Séries: “The Blacklist”

por Adriano Mello Costa

Elizabeth Keen (Megan Boone) é uma agente do FBI que foi treinada para a construção de perfis. Tem uma vida até certo ponto tranquila e com as mesmas aspirações da maior parte da sociedade. É casada com Tom Keen (Ryan Eggold), um carismático e doce professor, com o qual tem planos de adotar uma criança em um futuro próximo. Terminado o treinamento, ela vai sair para o primeiro dia de trabalho quando helicópteros e carros param na frente da sua casa para uma missão especial. E a partir daí a vida nunca mais será a mesma.

“The Blacklist” é uma série policial que mistura drama e ação em doses iguais. Produzida pela NBC e criada por Jon Bokenkamp (roteirista dos medianos filmes “Roubando Vidas” e “Chamada de Emergência”) já chegou a três temporadas (uma quarta se inicia agora em setembro) angariando boas críticas e recepção afetuosa do público. Ao todo, até agora, são 67 episódios. Aqui no Brasil a série já foi exibida pelo Canal Sony, começou a passar na Globo e hoje está no AXN e no Netflix (todas as temporadas).

Quando Elizabeth Keen parte em direção a uma força-tarefa especial, ela nunca imaginaria o tanto que a vida como conhecia não passava de uma farsa. Isso tudo é iniciado quando Raymond “Red” Reddington (James Spader de “Sexo, Mentiras e Videotape”) aparece na sua frente dentro de uma espécie de prisão. Ele é um dos criminosos mais procurados do mundo e do nada se jogou nos braços do FBI oferecendo ajuda para construir casos sobre assuntos pesados e importantes, desde que pudesse trabalhar com Keen.

Os interesses de Raymond são completamente obscuros nesse momento e só vão se revelando parcialmente no decorrer da série. Qual a relação com a agente Keen é o questionamento que guia a trama adiante e vai oferecendo recortes de outros dramas de pessoas ligadas a eles. Funcional no quesito ação e com saídas inteligentes e não tão óbvias como a maioria das séries policiais, “The Blacklist” apresenta um James Spader em uma forma que há tempos não víamos, resgatando uma carreira que parecia já acabada e ganhando até indicações para prêmios como o Globo de Ouro.

Com diretores acostumados a televisão como Michael W. Watkins (“Arquivo X”), Steven A. Adelson (“Helix”) e o também ator Andrew McCarthy (“Orange Is The New Black”), a série apresenta participações especiais de atores conhecidos ao longo das três temporadas como Ron Perlman e Famke Janssen e conta com um elenco de apoio em sua maioria bem entrosado e com brilho próprio. Tendo a atuação de James Spader como esteio e alicerce geral, “The Blacklist” consegue chegar com muito fôlego ao final da terceira temporada e ainda com boa promessa para mais uma. Vale conferir.


– Adriano Mello Costa (siga @coisapop no Twitter) e assina o blog de cultura Coisa Pop

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