Três perguntas e meia: Terno Rei acústico

entrevista por Renan Guerra

Os paulistanos da Terno Rei estão preparando o lançamento de um EP ao vivo acústico, que trará versões desplugadas de quatro faixas presentes em seu disco “Violeta” (2019) e uma releitura inédita para “Eu Amo Você”, de Cassiano e Silvio Rochael, que fez sucesso na voz de Tim Maia em 1970. “Violeta”, terceiro disco da banda, foi uma espécie de divisor de águas, que expandiu o alcance do grupo e o levou para diferentes palcos nesses últimos dois anos. Aqui no Scream & Yell, por exemplo, o “Violeta” foi o 9º álbum mais votado em nosso Melhores de 2019.

O “Acústico” surgiu a partir de uma live transmitida em julho no YouTube do Nico’s Studio, em Curitiba. O vocalista e baixista Ale Sater afirma que a live e posteriormente as versões acústicas possibilitaram uma reconexão com essas canções de forma mais crua, já que muitas delas surgiram primordialmente no violão.

Nesse ano, a Terno Rei já havia lançado dois singles ao lado dos curitibanos da Tuyo, no início de março, e agora lançam a versão de “São Paulo” como um prelúdio do EP acústico, que será sairá pela Balaclava Records. “’São Paulo’ é uma das composições que melhor resume o ‘Violeta’, por trazer bastante do synthpop presente no álbum todo, e uma letra que aborda os temas de confusão e cidade, assuntos que eu gosto bastante de escrever”, explica Ale. “Nesse acústico, acredito que foi a versão mais interessante que gravamos e por isso optamos por lançá-la antes. Ficou com uma roupagem que me remete muito aos unpluggeds antigos da MTV”.

Longe dos palcos desde o inicio do distanciamento social, a banda acabou se confinando em um sítio, onde já começou os processos de criação do quarto disco, ainda sem previsão de lançamento. Para o Scream & Yell, o vocalista e baixista Ale Sater respondeu três perguntas rápidas. Para completar, no clima de nostalgia da antiga MTV Brasil, pedimos para que cada integrante da banda escolhesse seu Acústico MTV preferido. Confira:

O formato acústico surgiu de uma live realizada nesse momento de distanciamento social. Como tem sido essa fase para vocês e como foi esse momento de voltar ao palco para uma apresentação virtual?
Foi um mega baque para nós. A gente estava num período muito corrido de shows e planos e, de certa forma, a pandemia veio para colocar uma pausa em tudo isso. Tem sido um tempo bom para parar mesmo e ficar mais tranquilo. Estamos aproveitando dessa forma, cada um cuidando de si e se isolando. A gente viajou duas vezes juntos para o sítio do nosso técnico de som para tocar um pouco e começar a escrever um disco novo. Sobre a apresentação virtual, foi uma experiência da hora sim. Deu para matar a saudade do friozinho na barriga e foi um show especial com versões especiais. A resposta foi demais também.

Desde o lançamento do “Violeta”, a Terno Rei conseguiu transitar por muitos palcos e teve uma resposta grande e positiva do público. Como vocês enxergam agora, depois desse tempo, o impacto do “Violeta” na carreira da banda e como é essa sensação de desplugar essas canções?
Foi tudo bem maluco e legal mesmo desde o lançamento desse disco. Acho que agora tudo começa a “acalmar” de novo. Com a pandemia… Com o tempo que já faz… Desplugar essas canções traz um ar fresco, acho que é bom, enjoa menos. Eu ouvi as gravações depois e fiquei contente com o trampo, algumas versões ficaram diferentes mesmo das originais.

Nesse momento vocês já estão trabalhando no quarto disco, é isso? Como anda esse processo criativo e o que vocês já podem adiantar disso?
Isso! Estamos começando sim esse quarto disco. Temos muitas ideias, algumas composições prontas e tal. É uma parte muito foda do processo, bem empolgante mesmo. Imaginamos entrar em estúdio de vez entre dezembro e março, algo por aí… Já o lançamento, não saberia dizer.

Pra terminar: qual o Acústico MTV preferido de cada um de vocês? Vamos fechar só em nacionais, ok?
Ale Sater: Cássia Eller, de 2001.
Bruno Paschoal: Charlie Brown Jr, de 2003.
Greg Vinha: Capital Inicial, de 2000.
Luis Cardoso: Legião Urbana, de 1999.

– Renan Guerra é jornalista e escreve para o Scream & Yell desde 2014. Também colabora com o Monkeybuzz.

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