{"id":10150,"date":"2011-10-15T17:25:54","date_gmt":"2011-10-15T20:25:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=10150"},"modified":"2017-07-14T10:47:31","modified_gmt":"2017-07-14T13:47:31","slug":"precisamos-de-um-titanomaquia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/15\/precisamos-de-um-titanomaquia\/","title":{"rendered":"Sob o CEL: Precisamos de um Titanomaquia!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10151\" title=\"titanomaquia\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/titanomaquia.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/titanomaquia.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/titanomaquia-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/titanomaquia-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sob O CEL #5<br \/>\npor Carlos Eduardo Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu ia escrever sobre o Massive Attack e um del\u00edrio de micro-hist\u00f3ria sobre a cena underground de Bristol, cidade portu\u00e1ria-industrial do sudoeste da Inglaterra. N\u00e3o vou dar maiores detalhes sobre o texto porque ele ainda est\u00e1 no bolso do colete, pronto para ser executado e materializado, provavelmente no n\u00ba 6 de Sob O CEL. O assunto aqui, agora, j\u00e1, \u00e9 outro: me convenci um dia desses de que o rock nacional precisa de um sacode, uma pol\u00eamica, uma bomba no telhado. Algo que escapasse da mesmice envolvendo questionamentos sobre o valor das bandas novas &#8211; algo que eu fa\u00e7o o tempo todo &#8211; ou das brodagens suspeitas no terreno dos incentivos governamentais para festivais e produ\u00e7\u00f5es de bandas e artistas aqui em Terra Bras\u00edlis. \u00c9 preciso um p\u00e9 na porta, uma cara \u00e0 tapa, um arroto sonoro no meio da festa chique. Algu\u00e9m que, como j\u00e1 dizia o poeta, &#8220;n\u00e3o tenha medo de se achar rid\u00edculo&#8221;. \u00c9 preciso um &#8220;Titanomaquia&#8221;!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu confesso: jamais gostei desse disco dos Tit\u00e3s. Em 1993 ele soava meio caricato, corroborando o caminho escatopunk seguido pela banda j\u00e1 no trabalho anterior, o igualmente estranho &#8220;Tudo Ao Mesmo Tempo Agora&#8221;, de 1991. Mas, ao contr\u00e1rio desse disco, cheio de letras falando de pus, porra, cuspe, merda, mijo e demais secre\u00e7\u00f5es humanas, meio tosco e produzido pela banda, &#8220;Titanomaquia&#8221; acenava com uma preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica mais definida. Isso quer dizer: a banda pode ter chutado relativamente o balde em &#8220;Tudo Ao Mesmo Tempo Agora&#8221;, mas, em &#8220;Titanomaquia&#8221;, os movimentos foram pensados, estudados e executados como manda o figurino.<\/p>\n<p align=\"center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/iukrEyNPxe4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/iukrEyNPxe4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que mais pesou contra o disco na \u00e9poca foi a suposta aproxima\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o septeto &#8211; Arnaldo Antunes acabara de deixar a banda &#8211; com o produtor americano Jack Endino. Toda a cr\u00edtica especializada acusou os Tit\u00e3s de oportunismo e de tentar pegar uma carona estranha na onda do grunge. Endino, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o do primeiro disco do Nirvana, &#8220;Bleach&#8221;, e de trabalhos de Soundgarden, Green River, Mudhoney, entre outros, seria estranho totalmente ao som da banda. E era, caramba. Ele nunca ouvira falar em Tit\u00e3s e, quando ouviu, atrav\u00e9s de &#8220;O Blesq Blom&#8221;, disco de 1990, n\u00e3o entendeu como aqueles sujeitos com sonoridades tecladeiras modern\u00f3ides poderiam estar interessados em fazer um disco de rock, hum, pesado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As grava\u00e7\u00f5es vieram e Endino conseguiu fazer com que as guitarras de Marcelo Fromer e Tony Bellotto soassem melhores do que nunca. Tamb\u00e9m fez a bateria de Charles Gavin adquirir um peso insuspeito, al\u00e9m de promover um interplay at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito. Paramos, no entanto, por aqui. &#8220;Titanomaquia&#8221; nunca foi grunge em termos de resultado. \u00c9 um disco incontestavelmente pesado, nunca grunge. As letras ainda estavam meio secretivas, mas j\u00e1 d\u00e1 pra resgatar &#8220;Disneylandia&#8221; em meio ao turbilh\u00e3o. Em 1993 a globaliza\u00e7\u00e3o era uma id\u00e9ia, um conceito sendo colocado em pr\u00e1tica na base do &#8220;vamos ver no que isso vai dar&#8221;. Os Tit\u00e3s mostram que j\u00e1 entendiam o esquema e conseguiram uma de suas melhores letras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro single foi &#8220;Ser\u00e1 Que \u00c9 Disso Que Eu Necessito&#8221;, canto-berrado por um inacredit\u00e1vel S\u00e9rgio Britto. N\u00e3o dava pra pensar que o mesmo sujeito que cantava &#8220;Go Back&#8221; estava ali, urrando e chamando as pessoas de filha da puta e &#8220;seu bosta&#8221;. Sim, \u00e9 engra\u00e7ado e meio rid\u00edculo, ainda mais em 1993, quando a malandragem cultural-industrial, com a anu\u00eancia da m\u00eddia, estava em busca do nov\u00edssimo rock nacional, devidamente globalizado e identificado com elementos nativos. Aquela galera que iria misturar ritmos tradicionais com rock, rap e hip-hop. Era muito mais Skank, Planet Hemp e Chico Science do que Paralamas, Tit\u00e3s e Legi\u00e3o Urbana. Lembre-se: nada \u00e9 mais antigo que o passado recente.<\/p>\n<p align=\"center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kQMgTHyJwVc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kQMgTHyJwVc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, as cr\u00edticas aos trabalhos dessas bandas oitentistas, especialmente &#8220;Titanomaquia&#8221;, foram devastadoras em sua maioria. No m\u00e1ximo diziam que era um disco bem produzido, pesado, coeso, mas que deveria vir sem as letras. D\u00e1 pra entender os caras compondo sem a presen\u00e7a de Arnaldo, um cara que era determinante para o estilo deles, tentando se achar no meio do caminho, ainda mais confuso por conta da tal est\u00e9tica do disco. Nesse quesito, ouvir &#8220;A Verdadeira Mary Poppins&#8221;, &#8220;Estados Alterados da Mente&#8221; ou &#8220;Heredit\u00e1rio&#8221; \u00e9 uma experi\u00eancia quase comovente, mostrando o quanto os sujeitos n\u00e3o conseguiram acertar, mas era evidente a tentativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resenha mais \u00e1cida j\u00e1 vista por mim sobre um disco foi a de Andr\u00e9 Barcinski, na revista Bizz, sobre &#8220;Titanomaquia&#8221;. \u00c9 de uma virul\u00eancia e precis\u00e3o impressionantes, muito porque a honestidade da banda aparecia questionada sem piedade em meio a um texto de humor incontest\u00e1vel, mas tamb\u00e9m de raiva e saco cheio latentes. Era de se entender a imprensa paulistana, contempor\u00e2nea dos Tit\u00e3s, vendo aqueles caras com trinta e poucos anos, posando de rockers agressivos com uma influ\u00eancia estranha como se fosse tudo novo e natural. At\u00e9 porque, amigos, 18 anos depois do lan\u00e7amento, eu lhes garanto que &#8220;Titanomaquia&#8221; \u00e9 tudo, menos um disco ruim. Se fosse lan\u00e7ado hoje, ele seria um divisor de \u00e1guas. Seria quase um grito de independ\u00eancia do rock nacional de toda uma bundamolice estabelecida p\u00f3s-Los Hermanos, em que 95% das bandas devem alguma influ\u00eancia ao quarteto carioca, via dilui\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e comportamentais mil. Seria o &#8220;n\u00e3o&#8221; \u00e0 nerdice no rock, ao consumo de mp3 como forma definitiva de ouvir m\u00fasica, seria uma cusparada na eterna juventude que o estilo falsamente sugere &#8211; ou sugeria, porque, pasme, os &#8220;velhos&#8221; s\u00e3o melhores nisso hoje em dia do que os novinhos.<\/p>\n<p align=\"center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bqBjAC7AdgA\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bqBjAC7AdgA\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Tit\u00e3s est\u00e3o prestes a embarcar numa turn\u00ea de 25 anos de anivers\u00e1rio do &#8220;Cabe\u00e7a Dinossauro&#8221;, disco de 1986 que conferiu \u00e0 banda uma identidade musical, rompida justamente com &#8220;Tudo Ao Mesmo Tempo Agora&#8221;. O show que eles deram no Rock In Rio, secundados pelos portugueses do Xutos e Pontap\u00e9s, foi um dos melhores do festival, calcado basicamente em rocks r\u00e1pidos e raivosos. A banda, no entanto, nunca mais revisitou &#8220;Titanomaquia&#8221;, que \u00e9 lembrado hoje apenas por uma vers\u00e3o eletr\u00f4nica de &#8220;Disneylandia&#8221;, cantada pelo uruguaio Jorge Drexler. Ap\u00f3s a passagem do tempo, seria divertido ver Britto se esgoelar em &#8220;Ser\u00e1 Que \u00c9 Disso Que Eu Necessito&#8221;, Miklos falar que est\u00e1 fedendo e apodrecendo e termos um retorno de Charles Gavin (largando a pecha de pesquisador musical laureado e respons\u00e1vel ) e de Nando Reis para emporcalhar tudo e revitalizar sua veia rocker, imersa em Bail\u00f5es do Ruiv\u00e3o e discos solo-existenciais rasos como uma bandeja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Titanomaquia&#8221;, hoje, em 2011, \u00e9 um disco finalmente em seu tempo, com prop\u00f3sito e objetivo delineados e justificados. Acho que as pessoas n\u00e3o entenderam sua mensagem h\u00e1 18 anos e seriam profundamente afetadas por ele hoje. Ou n\u00e3o. S\u00f3 sei que, depois desses anos todos, finalmente comprei meu disco no Mercado Livre &#8211; porque ele saiu de cat\u00e1logo no ano do lan\u00e7amento e nunca mais foi reeditado (al\u00f4, Warner!). Estou ansioso para coloc\u00e1-lo em volume m\u00e1ximo, contra o vizinho e o mundo. Afinal de contas, pombas, rock \u00e9 sobre isso tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PS: Numa vota\u00e7\u00e3o feita pelo staff daqui do S&amp;Y em 2006 (leia <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/piores_rock_nacional.htm\">aqui<\/a>), &#8220;Titanomaquia&#8221; foi escolhido como um dos piores discos nacionais de todos os tempos temporais. Eu participei da escolha mas n\u00e3o o inclu\u00ed na lista, deixando espa\u00e7o para o abomin\u00e1vel disco de covers dos Tit\u00e3s, &#8220;As 10 Mais&#8221;, lan\u00e7ado em 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-10152  aligncenter\" title=\"titas\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/titas.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"497\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/titas.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/titas-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/titas-300x298.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CEL \u00e9 Carlos Eduardo Lima, historiador,     jornalista e f\u00e3 de m\u00fasica. Conhece Marcelo Costa por carta desde o  fim    dos anos 90, quando o Scream &amp; Yell era um fanzine escrito  por  ele e   amigos, l\u00e1 em sua natal Taubat\u00e9. J\u00e1 escreveu no S&amp;Y por  um  bom   tempo, em idas e vindas. Hoje tem certeza de que o mundo como  o    conhec\u00edamos acabou l\u00e1 por volta de 1994\/95 mas n\u00e3o est\u00e1 conformado  com    isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discos cl\u00e1ssicos do rock nacional: &#8220;Cabe\u00e7a Dinossauro&#8221;, Tit\u00e3s, por Tiago Trigo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/25\/o-terceiro-disco-dos-titas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tit\u00e3s e Primal Scream: por que a cr\u00edtica os trata diferente?, por Eduardo Palandi (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/mais\/teoriadopala3.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cMTV Ao Vivo\u201d, Tit\u00e3s: quem espera novidade ir\u00e1 aproveitar pouco, por Andr\u00e9 Azenha (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/titas_mtvaovivo.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tit\u00e3s ao vivo em Taubat\u00e9, 2002: uma institui\u00e7\u00e3o pop, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/titasshow.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cSacos Pl\u00e1sticos\u201d: nem o f\u00e3 mais ardoroso estar\u00e1 pronto para a decep\u00e7\u00e3o, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/09\/titas-dado-villa-lobos-e-nando-reis\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob o CEL #5\n\u00c9 preciso um p\u00e9 na porta, uma cara \u00e0 tapa, um arroto sonoro na festa chique. \u00c9 preciso um Titanomaquia, diz CEL. O que voc\u00ea acha?\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/15\/precisamos-de-um-titanomaquia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10150"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10150"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43489,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10150\/revisions\/43489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}