{"id":11673,"date":"2012-01-19T22:35:36","date_gmt":"2012-01-20T01:35:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=11673"},"modified":"2018-01-20T11:17:50","modified_gmt":"2018-01-20T13:17:50","slug":"livro-sweet-soul-music-peter-guralnick","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/19\/livro-sweet-soul-music-peter-guralnick\/","title":{"rendered":"Literatura: &#8220;Sweet Soul Music&#8221;, Peter Guralnick"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11674\" title=\"sweet\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/sweet.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/sweet.jpg 240w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/sweet-197x300.jpg 197w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/namiradogroove\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tiago Ferreira<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira coisa que voc\u00ea deve saber ao ler este livro, lan\u00e7ado em 1999 e ainda in\u00e9dito no Brasil, \u00e9 que ele n\u00e3o \u00e9 um mapa definitivo da soul music. Ao contextualizar o g\u00eanero, o autor Peter Guralnick se ateve a falar da m\u00fasica que surgiu no sul dos Estados Unidos e foi se desenvolvendo a partir de influ\u00eancias regionais, sem a interfer\u00eancia ou a invas\u00e3o de managers citadinos de grandes capitais. Portanto, exclui-se aqui como se deu a evolu\u00e7\u00e3o da Motown, ou mesmo relatos mais aprofundados sobre a carreira completa de cada um dos artistas envolvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, estamos falando de uma obra essencial para entender a soul music. Guralnick conta desde o in\u00edcio como o g\u00eanero se gestou atrav\u00e9s da ousadia de Ray Charles ao unir m\u00fasica gospel com as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es musicais de rock\u2019n roll que estavam surgindo na metade dos anos 1950. \u201cEle tem um choro santificado\u201d, chegou a afirmar o bluesman Big Bill Broonzy. \u201cEle mistura o blues com espiritualidades. Deveria cantar em uma igreja\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, se n\u00e3o fosse pelo gospel e pela igreja, jamais o soul existiria. Outro grande artista do g\u00eanero que o autor, que n\u00e3o esconde sua admira\u00e7\u00e3o por ele, disseca bem em \u201cSweet Soul Music\u201d \u00e9 Solomon Burke. Jerry Wexler, um dos principais negociadores da Atlantic Records, tamb\u00e9m o tem como um dos maiorais, mesmo com o \u2018grupo errante\u2019 que o acompanhava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Solomon era mais conhecido por ser pregador do que m\u00fasico em si \u2013 e talvez isso o tenha acompanhado at\u00e9 o fim da vida, quando faleceu em 10 de outubro de 2010. Cada apresenta\u00e7\u00e3o do m\u00fasico, conta o autor, era quase que uma prega\u00e7\u00e3o: os espectadores contemplavam can\u00e7\u00f5es como \u201cJust Out of Reach\u201d e \u201cCry To Me\u201d como se fossem libertados por um pastor que era o representante divino da m\u00fasica. \u201cEm todos os lugares que ia, ele pegava uma comitiva de homens e, predominantemente, mulheres, que poderiam ser seus ajudantes em um drama desloc\u00e1vel que poderia se transformar, em um piscar de olhos, de momentos de alta com\u00e9dia para passagens de extrema profundidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acostumado a se virar desde crian\u00e7a, em suas apresenta\u00e7\u00f5es Solomon Burke tentava tocar outros tipos de negocia\u00e7\u00f5es \u2013 por mais bizarras que elas possam parecer \u2013 para lucrar ainda mais. Isso enfezava os produtores. N\u00e3o sem raz\u00e3o. Afinal, quem aceitaria que o pr\u00f3prio headliner de um show tivesse que comandar as finan\u00e7as do carrinho de pipocas e outros quitutes durante a apresenta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lYBWicYVHJo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de tra\u00e7ar uma curta biografia de artistas como Ray, Solomon, Joe Tex, Dan Penn, Booker T. &amp; the MGs, The \u201c5\u201d Royales, Sam &amp; Dave, James Brown, Otis Redding, Wilson Pickett, Aretha Franklin e muitos outros, a principal contribui\u00e7\u00e3o de \u201cSweet Soul Music\u201d \u00e9 mostrar como se dava a din\u00e2mica das gravadoras com os m\u00fasicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Atlantic, a principal gravadora de soul de que se tem not\u00edcia, come\u00e7ou em 1947 por Ahmet Ertegun com uma combina\u00e7\u00e3o, nas palavras de Guralnick, de \u201cempreendimento criativo, sofistica\u00e7\u00e3o cultural, perspic\u00e1cia nos neg\u00f3cios e um bom gosto que era raro em qualquer outro campo\u201d. No final daquela d\u00e9cada, eles contrataram Jerry Wexler, rep\u00f3rter da Billboard, que via na m\u00fasica negra um grande potencial. \u00c9 que naquela \u00e9poca can\u00e7\u00f5es de John Lee Hooker, Wynonie Harris, Louis Jordan, Muddy Waters e muitos outros bluesman dominavam as paradas. Portanto, nada mais esperto do que ficar de olho nesse tipo de som que emergia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, eles contrataram Ray Charles e foram montando aos poucos seu imp\u00e9rio com o desenvolvimento do rhytm\u2019n blues e da pr\u00f3pria soul music.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com toda a import\u00e2ncia de Ray Charles para o g\u00eanero, o artista-mor sem paralelos que voc\u00ea acabar\u00e1 endeusando ap\u00f3s a leitura do livro \u00e9 Sam Cooke. Infelizmente o m\u00fasico teve uma vida curta e faleceu aos 23 anos, ap\u00f3s levar um tiro supostamente acidental de uma recepcionista de um motel barato, em 1964. A grande import\u00e2ncia do m\u00fasico reside em seu vocal com fortes resson\u00e2ncias pop em melodias de rhytm\u2019n blues. Quase todos os \u00eddolos da soul music que voc\u00ea admira beberam da fonte de Cooke.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro grande m\u00fasico do g\u00eanero que tamb\u00e9m teve um fim tr\u00e1gico foi Otis Redding &#8211; que reverenciava Sam Cooke quase como um deus. Com a apar\u00eancia de ser mais velho do que sua real idade, Otis elevou a capacidade de seu vocal ao m\u00e1ximo e faleceu aos 27 anos em um acidente de avi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inclusive, h\u00e1 um paralelo digno de nota sobre os dois artistas: ambos faleceram em dezembro de forma tr\u00e1gica, foram imprescind\u00edveis para a soul music e, antes de partirem dessa para uma melhor, n\u00e3o tiveram tempo de ver os resultados tolhidos por seus maiores singles.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=RDQMMBJwzHUxALw\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de morrer, Sam Cooke gravou \u201cA Change Is Gonna Come\u201d, inspirado por \u201cBlowin\u2019 The Wind\u201d, de Bob Dylan. Os arranjos orquestrais e o tom reflexivo tra\u00e7avam um paralelo com a luta pelos direitos humanos daquela d\u00e9cada nos Estados Unidos, encabe\u00e7ados por Martin Luther King Jr. Praticamente um hino. Otis Redding, Aretha Franklin e muitos grandiosos da soul music j\u00e1 regravaram esta can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis Redding, depois de enfrentar todos os managers da gravadora Stax, disse que tinha nas mangas a melhor m\u00fasica que j\u00e1 tinha escrito na vida. \u201c(Sittin\u2019 On) The Dock of the Bay\u201d era diferente de qualquer outro single j\u00e1 gravado por Otis: n\u00e3o tinha aquelas exaspera\u00e7\u00f5es vocais, nem mesmo uma se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica dan\u00e7ante e envolvente. Era de teor filos\u00f3fico, condensada por barulhos de mar\u00e9s em notas econ\u00f4micas nas cordas e na sess\u00e3o de sopros. Otis havia se inspirado no disco \u201cSgt. Peppers Lonely Hearts Club Band\u201d, dos Beatles, argumentando que a soul music tamb\u00e9m precisava evoluir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a morte de Sam Cooke e Otis Redding, Johnny Jenkins, o primeiro a reconhecer o talento de Otis, fez um coment\u00e1rio bem seco e desanimador: \u201cIsso \u00e9 o que acontece com negros que t\u00eam ideias\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da Atlantic, Peter Guralnick conta como se deu o surgimento da Stax que, de empreendimento de dois irm\u00e3os que gostavam de boa m\u00fasica e tinham uma loja de discos, acabou tornando-se um dos principais redutos da soul music. De l\u00e1, sa\u00edram m\u00fasicos como Booker T. Jones que, junto com Al Jackson, Steve Cropper e Duck Dunn, formaram o Booker T. &amp; the MG\u2019s. Al\u00e9m deles, a gravadora tinha um staff poderoso, sendo que muitos deles eram m\u00fasicos brancos que tocavam rhytm\u2019n blues inspirado pelo gingado da m\u00fasica negra. (Importante lembrar que existia uma forte segrega\u00e7\u00e3o entre brancos e negros. Na Stax, por\u00e9m, isso era algo batido. Por ser uma gravadora que nasceu em Memphis, a rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre brancos e negros era normal \u2013 pelo que d\u00e1 a entender atrav\u00e9s dos relatos de Guralnick, por l\u00e1 houve poucos momentos de desaven\u00e7as por conta da pigmenta\u00e7\u00e3o da pele. Pelo menos antes do assassinato de Martin Luther King.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entender a originalidade do som condensado na Stax, basta ouvir os singles \u201cGreen Onions\u201d, de Booker T. &amp; the MG\u2019s e \u201cLast Night\u201d, dos Mar-Keys. A primeira \u00e9 carregada por um gingado blueseiro nos \u00f3rg\u00e3os de Booker T., enquanto os instrumentos de corda divagam espa\u00e7osamente; j\u00e1 a segunda, o pr\u00f3prio autor resumiu muito bem: \u201cos integrantes realizaram uma ambi\u00e7\u00e3o que qualquer banda de garagem no mundo, inclusive os Rolling Stones, sempre sonharam: um hit R&amp;B aut\u00eantico\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_bpS-cOBK6Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tomadas de decis\u00f5es, naquela \u00e9poca, eram um pouco diferentes do grau de independ\u00eancia que predomina na m\u00fasica atual. Para um single ser lan\u00e7ado, ele tinha que se encaixar no gingado, ser uma composi\u00e7\u00e3o simples, cantarol\u00e1vel, de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o. Talvez muitos talentos pudessem ser desperdi\u00e7ados se n\u00e3o conhecessem a pessoa certa no lugar certo \u2013 salvas raras exce\u00e7\u00f5es praticamente un\u00e2nimes, como \u00e9 o caso de Aretha Franklin, Otis Redding e Wilson Pickett que, de longe, j\u00e1 denotavam potencial para sacudir o mercado musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, houve pessoas que tentaram se desvencilhar desse jogo mercadol\u00f3gico imposto por magnatas da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. O melhor exemplo deles \u00e9 James Brown, que conseguiu impor seu estilo \u00fanico de soul dan\u00e7ante (chegando ao funk) depois de muito batalhar com produtores. Por ser insistente e ter o dom da dan\u00e7a, levou o soul a outros patamares e at\u00e9 ergueu sua pr\u00f3pria gravadora, a Try Me. Cantou com os m\u00fasicos que queria e, apesar de invejar o talento de Solomon Burke, por exemplo, foi uma figura un\u00e2nime que dispensa adjetivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o \u2018homem que mais trabalha duro no show business\u2019 j\u00e1 havia gravado, por um lado, aquele que \u00e9 considerado pela revista Rolling Stone o melhor disco ao vivo j\u00e1 registrado (\u201cLive at Apollo\u201d, de 1963), James Brown selou sua import\u00e2ncia nos palcos ap\u00f3s acalmar os \u00e2nimos dos norte-americanos \u2013 principalmente os mais pobres e afroamericanos \u2013 um dia depois do assassinato repentino de Martin Luther King Jr. No dia 5 de abril de 1968, ele tinha uma apresenta\u00e7\u00e3o marcada no \u2018Boston Garden\u2019 e, depois de se reunir com conselheiros da emissora WGBH, que decidiu transmitir o show ao vivo, emendou uma performance impec\u00e1vel com o objetivo de conter os \u00e2nimos de uma massa que tinha todos os motivos para se revoltar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas p\u00e1ginas finais de \u201cSweet Soul Music\u201d, Peter Guralnick faz algumas pontua\u00e7\u00f5es que ajudam a esclarecer o desinteresse gradual de produtores e gravadoras de financiar artistas de soul. Isso come\u00e7ou a surgir a partir dos anos 70 e fincou-se nos anos 80, por motivos \u00f3bvios: era muito mais em conta custear artistas do rock, pela simples l\u00f3gica de ter menos integrantes a serem pagos, do que insistir em uma onda musical que, para eles, estava fadada ao decl\u00ednio, principalmente ap\u00f3s o clima tenso que se instaurou depois da morte de Luther King. Financiar discos e turn\u00eas de um m\u00fasico como Wilson Pickett, por exemplo, exigia que o produtor pagasse honor\u00e1rios a pelo menos mais de 10 m\u00fasicos. Uma turn\u00ea para um artista do porte de Solomon Burke j\u00e1 era repensada como exorbitante na d\u00e9cada de 80, j\u00e1 que menos de 15 m\u00fasicos n\u00e3o dava conta de um show potente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, o sonho de conquistar a Am\u00e9rica com a m\u00fasica e o gingado soul passou a se tornar insustent\u00e1vel. \u201cTodo sonho acaba se alterando, todo sonho deve dar passagem para um novo, talvez inimagin\u00e1vel destino\u201d, escreveu Peter Guralnick nos trechos finais do livro. Pena que o destino nem sempre costuma sorrir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D5JG27snLzM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tiago Ferreira (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/namiradogroove\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@namiradogroove<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/namiradogroove.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na Mira do Groove<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;(I\u2019m Sitting On) The Dock of the Bay&#8221;, de Otis Redding, por Tiago Ferreira (<a href=\"http:\/\/namiradogroove.com.br\/rb\/cancao-antiga-im-sitting-on-the-dock-of-the-bay-otis-redding-1967\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Tiago Ferreira\nEis um livro essencial para entender um estilo que destacou nomes como Solomon Burke, James Brown, Otis Redding&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/19\/livro-sweet-soul-music-peter-guralnick\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11673"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11673"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11673\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46224,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11673\/revisions\/46224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}