{"id":1014,"date":"2009-03-23T23:06:38","date_gmt":"2009-03-24T02:06:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=1014"},"modified":"2017-03-22T13:49:46","modified_gmt":"2017-03-22T16:49:46","slug":"radiohead-honra-o-mito-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/23\/radiohead-honra-o-mito-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Radiohead honra o mito em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por Marcelo Costa<br \/>\nFotos por Marcos Hermes<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Adivinha o que n\u00f3s vamos tocar?&#8221;, diz Thom Yorke rindo com jeito de menino que est\u00e1 prestes a fazer uma traquinagem. O segundo show brasileiro da In Rainbows Tour caminha para 2h20 de dura\u00e7\u00e3o e a banda est\u00e1 voltando animad\u00edssima para o terceiro bis (!!!). Ele est\u00e1 de camiseta preta e \u00e9 igualzinho as fotos que marcaram o imagin\u00e1rio popular durante os \u00faltimos 15 anos, um misto de nerd e g\u00eanio cujo dom maior (talvez mais do que compor) \u00e9 ter uma voz t\u00e3o l\u00edrica que poderia fazer um comediante chorar copiosamente no meio de uma piada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/loshermanos.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 este momento, o show j\u00e1 tinha conquistado os cora\u00e7\u00f5es das 30 mil pessoas que, ao contr\u00e1rio do Rio de Janeiro na sexta-feira, n\u00e3o deram no p\u00e9 quando o Los Hermanos encerrou sua apresenta\u00e7\u00e3o na abertura da noite. Os Hermanos, ali\u00e1s, fizeram um show aqu\u00e9m de seu potencial. Amarante, entre rouco e\/ou b\u00eabado, enrolava-se nas silabas sem se fazer entender (e olha que muitos presentes j\u00e1 sabiam as can\u00e7\u00f5es de cor). Camelo, mais animado, conduziu o bloco disperso cujo carnaval s\u00f3 pegou fogo nos \u00faltimos dez minutos com os hits &#8220;\u00daltimo Romance&#8221;, &#8220;Sentimental&#8221; e &#8220;A Flor&#8221;. Um show morno que privilegiou as p\u00e1lidas can\u00e7\u00f5es do controverso \u00e1lbum &#8220;4&#8221; e at\u00e9 fez sentir saudade da turn\u00ea do &#8220;Bloco&#8221;. Descansem em paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/kraftwerk.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na seq\u00fc\u00eancia, o Kraftwerk \u2013 apenas com Ralf H\u00fctter da forma\u00e7\u00e3o original \u2013 surgiu para contar a hist\u00f3ria da m\u00fasica eletr\u00f4nica. Est\u00e1 tudo ali, de New Order a Chemical Brothers passando por Afrika Bambaataa e chegando ao funk carioca. Quem viu alguma das passagens anteriores da lenda pelo pa\u00eds (em 1998 e 2004), assistiu ao mesmo show e achou repetitivo. Quem nunca tinha visto, agradeceu ao c\u00e9u estrelado e dan\u00e7ou hinos eletr\u00f4nicos do quilate de &#8220;Computer World&#8221;, &#8220;Autobahn&#8221;, &#8220;Radio-Activity&#8221;, &#8220;Tour de France&#8221; e &#8220;Trans Europe Express&#8221;. Ok, eles devem ficar no MSN enquanto as batidas pr\u00e9-gravadas fazem a sua parte, e nem disfar\u00e7am isso quando colocam rob\u00f4s em seus lugares, mas s\u00e3o Hist\u00f3ria com H mai\u00fasculo. \u00c9 preciso curvar-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/radiohead7.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As 22h em ponto soltaram a base minimalista que antecipa a entrada do Radiohead no palco. Come\u00e7aram com &#8220;15 Step&#8221; (como em mais de metade das 50 apresenta\u00e7\u00f5es anteriores desta turn\u00ea) e emendaram logo com a batida tribal da matadora &#8220;There There&#8221; em vers\u00e3o chapante. Como previsto anteriormente <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/17\/como-vao-ser-os-shows-do-radiohead\/\">aqu<\/a>i, a primeira parte do show variou m\u00fasicas de &#8220;Ok Computer&#8221; (&#8220;Karma Police&#8221;), &#8220;Kid A&#8221; (&#8220;Optimistic&#8221; e a estupenda &#8220;National Anthem&#8221; com Jonny Greenwood sintonizando r\u00e1dios paulistas na introdu\u00e7\u00e3o), &#8220;Amnesiac&#8221; (&#8220;Pyramid Song&#8221;), &#8220;Hail To The Thief&#8221; (&#8220;The Gloaming&#8221;), b-sides (a excelente Talk Show Host&#8221;) e &#8220;In Rainbows&#8221; (&#8220;Nude&#8221;, &#8220;All I Need&#8221;, &#8220;Weird Fishes\/Arpeggi&#8221;, &#8220;Faust Arp&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/radiohead6.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em compara\u00e7\u00e3o com os shows de Leuven e Berlim, a apresenta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo pulava \u00e0 frente a da cidade belga e igualava-se em emo\u00e7\u00e3o ao show da capital alem\u00e3, que levou milhares de pessoas \u00e0s l\u00e1grimas na dobradinha &#8220;No Surprises&#8221;\/&#8221;My Iron Lung&#8221;. Por\u00e9m, a capital paulista come\u00e7ou a tomar a dianteira com uma vers\u00e3o arrasadora de &#8220;Jigsaw Falling Into Place&#8221;, passou brilhando por &#8220;Idioteque&#8221; (costumamente um dos pontos altos do show) e caiu no colo da dobradinha &#8220;Climbing Up The Walls&#8221;\/&#8221;Exit Music (For A Film)&#8221;, dois hinos secund\u00e1rios de &#8220;Ok Computer&#8221; cuja jun\u00e7\u00e3o l\u00edrica fez encher os olhos. &#8220;Bodysnatchers&#8221;, a porrada de &#8220;In Rainbows&#8221;, fechou o show de forma digna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/radiohead5.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda retornou para o (primeiro) bis com a balada\u00e7a &#8220;Videotape&#8221;, ent\u00e3o os c\u00e9us se abriram para &#8220;Paranoid Android&#8221;, um dos pontos altos de toda carreira do Radiohead. Ao final da can\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, o inusitado aconteceu. O p\u00fablico continuou fazendo a segunda voz (que na m\u00fasica \u00e9 de Ed O&#8217;Brien) mesmo com a can\u00e7\u00e3o terminada, e Thom Yorke entrou no clima: pegou o viol\u00e3o e voltou a fazer a primeira voz entrela\u00e7ando-se com a plat\u00e9ia num daqueles momentos raros que valem uma vida. Emendou &#8220;Fake Plastic Trees&#8221; e todas as d\u00favidas se dissiparam antes mesmo do fim do primeiro bis: S\u00e3o Paulo estava assistindo \u00e0 prov\u00e1vel melhor apresenta\u00e7\u00e3o do Radiohead nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/radiohead4.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro bis seguiu-se emocional com &#8220;Lucky&#8221; e &#8220;Reckoner&#8221;, momento em que a banda deixou o palco para desespero da turma do gargarejo, que sozinha gritou por todo o p\u00fablico, meio que esperando o inevit\u00e1vel, que veio na forma de um segundo bis. &#8220;House of Cards&#8221; abriu o segundo encore seguida por &#8220;You and Whose Army&#8221; (em grande vers\u00e3o) e &#8220;Everything In Its Right Place&#8221; em vers\u00e3o electro (precedida por uma cita\u00e7\u00e3o de &#8220;True Love Waits&#8221;). Acabou. Acabou? N\u00e3o. \u00c9 neste momento que a banda retorna para o terceiro bis e Thom, brincalh\u00e3o, provoca a plat\u00e9ia. &#8220;Adivinha o que n\u00f3s vamos tocar?&#8221;, ele diz ao microfone. Segundos depois, &#8220;Creep&#8221;. E ponto final. Uma apresenta\u00e7\u00e3o digna da grandiosidade do mito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/radiohead3.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista de produ\u00e7\u00e3o, o Just a Fest foi um dos eventos mais vergonhosos realizados em S\u00e3o Paulo nos \u00faltimos anos. Os relatos sobre problemas da organiza\u00e7\u00e3o da Plan Music foram postados <a href=\"http:\/\/web.archive.org\/web\/20120723081050\/https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/03\/23\/set-list-do-radiohead-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a> por diversos leitores, e quase estragaram a festa de milhares de f\u00e3s. Felizmente, do outro lado da moeda, o Radiohead cumpriu o esperado com uma apresenta\u00e7\u00e3o arrebatadora. \u00c9 preciso estar ciente, por\u00e9m, que um bom show n\u00e3o salva um evento. Muita gente diz que passaria a mesma coisa para ver o Radiohead, o que mostra o quanto o p\u00fablico brasileiro \u00e9 despreparado no quesito &#8220;direitos&#8221;: ele est\u00e1 pagando, mas mesmo assim aceita ser insultado. N\u00e3o deve, e o Minist\u00e9rio P\u00fablico pode ser acionado (como alguns fizeram) em caso de abuso por parte do realizador, pois a lembran\u00e7a de um show tem que ser da arte feita no palco, e n\u00e3o da desorganiza\u00e7\u00e3o de um bando de incompetentes. Que o show do Radiohead fique na mem\u00f3ria. O resto&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/radiohead1.jpg\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Radiohead<br \/>\nCh\u00e1cara do J\u00f3quei, S\u00e3o Paulo, Brazil<br \/>\nMarch, 22, 2009<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">15 Step (In Rainbows)<br \/>\nThere There (Hail To The Thief)<br \/>\nThe National Anthem (Kid A)<br \/>\nAll I Need (In Rainbows)<br \/>\nPyramid Song (Amnesiac)<br \/>\nKarma Police (Ok Computer)<br \/>\nNude (In Rainbows)<br \/>\nWeird Fishes\/Arpeggi (In Rainbows)<br \/>\nThe Gloaming (Hail To The Thief)<br \/>\nTalk Show Host (B-side &#8211; Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)<br \/>\nOptimistic (Kid A)<br \/>\nFaust Arp (In Rainbows)<br \/>\nJigsaw Falling Into Place (In Rainbows)<br \/>\nIdioteque (Kid A)<br \/>\nClimbing Up The Walls (Ok Computer)<br \/>\nExit Music (For A Film) (Ok Computer)<br \/>\nBodysnatchers (In Rainbows)<\/p>\n<p align=\"center\">Encore 1<br \/>\nVideotape (In Rainbows)<br \/>\nParanoid Android (Ok Computer)<br \/>\nFake Plastic Trees (The Bends)<br \/>\nLucky (Ok Computer)<br \/>\nReckoner (In Rainbows)<\/p>\n<p align=\"center\">Encore 2<br \/>\nHouse of Cards (In Rainbows)<br \/>\nYou and Whose Army (Amnesiac)<br \/>\nTrue Love Waits (I Might Be Wrong)\/Everything In Its Right Place (KidA)<\/p>\n<p align=\"center\">Encore 3<br \/>\nCreep (Pablo Honey)<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/radiohead8.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a>. As fotos s\u00e3o de Marcos Hermes \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m: Retrospectiva Radiohead<br \/>\n<\/strong>&#8211; \u201cPablo Honey\u201d, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/20\/pablo-honey-obra-prima-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Bends\u201d, por Renata Honorato (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cOk Computer\u201d, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cKid A\u201d, por Lu\u00eds Henrique Pellanda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/18\/kid-a-o-radiohead-no-topo-do-mundo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAmnesiac\u201d, por Marco Tomazzoni (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/amnesiac-a-vanguarda-do-rock\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Hail To The Thief&#8221;, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;In Raibows&#8221;, por Alexandre Matias (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/17\/in-rainbows-o-album-da-decada\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Marcelo Costa\n&#8220;Adivinha o que vamos tocar?&#8221;, diz Thom Yorke rindo com jeito de quem est\u00e1 prestes a fazer uma traquinagem. 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