{"id":11179,"date":"2011-12-11T21:55:51","date_gmt":"2011-12-12T00:55:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=11179"},"modified":"2016-08-31T03:32:04","modified_gmt":"2016-08-31T06:32:04","slug":"entrevista-os-lacraus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/12\/11\/entrevista-os-lacraus\/","title":{"rendered":"Entrevista: Os Lacraus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11180\" title=\"lacraus\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/lacraus.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/lacraus.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/lacraus-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A g\u00e9nese d\u00b4Os Lacraus come\u00e7ou em Queluz (pr\u00f3ximo a Lisboa) em 1993, numa \u00e9poca em que Tiago Cavaco (vocalista e guitarrista) tocava com Ricardo (baixista) e Guel (guitarrista). Na \u00e9poca, as bandas sucediam-se e mudavam de nome constantemente. Mas, com o advento do selo Flor Caveira, em 1999, Tiago Guillul (aka Tiago Cavaco), gravou um seminal disco solo: \u201cO Leproso Que Agradece\u201d. Nele, o pastor batista aplicou Ramones como efeito sonoro e voltou a juntar as pessoas da igreja para um novo projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inicialmente, chamaram-se Borboletas Borbulhas, em homenagem a outro \u00e1lbum barulhento de Cavaco, passando a designar-se por Gratos e Leprosos. O nome de guerra oficial, Os Lacraus, s\u00f3 veio em 2006. Pela audi\u00e7\u00e3o de diferentes colet\u00e2neas da Flor Caveira sucediam-se exemplos de punk celebrat\u00f3rio e sem rodeios do grupo: \u201cQuerem-me Mal As Filhas De Belial \/ Querem-me Mal As Filhas De Jerusal\u00e9m\u201d e \u201cDentro De Cada Libertino H\u00e1 Um Rato De Sacristia\u201d ou a festividade a\u00e7ucarada de \u201cCada Prancha, Um Tubar\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a leitura de \u201cMistery and Manner\u201d, de Flannery O\u00b4Connor, o vocalista d\u00b4Os Lacraus inspirou-se nos ensaios sobre a obra da escritora e assinou o tema \u201cCan\u00e7\u00e3o Para Flannery O\u00b4Connor\u201d. Paralelamente, o pastor adquiriu os sete primeiros discos de Bruce Springsteen, e o DVD do Hyde Park, e sentiu que era chegada a hora de afirmar uma indom\u00e1vel vontade de fazer rock sem amarras. O contexto implicava trabalhar com Os Lacraus e o desafio foi aceito, com a produ\u00e7\u00e3o a cargo de Armando Teixeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colmatando um pequeno hiato, o grupo apresentou recentemente o \u00e1lbum \u201cOs Lacraus Encaram O Lobo\u201d, na Musicbox, em Lisboa, de uma forma explosiva e salutarmente celebrat\u00f3ria. Os doze temas primam pela profundidade, come\u00e7ando no soberbo exerc\u00edcio de rock de arena \u201cUm Peito Em Forma De Bala\u201d, passando pela rugosidade coberta a refr\u00e3o suave de \u201cQuando A M\u00fasica Acabar Em Portugal\u201d sem esquecer o mantra pauleira de \u201cCondenados A Cumprir O C\u00e9u\u201d, onde h\u00e1 uma cita\u00e7\u00e3o de uma can\u00e7\u00e3o de Tom Z\u00e9: \u201cComplexo De \u00c9pico\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela tr\u00edade \u201cmagreza, suor e surdez\u201d faz-se sentir a for\u00e7a d\u00b4Os Lacraus. Os alicerces come\u00e7am na bateria de Ben e traduzem-se numa maior amplitude sonora, inspirando o p\u00fablico de diferentes formas dimensionais. Em <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/lacraus\" target=\"_blank\">http:\/\/www.myspace.com\/lacraus<\/a> s\u00e3o disponibilizadas algumas can\u00e7\u00f5es que ajudam a entender o processo criativo do conjunto. De Lisboa para o Brasil, o vocalista e letrista Tiago Cavaco conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/5vCyPxtfEfM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/5vCyPxtfEfM\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O nome do conjunto pode funcionar como um manual de inten\u00e7\u00f5es para despertar as consci\u00eancias ?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma quest\u00e3o interessante. Por um lado, a minha rea\u00e7\u00e3o normal \u00e9 fugir de coisas que signifiquem programas ou manifestos. Por outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 verdade, e n\u00e3o seria honesto da minha parte, n\u00e3o perceber, pela m\u00fasica feita, que os resultados podem ser vistos como provocat\u00f3rios ou ironicos. No entanto, quando o disco d\u00b4Os Lacraus \u00e9 editado, ele origina respostas e n\u00e3o fugimos dessas rea\u00e7\u00f5es. Mas, se \u00e9 que se pode falar em defesa, o \u00e1lbum \u00e9 de rock n\u00b4roll e tem potencial para ser intencional. \u201cIt\u00b4s Only Rock N\u00b4Roll (But I Like It)\u201d, como diriam os Rolling Stones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No disco, existem diversos conceitos entre os quais f\u00e9 e morte. Qual \u00e9 a mensagem que pretendem transmitir ?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida que a f\u00e9 est\u00e1 sempre presente, j\u00e1 nem me preocupo em afast\u00e1-la ou traz\u00ea-la mais, ela \u00e9 o aspecto mais importante da minha identidade. A morte aparece tamb\u00e9m em \u201cUm Peito Em Forma De Bala\u201d, e n\u00e3o \u00e9 uma reflex\u00e3o sobre essa condi\u00e7\u00e3o porque o rock n\u00e3o se prop\u00f5e a fazer cogita\u00e7\u00f5es sobre esse assunto, mas \u00e9 sobre isso que estamos cantando. Porque n\u00e3o uma m\u00fasica de rock abordar a quest\u00e3o da esperan\u00e7a, de quem est\u00e1 cantando, e olhar para a morte como algo que n\u00e3o \u00e9 necessariamente mau? N\u00e3o nos juntamos para fazer um plano mission\u00e1rio para este trabalho, mas esse pensamento acaba por passar porque somos as pessoas que somos. Tudo acontece naturalmente, uma vez que ponderamos estas coisas e elas passam para a m\u00fasica. H\u00e1 uma mensagem de esperan\u00e7a, n\u00e3o gen\u00e9rica, mas ligada ao cristianismo e \u00e0 nossa f\u00e9. Isso \u00e9 evidente no disco, embora n\u00e3o seja uma preocupa\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Portugal tamb\u00e9m est\u00e1 presente em suas can\u00e7\u00f5es. O que une \u201cQuando A M\u00fasica Acabar Em Portugal\u201d a \u201cIsto N\u00e3o \u00c9 Lisboa, \u00c9 Pompeia\u201d ?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma boa pergunta at\u00e9 porque os temas v\u00eam seguidos (risos). A primeira m\u00fasica acusa mais sensibilidade ao contexto portugu\u00eas de agora e, ao mesmo tempo, reflete a ideia d\u00b4Os Lacraus sobre o apocalipse. O refr\u00e3o evidencia a convic\u00e7\u00e3o de que quando tudo terminar a m\u00fasica continua. De qualquer modo, n\u00e3o quero matar as ideias que as pessoas possam ter sobre isso com as minhas explica\u00e7\u00f5es. Mas, acredito que para as coisas durarem \u00e9 preciso abandonar essa preocupa\u00e7\u00e3o, por paradoxal que isso pare\u00e7a. Para n\u00f3s, que fazemos m\u00fasica em Portugal, h\u00e1 que procurar uma certa perspectiva na ordem das coisas e aquilo que ficar\u00e1 n\u00e3o vai gerar preocupa\u00e7\u00e3o com a longevidade. As can\u00e7\u00f5es v\u00e3o sobreviver aos momentos sociol\u00f3gicos. Quando eu lia \u201cViagem dos Inocentes\u201d, de Mark Twain, existe uma parte do livro em que ele vai a Pompeia e v\u00ea os destro\u00e7os (uma passagem bonita e comovente). \u00c9 algo que n\u00e3o associamos \u00e0 escrita dele. Aquilo sensibilizou-me e pensei na liga\u00e7\u00e3o que poderia ter com a minha cidade. De certo modo, trata-se de uma can\u00e7\u00e3o anti-Lisboa. E mesmo com os seus defeitos, \u00e9 uma forma de eu mostrar o meu amor pela capital portuguesa e n\u00e3o para a condenar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/GkOLTwO_Mwk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/GkOLTwO_Mwk\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Da atual cena musical brasileira, quais s\u00e3o os m\u00fasicos ou bandas com quem mais se identifica?<\/strong><br \/>\nO Brasil \u00e9 t\u00e3o grande e h\u00e1 tanta coisa acontecendo por l\u00e1\u2026 No entanto, pela tradi\u00e7\u00e3o que manteve com a l\u00edngua, permitiu que surgisse muita m\u00fasica interessante. A escolha \u00e9 dif\u00edcil de fazer porque existem demasiados exemplos de qualidade. H\u00e1 uns anos havia uma cena pop psicod\u00e9lica que eu apreciava bastante. Recordo-me com agrado do Supercordas. Pela minha pr\u00f3pria pequenez, uma das coisas que tenho escutado s\u00e3o artistas, num contexto muito apertado, evang\u00e9lico. Temos um amigo, Eduardo Mano, que faz m\u00fasica religiosa interessante mas, ao mesmo tempo, junta-lhe um lado folk. No Brasil, estou constantemente a descobrir coisas que n\u00e3o conhecia. Quando escutei Jorge Ben Jor senti que estava muito ligado ao meu gosto e ao que tento fazer. Em 2008, na \u00e9poca da descoberta do selo Flor Caveira, houve uma certa associa\u00e7\u00e3o ao que o tropicalismo tinha feito e a partir da\u00ed descobri gente como os Novos Baianos. Eu sei que isso era mais do que conhecido no Brasil mas, para mim, era algo de novo. Se um portugu\u00eas conseguisse cativar os ouvintes brasileiros, que nunca abandonaram a sua l\u00edngua, isso seria um grande m\u00e9rito. Mas, falamos de ordens de grandeza diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sente que alcan\u00e7aram o tal som grandioso, do Bruce Springsteen de \u201cBorn To Run\u201d, com \u201cOs Lacraus Encaram o Lobo\u201d ?<\/strong><br \/>\nConseguimos \u00e0 nossa maneira (risos). Quando o disco nasceu, a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o ao alinhamento do \u00e1lbum foi \u201cCan\u00e7\u00e3o Para A Flannery O\u00b4Connor\u201d, a primeira m\u00fasica a ser feita, e os outros temas seguem uma ordem cronol\u00f3gica. Fiz essa m\u00fasica h\u00e1 cerca de um ano e pensei em grav\u00e1-la a la Springsteen. Por um lado, na \u00e9poca, tinha comprado os primeiros discos dele, numa edi\u00e7\u00e3o economica. Por outro lado, encontrava-me muito com o Armando Teixeira (produtor de \u201cOs Lacraus Encaram O Lobo\u201d), ele gostava muito de \u201cThe River\u201d e falamos nessa possibilidade. Essa disposi\u00e7\u00e3o traduziu-se na vontade de fazer mais can\u00e7\u00f5es que evolu\u00edram para o rock. Para conferir algum sentido, achei que seria melhor Os Lacraus assinarem o trabalho. Como o Armando se ofereceu para gravar eu n\u00e3o quis desperdi\u00e7ar a oportunidade. Partimos para o \u00e1lbum com uma ideia de Wall of Sound do Phil Spector, mas integrando uma forte componente de Springsteen. A banda n\u00e3o \u00e9 virtuosa nem somos grandes int\u00e9rpretes. O som ficou grande, mas \u00e9 uma eleva\u00e7\u00e3o que transporta as nossas limita\u00e7\u00f5es. Instrumentalmente, a bateria \u00e9 o que leva, tem um som grande de sala, com a l\u00f3gica do take direto mas gravada em takes separados. E a sonoridade motivou-nos tanto que o espectro acrescentado podia ser menor porque a bateria era a locomotiva. Quem escutar o disco pode denotar alguma pretens\u00e3o, mas a nossa entrega \u00e9 bastante imediata e isso satisfaz-me.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Suas performances transmitem v\u00e1rias sensa\u00e7\u00f5es mas, acima de tudo, uma marca vincada de rock total. A chama d\u00b4Os Lacraus est\u00e1 para durar ?<\/strong><br \/>\nJulgo que sim. At\u00e9 porque \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o colocar em perspectiva os \u00faltimos anos de shows. Fazemos uma atua\u00e7\u00e3o rock e muito abrasiva. As pessoas achavam que os meus discos solo eram pop mas, ao vivo, eram muito mais intensos. No caso d\u00b4Os Lacraus \u00e9 uma marca de \u00e1gua e n\u00e3o d\u00e1 para fugir uma vez que as can\u00e7\u00f5es obedecem a isso. Anima-nos pensar numa certa imediatez para os concertos vindouros e, de certa forma, foi o que aconteceu no \u00faltimo show da Musicbox, em Lisboa, com todos os excessos roqueiros que o envolveram.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11181\" title=\"lacraus_album\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/lacraus_album.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"543\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/lacraus_album.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/lacraus_album-300x269.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado <a href=\"..\/tag\/portugal\">aqui<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Especial: conhe\u00e7a a nova cena musical portuguesa, por Pedro Salgado (<a href=\"..\/2011\/08\/28\/2011\/06\/07\/2010\/12\/11\/especial-como-anda-a-cena-portuguesa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; B Fachada: as ra\u00edzes portuguesas atravessaram uma alma, por Pedro Salgado (<a href=\"..\/2011\/08\/28\/2011\/04\/27\/b-fachada-tradicao-inovadora\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pela tr\u00edade \u201cmagreza, suor e surdez\u201d faz-se sentir a for\u00e7a desta banda lisboeta, que lan\u00e7a o \u00e1lbum &#8220;Os Lacraus encaram o Lobo&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/12\/11\/entrevista-os-lacraus\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11179"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11179"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11179\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39639,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11179\/revisions\/39639"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}