
Se o Echo & The Bunnymen sempre soou como uma mistura bem azeitada de Beatles, Doors, Velvet e Stones, passados pelo furacão punk, o Electrafixion nada mais é do que o próprio Echo & The Bunnymen (e todas as influências supracitadas) passado pela tempestade grunge. Teclados, climatizações e orquestração saem de cena. A sujeira das guitarras impera. Will se coloca quilômetros à frente de outros guitarristas, tamanho a gama de efeitos, improvisos e riffs impossíveis que inventa.
Entre as 11 poderosas faixas do lançamento original há espaço para a demência em forma de barulho (”Fell My Pulse”), show particulares de Will (”Sister Pain”, “Lowdown”, “Never”), rocks dançantes (”Zephyr”), baladas psicodélicas (”Whose Been Sleeping In My Head?”) e a poesia amargurada de Ian, em um estado de perda de fé e direção. “Pensei que tivesse as respostas, agora não sei”, canta ele em “Never”. “Preciso de uma surpresa nova, preciso de redenção”, diz a letra de “Mirrorball”.
Neste relançamento estão inclusos todas as faixas inéditas relegadas a b-sides (algumas, sensacionais, como a faixa título, ou apenas excelentes, como as longas “Holy Grail” e “Land Of The Dying Sun”; as dançantes “Subway Train” e “Razor’s Edge”; ou as psicodélicas e barulhentas “Not Of This World” e “Work It On Out”) além de nove faixas registradas ao vivo no Shepherds Bush Empire, em outubro de 1995, que foram lançadas à época no single triplo “Live Album Box”, da qual se destaca uma poderosa versão de “Loose”, dos Stooges, que o Echo pós-Electrafixion tocou no Brasil, em 1999.
Em 1995, um crítico escreveu que esse era o disco que Blur e Oasis se matariam para fazer. Vou além: esse é o disco que toda galera grunge ficou devendo após o estouro da cena. Porém, o projeto acabou exatamente neste álbum. Quando se preparavam para o segundo disco, o baixista Les Pattinson topou a volta e Ian e Will retomaram o Echo & The Bunnymen, melodioso e apaixonado, e colocou na praça o excelente “Evergreen”. Mas o estrago já estava feito.
Burned, Electrafixion (Korova/Rhino)
Preço em média: R$ 55
Texto atualizado para o relançamento; original escrito em 2000
Agosto 13th, 2007 at 7:15 pm
Zephyr é demais, já ouvi essa faixa.
besos.
Agosto 14th, 2007 at 8:51 am
Parabéns por seus excelentes textos
Agosto 14th, 2007 at 9:09 pm
Caro, hein!
Agosto 15th, 2007 at 12:07 pm
Caramba,55 reais???!!!!!
Já havia escutado falar desse disco,mas nunca ouvi,com certeza vou atrás nem que seja baixndo pela internet.Sou muito fã do Echo.
Agosto 19th, 2007 at 2:13 pm
Essa mensagem é só pra agradecer as suas indicações de banda.Davastations é ótimo,baixei na internet(Nunca vi o cd em lojas por aqui),e já é um dos que mais ouço.Vou baixar o outro disco deles.Valeu muito a indicação…Abraço
Agosto 20th, 2007 at 9:03 am
Na epoca escutei esse disco….
:))
Agosto 20th, 2007 at 9:03 am
Eu nem sei exatamente quando me apaixonei por Echo, mas sei que é uma paixão “para sempre”, e isso eleva o sentimento à “amor”. Rs. O único problema é a dificuldade imensa de encontrar os cds mais antigos por aqui. E quando acha, é imensamente caro… mas vale, cada faixa, cada acorde!
Adorei a dica!
Agosto 21st, 2007 at 5:06 pm
Sou grande fã das bandas de Manchester em especial o Echo & The Bunnymen, valeu pelo toque vou correr atrás desse disco.
Agosto 23rd, 2007 at 11:07 am
Alguém sabe onde encontrar pra baixar essa versão dupla do album,pois não encontrei nem no soulseek.Baixei a versão normal do album e achei muito bom realmente,mas tô muito na pilha pra encontrar a versão dupla e ouvir as musicas que ficaram de fora.
Agosto 31st, 2007 at 7:42 am
Tenho esse disco desde o lançamento original e o single “Lowdown”, alias essa musica e do Mac/Wiil e J. Marr dos Smiths. A parceria dos “coelhomens” com J. Marr rendeu uma lenda de que eles haviam gravado um album completo e que os tapes haviam desaparecido, ate hoje isso nao foi confirmado.
Ah e um recadinho para os fãs dos Bunnymen, no orkut tem a comunidade da banda (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45119), no topico multimidia tem muita coisa interessante pra baixar, desde bsides,bootlegs e e claro ainda essa semana pinta o BURNED duplo.
E voltando ao Electrafixion. Em entrevista o Ian afirmou com todas as letras que foi muito influenciado pelo NEVERMIND na feitura do Burned. O resultado e simplesmente maravilhoso. Concordo com o Marcelo : E o disco da decada de 90 , pena que poucos o descobriram.
Sugar Kisses for All !!!!
Setembro 3rd, 2007 at 4:47 am
Quem diria que os homens-Coelhos, famosos por canções- pop perfeitas dos anos 80 iriam fazer uma “sujeira” dessas no rock! Sem dúvida Burned foi um soco no estômago de muita gente e uma prova do que muitos ja sabiam: Ian e Will têm a competência de transitar no melhor do rock, sejam em uma “Killing Moon” ou em uma “Feel My Pulse” Tive a alegria de ouvir “Loose” no show de 99 aqui em Curitiba - maior surpresa!
Maio 16th, 2008 at 7:53 am
Havia acabado de perder meu emprego … Peguei a grana do acerto e fui na Galeria do Rock.
Comprei “Grand Prix” do Teenage Fanclub e esse maravilhoso album do Electrafixion.
Guitarras poderosas, distorção e a voz de Deus de Ian McCulloch.
Juro, a tristeza da perda do emprego passou por um bom bocado de dias…