa\u00edda de Eder Chapolla em julho de 2011, a banda atualmente passa por um revezamento de bateristas. O rod\u00edzio, entretanto, n\u00e3o tem sido empecilho para a banda se apresentar Brasil afora a bordo de seu carro Ayrton, o Siena. A trajet\u00f3ria na estrada impressiona: Nevilton tem levado para o interior do Brasil um dos melhores shows da atualidade, chegando a Estados onde a maioria dos grupos costuma n\u00e3o se apresentar \u2013 um aplicativo no site mostra os lugares por onde j\u00e1 passaram. (confira <a href=\"http:\/\/www.nevilton.com.br\/agenda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um papo que durou mais de tr\u00eas horas, entre hamb\u00fargueres, panetone e copos de terer\u00ea (bebida gelada feita com erva-mate), o cantor ainda comentou sobre o Fora do Eixo, a experi\u00eancia de abrir para o Green Day, em 2010, a rela\u00e7\u00e3o da banda com a Internet e as influ\u00eancias que permeiam seu trabalho. Enquanto mostrava demos antigas em seu computador pessoal, o vocalista mostrou algumas de suas m\u00fasicas favoritas, numa sequ\u00eancia que unia Stephen Malkmus e Cake a Odair Jos\u00e9, Stan Getz, F\u00e1gner e Noel Rosa, passando pelo Karkwa, uma recente descoberta canadense que teve no dia da entrevista. Com a palavra, Nevilton.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/lgO_6Pfdze0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/lgO_6Pfdze0\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Desde quando voc\u00eas est\u00e3o aqui em S\u00e3o Paulo?<\/strong><\/span><br \/>\nA gente mudou pra c\u00e1 agora em mar\u00e7o [de 2011], mas a gente j\u00e1 vinha tendo um namorinho com a cidade h\u00e1 mais de dois anos. A primeira vez que a gente tocou aqui foi numa festa da Neu!, no anivers\u00e1rio do podcast Qualquer Coisa, que naquela \u00e9poca ainda era s\u00f3 um podcast (nota da reda\u00e7\u00e3o: ex-programa de r\u00e1dio dos jornalistas Jos\u00e9 Fl\u00e1vio J\u00fanior e Paulo Terron junto com Max de Castro). Desde aquela vez j\u00e1 voltamos bastante pra c\u00e1, a cada dois meses mais ou menos. Ou era pra tocar na Funhouse, ou em algum outro lugar, ou pra vir mesmo, pra dar rol\u00ea, pra conhecer mais a galera daqui, as bandas daqui. Em mar\u00e7o a gente mudou,  mas parece que ficou mais distante o contato com S\u00e3o Paulo. Tu chega aqui e tudo vira uma grande correria, uma loucura. Acho que eu via e curtia mais os meus amigos e a galera da banda antes de mudar pra c\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Mas como \u00e9 o dia a dia de voc\u00eas aqui?<\/strong><\/span><br \/>\nBasicamente a gente passa a semana se preparando pro final de semana. \u00c0s vezes o final de semana pode come\u00e7ar numa quarta ou numa quinta-feira, dependendo de para onde a gente vai viajar. A gente v\u00ea a log\u00edstica disso: como iremos, se \u00e9 de carro ou de avi\u00e3o, tem que ver o que vai levar e o que n\u00e3o vai levar, tentar fechar mais datas. Nosso foco agora \u00e9 trabalhar nisso de excursionar mais, correr mais atr\u00e1s. Imagina: desde mar\u00e7o pra c\u00e1 a gente fez um monte de correria com o disco. As partes burocr\u00e1ticas, a parte das artes, as coisas ao redor disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E s\u00e3o s\u00f3 voc\u00eas que cuidam da banda? N\u00e3o tem produtora, como funciona isso?<\/strong><br \/>\nCara, basicamente somos s\u00f3 eu e o Lob\u00e3o. O Lob\u00e3o cuida mais do site. Hoje em dia come\u00e7amos a trabalhar com produtoras em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds, mas isso n\u00e3o nos faz sentir mais confort\u00e1veis. Ainda precisamos ter um fluxo legal de tocar por a\u00ed, ent\u00e3o \u00e9 muito importante estar fazendo acontecer, mesmo que a gente n\u00e3o fa\u00e7a shows grandes sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 a frequ\u00eancia de shows de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nPosso dizer que temos feito um m\u00ednimo de, sei l\u00e1, seis shows por m\u00eas. De julho pra c\u00e1, isso aumentou. Foram 10 shows em agosto, 11 em setembro, nessa m\u00e9dia. Varia muito: em dezembro, por exemplo, a gente fica bem tranquilo, janeiro tamb\u00e9m. Nosso trabalho \u00e9 de entrega total ao universo da m\u00fasica. No meu caso, eu acordo e durmo Nevilton (risos), acordo vivendo a banda. O tempo todo a gente fica tentando se virar com o que temos em m\u00e3os hoje. Isso vai desde marcar uma entrevista at\u00e9 fechar outros shows, da banda, ou num projeto viol\u00e3o e voz. A gente tenta n\u00e3o fechar o leque, pra poder apresentar o trabalho de alguma forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 um assunto complicado falar de grana, mas a conta da banda est\u00e1 fechando?<\/strong><br \/>\nFecha. Fecha em cima, mas fecha. Tem m\u00eas que fecha bem, e tem m\u00eas que n\u00e3o fecha. H\u00e1 quatro anos fazendo m\u00fasica, posso dizer que hoje conseguir fechar as contas \u00e9 algo meio que natural. Espero que daqui a um tempo eu possa falar que est\u00e1 fechando bem, e que meu filho &#8211; que pretendo ter &#8211; possa fazer um cursinho de ingl\u00eas particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Enquanto a gente marcava a entrevista, voc\u00eas tocaram em lugares bem distantes no Brasil: Feira de Santana, Santa Maria, Campo Grande&#8230; como voc\u00eas fazem essas viagens todas?<\/strong><br \/>\nDepende muito do que a gente negocia. Tudo varia, a gente coloca as condi\u00e7\u00f5es que a gente precisa, o produtor coloca as condi\u00e7\u00f5es que ele pode oferecer, e a\u00ed a gente decide se vai ou n\u00e3o. \u00c9 normal. Hoje a gente tenta n\u00e3o fazer s\u00f3 um show no final de semana, tenta marcar mais datas na regi\u00e3o, pra tentar rentabilizar. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um show que paga todo o custo da viagem. Mesmo que cada show pague apenas um pouquinho, j\u00e1 vale a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9 porque isso vale divulga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m&#8230;<\/strong><br \/>\nO tempo todo a gente est\u00e1 pensando em como a gente pode levar o nosso trabalho. Seja com o site, seja com outras plataformas, como a MB, a TramaVirtual, OiNovoSom. Existem v\u00e1rias plataformas, de maneira que mesmo que voc\u00ea n\u00e3o d\u00e1 tanta import\u00e2ncia a elas, sempre vai haver alguma resposta. Se o cara entrar no Palco MP3, vai ter coisa l\u00e1, mesmo com tudo desatualizado. Se algu\u00e9m procurar, vai achar. A gente est\u00e1 investindo em divulga\u00e7\u00e3o, dedicando nosso tempo a essas maneiras, seja fazendo acordos com festivais e casas novas, que a gente nunca tocou, pra formar p\u00fablico. \u00c9 um trabalho constante, que toda semana, todo show acontece. Ir l\u00e1, fazer um show legal e convencer aquelas 50 pessoas que estavam l\u00e1 a levarem seus amigos nos pr\u00f3ximos shows, (para) no pr\u00f3ximo dar 250. \u00c9 assim naturalmente, e tem rolado. Tem v\u00e1rias cidades hoje que, mesmo distante dos grandes centros, a gente pode dizer que j\u00e1 tem o jogo ganho. Tocar no interior \u00e9 muito legal, as coisas come\u00e7am a mudar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11695\" title=\"nevilton3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton3-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma coisa bacana \u00e9 que voc\u00eas parecem n\u00e3o se abalar com pouca plateia. Vi dois shows de voc\u00eas esse ano aqui em S\u00e3o Paulo, e em nenhum dos dois tinha mais de cinquenta pessoas. E mesmo assim foram dois grandes momentos&#8230;<\/strong><br \/>\nS\u00e3o Paulo \u00e9 um pouco assim: tem tanta coisa aqui, tem muitos shows. J\u00e1 fui em muito show de gente grande que tamb\u00e9m n\u00e3o estavam lotados. S\u00e3o muitos fatores que fazem as pessoas n\u00e3o irem em um determinado show. Por exemplo: uma vez eu fui ver os Superguidis no SESC Santana, quase perdi o metr\u00f4 na volta do show. Muita gente n\u00e3o vai por medo de n\u00e3o ter como voltar, ou porque \u00e9 num lugar mais distante do centro. Vai da escolha do p\u00fablico. \u00c9 uma coisa maluca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com a Fora do Eixo (FdE)?<\/strong><br \/>\nA gente considera a FdE como parceiros. Por exemplo: fechamos um show numa cidade xis. Se a gente sabe que em alguma cidade pr\u00f3xima tem um coletivo cultural, a gente procura agir junto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Nos \u00faltimos dias aconteceu a sa\u00edda de alguns festivais da Abrafin (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Festivais Independentes), muito em parte por causa da Fora do Eixo, e toda hora acontecem discuss\u00f5es na Internet sobre a forma como a organiza\u00e7\u00e3o tem atuado. Como \u00e9 que voc\u00ea v\u00ea isso, como banda e como pessoa?<\/strong><\/span><br \/>\nCara, da forma mais amig\u00e1vel poss\u00edvel. Eu sempre abri o leque. Seja trabalhando com uma produtora que s\u00f3 faz grandes eventos lucrativos, at\u00e9 o lance mais ideol\u00f3gico e pensando no futuro. A gente tenta nunca restringir o trabalho. Seja participando de um projeto como o Outras Noites. A gente viu que era um projeto que era feito na ra\u00e7a. Se voc\u00ea acredita que essa turma est\u00e1 fazendo um trabalho legal, ent\u00e3o n\u00e3o tem porque ficar falando: &#8220;Ah, mas n\u00e3o vai me dar o dinheiro que eu quero, a divulga\u00e7\u00e3o que eu quero&#8221;. N\u00e3o quer, n\u00e3o faz. A mesma coisa com a Fora do Eixo. \u00c9 claro que tem os Fora do Eixo xiitas, os anti Fora do Eixo xiitas, acho meio bobeira isso. O legal \u00e9 tentar usar o que h\u00e1 de bom e poder somar com m\u00fasicas, shows, experi\u00eancias. O importante \u00e9 n\u00e3o fechar as portas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mudando um pouco de assunto, falando mais sobre o disco. Olhando nos cr\u00e9ditos, pode se ver que ele foi gravado em 2009, mas voc\u00eas lan\u00e7aram o EP \u201cPressuposto\u201d no meio desse tempo, queria que voc\u00ea explicasse um pouco mais sobre isso&#8230;<\/strong><br \/>\nA gente gravou o disco e antes de lan\u00e7\u00e1-lo resolvemos que \u00edamos fazer um outro lan\u00e7amento f\u00edsico, at\u00e9 pra ter essa experi\u00eancia. Saber qual \u00e9 a resposta que a gente iria ter, como seria a distribui\u00e7\u00e3o que a gente conseguiria. Uma coisa bacana que aconteceu foi a distribui\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios pontos Fora do Eixo, o CD [\u201cPressuposto\u201d] chegou mais longe, pro pessoal aonde a gente ia tocar. Tinha que ter alguma coisa pra ser um term\u00f4metro, n\u00e3o quer\u00edamos fazer isso com um disco cheio. O \u201cPressuposto\u201d foi bem legal, tivemos \u00f3timas respostas de cr\u00edtica e de p\u00fablico, e \u00e9 um repert\u00f3rio que tem ali de 3 a 5 m\u00fasicas no show. Se a gente n\u00e3o tocar esse repert\u00f3rio, a gente est\u00e1 marcando touca, porque \u00e9 o que as pessoas conhecem, sabem cantar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muita gente que foi no show do SESC Ipiranga nem sabia que tinha disco novo&#8230;<\/strong><br \/>\n\u00c9. E daqui a um ano a gente espera que as pessoas lembrem mais do \u201cDe Verdade\u201d, ou estejam curiosas para um EP novo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a sele\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas, uma vez que voc\u00eas usaram muitas m\u00fasicas dos EPs anteriores?<\/strong><br \/>\nPro disco, a gente acabou gravando algumas can\u00e7\u00f5es cujos arranjos j\u00e1 estivessem mais pr\u00f3ximas da linguagem do trio e do show. A gente gravou ele aqui no (est\u00fadio da) YB (em S\u00e3o Paulo), ao vivo, todo mundo junto, uma coisa pra tentar ter uma pegada de ao vivo. Pra dizer que n\u00e3o, tiveram duas m\u00fasicas que eu gravei umas guitarrinhas a mais, mas nada demais. Tocamos uns tr\u00eas, quatro meses com metr\u00f4nomo, os tr\u00eas ensaiando, s\u00f3 para ter no\u00e7\u00e3o de como ia ser pra gravar. Foi uma experi\u00eancia muito legal, num est\u00fadio legal, de qualidade de grava\u00e7\u00e3o boa. Ficamos bastante satisfeitos. &#8220;Singela&#8221;, por exemplo, \u00e9 uma m\u00fasica que n\u00e3o apareceu porque \u00e9 mais tranquila, a gente n\u00e3o tava tocando tanto nos bares. No SESC, tudo bem, fica bonito, mas num barz\u00e3o barulheira, \u00e9 dif\u00edcil tocar &#8220;Singela&#8221; ou &#8220;Do Que N\u00e3o Deu Certo&#8221;. Mas estamos mudando isso. \u00c9 a parte boa do tempo passar: quanto mais a gente toca, mais espa\u00e7os v\u00e3o se abrindo, e a gente tem perspectivas de fazer outras m\u00fasicas, mais tranquilas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/uKYt1xSsPQc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/uKYt1xSsPQc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco foi gravado com o \u00c9der [Chapolla], e hoje voc\u00eas t\u00e3o tocando com o Flipi, como \u00e9 que \u00e9 isso? Explica um pouco melhor esse lance dos bateristas.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o adianta explicar, eu tamb\u00e9m n\u00e3o entendo muito bem. Agora, ent\u00e3o&#8230; &#8220;Pressuposto&#8221; e &#8220;Vitorioso Adormecido&#8221;, nas vers\u00f5es do \u201cPressuposto\u201d, a gente gravou com o Fernandinho, que foi o primeiro batera, e que saiu da banda um pouco antes da gente lan\u00e7ar o EP. Foi mais ou menos na mesma \u00e9poca que a gente come\u00e7ou a viajar mais, e ele n\u00e3o podia se dedicar tanto, porque tinha um com\u00e9rcio de comida congelada, teve que se dedicar \u00e0 empresa dele tamb\u00e9m e pulou fora da banda. Nesse meio tempo, o Chapolla entrou. Um ou dois meses depois, n\u00e3o lembro agora, a gente gravou &#8220;O Morno&#8221;, &#8220;Singela&#8221; e &#8220;Do Que N\u00e3o Deu Certo&#8221;, que completaram o EP. Agora em julho desse ano o Eder saiu da banda. O lance come\u00e7ou a ficar mais invi\u00e1vel quando a gente se mudou pra S\u00e3o Paulo: ficou mais dif\u00edcil pra ele, que morava em Cianorte. Deu uma distanciada, perde um pouco o contato, desanima. Passou um tempinho e come\u00e7amos a tocar com o Bruno Castro, batera muito gente fina, que toca numa banda chamada Rajar, e fizemos uns 45, quase 50 shows como Flipi na batera. E agora o Chapolla est\u00e1 se reaproximando \u2013 a turn\u00ea no Rio Grande do Sul de agora foi com ele. E ele \u00e9 um cara que a gente tocou mais de dois anos, ent\u00e3o o som \u00e9 mais org\u00e2nico, n\u00e3o sei se \u00e9 melhor ou pior. \u00c9 quest\u00e3o de relacionamento mesmo, de flu\u00eancia, de funcionamento que melhora com o tempo. Pelo menos pra quem tenta melhorar, melhora. O Chapolla \u00e9 um cara que ainda&#8230; (interrompe). N\u00e3o sei, a gente est\u00e1 falando que est\u00e1 sem batera agora. O Flipi tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 muito dentro. \u00c9 tamb\u00e9m uma parte do processo, ele tem outras bandas, outros trabalhos. O que a gente est\u00e1 fazendo \u00e9 tentar n\u00e3o arrumar dificuldade para levar o nosso som adiante. A gente quer \u00e9 fazer show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Por que &#8220;De Verdade&#8221;? A resposta talvez seja meio \u00f3bvia, mas \u00e9 importante perguntar&#8230;<\/strong><\/span><br \/>\nAh! \u00c9 meio assim: a gente sempre lan\u00e7ou as coisas pela Internet, ou lan\u00e7amos os EPs, pra vender por cinco reais. Teve tamb\u00e9m o \u201cPacot\u00e3o de Demos\u201d, que era f\u00edsico e juntava esses v\u00e1rios lan\u00e7amentos virtuais, lan\u00e7amos um EP&#8230; Mas sempre vinha aquela pergunta: &#8220;mas quando \u00e9 que vai  sair o disquinho de verdade?&#8221;. A\u00ed a gente incorporou a piada. O nome j\u00e1 tava pronto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E essas m\u00fasicas &#8220;novas&#8221; do \u201cDe Verdade\u201d, elas s\u00e3o da mesma \u00e9poca que as do \u201cPressuposto\u201d, ent\u00e3o&#8230;<\/strong><br \/>\n&#8220;Fortuna&#8221; e &#8220;Por Um Triz&#8221;&#8230; s\u00e3o m\u00fasicas que a gente tocava, mas n\u00e3o tanto assim. Quando a gente decidiu gravar as catorze, paramos de tocar algumas, pra guardar mesmo, pra ter essa sensa\u00e7\u00e3o de &#8220;ineditismo&#8221;. Mas tem mais m\u00fasica por a\u00ed&#8230; d\u00e1 pra fazer um disco de mentira agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi rodar o pa\u00eds sem ter um disco &#8220;cheio&#8221;? Tava vendo aquele aplicativo no site, voc\u00eas foram para muitos lugares que as bandas costumam n\u00e3o ir&#8230;<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o tive a sensa\u00e7\u00e3o ainda de rodar com o disco, mas eu acredito que tudo isso s\u00f3 aconteceu e se viabilizou a partir da tentativa. Era ir pra algum show, ser chamado pra um festival, se entregar, tentar fazer um show o mais legal o poss\u00edvel. Conhecer as bandas, trocar experi\u00eancias, fazer com que de alguma forma as pessoas queiram que a gente volte, que algu\u00e9m se interesse pelo nosso som. Sempre foi assim, uma quest\u00e3o meio que de funcionamento viral. \u00c9 cativar as pessoas, naquele papo do Pequeno Pr\u00edncipe mesmo. \u00c9 trabalhar de uma forma humana, tem um monte de gente que vai no show pra se divertir, ent\u00e3o vamos tentar divertir todo mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso \u00e9 algo que eu ia comentar tamb\u00e9m: parece que pra voc\u00eas n\u00e3o tem tempo ruim, mesmo se a casa est\u00e1 vazia ou pela metade.<\/strong><br \/>\n\u00c9 assim: a gente foi feito na estrada. Como \u00e9 que a gente sabe se o show est\u00e1 legal? \u00c9 porque a gente tocou pra caramba. \u00c9 s\u00f3 tocando que as coisas ficam naturais, a gente pode fazer piadinha, tem um entrosamento ali. Acho que \u00e9 assim que todo trabalho deveria ser. Como um jornalista, que precisa ter flu\u00eancia pra poder escrever, pra passar a mensagem do jeito que gostaria, um escritor&#8230; tem que escrever bastante. \u00c9 um exerc\u00edcio de express\u00e3o, seja um show, seja compor. N\u00e3o sei se de uma forma comercialmente falando, mas acredito que tamb\u00e9m seja assim com fechar shows, colocar o trabalho pra circular. Hoje pra gente \u00e9 muito mais f\u00e1cil chegar numa cidade e se virar. Se n\u00e3o tem uma coisa no palco, ningu\u00e9m vai chorar, a gente vai ver qual \u00e9 o problema&#8230; N\u00e3o tem dessas de reclamar. Surgiu um problema, vai l\u00e1 e resolve. Se voc\u00ea tem um trabalho e quer mostrar, vai l\u00e1 e mostra. Aonde d\u00e1 pra mostrar, aonde n\u00e3o d\u00e1, por que n\u00e3o d\u00e1? O mapa do aplicativo est\u00e1 ficando cada vez mais bonito. Eu estava brincando esses dias que agora ele est\u00e1 meio desfigurado, mas no meio do ano ele tava no formatinho do bonec\u00e3o do \u201cPressuposto\u201d. Agora a miss\u00e3o \u00e9 fazer ele ficar no formato do cora\u00e7\u00e3o [da capa do &#8220;De Verdade&#8221;]: pra isso, vamos ter que ir pra outros lugares, Europa, Am\u00e9rica do Norte&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11698\" title=\"nevilton4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton4.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton4-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m de tocar muito no Brasil, voc\u00eas j\u00e1 tocaram fora?<\/span><\/strong><br \/>\nA gente ainda n\u00e3o fez quase nada no exterior. Tirando a experi\u00eancia de Los Angeles, no come\u00e7o da hist\u00f3ria da banda, num formato meio viol\u00e3o e percuss\u00e3o, do jeito que dava, e uma vez em Puerto Iguazu, na Argentina. Esse ano vamos tentar fazer uma turn\u00ea na Argentina, abrir mais esse leque, igual outras bandas tem feito. Se a gente tem essa possibilidade geogr\u00e1fica, em lugares que eu acredito que devem ser altamente roqueiros, \u00e9 legal a gente tentar. \u00c9 igual explorar o interior daqui: a gente deu mais aten\u00e7\u00e3o pro &#8220;Brasa&#8221; porque somos brasileiros&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na \u00faltima vez que voc\u00eas conversaram com o Scream &amp; Yell, voc\u00eas falaram do Uno, que tinha batido, mas tinha muita estrada pra rodar. O Uno sobreviveu nesses dois anos?<\/strong><br \/>\nSobreviveu&#8230; a gente comprou ele mais ou menos com 7 mil km, vendemos com cerca de 90 mil km. Hoje a gente tem o Siena, que a gente chama de &#8220;Ayrton, o Siena&#8221;. O Uno era &#8220;\u00c1tila, o Uno guerreiro&#8221;. E a\u00ed o Ayrton \u00e9 um \u00e1s, n\u00e9. Ele tem mais porta mala, ent\u00e3o hoje d\u00e1 pra guardar o baixo no porta-malas \u2013 no Uno ele ia atr\u00e1s do banco do motorista&#8230; Hoje d\u00e1 pra guardar todos os instrumentos no porta-malas, d\u00e1 pra levar as luzes de vez em quando&#8230; No banco de tr\u00e1s ficam s\u00f3 as malas de roupa, d\u00e1 pra aproveitar pra tirar um cochilo, tem um espacinho bom. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 tentar ter uma van, uma Kombi, ou uma Besta. Se for uma Besta, vai ser engra\u00e7ado: a gente vai cham\u00e1-la de &#8220;Besta \u00e9 Tu&#8221;. A gente podia at\u00e9 pintar a van com a capa do \u201cDe Verdade\u201d&#8230; A gente tinha adesivado o Uno, na \u00e9poca da abertura do show do Green Day. Quando a gente foi no SWU, pra assistir, paramos o Uno num canto do estacionamento, e a\u00ed todo mundo passava e falava: &#8220;P\u00f4, olha l\u00e1, os caras que abriram para o Green Day&#8221;. Muito massa, foi muito legal. N\u00e3o sei se a gente vai fazer isso, mas eu quero adesivar o Siena. (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 falando do show do Green Day, pegando uma ponte&#8230; qual foi o maior show da carreira de voc\u00eas? Foi esse?<\/strong><br \/>\nFoi. Tocamos para quase 30 mil pessoas, um palco gigante, um monstro na nossa frente. Tinha que parar e olhar bem pra ver se tinha fim. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o diferente pra caramba&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi a resposta do p\u00fablico naquela hora e depois?<\/strong><br \/>\nFoi t\u00e3o r\u00e1pido, cara&#8230; mas foi positiva sim. Tanto antes como depois. \u00d3bvio que tem os xiitas, que estavam l\u00e1 s\u00f3 pra ver o Green Day, e a\u00ed a gente viu muitos coment\u00e1rios daquele tipo &#8220;xingaram muito no Twitter&#8221;, mas a gente leva numa boa. Muita gente gostou, muita gente conheceu a partir desse momento, e acompanha a gente aqui em S\u00e3o Paulo. A gente sabe que chegou l\u00e1, sabe que a nossa sonoridade n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 do Green Day, e a gente j\u00e1 imaginava que ia ter um pouco de rejei\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, foi uma oportunidade, um concurso, a gente tinha que se inscrever. A gente s\u00f3 chegou l\u00e1 porque as pessoas acreditaram na gente. E foi um show igual a um show no SESC: seja tocando para 40 ou para 40 mil, a empolga\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. \u00c9 chegar e passar o nosso recado. Num show de abertura geralmente usam o som mais baixinho, v\u00e1rios truques. N\u00e3o adianta ficar reclamando, foi uma baita experi\u00eancia legal, eu encaro mais umas dez dessa f\u00e1cil f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pra quem a Nevilton gostaria de abrir um show, hoje?<\/strong><br \/>\nIa ser massa fazer do Foo Fighters, eu acho legal pra caralho. Daria pra fazer com muita banda, tem muita gente fazendo um trabalho legal, e \u00e0s vezes s\u00e3o bandas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o grandes assim&#8230; o lance \u00e9 tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rolou um contato com o pessoal do Green Day? Eles viram o show?<\/strong><br \/>\nO Tr\u00e9 Cool [baterista do Green Day] assistiu o show do lado do palco, ele curtiu pra caramba. Depois do show, a gente conversou com eles no camarim, eles foram muito queridos. O Billie Joe [Armstrong, vocalista e guitarrista do Green Day] \u00e9 um cara calmo, ao contr\u00e1rio do que a gente pensou, porque ele \u00e9 t\u00e3o agitado no palco. Ele \u00e9 super na dele, ria das hist\u00f3rias que a gente contava. Falamos que a gente vinha de uma cidade que tinha 100 mil pessoas, eles disseram que vieram de uma cidade do interior da Calif\u00f3rnia, que antes de Los Angeles eles moravam numa cidade muito pequena, que \u00e9 assim mesmo&#8230; Foram muito gente boa. A gente viu que eles s\u00e3o humanos tamb\u00e9m, mesmo com eles sendo t\u00e3o bem sucedidos. Claro, tem todas as mutretas comerciais bizarras do mundo, mas com certeza \u00e9 porque eles s\u00e3o competentes, e s\u00e3o pessoas que vale a conviv\u00eancia, tudo funcionou pra isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que raios \u00e9 rock presidencial?<\/strong><br \/>\nRock presidencial \u00e9 um rock muito nobre, sabe? N\u00e3o, n\u00e3o. \u00c9 uma brincadeira nossa: quando a gente come\u00e7ou a banda, a gente tomava muito conhaque Presidente, sabe? E era uma \u00e9poca que a gente ou comprava um pack de cerveja pra cada um, ou comprava uma garrafona de conhaque, e foi isso. Da\u00ed a gente come\u00e7ou a fazer o rock presidencial. Isso deu muita canja quando a gente foi pra Bras\u00edlia, e tirou umas fotos com o conhaque l\u00e1, mas \u00e9 uma grande brincadeira. Hoje a gente est\u00e1 at\u00e9 com um pouco de receio sobre como chamar o nosso rock. \u00c9 rock brasileiro, m\u00fasica brasileira roqueira&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ZLo-tS9pZI8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ZLo-tS9pZI8\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ia te perguntar sobre isso tamb\u00e9m: o cara abre o disco e v\u00ea uma m\u00fasica que fala de Nirvana e Ramones, do lado dessa letra tem uma ep\u00edgrafe do Belchior, nos shows voc\u00eas falam de Jo\u00e3o Donato, tocam Placebo, como funciona isso tudo? Como voc\u00eas organizam as influ\u00eancias da banda?<\/strong><br \/>\n\u00c9 essa loucura mesmo, \u00e9 bem a minha cara. Os meninos s\u00e3o bem loucos tamb\u00e9m, essa grande mistura de m\u00fasica, vem do Nevilton mesmo. De ouvir Pixies, e depois sair de casa e ouvir Jean Leloup, uma banda l\u00e1 de Montreal&#8230; hoje a gente vai viajar, ent\u00e3o talvez ouvir um Daft Punk ou um Justice na estrada, e \u00e9 isso. A gente ouve muita m\u00fasica, e essa \u00e9 uma parte legal de muita estrada. Al\u00e9m do conv\u00edvio de conversar, de estar sempre contando hist\u00f3rias, a gente tamb\u00e9m ouve muita m\u00fasica. Cada um leva o seu pendrive, e mostra m\u00fasica, e curte o som. Acho que isso vai ficando cada vez mais aberto \u00e0 medida que a gente lan\u00e7a mais m\u00fasicas. Em 2010 a gente fez uma participa\u00e7\u00e3o no Oi Novo Som, que teve um concurso de vers\u00f5es. Participamos de tr\u00eas: um de Novos Baianos, tocando &#8220;Ferro na Boneca&#8221;, um de futebol, que a gente fez uma vers\u00e3o de um samba rock do Rio Grande do Sul chamado Pau Brasil, e depois teve Noel Rosa: gravamos tr\u00eas m\u00fasicas, e da\u00ed escolhemos uma. Tem duas m\u00fasicas do Noel que a gente tem guardado por a\u00ed, um dia d\u00e1 pra soltar um EP. A gente vive muito com a m\u00fasica brasileira, com os rock\u00f5es, com m\u00fasica estranha, m\u00fasica em franc\u00eas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se aparecer um sambinha do Nevilton no pr\u00f3ximo disco, ningu\u00e9m se assusta?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o Nevilton cantando em franc\u00eas?<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m n\u00e3o. Isso \u00e9 muito poss\u00edvel. S\u00f3 n\u00e3o vamos exagerar: um sambinha em franc\u00eas j\u00e1 \u00e9 muito. (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outra coisa: voc\u00ea falou que voc\u00eas ouvem m\u00fasica no pen drive&#8230; quantos anos voc\u00ea tem agora?<\/strong><br \/>\nEstou com 25 agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o tu \u00e9 da gera\u00e7\u00e3o internet tamb\u00e9m. Queria saber se a internet influiu na tua carreira, mas como ouvinte de m\u00fasica&#8230;<\/strong><br \/>\nInfluenciou totalmente, de uma maneira que a gente pode dizer&#8230; Sei l\u00e1, come\u00e7ando o papo de curtir um &#8220;rock alternativo&#8221; (risos), curtir Pixies e Red Hot Chili Peppers. Na \u00e9poca que eu comecei a usar a internet, ainda n\u00e3o tinha MTV aberta em Umuarama. Com o Nirvana, por exemplo, foi o processo normal: escutei, achei legal e fui atr\u00e1s. Quando meu pai comprou um r\u00e1dio, ele me deu um CD com v\u00e1rias m\u00fasicas aleat\u00f3rias, e tinha &#8220;Rape Me&#8221;, acho, e eu pirei nesse som e fui atr\u00e1s de comprar o disco cheio. A Internet foi o que abriu o leque: &#8220;ah, tu gosta de Nirvana? Ent\u00e3o voc\u00ea pode ir l\u00e1 e ouvir o Mudhoney, ou o Soundgarden, e voc\u00ea pode ler a respeito sobre essa banda, o Temple of the Dog, o Pearl Jam&#8221;. A internet te d\u00e1 a chance de descobrir as coisas ao redor. Eu baixo m\u00fasica desde o Audiogalaxy, o Napster&#8230; a gente entrava no mIRC, n\u00e3o sei se voc\u00ea fez isso, e tinha uns canais pra voc\u00ea baixar m\u00fasica: voc\u00ea enviava o comando, e a pessoa ia te enviando, de usu\u00e1rio para usu\u00e1rio. \u00c9 muito legal isso: a internet fez essa revolu\u00e7\u00e3o e ainda vai mastigar muita coisa. Por exemplo, quem vai dizer o quanto esse trabalho [o \u201cDe Verdade\u201d] vai ser conhecido depois de tanto tempo na Internet&#8230; o neg\u00f3cio \u00e9 muito grandioso&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Ontem eu estava lendo uma entrevista com o Black Keys e eles disseram que n\u00e3o iam soltar o disco novo [\u201cEl Camino\u201d] para streaming. Como \u00e9 que voc\u00eas pensam isso, de colocar o disco para download, disponibilizar pro pessoal ouvir?<\/strong><\/span><br \/>\nCara, a gente est\u00e1 num momento ainda que a gente est\u00e1 firmando p\u00fablico. O melhor agora \u00e9 que as pessoas conhe\u00e7am as nossas m\u00fasicas. Pra isso a gente tamb\u00e9m fez outras coisas: tem o disco de 15 reais, com capinha de acr\u00edlico, bonitinha, e o disco de cinco reais, que vem num envelopinho &#8211; a gente d\u00e1 um monte desses nos shows. No futuro a gente quer tentar fazer um vinil, e vender a, sei l\u00e1, uns cinquenta reais, quanto tem que ser o vinil pra ele se pagar&#8230; No nosso universo do Nevilton, que \u00e9 t\u00e3o pequeno, n\u00e3o adianta ficar com aquela mentalidade: &#8220;N\u00e3o, a gente s\u00f3 vai vender CD&#8221;. Isso seria fechar os olhos pro p\u00fablico: com certeza um monte de gente vai baixar o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11700\" title=\"nevilton5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E se for pra colocar o \u201cDe Verdade\u201d na iTunes Store, que come\u00e7ou agora aqui no Brasil? Voc\u00eas v\u00e3o por?<\/strong><br \/>\nAcho que vai ter sim. \u00c9 bem poss\u00edvel que a gente coloque tamb\u00e9m. N\u00e3o sei, pode ser que a gente fa\u00e7a uma vers\u00e3o diferente. Agora, a nossa \u00eanfase \u00e9 mais em fazer com que as pessoas conhe\u00e7am o nosso som do que ganhar dois reais a mais, ent\u00e3o prefiro que muita gente conhe\u00e7a e v\u00e1 no show, cante as m\u00fasicas junto do que ganhar um dinheiro diretamente j\u00e1 com aquela grava\u00e7\u00e3o. Tem muito espa\u00e7o pra v\u00e1rias coisas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que outras coisas influenciam o trabalho de voc\u00eas? Filmes, livros, pessoas, lugares?<\/strong><br \/>\nA m\u00fasica vem dessa vida maluca, do cotidiano besta que a gente tem, de coisas incr\u00edveis que a gente percebe por a\u00ed e que d\u00e3o ideias legais pra fazer uma m\u00fasica. Essas mudan\u00e7as, melhoras e pioras, isso tudo influencia o tempo todo. Eu n\u00e3o sou um grande leitor, mas eu gosto muito de ler, especialmente no universo relativo \u00e0 vida de outros m\u00fasicos, mas eu fa\u00e7o muita coisa ao mesmo tempo. \u00c0s vezes corri a semana inteira e n\u00e3o consegui parar pra ler dois cap\u00edtulos do livro do Erasmo (\u201cMinha Fama de Mau\u201d). Agora eu estou lendo o do Keith Richards (\u201cVida\u201d), e tamb\u00e9m um outro chamado \u201cTour Smart and Break the Band\u201d,  do Martin Atkins, \u00e9 bem legal. O cara tem muitas dicas pr\u00e1ticas sobre o ato de estar na estrada, e qual a import\u00e2ncia de uma banda estar em turn\u00ea, d\u00e1 pra voc\u00ea ver o quanto refletiu na gente. Tem v\u00e1rias bandas que nasceram no mesmo m\u00eas que a gente, quatro anos atr\u00e1s. Mas acho que a maioria delas, ou at\u00e9 outras que surgiram antes, n\u00e3o estiveram ativas, n\u00e3o fizeram esse trabalho de corpo a corpo com o p\u00fablico. \u00c9 muito importante estar na ativa. O livro do Martin Atkins trabalha nesse papo, dando muitas ideias pra resolver esses problemas. Quando eu conseguir ter 30% desse livro na minha cabe\u00e7a, j\u00e1 bem resolvido, tenho certeza que a gente vai fazer um trabalho ainda mais legal. A gente gosta muito de arte. Cores, sensa\u00e7\u00f5es, descri\u00e7\u00f5es, express\u00f5es, tudo nos influencia e nos faz pensar na m\u00fasica, n\u00e3o s\u00f3 na parte do \u00e1udio. Eu sou louco para fazer um clipe para cada m\u00fasica do disco, se tudo der certo ano que vem a gente faz, seja com parcerias, ou eu mesmo fazendo com uma c\u00e2mera. N\u00e3o precisa parar, com um cronograma t\u00e3o ferrenho. Tem que se continuar trabalhando e fazendo as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Mudar pra S\u00e3o Paulo influenciou o teu modo de compor? As m\u00fasicas t\u00e3o diferentes?<\/span><\/strong><br \/>\nT\u00e3o diferentes sim. Com certeza a mudan\u00e7a pra S\u00e3o Paulo colocou um pouco mais de p\u00e9 no ch\u00e3o, de uma maneira um pouco mais seca, mas eu acho que o que mais influenciou foi o geral. Foi o tempo. S\u00e3o Paulo abriu um leque pra gente ver muita coisa: shows legais, ver um filme do Almod\u00f3var passar no cinema &#8211; antes a gente s\u00f3 alugava ou baixava. S\u00e3o Paulo vem pra somar, igual Los Angeles veio tamb\u00e9m. N\u00e3o sei se agora j\u00e1 vai se refletir no som, mas vai se refletir um dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jogo r\u00e1pido: tr\u00eas bandas brasileiras que voc\u00ea viu em 2011 e recomendaria pra algu\u00e9m que falasse: &#8220;Quero ouvir algo novo, me indica alguma coisa?&#8221;.<\/strong><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil&#8230; eu falaria agora de uma banda de Sorocaba chamada Inni, que tem um som maluco. Eles deram um rol\u00ea fudido esses dias, de Kombi, fazendo 28 shows em 30 dias, muito bacana. Voc\u00ea v\u00ea que os caras t\u00e3o querendo apresentar o seu trabalho: eles compraram um gerador de energia, e chegam numa pra\u00e7a e podem tocar. \u00c9 um grito: n\u00e3o tem boate? Tudo bem, a gente toca na pra\u00e7a. Sei l\u00e1, esses dias a gente tocou com o Seu Chico, que \u00e9 uma banda que faz covers de Chico Buarque, o vocalista deles \u00e9 o Tib\u00e9rio Azul, e ele tem um disquinho que eu achei muito bom. N\u00e3o \u00e9 rock\u00e3o, \u00e9 um som bonito&#8230; e uma terceira banda&#8230; pra quem ainda n\u00e3o conhece, e precisa conhecer, \u00e9 o Letuce, do Rio de Janeiro. Se quiser trocar o Tib\u00e9rio por algo um pouco mais roqueiro, pega uma banda do Paran\u00e1 chamada Humanish, que acredito que vai ser uma das bandas que mais vai representar o Paran\u00e1, eles devem come\u00e7ar a pintar nos festivais por aqui logo logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tr\u00eas discos da tua vida?<\/strong><br \/>\n\u201cNevermind\u201d, do Nirvana, sem d\u00favida. \u201cCarlos, Erasmo\u201d, de 1971, do Erasmo. E&#8230; (longo sil\u00eancio) vamos pensar&#8230; eu iria falar uma colet\u00e2nea&#8230; uma colet\u00e2nea do Guided by Voices, que tem um nome meio grande e eu esqueci agora, depois a gente pesquisa&#8230; (Depois desse momento, durante a conversa, o cantor ainda considerou incluir \u201cAlucina\u00e7\u00e3o\u201d, de Belchior, e \u201cFashion Nugget\u201d, do Cake, na lista, substituindo a colet\u00e2nea do Guided by Voices, \u201cHuman Amusements at Hourly Rates\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/TIgQSr6V7Yk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/TIgQSr6V7Yk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea falou sobre o Humanish estar representando o Paran\u00e1&#8230; como voc\u00ea v\u00ea o Nevilton nesse sentido? Voc\u00eas s\u00e3o uma banda paranaense? Uma banda brasileira?<\/strong><br \/>\nUma vez de cada: uma banda de Umuarama, uma banda do Paran\u00e1, e uma banda do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">E tem algo de diferente nessas tr\u00eas coisas?<\/span><\/strong><br \/>\nElas s\u00f3 deixam a coisa mais espec\u00edfica: somos uma banda umuaramense, que \u00e9 uma banda paranaense, que \u00e9 uma banda brasileira. Somos influenciados por tudo que nos rodeia, e eu piro muito em viajar. As coisas funcionaram bem, pra gente ter encarado v\u00e1rias coisas boas \u2013 e algumas que n\u00e3o foram t\u00e3o boas \u2013 porque a gente gosta de viajar e gosta de tocar. E essas coisas foram o suficiente pra gente encarar muitas situa\u00e7\u00f5es. Acredito que assim que a gente tiver as condi\u00e7\u00f5es de viajar ainda mais longe, a gente vai. Se ano que vem a gente puder ir tocar no Canad\u00e1, um sambinha em franc\u00eas, a gente vai. \u00c9 aquele papo de n\u00e3o restringir, de querer mostrar, e querer fazer. O mundo \u00e9 muito cheio de possibilidades, e o grande barato \u00e9 estar com vontade de fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas das can\u00e7\u00f5es de voc\u00eas n\u00e3o tem um personagem fixo: \u00e9 &#8220;ele&#8221;, ou \u00e9 &#8220;ela&#8221;, ou coloca pouco as can\u00e7\u00f5es na primeira pessoa. Lembrando de cabe\u00e7a agora, &#8220;A M\u00e1scara&#8221; tem primeira pessoa, e &#8220;Fortuna&#8221; d\u00e1 nome aos bois, mas n\u00e3o tem personagens&#8230; como \u00e9 que essa identifica\u00e7\u00e3o, se \u00e9 que tem alguma op\u00e7\u00e3o por isso?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tem um porqu\u00ea n\u00e3o. A verdade \u00e9 que talvez fosse uma fase minha de composi\u00e7\u00e3o. Eu nunca pensei muito em personagens, n\u00e3o precisa ter um nome porque assim fica muito mais f\u00e1cil de se identificar num &#8220;ele&#8221;, num &#8220;ela&#8221;. Queira ou n\u00e3o, pra mim \u00e9 muito mais legal quando eu consigo ouvir uma m\u00fasica e sentir algo dela em mim, consigo me identificar. Ajuda tamb\u00e9m. \u00c0s vezes voc\u00ea coloca um nome tamb\u00e9m e a\u00ed, pronto, o cara j\u00e1 gruda na m\u00fasica. Sei l\u00e1, &#8220;Bruno&#8221;, como tem em &#8220;Fortuna&#8221;, &#8220;Bruno era um bom mo\u00e7o&#8221;. O cara j\u00e1 leva isso pra ele o resto da vida. Ent\u00e3o \u00e9&#8230; n\u00e3o existe um porqu\u00ea, n\u00e3o tem uma regra. Vai ver \u00e0s vezes o cara est\u00e1 falando de uma flor&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pra encerrar: uma vez eu conversei com o Alexandre [Kumpinski], da Apanhador S\u00f3, e ele me disse que tinha uma m\u00fasica que ele n\u00e3o acreditava que tinha composto, que era &#8220;Bem-me-leve&#8221;. Voc\u00ea tem uma dessas? Uma preferida, uma filha \u00fanica, aquela que voc\u00ea fala: essa daqui \u00e9 a minha melhor?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cara, eu tenho muitas filhas, e gosto muito de todas. Trabalho com elas com um ci\u00fame danado, e se algu\u00e9m falar mal&#8230; (risos). N\u00e3o sei. &#8220;Pressuposto&#8221;, por exemplo, eu fiz e me senti muito bem. &#8220;O Morno&#8221; tamb\u00e9m. Tem m\u00fasicas que fiz e me senti muito legal com elas, e m\u00fasicas que fiz e chorei de me sentir exposto de uma forma singela, triste. Algumas que eu nunca nem toquei com a banda. Gosto muito de todas, n\u00e3o tenho uma preferida. A minha preferida agora \u00e9, sei l\u00e1, &#8220;Conto At\u00e9 Pro Belchior&#8221;, porque eu estava mexendo nela agora, antes de vir pra c\u00e1. \u00c9 uma m\u00fasica que vai chegar daqui a algum tempo&#8230; vamos ver o que acontece.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11701\" title=\"nevilton1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/nevilton1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Capelas \u00e9 estudante de jornalismo e assina o blog\u00a0<a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pergunte ao Pop<\/a>. Fotos por Liliane Callegari e Marcelo Costa<a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <\/a>(shows no Centro Cultural S\u00e3o Paulo e na Livraria da Esquina, em S\u00e3o Paulo, 2010)<a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Entrevist\u00e3os: Heitor (Gentileza) e Nevilton, por Marcelo Costa e Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/02\/21\/entrevista-do-mes-heitor-e-nevilton\/\">aqui<\/a>)<a href=\"http:\/\/www.sonarsaopaulo.com.br\/pt\/programacao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Capelas\nUm bate papo que durou mais de tr\u00eas horas, entre hamb\u00fargueres, panetone e copos de terer\u00ea. Com a palavra: Nevilton\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/20\/scream-yell-recomenda-nevilton\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11690"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11690"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11690\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51042,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11690\/revisions\/51042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}