Um Festival em Vitória da Conquista

Texto por Andrea Fabiana
fotos por Arthur Garcia e Giselli Moreira

Festival da Juventude em Vitória da Conquista – Dia 1

4 de maio de 2012. 9h50. O avião pousa no pequeno aeroporto de Vitória da Conquista, onde as pessoas buscam a bagagem num balcão comum ao invés da longa e demorada esteira dos aeroportos de São Paulo e Rio (e de outras grandes capitais) e conseguem se locomover pelo aeroporto inteiro em dez minutos. É perfeito para não se perder e evitar desencontros.

A primeira impressão é de que Vitória da Conquista é uma cidade de interior como qualquer outra, quase sem prédios – e a maioria não ultrapassa os dez andares – casinhas coloridas e simpáticas, a fonte antiga/usada para pintar a fachada dos comércios com “Bar do Bigode”, “Móveis Silva” e “Floricultura Ana”, algumas ruas ainda sendo asfaltadas e frio. Muito frio. Apesar dos ventos gelados, para os moradores, está ‘quase fazendo calor’.

Vitória da Conquista é conhecida como a terra do café, das rosas e do biscoito. “Biscoito é mais forte que o couro, que trabalha bastante por aqui”, diz Vilanei, morador e funcionário da Secretaria de Educação da cidade. “E não esquece de ir em fábrica! Tem que ir em feira, no CEASA!”, diz empolgado.

É uma cidade tranquila, de 300 mil habitantes, a terceira maior cidade baiana, onde a cena musical está crescendo e ótimos artistas estão surgindo. Usando este gancho, o Festival da Juventude surge como um evento que convida os jovens a participar de palestras, debates e oficinas, com o objetivo de incluí-lo em causas sociais, políticas e educativas. Exemplo disso foi uma das primeiras palestras do evento, que contou com a presença do escritor Leonardo Boff, que discorreu sobre o futuro incerto que pode virar certo nas mãos do jovem bem direcionado. O Centro de Convenções estava badalado, mas à noite, a Praça Barão do Rio Branco superou as expectativas.

Previsto para começar às 20h, os shows sofreram um pequeno atraso e Achiles Neto só subiu no palco às 20h50 com a Praça cheia, mas ainda com algumas lacunas no espaço. O jovem, que canta desde os 7 anos, mostrou pequenos esforços para mostrar uma tremenda voz afinadíssima, e ficou bem à vontade no palco, dançando e pulando e aquecendo o público. Afinal, a noite seria longa. Os primeiros acordes da terceira música provocaram palmas e berros de emoção, pois era o público reconhecendo a música “Agonilia”, aquela que lhe deu o terceiro lugar no programa e concurso “Por isso é que eu canto”. Perto do fim de seu show, Achiles convidou o cantor Ítalo Silva, que também se soltou entre pulos e balanço de quadris.

Logo depois subiram os conquistenses da Ladrões de Vinil, com seu figurino característico: todos vestindo camisetas de listras horizontais, brancas e pretas. “Buenas noches, manolos e manolas”, gritou o vocalista Loro Borges, que parecia atrair mais pessoas na Praça naquele momento. Entre pulos e dancinhas no estilo rockabilly, os caras se divertem no palco e chamam para dançar. Entre uma música e outra, os integrantes fazem menção a Luiz Gonzaga, o trabalhador – pelo dia 1 de maio – e a namorada do vocalista. Perto do fim, duas figurinhas do rock conquistense são convidadas ao palco para cantar com eles: Malforea Distintivo Blue e Nem Tosco Todo (da banda Cama de Jornal), que causaram a alegria dos locais.

Um dos shows mais aguardados da primeira noite foi o dos baianos da Vendo 147, uma banda instrumental conhecida pela sua formação, que traz dois bateristas posicionados um na frente do outro, dividindo o mesmo bumbo. Sensacional! A barulheira combina direitinho com os riffs eletrizantes das guitarras, acompanhadas pela bela presença de palco dos rapazes. Na primeira fileira, as meninas soltam seus gritinhos e suspiros para os integrantes boa pinta, que se divertem com as reações.

Após a terceira música, um dos bateristas faz o convite: “Gostaríamos de chamar no palco uma voz doce e rebelde”, e então sobe Nina Becker, gravidinha e super animada! Juntos, tocam a dançante “Parará”, com Nina acompanhando também na guitarra, “Samba Jambo”, e finalmente “Supermercado do Amor”, com a qual ela faz a brincadeira de passar a mão na barriga (estilo Beyoncé quando anunciou a gravidez) no verso “E todo o seu amor”. “Que gracinha!”, diziam algumas meninas entre o público.

Ainda no camarim, Nina havia expressado a alegria de voltar pra Vitória da Conquista com outra atividade – ela já havia circulado pelas cidades do interior para as gravações de “Abril Despedaçado”, como produtora de Walter Salles. Nina contou sobre o convite da Vendo 147 e comparou o som dos meninos com o da banda Carne de Segunda, que originou a Do Amor, de seu marido Marcelo. “Somzeira, né? Os meninos são ótimos e hoje são só alegrias”, diz a cantora que se prepara para lançar seu disco, “Gambito Budapeste”, em junho.

Nina se despede do palco e a Vendo 147 continua tocando suas próprias músicas. Mais tarde chega a hora do segundo convidado da banda, Lucas Santtana, que já havia comentado da afinidade musical com os rapazes, principalmente por ser instrumental e fugir um pouco da canção em si. “Gosto muito desse estilo. Outra banda que tem a mesma pegada e que eu gosto muito é a Hurtmold”, comenta. Lucas inicia com “Para Onde Irá Essa Onda?”, seguida de “É Sempre Bom se Lembrar” e “Who Can Say Which Way”.

A química entre os artistas é nítida e o público é receptivo, mas entre os presentes só se ouve “fica perto que depois é o Pepeu”, e “o Pepeu já vai entrar”. Lucas também se despede ao som dos fãs gritando “Novo vocalista!”, “Novo vocalista!”, pedindo a adesão do baiano na banda. Os integrantes e ele riem e agradecem. Enquanto Pepeu não chega, tocam mais músicas próprias, mas logo param por conta de uma briga acontecendo no meio da praça. A banda pergunta no microfone onde está a polícia, mas ninguém aparece. De fato, foi impossível avistar um só fardado durante o evento. A situação parece melhorar e então eles retomam a música.

Finalmente Pepeu Gomes é chamado para acompanhar os meninos e então fica claro de quem é a noite. 40 anos de carreira e o cara conquistou todas as tribos, do samba, mpb, rock, soul, black… Todos juntos para prestigiá-lo. Para amenizar o climão da briga, Pepeu grita no microfone “Vai, vamos colocar as mãozinhas pro alto pra mandar energia boa pra essa banda maravilhosa!” Os meninos da banda fazem sinal de agradecimento e começa o show! Duas músicas instrumentais, com o Pepeu mandando muito nos riffs. E logo em seguida “Sexy Yemanjá”, coincidindo com a lua cheia, a qual muitos apontavam extasiados. O clima é de festa e todos curtem muito o som. Todos conhecem a letra. No fim da música, Pepeu aproveita para agradecer o convite: “Fazia 14 anos que eu não vinha! E estou muito feliz de estar aqui!”, diz emocionado.

Começam os acordes de “Eu Também Quero Beijar”, com o público cantando em coro, quase mais alto que ele. A empolgação fica demais quando três jovens tentam subir no palco, mas logo são empurrados pra descer. O show parece terminar, mas então Pepeu toma a guitarra e detona tocando o hino nacional brasileiro. Até os caras da Vendo 147 param pra admirar o momento, mas logo acompanham quando ele engata pra tocar o comecinho clássico de “Back in Black”, do AC/DC. Finalmente, ele encerra com um solo incrível. Fez a noite da galera. Nada mal para o primeiro dia de um festival que acontece pela primeira vez em Conquista.

Festival da Juventude em Vitória da Conquista – Dia 2

Devido a alguns contratempos, o Festival da Juventude ficou sem Tom Zé, mas nem por isso o segundo dia evento foi menos animado. As 18h40, a Praça Barão do Rio Branco ainda estava pouco movimentada. Alguns jovens circulavam, passando pelas barracas de espetinhos, caldo verde, cachorro quente ou comprando cerveja dos vendedores com caixas de isopor. O tempo, menos frio que no dia anterior, não dava sinais de chuva. Pouco depois das 20h, mais gente chegava e se posicionava, vendo o palco ser montado. Outros se divertiam no palco alternativo, montado em um beco ao lado do local, com bandas tocando covers de Pink Floyd e AC/DC para um público de 30 pessoas – no máximo.

O primeiro show da segundo noite foi do Complexo Ragga, que entrou no palco as 21h02 para uma praça bem cheia. O trio, usando óculos escuros, composto por dois MCs e um DJ, mistura soundsystem com reggae, circulando pelo funk, dub e suas vertentes, fazendo a galera dançar muito e cantar junto todas as músicas. “É nós, Conquista! Isso aqui é pra vocês!”, grita o MC, que na sequencia pergunta: “Cadê o isqueiro?”, convidando as pessoas a acenderem os seus para acompanhar os versos “Eu quero fogo, eu gosto de fogo”, de sua terceira música.

Aila Marçal (aka Preta Aila) é chamada e sobe ao palco para dançar vestindo roupas bastante reveladoras. Com suas danças sensuais, deixa alguns homens imóveis, admirando sua beleza. A moça vai até o chão! Coreografia ou improviso, ela manda muito bem.

A praça começa a lotar, e um MC local amigo da banda é chamado e começa uma música que faz crítica à polícia. Um grupo do público sacode uma bandeira preta, que logo é tomada pelo MC, que a estica para que todos possam ler: Levante Popular da Juventude. “Queria agradecer a presença da Polícia Militar!”, diz. E dessa vez eles estavam lá. Alguns aplaudem, outros erguem o dedo do meio e vaiam (a polícia). O MC convidado aproveita para se manifestar a favor da periferia e exige que esse espaço seja mais trabalhado com a juventude. O show finaliza com a dançarina dançando dupstep.

Enquanto a equipe monta o palco, o Móveis Coloniais de Acaju conta ao Scream & Yell que esta é a segunda vez que se apresentam em Vitória da Conquista e que a noite é mais que especial por ser a primeira vez que tocam ao vivo a música “Dois Sorrisos”, que lançaram com o Leoni no ano passado. Paulo Rogério termina de afinar seu sax com um aplicativo do IPhone e então os meninos se preparam para agitar Vitória da Conquista.

Gritos e mais gritos. A maioria do público segura bexigas e as sacode no ar, colorindo a multidão. A banda inicia com “Perca Peso”, aumentando o número de gritos. Como já é de praxe, a banda não deixar ninguém parado. Interagindo constantemente com o público, o Móveis empolga com os sucessos “Descomplica”, “Sem Palavras” e a versão para “A Menina Dança”, d’Os Novos Baianos. “Aconselho”, a próxima, terá clipe lançado via Instagram. André aproveita e declama alguns versos da música, deixando as meninas da frente apaixonadas e frenéticas.

Bastaram as duas primeiras notas de “O Tempo” para os conquistenses vibrarem e pularem, mas isso não os deixou cansados quando, ao final, chegou Leoni. Juntos, Móveis e Leoni apresentam “Dois Sorrisos”, enquanto o público joga as bexigas coloridas e os confetes no ar. “Quem tá apaixonado aqui?”, pergunta Leoni, a resposta vem com gritos e aplausos. Ele fica então sozinho com sua guitarra e, acompanhado por alguns instrumentos do Móveis, avisa: “Eu não ia tocar essas músicas sozinho, mas já que temos tempo, vamos lá. Acho que tenho que agradecer ao Tom Zé”, brinca.

A primeira é “Garotos”, logo reconhecida e cantada em coro pela praça. O clima é de nostalgia. “Vocês são ótimos”, diz o compositor, “Posso levar vocês em todos os shows comigo?”. Mais gritos. Ele aproveita para falar sobre o projeto Música para Baixar e faz um apelo para que todos tenham acesso à música sempre. “Que flua a cultura!”, ele grita e continua com “Só Pro Meu Prazer” e “Como Eu Quero”, que foram muito bem acompanhadas pelo público.

O Móveis volta completo e apresenta uma versão de “Eu me Amo”, com Leoni, que conta com o apoio de uma folha com a letra da música. Momento divertido: uma menina querendo tocar Leoni. Ele logo percebe e estica sua mão para a fã, mas tira e coloca a mão no peito coincidindo com o verso “eu me amo” da música. “Sacanagem!”, ela berra e ri, sabendo que se trata de uma brincadeira. A canção termina com os dois de mãos dadas. Animado, Leoni acompanha as danças e coreografias da banda, mostrando estar bem a vontade com o Móveis. Ao se despedir, faz elogios ao grupo e revela os planos de uma segunda parceria.

E em se tratando de um show do Móveis, não podia faltar o momento tradicional, “Copacabana”, em que eles abrem uma roda no meio do público. Os saxofonistas descem, com certa dificuldade, devido à quantidade de pessoas, e se direcionam ao meio da praça, levando o sax ao alto. André Gonzáles os acompanha e a dificuldade é maior ainda, com o número de braços querendo puxá-lo. A roda se abre e eles tocam e divertem a galera, que torna quase impossívela volta dos integrantes para o palco.

O set list ainda traz “Adeus”, “Indiferença”, “Cão Guia” e “Sessarua” (as duas últimas com Leoni) e o Móveis encerra a noite após duas horas de show. Havia quem pedisse mais, mas a noite no palco foi encerrada, com muitos aplausos e gritos, e seguiu com uma multidão querendo papear com os artistas e tirar fotos com Leoni. Foi tietagem até a 1h. Será que haverá o mesmo com o Criolo hoje?

Festival da Juventude em Vitória da Conquista – Dia 3

Domingo, dia de encerramento do festival, e a noite está agradabilíssima. São 19h20 e a passagem de som ainda está rolando enquanto as pessoas esperam espalhadas pela Praça. Para o último dia, uma grade é colocada para evitar as tentativas dos jovens de subirem no palco, como nas noites anteriores. Pontualmente às 20h entram as bandas Gafieira Brasil e Brincando de Cordas, ambas de Conquista, tocando juntas. Pandeiros, violões, cavaquinho e trombones se juntam para gafieiras, sambas e chorinhos.

A praça está movimentada, mas ainda há menos gente do que a noite anterior. Um grupo de meninas arrisca as primeiras danças, e logo outros se juntam a festa. Alguns problemas no som ocorrem durante a apresentação, mas depois de alguns minutos fica tudo certo e os olhares de preocupação discreta dos artistas são trocados por sorrisos. As duas bandas apostam em sucessos da música popular brasileira – de Pixinguinha a Waldir Azevedo, de Assis Valente a Jacob do Bandolim – e tocam de forma descontraída e tranquila. Nas músicas mais animadas, o mesmo grupo de meninas faz uma roda e exibem samba no pé.

Na sequencia, Mundo Livre S/A! Devido à nova e nada bem-vinda grade, a disputa para ficar no gargarejo fica mais agressiva. Entre empurrões aqui e ali, os jovens se acomodam e aguardam. Às 21h40 os integrantes do combo recifense sobem ao palco – Fred Zero Quatro é o último a entrar. É a primeira vez do grupo em Vitória da Conquista, e a receptividade do púbico é calorosa e bastante animada.

Como o Fred já havia anrtecipado em conversa com o Scream & Yell, o show foi uma mescla de hits com músicas do álbum novo, “Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa”, que, segundo o músico, é a derivação da nova química que vem surgindo na banda desde a entrada de Júnior Areia, com um som mais contemporâneo. Apesar da pouca interação com o público, o vocalista puxa as palmas e o Mundo Livre S/A faz um show tranquilo e sem falhas com “Meu Esquema” e “Computadores Fazem Arte” sendo cantadas em coro pelos presentes.


É a vez de Criolo assumir o microfone, e a espera um pouco mais longa aumenta a ansiedade dos conquistenses. São 23h30 de domingo, mas os conquistenses estão firmes e fortes aguardando a atração principal da noite. Criolo entra dez minutos depois, um pouco resfriado, mas com o mesmo ânimo de todos os shows e a mesma personalidade enigmática de sempre. Impressionado com o barulho que Vitória da Conquista faz pra ele (era sua primeira vez na cidade), faz uma reverência ao público e põe a mão no peito em sinal de agradecimento.

As músicas do álbum “Nó Na Orelha” são todas acompanhadas em coro pelo mar de gente na Praça Barão do Rio Branco, que grita e se emociona com a forte personalidade de palco do cantor. “Sucrilhos”, com seu refrão cantando a capela (por Criolo e pelo público) rende um dos melhores momentos da noite, e Criolo, finaliza a música se ajoelhando e agradecendo ao público, que foi ao delírio com o gesto. Satisfeito, o músico para entre uma canção e outra para observar o público e se mostra bastante agradecido com os gritos, palmas e coros.

Os hits “Subirosdoistiozin”, “Não Existe Amor em SP” e “Freguês da Meia Noite” agradaram muito, mas no meio de “Lion Man”, outra briga (já havia acontecido uma na noite na sexta-feira) chama a atenção do cantor, que decide interromper o show. “A gente é de fora, mas a gente espera”, diz ele. A briga é vaiada pelo resto da Praça e depois de uns bons cinco minutos, quando a situação parece acalmar, ele retoma a música. No bis, “Pra Quê Cerol?” levantou a galera, que ouviu em silêncio a música em homenagem ao Pinheirinho.  “Vamos chorar pelos que ficam”, ele diz. Ninguém da Praça queria ir embora. A noite foi toda do Criolo.

Três noites de bons shows deixam nítida a certeza de que o Festival da Juventude teve tudo a ver com Vitória da Conquista. Um olhar atento no público, backstage, organização e cobertura, verifica que as pessoas são jovens, em idade ou personalidade, engajados e comprometidos com sua cidade. A vontade de fazer algo dar certo é perceptível da parte de todos. E tudo deu certo. Com um line-up impecável e um público dos mais animados, Vitória da Conquista mostra que a fórmula pode funcionar em outras cidades, com destaque para o lance de “Fulando convida”, sempre uma ótima ideia pra juntar artistas e ver novos experimentos musicais. Agora é esperar que o festival mantenha a bela curadoria em 2013. Bons artistas não faltam. Publico também não.

– Andrea Fabiana (siga @deafabiana) é jornalista e integra o Núcleo de Inteligência Musical do Sonora. O Scream & Yell viajou para Vitória da Conquista a convite do Festival da Juventude

Leia também:
– Entrevista: Fred 04 fala de indústria, indies, artista-pedreiro, internet e mais (aqui)
– Se Rasgum 2011: saiba como foram os shows de Leoni, Bide ou Balde e mais (aqui)
– Show: Emicida e Criolo juntos e ao vivo na Argentina (aqui)
– Criolo no Rio: abraçado por Caetano, homenageado por Chico, por Jorge Wagner (aqui)
– Criolo na Na linha de frente da quebra de preconceitos, por Bruno Capelas (aqui)
– Três vídeos: Criolo ao vivo em São Paulo (aqui); Nina Becker ao vivo em Sâo Paulo (aqui)

10 thoughts on “Um Festival em Vitória da Conquista

  1. Muito boa a reportagem, quero apenas chamar atenção para o nome do cantor convidado. É Ítalo Silva, e não Paulo silva.
    parabens a Scream & YEL

    ATT
    CELESTE

  2. Introdutório para descrever Vitória da Conquista distante da realidade. Muito, muito distante. Me candidato para da próxima ser cicerone. Até me perdoe o mal jeito, mas, nós, interioranos, gostamos que traduzam nossa realidade mais fidedignamente.

  3. O detector de chatos começa a apitar (não sei como vocês aguentam, pessoal Scream & Yell).

    Fora isso, belo texto. Eu não sabia que a Nina estava grávida, nem que iria lançar disco novo!

  4. O Mac reclama que os jornalistas daqui não podem fazer críticas sem serem importunados e alguns leitores reclamam dos comentários críticos.
    E durma-se com um barulho desses.
    Críticas são sempre bem vindas, rapaziada. Dá discussão é que nasce a luz.

    PS: Grande fã do Lucas Santtana, mas achei esse último disco dele fraco de marré marré. Pra mim foi uma decepção.
    Ahh, o novo do Bnegão – Sintoniza Lá – tá finíssimo!

  5. Zé, o que me incomoda é quando a crítica se direciona ao jornalista, não ao texto. Só isso. É uma proteção excessiva ao artista que cega o argumento. Contra isso vou reclamar sempre. De resto, como venho frisando, discutir é preciso. Mas com argumentos.

    Abraço

  6. Olá Mauricio, tudo bem?
    Agradeço as suas pontuações sobre o introdutório, que com certeza ser ão tomadas em conta. Como disse, tratam-se das primeiras impressões, já vi muito mais por aqui. Vi o orgulho que os Conquistenses tem pela sua cidade (não é por menos) e é algo lindo. Com certeza é preciso mais do que um fim de semana para conhecer Vitória da Conquista por completo e lamento não ficar mais pra retratar a realidade a qual você se refere. Por ora, parabenizo os moradores pela incrível simpatia e entusiasmo que tem mostrado durante o evento.
    Um abraço
    Andrea

  7. O evento foi muito bom no geral, pena eu não poder comparecer em todos os dias (moro em uma cidade vizinha). Pena também o show do Tom Zé ter sido cancelado de última hora (era um dos mais aguardados pelo público – senão o mais), mas no cômputo geral o Festival da Juventude foi ótimo, só tenho que aplaudir. Quanto ao comentário do caro colega Maurício Sena, só faço coro: a cidade não foi bem retratada no parágrafo inicial. Mas como a própria autora do texto disse em seguida, um final de semana não é suficiente pra traçar um perfil de uma cidade que, se não é tão grande, também não é tão pequena.

    P.S: Fica a sugestão – ou convite, como queiram – para o ScreamYell comparecer em Vitória da Conquista no mês de Dezembro, onde todo ano rola o Natal da Cidade, um festival que já promoveu shows memoráveis para o público daqui.

    Abraços!

  8. Oi, Andrea, muito legal o texto. E vale destacar o fato de vc não nos chamar de “Vitória”, como a maioria dos forasteiros peca, e sim de “Conquista”, nosso nickname original. Sou uma das figurinhas que subiram ao palco da Ladrões de Vinil e queria que conhecesse nosso trabalho. Acabamos de lançar nosso segundo EP. É o blues do sudoeste baiano. Pra baixar (de graça, com encarte virtual) é só clicar no meu nome, acima. Abraço da DIstintivo Blue. =)

  9. ” O avião pousa no pequeno aeroporto de Vitória da Conquista, onde as pessoas buscam a bagagem num balcão comum ao invés da longa e demorada esteira dos aeroportos de São Paulo e Rio (e de outras grandes capitais) e conseguem se locomover pelo aeroporto inteiro em dez minutos. É perfeito para não se perder e evitar desencontros.”
    Com certeza a descrição mais original que alguém já fez sobre o nosso aeroporto rsrs.

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