Download: ouça e baixe o primeiro disco solo de Manoel Magalhães

Se Manoel Magalhães pudesse escolher uma epígrafe para o seu primeiro disco, “Consertos em Geral”, a eleita seria o trecho da canção “Música Serve Pra Isso”, de André Abujamra e Maurício Pereira, gravada nos anos 90: “o mundo é tão variado / tanta exclamação que às vezes / não se nota que é constante / que uma banalidade / gere uma canção gigante / entre numa rádio e cante: música serve pra isso”.

Isso porque o artista, nascido em Itaperuna e radicado no Rio de Janeiro desde 2002, lança o primeiro álbum solo de 9 faixas autorais transitando entre ritmos regionais e canções pop, como uma homenagem ao ofício do compositor popular. Para Manoel, Maurício Pereira, Itamar Assumpção, Renato Teixeira e Jards Macalé são algumas dessas inspirações que trabalham na construção de músicas.

“A ideia do nome partiu de uma espécie de epifania sobre o trabalho do compositor como um ofício específico e defasado pelo tempo. Como uma loja de conserto de sapatos, um relojoeiro ou um alfaiate, mas que realiza consertos dentro da gente, consertos afetivos, emocionais. A partir desse entendimento, seguir sem expectativa de ser uma fábrica de emoções em grande escala. Se eu conseguir ajudar a consertar o que uma pequena clientela sente, já meu dou por satisfeito”, comenta o cantor, que fundou as bandas Polar, em 2005, e Harmada, em 2010, além de ter sido guitarrista do grupo Columbia (2005-06).

A capa do álbum é assinada por Tatiana Vidal e fotografada por Leo Moreira Lima. A sapataria de consertos à moda antiga, na rua Senador Vergueiro, do bairro Flamengo, foi o cenário para o debut do cantor. “Minha referência quase subliminar/inconsciente foi o disco “Nighthawks At The Diner” (1975), de Tom Waits. A capa inspirada na pintura de Edward Hopper’s, ‘Nighthawks’, foi idealizada em uma lanchonete; com essa memória, ao passar pela sapataria, tudo se encaixou, e enxerguei ali o cenário perfeito para o projeto”, explica.

Depois de tanto tempo tocando em bandas (desde 2002), Manoel quis reduzir o processo de produção de seu primeiro disco solo. Produzido pelo próprio Manoel e Clower Curtis, o CD foi gravado nos estúdios Porta-Música e 8-bics, no Rio de Janeiro. “Fiz o disco apenas com o produtor Clower Curtis. Gravei algumas partes em casa, as estruturas iniciais das músicas e fizemos o resto no estúdio dele. Além de nós, a maior contribuição foi a da Vivian Benford, e como conheço os dois desde 2003, foi uma criação praticamente familiar. As participações externas foram pontuais e serviram para deixar o álbum respirar. Todos vieram assim de leve, como visita e ajudaram dando uma cor diferente”, afirma o compositor.

A sonoridade do álbum também reflete esse processo de produção mais intimista, com canções em arranjos solares que tratam do amor, da solidão e dos recomeços. O trio bateria, baixo e violão estão na lista dos instrumentos que têm mais presença no trabalho, mas os metais não passam despercebidos. Nos estilos musicais, há passeios por baladas pop (“Fica” e “Espelho”), pelo som regional e romântico do timbre da sanfona (“Hoje Eu Não Sei” e “Domicílio”), rock com pitadas jazzy do saxofone (“Pra Gravar Na Sua Secretária Eletrônica” e “Azar”), entre outros.

“Eu trabalho nessas canções desde 2014. Depois de um descanso do disco da Harmada, eu quis ser mais íntimo e tocar em assuntos que são questões que vivem no próprio imaginário: os sonhos, o acaso, a sugestão. E a canção popular é como uma espécie de cola desses três temas. Os assuntos se misturam e acho que é para isso que uma música serve. Organizar em poucos minutos tudo que não conseguimos alcançar só com a razão, mesmo que ela parta de coisas aparentemente simples”, opina.

DOWNLOAD GRATUITO – http://bit.ly/ManoelMagalhães_ConsertosEmGeral

“Consertos em Geral” também está disponível em streaming no Spotify, Deezer, Apple Music, Tidal e ClaroMúsica e pode ser baixado ainda em www.manoelmagalhaes.com.br

O Scream & Yell já havia lançado anteriormente álbuns de Antonio NovaesGiancarlo RufattoLeonardo MarquesMarcelo PerdidoNatália MatosTransmissor, Os Lacraus e Walverdes. E, de material próprio, 13 discos já foram lançados pelo selo Scream & Yell: “As Lembranças São Escolhas”, que comemora 30 anos de música e jornalismo de Dary Jr (Lorena Foi Embora, Terminal Guadalupe, Rosablanca e Dario Julio & Os Franciscanos), “Dois Lados”, um tributo ao Skank, e, ainda, “Sem Palavras”, apenas com bandas instrumentais, em abril de 2017 (baixe aqui). Conheça também “Faixa Seis” e “Brasil Tambien És Latino (artistas latinos gravando canções brasileiras), “Ainda Há Coração” (em tributo a Alceu Valença), “Caleidoscópio” (em homenagem aos Paralamas do Sucesso), “Temperança” (Um Manifesto Contra o Ódio), “Ainda Somos os Mesmos” (em homenagem ao Belchior), “Espelho Retrovisor” (Engenheiros do Hawaii), “Mil Tom” (a Milton Nascimento), “Projeto Visto” (uma troca musical entre brasileiros e portugueses) e “Somos Todos Latinos” (com 16 artistas independentes brasileiros regravando temas pop e rock dos países de idioma espanhol).

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