Entrevista: Siba

por Bruno Leonel

Figura bastante ativa desde os anos 90, ainda quando integrava a banda Mestre Ambrósio, o músico Sérgio Roberto Veloso de Oliveira, Siba, mantém um trabalho cada vez mais eclético e plural, explorando novas referências e sonoridades a cada trabalho lançado. Remanescente do movimento manguebeat – surgido em Pernambuco no início da década de 90 – o cantor Siba produz uma música com forte presença de percussão aliando referencias como tropicália, rock e também elementos da cultura popular nordestina, como a ciranda e o maracatu.

Ao lado do Mestre Ambrósio, Siba lançou três discos (“Mestre Ambrósio”, 1996, “Fuá na Casa de Cabral”, 1997 e “Terceiro Samba”, 2001), e seu próximo projeto começou em 2002, quando formou a Fuloresta do Samba, uma banda focada na sonoridade típica da Zona da Mata pernambucana, trazendo para o palco cirandas e um sotaque regionalista, processo que resultou no álbum “Fuloresta do Samba” (2002) e em “Baque Solto Somente” (2003), este último feito ao lado de Mestre Barachinha, um dos maiores nomes do maracatu rural.

Em 2009, Siba lançou “Violas de Bronze”, álbum em parceria com o violeiro, cantor e compositor Roberto Corrêa, enquanto seguia com a Fuloresta do Samba e se preparava para “Avante”, seu disco totalmente solo lançado em 2012, um álbum em que o músico deixou a rabeca de lado e optou pela guitarra. “Ouvi bastante Jimi Hendrix, ele foi um artista central no processo”, relembra, ainda citando Alceu, Zé Ramalho, Tropicália e Quinteto Violado como influências. Além da música do Congo: “É um estilo de guitarra bem interessante”, conta.

Com quatro de seus discos disponíveis para download gratuito em seu site oficial – incluindo “Avante” (http://mundosiba.com.br/downloads), Siba acredita que “o artista tem que escolher” a melhor forma de trabalhar a carreira, mas opina: “A escolha pelo download gratuito não impossibilita a venda de discos. Vende numa escala bem menor, mas é porque as coisas mudaram”, diz com a experiência de quem já passou – com o Mestre Ambrósio – por uma grande gravadora: “Havia uma estrutura irreal, meio artificial, que não entendia a banda”, relembra. E encerra a questão: “Eu prefiro como é hoje”. Confira abaixo o bate papo com Siba:

Um aspecto do seu trabalho muito lembrado sempre é a forma como você faz referência á aspectos da cultura popular de Pernambuco e traduz isso numa linguagem mais plural e acessível para o grande público. Isso é algo que você já desenvolve ao longo dos anos? É consciente o trabalho com essa forma de se comunicar?
Não sei. Essa coisa da tradução, ela não se dá por intenção minha. Não existe uma militância. (A tradução) talvez ocorra porque sou uma pessoa que circula em vários meios, sou uma pessoa que veio do interior, mas teve formação como um cara da cidade. Fiz parte de um ambiente cultural mais de classe média, com curso superior, mas ainda ligado a formas de arte como ciranda, maracatu e poesia popular. Embora essas formas não sejam necessariamente ligadas a pessoas pobres, há ainda um senso comum que faz essa relação. Quando meu trabalho tem uma projeção disso pra outro universo, acaba sendo possibilitado esse entendimento. Hoje em dia não é uma intenção, em outra época talvez tenha sido, talvez na época do Mestre Ambrósio tivéssemos essa ideia de “militância” consciente de rebeldia, de divulgar a cultura local e fazer a nossa leitura para aquela momento.

Falando do Mestre Ambrósio. A banda encerrou as atividades em 2004… O que ocorreu pra esse término? O pessoal partiu para outros projetos?
Banda, trabalho coletivo, exige muita entrega. Você abre sua individualidade em nome de um coletivo. Nossa banda durou 12 anos, chegamos a um momento no qual as necessidades pessoais ficaram mais fortes do que aquelas que possibilitavam o coletivo em si. Isso foi fragmentando tudo, não houve um fato específico pra acabar. A gente nem anunciou que acabou. Paramos alguns meses e depois um tempo maior, integrantes foram saindo, até que a banda em si passou a ser inviável. Nunca vi sentido em fazer uma retomada saudosa disso, uma comemoração de 10 ou 20 anos. Ninguém viu. Para o Mestre Ambrósio voltar, teria que ter algo a dizer para os dias de hoje e não recuperar algo que ficou lá atrás. Antes me perguntavam mais sobre isso, hoje em dia nem tanto. Já fui mais cobrado sobre isso, mas foi mudando.

O Disco “Avante” tem um enfoque maior no uso de guitarras embora você seja conhecido por dominar também outros instrumentos. Como foi o lance de voltar a explorar as seis cordas?
Nessa fase nova do meu trabalho, senti que precisava de um instrumento comigo, algo mais móvel pra simplificar o processo, o controle em mim. A rabeca era mais limitada, e como eu já tinha um pé na guitarra, a mudança aconteceu. No começo, “Avante” foi todo pensado pra ser tocado em viola elétrica e dai fui passando pra guitarra, e virou um show de guitarra, o instrumento foi aparecendo naturalmente a partir das buscas e das respostas que fui encontrando.

O que você estava ouvindo durante a gravação do disco?
Ouvi bastante Jimi Hendrix, ele foi um artista central no processo, tanto como músico, como poeta e compositor. Foi muito legal retomar isso hoje, perceber os mesmos elementos que eu notei no começo de carreira, que me fizeram escolher o que escolhi. A música congolesa foi bem importante também, tanto o som atual e o dos anos 60 e 50, nomes como Franco (o músico congolês François Luambo Makiadi) principalmente. É um estilo de guitarra bem interessante, uma linhagem bem afastada do blues. Foi uma descoberta tardia, mas que acrescentou bastante. A guitarra do Congo é um instrumento de escola própria. É bastante inovadora.

Em uma entrevista você citou também a música nordestina dos anos 60 e 70…
Sim. Fazendo o trabalho que estou fazendo agora, é impossível não dialogar com nomes como Alceu Valença, Zé Ramalho, Quinteto Violado e o pessoal da Tropicália. Não precisei retomar essa escuta porque isso está muito em mim ainda, só que procurei elementos novos que trouxessem ideias para o processo.

Você chegou ao estúdio com as composições prontas ou foi mudando muita coisa durante a gravação, como isso ocorreu?
As músicas estavam prontas, poucos detalhes foram mudados durante a gravação, algum texto, algumas letras se alteraram durante o processo, mas os arranjos foram feitos em grande parte antes e junto com os músicos que participaram do disco.

O disco saiu em janeiro de 2012. Já há uma trajetória tocando esse disco na estrada. Ao vivo o som muda?
Muda sim. Vejo a estrada como um lugar por excelência da realização do trabalho. O disco a gente faz pra ter uma referência e seguir na estrada, mas o trabalho mesmo se dá no palco, conforme a necessidade de cada show. Experimento muito. Se você tiver chance de ver registros dos shows do começo da turnê vai ver como mudou, a guitarra foi mudando muito, experimentei bastante no caminho, alguns músicos foram mudando também. A estrada é um processo em aberto sempre. No momento em que estamos agora isso acontece menos, muita coisa já está definida, muita coisa fica automático, mas é mais prazeroso também.

Se você fosse gravar o disco hoje, você acha que as canções estariam bem diferentes do que estão no disco?
Certamente. Não tem como. Não posso voltar pra aquele tempo e fazer o mesmo disco. Eu teria que fazer o disco como ele soa hoje, soaria como estou hoje. Inclusive se fosse gravar de novo, acho que eu estaria tocando melhor… (risos)

“Toda Vez que Dou um Passo, o Mundo Sai do Lugar” foi gravado junto com o pessoal da Fuloresta. Imagino que a mudança do trabalho anterior para o “Avante”, mais focado no individual, tenha sido uma responsabilidade maior. Como você encarou essa mudança?
Na verdade é o contrário. Na Fuloresta eu tinha mais controle. Apesar de ser um grupo, era um coletivo no qual eu dirigia com muito mais autonomia. Já no “Avante” não há uma identidade do grupo, os músicos mudam (só um músico que gravou o disco está em turnê). Os músicos chegam com informações que são incorporadas, o disco está sempre em diálogo com os músicos que estão tocando as músicas ao vivo. Embora eu assine, eu tenho menos controle do que teria em um grupo como Fuloresta.

Algum registro está sendo feito dessa turnê?
Não. Nós fizemos um registro do processo de criação do disco, que virou o filme “Nos Balés da Tormenta”. É o registro da coisa sendo feita, antes dela tomar um formato aceitável. Está tudo no vídeo – até o que não presta pra todo mundo ver. Não sei se pretendo fazer registro ao vivo, estou com outras ideias na minha cabeça já, alguns projetos para o ano que vem. Quero reunir um grupo pra começar a tocar junto e trabalhar algumas ideias, e é provável que isso vire algo pra 2014, mas são só esboços no momento. Veremos o que rola pra frente.

Como você vê as formas de compartilhamento de música disponíveis hoje? Como essas mídias afetam teu trabalho?
Sou da opinião que o artista tem que escolher. Quando essa coisa do download começou a aparecer, havia um discurso muito intenso que condenava o artista que necessariamente não estava liberando os discos de graça, como se fosse uma obrigação do artista, como se a cultura deixasse de ser livre apenas por não disponibilizar a obra. Acho que cada um sabe o que faz com o que cria. Mas acho que para viver do seu trabalho no Brasil, circular, é fundamental divulgar o trabalho pelos downloads. É a alternativa à falta de espaços na grande mídia. É um jeito de dialogar com o público, uma forma de ter um compartilhamento ativo do seu público. Acho também que a escolha pelo download gratuito não impossibilita a venda de discos. Vende numa escala bem menor, mas é porque as coisas mudaram. Eu prefiro como é hoje. É mais vivo, mais independente do que no tempo em que estávamos na Sony, quando havia uma estrutura irreal, meio artificial, que não entendia a banda. Se é pra não ser “mainstream” que seja do jeito que está hoje. Melhor assim.

– Bruno Leonel é colaborador da webradio Alma Londrina e já entrevistou Márcia Castro

Leia também:
– “Avante”: faixa título une Jack White com repente num disco inquietante (aqui)

19 thoughts on “Entrevista: Siba

  1. Na verdade,discordo do Siba quando se fala que não existe uma patrulha sobre liberar discos.Além de existir,fica neguinho enchendo o saco por isso,sendo que não vai valorizar o disco daqui a dois meses.Simplesmente abandonam o disco numa pasta que depois vai ser deletada.É péssimo para a musica isso.Sou mais a favor de trabalhar com os selos e as lojas independentes que realmente dão um suporte a musica.Num aspecto “comercial” há um monte de bandas que disponibilizam(odeio essa palavra ultimamente,prostituiram-na)seu trabalho na rede e cria uma concorrência enorme.Eu ainda prefiro comprar o disco,como já falei inumeras vezes aqui,me força a ouvir o disco de qualquer jeito.

  2. Ou seja, o fato de pagar obriga você a ouvir o disco? Não deveria ser o valor artístico dele?

    Eu tanto baixo quanto compro e há exemplos positivos de ambos os lados. Wado e Nevilton são exemplos de artistas que não puderam disponibilizar seus últimos discos, “Vazio Tropical” e “Sacode” respectivamente, devido aos discos terem sido patrocinados pela Oi, e a Oi ter como estratégia a não liberação dos álbuns. E isso os prejudica na hora de vender shows. Porque ambos sempre liberaram discos, e as pessoas continuam comprando mesmo que os discos estejam disponíveis.

    Há maneiras e maneiras de se trabalhar uma carreira, e cada um tem que escolher a que se adeque a si próprio. Ditar regras nesse momento mais confunde do que ajuda. O momento é de analisar experiências e, nesse caso, funciona com o Siba. Ótimo pra ele.

  3. Mac,alguém se importa com “lado artistico”?Povão quer mais de graça e se não gostar,foda-se.Qualquer coisa que seja feita pra valorizar o produto,tem que ser feito sim.Tava vendo o Garotas Suecas dizendo que tinham conseguido 3000 downloads com o disco novo,sendo que foram mais de 17000 com o primeiro.Tem alguma coisa,né?Se não é a concorrência que citei,o que seria?Claro que cada um faz o que quer,mas o ideal para mim pelo menos seria lutar por uma industria fonografica independente melhor,mais gorda financeiramente para financiar seus proprios produtos.Foi conquistada muita coisa pelo meio independente para simplesmente porque “a industria morreu” a gente começar a dar as coisas?Discos custam,e por isso tem que ser coberto esse custo.

    Sacode do Nevilton foi indicado ao Grammy Latino.Duvido se conseguiriam isso dando o disco de graça.

  4. Acho que o “impacto” causado por um disco (que independe do mesmo ser liberado de graça) diz muito sobre a relação do público com a obra em si. Acho importante sim que o artista receba pelo seu trabalho, mas não acho que isso tenha influência dele estar liberado “na faixa” ou não – o mesmo vai parar na rede de qualquer forma né? Temos vários casos recentes de artistas que atingiram êxito mesmo liberando discos de graça (Cícero e o Jeneci acho que são dois exemplos bem emblemáticos disso) e assim se for falar em mérito e reconhecimento o que conta mais?? Repercussão do público ou o olhar de aprovação feito por uma crítica reduzida?? Grammy latino pra mim tem quase tanto peso quanto prêmio multishow ou os antigos VMBs.

  5. O fato de pagar obriga alguém a gostar de alguma coisa? Há uma cláusula no Código de Defesa do Consumidor, não praticada no Brasil, mas extremamente comum nos Estados Unidos, que diz que se você não gostar do produto, você pode devolve-lo em determinado prazo. Isso vale pra liquidificador, TVs e discos. Há uma imensa devolução de discos nos Estados Unidos, de pessoas que compraram e não gostaram. No Brasil não funciona, se você não gostou, tem que ficar com você. O download gratuito permite que a pessoa ouça antes de comprar, isso se o produto vendido valer realmente a pena, e não é a toa que muita gente, de Autoramas a Stela Campos, Tatá Aeroplano e Passo Torto está lançando vinis: porque se a pessoa gosta da banda, ela compra o produto mesmo que o disco esteja para download gratuito. Você tem todo o direito de querer pagar, e todos os discos distribuídos gratuitamente também são lançados em versão física, ou seja, vai lá, compra. Respeito demais isso, porque eu compro. Porém, discos custam, mas cobrar por eles não é a única maneira de ter a receita de volta. O download gratuito ajuda na venda de shows, e um show ajuda na venda de camisetas, CDs, posters. Não existe regra, e sim maneiras e maneiras de se trabalhar o mercado.

    A propósito, Nevilton concorreu ao Grammy ano passado também, com uma música do disco que eles tinham dado de graça.

  6. Vocês estão bem atrasados nessa discussão paternalista. Já está mais do que provado que um disco vazado (legalmente ou ilegalmente) aumenta a exposição do artista na grande maioria das vezes. Se eu gostar do disco, eu compro, mesmo que tenha baixado no computador.

  7. EU NÃO BAIXO. APENAS COMPRO. EM DETERMINADAS SITUAÇÕES ESPERO 2, 3 ANOS PRA TER CONDIÇÃO DE COMPRAR E NESSE TEMPO NÃO ESCUTO, AO CONTRA´RIO. o LE NOISE DO NEIL YPUNG FOI MINHA ULTIMA COMPRA. VALEU A PENA ESPERAR!! ESPERAR PRA ESCUTAR O DISCO APENAS QUANDO COMPRO É A IDEIA CENTRAL. SOU ROMANTICO. PRA MIM A MUSICA NÃO PERDEU O VALOR. MAS É A UNICA FORMA QUE ENTEDO PARA CONSUMIR MUSICA. NAO RECOMENDO PRA NINGUEM, NAO LEVANTO BANDEIRA. APENAS UM DESABAFO PELO ASSUNTO TRATADO NOS COMENTS ACIMA. UM ABRAÇO E PARABENS PELO TRABALHO MAC!!

  8. Demais, Bruno!

    Acho uma posição sensacional e completamente válida. Se funciona para você, perfeito. O que estou dizendo é exatamente isso: que não há regra. Funciona para um, não funciona para outro, e cada um se adapta. No caso do Siba, funciona para ele dar o disco de graça. No seu caso, funciona comprar o disco físico. Cada um, cada um.

    Minha questão é quando alguém quer defender que isso ou aquilo é certo ou errado. No momento que a gente vive – de revolução tecnológica e readequação da pessoa em um novo e complexo contexto social – é complicado defender posições totalizantes. Cada um tem que fazer o que é melhor pra si. Podemos até analisar o que a tomada de cada posição reflete no todo (como o Fernando, que acredita que disponibilizar gratuitamente desvaloriza a música – no que eu discordo), mas dizer o que cada um deve fazer é uma atitude arriscada.

  9. Eu gosto das duas formas. Baixo discos e compro também. Alguns discos compro pela internet, mas gosto do ambiente das lojas de discos e sempre que viajo procuro uma para conhecer e comprar alguns.

  10. Junior,você tocou numa coisa interessante:ambiente de loja.Nunca fui muito chegado,pelo menos nunca me bateu na cabeça ficar numa loja de discos,por valor e tal.Entendo que com essa onda de internet,as lojas independentes começaram a ficar valorizadas e se transformaram em ponto de encontro de pessoas interessadas em musica.Depois de ver uns documentarios,inclusive aquele que passa no BIS entendi a noção disso.Eu raramente deixo de trocar algumas palavras com vendedor ou mesmo o dono da loja quando vou em uma.Acho fantástico essa relação,que vai muito além da musica.

  11. Eu tenho muitas bandas dessas novas que gosto,e que liberam seus discos de graça.Eu fico pensando que legal se pudesse achar numa loja,que é o primeiro lugar que encontro,isso quando não tem show na cidade,e olhe que em Curitiba passa muita gente.Ou fico frustrado por não achar o disco ou alguém fala:vai lá e baixa.Falando pela relação ouvinte-musico(não musico-ouvinte)acho muito frustrante isso.

  12. Nego fica é enchendo o saco, reclamando de download. Ruim era quando eu, moleque e em cidade pequena, lia sobre um monte de coisa e ficava louco pra ouvir. Teve bandas que demorei uns cinco anos pra achar uma música perdida numa fitinha cassete, num LP emprestado, um CD do vizinho. LP, CD, MP3, K7, foda-se, o importante é o acesso ao som. Só compra LP importado em edição especial? Problema teu. Eu compro, baixo, empresto… Aliás, se fosse comprar tudo que ouço, tava F.A.L.I.D.O. O problema é ficar achando que uma coisa invalida a outra…

  13. Realmente, acho que não invalida não. Cada público meio que tem uma relação diferente com cada artista, logo essas mídias e canais “eficientes” ou não podem mudar de um nome pra outro. Não acho que invalida, mas são casos e casos, não é todo artista que tem condições de bancar o trabalho sem depender de financiadores, apoiadores “Crowdfundings” e tudo isso.

  14. Esse papo de “eu não tenho dinheiro pra pagar tudo que ouço” me soa estranho e nos casos que observei o sujeito tinha sim grana pra sustentar ao menos aquilo que ele ouvia.

    Acho importante remunerar os artistas de alguma forma. Paguei por King Of Lims mesmo depois do download e de odiá-lo. Por que tenho dinheiro sobrando? Por que sou trouxa? Não. Sou fã da banda, eles lançam discos cada vez mais espaçados. Acho válido remunerar a banda da maneira que está ao meu alcance.

    Aí alguém argumenta “ah, mas a banda tá milionária ja e seu dinheiro não fará a menor diferença!”. Não sei. Novamente, isso me parece uma generalização de quem não quer pagar por nada.

    Talvez se um dia a banda vier a público e afirmar isso ok. Até lá continuarei baixando, pagando e fazendo a roda girar.

    Agora download de banda que não conheço é o seguinte: baixei e não gostei? Apago. Não seguro nem single.
    Abraço,
    Vinimzo

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