Três HQs: “Finda-Cosmos”, “Capitão Feio – Identidade” e “Projeto Manhattan – Vol. 5”

resenhas por Adriano Mello Costa

“Finda-Cosmos”, de Nilton Kuresto, Guilherme Nakashima, Felipe Sato e Guilherme Inky (Bananazebra)
O Bananazebra é um coletivo de quadrinhos formado em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, já com algumas revistas concebidas. “Finda-Cosmos” é uma delas e ganhou edição agora em 2017 depois de uma campanha de financiamento coletivo (pediram R$ 5 mil e arrecadaram R$ 5.904). Com roteiro de Nilton “Kuresto”, arte de Guilherme Nakashima, arte-final de Felipe Sato e cores de Guilherme “Inky”, as 40 páginas de “Finda-Cosmos” contam a história de detetives bem peculiares que trabalham em cima de um roubo ocorrido. Praticamente ambientada em um bar, essa ficção científica diverte bem, sem maiores pretensões, e tem como maior destaque os personagens concebidos e suas referências. Vale conferir.

Nota: 6

“Capitão Feio – Identidade”, de Magno Costa e Marcelo Costa (Panini)
O Capitão Feio é o único vilão permanente dentro da Turma da Mônica, criação-mor de Mauricio de Sousa. E é ele que estreia mais uma edição do projeto Graphic MSP, em trabalho dos irmãos paranaenses Magno e Marcelo Costa (de “Matinê”), com 98 páginas e lançamento da Panini. Como de costume dentro do projeto, o personagem é reinventado sem perder as origens. Na trama, vemos uma espécie de história de origem, mostrando que às vezes um vilão começa o caminho por ser mal compreendido. Com boa ação e essa pegada de aceitação por ser diferente, a hq é mais um bom trabalho no selo.

Nota: 6.5

“Projeto Manhattan – Volume 5”, de Jonathan Hickman, Nick Pitarra e Jordie Bellaire (Devir)
A Devir publicou em junho de 2017 outro volume de “Projeto Manhattan”, com 152 páginas e que compreende as edições originais de 21 a 25. A série criada por Jonathan Hickman na história (Guerras Secretas) e Nick Pitarra na arte, parte da premissa que o projeto que empresta o nome ao título era uma fachada para ambições maiores como a ida ao espaço atrás de espécies alienígenas entre outras coisas fantásticas. Loucura pouca é bobagem e tudo segue deliciosamente maluco nesse volume, com novas figuras históricas entrando no meio. Com as excelentes cores de Jordie Bellaire, “Projeto Manhattan” continua como uma das coisas mais interessantes publicadas no país.

Nota: 8,5

– Adriano Mello Costa assina o blog de cultura Coisa Pop: http://coisapop.blogspot.com.br

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