Três perguntas: Leo Bigode (Noise)

por Marcelo Costa

Nesta semana, Goiânia volta a ser o centro do rock independente feito no Brasil com mais uma edição do já histórico Festival Goiânia Noise, um dos mais antigos e respeitados festivais independentes do país. Em sua 19ª edição, o festival reúne 47 bandas divididas em três dias de shows no Martin Cererê – 6, 7 e 8 de dezembro – e Leo Bigode, um dos fundadores do festival em 1995 ao lado de Márcio Jr., resume a experiência: “O Goiania Noise Festival é um festival de rock. Sem hypes, sem modismos. Rock e barulho”.

Entre as atrações, nomes conhecidos como The Exploited, ícones do punk britânico; Mixhell, o projeto de rock eletrônico do ex-Sepultura Iggor Cavalera; Krisiun, um dos maiores nomes do metal brasileiro; Marcelo Gross, guitarrista da banda Cachorro Grande lançando disco solo; Delinquentes, Ação Direta, The Baggios, Walverdes, Zefirina Bomba, Alf e Galinha Preta ou ainda revelações e promessas como As Radioativas, Diablo Motor, Zander, Rios Voadores, Darshan, Mad Sneaks, Tarso Miller ou 2DUB (confira a escalação completa).

Organizado pela Monstro Discos, uma empresa de Leo Bigode e Márcio Jr. mais Leo Razuk (que entrou no barco em 2001) e Guilherme Batista Pereira, que “chegou para agregar muito à sociedade e ao festival”, como contou Bigode ao Scream & Yell em 2012, o Goiânia Noise segue firme não só como um dos festivais independentes mais longevos deste pobre país povoado por mimimis meméticos, mas como um agitador cultural inigualável para a cidade, de legado inquestionável e futuro aberto. Abaixo, três perguntas para Leo Bigode:

Como é voltar ao Martim Cererê após dois anos? O que o local acrescenta ao Noise?
Voltar pro Cererê é bacana! É importante pessoalmente pra mim (e pra muita gente). Foi no Cererê que eu vi meus primeiros shows e, de certa forma, ali uma geração rocker da cidade se criou. Estar no Cererê é trazer o festival pra um ambiente em que o rock precisa estar, um ambiente onde a relação de público com a banda tem uma forma diferente, onde cada gota de suor de cada moleque de camiseta preta tem um valor inestimável pra essa história toda de 19 anos.

Como explicar o espirito do Goiânia Noise para uma pessoa que nunca foi a Goiânia? O que faz do Noise ser o que é?
O Noise é a maior festa do rock independente. Falamos isso ha muito tempo! E não é pelo tamanho ou quantidade de público (existem festivais muito maiores por aí), mas sim pela essência, pelo clima, pela vibe, pela interlocução das bandas, pelos mil contatos ali estabelecidos, pela festa rock. É um dos mais antigos festivais do País. É uma referência para muitos que existem hoje, para a imprensa, público. Muitas bandas sonham em tocar (no Noise). Isso nos enche de orgulho e motivação para seguir em frente. A cena de rock de Goiânia tem uma magia. Não sei como explicar, mas perguntando por aí as pessoas vão entender o que estou falando…

Vocês prepararam novidades para este ano? Quais são os destaques pra você?
Sempre buscamos renovar e inovar de alguma forma. Este ano, resolvemos nos concentrar na música. Voltar para a essência, buscar o espírito das primeiras edições. O Goiânia Noise Festival é um festival de rock. O legado que o festival vai deixar para a cidade é inquestionável. Ter quase 30 bandas de Goiânia se apresentando no festival é importante e demonstra com certeza que (o festival) cumpre seu papel. Todas as bandas merecem destaque, grandes nomes, alguns clássicos, outras novidades, mas eu daria destaque à cena média do rock independente brasileiro que está bastante presente no Noise. É isso que buscamos de certa forma este ano. Novidades e bandas médias, sem hypes, sem modismos. Rock e barulho!

19º Goiânia Noise Festival
De 6 a 8 de dezembro de 2013
Centro Cultural Martim Cererê (Rua 94-A, Setor Sul)

Ingressos:
R$ 20,00 (meia entrada antecipada de sexta ou sábado)
R$ 15,00 (meia entrada antecipada de domingo)

Pontos de venda:
Calango (Flamboyant, Buriti e Goiânia Shopping)
Harmonia Musical (Rua 3, Centro)
Hocus Pocus (Av. Araguaia esquina com Paranaíba, Centro)
Tribo (Rua 36, Setor Marista)

Festival filiado à FBA – Festivais Brasileiros Associados

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– Goiânia Noise: sem politicagem, discursos vazios nem pilantragens (aqui)
– Leo Bigode fala do Goiânia Noise 2012: “É muito gratificante olhar pra trás” (aqui)

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