{"id":10699,"date":"2011-11-15T14:15:48","date_gmt":"2011-11-15T17:15:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=10699"},"modified":"2017-11-16T09:06:56","modified_gmt":"2017-11-16T11:06:56","slug":"cds-the-whole-love-wilco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/15\/cds-the-whole-love-wilco\/","title":{"rendered":"CDs: The Whole Love, Wilco"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10700\" title=\"wilco_whole\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/wilco_whole.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/wilco_whole.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/wilco_whole-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">03 de setembro de 2011, um s\u00e1bado de sol, ao menos em S\u00e3o Paulo, e uma pequena parcela de apaixonados por m\u00fasica pop tinha um compromisso especial para este dia: ouvir \u201cThe Whole Love\u201d, oitavo disco do Wilco, que seria liberado pela primeira vez para audi\u00e7\u00e3o no site oficial da banda por 24 horas \u2013 e, claro, seria ripado e distribu\u00eddo em blogs e redes de compartilhamento em seguida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amplificada pelo Twitter, a audi\u00e7\u00e3o de \u201cThe Whole Love\u201d lembrou um tempo distante em que uma pessoa da turma comprava um disco, chamava os amigos e todo mundo ouvia aquele \u00e1lbum junto. Foi mais ou menos assim: um grupo de amigos (virtuais) ouvindo pela primeira vez o disco de sua banda preferida e comentando sobre esta ou aquela passagem enquanto um vinil estilizado girava na tela do computador \u2013 sem a possibilidade de trocar faixas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o esquizofr\u00eanica que as pessoas t\u00eam com a m\u00fasica no s\u00e9culo 21 abre espa\u00e7o para movimentos nost\u00e1lgicos como a Retromania liderada por Simon Reynolds, uma sensa\u00e7\u00e3o nublada de um tempo em que a m\u00fasica era mais importante n\u00e3o porque ela era necessariamente boa (apesar de ser realmente boa), mas sim porque ela era de dif\u00edcil acesso, quase um objeto de culto, algo de g\u00eanios ou de deuses que caminhavam sobre a Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O punk, de certa forma, veio para combater isso (e um pouco mais, certo Elizabeth) e, 30 anos depois, a coisa toda tomou uma velocidade anestesiante atrav\u00e9s de fios de telefonia. Para felicidade de alguns e desespero de muitos, gravar um \u00e1lbum e disponibiliz\u00e1-lo na web \u00e9 algo t\u00e3o simples como tomar caf\u00e9 da manh\u00e3 na padaria da esquina. O resultado \u00e9 que s\u00e3o tantos discos para se ouvir que basta virar as p\u00e1ginas do New Album Releases para entrar em p\u00e2nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos aqui, talvez, um conflito de gera\u00e7\u00f5es. A coisa toda est\u00e1 indo r\u00e1pido demais para aqueles que amavam seus disquinhos e tinham l\u00e1 sua rela\u00e7\u00e3o plat\u00f4nica com os \u00e1lbuns (e os artistas) \u2013 o que a volta do vinil apenas refor\u00e7a \u2013 enquanto a molecada carrega dezenas de milhares de m\u00fasicas no celular\/iPod como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3 (e h\u00e1?). Os velhos querem criar leis; os jovens querem quebr\u00e1-las. J\u00e1 vimos esse filme, certo?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QccU9syNWJw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff Tweedy montou sua primeira banda, a Uncle Tupelo, quando tinha 20 anos, mas isso ficou l\u00e1 atr\u00e1s, nos anos 80. Agora ele tem 44 e precisa se dividir entre a fun\u00e7\u00e3o de pai de fam\u00edlia (as pausas da banda em julho\/agosto para ele curtir as f\u00e9rias dos filhos irritam os f\u00e3s que os querem ver ao vivo) e de l\u00edder de um dos poucos grupos atuais que ainda cria algo relevante mesmo com 17 anos nas costas (embora a forma\u00e7\u00e3o recente esteja junta apenas desde 2004).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1 se v\u00e3o dois meses desde que \u201cThe Whole Love\u201d foi apresentado pela primeira vez ao p\u00fablico via internet e, desde ent\u00e3o, Tweedy e compania tem usado a rede mundial de computadores com certa freq\u00fc\u00eancia para divulgar o \u00e1lbum atrav\u00e9s de transmiss\u00f5es de shows na integra al\u00e9m de apari\u00e7\u00f5es em programas de TV (transmitidos para internet) e pequenas sess\u00f5es especiais (como a delicada apresenta\u00e7\u00e3o no Tiny Desk Concert, com \u00e1udio liberado para download).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma com que o Wilco lida com a web passa a ideia de que agora eles precisam investir na pr\u00f3pria gravadora (\u201cThe Whole Love\u201d \u00e9 o primeiro lan\u00e7amento do selo dBpm Records, da pr\u00f3pria banda), afinal n\u00e3o s\u00e3o mais empregados, mas donos, assim como denota uma tentativa de se adaptar aos tempos modernos sem mudar a personalidade: eu sou assim, o mundo \u00e9 assim, vamos juntos. \u201cThe Whole Love\u201d, o \u00e1lbum, de certa forma, estende essa premissa. Ap\u00f3s dois discos que davam um abra\u00e7o apertado no passado (com alguns momentos magn\u00edficos e outros nem tanto), o Wilco tenta se adaptar a ele mesmo num disco multifacetado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff Tweedy sabe das coisas: \u201cAs pessoas disseram que este \u00e9 o melhor \u00e1lbum do Wilco. N\u00e3o sei se est\u00e3o certas ou erradas, mas h\u00e1 uma certa fac\u00e7\u00e3o de nossos f\u00e3s que, acho, sentiu-se tra\u00edda pela retid\u00e3o dos dois \u00faltimos discos\u201d, comentou em entrevista \u00e0 Rolling Stone quando questionado sobre a for\u00e7a de \u201cArt of Almost\u201d, a m\u00fasica que abre \u201cThe Whole Love\u201d de forma \u00e9pica. \u201cEssa can\u00e7\u00e3o cuida da coceira destes f\u00e3s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seis meses antes, em meio a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, Tweedy comentava sobre \u201cArt of Almost\u201d com um rep\u00f3rter da revista Spin: \u201cPara ser honesto, n\u00e3o sei o que aconteceu com essa can\u00e7\u00e3o. Era algo que n\u00f3s t\u00ednhamos, que mudou ao longo do tempo e que preferimos do jeito que est\u00e1 agora\u201d, explicou antes de citar a principal influ\u00eancia da m\u00fasica: \u201cEla tem uma certa atmosfera que voc\u00ea tamb\u00e9m pode ouvir em \u201cTonight&#8217;s the Night\u201d (\u00e1lbum de 1975 de Neil Young)\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Cpe_AYaIDSc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cArt of Almost\u201d \u00e9 o lado experimental do Wilco que tanta falta vinha fazendo falta nos discos p\u00f3s \u201cA Ghost is Born\u201d (2004), este, por sua vez, um \u00e1lbum experimental em excesso. Eis uma faixa surpreendente de sete minutos em que o escudeiro Nels Cline se divide entre loops e riffs sujos na primeira parte e um solo nervoso de guitarra na coda ap\u00f3s uma abertura grandiosa de sintetizadores. Tudo no lugar certo (e que deve crescer absurdos ao vivo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhuma das outras 15 faixas lan\u00e7adas no pacote \u201cThe Whole Love\u201d (11 na vers\u00e3o oficial, tr\u00eas na deluxe edition e uma, a tocante vers\u00e3o para &#8220;Sometimes It Happens&#8221;, do repert\u00f3rio de Linda, a senhora Richard Thompson, do Fairport Convention, apenas no vinil e no iTunes) alcan\u00e7a em dramaticidade, grandiosidade e brilho \u201cArt of Almost\u201d, o que de forma alguma diminui \u201cThe Whole Love\u201d, mas sim, colocada ali, como primeira m\u00fasica, manda o recado: \u201cOlha, a gente mudou um pouquinho. N\u00e3o estranhe\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa pequena mudan\u00e7a \u00e9 fruto claro da boa fase que essa forma\u00e7\u00e3o do Wilco vive. Tweedy precisou demitir (de forma traum\u00e1tica) algumas pessoas, contratar outras e largar os analg\u00e9sicos (que ainda o assombra como algumas letras do \u00e1lbum entregam) para ficar de bem com a vida \u2013 e com a m\u00fasica. Num primeiro momento, esse sentimento de felicidade resultou em can\u00e7\u00f5es que, como Tweedy mesmo definiu, eram retidas, contidas \u2013 pregui\u00e7osas, grifo do editor. De certa forma, um tributo do Wilco aos anos 70 (em especial a Neil Young, Paul McCartney e Fairport Convention).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande m\u00e9rito de \u201cThe Whole Love\u201d \u00e9 mostrar que Jeff Tweedy, mesmo feliz, est\u00e1 um pouquinho a fim de sair da zona de conforto. E isso basta para transformar can\u00e7\u00f5es singelas como \u201cDawned On Me\u201d em uma p\u00e9rola pop de levar l\u00e1grimas aos olhos. Em tempos de relacionamentos em crise (mais do que nunca, todas as noites s\u00e3o um teste), Tweedy reafirma o amor por sua esposa em uma melodia de arranjo vibrante (mellotron, ukelele, sintetizador, guitarras de seis e doze cordas e at\u00e9 Jeff Tweedy tocando baixo) e encantador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo clima pra cima de \u201cDawned On Me\u201d est\u00e1 a sua quase irm\u00e3 g\u00eamea \u201cBorn Alone\u201d (com Tweedy, Cline e Patrick Sansone encorpando o som das guitarras), o primeiro single \u201cI Might\u201d (uma &#8220;Can&#8217;t Stand It&#8221; sem a press\u00e3o da gravadora, afinal, agora eles mesmos s\u00e3o donos de sua pr\u00f3pria gravadora), a roqueira \u201cStanding O\u201d (de abertura retumbante) e a comovente faixa t\u00edtulo (como n\u00e3o se impressionar com um &#8220;rockstar&#8221; casado h\u00e1 20 anos que escreve para sua esposa: &#8220;Eu ainda te amo at\u00e9 a morte&#8221;?).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wTqEB0MyGdY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baladas clim\u00e1ticas d\u00e3o o tom do outro lado do \u00e1lbum multifacetado: \u201cSunloathe\u201d, a melhor (e que traz ecos de George Harrison), come\u00e7a com tecladinhos g\u00e9lidos e segue num crescendo comportado enquanto Tweedy diz que detesta o sol, que mata sua mem\u00f3ria e que n\u00e3o quer perder sua luta (mais: \u201cN\u00e3o quero terminar essa luta!\u201d). \u201cEm boa parte dela estou tirando sarro do abismo do vicio fabricado internamente\u201d, contou \u00e0 Rolling Stone sobre \u201cSunloathe\u201d. \u201c\u00c9 uma corrente comum em muitas das minhas m\u00fasicas: ficar puto com minha pena de mim mesmo diante do sofrimento real do mundo\u201d, avisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRising Red Lung\u201d, por sua vez, come\u00e7a ac\u00fastica com base no ukelele e, assim como \u201cSunloathe\u201d, ganha um crescendo comportado enquanto a balada lenta (e meio chatinha) \u201cBlack Moon\u201d aparece em duas vers\u00f5es (a segunda, presente no disco b\u00f4nus, mais crua sem o arranjo de violino e violoncelo da vers\u00e3o oficial \u2013 o que valoriza o steel de Nels Cline). Em \u201cOpen Mind\u201d (com teclados e lap steel disputando a aten\u00e7\u00e3o), Tweedy canta que est\u00e1 muito velho para clich\u00eas enquanto \u201cCapitol City\u201d, uma valsinha tola e divertida, deseja: \u201cEu queria que voc\u00ea estivesse aqui&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cThe Whole Love\u201d abre com uma can\u00e7\u00e3o de 7 minutos e fecha com uma de 12 (sendo que a primeira vers\u00e3o se aproximava dos 15 minutos): &#8220;One Sunday Morning (Song for Jane Smiley&#8217;s Boyfriend)&#8221; \u00e9 calma, reflexiva e dylanesca (e com acordes que lembram \u201cAnuncia\u00e7\u00e3o\u201d, de Alceu Valen\u00e7a). Tweedy canta sobre religi\u00e3o, depress\u00e3o e brigas familiares inspirado numa conversa que teve com o namorado de Jane Smiley, escritora vencedora do Pultizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 ainda \u201cI Love My Label\u201d, b-side do single \u201cI Might\u201d, uma bela vers\u00e3o para o original de Nick Lowe, inclusa na vers\u00e3o deluxe do CD (e no iTunes) junto a outras duas can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas: a extremamente surreal \u201cMessage From Mid-Bar\u201d \u2013 que enfileira versos como: \u201cO \u00f3dio ir\u00e1 nos manter juntos \/ O amor ir\u00e1 nos separar \/ O \u00f3dio ir\u00e1 salvar os golfinhos\u201d ou \u201cAlguns dias eu desprezo \/ Todo mundo que eu vejo \/ Somos todos desprez\u00edveis \/ Mas voc\u00ea \u00e9 toda minha\u201d \u2013 e \u201cSpeak Into The Rose\u201d, rock\u00e3o instrumental que recupera a raiva de \u201cA Ghost Is Born\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m6foDASkIlQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inteiramente gravado no s\u00f3t\u00e3o que a banda mant\u00e9m em Chicago e produzido por Tweedy, Pat Sansone e Tom Schick (que tem trabalhos com Rufus Wainwrigh, Paul McCartney, Ryan Adams e Sonic Youth no curr\u00edculo), \u201cThe Whole Love\u201d parece o primeiro trabalho em que o Wilco soa como uma banda coesa em p\u00e9 de igualdade nos arranjos. Nels Cline, solista por natureza, aparece mais, mas o baixo de John Stirrat soa mais presente assim como as pontua\u00e7\u00f5es da bateria de Glenn Kotche e as interven\u00e7\u00f5es de teclas de Mikael Jorgensen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria f\u00e1cil para Tweedy, na esteira da opini\u00e3o de alguns f\u00e3s, tomar \u201cThe Whole Love\u201d como o melhor \u00e1lbum do Wilco, mas ele foge da quest\u00e3o. A impress\u00e3o que fica \u00e9 que a forma multifacetada do \u00e1lbum compila alguns dos melhores momentos da carreira da banda, mas o conjunto n\u00e3o soa t\u00e3o completo e homog\u00eaneo quanto \u201cSummerteeth\u201d (1999), \u201cYankee Hotel Foxtrot\u201d (2002) ou mesmo \u201cSky Blue Sky\u201d (2007). \u00c9 um grande disco, mas n\u00e3o \u00e9 \u201co\u201d disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez falte tristeza, algo que Tweedy rejeita categoricamente. &#8220;N\u00e3o compartilho a id\u00e9ia de que a criatividade nasce do tormento&#8221;, disse em entrevista ao jornal espanhol El Pais. &#8220;Um monte de grande arte foi criada apesar da mis\u00e9ria e n\u00e3o por causa dela. N\u00e3o sou feliz o tempo todo, mas n\u00e3o passo o tempo todo sofrendo&#8221;, explicou. Ainda assim, abriu uma brecha: \u201cH\u00e1 um tra\u00e7o de tristeza em tudo que o Wilco faz. Uma melancolia subjacente. N\u00e3o \u00e9 pessimismo. \u00c9 a desconfian\u00e7a simples da condi\u00e7\u00e3o humana. A certeza de que, cedo ou tarde, vai dar merda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa melancolia subjacente a qual Tweedy se refere bate ponto em algumas can\u00e7\u00f5es de \u201cThe Whole Love\u201d, mas falta raiva, desconforto, inadequa\u00e7\u00e3o, sentimentos que transformem a tristeza e\/ou mesmo a alegria em algo&#8230; maior. Ainda assim, \u201cThe Whole Love\u201d tira o sexteto da monotonia dos discos anteriores (principalmente \u201cThe \u00c1lbum\u201d, de 2009) e tem a seu favor o fato de levar um bom leque de novas can\u00e7\u00f5es para o palco, local em que o Wilco se torna imbat\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 correto desejar a tristeza para algu\u00e9m, ent\u00e3o que a felicidade perdure, mas que ela n\u00e3o enferruje uma das bandas mais interessantes da atualidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UZAKTCeE70Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Wilco ao vivo no Parco Della Musica, 2010 em Roma, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/05\/31\/wilco-ao-vivo-em-roma\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cWilco (the album)\u201d, Wilco: Jeff Tweedy conquista e ao mesmo tempo desaponta (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/20\/bunnymen-wilco-e-pearl-jam\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cSky Blue Sky\u201d, Wilco, um disco setent\u00e3o para 2007, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/04\/26\/sky-blue-sky-um-disco-setentao-para-2007\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cSky Blue Sky Tour Edition\u201d, Wilco, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/04\/02\/500-toques-wilco-marah-e-um-tributo-a-neil-young\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cKicking Television\u201d, do Wilco, uma poderosa banda de rock, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/musicadois\/wilco_kicking.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;A Ghost Is Born&#8221;, Wilco, um disco chato, chato, chato, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/musicadois\/wilcoghost.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Faixa a Faixa: &#8220;Yankee Hotel Foxtrot&#8221;, do Wilco, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/secoes\/wilcofoxtrot.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Faixa a Faixa: &#8220;SummerTeeth&#8221;, do Wilco, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/secoes\/faixawilco.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Dez v\u00eddeos: Wilco ao vivo no Primavera Sound em Barcelona, 2010 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/08\/25\/sete-videos-wilco-em-barcelona-2010\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Once Around&#8221;, Autumn Defense, projeto de John Stirratt e Pat Sansone (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/30\/ben-folds-autumn-defense-mavis-staples\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Melhores da D\u00e9cada 00: &#8220;Yankee Hotel Foxtrot&#8221;, Wilco, no segundo lugar (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/09\/top-20-internacional-da-decada-00\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Autumn Defense\u201d, The Autumn Defense: m\u00fasica calma para cora\u00e7\u00f5es roqueiros (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/09\/12\/500-toques-the-autumn-defense-rilo-kiley-e-stereo-total\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; La m\u00fasica de nuestro tiempo: entrevista de Jeff Tweedy ao El Pa\u00eds (<a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/portada\/musica\/tiempo\/elpepuculbab\/20110910elpbabpor_3\/Tes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Entrevista: Jeff Tweedy responde perguntas da Rolling Stone EUA (<a href=\"http:\/\/www.rollingstone.com.br\/edicao\/edicao-62\/5-perguntas-sem-graca-alguma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Entrevista: Jeff Tweedy Talks Wilco&#8217;s &#8220;Irreverent&#8221; Fall Album, Spin Magazine (<a href=\"http:\/\/www.spin.com\/articles\/jeff-tweedy-talks-wilcos-irreverent-fall-album\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nJeff Tweddy deixa a zona de conforto no oitavo disco do Wilco, um \u00e1lbum multifacetado em que o grupo arrisca mais&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/15\/cds-the-whole-love-wilco\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[396],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10699"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10699"}],"version-history":[{"count":44,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10699\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45043,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10699\/revisions\/45043"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}