{"id":10933,"date":"2011-11-27T11:05:43","date_gmt":"2011-11-27T13:05:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=10933"},"modified":"2023-03-29T01:26:30","modified_gmt":"2023-03-29T04:26:30","slug":"de-reykjavik-iceland-airwaves-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/27\/de-reykjavik-iceland-airwaves-2011\/","title":{"rendered":"De Reykjavik: Iceland Airwaves 2011"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10935\" title=\"iceland\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/iceland.jpg\" alt=\"\" \/><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/sinewavelabel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luiz Freitas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O povo island\u00eas \u00e9 famoso pela criatividade. Num pa\u00eds com g\u00eaiseres, vulc\u00f5es, geleiras, um vento fort\u00edssimo, um frio absurdo e, mais recentemente, calotes da d\u00edvida externa, ser criativo \u00e9 quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. Para quem venceu tudo isso, se tornar o maior celeiro de boa m\u00fasica per capita era uma tarefa muito f\u00e1cil. E isso (e n\u00e3o s\u00f3 isso) faz o Iceland Airwaves diferente de qualquer outro festival do mundo: as bandas pequenas, das quais voc\u00ea nunca ouviu falar na vida, s\u00e3o as que fazem a noite valer a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criado em 1999, a primeira edi\u00e7\u00e3o foi em uma noite s\u00f3, num hangar. Hoje, o Iceland Airwaves re\u00fane cerca de 240 bandas em 10 casas diferentes, durante 5 dias. Sim, como o SXSW. A diferen\u00e7a \u00e9 que Reykjavik \u00e9 muito menor que Austin. As casas ficam todas praticamente no mesmo quarteir\u00e3o e \u00e9 realmente muito r\u00e1pido pular de uma para a outra. Com exce\u00e7\u00e3o da Harpa, famosa sala de concertos com arquitetura arrojada \u00e0 beira do mar, todas elas s\u00e3o lugares aonde voc\u00ea pode assistir os shows com o cotovelo no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E as bandas? Bom, nada que seja exatamente o hype do momento, apesar do Vaccines ter cancelado sua apresenta\u00e7\u00e3o em cima da hora. Dentre as bandas estrangeiras mais famosas tinha Beach House, Sinnead O&#8217;Connor, os suecos do Dungen, Yoko Ono, We Were Promised Jetpacks, Twilight Sad e a nova aposta da Pitchfork para &#8220;melhor banda do mundo&#8221;, o Iceage. Nada muito popular, considerando ainda que o show da Sinnead O&#8217;Connor era um evento especial com ingressos vendidos a parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, de especial, esse ano Bjork escolheu o festival para lan\u00e7ar seu disco novo. Sim, praticamente tudo que \u00e9 relevante na Isl\u00e2ndia toca aqui. Mesmo as estrelas sempre voltam, e se revezam ano sim ano n\u00e3o. Ainda, toda e qualquer banda que estourou de 1999 para c\u00e1, e que v\u00e1 um dia aparecer para o mundo, necessariamente passou ou passar\u00e1 pelo Iceland Airwaves. Esse \u00e9 o trampolim da Isl\u00e2ndia para o estrelato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10938\" title=\"iceland21\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/iceland21.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mercado musical island\u00eas \u00e9 muito pequeno. Nada mais natural para um pa\u00eds em que a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 do tamanho da cidade de Araraquara. Num mundo paralelo, isolado, fica dif\u00edcil testar as bandas a n\u00edvel internacional e achar uma vitrine sem ter que faz\u00ea-las cruzar o mundo. Para isso surgiu esse festival. Para que estrangeiros deslumbrados com a natureza, a cultura e amabilidade desse povo docemente bizarro voltem para casa falando de suas bandas, preparando o caminho para o futuro. E sempre d\u00e1 certo. E os estrangeiros voltam, claro, comprando passagens da car\u00edssima companhia a\u00e9rea estatal que patrocina o evento novamente. Como j\u00e1 foi dito, a criatividade resolve os problemas de todos, das bandas, do com\u00e9rcio, e do governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto as bandas locais, tem de tudo. Foi-se o tempo aonde todos queriam ser iguais ao Sigur R\u00f3s ou a Bjork. As duas bandas islandesas mais promissoras, por exemplo, tocaram juntas no primeiro dia, na NASA, localizada na pra\u00e7a central de Reykjavik. No mundinho \u00e0 parte que \u00e9 a Islandia, j\u00e1 tocam na r\u00e1dio, como pop stars. S\u00e3o elas o Agent Fresco, um verdadeiro fen\u00f4meno local. Com histeria, todo mundo cantando junto e o p\u00fablico indo a loucura. Em termos de pretens\u00e3o e exagero milimetricamente calculado, podem soar como o Muse. \u00c9 um som poderoso, cheio das influ\u00eancias progs e dos vocais estilo opera-rock , mas ainda assim tem muito do pop. Funciona. E funciona muito bem ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra muito provavelmente \u00e9 a pr\u00f3xima grande coisa a sair da Isl\u00e2ndia. Talvez voc\u00ea j\u00e1 tenha ouvido falar deles. Bandas islandesas geralmente s\u00e3o descritas como ex\u00f3ticas, modernas e avant-garde. Esque\u00e7a. Essa \u00e9 exatamente igual a tudo que voc\u00ea j\u00e1 viu. Sabe aquela banda fofinha, com 9 m\u00fasicos medianos no palco, mais preocupados em serem os caras mais doces do planeta (sempre tem que ter uma ou duas meninas no meio, claro) do que com qualquer coisa, vestidos que nem hippies e se comportando igual, com um m\u00fasica que voc\u00ea sabe exatamente aonde vai parar ap\u00f3s ouvir 15 segundos? Esse \u00e9 o Of Monsters and Men (foto abaixo). Mas poderia ser o Mumford and Sons. Ou a Banda Mais Bonita da Cidade. O show deles \u00e9 como \u201cOra\u00e7\u00e3o\u201d tocada 9 vezes. Mas as pessoas gostam. E realmente, voc\u00ea aprende a cantar muito r\u00e1pido, dada a simplicidade da coisa. Funciona. Do jeito deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10942\" title=\"iceland4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/iceland4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/iceland4.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/iceland4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7am aqui a aparecer os pouqu\u00edssimos problemas da Isl\u00e2ndia. Como a cerveja car\u00edssima e de p\u00e9ssima qualidade. Para quem n\u00e3o leu o livro &#8220;Rumo a Esta\u00e7\u00e3o Isl\u00e2ndia&#8221;, de F\u00e1bio Massari: a cerveja aqui era proibida at\u00e9 1989. Ou melhor, ainda \u00e9. O que \u00e9 liberado \u00e9 essa \u00e1gua suja com 2% de teor alco\u00f3lico, para desespero dos turistas alem\u00e3es, que ficavam realmente bravos com isso. Ali\u00e1s, a Isl\u00e2ndia, como voc\u00eas j\u00e1 deve ter ouvido falar, \u00e9 cara. O lugar mais caro do mundo. E s\u00f3 \u00e9 o lugar mais caro do mundo porque barateou muito ap\u00f3s a crise. O pint de \u00e1gua suja custava 700 coroas, o equivalente a cerca de 5 euros, ou ent\u00e3o 12 reais. Pouca coisa mais barato que o SWU, provavelmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo \u00e9 o clima. Os shows mais disputados, obviamente, tinham fila. E uma fila ao ar livre na Isl\u00e2ndia n\u00e3o \u00e9 bem agrad\u00e1vel. Na verdade, o pa\u00eds \u00e9 muito mais quente do que se espera para um local apelidado de &#8220;Terra do Gelo&#8221; (reza a lenda que os vikings optaram por esse nome para desencorajar invasores). O problema \u00e9 o constante vento, o mais forte que j\u00e1 vi (a Boeing testa seus avi\u00f5es na Isl\u00e2ndia. Se o avi\u00e3o aguenta esse vento, aguenta qualquer coisa.) N\u00e3o o bastante, ainda tem a chuva, constante e aparecendo do nada. Segundo os nativos, essa ainda \u00e9 uma das melhores \u00e9pocas do ano. Mas nada que n\u00e3o se resolva com um gorro e luvas. Estando preparado, andar na madrugada, com as ruas iluminadas, os bares todos abertos e as cal\u00e7adas cheias de gente, faz voc\u00ea se sentir numa verdadeira metr\u00f3pole.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ir para o Icelandic Airwaves \u00e9 v\u00e1lido mesmo se voc\u00ea n\u00e3o conseguir as wristbands (pulseiras). Primeiro porque a invas\u00e3o de milhares de estrangeiros torna a cidade ainda mais interessante. Japoneses, americanos, canadenses, surpreendentemente, s\u00e3o muitos. As bandas canadenses tamb\u00e9m. S\u00e3o encorajadas a vir n\u00e3o s\u00f3 pela viagem curta, como por conv\u00eanios do festival com organiza\u00e7\u00f5es e selos canadenses. Outras v\u00eam da Fat Cat, gravadora que lan\u00e7ou v\u00e1rios islandeses para o mundo, como o Sigur R\u00f3s e o M\u00fam, entre outros selos. Outras vem do Sonicbids, servi\u00e7o pago aonde bandas montam um perfil para serem selecionadas em diversos festivais e outras possibilidades. \u00c9 aberto para qualquer banda, inclusive a sua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10944\" title=\"iceland5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/iceland5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O outro motivo s\u00e3o os eventos &#8220;off-venue&#8221;. S\u00e3o pocket-shows em lugares que n\u00e3o fazem parte da agenda oficial, todos de gra\u00e7a. A maioria s\u00e3o nos hot\u00e9is e albergues da cidade (foto acima: show no Reykjav\u00edk Downtown Hostel), o que significa que tem uma grande chance de voc\u00ea poder ver um mini-festival apenas descendo as escadas. Esses shows s\u00e3o mais intimistas ainda, e praticamente todas bandas que est\u00e3o na agenda oficial tocam pelo menos uma vez neles, junto com bandas islandesas que n\u00e3o est\u00e3o nela. Um calend\u00e1rio com o hor\u00e1rio desses shows \u00e9 lan\u00e7ado poucos dias antes do festival. E ainda assim, h\u00e1 os eventos &#8220;off-off-venue&#8221;. Bares aproveitam a cidade lotada de turistas e botam bandas para tocar a la\u00e7o, no completo improviso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num deles, estava o Agent Fresco. Sim, a cultuada banda que toca nas r\u00e1dios por l\u00e1, isso que eles s\u00e3o famosos por serem mais egoc\u00eantricos. Mas egocentrismo e superstar \u00e9 relativo na Isl\u00e2ndia, aonde todo mundo conhece todo mundo. Talvez os outros festivais ficassem desesperados em ver suas principais atra\u00e7\u00f5es tocando no meio da rua um dia antes ou depois. Mas essa \u00e9 a Isl\u00e2ndia. Dinheiro e prest\u00edgio \u00e9 uma coisa muito pequena aqui, num pa\u00eds com os melhores indicadores sociais do mundo. Islandeses s\u00e3o muito menos n\u00f3rdicos do que se acredita. Alguns param, conversam com estranhos sobre futebol na rua, exatamente como no Brasil. Nas palavras de um deles: &#8220;Sabemos que nossa vida n\u00e3o tem problemas e \u00e9 tudo muito tranquilo. Nada mais justo do que sermos sorridentes desse jeito&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dream Central Station \u00e9 a prova disso. A banda, com cinco integrantes, faz um shoegaze cl\u00e1ssico do come\u00e7o dos anos 90. Como outra banda, mais conhecida fora da Isl\u00e2ndia, o Singapore Sling, cujo um dos integrantes estava bem ali, em cima do palco. A vocalista, Elsa Maria Bl\u00f6ndal, por sua vez, tem outro projeto com outro membro da banda, que tocou no Airwaves do ano passado, o Go-Go Darkness. &#8220;\u00c9 muito normal as pessoas aqui tocarem em duas ou tr\u00eas bandas.&#8221; diz. Ou ent\u00e3o, oito ou nove, como o baixista de sua banda, Frikki, que tocou 15 vezes no festival. Sim, quinze. Todo esse pessoal, Singapore Sling e shoegazers agregados da Isl\u00e2ndia, formam o Vebeth, selo e coletivo, uma cena dentro da cena. &#8220;N\u00f3s nos ajudamos&#8221;, completa Elsa. &#8220;A gente empresta um pedal, um amp, ou at\u00e9 um integrante para fazer back vocal se necess\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea deve se perguntar qual \u00e9 a m\u00e1gica para a Isl\u00e2ndia ter tantas bandas sendo um pa\u00eds t\u00e3o pequeno. S\u00e3o 240 bandas, e quando voc\u00ea v\u00ea o line-up do ano passado, s\u00e3o 240 bandas diferentes. Pois bem, a\u00ed est\u00e1. S\u00e3o as mesmas pessoas. E elas mesmas v\u00e3o ser os fot\u00f3grafos da noite, os bartenders da noite seguinte e os carpinteiros e jardineiros na segunda feira. Todos s\u00e3o &#8220;multi-men&#8221; na Isl\u00e2ndia. Elas s\u00e3o selecionadas pelo site do festival no decorrer do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10946\" title=\"iceland6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/iceland6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era j\u00e1 s\u00e1bado, no I\u00f0n\u00f3, um charmoso restaurante localizado num im\u00f3vel do s\u00e9culo 17, que se transforma numa das casas do festival. Sobe ao palco o Miri. A banda, espetacular. Um math rock nervoso, forte, com os bem colocados vocais, na maioria das vezes, do baterista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As bandas, na maioria das vezes, falam com o p\u00fablico em island\u00eas. A plateia \u00e9 formada por uma maioria de amigos. Mas mesmo sendo entre amigos, tocar no Airwaves \u00e9 diferente. &#8220;Vem muitas pessoas novas de fora ent\u00e3o \u00e9 um pouco como tocar no exterior&#8221;, diz \u00cdvar Petur Kjartansson, o baterista cantor. &#8220;Todo mundo fica muito ambicioso, ensaia pra caramba e d\u00e1 o seu melhor&#8221;. Elsa concorda: &#8220;Shows normais em Reykjavik s\u00e3o mais \u00edntimos, e d\u00e1 pra escapar do nervosismo bebendo (risos)&#8221;. Ambos, nas pr\u00f3prias palavras, consideram o festival como um natal antecipado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas coisas mudaram, entretanto. &#8220;Acho que os organizadores tem que relembrar como e porque esse festival come\u00e7ou.&#8221; diz \u00cdvar. &#8220;\u00c9 para dar as bandas pequenas a oportunidade de tocarem com grandes bandas estrangeiras. Trazer Sinnead O&#8217;Connor e Bjork (que tocaram sozinhas, em separado, em eventos especiais pagos \u00e0 parte) custou muito dinheiro que poderia ser melhor gasto.&#8221; E repete as palavras &#8220;N\u00e3o h\u00e1 grandes nomes nesse festival. Isso que o faz t\u00e3o bom&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bandas grandes, m\u00e9dias, e pequenas dividem o festival, \u00e9 fato. Era apenas o segundo show do Dream Central Station. Nem mesmo um CD tinham. O Miri, com seus quatro integrantes, j\u00e1 toca junto desde 2003, quando eram apenas tr\u00eas. Ao contr\u00e1rio da banda de Elsa, \u00cdvar diz que seus gostos s\u00e3o bem diferentes um dos outros, e o resultado \u00e9 o que se v\u00ea no palco. Claro, com seus amigos embaixo, conversando com a banda no palco entre uma m\u00fasica e outra. Outros amigos tirando fotos, um deles reconheci de outra banda que tocou no dia anterior. Nem tanta gente assim estava presente, um p\u00fablico m\u00e9dio, at\u00e9. A maioria iria chegar para o show das duas bandas da Fat Cat, We Were Promised Jetpacks e Twilight Sad, que aconteceriam logo depois. \u00cdvar agradece o p\u00fablico &#8220;Tem v\u00e1rios shows acontecendo agora e fico feliz por voc\u00eas terem escolhido assistir o nosso&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hora da participa\u00e7\u00e3o especial. Um dos amigos embaixo conversando e tirando fotos \u00e9 chamado para subir ao palco, e assume a gaita. \u00c9 Snorri Helgason, mais um m\u00fasico island\u00eas dessa cena t\u00e3o pequena. &#8220;Normalmente \u00e9 o \u00d6rvar, do M\u00fam, mas eles est\u00e3o em turn\u00ea&#8221;. Acaba o show. Aplaudidos pelos amigos e pelos estrangeiros que vieram ver o Twilight Sad, eles v\u00e3o embora. O show do Twilight Sad come\u00e7a, uma intro soturna e melanc\u00f3lica toca. Todos com os olhos fixos no palco e&#8230; \u00cdvar entra, completamente perdido, procurando sua bag de pratos ou algo do g\u00eanero que ele esqueceu no palco. E n\u00e3o acha, e vai embora constrangido. Nada \u00e9 muito s\u00e9rio e profissional na Isl\u00e2ndia. Ainda bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10947\" title=\"iceland7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/iceland7.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Luiz Freitas \u00e9 co-fundador do selo brasileiro Sinewave Records &lt; <a href=\"http:\/\/sinewave.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/sinewave.com.br<\/a> &gt;,\u00a0baterista da Duelectrum, ex-baterista das bandas Gray Strawberries e Old Magic Pallas, e operador da Linha Verde do Metr\u00f4.<br \/>\n&#8211; Fotos: Alexander Matukhno (fotos 1 e 2), Lukas Janicik (fotos 3 e 4), \u00d3skar Hallgr\u00edmsson (foto 5) e Iona Sj\u00f6fn (foto 6). Veja mais fotos do Iceland Airwaves no Flickr oficial (<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/icelandairwaves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>) e conhe\u00e7a o site do festival: <a href=\"http:\/\/www.icelandairwaves.is\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.icelandairwaves.is\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Entrevista: Herod Layne e Sinewave, por Ramon Vitral (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/03\/21\/entrevista-herod-layne-e-sinewave\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Festivais 2011: Coachella (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/coachella\">aqui<\/a>), Primavera Sound (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2011\">aqui<\/a>) e Benic\u00e0ssim (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/fib2011\">aqui<\/a>), por Mac<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2011: cinco jornalistas contam suas experi\u00eaencias no festival (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/08\/balancao-planeta-terra-2011\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; O barulhento festival I\u2019ll Be Your Mirror 2011, em Asbury Park, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/12\/atp2011\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Luiz Freitas\nConhe\u00e7a um festival em que as bandas pequenas, das quais voc\u00ea nunca ouviu falar, s\u00e3o as que fazem a noite valer a pena\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/27\/de-reykjavik-iceland-airwaves-2011\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10933"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10933"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10933\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73696,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10933\/revisions\/73696"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10933"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10933"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}