{"id":10093,"date":"2011-10-12T21:46:21","date_gmt":"2011-10-13T00:46:21","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=10093"},"modified":"2021-03-09T15:17:17","modified_gmt":"2021-03-09T18:17:17","slug":"atp2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/12\/atp2011\/","title":{"rendered":"I&#8217;ll Be Your Mirror 2011, Asbury Park"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10094\" title=\"atp1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"409\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp1-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e fotos por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/elson\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elson Barbosa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Greetings From Asbury Park, NJ&#8221; \u00e9 o primeiro disco de Bruce Springsteen, lan\u00e7ado em 1973. Nele, The Boss cantava a <em>heartland<\/em> do americano t\u00edpico, membro da classe trabalhadora, frequentador de alguma igreja anglicana e ativista da busca eterna da proverbial <em>american way of life<\/em>. A Asbury Park do t\u00edtulo \u00e9 uma pequena cidade no litoral de Nova Jersey a menos de duas horas de trem de Nova York e que, segundo a Wikipedia, passou de 11 mil habitantes em 1910 para 16 mil em 2010 &#8211; 5 mil habitantes em um s\u00e9culo. Foi nesse cen\u00e1rio parado no tempo e ligeiramente jeca que aconteceu mais uma edi\u00e7\u00e3o do festival de m\u00fasica mais barulhento do planeta: o All Tomorrow&#8217;s Parties.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para come\u00e7ar, n\u00e3o existe festival como o ATP. \u00c9 poss\u00edvel definir como um evento para quem n\u00e3o tem mais idade de encarar o perrengue de um festival de grande porte, pois \u00e9 montado sempre em lugares pequenos e inusitados como um resort de f\u00e9rias ou uma cidadezinha de praia. Mais do que a lama roquenrou e o clima de um evento corporativo bancado por cervejas ou celulares, a vibe do ATP \u00e9 a de uma festa caseira com amigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10095\" title=\"atp2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diferencial do ATP \u00e9 ter as melhores pequenas bandas do planeta, sempre escolhidas a dedo por algum curador convidado. Artistas circulam normalmente entre o p\u00fablico. \u00c9 comum esbarrar com Steve Albini, Geoff Barrow (Portishead) ou at\u00e9 em um senhor n\u00e3o identificado \u2013 mistura de Lou Reed e Rita Lee \u2013 que saiu literalmente trope\u00e7ando nas pessoas ao deixar o show do Swans com as m\u00e3os nos ouvidos. Citando o pr\u00f3prio Albini em uma entrevista do ano passado, publicada aqui mesmo no Scream &amp; Yell: \u201c\u00c9 como sair de f\u00e9rias com seus amigos. E \u00e9 essa atmosfera a raz\u00e3o do ATP dar t\u00e3o certo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A edi\u00e7\u00e3o 2011 do ATP EUA (h\u00e1 ainda uma vers\u00e3o brit\u00e2nica), rebatizada \u201cI\u2019ll Be Your Mirror\u201d (lado B do single \u201cAll Tomorrow\u2019s Parties\u201d, do Velvet Underground), foi dividida em tr\u00eas palcos: Convention Hall, uma sala constru\u00edda em 1930 com capacidade para 3600 pessoas, que em seus heydays recebia bandas como Doors, Led Zeppelin e Pink Floyd; Paramount Theatre, teatro de 1600 lugares constru\u00eddo na mesma \u00e9poca junto ao Convention Hall, com um perfil mais para musicais da Broadway do que para os ru\u00eddos do ATP; Asbury Lanes, um bar j\u00e1 bastante desgastado, a uns cinco minutos a p\u00e9 do Convention Hall, com um pequeno palco montado entre duas pistas de boliche, o \u00fanico local com certo ar roqueiro \u2013 na sua parede externa lateral, pinturas enormes de figuras como Joey Ramone e Johnny Rotten enfeitam o lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10096\" title=\"atp3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp3.jpg\" alt=\"\" \/><strong>Dia 01<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira banda a subir no palco do Convention Hall foi a norte-americana Chavez abrindo com o semi-hit underground &#8220;Break Up Your Band&#8221; (aquela do clipe dos strippers) e tocando faixas dos seus dois \u00fanicos \u00e1lbuns lan\u00e7ados h\u00e1 mais de quinze anos num grande show para um p\u00fablico ainda pequeno e morno. Depois de uma corrida at\u00e9 o Asbury Lanes para ver um trecho do Thinking Fellers Union Local 282, foi hora de voltar ao Convention Hall para aguardar a grande atra\u00e7\u00e3o da primeira noite \u2013 os veteranos do Shellac.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veteranos porque praticamente todos os eventos envolvendo a marca ATP tem alguma participa\u00e7\u00e3o da banda, seja integrando o line-up ou organizando a tradicional sess\u00e3o de p\u00f4quer comandado pelo crupi\u00ea Steve Albini. O show foi o de sempre \u2013 uma sucess\u00e3o de pedradas math-noise-hardcore com a banda se divertindo tanto quanto a plateia. Cada m\u00fasica parece ter uma piada ensaiada. Em &#8220;Steady As She Goes&#8221;, Albini e o baixista Bob Weston se escondem fora do palco durante um break instrumental, para voltarem correndo de forma desengon\u00e7ada quando a m\u00fasica volta a pesar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10097\" title=\"atp4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp4.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp4-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em &#8220;The End of Radio&#8221; \u00e9 a vez do baterista Todd Trainer aparecer \u2013 munido apenas de uma caixa, Trainer passeia pelo palco tocando a caixa em qualquer ritmo enquanto Albini recita uma letra sem sentido sobre&#8230; Trainer tocando a caixa. Em &#8220;Spoke&#8221;, a \u00faltima m\u00fasica, Albini e Weston desmontam todo o palco enquanto Trainer continua tocando, e ele s\u00f3 para quando a pr\u00f3pria bateria \u00e9 desmontada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, parte do show \u00e9 das j\u00e1 tradicionais sess\u00f5es de Q&amp;A&#8217;s \u2013 ou algo como &#8220;Respostas Idiotas para Perguntas Imbecis&#8221;. &#8220;De que ano \u00e9 o seu baixo?&#8221; ganha um &#8220;E como caralhos vou saber?&#8221;. Em resposta a um &#8220;Qual \u00e9 o seu instrumento favorito?&#8221;, Albini explana em detalhes impressionantes sobre um objeto de uso proibido para menores. S\u00e3o piadas nerds e sem sentido, mas que no contexto, e considerando o curr\u00edculo dos envolvidos, se tornam bizarramente engra\u00e7adas. Depois do Shellac, a noite \u00e9 encerrada pelo belo show intimista de Bonnie \u2018Prince\u2019 Billy.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10098\" title=\"atp5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp5.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp5.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp5-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Dia 02<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os shows no s\u00e1bado come\u00e7aram cedo. \u00c0s 14h30, o Beak&gt;, projeto paralelo de Geoff Barrow (Portishead), sobe ao palco para um show sensacional de revisita\u00e7\u00e3o ao krautrock alem\u00e3o dos anos 70. No Paramount Theater, Colin Stetson fazia noise com seu saxofone, enquanto no Asbury Lanes, o Oneida come\u00e7ava uma maratona de oito horas (!) de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta ao Convention Hall, a desconhecida Foot Village fez um dos shows mais impressionantes do evento. Formada por quatro bateristas-vocalistas, a banda faz um som tribal absurdamente barulhento. Uma das bateristas \u00e9 uma min\u00fascula japonesinha que berrava como um animal no abate, fazendo umas dan\u00e7as ritual\u00edsticas como se recebesse alguma entidade do mal. No final, Matt Williams, guitarrista do Beak&gt;, volta ao palco para uma participa\u00e7\u00e3o de noise e ru\u00eddos junto \u00e0s baterias desenfreadas do Foot Village. Show bizarro e sensacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10099\" title=\"atp6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pausa para uma caminhada, dar uma espiada no The Horrors (um bom show indie-g\u00f3tico-shoegazer cheio de efeitos e climas) e voltar ao Paramount para ver a dupla Silver-Qluster. A metade Silver \u00e9 Simeon, do Silver Apples, lend\u00e1ria banda norte-americana de proto-eletr\u00f4nica; A metade Qluster \u00e9 Hans-Joachim Roedelius, \u00edcone da cena krautrock nos anos 70, \u00e0 frente do Cluster. O show foi uma sucess\u00e3o de ru\u00eddos e drones, mais voltado \u00e0 hipnose do Cluster do que \u00e0 psicodelia do Silver Apples. Hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta ao Convention Hall, o Battles fazia um bom espet\u00e1culo de pirotecnia instrumental que beirava (e muitas vezes transpassava) o exagero. Pausa para comer alguma coisa, antes de ver duas das principais bandas de todo o festival. No Paramount, o lend\u00e1rio Swans fez uma apresenta\u00e7\u00e3o absolutamente ensurdecedora, sem tr\u00e9guas: abriram com &#8220;No Words \/ No Thoughts&#8221;, do disco mais recente (My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky, 2010,  em uma vers\u00e3o de uns 20 minutos, sendo metade s\u00f3 de noise. Trilha perfeita para o proverbial document\u00e1rio sobre o fim do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10100\" title=\"atp7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp7.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na plateia, os que n\u00e3o tiveram a feliz ideia de comprar protetores sofriam com os ouvidos quase sangrando (ou saiam trope\u00e7ando, com o Lou Lee do terceiro par\u00e1grafo). E a banda ainda foi a respons\u00e1vel pela cena mais enternecedora do festival. Algumas horas antes, no restaurante \u00e0 beira da praia em frente ao Convention Hall, uma fam\u00edlia formada por um av\u00f4, um casal e um beb\u00ea almo\u00e7ava tranquilamente. O beb\u00ea vestia uma camisetinha do Swans. Mais tarde aparece o Michael Gira (l\u00edder do Swans), cumprimenta a fam\u00edlia e brinca com o beb\u00ea, pegando-o no colo. Na hora do show, a surpresa: o av\u00f4 era na verdade o baixista do Swans.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vendo aquele pesadelo sonoro em cima do palco, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o refletir em como um monte de bandinhas indie ainda tem muito que aprender com vov\u00f4s como os do Swans. Fechando a noite, os headliners e curadores do festival: o Portishead. Dif\u00edcil colocar em palavras o que \u00e9 um show deles. Toda a eletr\u00f4nica experimental ganhava peso e corpo com uma grande banda ao vivo, completada com a espectral voz de Beth Gibbons. O show percorreu o material dos tr\u00eas discos, em uma sucess\u00e3o de hits \u2013 &#8220;Glory Box&#8221;, &#8220;Over&#8221;, &#8220;Sour Times&#8221;, &#8220;Roads&#8221;, todos n\u00fameros de gelar a alma. Ao fim, a grande surpresa da noite \u2013 Gibbons, sempre t\u00edmida e reservada, fez um inacredit\u00e1vel stage diving sobre a plateia, antes de voltar e cumprimentar sorridente os f\u00e3s mais pr\u00f3ximos ao palco. Show bel\u00edssimo e memor\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10101\" title=\"atp8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp8.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Dia 03<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De manh\u00e3 chega \u00e0 not\u00edcia via Twitter e Facebook: um show surpresa do Shellac iria rolar, programado para \u00e0s 12h45. Ao meio-dia em ponto, a fila j\u00e1 se formava na entrada do Asbury Lanes. N\u00e3o mais que duzentos felizardos viam Albini e cia comandar mais uma brutalidade atr\u00e1s da outra, al\u00e9m das Q&amp;A&#8217;s (&#8220;Qual \u00e9 o seu jayhawk favorito?&#8221; &#8211; &#8220;Sei l\u00e1 que porra \u00e9 essa&#8221;). A banda ainda incluiu no set diversas faixas in\u00e9ditas, provavelmente prestes a virar um novo \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pausa para o almo\u00e7o, voltando a tempo de pegar um trecho do DD\/MM\/YYYY (uma bandinha indie histri\u00f4nica anti-melodia), at\u00e9 voltar ao Paramount para ver Jeff Mangum. Em um set ac\u00fastico voz-e-viol\u00e3o, Mangum tocou diversos n\u00e3o-hits de sua banda original, o Neutral Milk Hotel. O fato desse show ter sido fechado somente para quem tinha ingressos especiais quase estragou a apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 por sorte consegui a entrada minutos antes do espet\u00e1culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10102 aligncenter\" title=\"atp9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp9.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Convention Hall, o Deerhoof mostrava um som ca\u00f3tico e estranhamente festeiro, meio que um &#8220;Cansei Math-Rock&#8221;. De volta ao Paramount, o Earth tocava o seu stoner rock lent\u00edssimo e arrastado, longe dos drones doom metal dos anos 90. Baseado no \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cAngels of Darkness, Demons of Light 1\u201d (2011), o destaque ficou por conta da violoncelista Lori Goldston, cujo curr\u00edculo inclui o hist\u00f3rico \u201cMTV Unplugged do Nirvana \u201c(Dylan Carlson, l\u00edder do Earth, era amigo pessoal de Kurt, e reza a lenda que foi ele quem vendeu a lend\u00e1ria arma para o m\u00fasico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, J.G. Thirlwell, m\u00fasico de diversos projetos p\u00f3s-punk industriais dos anos 80 como o Foetus, regia o seu projeto Manorexia, formado por um quarteto de cordas, um pianista, um percussionista e o pr\u00f3prio Thirwell num MacBook. Uma bel\u00edssima trilha sonora de algum filme inexistente. Enquanto isso, no Convention Hall, o Public Enemy tocava o seu \u201cFear of a Black Planet\u201d na \u00edntegra.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10103\" title=\"atp10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp10.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp10.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp10-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta ao Paramount, a Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra, de Efrim Menuck (tamb\u00e9m membro do Godspeed You! Black Emperor) mostrava seu post-rock-freak-folk torto e genial. Menuck, um vocalista sofr\u00edvel, n\u00e3o consegue estragar as bel\u00edssimas composi\u00e7\u00f5es do quinteto, que sabem passar de delicados trechos com violinos a partes pesadas e densas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Convention Hall, o Portishead fazia seu segundo show no festival, beirando tanto \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o quanto o primeiro. Dessa vez, com duas participa\u00e7\u00f5es especiais: Chuck D, do Public Enemy, surgiu para criar um rap em cima da base de &#8220;Machine Gun&#8221;, e Simeon, do Silver Apples, participou fazendo noise em &#8220;We Carry On&#8221; (faixa que foi declaradamente inspirada na banda de Simeon). Mais um show memor\u00e1vel fechando oficialmente o ATP. Na pr\u00e1tica, ainda deu tempo de correr at\u00e9 o Asbury Lanes e pegar o de fato \u00faltimo show \u2013 Thought Forms, uma desconhecida banda inglesa de post-rock-drone, ensurdecendo a pequena plateia que sobrou em p\u00e9 no domingo de madrugada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10104 aligncenter\" title=\"atp11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp11.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final, os ouvidos zunindo s\u00e3o a constata\u00e7\u00e3o: n\u00e3o existe festival como o ATP.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Top 11 do ATP I&#8217;ll Be Your Mirror<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">01. Portishead<br \/>\n02. Swans<br \/>\n03. Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra<br \/>\n04. Shellac<br \/>\n05. Foot Village<br \/>\n06. Thought Forms<br \/>\n07. J.G. Thirlwell&#8217;s Manorexia<br \/>\n08. Beak&gt;<br \/>\n09. Earth<br \/>\n10. Silver-Qluster<br \/>\n11. Chavez<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10105\" title=\"atp12\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/atp12.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Elson Barbosa toca baixo no <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/herodlayne\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Herod Layne<\/a> e \u00e9 um dos capos do selo virtual <a href=\"http:\/\/sinewave.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sinewave<\/a>. Essa entrevista foi publicada originalmente no formato podcast no site da Sinewave. Ou\u00e7a <a href=\"http:\/\/sinewave.com.br\/2010\/07\/sinewave-podcast-20-steve-albini\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Entrevista: Steve Albini \u2013 \u201cComo digo goodbye em portugu\u00eas?\u201d, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/07\/16\/entrevista-steve-albini\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Festival Transborda: o messianismo de Criolo e a m\u00fasica de puteiro do Vanguart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/21\/os-destaques-do-festival-transborda\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Conex\u00e3o Vivo Salvador 2011: cinco grandes shows por cinco jornalistas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/conexaovivoba\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Barcelona n\u00e3o para, e o Primavera Sound 2011 segue o ritmo da cidade (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/primavera2011\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Festival de Benic\u00e0ssim 2011: Haja cora\u00e7\u00e3o e pernas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/fib2011\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Coachella 2011: \u201cHoje \u00e9 o dia mais quente do ano em Palm Springs\u201d, diz o taxista (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/coachella\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Elson Barbosa\nEm um cen\u00e1rio jeca e parado no tempo aconteceu mais uma edi\u00e7\u00e3o do festival de m\u00fasica mais barulhento do planeta\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/10\/12\/atp2011\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":94,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10093"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/94"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10093"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10093\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60356,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10093\/revisions\/60356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}