{"id":10602,"date":"2011-11-12T18:08:44","date_gmt":"2011-11-12T20:08:44","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=10602"},"modified":"2019-11-28T12:01:14","modified_gmt":"2019-11-28T15:01:14","slug":"conexao-latina-onda-vaga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/12\/conexao-latina-onda-vaga\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: Onda Vaga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10604\" title=\"ondavaga1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/ondavaga1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/ondavaga1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/ondavaga1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUm amigo me disse que sou sonhador \/ por acreditar que as coisas n\u00e3o s\u00e3o como s\u00e3o \/ Elas s\u00e3o como eu acredito que elas v\u00e3o ser\u201d. Esses versos da can\u00e7\u00e3o \u201cVayan a Ser\u201d, ing\u00eanuos \u00e0 uma primeira leitura feita fora de contexto, s\u00e3o perfeitos para ilustrar alguns dos sentimentos comunicados pela m\u00fasica do banda argentina Onda Vaga. Seus dois discos, \u201cFuerte y Caliente\u201d (2008) e \u201cEspiritu Salvaje\u201d (2010) s\u00e3o colet\u00e2neas de can\u00e7\u00f5es intensas, de instrumenta\u00e7\u00e3o rica e arranjos que superam qualquer no\u00e7\u00e3o pr\u00e9-concebida de como deveria soar uma banda que dispensa instrumentos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longe da placidez que ficou associada ao formato ac\u00fastico, as composi\u00e7\u00f5es do quinteto t\u00eam uma energia que remete \u00e0 uma mem\u00f3ria musical ancestral, de uma \u00e9poca que nenhum de n\u00f3s vivenciou, mas em nosso \u00edntimo sabemos ter existido. Uma \u00e9poca em que m\u00fasicos ambulantes dedicavam-se a tirar as melhores e mais sinceras can\u00e7\u00f5es de seus instrumentos, e com isso provocar as rea\u00e7\u00f5es mais desapegadas que pudessem surgir no ouvinte, como dan\u00e7ar em p\u00fablico, chorar, mudar o rumo da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem viu a banda em sua pequena turn\u00ea brasileira em maio \u2013 tocaram no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e S\u00e3o Paulo, abrindo para os brasileiros Do Amor \u2013 p\u00f4de comprovar. Ao vivo, o efeito da m\u00fasica sobre o p\u00fablico era imediato, assim como a empatia entre ambas as partes. O repert\u00f3rio privilegiou o indispens\u00e1vel disco de estreia (tocado quase na \u00edntegra), mas incluiu ainda as melhores can\u00e7\u00f5es do irregular \u201cEspiritu Salvaje\u201d, como \u201cAs\u00ed\u201d, \u201cJovens\u201d e \u201cContinente de Perlas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nacho Rodriguez (cuatro e viol\u00e3o), Marcelo Blanco (trompete e viol\u00e3o), Marcos Orellana (caj\u00f3n peruano), Tom\u00e1s Justo Gaggero (guitarra criolla) e Germ\u00e1n Cohen (trombone e percuss\u00e3o) formaram a banda em 2007, quando viajaram juntos a Cabo Polonio, no Uruguai. Desde o come\u00e7o, j\u00e1 realizavam os vocais a cinco vozes, uma das caracter\u00edsticas marcantes do quinteto. O que come\u00e7ou como uma reuni\u00e3o de amigos na praia tornou-se, com o perd\u00e3o da palavra, um hype constru\u00eddo boca a boca, que s\u00f3 chegou \u00e0 imprensa quando o quinteto j\u00e1 era um pequeno culto em Buenos Aires. Agora, a banda soma turn\u00eas internacionais (que incluiu at\u00e9 o Marrocos, al\u00e9m da Am\u00e9rica do Sul e da Europa,), indica\u00e7\u00f5es ao Grammy Latino e shows cada vez mais cheios. E em seu pa\u00eds natal, j\u00e1 abandonaram o circuito de bares para come\u00e7ar a lotar gin\u00e1sios e grandes casas de espet\u00e1culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Germ\u00e1n Cohen conversou com o S&amp;Y sobre esse crescente sucesso, as composi\u00e7\u00f5es, sobre a pluralidade de projetos paralelos da banda e sobre os benef\u00edcios de ser um m\u00fasico literalmente independente. A conversa saiu t\u00e3o empolgante como a m\u00fasica de sua banda. Confira abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Kaa6NDT13UA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Kaa6NDT13UA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foram os shows no Brasil? J\u00e1 existiam f\u00e3s brasileiros, ou esse foi o primeiro contato do pessoal daqui com a m\u00fasica de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nOs shows foram muito intensos e isso nos surpreendeu bastante. Tinha gente que conhecia as can\u00e7\u00f5es e as cantavam, garotas que saibam nossos nomes&#8230; Foi bastante impactante ver isso, porque t\u00ednhamos entendido que no Brasil n\u00e3o se escuta muita m\u00fasica argentina. Tamb\u00e9m teve muita gente que nos ouviu pela primeira vez e que curtiu bastante. Temos muitas lembran\u00e7as boas de nossa primeira experi\u00eancia brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acham que voltam para c\u00e1 em breve?<\/strong><br \/>\nEsperamos que sim, mas claro que isso n\u00e3o depende s\u00f3 de n\u00f3s, mas tamb\u00e9m das pessoas que produzem eventos a\u00ed. Por isso espero que algum produtor leia isso e nos leve logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com a m\u00fasica independente do Brasil? V\u00eaem alguma semelhan\u00e7a com o que acontece na Argentina?<\/strong><br \/>\nAcho que existem semelhan\u00e7as, sim, e a verdade \u00e9 que gostamos muito do movimento da m\u00fasica independente n\u00e3o s\u00f3 do Brasil mas em geral. De qualquer modo, n\u00f3s \u2013 tanto com o Onda Vaga como com o resto dos projetos de cada um \u2013 vivemos sempre dentro do independente. \u00c9 como a nossa casa. Por isso n\u00e3o \u00e9 estranho que tenhamos certa afinidade com as pessoas que vivem na mesma casa, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Por outro lado, me parece que a produ\u00e7\u00e3o independente \u00e9 de onde saem as coisas mais interessantes . As pessoas que est\u00e3o no indie s\u00e3o gente que quer fazer m\u00fasica e n\u00e3o especula tanto em temas como dinheiro, difus\u00e3o, etc. Ent\u00e3o, [o indie] me parece um bom gerador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aqui voc\u00eas tiveram a participa\u00e7\u00e3o do Peixoto e Machado para uma \u00f3tima vers\u00e3o de &#8220;Ir al baile&#8221; (que virou \u201cIr pra balada\u201d). Como surgiu essa parceria?<\/strong><br \/>\nParceria, amo esta palavra! O Machado eu j\u00e1 tinha conhecido v\u00e1rios anos atr\u00e1s quando fui tocar com o Sat\u00e9lite Kingston em S\u00e3o Paulo. Ele tocava no Firebug naquela \u00e9pica e dividimos alguns shows em v\u00e1rios lugares e eu sou bastante f\u00e3 daquele primeiro disco, devo admitir. Depois de v\u00e1rias turn\u00eas e shows em conjunto, continuamos em contato com o Machado e ele me apresentou ao Peixoto e ao resto da banda. Deixei com eles um par de discos do Onda Vaga e logo depois eles me escreveram dizendo que tinham adorado. Por isso, na primeira oportunidade que tivemos de fazer algo juntos n\u00e3o tivemos d\u00favida e convidamos eles para cantar com a gente. Neste show (em 10\/05\/\/2011, no Studio SP) fizemos &#8220;Ir al baile&#8221; e uma vers\u00e3o de \u201cAugusta, Ang\u00e9lica y Consolaci\u00f3n&#8221;, de Tom Z\u00e9. Depois do show ficamos at\u00e9 \u00e0s 5h da manh\u00e3 no camarim cantando juntos e bebendo. Foi um grande momento da turn\u00ea. H\u00e1 pouco tempo voltei a S\u00e3o Paulo para tocar com o Sat\u00e9lite Kingston e ainda est\u00e1vamos dando risada de algumas hist\u00f3rias dessa noite!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ufS9fROh6Z4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ufS9fROh6Z4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A m\u00fasica do Onda Vaga nasceu ac\u00fastica. Agora que voc\u00eas est\u00e3o cada vez mais populares, come\u00e7a a surgir a necessidade de eletrificar o som, j\u00e1 que est\u00e3o tocando em gin\u00e1sios e festivais (como o Zona Rock, que passou por Buenos Aires, C\u00f3rdoba e Mendoza em agosto). Isso pode ser um problema para a concep\u00e7\u00e3o musical da banda?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, um problema n\u00e3o&#8230; Em algum ponto \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que nos permite tocar para mais gente e em outro tipo de eventos. Claro que implica em um trabalho maior na hora de armar o equipamento de som, mas j\u00e1 estamos acostumados com a nova forma\u00e7\u00e3o da banda. De qualquer modo, quando sa\u00edmos de turn\u00ea pela Europa, continuamos tocando em uma forma\u00e7\u00e3o reduzida, e sim, \u00e9 um prazer. A desconex\u00e3o e o contato cara a cara com o p\u00fablico s\u00e3o excelentes para um o clima e a concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Para um brasileiro, que n\u00e3o conhece a base de inspira\u00e7\u00e3o de voc\u00eas, a m\u00fasica do Onda Vaga n\u00e3o soa folcl\u00f3rica. Soa moderna, vibrante \u2013 mas com um olhar discreto ao passado. \u00c9 como se o folclore fosse uma refer\u00eancia mais afetiva que musical. Isso \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de um estrangeiro ou \u00e9 de fato o que a banda se prop\u00f5e a fazer?<\/strong><\/span><br \/>\nEm princ\u00edpio n\u00e3o nos propusemos nada, foi algo que aconteceu desde a primeira vez em que fizemos nossos instrumentos soarem juntos. N\u00e3o pretendemos fazer folclore nem rock, nem mesmo uma fus\u00e3o entre os dois. Fazemos o que sai de n\u00f3s, do jeito que sai. Mas com certeza nossa rela\u00e7\u00e3o com o folclore \u00e9 mais afetiva que musical. Por outro lado, o tom folcl\u00f3rico ao qual voc\u00ea se refere, acho que tem a ver com a instrumenta\u00e7\u00e3o que usamos (para os que n\u00e3o sabem: caj\u00f3n peruano, cuatro venezuelano, maracas, trumpetes, etc). Isso d\u00e1 um tom folcl\u00f3rico ao assunto. Mas a composi\u00e7\u00e3o \u00e9 moderna e sem preconceitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFuerte y Caliente\u201d e \u201cEspirtu Salvaje\u201d s\u00e3o discos bem diferentes. \u201cFuerte&#8230;\u201d parece mais solto, mais jovem e sem pretens\u00f5es, enquanto o \u00faltimo j\u00e1 tem ambi\u00e7\u00f5es musicais mais amplas e estilos distintos, e tamb\u00e9m \u00e9 menos veloz que o primeiro. Ou estou viajando?<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea tem raz\u00e3o, eles s\u00e3o muito diferentes. Fique tranquilo: voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 viajando. Acredito que a mudan\u00e7a surge de v\u00e1rias coisas das quais v\u00ednhamos falando, como a nova forma\u00e7\u00e3o, um pouco maior e com mais recursos sonoros, mais instrumentos para arranjar as can\u00e7\u00f5es, etc. Acontece tamb\u00e9m que gravamos o primeiro disco sem pretens\u00f5es, s\u00f3 porque quer\u00edamos. Naquela \u00e9poca toc\u00e1vamos para poucas pessoas e n\u00e3o imagin\u00e1vamos tudo que ia acontecer conosco. Para o segundo disco, nos pusemos a compor e acabamos fazendo um disco grande \u2013 e isso que muitas can\u00e7\u00f5es ficaram de fora. As composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o menos \u201cjovens\u201d e talvez mais ambiciosas musicalmente, mas foi uma escolha que fizemos com alegria. Debatemos: &#8220;temos a possibilidade de fazer o mesmo ou mudar&#8230; o que fazemos?&#8221;, e escolhemos o caminho desconhecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tN-FJTQyb88\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tN-FJTQyb88\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Como fazem para administrar tantos projetos paralelos na banda? Podemos dizer que o Onda Vaga \u00e9 o principal para todos?<\/span><\/strong><br \/>\nA maioria dos projetos paralelos existe desde antes do surgimento do Onda Vaga e somos bastantes companheiros entre n\u00f3s mesmos e os m\u00fasicos dos outros projetos para chegar a acordos, principalmente sobre agendas e coisas do tipo. E sim, atualmente Onda Vaga \u00e9 o projeto que nos toma mais tempo, com o qual mais tocamos e com o que vemos algum dinheiro, de modo que tudo isso j\u00e1 o coloca em uma posi\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria. Mas isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o continuamos com o resto de nossos projetos que por sua vez nos d\u00e3o entusiasmo para continuar com o Onda Vaga. A lista dos projetos paralelos seria: Nacho tem um trio que se llama Nacho Y Los Caracoles (sendo que \u201cLos Caracoles\u201d s\u00e3o Alvy Singer e Facundo Flores, baixista e percussionista que tocam com o Onda Vaga nos shows). Junto com o mesmo Alvy e com Rubin, ele tem outro trio, Los Campos Magn\u00e9ticos, que toca can\u00e7\u00f5es do Magnetic Fields em castelhano. Marce tem um power trio de rock que se chama Tronco e toca com Ava, que \u00e9 a t\u00e9cnica de som do Onda Vaga. Tomi e Marcos t\u00eam uma banda de m\u00fasica eletr\u00f4nica chamada Michael Mike, que por sua vez, toca com uma orquestra de sintetizadores. Eu (Germ\u00e1n), al\u00e9m do Satelite Kingston, h\u00e1 pouco montei uma orquestra de mambos, chamada Flor de Mambo. Todos n\u00f3s temos um projeto bastante estranho com nossos amigos que \u00e9 o Festival AH BUE! e que basicamente \u00e9 nos juntar para tocar can\u00e7\u00f5es de todos n\u00f3s, algumas in\u00e9ditas e outras n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em uma entrevista \u00e0 Rolling Stone argentina, Tomi disse que as crescentes expectativas do p\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o ao Onda Vaga j\u00e1 come\u00e7avam a gerar press\u00e3o sobre a banda, e isso poderia impactar na m\u00fasica. Agora que j\u00e1 se passou um ano dessa declara\u00e7\u00e3o, como voc\u00eas avaliam o impacto dessas expectativas?<\/strong><br \/>\nAcho que Tomi deveria responder essa, mas acho que posso ajud\u00e1-lo. As expectativas do p\u00fablico sempre est\u00e3o presentes, e fazem mais estrago quando voc\u00ea termina de gravar um disco e n\u00e3o sabe como vai ser a aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, ainda mais se o \u00e1lbum novo \u00e9 um  disco diferente, como v\u00ednhamos falando ent\u00e3o [Germ\u00e1n se refere a \u201cFuerte y Caliente\u201d, lan\u00e7ado em 2010]. Creio que quando terminarmos de gravar o terceiro disco vamos sentir novamente o fantasma da expectativa, mas tamb\u00e9m nos tranquilizamos sabendo que qualquer coisa que fa\u00e7amos com entusiasmo vai ficar boa. Sempre vai ter aquele que gosta e aquele que n\u00e3o gosta, por isso pelo menos eu tento tomar com certa leveza o olhar do outro j\u00e1 que, depois de tudo, n\u00e3o \u00e9 isso [o olhar alheio] que nos define.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Site Oficial: <a href=\"http:\/\/www.ondavaga.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.ondavaga.net\/<\/a><br \/>\nMyspace: <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/ondavaga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.myspace.com\/ondavaga<\/a><br \/>\nFacebook: <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/ondavaga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.facebook.com\/ondavaga<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YSQALujhscg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YSQALujhscg\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conex\u00e3o Latina \u00e9 uma s\u00e9rie de textos e entrevistas sobre artistas selecionados por Leonardo Vinhas, que acredita que essas bandas al\u00e9m fronteira deveriam ser conhecidas na terra de Jo\u00e3o Cabral de Mello Neto, Laerte e Luciana Gimenez<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nCom dois discos lan\u00e7ados, os argentinos do Onda Vaga falam sobre os benef\u00edcios de ser um m\u00fasico literalmente independente\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/12\/conexao-latina-onda-vaga\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10602"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10602"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10602\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53861,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10602\/revisions\/53861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}