{"id":10162,"date":"2011-10-15T23:55:09","date_gmt":"2011-10-16T02:55:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=10162"},"modified":"2016-09-04T14:07:48","modified_gmt":"2016-09-04T17:07:48","slug":"entrevista-madame-saatan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/15\/entrevista-madame-saatan\/","title":{"rendered":"Entrevista: Madame Saatan"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-10163\" title=\"madame\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/madame.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com.br\/\" target=\"_blank\">Marcos Paulino<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Madame Saatan \u00e9 uma banda do Par\u00e1. E n\u00e3o, n\u00e3o toca carimb\u00f3 nem tecnobrega. Mas sim um rock visceral, pesado, teatral. Permite-se, por\u00e9m, agregar alguns elementos de suas origens ao seu metal, principalmente na bateria de Ivan Vanzar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamam a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m os vocais femininos de Sammliz, que \u00e0s vezes se somam e em outras se contrap\u00f5em aos solos da guitarra de Ed Guerreiro. O baixista \u00cdcaro Suzuki completa o quarteto, que acaba de lan\u00e7ar seu segundo disco, \u201cPeixe Homem\u201d. Morando em S\u00e3o Paulo h\u00e1 tr\u00eas anos, a banda agora quer ganhar mais espa\u00e7o, como contou Sammliz nesta entrevista ao <a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com.br\/\" target=\"_blank\">PLUG<\/a>, parceiro do Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p align=\"center\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sLe271QMWx8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sLe271QMWx8\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o \u00e9 sempre que se encontra uma banda de rock do Par\u00e1. Como nasceu essa hist\u00f3ria?<\/strong><br \/>\nA banda tem oito anos. A gente come\u00e7ou fazendo trilha sonora pra um espet\u00e1culo de teatro, a banda foi criada pra isso. Toc\u00e1vamos a trilha ao vivo. Quando acabou a temporada, resolvemos continuar juntos e passamos a tocar em festivais. Passamos a tocar bastante em Bel\u00e9m e as coisas come\u00e7aram a acontecer. N\u00e3o paramos mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>E h\u00e1 um espa\u00e7o legal para o rock no Par\u00e1?<\/strong><\/span><br \/>\nO Par\u00e1 \u00e9 um Estado conhecido por outros ritmos, como o carimb\u00f3, a guitarrada e agora o tecnobrega. S\u00f3 que Bel\u00e9m \u00e9 uma cidade profundamente roqueira, que sempre teve um envolvimento muito grande com o rock. Bel\u00e9m tem uma longa hist\u00f3ria com o som pesado. Isso desde que eu era crian\u00e7a, ent\u00e3o sempre foi muito natural pra gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que voc\u00eas resolveram sair de l\u00e1?<\/strong><br \/>\nQuando ainda mor\u00e1vamos em Bel\u00e9m, lan\u00e7amos primeiro um EP, depois um disco. A\u00ed tomamos a decis\u00e3o de sair pra poder circular melhor, para al\u00e9m dos festivais independentes. Fomos pra S\u00e3o Paulo pra ficar tr\u00eas meses, mas as coisas foram acontecendo e nos vimos obrigados a ficar mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este novo disco traz alguma influ\u00eancia, alguma mudan\u00e7a no modo de compor ou tocar, depois desse per\u00edodo em S\u00e3o Paulo?<\/strong><br \/>\nClaro que ter mudado pra S\u00e3o Paulo acarretou uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as. Mas houve um hiato de quatro anos entre o primeiro e o segundo discos, ent\u00e3o naturalmente muita coisa mu-da. As pessoas passam por outras experi\u00eancias e isso acaba influenciando no som, com certeza. Obviamente, a mudan\u00e7a pra S\u00e3o Paulo trouxe \u00e0 to-na tudo o que a gente estava passando, ouvindo, conversando, sentindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi a receptividade a voc\u00eas em S\u00e3o Paulo?<\/strong><br \/>\nExcelente. Ter mudado pra S\u00e3o Paulo abriu muitas portas. Abra\u00e7amos a cidade e ela nos abra\u00e7ou. Nunca tivemos dificuldades ou barreiras, muito pelo contr\u00e1rio. Sempre encontramos formas de trabalhar, lugares novos pra descobrir. Desse ponto de vista, a gente quer ir mais pro interior do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a escolha do repert\u00f3rio do novo disco?<\/strong><br \/>\nMudamos pra S\u00e3o Paulo e continuamos compondo. Ent\u00e3o temos m\u00fasicas logo de quando chegamos \u00e0 cidade e outras que compusemos uma semana antes de entrar em est\u00fadio. Conceitualmente, o disco fala sobre nossa mudan\u00e7a, nossa transforma\u00e7\u00e3o. Falamos sobre as mudan\u00e7as internas e as externas. \u00c9 um disco mais pesado que o anterior, mas mais direto, mais objetivo. Mais soco na cara mesmo. Foram as quest\u00f5es emocionais que deram o tom dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 v\u00e1rias bandas de rock que surgem como promessas tendo mulheres nos vocais, mas poucas realmente conseguem proje\u00e7\u00e3o. Como voc\u00ea analisa isso?<\/strong><br \/>\nTem muita banda de rock pesado no Brasil com mulher \u00e0 frente. Acho que elas acabam ficando mais conhecidas nesse nicho mesmo. Mas existem em grande quantidade, cada vez mais. N\u00e3o acho que tenha diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s bandas com homens, n\u00e3o h\u00e1 mais facilidades nem dificuldades. \u00c9 simplesmente correr atr\u00e1s pras coisas acontecerem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas cogitam gravar tamb\u00e9m em ingl\u00eas?<\/strong><br \/>\nNunca pensei em compor em ingl\u00eas. Gosto de escrever em portugu\u00eas e n\u00e3o domino o ingl\u00eas, ent\u00e3o nunca foi uma possibilidade. Tamb\u00e9m nunca achei que devesse ser em ingl\u00eas porque \u00e9 rock, porque puxa pro metal. N\u00e3o consigo me enxergar fazendo m\u00fasica em ingl\u00eas, pelo menos agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com o tipo de som que voc\u00eas fazem, h\u00e1 dificuldade em aparecer para o grande p\u00fablico, via r\u00e1dio ou TV?<\/strong><br \/>\nAs guitarras h\u00e1 muito tempo foram banidas das r\u00e1dios. E o que populariza ainda \u00e9 o todo-poderoso r\u00e1dio. Infelizmente, sons como o nosso ficam restritos a programas espec\u00edficos. Nada contra sons populares, como o sertanejo, mas eu gostaria que o rock tivesse mais espa\u00e7o. Espero que tenhamos mais visibilidade e que possamos levar conosco mais bandas pesadas. H\u00e1 um p\u00fablico imenso e fiel que gosta do estilo, que consome isso.<\/p>\n<p align=\"center\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/MjF9zax5d40\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/MjF9zax5d40\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcos Paulino \u00e9 jornalista e editor do caderno <a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com.br\/\" target=\"_blank\">Plug<\/a>, do jornal <a href=\"http:\/\/www.gazetadelimeira.com.br\/\" target=\"_blank\">Gazeta de Limeira<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Los Porongas ao vivo em Bel\u00e9m, por Ismael Machado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/24\/los-porongas-ao-vivo-em-belem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Entrevista: Vladimir Cunha fala do document\u00e1rio &#8220;Brega S\/A&#8221;, por Ismael Machado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/15\/entrevista-vlad-fala-do-brega-sa\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;As guitarras h\u00e1 muito tempo foram banidas das r\u00e1dios. E o que populariza ainda \u00e9 o todo-poderoso r\u00e1dio&#8221;, diz Sammliz \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/15\/entrevista-madame-saatan\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1077,774],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10162"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10162"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10162\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39881,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10162\/revisions\/39881"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}