{"id":10490,"date":"2011-11-08T00:59:20","date_gmt":"2011-11-08T03:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=10490"},"modified":"2015-10-05T13:27:06","modified_gmt":"2015-10-05T16:27:06","slug":"balancao-planeta-terra-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/08\/balancao-planeta-terra-2011\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7\u00e3o do Planeta Terra 2011"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10499\" title=\"pt10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt10.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Balan\u00e7\u00e3o Planeta Terra 2011<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E l\u00e1 se foi a quinta edi\u00e7\u00e3o do Planeta Terra, o festival mais bem produzido, mais charmoso e mais indie do pa\u00eds. No ano em que, pela primeira vez, o festival teve um headliner de verdade (Strokes fechando \u00e9 algo n\u00edvel primeiro mundo \u2013 mesmo em 2011), houve um monte de buracos na programa\u00e7\u00e3o preenchidos por algumas bandas de pouca relev\u00e2ncia \u2013 e pelos brinquedos do Playcenter. Por\u00e9m, entre bocejos e descidas de montanha-russa, salvaram-se todos (ao menos \u00e9 o que parece).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Scream &amp; Yell levou ao parque de divers\u00f5es paulistano uma equipe formada pelo editor Marcelo Costa e pelos jornalistas Bruno Capelas e Murilo Basso. O site ainda recebeu o refor\u00e7o do jornalista Rodrigo Levino, rep\u00f3rter da Veja Online, integrante da seita obscura #BAEA, e dono de uma pequena border collier. A tarefa destes quatro intr\u00e9pidos profissionais: resumir o que fizeram em 12 horas de festival. O resultado voc\u00ea l\u00ea abaixo&#8230; e at\u00e9 o Planeta Terra 2012.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-10494\" title=\"criolo\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/criolo.jpg\" alt=\"\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center; \"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">16-18h<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bruno Capelas &#8211; <\/strong>Marinheiro de primeira viagem do Planeta Terra, resolvi chegar cedo para tentar tirar o atraso de anos. Primeira parada: Criolo, de quem j\u00e1 deixei passar uns tr\u00eas shows esse ano, antes e depois do hype. A expectativa era grande, especialmente para saber como o cantor se comportaria apresentando-se para uma plateia \u201cacostumada com Sucrilhos no prato\u201d. Com a pista j\u00e1 bastante cheia para um come\u00e7o de festival, Criolo fez um bom show, calcado em \u201cN\u00f3 na Orelha\u201d, um dos melhores discos do ano. A banda que o acompanhava \u2013 o produtor Daniel Ganjaman, o onipresente Curumin e o absurdo guitarrista Guilherme Held inclusos \u2013 n\u00e3o deixou a peteca cair em nenhum momento. Entretanto, havia algo estranho no ar do estacionamento do Playcenter, e n\u00e3o era o cheirinho de um ou outro baseado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A grande for\u00e7a de \u201cSubirusdoistiozin\u201d, \u201cGrajauex\u201d e outros petardos \u2013 e o que fez muita gente prestar aten\u00e7\u00e3o em Criolo \u2013 \u00e9 a cr\u00edtica social, o tapa na cara da sociedade. Entretanto, assim como vem fazendo em muitas entrevistas recentes, o cantor mostrou-se contemporizador no palco do Planeta Terra, em frases como \u201ccada um aqui sabe o que passa todos os dias. Hoje \u00e9 um dia de festa, todos n\u00f3s merecemos a felicidade\u201d. Isso pra n\u00e3o falar na plateia \u201cleite com p\u00eara\u201d sentindo-se e sendo tratada como \u201ca fam\u00edlia\u201d, mostrando como o crossover entre o rap e o indie que Criolo faz \u00e9 interessante, mas que tamb\u00e9m pode, \u00e0s vezes, esbarrar na incongru\u00eancia. Fiquei com um n\u00f3 na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcelo Costa &#8211; <\/strong>A primeira coisa que me vem a cabe\u00e7a \u00e9 o sol. E cerveja. Logo nos primeiros minutos de festival encontrei v\u00e1rios amigos que sarreavam o meu bigode s\u00e9rio, mas ele acabou ficando em segundo plano diante do show do Criolo, que dobrou a audi\u00eancia que havia ido assistir Momboj\u00f3 no mesmo hor\u00e1rio no ano anterior. Debaixo de um sol castigador, Criolo fez um show bonito, certinho, com uma banda impec\u00e1vel, sorriso na cara de todo mundo. Bancando o bom mo\u00e7o, o cantor ignorou a plateia criada a sucrilhos (faz parte do sucesso aceitar o cach\u00ea e n\u00e3o reclamar de quem paga, certo, mano) e fez uma ode a felicidade em grupo. Funcionou. Incr\u00edvel que o segundo melhor show do festival tenha sido o que abriu a maratona. Criolo devia ter tocado \u00e0s 23h, antes dos Strokes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequencia tinha Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Guardo na mem\u00f3ria, entre dezenas de shows dos pernambucanos que vi, a apresenta\u00e7\u00e3o no Tim Festival 2004, no Rio. Um p\u00e9 d&#8217;agua sem tamanho e um show avassalador. \u00c9 claro que eles iriam fazer um outro grande show, mas show da Na\u00e7\u00e3o Zumbi voc\u00ea v\u00ea sempre, carrinho bate bate n\u00e3o. Ap\u00f3s deixar o meu autom\u00f3vel morrer no meio da pista nos primeiros minutos, ainda consegui dar a partida e chacoalhar o ve\u00edculo do senhor Leonardo Dias Pereira, um dos Urbanaques presente no recinto. Dali partimos para a Monga, que estava de folga (at\u00e9 ela folga, viu jornalistas de plant\u00e3o) e quando percebemos j\u00e1 est\u00e1vamos dentro de um barco descendo uma rampa de \u00e1gua. Splash. Ainda deu tempo de ir ao Turbo Drop. N\u00e3o sei se \u00e9 esse o nome, mas \u00e9 aquele elevador que vai at\u00e9 perto das nuvens de polui\u00e7\u00e3o, faz um barulho assustador, e despenca com 12 almas em dire\u00e7\u00e3o ao ch\u00e3o. S\u00f3 digo uma coisa: a vista da cidade \u00e9 incr\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Murilo Basso &#8211; <\/strong>Ainda juntando os cacos e contando os calos ap\u00f3s duas noites no Morumbi assistindo a um show que certamente foi melhor que o line-up das cinco edi\u00e7\u00f5es do Planeta Terra, desembarquei no Playcenter a tempo de presenciar a melhor parte da apresenta\u00e7\u00e3o do Criolo, o atual maior g\u00eanio incompreendido da m\u00fasica popular tupiniquim: \u201cTu-rum-p\u00e1. Valeu, Planeta Terra!\u201d. Na sequ\u00eancia, a fila para o bate-bate pareceu mais convidativa que qualquer show dispon\u00edvel, embora ainda restasse uma leve vontade de assistir a Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Ficou para pr\u00f3xima, o que acabou sendo a melhor escolha, afinal eu teria perdido aquele que foi sem sombra de d\u00favidas o melhor momento da hist\u00f3ria do festival.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Levino \u2013<\/strong> (em casa) zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10495\" title=\"pt2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"560\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt2-300x277.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center; \"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">18-20h<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Bruno Capelas &#8211; <\/strong>Meu n\u00f3 na cabe\u00e7a, por\u00e9m, durou pouco tempo, porque quando a Na\u00e7\u00e3o Zumbi subiu ao palco, \u00e0s 17h30, n\u00e3o sobrou pedra sobre pedra. Confesso que nunca dei muita bola para a trupe de Lucio Maia \u2013 nem para as grava\u00e7\u00f5es de agora, nem para as da \u00e9poca de Chico Science. Semanas antes, comentando isso, o Mac tinha dado a letra: \u201c\u00c9 porque voc\u00ea nunca viu os caras ao vivo\u201d. (Enquanto escrevo, \u201cDa Lama ao Caos\u201d finalmente faz sentido nos meus fones de ouvido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na apresenta\u00e7\u00e3o mais empolgada \u2013 de longe \u2013 do festival, a Na\u00e7\u00e3o me fez entender porque \u00e9 dona de um dos melhores shows do pa\u00eds. N\u00e3o quero abusar dos clich\u00eas, mas preciso dizer que o peso da banda impressiona ao vivo, ainda mais quando encontra um som muito bem ajustado como o do Terra. Foi o segundo melhor show da noite, com direito a \u201cQuando a Mar\u00e9 Encher\u201d, \u201cManguetown\u201d, \u201cMaracatu At\u00f4mico\u201d (cuja posse foi transmitida por uso capi\u00e3o \u00e0 NZ) e a irresist\u00edvel cover de \u201cUmbabarauma\u201d aparecendo no meio de \u201cDa Lama ao Caos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era pouco mais de 18h30 quando o Na\u00e7\u00e3o acabou seu show, e, sem saco para ver o White Lies, fui dar uma volta no carrinho de bate-bate (ou \u201ctromba tromba\u201d, como diria o amigo Eduardo Martinez) pra relembrar a inf\u00e2ncia e me sentir em pleno \u201cAdventureland\u201d \u2013 s\u00f3 faltava \u201cRock Me Amadeus\u201d tocando alto nas caixas de som do brinquedo. Finda a brincadeira, \u201cvaleu, tchau\u201d, deu ainda tempo de pegar a \u00faltima m\u00fasica do Garotas Suecas &amp; Jacar\u00e9 no palco indie, num show que, segundo os amigos, n\u00e3o teve covers de \u00c9 o Tchan. Uma pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcelo Costa &#8211; <\/strong>Eu acho que vi o show do White Lies. Mas devo ter esquecido. A \u00e1rea vip estava repleta de rostinhos bonitos, cerveja ruim, v\u00f3dega, uisque e v\u00e1rios comes e bebes interessantes. Tinha \u00e1gua tamb\u00e9m. Acho. Eu devia ter anotado tudo que fiz para passar o tempo nestas duas horas, pois j\u00e1 n\u00e3o lembro. E eu nem estava b\u00eabado. Devia ser a quarta ou quinta Devassa. Acho que vi o White Lies sim. Eles n\u00e3o s\u00e3o uma banda que fica na d\u00favida entre ser um sub-Killers ou um sub-Interpol? Algu\u00e9m comentou isso ao meu lado. Mas enquanto ignorava completamente o som que saia alto das caixas (para infelicidade de muitos), percebi que o desenho da estrutura do palco estava lind\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Murilo Basso &#8211; <\/strong>Minha rela\u00e7\u00e3o com o Planeta Terra nunca mais ser\u00e1 a mesma ap\u00f3s o momento \u00e9pico que vivemos no carrinho de bate-bate. H\u00e1 imagens gravadas de tal feito, as quais espero que o editor deste site tenha a coragem necess\u00e1ria para divulg\u00e1-las. Resumindo da maneira mais clara poss\u00edvel, apenas digo que nosso her\u00f3i Rodrigo Salem, travestido de arauto da justi\u00e7a, destruiu PC Siqueira em um duelo de propor\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, desde j\u00e1 conhecido como \u201cDeath Race BAEA 3000\u201d. Mais s\u00f3 as imagens podem falar (assista <a href=\"http:\/\/youtu.be\/JsJ6Re0ICc0\" target=\"_blank\">aqui<\/a> e volte pra ler).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria, alguns instantes depois, Jacar\u00e9 (ex-\u00c9 O Tchan, que bagulho legal para colocar no CV, n\u00e3o?), subia no palco com seu moletom da Nike, em uma clara evidencia de que sim, Edson Gomes Cardoso Santos, traiu o \u201cmovimento Ax\u00e9\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para n\u00e3o perder o clima, decidimos aproveitar a estrutura dispon\u00edvel e, embora tenham me ludibriado ao dizer que ir\u00edamos ver a Monga, acabamos no Splash, o que s\u00f3 foi uma experi\u00eancia agrad\u00e1vel gra\u00e7as a minha coragem (s\u00f3 tenho amigo cag\u00e3o, s\u00e9rio). Prova disso \u00e9 que instantes depois despenquei de uma altura de, sei l\u00e1, 40 metros enquanto alguns colegas cogitavam desistir de mais esse desafio. Gostaria de ressaltar que qualquer foto que possa ser publicada tentando provar o contr\u00e1rio, n\u00e3o passa de uma tentativa amadora de me desqualificar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Levino <\/strong>(quase estourando o prazo do segundo hor\u00e1rio) &#8211; Na fila do Playcenter, 12 minutos depois de ter sa\u00eddo de casa, lembrei das 2h40 que levei de Copacabana at\u00e9 a Barra da Tijuca, no quarto dia de Rock in Rio, h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas. Que inferno aquilo tudo. E como \u00e9 bom que o Planeta Terra seja perto de casa, f\u00e1cil de chegar, limpo e aconte\u00e7a em um parque de divers\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 mesmo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed voc\u00ea entra e, de cara, como nos anos anteriores me ocorreu, a coisa toda parece uma quermesse hipster, onde m\u00fasica \u00e9 o de menos. Porque tem montanha-russa, bate-bate, picol\u00e9, salada de frutas (!), luzinhas coloridas. O mundo perfeito onde habitam os bichinhos dos Flaming Lips, os canh\u00f5es de borboleta do Coldplay e os bal\u00f5es iluminados do Arcade Fire.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre uma coisa e outra, bandas que em condi\u00e7\u00f5es normais de temperatura (bom senso) e press\u00e3o (histeria), n\u00e3o atrairiam mais do que duas centenas de pessoas. Faz parte da brincadeira&#8230; como a Monga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h2 style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10496\" title=\"pt3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt3.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt3.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt3-300x243.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center; \"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">20-22h<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bruno Capelas &#8211; <\/strong>Resolvi esticar um pouquinho mais no palco indie antes de voltar pra pegar o Broken Social Scene. Comi dois cachorros quentes \u2013 caros, mas nem tanto, e bem decentes \u2013 e vi, meio de longe, o come\u00e7o do Toro Y Moi, que, apesar de bem animado, n\u00e3o me fez querer ficar muito por ali. Pausa para o banheiro: sem filas e sem problemas \u2013 mais um sinal da acertada estrutura do Planeta Terra. P\u00e9 na estrada, amigos querendo parar para comprar cerveja e tirar fotos da \u201cturma\u201d, cheguei s\u00f3 na quarta ou quinta m\u00fasica do Broken Social Scene, que quase rivalizou com o Na\u00e7\u00e3o Zumbi no quesito \u201cei, estamos curtindo pra caralho tocar pra voc\u00eas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um show cheio de passagens instrumentais deliciosas, mas que foi um pouco prejudicado pela plateia desatenta \u2013 muita gente conversando, inclusive \u2013 o Broken Social Scene entrou pra lista de \u201cbandas que eu n\u00e3o ouvi antes de ver ao vivo, mas merecem aten\u00e7\u00e3o quando eu chegar em casa\u201d, como foi tamb\u00e9m, pra mim, o caso do Josh Rouse no SWU do ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do show, mais uma pausa pra reabastecer com dois copos de Coca-Cola, porque ningu\u00e9m \u00e9 de ferro, e ir encontrar mais amigos no port\u00e3o de entrada, que, assim como uma boa parte da plateia, chegavam s\u00f3 naquele hor\u00e1rio pra pegar os \u00faltimos shows. J\u00e1 ficava um pouco mais dif\u00edcil de transitar pela \u00e1rea do palco principal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcelo Costa &#8211;<\/strong> Algu\u00e9m no Twitter dizia estar com medo de perder o show do Toro Y Moi. Eu preocupado com a hist\u00f3ria de Neil Young s\u00f3 vir palestrar no SWU, com o an\u00fancio da turn\u00ea de volta do Stone Roses, com o pr\u00f3ximo disco do Leonard Cohen, com o fato de estar gostando de algumas can\u00e7\u00f5es do \u201cLulu\u201d, o disco do Lou Reed com o Metallica, e algu\u00e9m se descabelava pelo fato de que Toro Y Moi poderia fazer um show e ele n\u00e3o ver. A ficha do Planeta Terra 2011 come\u00e7ou a cair lentamente, meio engasgada no orelh\u00e3o, como quando a gente dava umas porradas de leve no aparelho p\u00fablico para ele nos devolver a ficha que nos tomou sem nos dar os tr\u00eas minutos de conversa. A vida sem celular e cart\u00f5es telef\u00f4nicos era complicada, viu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto come\u00e7ava a caraminholar isso, Mariangela, Aline, Bruno e Leonardo me arrastaram para um montanha-russa com dois loopings. Vou ser honesto: foi a primeira vez na vida que fiz algo assim. Sabe aqueles neg\u00f3cios que ficam girando pra l\u00e1 e pra c\u00e1 e que parece que v\u00e3o jogar o c\u00e9rebro da gente fora? Nunca. Nem chapado, muito menos s\u00e3o. Bruno Dias tinha tentado me arrastar prum lance desses no Benic\u00e0ssim, mas afinei. Por\u00e9m a experi\u00eancia da montanha russa foi divertida. Mesmo. Eu queria tuitar ap\u00f3s sair do brinquedo, mas a minha m\u00e3o tremia (a volta, com dois loopings de costas, \u00e9 sinistra). F\u00e1cil meu quarto melhor momento do festival. O terceiro foi o show do Broken Social Scene, quatro guitarras no palco, indie pacas, e com aquela loirinha de cabelo B&#8217;52s despeda\u00e7ando cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Murilo Basso &#8211; <\/strong>Por mais que voc\u00ea ache que se acostumou com o passar dos anos, a verdade \u00e9 que adentrar um festival \u00e9 sempre confrontar-se com o desconhecido. Foi quando me perguntaram qual tinha sido o melhor show at\u00e9 o momento: \u201cNum sei, ainda num vi nenhum\u201d. E gra\u00e7as a essas armadilhas do destino me flagrei vendo duas m\u00fasicas do White Lies. Cerca de 8 minutos da minha vida que n\u00e3o voltam mais. N\u00e3o satisfeito decidi desperdi\u00e7ar mais alguns minutos da minha exist\u00eancia com o Toro Y Moi, que segundo dados que consegui levantar, possui cerca de onze f\u00e3s em todo mundo \u2013 95% deles origin\u00e1rios das turmas de Publicidade da PUC-PR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi quando mais uma vez, gra\u00e7as a nossa total aus\u00eancia de no\u00e7\u00e3o, meus amigos (aproveito para agradecer publicamente a todos os envolvidos) decidiram me tirar desse mart\u00edrio para observ\u00e1-los na fila da montanha-russa. O que foi muito mais interessante, acreditem. Ap\u00f3s todas essas experi\u00eancias gratificantes voltamos para presenciar o bom show do Broken Social Scene, que pode ser resumido nos suspiros de aproximadamente cinco retardados pela \u201cguria do Metronomy\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Levino &#8211; <\/strong>Toro Y Moi. Gosto muito do disco. Entra f\u00e1cil em um Top 15 do ano. Tem dias que voltando do trabalho no \u00f4nibus lotado ouvir \u201cHow Can You Swallow So Much Sleep\u201d me faz bem. Mas vou te contar, que trabalho herc\u00faleo deve ser convencer a si pr\u00f3prio que aquilo que se ouvia e via no palco era algo digno de respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se alegar em defesa da banda que o lugar \u00e9 inapropriado para a sonoridade e que, sei l\u00e1, aquilo ali na choperia do SESC renderia melhor. Mas n\u00e3o. Porque n\u00e3o tem punch, a execu\u00e7\u00e3o \u00e9 capenga, n\u00e3o h\u00e1 carisma, performance, experi\u00eancia suficiente para dominar a plateia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixo o palco indie e, no caminho at\u00e9 o main stage, encontro um casal de amigos jogando argolas. O resultado serve de analogia ao show que acabara de ver: um fracasso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem eu lembrava que gostava tanto o Broken Social Scene. Como tocam bem, como os arranjos, riffs e fraseados de guitarra soam agrad\u00e1veis. E mesmo a levada da maioria das m\u00fasicas, de pouca varia\u00e7\u00e3o, \u00e9 compensada pela habilidade da cozinha. Eis um show que talvez casasse \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o no palco menor. E, sei l\u00e1, empurrar\u00edamos o Toro Y Moi para o tiro ao alvo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Findo o show e ao longo de 600 metros encontro mais de uma dezena de conhecidos. O Planeta Terra \u00e9 o Gigabyte dos indies\/hipsters paulistanos. Eu sou um deles? Minha m\u00e3e n\u00e3o me criou para isso. Mas n\u00e3o fazia muito tempo eu estava cantarolando m\u00fasicas de uma banda-coletivo canadense que nunca deve ter se apresentado para mais de dez mil pessoas na vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h2 style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10498\" title=\"pt5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt5.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt5.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt5-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center; \"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">22-00h<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bruno Capelas &#8211; <\/strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba1 da noite: \u00c0s vezes, ir a um festival tamb\u00e9m se trata de uma quest\u00e3o de escolhas \u2013 ficar perto do seu artista preferido pode significar ter que aturar um ou dois shows bem chatos. Meus amigos queriam chegar o mais perto poss\u00edvel de Julian Casablancas, e pra isso, como se estiv\u00e9ssemos na esta\u00e7\u00e3o S\u00e9 do Metr\u00f4 \u00e0s seis da tarde, disput\u00e1vamos territ\u00f3rio e tent\u00e1vamos n\u00e3o nos separar \u2013 tarefa bem dif\u00edcil, diga-se de passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, no palco, o Interpol fazia um show burocr\u00e1tico. Eu at\u00e9 tentei me animar pra saber como as coisas tavam l\u00e1 na Costa Oeste (\u201cThe Heinrich Maneuver\u201d), num raro momento de brilho da banda de Paul Banks e cia, mas n\u00e3o deu muito certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre bocejos, uma lista de 5 melhores coisas pra se fazer durante o show do Beady Eye (na melhor tradi\u00e7\u00e3o Rob Fleming da coisa) e discuss\u00f5es se valeria a pena dar uma fugidinha pro palco indie e ver pelo menos o come\u00e7o do show do Bombay Bicycle Club, a passagem do Interpol pelo Playcenter finalmente acabou. Antes disso, por\u00e9m, em \u201cObstacle 1\u201d, uma amiga minha chegou a desmaiar por queda de press\u00e3o \u2013 o que quase nos fez perder nossa \u201cposi\u00e7\u00e3o\u201d. Por sorte, foi s\u00f3 tomar um ar que tudo ficou bem \u2013 e deu at\u00e9 pra ir um pouco mais pra frente, segurando a onda com os f\u00e3s apaixonados do(s) irm\u00e3o(s) Gallagher. Havia at\u00e9 quem arriscasse a come\u00e7ar um coro de \u201col\u00ea, ol\u00e9, ol\u00e9, ol\u00e9, Liam! Liam!\u201d. Pensei comigo mesmo: \u201c\u00e9, a noite vai ser longa&#8230;\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcelo Costa &#8211; <\/strong>Se voc\u00ea acompanhou o Scream &amp; Yell atrav\u00e9s destes longos e \u00e1rduos 11 anos, sabe que eu n\u00e3o levo o Strokes \u00e0 s\u00e9rio, certo. Acho \u201cIs This It\u201d um puta disco (que poderia ter sido melhor se eles n\u00e3o fossem coxinhas e tivessem aparado a microfonia do \u00e1lbum), e dai pela frente eles lan\u00e7aram alguns belos singles (se voc\u00ea me encontrar discotecando pode cobrar \u201cJuicebox\u201d que eu toco), mas a banda sempre me soou&#8230; criada com sucrilhos no prato. Ainda assim, pode procurar no site: eu falo bem deles quando eles acertam. J\u00e1 o Interpol&#8230; uma das sete ou oito vezes que esbarrei com eles nestes anos dif\u00edceis de discos ruins foi no Via Funchal. Vi cinco m\u00fasicas e, acompanhado da senhorita Liliane Callegari, decidimos tomar um ar na porta da casa de shows. E n\u00e3o voltamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, meninas, n\u00e3o venham com esse papo de que o Paul Banks \u00e9 bonitinho. No relato das pr\u00f3ximas duas horas resumirei com perfei\u00e7\u00e3o o embate \u201cbeleza x intelig\u00eancia\u201d no rock and roll. Enquanto o Interpol fazia um bom p\u00fablico sofrer na pista do palco principal (e n\u00e3o era pela tristeza das m\u00fasicas, mas pela ruindade sem tamanho das can\u00e7\u00f5es \u2013 principalmente as do terceiro e quarto disco), eu aproveitava para tirar uma soneca no colo da namorada enquanto aguardava o Goldfrapp come\u00e7ar seu show no palco indie. Decep\u00e7\u00e3o, viu. O show come\u00e7ou em primeira marcha. Demorou dez minutos para a banda engatar a segunda marcha e o show come\u00e7ar a parecer&#8230; show. Desisti na sexta ou s\u00e9tima m\u00fasica (quando o grupo j\u00e1 esbo\u00e7ava uma rea\u00e7\u00e3o contra si mesmo pretendendo virar o jogo). Se algu\u00e9m disser que eles fizeram um grande show eu n\u00e3o vou duvidar, mas preferi gastar meu tempo (e meu dinheiro) comprando a camiseta do festival (esses badulaques sempre me fisgam).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Murilo Basso &#8211; <\/strong>Tenho lapsos de mem\u00f3ria dizendo que o Interpol fez uma apresenta\u00e7\u00e3o comovente. Reza a lenda que Paul Banks foi quase t\u00e3o simp\u00e1tico quanto Axl Rose no Rock In Rio. Quase um Chris Martin sem grife. Mas n\u00e3o me recordo de ter visto qualquer coisa relacionada a isso. O fato \u00e9 que neste momento o festival se resumia a mulheres bem dispostas, b\u00eabados transgressores e altas doses de m\u00fasica ruim. E mais uma vez acabei salvo pela montanha russa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fui for\u00e7ado a perder mais alguns minutos com o Goldfrapp, porque a vida me ensinou a n\u00e3o discutir com seu chefe. Conclui que eles ainda est\u00e3o abaixo do Toro Y Moi, afinal possuem sete f\u00e3s ao redor do globo, em sua maioria estudantes de cinema da FAAP. Aproveitei para cortar rela\u00e7\u00f5es com um amigo de longa data que ousou proferir a frase \u201cessa m\u00fasica a\u00ed \u00e9 legal, n\u00e9?\u201d e ainda ouvi a melhor defini\u00e7\u00e3o para o Planeta Terra em cinco anos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO melhor desse festival \u00e9 que ningu\u00e9m nunca ta ligando para nada\u201d TERRON, Paulo, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Levino &#8211; <\/strong>Fulano voltando da montanha-russa, o casal ainda tentando ganhar uma garrafa de champagne no jogo de argolas, relatos de flertes fracassados, duas risadas pela desgra\u00e7a alheia, um mar de gente para comprar pipoca (!) e uma vontade nascente de sair de fininho, pegar um taxi, vir para casa e ainda pegar Janete e Val\u00e9ria no Zorra Total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ideia que tomou corpo quando Paul Banks subiu ao palco. Tivesse o Interpol parado no segundo disco, o mundo seria um lugar mais digno. Alheios um ao outro, plateia e banda terminaram a pelada em um empate. Que, quem sabe, Alisson Goldfrapp, a Mika em slow motion do Planeta Terra 2011 poderia mudar o quadro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem tanto. Abba encontrou Pet Shop Boys para gravar um disco de trip hop e deu em Godlfrapp. Era playback? N\u00e3o sei. Da posi\u00e7\u00e3o em que estava n\u00e3o me pareceu um descompasso entre movimentos e voz. Nem poss\u00edvel que soasse t\u00e3o cristalina e afinada naturalmente. Mas sabe-se l\u00e1 o quanto de canto a mo\u00e7a estudou. De uma parte do show em diante, me concentrei na tecladista e, bem, o Liam Gallagher entraria no palco logo mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h2 style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10497\" title=\"pt4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt4.jpg\" alt=\"\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center; \"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">00-02h<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Bruno Capelas &#8211;<\/strong> Li\u00e7\u00e3o n\u00ba2 da noite: \u00e0s vezes, \u00e9 f\u00e1cil queimar a l\u00edngua. Passei o dia inteiro fazendo a piada de que o Planeta Terra tinha \u201ctrazido o irm\u00e3o errado por engano\u201d \u2013 explico: Noel Gallagher, o outro irm\u00e3o, soltou um dos discos mais legais do ano nas \u00faltimas semanas (e tem feito grandes shows, pelo que andei lendo por a\u00ed). Tentei at\u00e9 o \u00faltimo minuto ver se n\u00e3o dava mesmo pra ir ver o Bombay Bicycle Club e voltar \u2013 n\u00e3o dava nem pra ir buscar uma bebida no bar (vi gente pagando alguns dinheiros por um gole de \u00e1gua), quem dir\u00e1 ir at\u00e9 o outro palco. Mas acabei ficando pra ver o Beady Eye, e queimei a l\u00edngua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o que Liam Gallagher e seus companheiros tenham feito um show memor\u00e1vel. Pelo contr\u00e1rio. Mas, dadas as baix\u00edssimas expectativas, at\u00e9 que o Beady Eye fez um show bem decente. Tudo bem, as m\u00fasicas da banda s\u00e3o um simulacro mal remendado de \u201cBeatles and Stones\u201d, mas Liam soube bem levar a plateia, fazendo o tempo passar r\u00e1pido e calando a boca at\u00e9 de quem ensaiava um corinho ir\u00f4nico de \u201cNoel! Noel! Noel!\u201d ao final da cada can\u00e7\u00e3o. Isso porque o repert\u00f3rio se baseou apenas em \u201cDifferent Gear, Still Speeding\u201d, \u00e1lbum de estreia dos ingleses &#8211; caso a banda tivesse tocado uma ou duas p\u00e9rolas do Oasis, a noite poderia ter sido bem diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 uma da manh\u00e3, enquanto seu Julian n\u00e3o vinha, eu e meus amigos sentamos no ch\u00e3o para dar uma segurada no cansa\u00e7o e no calor \u2013 as pernas j\u00e1 tinham pedido arrego h\u00e1 algumas horas, e toda energia poupada seria bem vinda para os pr\u00f3ximos minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcelo Costa \u2013 <\/strong>Acho que bebi mais umas duas ou tr\u00eas cervejas at\u00e9 meu dinheiro de mentirinha acabar (e eu ter pregui\u00e7a de ir at\u00e9 a \u00e1rea vip me abastecer). Pensei em comprar mais e lembrei de um caixa no T In The Park, na Esc\u00f3cia, que j\u00e1 calculava os pre\u00e7os de quantas fichas de cerveja voc\u00ea queria comprar: 5, 10, 20, 40, 50, 100, 500 e 1000. Isso mesmo, 1000 cervejas. Achei bizarro at\u00e9 perceber que, na verdade, os brit\u00e2nicos juntam toda a grana e deixam com um cara respons\u00e1vel por comprar a bolada de p\u00e3o liquido para os quatro dias\u00a0(dinheiro de cerveja \u00e9 sagrado, ningu\u00e9m brinca com isso). 1000 cervejas para uma turma de 20 pessoas \u00e9 igual a 50 cervejas por pessoa. Divididas em quatro dias s\u00e3o 12,5 cervejas por cabe\u00e7a. Do cap\u00edtulo \u201cjornalista tamb\u00e9m sabe fazer contas de dividir\u201d retirado do livro Cultura In\u00fatil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto eu tentava treinar a minha mente com essas contas, as meninas do meu lado suspiravam: \u201cAi como o Liam \u00e9 gato\u201d, \u201cAi como o Liam \u00e9 lindo\u201d, \u201cAi como \u00e9 Liam \u00e9 charmoso\u201d. \u00c9 l\u00f3gico que elas ficaram falando isso s\u00f3 nas tr\u00eas primeiras m\u00fasicas do show. Passados 10 minutos nem elas aguentavam mais aquela overdose requentada de Oasis de quinta categoria, e ainda teriam mais 50 minutos de Liam gato, lindo e charmoso pela frente tentando mostrar-se relevante. Por\u00e9m, tanto ele quanto elas esqueceram que a beleza (ui) pode ter ficado com o Liam, mas a intelig\u00eancia era o Noel. Duvido que elas enumerassem as mesmas qualidades do irm\u00e3o mais feio de Liam em 10 minutos de um show dele, mas aposto que cantariam todas as suas can\u00e7\u00f5es, e pediriam bis. Mais: pediriam Oasis, e ele iria tocar. No Planeta Terra, Beady Eye tocou uma hora de t\u00e9dio rock and roll: demora pra passar e \u00e9 chaaaaato. E nem o esfor\u00e7o de Liam salvou o show. Muito menos sua beleza, pois at\u00e9 a beleza cansa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Murilo Basso &#8211; <\/strong>Pelo que me recordo, em algum momento, Liam Gallagher cantou \u201cThere\u2019s no business like show businees\u201d. Ou \u201cDon\u2019t Look Back In Anger\u201d. N\u00e3o sei ao certo. Aproveitei os instantes em que o Gallagher mais novo (e, aceitem: menos talentoso) tentava colocar 15 mil pessoas para dormir tocando um lado Z do Oasis atr\u00e1s do outro para botar a conversa em dia. Confesso que o fato de o Beady Eye j\u00e1 possuir um bom n\u00famero de f\u00e3s me assustou, o que me tamb\u00e9m me levou a conclus\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 mais nenhuma possibilidade de salva\u00e7\u00e3o para a humanidade. No mais, n\u00e3o podemos esquecer que Liam \u00e9 hoje um fracassado. E \u00e9 por isso que gostamos tanto dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Levino &#8211; <\/strong>Que trag\u00e9dia imensa o Beady Eye. Uma banda t\u00e3o sem sust\u00e2ncia que a entrada do show poderia ser uma cesta b\u00e1sica, para ajudar os m\u00fasicos. Gen\u00e9rico, sem alma, nos melhores momentos soam como lado C do Oasis, lado D do The Who. Resta a Liam pedir a Jesus \u2013 e a Noel \u2013 que sua antiga banda volte em 2015. Temos um disco a ser comemorado e que marcou a minha vida. At\u00e9 l\u00e1, se permite esse salvo conduto para que o ca\u00e7ula da fam\u00edlia siga destruindo o capital que acumulou em 20 anos de Oasis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos estertores, refiz o caminho at\u00e9 o palco indie para ver um pouco do Bombay Bicycle Club. Achei um bom show. De novo o pensamento de que funcionaria melhor em um lugar menor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h2 style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10500\" title=\"strokes\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/strokes.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/strokes.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/strokes-300x212.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center; \"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">02-04h<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bruno Capelas &#8211; <\/strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba3 da noite: nunca subestime o poder dos hits. Antes dos Strokes chegarem, n\u00e3o botava muita f\u00e9 no show dos nova-iorquinos, culpa da m\u00e1 impress\u00e3o com o temer\u00e1rio \u201cAngles\u201d e do efeito \u201cJulian Gordo\u201d \u2013 num paralelo ao \u201cElvis Gordo\u201d dos anos 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada disso, por\u00e9m, foi suficiente para atrapalhar uma plat\u00e9ia sedenta de m\u00fasica, uma banda com vontade de tocar e uma seq\u00fc\u00eancia irrepreens\u00edvel de sucessos \u2013 que faltaram nas outras bandas do Planeta Terra. O que dizer de uma fileira como \u201cYou Only Live Once\u201d, \u201cIs This It\u201d, \u201cUnder Cover of Darkness\u201d e \u201cSomeday\u201d? Como num feiti\u00e7o, at\u00e9 mesmo as novas can\u00e7\u00f5es soavam bem, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es \u2013 foi bonito o coro no riff de \u201cMachu Picchu\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No quarto final do show, o cansa\u00e7o estava mais que n\u00edtido no rosto das pessoas por perto. O que n\u00e3o significa que todo mundo n\u00e3o pulou como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3 na dobradinha de \u201cJuicebox\u201d\/\u201dLast Nite\u201d. J\u00e1 estava bom demais, mas ap\u00f3s protocolares minutos de charme pr\u00e9-bis, Julian e Nick Valensi regressaram para tocar \u201cUnder Control\u201d, fazendo a multid\u00e3o presente se arrepiar e entender na pr\u00e1tica o choro da personagem de \u00c9rika Mader em \u201cApenas o Fim\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite n\u00e3o acabou ali: ainda deu tempo de ir a dois brinquedos e tomar um sorvete esperando o metr\u00f4 abrir. Esgotando o tempo regulamentar, o Planeta Terra s\u00f3 foi acabar mesmo \u00e0s cinco da manh\u00e3, na Barra Funda. Na cabe\u00e7a, a voz de Frank Sinatra, que apareceu nos alto-falantes do Playcenter ap\u00f3s o fim do show do Strokes, ecoava, com toda a classe: \u201cThat\u2019s life\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcelo Costa \u2013 <\/strong>Durante algum momento da maratona cogitei ir embora. J\u00e1 tinha visto neste ano um grande show do Broken Social Scene em mar\u00e7o no Warfield, velha casa do mestre Bill Graham em S\u00e3o Francisco, e os Strokes no Coachella e no Benic\u00e0ssim. E eu ainda pretendia rever Bombay Bicycle Club (que vi no Primavera Sound, em Barcelona) no Beco 203, na Augusta, no domingo. \u201cO que eu fui fazer no Playcenter?\u201d, era a quest\u00e3o que ecoava no vazio da minha alma que j\u00e1 come\u00e7ava a se abastecer com \u00e1gua. O que? A reden\u00e7\u00e3o de uma banda que eu nunca levei a s\u00e9rio. Como se Julian Casablancas comandasse um time de futebol que, ap\u00f3s um campeonato de 10 anos, chegava na final precisando vencer por quatro gols de diferen\u00e7a. E seu advers\u00e1rio era o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dai voltamos aquela ficha que come\u00e7ou a cair algumas horas atr\u00e1s: a m\u00e9dia de idade das principais atra\u00e7\u00f5es do Planeta Terra era de 10 anos. Isso explica a falta de grisalhos na plateia e a enorme quantidade de jovens, gente que tinha de 10 a 13 anos quando \u201cIs This It\u201d e \u201cTurn on the Bright Lights\u201d foram lan\u00e7ados, e adotou estes \u00e1lbuns como se fossem (e foram) trilhas sonoras de sua adolesc\u00eancia. N\u00e3o havia, como nos anos anteriores, gente como Iggy Pop, Sonic Youth, Smashing Pumpkins, Pavement, Devo ou Breeders, bandas que pudessem transformar o parque de divers\u00f5es em um local de intera\u00e7\u00e3o entre gera\u00e7\u00f5es. Estranho at\u00e9 que n\u00e3o houvesse ningu\u00e9m no port\u00e3o pedindo o RG e permitindo a entrada de quarent\u00f5es mediante uma resposta padr\u00e3o: como \u00e9 o nome de todos os integrantes do Broken Social Scene? Ou: Como era a capa norte-americana do \u00e1lbum \u201cIs This It\u201d? Quem errasse seria lan\u00e7ado num despenhadeiro tipo &#8220;Monty Python and the Holy Grail&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, tocando para o seu pr\u00f3prio e principal p\u00fablico, o Strokes fez um show arrasador. Se no Coachella a banda aumentou o volume de todos os instrumentos de birra com a produ\u00e7\u00e3o que os escalou para esquentar a noite para Kanye West (e Julian colocou a noite a perder falando bobagens pelos cotovelos), no Planeta Terra o que se viu foi um grupo tocando rock and roll alto e sem muitas firulas. A execu\u00e7\u00e3o perfeita (embora a voz de Julian tenha ido dar uma volta depois de \u201cUnder Cover of Darkness\u201d) encontrou uma audi\u00eancia cansada pela maratona, mas ainda assim a fim de entregar as \u00faltimas gotas de suor por sua banda predileta. E eu, que sempre olhei com desdem para o grupo, os agrade\u00e7o por dar sentido ao fato de eu ter ficado 12 horas em p\u00e9 de l\u00e1 pra c\u00e1 numa\u00a0peregrina\u00e7\u00e3o\u00a0sem sentido de um festival cujo \u00fanico show memor\u00e1vel foi o deles. Ainda assim sai antes da \u00faltima m\u00fasica direto para um taxi e para a cama. E dormi feliz o sono dos justos (meus tempos de esperar o metr\u00f4 abrir ficaram no Hollywood Rock, o festival indie dos anos 90).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Murilo Basso &#8211; <\/strong>Depois de tr\u00eas dias meu corpo j\u00e1 n\u00e3o respondia a ordem nenhuma. E apesar de n\u00e3o conseguir pular e n\u00e3o lembrar a letra de nenhuma m\u00fasica, sou obrigado a reconhecer que o Strokes fez um grande show. Ok, o \u00faltimo disco continua sendo uma merda, se for\u00e7ar um pouquinho que seja Julian estoura suas duas \u00faltimas cordas vocais, mas \u00e9 fato que se trata da banda que moldou uma gera\u00e7\u00e3o \u2013 e se voc\u00ea acha que cada gera\u00e7\u00e3o tem a banda que merece, digo que dentre as op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para os moleques que hoje est\u00e3o com dez anos, quem teve o Strokes como respons\u00e1vel por sua inser\u00e7\u00e3o no universo da m\u00fasica pode agradecer aos c\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O saldo final \u00e9 o mesmo de sempre: entrei no t\u00e1xi jurando que ano que vem assistirei ao festival em HD no conforto da minha casa, embora saiba que tudo n\u00e3o passa de conversa fiada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Levino &#8211; <\/strong>A\u00ed, amigos, vieram os Strokes, a carga de memoria afetiva colada nas can\u00e7\u00f5es, 2001 (que ano!) na cabe\u00e7a. Curtir a vida adoidado na faculdade inclu\u00eda porres lastim\u00e1veis de vodka barata e \u201cIs This It\u201d. Eu lembro de ter percebido o alcance daquilo tudo quando cheguei a uma boate de playboy em Natal e a pior banda cover da cidade se resgava no palco com o vocalista berrando \u201claaaaaaaaaaaas niiiiiiiiiiiiiite \/ sheee saaaaaaaaaaaay\u201d e da\u00ed em diante ningu\u00e9m entendia nada, mas todo mundo cantava junto. Os playboys e os remelentos e malfaldinhas (eu e meus amigos) da faculdade de Direito e Ci\u00eancias Sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi um arroubo. Tocaram com gosto os hits poss\u00edveis, para uma plateia aberta, disposta, dedicada. Um fim de noite para lavar a alma e compensar minimamente o preju\u00edzo de tudo antes. A saber, o constrangimento de ter n\u00e3o ter acertado uma argola sequer, de ter comido um pouco da salada de frutas (!) de uma amiga, de achar que eu era um perfeito hipster usando um casaco que roubei do meu av\u00f4 e que me deixa com apar\u00eancia de anos 1970, ou seja, puro 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sorte foi ter encontrado uma carona assim que deixei o Playcenter. Sorte maior encontrar a minha cachorra, uma border collier sensacional, me sorrir latindo \u00e0s 3h30, sem ter ideia do tanto de esfor\u00e7o que a gente faz pelo que gosta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10503\" title=\"pt6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/pt6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina o blog <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><br \/>\n<span>&#8211; Murilo Basso (<\/span><a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/murilobasso\" target=\"_blank\">@murilobasso<\/a><span>) \u00e9 jornalista e colabora com o Scream &amp; Yell, o Urbanaque, o Alto-Falante e a revista Rolling Stone<\/span><br \/>\n<span>&#8211; Bruno Capelas (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/noacapelas\" target=\"_blank\">@noacapelas<\/a>) \u00e9 estudante de jornalismo e assina o blog <\/span><a href=\"http:\/\/pergunteaopop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Pergunte ao Pop<\/a><br \/>\n&#8211; Rodrigo Levino (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/rlevino\" target=\"_blank\">@rlevino<\/a>) \u00e9 jornalista, rep\u00f3rter da Veja Online e o &#8220;enfant terrible&#8221; das letras potiguares<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as fotos por Marcelo Costa com exce\u00e7\u00e3o da foto 5\/6 do mosaico que abre o post (por Mari\u00e2ngela Carvalho), da foto da descida do Splash (por Playcenter &#8211; foto da foto por Marcelo Costa) e da foto dos Strokes, por Reinaldo Marques (Divulga\u00e7\u00e3o \/ Terra)<\/p>\n<p><strong>Leia mais<\/strong><br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2007: CSS, Devo e Rapture fazem bons shows (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/11\/11\/css-devo-e-rapture-fazem-bons-shows-em-sao-paulo\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2008: Indie bate o Mainstream no segundo festival (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/11\/09\/balancao-planeta-terra-2008\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2010: uma noite p\u00farpura hip-hip-hipster (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/28\/balancao-do-planeta-terra-2010\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2012: muito melhor do que a expectativa previa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/22\/balancao-do-planeta-terra-2012\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2013: No saldo geral, o melhor Planeta Terra dos \u00faltimos anos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/11\/balancao-planeta-terra-2013\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Marcelo Costa, Rodrigo Levino, Murilo Basso e Bruno Capelas relembram o que de melhor aconteceu em 12 horas de shows e divers\u00f5es no Playcenter. E o pior tamb\u00e9m&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/08\/balancao-planeta-terra-2011\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10490"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10490"}],"version-history":[{"count":49,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10490\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10504,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10490\/revisions\/10504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}