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	<title>Comentários sobre: Entrevista: Fred 04, Mundo Livre S/A</title>
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	<description>Maio de 2012 - Ano XII - Cultura Pop</description>
	<pubDate>Wed, 23 May 2012 07:11:47 +0000</pubDate>
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		<title>Por: :: el Cabong :: &#187; &#8220;entre aspas&#8221;</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-55459</link>
		<dc:creator>:: el Cabong :: &#187; &#8220;entre aspas&#8221;</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 May 2012 16:51:25 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Fred 04, em entrevista ao Scream &#38; Yell [...]</description>
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	<item>
		<title>Por: SCREAM &#38; YELL 2.0 &#187; Vitória da Conquista: Festival da Juventude</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-54535</link>
		<dc:creator>SCREAM &#38; YELL 2.0 &#187; Vitória da Conquista: Festival da Juventude</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 May 2012 00:23:17 +0000</pubDate>
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		<description>[...] também: - Entrevista: Fred 04 fala de indústria, indies, artista-pedreiro, internet e mais (aqui) - Se Rasgum 2011: saiba como foram os shows de Leoni, Bide ou Balde e mais (aqui) - Show: Emicida [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] também: - Entrevista: Fred 04 fala de indústria, indies, artista-pedreiro, internet e mais (aqui) - Se Rasgum 2011: saiba como foram os shows de Leoni, Bide ou Balde e mais (aqui) - Show: Emicida [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: As mais lidas de janeiro no Scream &#38; Yell &#8212; Calmantes com Champagne 2.0</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50748</link>
		<dc:creator>As mais lidas de janeiro no Scream &#38; Yell &#8212; Calmantes com Champagne 2.0</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 01:39:09 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Janeiro de 2012 1) Melhores do Ano: 112 votantes (aqui) 2) Entrevista: Bruno Medina (Los Hermanos), por Marcos Paulino (aqui) 3) A cinturinha de Paula Fernandes, por Carlos Eduardo Lima (aqui) 4) CDs: Gal Costa, Marisa Monte e Karina Buhr, por Mac (aqui) 5) Entrevista: Fred 04, Mundo Livre S/A, por Marcelo Costa (aqui) [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Janeiro de 2012 1) Melhores do Ano: 112 votantes (aqui) 2) Entrevista: Bruno Medina (Los Hermanos), por Marcos Paulino (aqui) 3) A cinturinha de Paula Fernandes, por Carlos Eduardo Lima (aqui) 4) CDs: Gal Costa, Marisa Monte e Karina Buhr, por Mac (aqui) 5) Entrevista: Fred 04, Mundo Livre S/A, por Marcelo Costa (aqui) [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: #Fred404 deu error &#171; Chafurdo Mental, o Blog</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50108</link>
		<dc:creator>#Fred404 deu error &#171; Chafurdo Mental, o Blog</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 18:22:47 +0000</pubDate>
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		<description>[...] SCREAM &#38; YELL 2.0 &#187; Entrevista: Fred 04, Mundo Livre S/A 8 jan. 2012 &#8230; Entrevista: Fred 04, Mundo Livre S/A. entrevista por Marcelo Costa fotos por Ariel Martini. Fred ZeroQuatro est&#225; de vol&#8230;   Screamyell [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] SCREAM &amp; YELL 2.0 &#187; Entrevista: Fred 04, Mundo Livre S/A 8 jan. 2012 &#8230; Entrevista: Fred 04, Mundo Livre S/A. entrevista por Marcelo Costa fotos por Ariel Martini. Fred ZeroQuatro est&#225; de vol&#8230;   Screamyell [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Yane</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50040</link>
		<dc:creator>Yane</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 18:48:26 +0000</pubDate>
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		<description>Pôxa, sim, claro, Cartola. E também sabemos o que era ser independente no anos 80... Complicadíssimo gravar um disco, era preciso o intermédio de uma gravadora. No caso das bandas gringas, foi possível que surgissem alguns selos independentes - mas a Factory Records quebrou rapidamente, por exemplo. E aqui a coisa foi mais complicada, o negócio era gravar fitinhas demo. Nunca uma banda independente sequer se aproximou da estrutura de uma banda (ou artista) que tinha uma major - ou seja, investimento de grana, esquema industrial. E não sei se as coisas mudaram tanto assim, nesse sentido, parece apenas que o músico agora é livre... para disputar o mercado, nas condições que já conhecemos. Sei que estou sendo repetitivo, mas, para além dos avanços importantes, ainda há muito que podemos fazer para vivermos melhor, para que se produza uma outro tipo de vida, outra cultura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pôxa, sim, claro, Cartola. E também sabemos o que era ser independente no anos 80&#8230; Complicadíssimo gravar um disco, era preciso o intermédio de uma gravadora. No caso das bandas gringas, foi possível que surgissem alguns selos independentes - mas a Factory Records quebrou rapidamente, por exemplo. E aqui a coisa foi mais complicada, o negócio era gravar fitinhas demo. Nunca uma banda independente sequer se aproximou da estrutura de uma banda (ou artista) que tinha uma major - ou seja, investimento de grana, esquema industrial. E não sei se as coisas mudaram tanto assim, nesse sentido, parece apenas que o músico agora é livre&#8230; para disputar o mercado, nas condições que já conhecemos. Sei que estou sendo repetitivo, mas, para além dos avanços importantes, ainda há muito que podemos fazer para vivermos melhor, para que se produza uma outro tipo de vida, outra cultura.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Henrique</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50039</link>
		<dc:creator>Zé Henrique</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 17:49:17 +0000</pubDate>
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		<description>Mas, Yane, nada é fácil nessa vida.
No modelo antigo grandes artistas  foram injustiçados.
O Cartola só veio a gravar seu primeiro disco aos 65 anos!
E teve sorte, pois gravou e perpetuou sua obra.
Outros tantos sucumbiram com seu talento no anonimato.

PS: O Zero Quatro tem saudade da mamatinha que pegou. Do vocalzinho da Fernanda Lima e da Malu Mader. heheheh</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, Yane, nada é fácil nessa vida.<br />
No modelo antigo grandes artistas  foram injustiçados.<br />
O Cartola só veio a gravar seu primeiro disco aos 65 anos!<br />
E teve sorte, pois gravou e perpetuou sua obra.<br />
Outros tantos sucumbiram com seu talento no anonimato.</p>
<p>PS: O Zero Quatro tem saudade da mamatinha que pegou. Do vocalzinho da Fernanda Lima e da Malu Mader. heheheh</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Yane</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50034</link>
		<dc:creator>Yane</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 14:46:48 +0000</pubDate>
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		<description>Zé, claro, a comparação é boa, quem se desloca tem preferência, o artista precisa inventar possibilidades. Mas o ponto é que, do jeito que as coisas se dão, estar no jogo da música depende mais da habilidade de lidar com instâncias econômicas do que da habilidade musical em si. Se o artista não sabe investir a ponto de fazer dinheiro com seu trabalho, as chances de desaparecer é grande, mesmo que sua música seja interessante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zé, claro, a comparação é boa, quem se desloca tem preferência, o artista precisa inventar possibilidades. Mas o ponto é que, do jeito que as coisas se dão, estar no jogo da música depende mais da habilidade de lidar com instâncias econômicas do que da habilidade musical em si. Se o artista não sabe investir a ponto de fazer dinheiro com seu trabalho, as chances de desaparecer é grande, mesmo que sua música seja interessante.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Henrique</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50025</link>
		<dc:creator>Zé Henrique</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 00:55:49 +0000</pubDate>
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		<description>Yane, o Mac já tocou nesse assunto aí em cima.
Olha só:
" e os artistas precisam se mexer, precisam sair da zona de conforto que era entregar um disco pruma gravadora, e deixar o dinheiro dela fazer o resto (divulgação, jabá, clipes)."
Sem dúvida que o artista hoje em dia tem um trabalho prático(dia a dia) muito maior que antigamente.
Gosto de citar os exemplos do Lucas Santtana e da banda Eddie que são dois belos exemplos de trabalhadores da arte.
Como diria o lendário técnico Neném Prancha: Quem se desloca tem preferência.
Por fim, ninguém tem que dizer pra ninguém o que é bom ou ruim.
Essa é uma questão de foro íntimo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Yane, o Mac já tocou nesse assunto aí em cima.<br />
Olha só:<br />
&#8221; e os artistas precisam se mexer, precisam sair da zona de conforto que era entregar um disco pruma gravadora, e deixar o dinheiro dela fazer o resto (divulgação, jabá, clipes).&#8221;<br />
Sem dúvida que o artista hoje em dia tem um trabalho prático(dia a dia) muito maior que antigamente.<br />
Gosto de citar os exemplos do Lucas Santtana e da banda Eddie que são dois belos exemplos de trabalhadores da arte.<br />
Como diria o lendário técnico Neném Prancha: Quem se desloca tem preferência.<br />
Por fim, ninguém tem que dizer pra ninguém o que é bom ou ruim.<br />
Essa é uma questão de foro íntimo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Yane</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50015</link>
		<dc:creator>Yane</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 20:09:11 +0000</pubDate>
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		<description>Cel, estou contigo até certo ponto. Só não sei se concordo com a ideia de preceptor, como também não sei se concordo quando você fala em cultura rasteira.

Como saberíamos quem deveria ser o preceptor? Quais os parâmetros? Se algo assim fosse colocado em prática, correríamos o risco de perder uma multiplicidade que é muito cara às artes... Resolver esse problema - do que você chamou de monetarização - não é dando para alguém o poder de dizer o que é bom ou ruim. Penso que precisamos observar como se dá a produção e tentar detectar quais os problemas e pensar estratégias para nos defendermos, ou mesmo mudarmos. Quanto à cultura, bem, não sei o que você chama de rasteiro, talvez seja o fato de tudo se tornar mercadoria e de haver intenções - mesmo que inconscientes em alguns casos - de produzir algo que, acredita-se, possa ser vendido facilmente. Mas tenho receio de dizer o que é bom e o que é ruim, digo, em relação ao produto pronto, isolado, a canção por si. Afinal, a cultura não existe à parte da sociedade, você sabe.

Gosto muito quando você diferencia conhecimento e informação. São dois conceitos que, bem compreendidos, podem nos ajudar com parâmetros para lidar com novas tecnologias, repletas de possibilidades tanto para um, quanto para outro, muito embora a última tenha prevalecido bastante nesses tempos de aceleração, infelizmente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cel, estou contigo até certo ponto. Só não sei se concordo com a ideia de preceptor, como também não sei se concordo quando você fala em cultura rasteira.</p>
<p>Como saberíamos quem deveria ser o preceptor? Quais os parâmetros? Se algo assim fosse colocado em prática, correríamos o risco de perder uma multiplicidade que é muito cara às artes&#8230; Resolver esse problema - do que você chamou de monetarização - não é dando para alguém o poder de dizer o que é bom ou ruim. Penso que precisamos observar como se dá a produção e tentar detectar quais os problemas e pensar estratégias para nos defendermos, ou mesmo mudarmos. Quanto à cultura, bem, não sei o que você chama de rasteiro, talvez seja o fato de tudo se tornar mercadoria e de haver intenções - mesmo que inconscientes em alguns casos - de produzir algo que, acredita-se, possa ser vendido facilmente. Mas tenho receio de dizer o que é bom e o que é ruim, digo, em relação ao produto pronto, isolado, a canção por si. Afinal, a cultura não existe à parte da sociedade, você sabe.</p>
<p>Gosto muito quando você diferencia conhecimento e informação. São dois conceitos que, bem compreendidos, podem nos ajudar com parâmetros para lidar com novas tecnologias, repletas de possibilidades tanto para um, quanto para outro, muito embora a última tenha prevalecido bastante nesses tempos de aceleração, infelizmente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Yane</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50014</link>
		<dc:creator>Yane</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 20:06:55 +0000</pubDate>
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		<description>Zé, concordo contigo, tivemos muitos avanços. Mas ainda há muito por fazer, como você pode ter visto nos meus comentários anteriores - eu falava sobre o fato de que, embora o acesso à música tivesse se alargado, a produção, mesmo facilitada, ainda precisa se pagar, ou seja, a lógica, nesse sentido continua a mesma da época das gravadoras.

Claro, o artista pode compor e, se adquirir uma certa estrutura, gravar ele mesmo suas canções e divulgá-las via internet, livrando-se da pressão da gravadora e, em parte, apenas em parte, não precisará mais pagar jabá para divulgar seu trabalho. Mas ele ainda precisa pensar se aquele trabalho tem potencial para ser vendido, porque, se isso não acontecer, ele precisará tirar dinheiro de outro lugar para manter essa estrutura de produção - é quando uma profissão periga se tornar um hobby.

É como se agora o artista estivesse se tornando uma espécie de autônomo. Claro, por um lado isso é interessante, afinal, quem quer um chefe lhe dizendo o que fazer? Mas o problema é que talvez o chefe tenha sido transferido para um outro lugar, quero dizer, o "artista autônomo" continua tendo que lutar por um lugar ao sol - que não tem necessariamente a ver com "qualidade", mas sim com "vendas" - e pode vir a se tornar muito mais um homem de negócios do que um artista, pode ter que se envolver mais com a estrutura de produção do que necessariamente com o trabalho musical.

E aí entra a questão da qualidade... Para muita gente, certo tipo de música é boa, para outros não. E agora esses tipos de música diferentes podem ser encontrados em abundância na internet. Certo. Como você mesmo disse, não precisamos de um grão vizir, quem vai dizer para as pessoas que o que elas ouvem é "ruim"? Difícil. Talvez a questão seja pensar porque aquele tipo de música existe e pensar que, se outro tipo não tem espaço, talvez seja porque não consegue sobreviver nessa lógica em que vivemos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zé, concordo contigo, tivemos muitos avanços. Mas ainda há muito por fazer, como você pode ter visto nos meus comentários anteriores - eu falava sobre o fato de que, embora o acesso à música tivesse se alargado, a produção, mesmo facilitada, ainda precisa se pagar, ou seja, a lógica, nesse sentido continua a mesma da época das gravadoras.</p>
<p>Claro, o artista pode compor e, se adquirir uma certa estrutura, gravar ele mesmo suas canções e divulgá-las via internet, livrando-se da pressão da gravadora e, em parte, apenas em parte, não precisará mais pagar jabá para divulgar seu trabalho. Mas ele ainda precisa pensar se aquele trabalho tem potencial para ser vendido, porque, se isso não acontecer, ele precisará tirar dinheiro de outro lugar para manter essa estrutura de produção - é quando uma profissão periga se tornar um hobby.</p>
<p>É como se agora o artista estivesse se tornando uma espécie de autônomo. Claro, por um lado isso é interessante, afinal, quem quer um chefe lhe dizendo o que fazer? Mas o problema é que talvez o chefe tenha sido transferido para um outro lugar, quero dizer, o &#8220;artista autônomo&#8221; continua tendo que lutar por um lugar ao sol - que não tem necessariamente a ver com &#8220;qualidade&#8221;, mas sim com &#8220;vendas&#8221; - e pode vir a se tornar muito mais um homem de negócios do que um artista, pode ter que se envolver mais com a estrutura de produção do que necessariamente com o trabalho musical.</p>
<p>E aí entra a questão da qualidade&#8230; Para muita gente, certo tipo de música é boa, para outros não. E agora esses tipos de música diferentes podem ser encontrados em abundância na internet. Certo. Como você mesmo disse, não precisamos de um grão vizir, quem vai dizer para as pessoas que o que elas ouvem é &#8220;ruim&#8221;? Difícil. Talvez a questão seja pensar porque aquele tipo de música existe e pensar que, se outro tipo não tem espaço, talvez seja porque não consegue sobreviver nessa lógica em que vivemos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Henrique</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-50007</link>
		<dc:creator>Zé Henrique</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 18:01:01 +0000</pubDate>
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		<description>Então, Cel, pois eu não sinto falta nenhuma.
Cresci lendo a Bizz e se fosse pelo gosto dela eu NUNCA teria conhecido o samba, de bamba, óbvio que tanto gosto, por exemplo.
Pra cada dez capas com lixos pop made in EUA and England eles soltavam uma notinha do Nelson Cavaquinho ou do Candeia.
Quando disse, e repito, que gosto das informações soltas no ar é porque acho que a vida deve ser assim mesmo. 
Vc aprende no dia a dia, no convívio com as pessoas com quem vc topa, no livro que lê, numa revista(de qualquer segmento) que abra...
O samba(que eu sei que vc tb gosta), por exemplo, eu aprendi a gostar, respeitar e amar através de um cunhado.
Acho que o grande mérito da internet é ter acabado(em grande parte) justamente com esse poder da indústria de ditar regras
Até porque, como eu disse aí em cima, nos últimos 20 anos pela monetarização, como vc falou, ela só vinha difundindo o medíocre, o que vende fácil e rápido.
Tá MUITO melhor agora, cara.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Então, Cel, pois eu não sinto falta nenhuma.<br />
Cresci lendo a Bizz e se fosse pelo gosto dela eu NUNCA teria conhecido o samba, de bamba, óbvio que tanto gosto, por exemplo.<br />
Pra cada dez capas com lixos pop made in EUA and England eles soltavam uma notinha do Nelson Cavaquinho ou do Candeia.<br />
Quando disse, e repito, que gosto das informações soltas no ar é porque acho que a vida deve ser assim mesmo.<br />
Vc aprende no dia a dia, no convívio com as pessoas com quem vc topa, no livro que lê, numa revista(de qualquer segmento) que abra&#8230;<br />
O samba(que eu sei que vc tb gosta), por exemplo, eu aprendi a gostar, respeitar e amar através de um cunhado.<br />
Acho que o grande mérito da internet é ter acabado(em grande parte) justamente com esse poder da indústria de ditar regras<br />
Até porque, como eu disse aí em cima, nos últimos 20 anos pela monetarização, como vc falou, ela só vinha difundindo o medíocre, o que vende fácil e rápido.<br />
Tá MUITO melhor agora, cara.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CEL</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-49982</link>
		<dc:creator>CEL</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 11:35:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://screamyell.com.br/site/?p=11547#comment-49982</guid>
		<description>Zé Henrique, se você está entre 20 e 40 anos de idade e aprecia qualquer manifestação artística tem que ter ouvido, lido e levado em conta a opinião de alguém ou alguma forma de chancela para formar o seu gosto. Livro, revista, estação de rádio, programa de tv, levados ao ar, publicados por gente que adquiriu conhecimento para poder difundí-lo. Me diga, você que gosta das coisas soltas no ar, se você não tivesse experimentado essas orientações, do que gostaria? O que estou dizendo é que pra formar gosto - até agora - não há como escapar dessa lógica. É fácil posar de arauto da liberdade e da informalidade com sua base de conhecimento já formada à moda antiga. Eu sinto falta de publicações sobre música, sites realmente informativos (só levo fé no All Music Guide) e gente com notório conhecimento para chancelar, indicar, recomendar. Deu certo comigo e com a maioria das pessoas que conhecem música com as quais eu tenho contato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zé Henrique, se você está entre 20 e 40 anos de idade e aprecia qualquer manifestação artística tem que ter ouvido, lido e levado em conta a opinião de alguém ou alguma forma de chancela para formar o seu gosto. Livro, revista, estação de rádio, programa de tv, levados ao ar, publicados por gente que adquiriu conhecimento para poder difundí-lo. Me diga, você que gosta das coisas soltas no ar, se você não tivesse experimentado essas orientações, do que gostaria? O que estou dizendo é que pra formar gosto - até agora - não há como escapar dessa lógica. É fácil posar de arauto da liberdade e da informalidade com sua base de conhecimento já formada à moda antiga. Eu sinto falta de publicações sobre música, sites realmente informativos (só levo fé no All Music Guide) e gente com notório conhecimento para chancelar, indicar, recomendar. Deu certo comigo e com a maioria das pessoas que conhecem música com as quais eu tenho contato.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Henrique</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-49973</link>
		<dc:creator>Zé Henrique</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 03:23:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://screamyell.com.br/site/?p=11547#comment-49973</guid>
		<description>Discordo, só pra variar, do Cel. As pessoas não precisam de um Grão Vizir catalizador dizendo o que é bom ou ruim. O que é arte ou não.
Gosto da idéia das coisas soltas no ar. Quem tiver interesse que corra atrás do que lhe apraz. Sempre foi assim com os livros, por exemplo.
Daniel, o coquetel explosivo cavaquinho mais guitarra já está feito - vc pode ouvir quando quiser e eles não deixarão de tocar nos shows, acho sempre muito saudável mudanças de musicalidade. Ainda mais numa banda do nível do Mundo Livre.
Zero Quatro é mesmo um baita compositor e uma bela cabeça pensante, mas essa entrevista dele me lembrou, em ruindade, a do Mano Brown no Roda Viva anos atrás.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo, só pra variar, do Cel. As pessoas não precisam de um Grão Vizir catalizador dizendo o que é bom ou ruim. O que é arte ou não.<br />
Gosto da idéia das coisas soltas no ar. Quem tiver interesse que corra atrás do que lhe apraz. Sempre foi assim com os livros, por exemplo.<br />
Daniel, o coquetel explosivo cavaquinho mais guitarra já está feito - vc pode ouvir quando quiser e eles não deixarão de tocar nos shows, acho sempre muito saudável mudanças de musicalidade. Ainda mais numa banda do nível do Mundo Livre.<br />
Zero Quatro é mesmo um baita compositor e uma bela cabeça pensante, mas essa entrevista dele me lembrou, em ruindade, a do Mano Brown no Roda Viva anos atrás.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CEL</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-49964</link>
		<dc:creator>CEL</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 20:17:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://screamyell.com.br/site/?p=11547#comment-49964</guid>
		<description>O fato é: a monetarização da produção artística feriu de morte a arte propriamente dita. A monetarização da vida feriu de morte a capacidade das pessoas apreciarem a arte produzida. É preciso algo que dê conta disso, que mostre pras pessoas o que é feito, que faça com que os artistas - no sentido estrito do termo - possam conhecer e se informar para produzir conhecimento. Falta conhecimento num mundo cheio, abarrotado de informação. Meu comentário não é específico sobre a discussão indústria da música x música, mas acho que há uma grande ausência de algo ou alguém que chancele a produção artística e que funcione como um preceptor para a maioria do público. Do contrário teremos um mundo irremediavelmente preso ao que há de mais pobre e rasteiro em termos de cultura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O fato é: a monetarização da produção artística feriu de morte a arte propriamente dita. A monetarização da vida feriu de morte a capacidade das pessoas apreciarem a arte produzida. É preciso algo que dê conta disso, que mostre pras pessoas o que é feito, que faça com que os artistas - no sentido estrito do termo - possam conhecer e se informar para produzir conhecimento. Falta conhecimento num mundo cheio, abarrotado de informação. Meu comentário não é específico sobre a discussão indústria da música x música, mas acho que há uma grande ausência de algo ou alguém que chancele a produção artística e que funcione como um preceptor para a maioria do público. Do contrário teremos um mundo irremediavelmente preso ao que há de mais pobre e rasteiro em termos de cultura.</p>
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		<title>Por: Daniel Perugini</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/#comment-49944</link>
		<dc:creator>Daniel Perugini</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 00:57:23 +0000</pubDate>
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		<description>Sou fã da banda, e posso dizer que o coquetel explosivo cavaquinho + guitarra faz uma baita falta, mas o 04 é um puta compositor. Achei um bom disco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou fã da banda, e posso dizer que o coquetel explosivo cavaquinho + guitarra faz uma baita falta, mas o 04 é um puta compositor. Achei um bom disco.</p>
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