Especial: As Melhores Músicas do Radiohead

por Bruno Capelas

É difícil definir o Radiohead, uma banda de carreira extensa, metamórfica e polêmica – lembra quando eles lançaram o “Kid A” e deixaram todo mundo chateado e impressionado ao mesmo tempo? Ou quando lançaram um disco de surpresa deixando a galera pagar o que quisesse por ele? Como explicar uma banda capaz de fazer hits radiofônicos como “Creep” e “High and Dry” e, no minuto seguinte, compor verdadeiras odes ao mundo esquisito em que vivemos?

Quando uma tarefa é difícil demais, a gente pede ajuda para os amigos. É essa a ideia deste especial: escolher as melhores músicas do Radiohead, aproveitando o mote da passagem da banda pelo Brasil neste mês de abril – eles tocam no dia 20 no Rio de Janeiro, na Jeunesse Arena, e no dia 22 em São Paulo, no Allianz Parque. Para essa tarefa, reuni um time de jornalistas, críticos e curadores musicais, músicos, enfim… gente que já se arrepiou e chorou um bocado ao som das aventuras musicais de Thom Yorke e seus amigos. É um costume que já tinha sido feito algumas vezes para bandas como R.E.M., Pixies, Bruce Springsteen, Blur e Led Zeppelin, no meu antigo blog, o Pergunte ao Pop.

Não foi uma tarefa fácil. Como era tradição no Pergunte ao Pop, pedi aos 37 votantes que escolhessem suas cinco canções favoritas do Radiohead, em ordem de preferência, acompanhadas de um textinho que justificasse a escolha do primeiro lugar. (Alguns exagerados mandaram textinhos para todas as suas preferidas, e não apenas a primeira colocada).

Esses textos servem como justificativa – às vezes bastante pessoal – sobre porque uma música é melhor que a outra. O ranking, porém, foi definido a partir de um critério matemático: 5 pontos para a música que fica em primeiro lugar da lista de cada votante, 4 para o segundo e assim por diante. No caso de empate em termos de pontos, prevaleceu a música que teve mais votos individuais – ao contrário do saudoso Torneio Início, não temos outros critérios de desempate.

A ideia da lista, além de celebrar a carreira da banda, é servir como boa introdução a um dos grupos mais inventivos dos últimos 25 anos. Ao todo, 51 músicas diferentes foram citadas pelo Colégio Eleitoral – delas, 34 tiveram pelo menos mais de uma lembrança, o que justifica sua presença nesta lista. Todos os discos de carreira do Radiohead foram citados – houve ainda quem lembrou de um lado B de um single e uma faixa divulgada apenas 20 anos depois de ter sido originalmente gravada pela banda. “OK Computer”, de 1997, foi o disco que mais foi lembrado e o dono da faixa vencedora, seguido de perto por “The Bends”, de 1995, e “In Rainbows”, de 2007.

Aqui, você confere a lista principal, com os comentários dos votantes e links para playlists com o ranking no serviço de streaming à sua escolha – tem Spotify, Deezer e Google Play Música. Mandamos ainda um link com um arquivo para ler todos os votos e textos e a planilha de conferência. Vamos nessa?

1º: Paranoid Android – 69 pontos, 19 votos
“Costumo dizer que o dia em que Thom Yorke se cansar das experimentações herméticas e escrever um disco só de “Paranoid Androids”, vai configurar um novo norte na música pop. De novo.” (Elson Barbosa, Sinewave)

“Com mais fases que o Abbey Road (e transições perfeitas), letra sombria, riffs reconhecíveis, referências a Douglas Adams e Blade Runner, críticas ao capitalismo tão ácidas quanto no “Kid A” (“Ambition makes you look pretty ugly/kicking, squealing Gucci little piggy”) e ainda dá pra cantar por 5 minutos a parte do “rain down”. A canção mais completa da década de 90”. (Tiago Aguiar, O Globo)

2º: Idioteque – 41 pontos, 14 votos
“Acho a canção impressionante como obra de arte moderna, capaz de mimetizar em sua forma todo um sentimento de paranoia que atravessa a humanidade desde a Guerra Fria dos anos 60 até as questões ambientais e as tecnologias dos anos 2000. Não é à toa que, mesmo 18 anos depois de seu lançamento, “Idioteque” continue soando e parecendo tão atual.” (Giovanni Santa Rosa, jornalista)

“Chega a ser um pouco polêmico colocar Idioteque em primeiro lugar em um ranking de músicas do Radiohead. Mas eu explico. Quando o “Kid A” foi lançado em 2000, eu e meus irmãos morávamos em uma república em Presidente Prudente, interior de São Paulo. Depois do impacto do “OK Computer”, a expectativa era gigante em torno do álbum. Lembro da gente correr pra comprar quando chegou na loja do shopping e a primeira audição foi uma decepção pra geral. Ninguém entendeu o disco logo de cara, a gente tinha até um apelido pra ele: “que odiei”. Era um trocadilho bem raso mesmo, com a pronúncia do nome do álbum. Mas não demorou pro “Kid A” bater e se tornar trilha de jogatinas de Winning Eleven e Tony Hawk’s Skater Pro, num Playstation One que tínhamos na época. Eram madrugadas adentro ao som do disco, e Idioteque era a que mais chapava quando tocava, sempre tinha alguém que ficava acompanhando as batidas frenéticas da música no interruptor de luz, nem sei quantas lâmpadas queimamos com essa noia. Vi o Radiohead ao vivo duas vezes, na única apresentação aqui no Brasil, em 2009, e ano passado, no festival Best Kept Secret, na Holanda, e confesso que “Idioteque”, ao lado de “Paranoid Android”, continuam sendo os meus momentos favoritos do show. Acho que as luzes frenéticas do palco me remetem a essa época massa da vida. (Bruno Dias, Capricho & Urbanaque)

3º: Creep – 36 pontos, 10 votos
“Sou fã da fase menos experimental do Radiohead. Para mim, “Pablo Honey”, “The Bends” e “OK Computer” é a melhor trilogia inicial lançada por uma banda. Creep representa tudo isso em alto e bom som. Além disso, foi uma das primeiras músicas que aprendi a tocar no violão/guitarra. É aquela que sempre toco nas rodinhas e, consequentemente, faz todo mundo chorar. Uma das canções da minha vida.” (João Paulo Carvalho, Estadão)

“Quando eu comecei nesse negócio de ouvir música indie, eu não conseguia gostar do Radiohead nem do Los Hermanos. Mas adorava tanto “Creep”, a “Anna Júlia” de Thom Yorke – a piada não é minha, nem sei de quem é, mas roubei para a vida. A verdade é que “Creep”, hino da Teoria Pedestáltica, um compêndio de psicologia pop que varreu minha adolescência, sempre bateu bem praquele garoto nerd de São Caetano – “what the hell I’m doing here?”. Além do refrão pop, da guitarra distorcida (o aviso pré-refrão de Jonny Greenwood é uma das coisas mais impactantes da música pop, para mim) e da simplicidade lírica-harmônica, é uma música que também tem uma história. Ainda adolescente, certa vez cometi a bobagem de me declarar pra uma moça com “In My Life” (ah, as coisas que a gente faz com 15 anos). Ela achou fofo, mas nem deu bola. Fiquei chateado e comecei a tocar “Creep”. Acabou dando certo – às vezes, a gente consegue ser um pouco especial”. (Bruno Capelas, Estadão)

4º: No Surprises – 34 pontos, 8 votos
“Demorei começar a gostar de Radiohead. Cego pela fama dos experimentos, eu esperava algo muito diferente, mas não conseguia perceber que a inovação estava nas sutilezas. Mudei tarde, em 2016, com o “A Moon Shaped Pool”. Decidi que era hora de dar uma nova chance para a banda. E, então, entendi: cada linha de baixo aparentemente fora do tempo, cada grito da guitarra de Greenwood, cada verso declamado por Yorke em cima de batidas secas eletrônicas tinham um porquê. Tudo em Radiohead é sutil e precisa da sua atenção. Mas quando a música entra, nunca mais sai. “No Surprises”, para mim, é a que melhor representa isso tudo. A introdução te leva a um lugar quente e confortável, até que a voz de Yorke entra, quase como um choro. E tudo é branco. Algo muda com os momentos de silêncio e com os corais no fundo ao final. Tudo é apagado e, com suas sutilezas, Radiohead prova como é possível ser melancólico e feliz ao mesmo tempo. Nenhuma surpresa.” (Kaluan Bernardo, jornalista)

5º: High and Dry – 33 pontos, 9 votos
“Ah, porque sofrer faz parte da vida. Viver é muito mais dor do que prazer e tal.” (Tiago Trigo, Casa Inflamável)

6º: Fake Plastic Trees – 32 pontos, 9 votos
“Não podia deixar de fora da lista a balada que já me acompanhou nas piores fossas da vida (e deve acompanhar nas futuras). Ela é fonte de inspiração para muitas outras músicas e, de certa maneira, resume o que o Radiohead é pra mim: uma banda que faz músicas para pessoas que sentem as coisas intensamente, internamente, e nem sempre se sente confortável na própria pele (e tudo bem!).” (Nat Julio, jornalista e curadora musical)

7º: Karma Police – 24 pontos, 7 votos
“Outros devem escrever sobre ela, mas: dentro de um disco sem falhas, o Radiohead faz a sua grande canção, com aura de seriedade, ironia e crítica-social-foda. Na verdade, era uma brincadeira em torno de uma expressão que usavam entre eles durante as turnês. A piada interna sobre a “polícia do karma” se transformou numa balada de arena fantasmagórica e inesquecível, facilmente comprovável em shows da banda, onde ao final a multidão costuma repetir “For a minute there / I lost myself, I lost myself”, como se quisessem continuar perdidos por mais um/uns minuto(s) com a música de Thom Yorke e cia. (Renato ‘Otaner’ Martins, La Cumbuca)

8º: Everything In Its Right Place – 20 pontos, 7 votos
“Considero o “Kid A” o melhor trabalho da banda. Foi lançado na aurora do século 21, muito eletrônico e vinha com a missão de levar o Radiohead para um lugar além do que “OK Computer” havia mostrado. Sai a cópia de progressivo alemão requentado e entra uma música atormentada, cheia de interferências e necessidade de mudança. Eu gosto da ideia do Radiohead dar um chute na bunda do rock, porque “Kid A” está longe de ser um disco do estilo, como “OK” é. Essa música é tensa, mente de forma deslavada sobre as coisas estarem no lugar certo. É óbvio que nunca estiveram. Basta ouvir. O tecladinho inicial é insuperável dentro do repertório do grupo. Radiohead para não-fãs. (Carlos Eduardo Lima, Atemporal & História por Música)

9º: Airbag – 20 pontos, 6 votos
“A faixa de abertura de “OK Computer” sintetizava o que o disco tinha de melhor. Na verdade, sintetiza o que o próprio Radiohead tem de melhor: uma constelação de fragmentos discordantes que, organizada em torno de uma canção simples e cativante, resulta muito mais grandiosa que a mera soma de suas partes. (Nota pessoal: fiquei impressionado ao ver a banda ao vivo em 2008 e constatar como conseguiam reproduzir com exatidão os timbres e o arranjo original — mesmo que, para isso, Jonny tivesse que usar duas guitarras diferentes, trocando de instrumento no meio da música.)” (Marco Antonio Barbosa, Telhado de Vidro)

10º: Just – 19 pontos, 6 votos
“Porque o que eu gosto mesmo é do Radiohead guitarreiro do começo de carreira.” (Janaina Azevedo Lopes, G1)

11º: Anyone Can Play Guitar – 18 pontos, 6 votos
““Anyone Can Play Guitar” foi a primeira música que ouvi do Radiohead (sim, antes de “Creep”), cortesia de uma fitinha cassete que veio na saudosa revista “General”. Essa fita tinha outras coisas como Blur, Breeders e Smashing Pumpkins. Virou clássica. Mesmo o “Pablo Honey” sendo um disco bem razoável, essa música era poderosa, ainda mais para um adolescente (eu tinha 14 anos na época). A entrada, o baixo, o ritmo, as citações, a letra (“…i want to be in a band when i get to heaven…”), tudo que cativava uma jovem mente repleta de alguns sonhos. Ainda hoje é minha canção predileta da banda e toda vez que ouço com certeza alguma coisa acontece no meu coração.” (Adriano Costa, Coisa Pop)

12º: How to Disappear Completely – 16 pontos, 5 votos
“O Radiohead tem um documentário feito na época da turnê do disco “OK Computer” chamado “Meeting People Is Easy”. Se você não tiver acesso ao doc ou tempo para assistir, “How To Disappear Completely” é uma cristalização perfeita dos temas apresentados no filme e do isolamento que Thom Yorke sentia naquela época. Acompanhado por um violão, ele canta sobre como se sente um fantasma no meio das pessoas, ou como deseja ser um fantasma. O elemento musical mais notável da canção são crescendos de ondes martenot que soam quase como um grito primal, criando um contraste com a performance vocal resignada de Yorke. Melhor canção do grupo, com certeza.” (Pedro Hollanda, jornalista)

*13º: Let Down – 16 pontos, 4 votos
“É uma canção de amplas possibilidades de delírio. Ela pode ser cinematográfica, alucinógena, introspectiva, e com o combustível mental e químico certo para cada um, até xamânica (ou até dá para dispensar tais combustíveis, a depender do seu estado de espírito). Tem a dor e uma suave nesga de esperança na voz do Thom Yorke, a letra que mistura desejo de fuga, inocência e desencanto; tem aquela harmonia que une partes que, sozinhas, não teriam o mesmo poder. Vejo-a como uma obra contundente, daquelas raras que não aceita (sequer permite) ser usada como pano de fundo para atividades corriqueiras. É uma obra que te toma e te derruba (ou levanta, ou te joga em movimento centrípeto…) Tremendo perigo ouvir ao volante. Mas pode valer o risco.” (Leonardo Vinhas, Scream & Yell)

*13º: Exit Music (For a Film) – 16 pontos, 4 votos
“A gente acumula algumas convicções ao longo da vida, além das decepções, mas você não pediu para eu falar sobre isso, né. OK, tentarei evitar as digressões. Esta faixa não concentra alguns dos arranjos mais bonitos que você já ouviu? É uma música que começa melancolicamente tão gentil, e cresce para depois desabar na dor de alguém que está meio puto com o caminhar das coisas. Dá para imaginar todo tipo de tragédia pessoal com essa música de trilha sonora – não que eu goste de tragédias, apesar de elas inspirarem boas narrativas. De qualquer forma, diz a história que esta música foi pensada ou encomendada para o filme “Romeo + Juliet”, a versão de 1996. E bem, bota tragédia nisso essa história de seus pais não aprovarem aquele ou aquela que você ama e, quando você resolve assumir a raridade do amor romântico, a outra pessoa morre. Vacilo. E um elegante final com “We hope that you choke… that you choke”, é o tipo de desejo que vale professar para muita gente e situações. Enfim, um ponto final elegante para uma música, acho.” (Carla Matsu, IDG Now)

15º – Weird Fishes/Arpeggi – 15 pontos, 5 votos
“Pra mim, o “In Rainbows” é inteiro um invólucro perfeito para essa música. Uma canção-arpejo simples que te leva aos confins do universo e dói, mesmo cheia de ternura. Pra mim, ela tem uma música-irmã no disco mais recente da banda, a “Present Tense”, de mesma estrutura simples e atmosfera densa. Coisa mais bonita.” (Yasmin Muller, Deezer)

“Basicamente, é a canção que diz: Thom Yorke faz sexo! A gente também, né? Uma junção espetacular de certo calor soul com a frieza teutônica de Faust. Obra de gênio.” (Thiago Pereira, Hoje em Dia)

16º: There There – 12 pontos, 5 votos
“O single do disco e uma das faixas poderosas do Radiohead nos anos 00 se chama ‘There There’ e começa como uma mantra, com tambores (tocados em shows por Jonny Greenwood e Ed O’Brien) fazendo a cama para a voz de Thom Yorke que crava no peito do ouvinte: ‘Só por que você sente, não significa que esteja lá’. No final, após um belíssimo solo de guitarra, outro aviso: ‘O Céu enviou-te para mim / Nós somos acidentes que ainda vão acontecer’. É uma das canções do Radiohead que cresce absurdamente ao vivo”. (Marcelo Costa, Scream & Yell)

17º: Black Star – 11 pontos, 4 votos
“Todas as complexidades, tanto melódicas quanto líricas, que o Radiohead iria explorar pós “OK Computer” estão ausentes dessa canção do sessentista “The Bends”, uma música que, casualmente, foi a primeira parceria deles com o Nigel Godrich na produção (eles curtiram o resultado e decidiram apostar – ainda bem). Tudo aqui é direto, sem disfarces, desde o arranjo bate e assopra alternando entre guitarreiro e melancólico à letra que narra um conturbado fim de relacionamento sinalizando (provavelmente metaforicamente exagerado) que ela enlouqueceu, e que mesmo assim ele não consegue esquecê-la. Uma faixa que ganha ainda mais dor nas versões acústicas – há uma em um pub em Estocolmo no YouTube que é de partir o coração em pedacinhos bem pequenos.” (Marcelo Costa, Scream & Yell)

18º: Lucky – 10 pontos, 4 votos
“Tenho um apego com “Lucky”. Foi a primeira música (de todas) que aprendi a tocar no violão, e a arriscar a cantar junto. Até por isso sabia a letra de cor (rs). Musicalmente, faz uma transição entre o clima etéreo/melancólico do “OK Computer” com o roqueiro do “The Bends”, principalmente ao final da canção quando chega o solo. E tem um dos mais belos refrões do álbum . Por sorte, sempre esteve no setlist de shows deles.” (Itaici Brunetti, Vírgula)

19º: Jigsaw Falling Into Place – 10 pontos, 3 votos
20º: House of Cards – 8 pontos, 4 votos
21º: Lotus Flower – 6 pontos, 2 votos
21º: Nude – 6 pontos, 2 votos
21º: Thinking About You – 6 pontos, 2 votos
24º: Bodysnatchers – 5 pontos, 2 votos
24º: (Nice Dream) – 5 pontos, 2 votos
24º: 15 Step – 5 pontos, 2 votos
24º: Where I End and You Begin – 5 pontos, 2 votos
28º: Daydreaming – 4 pontos, 2 votos
29º: All I Need – 3 pontos, 3 votos
30º: Burn the Witch – 3 pontos, 2 votos
30º: The Bends – 3 pontos, 2 votos
30º: 2+2=5 – 3 pontos, 2 votos
33º: Pyramid Song – 2 pontos, 2 votos
33º: Life in a Glasshouse – 2 pontos, 2 votos

OS VOTANTES
Adriano Mello Costa, Coisa Pop
Bruno Capelas, Estadão
Bruno Dias, Capricho & Urbanaque
Carla Matsu, IDG Now
Carlos Eduardo Lima, Atemporal & História por Música
Eduardo Martinez, TV Tem/Código de Conduta
Elson Barbosa, Sinewave
Enio Vermelho Jr, jornalista
Fernando Augusto Lopes, Floga-se
Giancarlo Rufatto, músico
Giovanni Santa Rosa, jornalista
Itaici Brunetti, Vírgula
Kaluan Bernardo, jornalista
Lafaiete Junior, Veia Urbana
Leonardo Vinhas, Scream & Yell
Lucas Brêda, Rolling Stone
Janaina Azevedo Lopes, G1
– João Paulo Carvalho, Estadão
Manoel Magalhães, músico
Marcelo Costa, Scream & Yell
Marco Antonio Barbosa, Telhado de Vidro
Marco Tomazzoni, Google Play
Marcus Vinicius Losanoff, Cambio & Alt90
Mariana Tramontina, UOL
Natalia Julio, Google Play
Olavo Rocha, Lestics
Pablo Miyazawa, IGN Brasil
Pedro Hollanda, jornalista
Pedro Salgado, Scream & Yell
Renato ‘Otaner’ Martins, La Cumbuca
Thiago Pereira, Hoje em Dia
Tiago Agostini, jornalista
Tiago Aguiar, O Globo
Tiago Trigo, Casa Inflamável
– Vinicius Felix, jornalista
Wilson Farina, Heatwave!
Yasmin Muller, Deezer

A LISTA DE DISCOS E CITAÇÕES
51 músicas foram citadas

Pablo Honey – 4 citadas (Creep, Stop Whispering, Anyone Can Play Guitar e Thinking About You)

The Bends – 9 citadas (Planet Telex, The Bends, High and Dry, Fake Plastic Trees, (Nice Dream), Just, My Iron Lung, Black Star e Street Spirit (Fade Out)).

OK Computer – 10 citadas (Airbag, Paranoid Android, Subterranean Homesick Alien, Exit Music (For a Film), Let Down, Karma Police, Fitter Happier, No Surprises, Lucky e The Tourist)

Kid A – 6 citadas (Everything In Its Right Place, Kid A, National Anthem, How to Disappear Completely, Optimistic e Idioteque)

Amnesiac – 3 citadas (Pyramid Song, You and Whose Army, Life in a Glasshouse)

Hail to the Thief – 4 citadas (2+2=5, Where I End and You Begin, We Suck Young Blood, There There)

In Rainbows – 8 citadas (15 Step, Bodysnatchers, Nude, Weird Fishes/Arpeggi, All I Need, House of Cards, Jigsaw Falling Into Place, Reckoner)

The King of Limbs – 2 citadas (Lotus Flower e Codex)

A Moon Shaped Pool – 3 citadas (Burn the Witch, Daydreaming e Ful Stop)

OK Computer OKNOTOK 1997 2017 – 1 citada (Lift)

Singles – 1 citada (Talk Show Host)

– Bruno Capelas (@noacapelas) é jornalista e trabalha no caderno Link, de O Estado de São Paulo. Todas as  fotos do texto são do show em São Paulo, 2009, por Marcos Hermes / Divulgação

Leia também:
– Radiohead: a saga através dos EPs, por Bruno Leonel (aqui)
– “Ok Computer OkNotOk 1997–2017” festeja 20 anos de “Ok Computer” (aqui)
– Radiohead honra o mito ao vivo em São Paulo, 2009, com show grandioso (aqui)
– Radiohead libera nove shows na integra da turnê 2016/2017. Assista (aqui)
– “Pablo Honey”, por Eduardo Palandi (aqui)
– “The Bends”, por Renata Honorato (aqui)
– “Ok Computer”, por Tiago Agostini (aqui)
– “Kid A”, por Luís Henrique Pellanda (aqui)
– “Amnesiac”, por Marco Tomazzoni (aqui)
– “Hail To The Thief”, por Marcelo Costa (aqui)
– “In Raibows”, por Alexandre Matias (aqui)
– “The King of Limbs”, por Marcelo Costa (aqui)
– “Rocks”, Radiohead: registro matador da banda ao vivo em 2001 (aqui)

10 thoughts on “Especial: As Melhores Músicas do Radiohead

  1. Let down: “Vejo-a como uma obra contundente, daquelas raras que não aceita (sequer permite) ser usada como pano de fundo para atividades corriqueiras.”

    Perfeita descrição! Acho impossível não parar o que se está fazendo e ficar totalmente imerso nessa música. Uma melancolia estranhamente acolhedora toma conta da gente.

  2. achei muito massa a lista de canções. não sei se teria como colocar apenas cinco músicas (pois sou fã por demais) e como na teoria Radiohead 010101010101 minha lista teria duas colunas de canções…
    na coluna 0:
    a) Climbing Up A Bloody Great Hill
    b) Everyone Needs Someone To Hate
    c) Maquiladora
    d) Palo Alto
    e) Fog
    citações: Man Of War, Spectre & Kinect

    na coluna 1:
    a) Videotape
    b) The National Anthem
    c) There There
    d) Life In a Glass House
    e) My Iron Lung
    citações: Karma Police, Daily Mail, I Might Be Wrong, Morning Bell (Kid A) & Idioteque

  3. Gostei da lista, fugiu um pouco do óbvio com a entrada de algumas músicas do “Pablo Honey”. Considerando as 5 preferidas, minha lista fica assim:

    1 – House of Cards
    2 – Idioteque
    3 – Subterranean Homesick Alien
    4 – The Numbers
    5 – You And Whose Army?

  4. Que tarefa mais ingrata. Minhas dez (cinco é foda), sem ordem de preferência:

    – Idioteque
    – Climbing up the walls
    – Motion picture sound track
    – Nude
    – Exit music (for a film)
    – All I need
    – Let Down
    – No Surprises
    – Paranoid Android
    – Street Spirit

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