{"id":11087,"date":"2011-12-06T07:40:48","date_gmt":"2011-12-06T09:40:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=11087"},"modified":"2017-07-14T10:47:10","modified_gmt":"2017-07-14T13:47:10","slug":"o-fator-foo-fighters","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/12\/06\/o-fator-foo-fighters\/","title":{"rendered":"Sob o CEL: O Fator Foo Fighters"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11088\" title=\"foofighters1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/foofighters1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/foofighters1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/foofighters1-300x224.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O Fator Foo Fighters &#8211; Uma Crise Submarina<br \/>\nSob O CEL #8<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/celeolimite\" target=\"_blank\">Carlos Eduardo Lima<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se espante com o t\u00edtulo estapaf\u00fardio. \u00c9 uma homenagem sem muito sentido a um filmeco dos anos 70, subproduto do g\u00eanero cat\u00e1strofe\/sci-fi, chamado &#8220;O Fator Netuno, Uma Crise Submarina&#8221;. Nem sei po que me lembrei disso, talvez porque queria batizar esse texto como apenas Fator Foo Fighters, ou ainda, Quest\u00e3o Foo Fighters e a &#8220;crise submarina&#8221; cairia bem. N\u00e3o importa muito, a inten\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 investigar algo que tem me assustado bastante nesses \u00faltimos tempos: a idolatria extrema \u00e0 banda de Dave Grohl, como se ela fosse um tipo qualquer de representante m\u00e1ximo do rock. N\u00e3o sei o que \u00e9 pior: achar isso do Foo ou endeus\u00e1-lo mesmo assim, sem mais nem por qu\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea j\u00e1 deve saber que o festival itinerante Lollapalooza vai ter uma vers\u00e3o brasileira, a se realizar nos dias 7 e 8 de abril de 2012. At\u00e9 a\u00ed, tudo bem. O headliner do primeiro dia \u00e9 o Foo Fighters, aguardado ansiosamente, como se fosse a volta do Messias. N\u00e3o ser\u00e1 a primeira vez da banda no Pa\u00eds, Grohl e sua gang j\u00e1 estiveram aqui em 2001, por ocasi\u00e3o do Rock In Rio III. Entre aquele show e o ano que vem, o Foo Fighters lan\u00e7ou quatro discos de in\u00e9ditas, um trabalho ac\u00fastico e uma colet\u00e2nea. Tamb\u00e9m soltou um document\u00e1rio retrospectivo interessante. S\u00f3 que, a exemplo do que era em 1995\/96, o Foo sempre foi um grupo coadjuvante, mediano, menos importante que outros. Ser\u00e1 que o mundo de hoje v\u00ea a banda de Grohl como uma esp\u00e9cie de \u00edcone, acima do bem e do mal?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se isso \u00e9 verdade, o que parece ser, de fato, h\u00e1 v\u00e1rios processos empobrecedores em curso, respons\u00e1veis, num futuro a curto prazo, pela imbeciliza\u00e7\u00e3o completa das pessoas com poder para fazer a diferen\u00e7a no mundo. E quem s\u00e3o elas? Eu e voc\u00ea, que est\u00e1 lendo essa coluna. Se n\u00e3o houver uma guerra mundial entre famintos e abastados, as pessoas das classes m\u00e9dias, com acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e a um m\u00ednimo de qualidade de vida, dever\u00e3o ser as \u00fanicas capazes de coletar algum conjunto de dados capazes de tornar as coisas mais justas por a\u00ed. Mas, voc\u00ea dir\u00e1, esse cara est\u00e1 viajando, \u00e9 apenas uma banda de rock, \u00e9 o Foo Fighters, oras. Sim, \u00e9 uma banda de rock, mas s\u00e3o as pequenas \u2013 e as grandes, claro \u2013 fra\u00e7\u00f5es que mostram o quanto a estrutura est\u00e1 corro\u00edda, carcomida. Como escreveu Ana Maria Bahiana certa vez, &#8220;ser\u00e1 que mais uma gera\u00e7\u00e3o caiu nas garras da arteriosclerose do &#8220;classic rock&#8221;?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sen\u00e3o, vejamos: o Foo Fighters tem uma carreira respeit\u00e1vel, j\u00e1 com sete discos de in\u00e9ditas, em 16 anos de exist\u00eancia. Uma m\u00e9dia interessante de pouco mais de um disco a cada dois anos, todos bem produzidos, bem tocados, com clipes fazendo sucesso aqui e ali. De todos os trabalhos da banda, n\u00e3o tenho medo de dizer que os dois primeiros discos s\u00e3o os melhores de sua carreira. S\u00e3o os \u00fanicos com algum risco, algo a ser provado, alguma satisfa\u00e7\u00e3o a dar. E s\u00e3o os mais pesados e desordenados. \u201cFoo Fighters\u201d (1995) e \u201cThe Colour And The Shape\u201d (1997) flagram a banda com disposi\u00e7\u00e3o para encontrar seu lugar ao sol, com garra e urg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 can\u00e7\u00f5es legais como &#8220;Big Me&#8221; ou &#8220;Floaty&#8221; (do primeiro) e &#8220;Monkey Wrench&#8221;, &#8220;My Hero&#8221; e o hit &#8220;Everlong&#8221; (do segundo), que se inserem entre o melhor da verve grohliana. Power pop, punk de arestas aparadas e um senso interessante de melodia. N\u00e3o parecia em nada com o Nirvana, banda anterior de Dave (apesar do marketing da \u00e9poca vende-los como \u201cuma nova banda que voc\u00ea j\u00e1 amava\u201d). A partir de \u201cThere&#8217;s Nothing Left To Loose\u201d de 1999, tudo come\u00e7a a entrar num padr\u00e3o controlado, ass\u00e9ptico, confort\u00e1vel. Dave Grohl tem uma banda confort\u00e1vel sob todos os aspectos. Ele \u00e9 o &#8220;mastermind&#8221;, o rei da cocada preta, o dono da bola, balan\u00e7a a pan\u00e7a e comanda a massa em todos os n\u00edveis. Se a bateria de Taylor Hawkins n\u00e3o o agrada, ele vai e refaz tudo. Se h\u00e1 vontade de gravar tudo analogicamente em sua garagem com a produ\u00e7\u00e3o de Butch Vig, h\u00e1 grana suficiente para bancar a empreitada. \u201cWasting Light\u201d, seu \u00faltimo \u00e1lbum, \u00e9 pesado e din\u00e2mico. Lembra o segundo disco, lembra que a banda supostamente faz rock mesmo, n\u00e3o h\u00e1 como negar. Tamb\u00e9m h\u00e1 a habitual sustenta\u00e7\u00e3o visual, com clipes interessantes, cheios de refer\u00eancias pop dos anos 90. Afinal de contas, e \u00e9 a\u00ed que mora o perigo, o Foo \u00e9 uma banda dos anos 90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como tudo que \u00e9 dos anos 90, o Foo \u00e9 uma dedicada reciclagem de elementos est\u00e9ticos. S\u00f3 que a d\u00e9cada marcou o in\u00edcio de uma nova l\u00f3gica, a da descartabilidade art\u00edstica aliada \u00e0 monetariza\u00e7\u00e3o da arte, ambas em n\u00edveis nunca vistos na hist\u00f3ria. Tudo passou a ser indexado apenas pela lucrabilidade que poderia trazer, pelos cifr\u00f5es que poderia significar. Essa no\u00e7\u00e3o se amoldou a quase todos os aspectos da nossa vida, principalmente na percep\u00e7\u00e3o que temos do mundo e do ju\u00edzo sobre o que vale realmente a pena na vida. Algo que n\u00e3o pode correr riscos, n\u00e3o pode comportar qualquer tipo de vari\u00e1vel, inc\u00f3gnita ou a m\u00ednima imprevisibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez o \u00faltimo grande momento da m\u00fasica da d\u00e9cada de 1990, no que diz respeito \u00e0 vulnerabilidade das pessoas diante disso tenha sido \u201cOK Computer\u201d, do Radiohead. Ali vinha uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio de bordo da distopia (o contr\u00e1rio de utopia, s\u00f3 pra constar) a respeito do mundo, de como as coisas pareciam cinzentas diante do falso colorido e do remelexo vazio dos clipes e discos de rappers cafet\u00f5es ou da rasteira invoca\u00e7\u00e3o rocker de bandas como Killers ou Arctic Monkeys, sem eira nem beira num mundo que deixou de ouvir rock. Nem sou muito f\u00e3 do \u201cOK Computer\u201d e acho pra l\u00e1 de suspeita a baba\u00e7\u00e3o de ovo em torno do disco, mas \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ver seu aspecto textual, que \u00e9, numa moldura quase progressiva, cantar o n\u00e3o-amanh\u00e3, a n\u00e3o-mudan\u00e7a do mundo. N\u00e3o por coincid\u00eancia, vivia-se \u00e0 \u00e9poca (1997), a id\u00e9ia do &#8220;fim da hist\u00f3ria&#8221;, diante das quedas dos regimes socialistas e da guerra na B\u00f3snia. De fato, o neoliberalismo venceu, engessou todas as possibilidades de troco por parte de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rock reflete isso, claro. Veio uma gera\u00e7\u00e3o bunda mol\u00edssima, capitaneada pelos Strokes e seus clones, numa raia em que um revisionista assumido, Jack White, corria por fora, regurgitando clich\u00eas dos anos 70 sistematicamente. Afinal de contas, para que se trancar no quarto porque voc\u00ea n\u00e3o pode carcar a menininha da escola? Ora, monta uma banda de ax\u00e9, cumbia, country, pagode, FICA RICO, e todas elas v\u00e3o cair aos seus p\u00e9s. Rock? Ora, rock com letras que falam algo, que t\u00eam mensagem, isso \u00e9 coisa de&#8230; velho. Sendo assim, restou ao Foo uma confort\u00e1vel (olha o termo a\u00ed de novo) posi\u00e7\u00e3o de representante de um inofensivo tipo de rock de um tempo que n\u00e3o mais existia, dentro de um contexto de passado recente. Com essa legitimidade temporal, senso comercial e est\u00e9tico apurados, Dave Grohl moldou a carreira de sua banda ao sabor previs\u00edvel do vento e, talvez antevendo uma onda nost\u00e1lgica pelos anos 90, soltou um disco com cara de 1997 em pleno 2011. Se levarmos em conta que a idade do ouvinte de Foo Fighters varia entre 20 e 40 anos, lan\u00e7ar algo como \u201cWasting Light\u201d, cheio de &#8220;veracidade&#8221;, com participa\u00e7\u00e3o de Bob Mould, retorno de Pat Smear (ausente desde&#8230;1997), produ\u00e7\u00e3o &#8220;grunge&#8221; de Butch Vig (que j\u00e1 se adianta para reunir sua &#8220;banda p\u00f3s-Nirvana&#8221;, o Garbage), \u00e9 uma bel\u00edssima jogada para velhos e novos f\u00e3s, movidos pela lembran\u00e7a de tempos melhores para o rock ou mem\u00f3ria afetiva de quando n\u00e3o precisavam se preocupar com as agruras da vida adulta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que sempre aflige \u00e9 que as pessoas v\u00e3o, cada vez mais, ignorando a exist\u00eancia de bandas de outros tempos, que tiveram responsabilidade por mudan\u00e7as nas mentes de seus ouvintes, que compuseram m\u00fasicas com a inten\u00e7\u00e3o declarada de transformar alguma coisa. Dave Grohl teve chance de ouvir gente boa como Who, Led Zeppelin, Beatles, Sex Pistols, Replacements, Big Star, Cars,\u00a0<span>Cheap Trick<\/span>, s\u00f3 pra citar a amplitude que o espectro de influ\u00eancias de uma forma\u00e7\u00e3o como o Foo Fighters pode comportar. O que \u00e9 ineg\u00e1vel \u00e9 que o melhor momento de Grohl, bom baterista, em toda a d\u00e9cada de 00 aconteceu quando ele deu um tempo no Foo e foi tocar com o Queens Of The Stone Age. Ali tudo pareceu meio improvisado, com genu\u00edna vontade de fazer algo novo e legal (&#8220;Songs For The Deaf&#8221; ficou em quarto na lista dos 20 melhores \u00e1lbuns dos anos 00 deste site &#8211; lista que n\u00e3o tinha nenhum Foo Fighters. Diz muito). N\u00e3o espanta que \u201cWasting Light\u201d tenha sido indicado para receber SEIS pr\u00eamios Grammy. J\u00e1 faz um bom tempo que ganhar um Grammy \u00e9 receber um carimbo de coaduna\u00e7\u00e3o com o estabilishment. Ali\u00e1s, bandas de rock nunca deveriam receber pr\u00eamios por qualquer coisa. Certo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ogwR166Fhmg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ogwR166Fhmg\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>), historiador, jornalista e f\u00e3 de m\u00fasica. Conhece Marcelo Costa por carta desde o fim dos anos 90, quando o Scream &amp; Yell era um fanzine escrito por ele e amigos, l\u00e1 em sua natal Taubat\u00e9. J\u00e1 escreveu no S&amp;Y por um bom tempo, em idas e vindas. Hoje tem certeza de que o mundo como o conhec\u00edamos acabou l\u00e1 por volta de 1994\/95 mas n\u00e3o est\u00e1 conformado com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Wasting Light&#8221;, Foo Fighters: muito barulho por tudo, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/04\/28\/foo-fighters-muito-barulho-por-tudo\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n<span>&#8211; \u201cIn Your Honor\u201d \u00e9 um CD roqueiro, diferente, variado e divertido, por Renato Beolchi (<\/span><a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/foofighters_honor.htm\" target=\"_self\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n&#8211;\u00a0\u201cLive in Brighton?, Foo Fighters: Ao vivo eles ainda d\u00e3o um caldo, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/10\/10\/500-toques-twilight-singers-foo-fighters-e-white-stripes\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cIs This It\u201d, dos Strokes, \u00e9 realmente importante?, por William Alves (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/14\/is-this-it-e-realmente-importante\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Belas Can\u00e7\u00f5es Sob o C\u00e9u da Calif\u00f3rnia, por Ana Maria Bahiana (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/bahiana.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Ok Computer&#8221;, do Radiohead, um disco fundamental, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Songs For The Deaf&#8221;, Queens of The Stone Age, trilha do inferno, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/qotsaresenha.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Foo Fighters no Rock in Rio 3: imposs\u00edvel ouvir as guitarras, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/rir_resumo.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Vota\u00e7\u00e3o: 68 convidados escolhem os 20 melhores \u00e1lbuns dos anos 00. Confira a lista (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/09\/top-20-internacional-da-decada-00\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob O CEL #8\nSer\u00e1 que o mundo de hoje v\u00ea a banda (mediana) de Dave Grohl como uma esp\u00e9cie de \u00edcone, acima do bem e do mal?\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/12\/06\/o-fator-foo-fighters\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11087"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11087"}],"version-history":[{"count":25,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11087\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43486,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11087\/revisions\/43486"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}