Sob o CEL: Precisamos de um Titanomaquia!

Sob O CEL #5
por Carlos Eduardo Lima

Eu ia escrever sobre o Massive Attack e um delírio de micro-história sobre a cena underground de Bristol, cidade portuária-industrial do sudoeste da Inglaterra. Não vou dar maiores detalhes sobre o texto porque ele ainda está no bolso do colete, pronto para ser executado e materializado, provavelmente no nº 6 de Sob O CEL. O assunto aqui, agora, já, é outro: me convenci um dia desses de que o rock nacional precisa de um sacode, uma polêmica, uma bomba no telhado. Algo que escapasse da mesmice envolvendo questionamentos sobre o valor das bandas novas – algo que eu faço o tempo todo – ou das brodagens suspeitas no terreno dos incentivos governamentais para festivais e produções de bandas e artistas aqui em Terra Brasílis. É preciso um pé na porta, uma cara à tapa, um arroto sonoro no meio da festa chique. Alguém que, como já dizia o poeta, “não tenha medo de se achar ridículo”. É preciso um “Titanomaquia”!

Eu confesso: jamais gostei desse disco dos Titãs. Em 1993 ele soava meio caricato, corroborando o caminho escatopunk seguido pela banda já no trabalho anterior, o igualmente estranho “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, de 1991. Mas, ao contrário desse disco, cheio de letras falando de pus, porra, cuspe, merda, mijo e demais secreções humanas, meio tosco e produzido pela banda, “Titanomaquia” acenava com uma preocupação estética mais definida. Isso quer dizer: a banda pode ter chutado relativamente o balde em “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, mas, em “Titanomaquia”, os movimentos foram pensados, estudados e executados como manda o figurino.

O que mais pesou contra o disco na época foi a suposta aproximação do então septeto – Arnaldo Antunes acabara de deixar a banda – com o produtor americano Jack Endino. Toda a crítica especializada acusou os Titãs de oportunismo e de tentar pegar uma carona estranha na onda do grunge. Endino, responsável pela produção do primeiro disco do Nirvana, “Bleach”, e de trabalhos de Soundgarden, Green River, Mudhoney, entre outros, seria estranho totalmente ao som da banda. E era, caramba. Ele nunca ouvira falar em Titãs e, quando ouviu, através de “O Blesq Blom”, disco de 1990, não entendeu como aqueles sujeitos com sonoridades tecladeiras modernóides poderiam estar interessados em fazer um disco de rock, hum, pesado.

As gravações vieram e Endino conseguiu fazer com que as guitarras de Marcelo Fromer e Tony Bellotto soassem melhores do que nunca. Também fez a bateria de Charles Gavin adquirir um peso insuspeito, além de promover um interplay até então inédito. Paramos, no entanto, por aqui. “Titanomaquia” nunca foi grunge em termos de resultado. É um disco incontestavelmente pesado, nunca grunge. As letras ainda estavam meio secretivas, mas já dá pra resgatar “Disneylandia” em meio ao turbilhão. Em 1993 a globalização era uma idéia, um conceito sendo colocado em prática na base do “vamos ver no que isso vai dar”. Os Titãs mostram que já entendiam o esquema e conseguiram uma de suas melhores letras.

O primeiro single foi “Será Que É Disso Que Eu Necessito”, canto-berrado por um inacreditável Sérgio Britto. Não dava pra pensar que o mesmo sujeito que cantava “Go Back” estava ali, urrando e chamando as pessoas de filha da puta e “seu bosta”. Sim, é engraçado e meio ridículo, ainda mais em 1993, quando a malandragem cultural-industrial, com a anuência da mídia, estava em busca do novíssimo rock nacional, devidamente globalizado e identificado com elementos nativos. Aquela galera que iria misturar ritmos tradicionais com rock, rap e hip-hop. Era muito mais Skank, Planet Hemp e Chico Science do que Paralamas, Titãs e Legião Urbana. Lembre-se: nada é mais antigo que o passado recente.

Dessa forma, as críticas aos trabalhos dessas bandas oitentistas, especialmente “Titanomaquia”, foram devastadoras em sua maioria. No máximo diziam que era um disco bem produzido, pesado, coeso, mas que deveria vir sem as letras. Dá pra entender os caras compondo sem a presença de Arnaldo, um cara que era determinante para o estilo deles, tentando se achar no meio do caminho, ainda mais confuso por conta da tal estética do disco. Nesse quesito, ouvir “A Verdadeira Mary Poppins”, “Estados Alterados da Mente” ou “Hereditário” é uma experiência quase comovente, mostrando o quanto os sujeitos não conseguiram acertar, mas era evidente a tentativa.

A resenha mais ácida já vista por mim sobre um disco foi a de André Barcinski, na revista Bizz, sobre “Titanomaquia”. É de uma virulência e precisão impressionantes, muito porque a honestidade da banda aparecia questionada sem piedade em meio a um texto de humor incontestável, mas também de raiva e saco cheio latentes. Era de se entender a imprensa paulistana, contemporânea dos Titãs, vendo aqueles caras com trinta e poucos anos, posando de rockers agressivos com uma influência estranha como se fosse tudo novo e natural. Até porque, amigos, 18 anos depois do lançamento, eu lhes garanto que “Titanomaquia” é tudo, menos um disco ruim. Se fosse lançado hoje, ele seria um divisor de águas. Seria quase um grito de independência do rock nacional de toda uma bundamolice estabelecida pós-Los Hermanos, em que 95% das bandas devem alguma influência ao quarteto carioca, via diluições estéticas e comportamentais mil. Seria o “não” à nerdice no rock, ao consumo de mp3 como forma definitiva de ouvir música, seria uma cusparada na eterna juventude que o estilo falsamente sugere – ou sugeria, porque, pasme, os “velhos” são melhores nisso hoje em dia do que os novinhos.

Os Titãs estão prestes a embarcar numa turnê de 25 anos de aniversário do “Cabeça Dinossauro”, disco de 1986 que conferiu à banda uma identidade musical, rompida justamente com “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”. O show que eles deram no Rock In Rio, secundados pelos portugueses do Xutos e Pontapés, foi um dos melhores do festival, calcado basicamente em rocks rápidos e raivosos. A banda, no entanto, nunca mais revisitou “Titanomaquia”, que é lembrado hoje apenas por uma versão eletrônica de “Disneylandia”, cantada pelo uruguaio Jorge Drexler. Após a passagem do tempo, seria divertido ver Britto se esgoelar em “Será Que É Disso Que Eu Necessito”, Miklos falar que está fedendo e apodrecendo e termos um retorno de Charles Gavin (largando a pecha de pesquisador musical laureado e responsável ) e de Nando Reis para emporcalhar tudo e revitalizar sua veia rocker, imersa em Bailões do Ruivão e discos solo-existenciais rasos como uma bandeja.

“Titanomaquia”, hoje, em 2011, é um disco finalmente em seu tempo, com propósito e objetivo delineados e justificados. Acho que as pessoas não entenderam sua mensagem há 18 anos e seriam profundamente afetadas por ele hoje. Ou não. Só sei que, depois desses anos todos, finalmente comprei meu disco no Mercado Livre – porque ele saiu de catálogo no ano do lançamento e nunca mais foi reeditado (alô, Warner!). Estou ansioso para colocá-lo em volume máximo, contra o vizinho e o mundo. Afinal de contas, pombas, rock é sobre isso também.

PS: Numa votação feita pelo staff daqui do S&Y em 2006 (leia aqui), “Titanomaquia” foi escolhido como um dos piores discos nacionais de todos os tempos temporais. Eu participei da escolha mas não o incluí na lista, deixando espaço para o abominável disco de covers dos Titãs, “As 10 Mais”, lançado em 1999.

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CEL é Carlos Eduardo Lima, historiador, jornalista e fã de música. Conhece Marcelo Costa por carta desde o fim dos anos 90, quando o Scream & Yell era um fanzine escrito por ele e amigos, lá em sua natal Taubaté. Já escreveu no S&Y por um bom tempo, em idas e vindas. Hoje tem certeza de que o mundo como o conhecíamos acabou lá por volta de 1994/95 mas não está conformado com isso.

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Leia também:
– Discos clássicos do rock nacional: “Cabeça Dinossauro”, Titãs, por Tiago Trigo (aqui)
– Titãs e Primal Scream: por que a crítica os trata diferente?, por Eduardo Palandi (aqui)
– “MTV Ao Vivo”, Titãs: quem espera novidade irá aproveitar pouco, por André Azenha (aqui)
– Titãs ao vivo em Taubaté, 2002: uma instituição pop, por Leonardo Vinhas (aqui)
– “Sacos Plásticos”: nem o fã mais ardoroso estará pronto para a decepção, por Mac (aqui)

38 thoughts on “Sob o CEL: Precisamos de um Titanomaquia!

  1. “Será Que É Disso Que Eu Necessito” é uma puta musica. Um Hino.
    Concordo muito com o texto, um Titanomaquia hoje mudaria essa onda bundamolice do rock nacional, seria um pouco de novidade num rock nacional hoje que nao diz nada, que nao tem um recado a dar, que não ousa em nada.

  2. Gostei desse disco desde que foi lançado, pra mim os Titãs acabam nele.
    Não achei caricato nem na época, nem hoje em dia. Foi a sequência natural do ótimo Tudo Ao Mesmo Tempo Agora.
    Minha música preferida desse disco, desde sempre, é Dissertação do Papa sobre o Crime Seguida de Orgia. Sensacional!
    Quanto ao cerne de sua postagem, caro Cel. Realmente, o rock tanto aqui quanto acolá está bem estranho.
    Morrer ele não morre, mas tem coisas piores que a morte, né?

    PS: Caramba, man! Dei uma olhada no link que vc colocou(os piores discos nacionais) e vc tascou o Big Bang do Paralamas!?!?
    Pô, cara, o BB é bem melhor que o Bora Bora, por exemplo, que é mal gravado pra cacete.

  3. acho q, fora o debut do cachorro grande, esse foi o último álbum de rock lançado no brasil. sempre curti titanomaquia. texto muito foda, parabéns cel!

  4. Pessoal, obrigado pelos comentários. Pois é, eu não gostava do Titanomaquia mas o tempo me fez entender o que os caras estavam tentando dizer na época. Se alguma banda lança um disco como esse hoje, certamente seria uma bomba, um escândalo. O rock nacional, salvo raras exceções, é um prato de Miojo. Os próprios Titãs fazem parte desse cenário, vide o último disco de inéditas, o abominável Sacos Plásticos. Enfim, pena, acho que um disco desses faz falta num mundo politicamente correto e estéril como o de hoje.
    Zé Henrique, o problema do Big Bang é o esgotamento da fórmula rock-latino-ritmo-tropical que os PDS enveredaram após o Selvagem. Aliás, diluiram a estética do Selvagem numa suruba ritmica, que ainda deu frutos no Bora-Bora (concordo que a gravação é ruim, mas o repertório é superior ao Big Bang).

  5. Ótimo texto, e concordo em vários pontos.

    Titanomaquia sempre foi um bom disco, assim como o Tudo Ao Mesmo Tempo Agora (Apesar da péssima produção). Por mais que ambos soassem em vários momentos forçados e caricatos, são repletos de boas músicas, algumas que chegam a estar entre as melhores da carreira da banda (“O Fácil É O Certo”, “Nem Sempre Se Pode Ser Deus”, “Flat-Cemitério-Apartamento”, “Agonizando”, “Agora”).

    E quanto aos Titãs terem acabado no Titanomaquia, ainda dá pra dizer que o Domingo e o Acústico são bons discos, apesar de já darem o indício de uma queda de qualidade.

  6. eu comprei na época o disco e achei muito interessante, desconfiei um pouco de Endino, mas não havia grunge no disco e sim rock, bem feito e pesado. As letras sempre inteligentes e viscerais, acho que não é um disco de Hoje e simvem sendo um disco do Sempre, bons discos não morrem, e, eu acho que a critica na época, assim como ainda existe, só fica satisfeita com novidades, e os Titãs sempre se mostraram um banda de várias faces, como atesta Televisão, essa é a identidade do grupo, recentemente li de Sergio Britto que ele gostaria de aproximar os Titãs mais da MPB..e porque nao tbe?..valeu

  7. Verdade Matheus, o Domingo é meia boca, mas isso acontece nas melhores bandas e o acústico é bem bom.
    O problema ao meu ver é que eles jogaram fora o respeito/dignidade fora com o Vol.2 e principalmente como o abominável As 10 Mais.
    E respeito é que nem hímem. Uma vez perdido…

    PS: Cel, gosto de trilogias. E acho o Big Bang – Perplexo, Pólvora, Lanterna(insuportável é Quase por um Segundo), a faixa título… – melhor que o Bora Bora.

  8. Continua sendo um disco “caricato”! O grande album deles, daquele período, e, sim, uma obra a ser revisitada é ” tudo ao mesmo tempo agora” que estava de acordo com o tempo dele. Já Titanomaquia é mais uma reação. “Tudo ao mesmo tempo” foi uma ação.

  9. Parabéns! Ótimo texto! Adoro quando discos subestimados dos Titãs têm seu legado resgatado. Dia desses li uma resenha do “Tudo ao mesmo tempo agora” com a qual concordo bastante: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3009&titulo=A_morte_anunciada_dos_Titas

    “Titanomaquia” continua atual, 18 anos. Seja ele grunge ou não, o fato é que foi um peixe fora d’água no cenário do rock nacional à época. Custou aos Titãs um fracasso comercial, mas a turnê dele (pelo menos a julgar pelos vídeos do Hollywood Rock 94) foi uma das melhores que a banda já fez!
    O repertório, embora irregular, tem pelo menos cinco grande faixas (curiosamente, todas entraram naquela coletânea dupla de 1994!): as auto-indulgentes “Será que é isso que eu necessito” e “Nem sempre se pode ser Deus”, a viciante “Hereditário”, a globalizada “Disneylândia” e a morbidamente hilária “A verdadeira Mary Poppins”.

    O último disco de estúdio bom deles é o “Domingo”. Aliás, se for o caso eu ainda escreverei um texto pro meu blog explicando por que o acho bacana… Para adiantar, peço que ouçam músicas ótimas como “Eu não aguento”, “Domingo”, “Eu não vou dizer nada”, “Qualquer negócio” e até mesmo “Vámonos” e vejo o quanto este disco combina bem um senso pop com a produção caprichada do Endino.
    O derradeiro grande álbum dos Titãs continua sendo o “Acústico”. É inegável que eles fizeram arranjos novos que ficaram muito bons, ressuscitando músicas obscuras como “Pra dizer adeus” e “Palavras” e dando nova cara a outras, como “Comida” e “Flores”.

  10. Porra! Gosto demais do “Titanomaquia”, do “Tudo ao Mesmo Tempo Agora”! Gosto muito também do Kleiderman, do Branco Mello e Sérgio Britto com a Roberta Parisi na bateria.
    Bom, pelo menos, não estou tão sozinho quanto pensava quanto ao “Titanomaquia”! Hahaha!

  11. Em off: hoje achei o “Tudo ao mesmo tempo agora” num sebo. E o melhor, em preço promocional, por apenas 5 reais! Comprei na hora, é claro. Ô, disco bom! A coisa mais próxima que os Titãs fizeram do “lo-fi” (pela [auto]produção) e do rock underground (pelas letras e estilo) – e semanas antes do lançamento do “Nevermind” e da onda grunge!

  12. acho bacana porque nunca entendi tanto ranço pra cima do tudo ao mesmo tempo agora, que confesso, gosto mais do que do titanomaquia. lembro que na época o disco serviu pra fazer a cama de jornalistas bundinhas como o barcinski e de pseudo rebeldes como o forastieri.

  13. Acho que foi pensando nos Barcinskis e Forastieres da vida que o Titãs tascaram:
    “Um idiota em inglês é bem melhor que eu e vcs”
    Ótima letra com uma música fraca.

  14. Sinceramente, o (pouco) que eu ouvi desse disco parece corroborar a resenha do Barcinski. Soa como uma tentativa mal-sucedida de pegar carona no grunge e de parecer “do mal”. Não acho que fazer um disco pesado e cheio de palavrões, por si só, vai mudaria alguma coisa hoje. Se é pra falar de um disco pesado e agressivo dos Titãs, o Cabeça Dinossauro é mil vezes melhor – as guitarras não são tão pesadas mas ainda assim soa mais agressivo e menos forçação de barra.

  15. Olha, nem sei dizer se o Titanomaquia é uma forcação de barra no sentido ruim da expressão. Na época parecia isso, uma banda sem idéias tentando pegar carona num modismo. Só que o resultado do disco passa longe do grunge, apenas traz a presença de um produtor gringo. Se ele fosse feito com o Liminha, o bafafá talvez fosse menor. E, como você bem disse, Sid, disco “agressivo” não era novidade pros Titãs, a dizer pelo Cabeça e pelo Tudo Ao Mesmo Tempo, anteriores ao Titanomaquia.

  16. Parabéns pelo texto Carlos! Pra mim o Titãs também acaba nesse disco! Me lembro vagamente de uma briga entre os Titãs e a Bizz, mas não consigo lembrar a data exata, acho que foi no lançamento do álbum “Domingo”, naquela época eles deveriam ter parado. O que veio depois de “Titanomaquia” é muito fraco, exceto o “Acústico”.

    Eu também procurei esse disco em vários lugares, só achei na Baratos Afins, e em vinil. Não entendo porque a Warner não reedita, de preferência com a embalagem original rs!

    Abs!

  17. Eu tinha uns 13 ou 14 anos quando esse disco saiu. Eu já tinha começado a gostar de rock e tal, mas Paralamas, Titãs e Barão não me “representavam” eram bandas que “meus pais conheciam”. Lembro de ter visto o clipe de “Será que isso…” junto com a minha mãe e ela disse “parece que eles tão indo numa festa a fantasia”. Sem contar que o CD vinha num saquinho de lixo né? Essa primeira imagem que está aí em cima é desse saquinho.

  18. Sinceros parabéns ao autor.
    Sempre achei que mudar de opinião é das maiores demonstrações
    de inteligência que uma pessoa pode ter.

    O Barcinski detonou o Titanomaquia? Foda-se o Barcinski.
    O Forastieri detonou o Tudo Ao Mesmo Tempo Agora? Arrombe-se o Forastieri.

    Estavam errados. Precipitaram-se. Equivocaram-se. Foram mal escalados.
    Ou estavam certos. Cobertos de razão. Os discos são uma grande merda.

    Vai saber…

    Numa coisa, porém, tendo a concordar com os Titãs:

    Felizes são os peixes…

  19. Cara, me lembro como se fosse hoje, tinha uns 12 anos ouvindo a transamerica, no interior do Pará, quando rolou a musica “será que é disso…’ nossa pirei!! som pesado, letra raivosa, não achei que eram os Titans de cabeça dinossauro ou jesus não tem dentes. A musica tocava tambem em Confissões de adolescente… tempos bons..

  20. Não creio que o Britto estava chamando as pessoas de “filhas da puta” e de “seu bosta”.
    A crítica foi à mídia. Três músicas chaves da critica à critica foram “Será Que é Isso que eu Necessito?” (a fama, os holofortes?), “Nem Sempre Se Pode Ser Deus” (nem sempre a Bizz vai dizer que eu sou o fodão) e claro “A Verdadeira Mary Poppins” (eu sei que estou fedendo, eu sei que estou apodrecendo, eu sei que minha banda tem mais de 10 anos, eu sei que estamos ficando velhos e bandas novas estão chegando, mas eu sou bem mais real).
    Acredito que as letras dos Titãs estivessem no auge nessa época. Críticas massivas à mídia, à política, às pessoas bitoladas e à tudo que dizia respeito ao descontrole humano relacionado à esses tópicos (Hereditário, Estados Alterados da Mente, Agonizando).
    É uma pena que discordamos nessa questão. Adoro esse disco, é meu favorito e seu texto foi pertinente em muitas coisas. Discordo de outras. Mas tanto faz, é igual. Felizes são os peixes.

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