{"id":11369,"date":"2011-12-27T11:02:42","date_gmt":"2011-12-27T13:02:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=11369"},"modified":"2024-11-27T02:26:47","modified_gmt":"2024-11-27T05:26:47","slug":"romulo-froes-estrutura-e-estranheza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/12\/27\/romulo-froes-estrutura-e-estranheza\/","title":{"rendered":"M\u00fasica &#8211; Romulo Fr\u00f3es: Estrutura e Estranheza"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11370\" title=\"romulo\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/romulo.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por  <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=1038686226&amp;sk=wall\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Miguel Ramos<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerado um dos principais nomes da nova gera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica brasileira, Romulo Fr\u00f3es vem h\u00e1 tempos produzindo um trabalho, no m\u00ednimo, bastante interessante. Seu quarto \u00e1lbum, \u201cUm Labirinto em Cada P\u00e9\u201d, lan\u00e7ado recentemente, parece consolidar uma mudan\u00e7a grande em sua obra, apontada em can\u00e7\u00f5es de seu segundo disco, \u201cC\u00e3o\u201d (2006), aprofundada no disco anterior, o \u00e1lbum duplo \u201cNo Ch\u00e3o Sem o Ch\u00e3o\u201d (2009), mas s\u00f3 agora plenamente concretizada. Essa mudan\u00e7a merece ser olhada mais de perto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O centro desse movimento parece estar naquilo que organiza e confere unidade as can\u00e7\u00f5es. Nos dois primeiros discos, essa unidade era garantida por seu n\u00facleo, a articula\u00e7\u00e3o da melodia com a harmonia, pela letra cantada, em suma. Dessa forma, a unidade sendo nuclear, os diversos elementos que comp\u00f5em as faixas entram como exterioridades \u00e0 pr\u00f3pria identidade da can\u00e7\u00e3o. O arranjo de guitarra em \u201cSol Sem Calor\u201d, o coro em \u201cAtr\u00e1s Dessa Amizade\u201d, ambas faixas do disco \u201cC\u00e3o\u201d, ou os desafinos em \u201cSu\u00edte\u201d, m\u00fasica do primeiro \u00e1lbum de Romulo, \u201cCalado\u201d (2004): os elementos acrescentam, de fora, significados \u00e0 can\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em \u201cUm Labirinto em Cada P\u00e9\u201d ocorre o contr\u00e1rio: a unidade agora \u00e9 garantida pelas bordas, pela batida do baixo e da bateria. Todos os elementos s\u00e3o interiorizados, fagocitados por uma estrutura que, por mais estranha que se torne, circunda a m\u00fasica e delimita claramente sua forma e seus limites. O riff de \u201cJardineira\u201d, faixa 10 do \u00e1lbum, n\u00e3o se mostra externo \u00e0 can\u00e7\u00e3o, atraindo-a para um determinado p\u00f3lo, mas se torna constitutivo, ajuda a organizar a letra e a compassar a bateria. Todos os elementos da faixa (letra, bateria, melodia, guitarra) se encontram lado a lado, sem hierarquia, dispostos simetricamente, ajudando a criar um sentido difuso que n\u00e3o est\u00e1 contido em nenhuma delas. O disco anterior indicava essa estrutura\u00e7\u00e3o, mas contava com bem menos elementos tratados horizontalmente, de forma que as potencialidades desse movimento eram menos exploradas do que s\u00e3o agora.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Romulo Fr\u00f3es - Jardineira\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s8At0E0NnKk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A principal decorr\u00eancia dessa estrutura\u00e7\u00e3o \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o das partes. Desobrigada de constituir a identidade da can\u00e7\u00e3o, tarefa agora delegada \u00e0 estrutura da bateria e do baixo, cada parte pode se constituir mais livremente como um peda\u00e7o, uma frase, um fragmento. Por exemplo, as letras. Nesse disco elas n\u00e3o procuram mais um sentido totalizante, organizativo; constituem-se como fragmentos de um discurso nunca completo. O argumento fica evidente ao se comparar as letras de \u201cMarcha\u201d, \u201cFeito Um Estranho\u201d e \u201cM\u00e1scara\u201d, tr\u00eas faixas do \u00e1lbum \u201cC\u00e3o\u201d, com m\u00fasicas do disco novo como \u201cQuero Quero\u201d, \u201cTua Beleza\u201d e a pr\u00f3pria \u201cJardineira\u201d. Enquanto as primeiras carregavam o sentido da can\u00e7\u00e3o, e por isso s\u00e3o coerentes, unidades fechadas, podendo ser lidas sem que se perca o essencial de seu significado, agora, a letra n\u00e3o cont\u00e9m mais o sentido da m\u00fasica, ela \u00e9 colocada ao lado da guitarra, se confunde com ela, n\u00e3o pode mais ser entendida fora do contexto em que surgiu, nem deve-se tentar l\u00ea-la dessa forma. O come\u00e7o de \u201cM\u00e1scara\u201d serve de exemplo: a letra pode ser lida como um texto, aut\u00f4noma: \u201cm\u00e1scara \/ n\u00e3o aquela que cobre a cara \/ mas a cada momento fala \/ sem palavras \/ o amor acaba \/ como a folha que cai do galho \/ como o sono que vem dos olhos \/ e toma a casa \/ e ningu\u00e9m v\u00ea \/ ningu\u00e9m viu \/ onde foi que ele entrou \/ nasceu \/ depois sumiu \/ n\u00e3o era eu \/ quem morreu de alegria\u201d. Entre as can\u00e7\u00f5es do novo disco, pode-se citar o refr\u00e3o de \u201cJardineira\u201d, que s\u00f3 pode ser apreendido em sua exist\u00eancia estranha quando sobreposta aos outros elementos que comp\u00f5em a can\u00e7\u00e3o: \u201c\u00d3 jardineira calada \/ na lenta ladeira no meio da lapa \/ como \u00e9 que d\u00f3i no seu anjo da guarda \/ a casa dela t\u00e1 toda inundada \/ caiu a pedra no meio da sala \/ sumiu no p\u00f3, mas foi entrevistada\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Romulo Fr\u00f3es - Sol Sem Calor\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KabHX4_sJcE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com os arranjos ocorre algo semelhante. N\u00e3o se constituem mais como unidades coerentes e exteriores \u00e0 can\u00e7\u00e3o, mas como fragmentos interiorizados por essa estrutura. Nesse sentido, perdem suas fun\u00e7\u00f5es de artefatos culturais para serem especificamente&#8230; arranjo. Dito de outra forma: os arranjos de \u201cC\u00e3o\u201d  aludiam por vezes a identidades culturais exteriores, articulando-as e propondo significa\u00e7\u00f5es externas ao pr\u00f3prio disco &#8211; a frase de Batatinha, \u201c\u00e9 proibido sonhar, ent\u00e3o me deixa o direito de sambar\u201d em \u201cVoc\u00ea Me Diz\u201d, a guitarra em \u201cSol Sem Calor\u201d, tocada por Lanny Gordin em estilo semelhante aos discos de Caetano dos anos 70, a regrava\u00e7\u00e3o de \u201cCad\u00eancia do Samba\u201d (Ataulfo Alves\/Paulo Gesta) com cita\u00e7\u00e3o a \u201cFita Amarela\u201d (Noel Rosa) no disco \u201cCalado\u201d e, mais que todas essas, a bateria em \u201cMulher Sem Alma\u201d (Nelson Cavaquinho\/Guilherme de Brito), talvez o momento mais explicitamente tropicalista do trabalho de Romulo. Tropicalista no sentido de articular e colocar em choque identidades culturais constitu\u00eddas, reconhec\u00edveis e exteriores ao disco. A can\u00e7\u00e3o de Nelson Cavaquinho, gravada com um viol\u00e3o de 7 cordas, \u00e9 estranhada por uma bateria agressiva, que marca n\u00e3o o ritmo, mas sua exist\u00eancia como um instrumento n\u00e3o pertencente ao universo do samba, e assim se sobrep\u00f5em dois universos, o samba de Nelson Cavaquinho e a agressividade do rock, de uma bateria tocada em um compasso pr\u00f3prio. Esse jogo de significa\u00e7\u00f5es externas, de di\u00e1logos expl\u00edcitos com elementos da cultura brasileira d\u00e1 lugar a uma interioridade estranha, sem pontes expl\u00edcitas em dire\u00e7\u00e3o a algo culturalmente consolidado fora do pr\u00f3prio trabalho. Agora, tudo \u00e9 interioridade, e os arranjos e elementos das can\u00e7\u00f5es s\u00e3o peda\u00e7os que constroem essa estrutura estranha, e n\u00e3o mais que ela. N\u00e3o que o trabalho de Romulo n\u00e3o proponha constru\u00e7\u00f5es ou identidades sobre a cultura brasileira, apenas n\u00e3o fala mais sobre isso; o foco \u00e9 desviado da identidade cultural que prop\u00f5e, que fala sobre, para o objeto cultural que \u00e9, que figura estranha, indecifravelmente, em meio \u00e0 imensid\u00e3o de produtos e artefatos culturais que nos circunda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Romulo Fr\u00f3es - Su\u00edte\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HCms6Sl8JQQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas proposi\u00e7\u00f5es acontecem agora em um espa\u00e7o imagin\u00e1rio turvo, disforme, incompleto &#8211; as alus\u00f5es ao carnaval (a palavra aparece em tr\u00eas das 14 faixas de \u201cUm Labirinto em Cada P\u00e9\u201d), a partes da cidade do Rio de Janeiro (Ba\u00eda de Guanabara, Cassino da Urca, Cacique de Ramos, Corcovado, Lapa), a peda\u00e7os da m\u00fasica popular brasileira \u2013 a marcha de carnaval da Jardineira na faixa de mesmo t\u00edtulo, a m\u00fasica \u201cMora na Filosofia\u201d, can\u00e7\u00e3o de Monsueto imortalizada por Caetano, em \u201cMuro\u201d, (\u201cBota na peneira \/quero ver passar\u201d); ou a animais \u2013 a fixa\u00e7\u00e3o pelo termo bicho (bicho lindo, bicho preso, bicho ruim, bicho morto), taturana, cachorro, urubu, iguana, baleia, caranguejo. \u00c9 necess\u00e1rio ressaltar a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o de Nuno Ramos e Clima, ambos artistas pl\u00e1sticos, nessa constitui\u00e7\u00e3o de um imagin\u00e1rio a que se pode aludir mas n\u00e3o desvelar completamente. Talvez seja essa constru\u00e7\u00e3o de um universo n\u00e3o completamente discern\u00edvel, de um imagin\u00e1rio que n\u00e3o pode se constituir como significa\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o pode ser enunciado por inteiro, a contribui\u00e7\u00e3o mais forte, mais original e mais contempor\u00e2nea (embora o trio arrogue para esse imagin\u00e1rio antecessores na cultura brasileira, especialmente a figura-s\u00edmbolo de Nelson Cavaquinho) do trabalho de Romulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 preciso agora perguntar sobre o qu\u00ea, nessa mudan\u00e7a t\u00e3o grande com resultados t\u00e3o interessantes, foi deixado de lado. E a resposta est\u00e1 contida na primeira faixa, \u201cOlhos Da Cara\u201d, que figura no disco como uma reminisc\u00eancia daquilo que foi deixado de lado, da mat\u00e9ria-prima que deu lugar \u00e0 estrutura que organiza o disco. E essa mat\u00e9ria prima pode ser traduzida na figura da estranheza.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Romulo Fr\u00f3es - Filho de Deus\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fRWuafbJnlc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o primeiro disco, \u201cCalado\u201d, o trabalho de Romulo era constitu\u00eddo pelo recurso da estranheza, a estranheza como um elemento externo, que trazia um outro que n\u00e3o era delimitado, um informe que deixava as can\u00e7\u00f5es de um tamanho dif\u00edcil de se mensurar. O arranjo de \u201cSu\u00edte\u201d, a letra de \u201cFeito um Estranho\u201d, a mistura da guitarra com a melodia de \u201cDia T\u00e3o Cinzento\u201d do disco \u201cNo Ch\u00e3o Sem O Ch\u00e3o\u201d; nas tr\u00eas can\u00e7\u00f5es existe um elemento externo que \u00e9 vislumbrado, mas n\u00e3o contido pela m\u00fasica, e isso torna dif\u00edcil enxerg\u00e1-las em sua totalidade, sempre parece haver um elemento que n\u00e3o se revela. Essa exterioridade nunca apreendida, parece, \u00e9 a maior respons\u00e1vel pelo peso desses primeiros discos, ou de algumas de suas melhores faixas. Em \u201cUm Labirinto em Cada P\u00e9\u201d, ocorre o oposto. Todas as partes de cada can\u00e7\u00e3o, estranhas em si, moldam uma estrutura que, por mais disforme e \u00edmpar que seja, as circunda e delimita. As can\u00e7\u00f5es possuem um tamanho dif\u00edcil e torto, por\u00e9m claro. A estranheza est\u00e1 presente, constituindo a estrutura, mas sendo contida por ela. N\u00e3o parece \u00e0 toa que nesse disco surgem pela primeira vez arranjos mais claramente pop, especialmente nas interven\u00e7\u00f5es de Nina Becker, o assobio e coro em \u201cM\u00e1quina de Fuma\u00e7a\u201d, o coro em \u201cFilho de Deus\u201d, o backing vocal em \u201cOnde Foi Que Nunca Vem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel encontrar esses termos dentro do pr\u00f3prio disco: enquanto todas as outras can\u00e7\u00f5es se revelam completamente em sua forma estranha, compondo um todo grande, n\u00e3o homog\u00eaneo, mas inteiramente vis\u00edvel, a voz de Dona Inah em \u201cOlhos da Cara\u201d rodeia a todas, perpassando suas pequenas aberturas e varia\u00e7\u00f5es; paira como uma neblina densa, imposs\u00edvel de ser completamente delimitada, completamente enxergada, completamente experimentada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"DONA INAH &amp; ROMULO FROES\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CjlIcEuFT0E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O \u00e1lbum &#8220;Um Labirinto em Cada P\u00e9&#8221;, de Romulo Fr\u00f3es, est\u00e1 dispon\u00edvel para download no link:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/umlabirintoemcadape.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/umlabirintoemcadape.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Romulo Fr\u00f3es: &#8220;Agora \u00e9 preciso voltar a falar de m\u00fasica\u201d, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/01\/entrevista-romulo-froes\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Show: &#8220;Um Labirinto em Cada P\u00e9&#8221; ao vivo no Sesc Pompeia, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/01\/show-um-labirinto-em-cada-pe-ao-vivo\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Romulo Fr\u00f3es lan\u00e7a \u201cNo Ch\u00e3o, Sem o Ch\u00e3o\u201d com belo show, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/05\/04\/romulo-froes-lanca-cd-em-grande-estilo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cNo Ch\u00e3o, Sem o Ch\u00e3o\u201d, Romulo Fr\u00f3es: quarto melhor disco nacional de 2009 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/26\/melhores-discos-nacionais-2009\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Entrevist\u00e3o Scream &amp; Yell, Abril de 2010: Romulo Fr\u00f3es (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/04\/01\/entrevista-do-mes-romulo-froes\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Miguel Ramos\nDesde sua estreia, o trabalho de Romulo era constitu\u00eddo pelo recurso da estranheza. 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