Newsted, Little Caesar, Matt Joiner

por Leonardo Vinhas

“Back When”, Matt Joiner Band (Matt Joiner Band)
O álbum de estreia dessa banda da Georgia não faz feio na melhor tradição dos power trios. A influência de Stevie Ray Vaughan é notável já na primeira audição, mas aos poucos se nota a pegada mais pessoal do garotão (meros 30 anos) que dá nome à banda, principalmente quando ele se aventura em temas mais suingados como “My Way Home” e “Gotta Move On”. Quando se aventura no blues, porém – caso da faixa-título e de “Long Gone” – ele até é correto, mas não apresenta maior novidade. A produção de John Keane – que trabalhou com R.E.M. e Cowboy Junkies – ajuda a dar um tom de country pop no disco.

Preço em média: R$ 50 (importado)
Nota: 6

“American Dream”, Little Caesar (Dirty Deeds)
O Little Caesar seria apenas uma daquelas bandas caricatas de rock’n’roll – com tatuagens, motos, e botecos com tiozões cervejeiros jogando bilhar e oxigenadas de decote observando no balcão – se eles não levassem o clichê a sério, e ao mesmo tempo, sem fanatismos. Às vezes soa como um ZZ Top menos boogie e mais moleque, em outros é só trilha padrão para encontros de motoqueiros. Neste sexto álbum em meio a 20 (!) anos de carreira, a equação fica no meio a meio entre esses dois lados. Vale uma orelhada, se você não tiver preconceitos contra letras cheias de chavões surrados, como “Holy Roller”, “Hard Rock Hell” e “Prisoner of Love” (ai!).

Preço em média: R$ 50 (importado)
Nota: 5

“Metal”, Newsted (New-Sted)
Para que você não tenha dúvida, o EP de estreia da banda comandada por Jason Newsted leva o nome do gênero que ele abraçou a vida inteira – além dos quase quinze anos com o Metallica, há passagens pelo Flotsam & Jetsam, Voivod e a banda de Ozzy Osbourne (fora projetos caça-níqueis como o Rockstar Supernova). E também para não deixar dúvidas, a banda é batizada com o sobrenome de seu líder. O que essas obviedades querem dizer? Que as quatro faixas desse lançamento virtual são pesadas, bem-executadas e certinhas, mas meio genéricas demais, e feitas para o frontman brilhar, claro. O vocal de Jason – mezzo Lemmy, mezzo Tommy Victor (Prong) – acentua a pose de menino mau tão cara ao heavy, mas o groove e o peso de “Soldierhead” e “King of the Underdogs” garantem alegria headbanger.

Preço em média: R$ 25 (importado)
Nota: 5

– Leonardo Vinhas (@leovinhas) assina a seção Conexão Latina (aqui) no Scream & Yell.

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