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	<title>Comentários sobre: A era mais criativa de Hollywood</title>
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	<description>Maio de 2012 - Ano XII - Cultura Pop</description>
	<pubDate>Wed, 23 May 2012 05:16:46 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Três livros bacanas (dois em promoção) &#8212; Calmantes com Champagne 2.0</title>
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		<dc:creator>Três livros bacanas (dois em promoção) &#8212; Calmantes com Champagne 2.0</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 04:20:34 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Scream &#38; Yell existem duas resenhas bem bacanas do livro do Peter Biskind (leia aqui), a primeira do Gabriel Innocentini e a segunda do Ismael Machado, repórter especial do Diário do [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Scream &amp; Yell existem duas resenhas bem bacanas do livro do Peter Biskind (leia aqui), a primeira do Gabriel Innocentini e a segunda do Ismael Machado, repórter especial do Diário do [...]</p>
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		<title>Por: SCREAM &#38; YELL 2.0 &#187; Um Lugar Qualquer, Sofia Coppola</title>
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		<dc:creator>SCREAM &#38; YELL 2.0 &#187; Um Lugar Qualquer, Sofia Coppola</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 01:50:51 +0000</pubDate>
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		<description>[...] - &#8220;Como a Geração Sexo, Drogas e Rock n Roll salvou Hollywood&#8221;, por Gabriel e Ismael (aqui) - A Trilogia das Cores (Bleu, Rouge, Blanc), de Krzystof Kieslowski, por Marcelo Costa (aqui)   [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] - &#8220;Como a Geração Sexo, Drogas e Rock n Roll salvou Hollywood&#8221;, por Gabriel e Ismael (aqui) - A Trilogia das Cores (Bleu, Rouge, Blanc), de Krzystof Kieslowski, por Marcelo Costa (aqui)   [...]</p>
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		<title>Por: A Hollywood dos anos 70 &#8212; Calmantes com Champagne 2.0</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-17310</link>
		<dc:creator>A Hollywood dos anos 70 &#8212; Calmantes com Champagne 2.0</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 23:45:29 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Trecho de &#8220;Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll salvou Hollywood&#8221;, de Peter Biskind. Resenhas aqui. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Trecho de &#8220;Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll salvou Hollywood&#8221;, de Peter Biskind. Resenhas aqui. [...]</p>
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		<title>Por: blogdobracin - Um filme por dia</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-9480</link>
		<dc:creator>blogdobracin - Um filme por dia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 04:33:16 +0000</pubDate>
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		<description>[...] e “Essa Pequena é Uma Parada”, tinha orgulho do seguinte fato: entre os 12 e 30 anos assistiu de seis a oito filmes por semana. Não só viu como também escreveu fichinhas com dados técnicos e o que achava de cada filme. No período totalizou 5.316 filmes. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] e “Essa Pequena é Uma Parada”, tinha orgulho do seguinte fato: entre os 12 e 30 anos assistiu de seis a oito filmes por semana. Não só viu como também escreveu fichinhas com dados técnicos e o que achava de cada filme. No período totalizou 5.316 filmes. [...]</p>
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		<title>Por: RauL</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-8245</link>
		<dc:creator>RauL</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 17:52:38 +0000</pubDate>
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		<description>lá no blog, as vinte primeiras páginas do livro estão disponíveis para leitura, mais comentários: http://degenerandoneuronios.wordpress.com/2010/01/22/leituras-rock-n-roll-como-a-geracao-sexo-drogas-e-rock-and-roll-salvou-hollywood/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>lá no blog, as vinte primeiras páginas do livro estão disponíveis para leitura, mais comentários: <a href="http://degenerandoneuronios.wordpress.com/2010/01/22/leituras-rock-n-roll-como-a-geracao-sexo-drogas-e-rock-and-roll-salvou-hollywood/" rel="nofollow">http://degenerandoneuronios.wordpress.com/2010/01/22/leituras-rock-n-roll-como-a-geracao-sexo-drogas-e-rock-and-roll-salvou-hollywood/</a></p>
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		<title>Por: Rogério Moraes</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-8038</link>
		<dc:creator>Rogério Moraes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 03:17:25 +0000</pubDate>
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		<description>Então, Ismael, o Pakula mal foi citado no Easy Riders. Além do Todos os Homens do Presidente ele dirigiu Klute e o clássico do thriller paranóico, A Trama, com Warren Beatty. Foi uma década maravilhosa. Cara, aquela trilha sonora que o Stewart Copeland fez para o Selvagem é antológica, assim como a fotografia em preto e branco do Stephen H. Borum.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Então, Ismael, o Pakula mal foi citado no Easy Riders. Além do Todos os Homens do Presidente ele dirigiu Klute e o clássico do thriller paranóico, A Trama, com Warren Beatty. Foi uma década maravilhosa. Cara, aquela trilha sonora que o Stewart Copeland fez para o Selvagem é antológica, assim como a fotografia em preto e branco do Stephen H. Borum.</p>
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		<title>Por: ismael machado</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-8018</link>
		<dc:creator>ismael machado</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 15:48:26 +0000</pubDate>
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		<description>ontem revi Todos os Homens do Presidente, do Alan Pakula. E me convenço cada vez mais de que foi uma década muito boa. E boa lembrança a do Selvagens da Motocicleta, um dos melhores filmes do Coppola.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ontem revi Todos os Homens do Presidente, do Alan Pakula. E me convenço cada vez mais de que foi uma década muito boa. E boa lembrança a do Selvagens da Motocicleta, um dos melhores filmes do Coppola.</p>
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		<title>Por: Rogério Moraes</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-8013</link>
		<dc:creator>Rogério Moraes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 14:22:43 +0000</pubDate>
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		<description>Lucius, o Evans é ultracitado no livro. O Biskind explica como ele ajudou a salvar a Paramount, brigou para levar o romance do Mario Puzo para as telas, a briga de uma vida inteira com o Coppola etc. Poderiam aproveitar e traduzir a autobiografia dele, The Kid Stays In The Pictures. Eu vi o documentário que fizeram, narrado por ele mesmo. Excelente. Outra produtora que caiu em desgraça após muito sucesso foi a Julia Phillips, que havia produzido Golpe de Mestre (primeira produtora a vencer um Oscar), Taxi Driver e Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Ela também tem uma autobiografia, You'll Never Eat Lunch in This Town Again. Mais uma que eu gostaria de ver traduzida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lucius, o Evans é ultracitado no livro. O Biskind explica como ele ajudou a salvar a Paramount, brigou para levar o romance do Mario Puzo para as telas, a briga de uma vida inteira com o Coppola etc. Poderiam aproveitar e traduzir a autobiografia dele, The Kid Stays In The Pictures. Eu vi o documentário que fizeram, narrado por ele mesmo. Excelente. Outra produtora que caiu em desgraça após muito sucesso foi a Julia Phillips, que havia produzido Golpe de Mestre (primeira produtora a vencer um Oscar), Taxi Driver e Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Ela também tem uma autobiografia, You&#8217;ll Never Eat Lunch in This Town Again. Mais uma que eu gostaria de ver traduzida.</p>
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		<title>Por: Rogério Moraes</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-8012</link>
		<dc:creator>Rogério Moraes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 14:11:56 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo, Ismael. É óbvio que o Biskind fez um recorte, que eu não concordo, mas respeito. Ele também possui o espírito investigativo do jornalismo norte-americano, então acaba preferindo se ater a fatos inéditos - as fofocas dos bastidores. Acho complicado Amy Irving e Margot Kidder terem mais espaço do que Brian De Palma - não vou falar em Lumet ou Peckinpah, pois faz parte do recorte. É como reclamar do Antonio Candido por não ter abordado o barroco no A Formação da Literatura Brasileira. Ele explica o motivo. Curiosamente, no documentário inspirado no livro, o Peckinpah é abordado ao lado dos demais, como se fizesse parte da turma. O importante é que essa década seja analisada por outros autores. A Decade Under The Influence é um documentário bem bacana que ilustra bem o período, nesse caso, sem se preocupar com quem foi estudante de cinema ou não, com isso Woody Allen e Sidney Lumet não ficam de fora. Mas que fique claro que Easy Riders é um dos melhores livros sobre os bastidores do cinema que já li, ao lado de A Cidade das Redes, do Otto Friedrich. Uma leitura obrigatória mesmo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo, Ismael. É óbvio que o Biskind fez um recorte, que eu não concordo, mas respeito. Ele também possui o espírito investigativo do jornalismo norte-americano, então acaba preferindo se ater a fatos inéditos - as fofocas dos bastidores. Acho complicado Amy Irving e Margot Kidder terem mais espaço do que Brian De Palma - não vou falar em Lumet ou Peckinpah, pois faz parte do recorte. É como reclamar do Antonio Candido por não ter abordado o barroco no A Formação da Literatura Brasileira. Ele explica o motivo. Curiosamente, no documentário inspirado no livro, o Peckinpah é abordado ao lado dos demais, como se fizesse parte da turma. O importante é que essa década seja analisada por outros autores. A Decade Under The Influence é um documentário bem bacana que ilustra bem o período, nesse caso, sem se preocupar com quem foi estudante de cinema ou não, com isso Woody Allen e Sidney Lumet não ficam de fora. Mas que fique claro que Easy Riders é um dos melhores livros sobre os bastidores do cinema que já li, ao lado de A Cidade das Redes, do Otto Friedrich. Uma leitura obrigatória mesmo.</p>
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		<title>Por: ismael machado</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-8010</link>
		<dc:creator>ismael machado</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 12:11:45 +0000</pubDate>
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		<description>Eu costumo duvidar de livros, versões e filmes definitivos sobre um tema. Portanto, concordo com o que o Rogério diz, lembrando, no entanto, que é necessário entender ou analisar qual o enfoque que o autor pretendeu dar ao livro. De qualquer forma, no mínimo ele desperta um olhar mais atento e curioso para esse período que é um dos mais criativos do cinema</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu costumo duvidar de livros, versões e filmes definitivos sobre um tema. Portanto, concordo com o que o Rogério diz, lembrando, no entanto, que é necessário entender ou analisar qual o enfoque que o autor pretendeu dar ao livro. De qualquer forma, no mínimo ele desperta um olhar mais atento e curioso para esse período que é um dos mais criativos do cinema</p>
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		<title>Por: Lucius</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-7997</link>
		<dc:creator>Lucius</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 01:06:36 +0000</pubDate>
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		<description>Robert Evans é citado no livro? Foi o garoto de ouro de Hollywood e depois caiu em desgraça.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Robert Evans é citado no livro? Foi o garoto de ouro de Hollywood e depois caiu em desgraça.</p>
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		<title>Por: Paulo Diógenes</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-7990</link>
		<dc:creator>Paulo Diógenes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 14:15:40 +0000</pubDate>
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		<description>Vou procurar o livro. Parece ser muito interessante. Também, discutindo a "feitura" e os bastidores de tanto filme bom, de tanta gente que legou coisa boa, não dava pra ser diferente...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vou procurar o livro. Parece ser muito interessante. Também, discutindo a &#8220;feitura&#8221; e os bastidores de tanto filme bom, de tanta gente que legou coisa boa, não dava pra ser diferente&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Rogério Moraes</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2010/01/10/a-era-mais-criativa-de-hollywood/#comment-7989</link>
		<dc:creator>Rogério Moraes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 13:46:59 +0000</pubDate>
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		<description>Havia lido o livro em inglês quando saiu e reli agora a ótima tradução da Ana Maria Bahiana. Essa é a minha fase favorita do cinema mundial, apesar de não concordar que os filmes do Capra sejam chatos, poucos diretores possuem o ritmo dele, e muito menos moralista, pois seus filmes são mais críticos do que os de muitos cineastas independentes e malditos. Mas isso é outra história. O livro é maravilhoso mesmo, um trabalho de pesquisa fenomenal do Biskind, mas ainda não considero o filme definitivo sobre essa geração. Esse livro ainda está para ser escrito. Primeiro, ele se apega mais às fofocas: os filmes estão lá mais para servir de pano de fundo às traições, cheirações e acumulação de dinheiro. O sucesso artístico de um filme parece ser intimamente ligado com o financeiro. É o caso do Coppola. Em nenhum momento ele fala que A Conversação é considerado um dos melhores filmes da história do cinema, pois ele não teve o mesmo sucesso dos dois primeiros Poderoso Chefão. O Fundo do Coração é apenas o filme que levou o Coppola à falência. Ele não escreve uma nota sequer sobre as qualidades artísticas do filme, que são inúmeras. E dá a entender que depois do Apocalipse Now! ele perdeu totalmente o toque. Esquece também de O Selvagem da Motocicleta, um filme antológico. Brian De Palma parece ser apenas um guru e amigo da galera, um sujeito inteligentíssimo, mas que não fazia filmes. Isso ocorre porque o De Palma contrariaria a tese do Biskind, de que nos anos 1980 apenas o tipo de cinema praticado por Spielberg/Lucas conseguiu ver a luz do sucesso. Pois foi exatamente nessa época que o De Palma viveu sua época de ouro: Um Tiro na Noite, Vestida para Matar, Scarface, Dublê de Corpo, Os Intocáveis e Pecados de Guerra. O Franco-Atirador parece ter nascido do nada, ele simplesmente aparece. E seria muito interessante saber dos seus bastidores, com o John Cazale morrendo de câncer durante as filmagens e sua noiva Meryl Streep eo Cimino tentando segurar os produtores para não substituí-lo por outro ator. Um ator que só atuou em obras-primas: O Poderoso Chefão 1 e 2, A Conversação, Um Dia de Cão e O Franco-Atirador. E então ele morre, muito cedo e nem aparece no livro. Os filmes do Altman também só valem quando fizeram sucesso e/ou concorreram ao Oscar. Obras-primas como Três Irmãs e James Dean não recebem muito destaque. Entendo que ele fez um recorte, mas o interessante dessa geração é que ela mudou tudo e todos que estavam em sua volta. Mas tirando o Kubrick, que é citado como uma entidade à parte, os demais diretores de outra geração, que acabaram fazendo filmes tão bons, quando não melhores, ficaram de fora. Cineastas como Sidney Lumet e Sam Peckinpah. Sem contar o próprio Woody Allen. Essas são algumas das ressalvas que eu faço à obra. Mesmo assim, o livro é obrigatório para quem se interessa pelo período e também pela história do cinema. Os capítulos que têm como foco o Scorsese são emocionantes. Também conseguiu explicar, de certo modo, como essa geração perdeu o poder após ter conquistado. Sempre imaginei que os grandes autores haviam sido esmagados pelos estúdios. Muitos acusavam a dupla Spielberg/Lucas, para mim, uma injustiça. Eles perderam o poder em muito por conta dos próprios excessos e megalomania. E também porque o público do final dos anos 60 e início dos 70 era diferente do que o final da década. Resumindo, um livro fundamental, mas que deve ser lido com ressalvas. Ele já virou um documentário, que vale a pena ser visto também. Além dele, outro documentário, esse mais calcado nas obras, A Decade Under The Influence, também deve ser conhecido.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Havia lido o livro em inglês quando saiu e reli agora a ótima tradução da Ana Maria Bahiana. Essa é a minha fase favorita do cinema mundial, apesar de não concordar que os filmes do Capra sejam chatos, poucos diretores possuem o ritmo dele, e muito menos moralista, pois seus filmes são mais críticos do que os de muitos cineastas independentes e malditos. Mas isso é outra história. O livro é maravilhoso mesmo, um trabalho de pesquisa fenomenal do Biskind, mas ainda não considero o filme definitivo sobre essa geração. Esse livro ainda está para ser escrito. Primeiro, ele se apega mais às fofocas: os filmes estão lá mais para servir de pano de fundo às traições, cheirações e acumulação de dinheiro. O sucesso artístico de um filme parece ser intimamente ligado com o financeiro. É o caso do Coppola. Em nenhum momento ele fala que A Conversação é considerado um dos melhores filmes da história do cinema, pois ele não teve o mesmo sucesso dos dois primeiros Poderoso Chefão. O Fundo do Coração é apenas o filme que levou o Coppola à falência. Ele não escreve uma nota sequer sobre as qualidades artísticas do filme, que são inúmeras. E dá a entender que depois do Apocalipse Now! ele perdeu totalmente o toque. Esquece também de O Selvagem da Motocicleta, um filme antológico. Brian De Palma parece ser apenas um guru e amigo da galera, um sujeito inteligentíssimo, mas que não fazia filmes. Isso ocorre porque o De Palma contrariaria a tese do Biskind, de que nos anos 1980 apenas o tipo de cinema praticado por Spielberg/Lucas conseguiu ver a luz do sucesso. Pois foi exatamente nessa época que o De Palma viveu sua época de ouro: Um Tiro na Noite, Vestida para Matar, Scarface, Dublê de Corpo, Os Intocáveis e Pecados de Guerra. O Franco-Atirador parece ter nascido do nada, ele simplesmente aparece. E seria muito interessante saber dos seus bastidores, com o John Cazale morrendo de câncer durante as filmagens e sua noiva Meryl Streep eo Cimino tentando segurar os produtores para não substituí-lo por outro ator. Um ator que só atuou em obras-primas: O Poderoso Chefão 1 e 2, A Conversação, Um Dia de Cão e O Franco-Atirador. E então ele morre, muito cedo e nem aparece no livro. Os filmes do Altman também só valem quando fizeram sucesso e/ou concorreram ao Oscar. Obras-primas como Três Irmãs e James Dean não recebem muito destaque. Entendo que ele fez um recorte, mas o interessante dessa geração é que ela mudou tudo e todos que estavam em sua volta. Mas tirando o Kubrick, que é citado como uma entidade à parte, os demais diretores de outra geração, que acabaram fazendo filmes tão bons, quando não melhores, ficaram de fora. Cineastas como Sidney Lumet e Sam Peckinpah. Sem contar o próprio Woody Allen. Essas são algumas das ressalvas que eu faço à obra. Mesmo assim, o livro é obrigatório para quem se interessa pelo período e também pela história do cinema. Os capítulos que têm como foco o Scorsese são emocionantes. Também conseguiu explicar, de certo modo, como essa geração perdeu o poder após ter conquistado. Sempre imaginei que os grandes autores haviam sido esmagados pelos estúdios. Muitos acusavam a dupla Spielberg/Lucas, para mim, uma injustiça. Eles perderam o poder em muito por conta dos próprios excessos e megalomania. E também porque o público do final dos anos 60 e início dos 70 era diferente do que o final da década. Resumindo, um livro fundamental, mas que deve ser lido com ressalvas. Ele já virou um documentário, que vale a pena ser visto também. Além dele, outro documentário, esse mais calcado nas obras, A Decade Under The Influence, também deve ser conhecido.</p>
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