{"id":10344,"date":"2011-10-29T10:07:33","date_gmt":"2011-10-29T12:07:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=10344"},"modified":"2021-08-17T01:18:21","modified_gmt":"2021-08-17T04:18:21","slug":"conexao-vivo-belem-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/29\/conexao-vivo-belem-2011\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Vivo Bel\u00e9m 2011"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10347\" title=\"publico\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/publico.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/publico.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/publico-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Textos por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/tiagoagostini\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tiago Agostini<\/a><br \/>\nConex\u00e3o Vivo Bel\u00e9m 2011 &#8211; Dia 1 (27\/10)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela janela do avi\u00e3o, a primeira imagem de Bel\u00e9m \u00e9 a regi\u00e3o da Cidade Velha, iluminada pelas luzes das ruas, a ba\u00eda do Guajar\u00e1 a determinar os limites da cidade. Conforme a descida avan\u00e7a, a cidade vai se revelando pouco a pouco, at\u00e9 a imagem do rio ser apenas um ponto no horizonte. Para quem vem da imensid\u00e3o de S\u00e3o Paulo, h\u00e1 um certo conforto em enxergar algo que se pode medir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite j\u00e1 estava avan\u00e7ada na Pra\u00e7a Dom Pedro II, em frente \u00e0 Prefeitura Municipal. No palco, o Su\u00edte Para os Orix\u00e1s apresentava sua m\u00fasica instrumental on\u00edrica, marcada pelos teclados e pela presen\u00e7a da flauta. Antes deles, j\u00e1 haviam se apresentado no primeiro dia do Conex\u00e3o Vivo, em Bel\u00e9m, Deco Sampaio &amp; Os Penetras, Ivan Cardoso e Trio Manari.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10349\" title=\"camarones2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/camarones2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/camarones2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/camarones2-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contraste n\u00e3o poderia ser maior ap\u00f3s o Su\u00edte terminar sua apresenta\u00e7\u00e3o. A Camarones Orquestra Guitarr\u00edstica subiu ao palco imediatamente para encher a pra\u00e7a de distor\u00e7\u00e3o. Com uma mistura de ska, surf music, rockabilly e momentos de heavy metal, a equa\u00e7\u00e3o sonora da banda do Rio Grande do Norte se baseia em riffs curtos e repetidos de guitarra e um baixo gordo e intenso que preenche as lacunas sonoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda agradou, principalmente o p\u00fablico que estava mais ao fundo da pra\u00e7a. Ali, os jovens se refugiavam em busca das latas de cerveja, escassas, com os vendedores ambulantes, para aplacar o calor da noite paraense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso porque a frente dos dois palcos do Conex\u00e3o Vivo, montados um ao lado do outro, estava tomada por fam\u00edlias, sentadas em cadeiras de pl\u00e1stico brancas. A mistura de samba e jazz do mineiro Marku Ribas, que veio ap\u00f3s o Camarones, foi melhor recebida. Veterano da m\u00fasica brasileira dos anos 70, o cantor, por\u00e9m, \u00e9 reverente demais \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es da MPB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10346\" title=\"lenine11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/lenine11.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira unanimidade da noite veio apenas, como era de se esperar, com a apresenta\u00e7\u00e3o derradeira de Lenine. Ap\u00f3s um breve atraso para terminar de montar o palco, o cantor pernambucano subiu ao palco \u00e0 1h10 e viu \u00e0 sua frente uma multid\u00e3o que o esperava em p\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um novo disco mais instrospectivo, o cantor escolheu fazer um show repleto de hits. J\u00e1 no come\u00e7o, em &#8220;A Rede&#8221;, inseriu um trecho de &#8220;Sinh\u00e1 Pureza&#8221;, um dos hinos do carimb\u00f3 escrito por Pinduca, tamb\u00e9m presente no repert\u00f3rio da cantora Fernanda Takai, que encerra o Conex\u00e3o Vivo na noite de domingo. A resposta do p\u00fablico foi dada pelos quadris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguiu-se, ent\u00e3o, um desfile dos sucessos do cantor: &#8220;Dois Olhos Negros&#8221;, &#8220;Jack Soul Brasileiro&#8221;, &#8220;L\u00e1 vem a Cidade&#8221; e &#8220;Paci\u00eancia&#8221;, cantada em coro. Ovacionado na sa\u00edda do palco, o cantor voltou endiabrado para o bis, que come\u00e7ou com &#8220;Hoje eu Quero Sair S\u00f3&#8221; levada apenas pela voz da plateia. &#8220;voc\u00eas pediram, agora eu me empolguei&#8221;, disse, feliz, antes de tocar &#8220;Alzira e a Torre&#8221;, que n\u00e3o estava prevista no setlist, com direito a cita\u00e7\u00e3o de &#8220;Pa\u00eds Tropical&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira noite do Conex\u00e3o Vivo em Bel\u00e9m refor\u00e7ou a marca da programa\u00e7\u00e3o de suas edi\u00e7\u00f5es anteriores: a diversidade musical irrestrita. Rock, MPB, ritmos paraenses, tradi\u00e7\u00e3o e juventude convivendo em palcos vizinhos. Se a extens\u00e3o da cidade pode ser medida pelo olho do alto, as fronteiras musicais na Pra\u00e7a Dom Pedro II at\u00e9 o domingo prometem ser infinitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10365\" title=\"aila\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/aila.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"760\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/aila.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/aila-238x300.jpg 238w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Conex\u00e3o Vivo Bel\u00e9m 2011 &#8211; Dia 2 (28\/10)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um belo p\u00f4r-do-sol \u00e0 beira da ba\u00eda do Guajar\u00e1, o segundo dia do Conex\u00e3o Vivo em Bel\u00e9m prometia alguns dos melhores encontros musicais do evento. Embora o forte calor da tarde ainda insistisse em se fazer presente &#8211; na verdade, a noite apenas se refresca um pouco pela aus\u00eancia do sol -, o p\u00fablico era bom na Pra\u00e7a dom Pedro II para a maratona que se iniciava \u00e0s 19h30.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros a se apresentarem foram os locais do Ultraleve e o Cl\u00e1ssico Popular. Formada originalmente como um trio, a banda ampliou as refer\u00eancias ao adicionar sopros e cordas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o. O resultado \u00e9 algo entre a uni\u00e3o das harmonias do Los Hermanos com as melodias do Violins, em um rock levemente pop correto e que agrada. Falta, por\u00e9m, um pouco de vigor na performance para os jovens conseguirem maior destaque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda esquentando os motores do festival, o violonista Sebasti\u00e3o Tapaj\u00f3s subiu ao palco acompanhado pelo argentino Sergio \u00c1balos, promovendo um dueto interessante para os apreciadores da m\u00fasica instrumental. O repert\u00f3rio incluiu n\u00fameros de choro, frevo, milongas, com o paraense fazendo mais a base para que \u00e1balos brilhasse em alguns momentos solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10369\" title=\"vendo147\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/vendo147.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/vendo147.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/vendo147-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo depois, a cantora A\u00edla subiu ao palco com jeito de promessa local. Contando com o guitarrista Felipe Cordeiro em sua banda, apresentou algumas m\u00fasicas de seu CD de estreia, &#8220;Trelel\u00ea&#8221;, ainda a ser lan\u00e7ado. Com uma sonoridade que puxa mais para o brega tradicional de Bel\u00e9m, a cantora chamou aten\u00e7\u00e3o pela m\u00fasica &#8220;Todo Mundo Nasce Artista&#8221;, do singelo verso &#8220;Todo mundo nasce artista, depois vem a castra\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vindo da Bahia, o Vendo 147 foi o primeiro furac\u00e3o que passou pelo Conex\u00e3o Vivo na sexta-feira. Com duas baterias montadas frente a frente e que dividem o mesmo bumbo, a banda se destaca pelo peso e pelas boas escolhas de timbres de guitarra. Em alguns momentos, o som parece algo como o encontro do Rush com o Van Halen, mas sem as punhetas instrumentais. A banda encerrou seu show com um medley em rever\u00eancia aos grandes nomes do heavy metal que foi de &#8220;Paranoid&#8221; a &#8220;Enter Sandman&#8221;, passando por &#8220;Whole Lotta Love&#8221; e &#8220;You Shook Me All Night Long&#8221; e outras. Irrepreens\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10368\" title=\"lucas\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/lucas.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/lucas.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/lucas-300x179.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas Santtana n\u00e3o se intimidou e entrou no palco tocando &#8220;Cira, Regina e Nana&#8221;, de seu \u00faltimo CD, &#8220;Sem Nostalgia&#8221;. Sem esconder a emo\u00e7\u00e3o por cantar pela primeira vez em Bel\u00e9m, o cantor se entregou completamente \u00e0 performance, colocando o p\u00fablico para dan\u00e7ar com a m\u00e3o pro alto e com os celulares ligados. Al\u00e9m de homenagear Tom Z\u00e9 com a cover de &#8220;O God\u00f4 Ano 2000&#8221;, tocou a sua &#8220;Recado Para Pio Lobato&#8221; (guitarrista paraense), declarando ainda mais sua rever\u00eancia a Bel\u00e9m. A cidade inclusive ganhou uma can\u00e7\u00e3o-homenagem no pr\u00f3ximo disco do cantor, que deve ser lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua reta final, a noite recebeu o paraense Marco Andr\u00e9 e seu heavy carimb\u00f3 com o peso de uma Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Cen\u00e1rio perfeito para a participa\u00e7\u00e3o especial de Pepeu Gomes e todo seu virtuosismo na guitarra. O show reservava duas vers\u00f5es de m\u00fasicas do baiano: &#8220;Mil e Uma Noites de Amor&#8221;, com o refr\u00e3o cantado em un\u00edssono pela plateia, e a suingada &#8220;Eu Tamb\u00e9m Quero Beijar&#8221;, que garantiu um pouco de molejo em uma apresenta\u00e7\u00e3o intensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10367 aligncenter\" title=\"gaby\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/gaby.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite, por\u00e9m, era de Gaby Amarantos. Uma vez no palco, a musa local mostra porque \u00e9 um dos maiores fen\u00f4menos do tecnobrega. Sem perder o rebolado em momento algum, a cantora traz ao palco uma performance vertiginosa: pula, canta perto do p\u00fablico, se joga no ch\u00e3o e n\u00e3o desafina um instante. Ap\u00f3s uma primeira parte com cl\u00e1ssicos como &#8220;Beba Doida&#8221; e &#8220;Faz o T&#8221;, a apresenta\u00e7\u00e3o deu uma esfriada com a participa\u00e7\u00e3o de Marcelo Mira tocando guitarra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada que n\u00e3o pudesse ser incendiado com a subida da Gang do Eletro. Com tanto vigor e carisma quanto Gaby, o trio injetou adrenalina na apresenta\u00e7\u00e3o com &#8220;Galera da Laje&#8221; e &#8220;Panamericano&#8221;. A m\u00fasica para, os m\u00fasicos agradecem, mas ningu\u00e9m parece querer deixar a Pra\u00e7a Dom Pedro II. \u00c9 de perder o f\u00f4lego. E olha que este foi apenas o segundo dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10388\" title=\"publico1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/publico1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong> Conex\u00e3o Vivo Bel\u00e9m 2011 &#8211; Dia 3 (29\/10)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a sexta-feira iluminou parte do panorama atual da m\u00fasica paraense com o tecnobrega de Gaby Amarantos e a Gang do Eletro, o s\u00e1bado foi dia de celebrar a tradi\u00e7\u00e3o do estado. Com os veteranos Dona Onete e Pinduca no palco &#8211; al\u00e9m de novos nomes como Lia Sophia e Juliana Sinimb\u00fa, o terceiro dia do Conex\u00e3o Vivo foi dominado pelo carimb\u00f3 e a guitarrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite, no entanto, come\u00e7ou com outros ares. A Orquestra de Violoncelistas da Amaz\u00f4nia abriu a apresenta\u00e7\u00e3o com a &#8220;Su\u00edte N\u00famero 1&#8221;, de Bach, mas, formada por instrumentistas jovens, logo deixou o formalismo de lado para interpretar cl\u00e1ssicos da m\u00fasica internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10387\" title=\"orquestra\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/orquestra.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre um medley de Beatles (&#8220;All My Loving&#8221;, &#8220;I Should Have Known Better&#8221;, &#8220;I Want To Hold Your Hand&#8221; e &#8220;Eleanor Rigby&#8221;) e um de Metallica (&#8220;Masters of Puppets&#8221;, &#8220;Nothing Else Matters&#8221; e &#8220;Fade to Black&#8221;), os moleques mostraram compet\u00eancia em uma vers\u00e3o de &#8220;The Final Countdown&#8221;, do Europe. Sobrou ainda uma vers\u00e3o de &#8220;Fear of the Dark&#8221;, do Iron Maiden, com o p\u00fablico fazendo o \u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4 caracter\u00edstico das can\u00e7\u00f5es e alguns poucos isqueiros levantados. Daqueles momentos para provar o poder do heavy metal em qualquer lugar e roupagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dayse Addario e Zarabatana Jazz subiram ao palco para mostrar um repert\u00f3rio baseado na sonoridade de jazz song antigas. Mais felicidade tiveram os mineiros da Fam\u00edlia de Rua na Estrada, que entrou na sequ\u00eancia e promoveu uma Batalha de MCs no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresentando elementos da cultura hip-hop como o grafite e as dan\u00e7as dos B-boys, o grupo angariou a simpatia de um p\u00fablico que parecia alheio \u00e0quele universo. Mesmo sem entender de m\u00e9trica e rima, a plateia entrou no clima e torcia fervorosamente por seus favoritos. Uma boa apresenta\u00e7\u00e3o de uma cultura muitas vezes pouco conhecida de parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10386\" title=\"dona_odete\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/dona_odete.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/dona_odete.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/dona_odete-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o Dona Onete subiu ao palco para a primeira parte da celebra\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o paraense. Mesmo sem nenhum disco gravado &#8211; erro que est\u00e1 prestes a ser corrigido, a cantora apresentou um repert\u00f3rio apenas de can\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, incluindo &#8220;Batuque Forte&#8221;, &#8220;Proposta Indecente&#8221; e &#8220;Lua Namoradeira&#8221;. Com seu carimb\u00f3 mais lento, hipnotizava a plateia com sua simpatia e seus movimentos contidos. A participa\u00e7\u00e3o de Marco Andr\u00e9, produtor de seu disco de estreia, ajudou a fazer jus \u00e0 hist\u00f3ria de uma das cantoras mais importantes do Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Representando a nova gera\u00e7\u00e3o, Lia Sophia aumentou o ritmo da noite. Com uma sonoridade regional mais pop, a cantora provou o quanto a simpatia em cima do palco \u00e9 marca registrada da m\u00fasica paraense. A apresenta\u00e7\u00e3o foi seguida por um show de reggae burocr\u00e1tico do mineiro Celso Moretti.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10385 aligncenter\" title=\"pinduca_juliana\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pinduca_juliana.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juliana Sinimb\u00fa subiu ao palco e encantou com sua mistura cheia de frescor de carimb\u00f3, guitarrada e lambada. Empolgando com uma vers\u00e3o de &#8220;Flor da Idade&#8221;, de Chico Buarque, a cantora pavimentou a apresenta\u00e7\u00e3o para a outra grande atra\u00e7\u00e3o da noite, o mestre do carimb\u00f3 Pinduca. Amigo da fam\u00edlia de Juliana, o cantor mostrou um entrosamento enorme com a cantora nas duas m\u00fasicas de seu repert\u00f3rio apresentadas: &#8220;Dan\u00e7a do Carimb\u00f3&#8221; e &#8220;Carimb\u00f3 do Macaco&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interagindo com o p\u00fablico com enorme naturalidade, Pinduca roubou a cena da noite com menos de dez minutos de apresenta\u00e7\u00e3o. Ainda que o encerramento da noite coubesse ao carimb\u00f3 suingado da banda Metaleiras do Par\u00e1, o grande momento havia acabado de acontecer. Unindo gera\u00e7\u00f5es no palco, a m\u00fasica paraense demonstra porque \u00e9 uma das cenas mais importantes e fortes do Brasil nos dias de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10414\" title=\"felipe_cordeiro\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/felipe_cordeiro.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><strong>Conex\u00e3o Vivo Bel\u00e9m 2011 &#8211; Dia 4 (30\/10)<\/strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong>Quando Felipe Cordeiro chamou Gaby Amarantos e Marcos Maderito, da Gang do Eletro, ao palco no \u00faltimo dia de shows do Conex\u00e3o Vivo, era como se os quatro dias de festival estivessem resumidos em um \u00fanico momento. O show, que j\u00e1 havia tido o guitarrista Pio Lobatto como convidado na guitarra, ainda reunia as cantoras Iva Rothe e Juliana Sinimbu na frente, dan\u00e7ando como se o dia seguinte n\u00e3o fosse segunda-feira. Com tanta gente boa reunida, fica f\u00e1cil chamar o momento de celebra\u00e7\u00e3o da m\u00fasica paraense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que reunir nomes importantes a seu redor, Felipe Cordeiro deixou o palco ostentando o t\u00edtulo de melhor show do festival devido a seu talento e carisma. Em suas can\u00e7\u00f5es, guitarrada, lambada, carimb\u00f3 e tecnobrega dialogam com naturalidade, unindo seus elos em comum de maneira f\u00e1cil de ser ouvida. Se o Conex\u00e3o Vivo foi pr\u00f3digo em agregar as diferentes gera\u00e7\u00f5es da m\u00fasica paraense, Felipe Cordeiro vai al\u00e9m: ele consegue ser a s\u00edntese, em um artista, de toda a nova cena do Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-10415 aligncenter\" title=\"catibirao\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/catibirao.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/catibirao.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/catibirao-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A programa\u00e7\u00e3o do domingo come\u00e7ou bem diferente, no entanto, com a apresenta\u00e7\u00e3o do grupo mineiro Catibirib\u00e3o, que fez uma apresenta\u00e7\u00e3o especial para crian\u00e7as com bonecos, m\u00fasicas e cheiro de Castelo R\u00e1 Ti Bum. Tamb\u00e9m de Minas veio a banda Aldan, uma tentativa mal-sucedida de misturar Graforr\u00e9ia Xilarm\u00f4nica, o Pato Fu cantado por John e alguns momentos de Velhas Virgens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diversidade de estilos enfileirados nos dois palcos \u00e9 um dos segredos do Conex\u00e3o Vivo. N\u00e3o h\u00e1, em momento algum, preconceito com qualquer estilo ou g\u00eanero. Depois do Aldan quem se apresentou foi o rapper pernambucano z\u00e9 Brown, que com bases com grave refor\u00e7ado fez um bom show, misturando rap com repente e embolada e mostrando, de forma natural, as semelhan\u00e7as entre os estilos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cantora paraense Iva Rothe subiu ao palco acompanhada de Manoel Cordeiro, pai de Felipe, na guitarra. Com sua voz cristalina, o grande momento da apresenta\u00e7\u00e3o foi &#8220;Luz do Mundo&#8221;, sucesso da banda local Warilou &#8211; que tinha Manoel na guitarra &#8211; nos anos 90. Com seu ritmo candenciado, a balada foi cantada pela plateia lotada como um hino. Emocionante.<\/p>\n<p style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10416 aligncenter\" title=\"gloom\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/gloom.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os goianos do Gloom subiram ao palco e mostraram que o M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa come\u00e7am a ter seus primeiros frutos. N\u00e3o que isso seja um dem\u00e9rito. O Gloom aposta num ska bem tocado, com linhas de metais curtas e se apoia na performance carism\u00e1tica da vocalista Niela. Apesar de seu pequeno tamanho, a cantora tem talento para conquistar plateias adversas poucas vezes encontrado &#8211; al\u00e9m de tocar guitarra muito bem. Destaque para a vers\u00e3o de &#8220;Do You Realize&#8221;, do Flaming Lips.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo vindo de Bras\u00edlia, o Soat\u00e1 parece ser uma banda local, tamanha sua familiaridade com o carimb\u00f3. O grupo adiciona guitarra e peso ao estilo, sem perder o suingue. Dif\u00edcil n\u00e3o ficar hipnotizado pela performance da cantora Ellen Ol\u00e9ria, com sua pot\u00eancia vocal digna da melhor tradi\u00e7\u00e3o das grandes cantoras negras da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o show de Felipe Cordeiro, pen\u00faltimo da noite, tinha cara de festa, Fernanda Takai subiu ao palco para encerrar o festival como um momento de contempla\u00e7\u00e3o. Quatro anos depois de lan\u00e7ar &#8220;Onde Brilhem os Olhos Seus&#8221;, a cantora finalmente apresentou em Bel\u00e9m seu show solo com a eleg\u00e2ncia habitual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre can\u00e7\u00f5es da bossa nova (&#8220;Diz que Fui por A\u00ed&#8221;, &#8220;Insensatez&#8221;) e cl\u00e1ssicos internacionais (&#8220;Ordinary World&#8221;, do Duran Duran, &#8220;Ben&#8221;, de Michael Jackson) a cantora guardou a homenagem a Pinduca e ao carimb\u00f3 com &#8220;Sinh\u00e1 Pureza&#8221; (inclusa no repert\u00f3rio desde o lan\u00e7amento do disco) para o final do bis. &#8220;Voc\u00eas acham um problema eu cantar essa m\u00fasica na terra do Pinduca?&#8221;, perguntou, ret\u00f3rica, Fernanda ao p\u00fablico. Era \u00f3bvio que n\u00e3o. A m\u00fasica do Par\u00e1 \u00e9 cada vez mais propriedade do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10417\" title=\"fernanda_takai\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/fernanda_takai.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/fernanda_takai.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/fernanda_takai-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/fernanda_takai-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tiago Agostini (siga <a style=\"text-align: -webkit-auto; \" href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/tiagoagostini\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@tiagoagostini<\/a><span style=\"text-align: -webkit-auto; \">) \u00e9 jornalista, colaborador do Scream &amp; Yell e da revista Rolling Stone e editor do blog Discos da Vida.<br \/>\n&#8211; Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Vivo. Veja mais: <a style=\"text-align: -webkit-auto; \" href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/conexaovivo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/conexaovivo<\/a><\/span><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Cinco jornalistas elegem os cinco melhores shows do Conex\u00e3o Vivo em Bel\u00e9m (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/10\/31\/top-5-conexao-vivo-belem-2011\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Saiba como foi a edi\u00e7\u00e3o 2011 do Conex\u00e3o Vivo em Salvador, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/conexaovivoba\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Cinco jornalistas elegem os cinco melhores shows do Conex\u00e3o Vivo em Salvador (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/conexaovivoba\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Tiago Agostini\nPela janela do avi\u00e3o, a primeira imagem \u00e9 a regi\u00e3o da Cidade Velha, iluminada pelas luzes das ruas, a ba\u00eda do Guajar\u00e1&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/29\/conexao-vivo-belem-2011\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10344"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10344"}],"version-history":[{"count":28,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62005,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10344\/revisions\/62005"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}