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Atrás de blocos no carnaval de São Paulo

Fotos impares: Liliane Callegari / Fotos pares: Marcelo Costa
Texto: Marcelo Costa
Nunca fui muito de pular carnaval. Em Taubaté, cidade onde passei minha adolescência (período propicio para a farra), a minha turma aproveitava o feriadão para ir para Ubatuba ou Caraguá com um rotina dividida entre passar a noite no calçadão paquerando depois ir pralgum boteco em que o bicho estivesse pegando. Chegávamos à casa alugada por volta das 7 da manhã e dormíamos até as quatro, cinco da tarde. Praia? Carnaval? Nem lembrávamos.

Com exceção de algumas noites clássicas no delicioso carnaval de rua da queridíssima São Luiz do Paraitinga e um carnaval insano no meio dos anos 90 seguindo blocos com um amigo pelas ruazinhas do bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, não me lembro de aproveitar o carnaval ‘carnavalizando’. Mesmo as noites bêbadas e antológicas nos carnavais divertidíssimos de cidadezinhas mineiras como São Lourenço e Caxambu não tinham espirito de carnaval. Era outra coisa.

Porém, este ano a coisa foi diferente. Lili conseguiu um freela que previa fotografar blocos de carnaval. Cogitamos ir ao Rio, pensamos em Recife e Olinda, e até em São Luiz do Paraitinga, mas, em tempos de vacas magras, decidimos economizar e ficar em São Paulo. O papo que tive com Rodrigo James e Thiago Pereira em Belo Horizonte, sobre o carnaval na cidade, tinha me despertado a curiosidade: será que São Paulo também acordou para a força dos blocos?

Para tergiversar a resposta – que é complicada e repleta de atenuantes, agravantes históricos e comparações sem sentido – gostaria de dizer que fazia muito tempo que eu não me divertia tanto no carnaval, carnaval mesmo (provavelmente desde aqueles dias no Rio). A ideia era começar na sexta, mas um temporal colocou os planos de molho e nos fez perder o Bloco Lira da Vila e a Banda do Trem Elétrico. Mas do sábado em diante embarcamos na folia. Para acompanhar, levei minha câmera.

Na lista do sábado, mais de dez blocos iriam sair pelas ruas da cidade (todos liberados pela prefeitura). Escolhemos o João Capota na Alves, cuja concentração fez o pontilhão do metrô Sumaré tremer. O bloco existe desde 2008 e homenageia às ruas João Moura, Capote Valente e Alves Guimarães. O cordão desce a Oscar Freire, dobra na Arthur de Azevedo e depois vira na Lisboa encontrando-se com outros blocos na Praça Benedito Calixto. No repertório, ótimas marchinhas reinventadas.

No domingo foi a vez de conferir o Bloco Guerreiros de Jorge, que existe desde 2012 e desfila pelo Minhocão saindo da Praça Marechal Deodoro. Com repertório mais tradicional e uma turma menor, mas não menos animada, o bloco mostrou sua força quando, ao sair, foi abençoado com uma tempestade. Ninguém parou. Todo mundo se protegeu debaixo do Minhocão e a batucada seguiu até o tempo melhorar. Foi bonito, muito bonito.

A segunda-feira era dia do bloco mais antigo da cidade, os Esfarrapados do Bixiga, que desde 1947 passeiam pelas ruas do bairro com muita animação e folia. Antes do bloco, almoço numa cantina. Depois, hora de queimar as calorias. Foi o bloco mais estruturado, animado e lotado (cerca de 15 mil pessoas). Era tanta gente que o som se dividia entre três carros distribuídos pelo trajeto. Palmas para o puxador, que convidada, rua a rua, os locais para aderirem a festa.

Na terça foi a vez de voltar no tempo. E não poderia ter sido mais perfeito. O Urubó sai desde 2009 durante todos os dias de carnaval. O percurso – uma volta no Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó – é simples e animado com quase todos os homens do bairro vestidos de mulher (como numa cidade do interior) eparadas estratégicas em frente aos bares patrocinadores (como o Frangó). No repertório, marchinhas clássicas e hits diversos de Mamonas a Sidney Magal.

Ainda conferimos o impagável Jegue Elétrico e o Grupo de Maracatu Bloco de Pedra. Faltou acompanhar o Cordão Cecilia, que desfilava no sábado na Barra Funda (vimos em 2010), e descobrir se o Cordão Triunfo, que iria desfilar e encenar a peça “Cine Camaleão – Boca do Lixo”, realmente saiu. O bloco sairia da sede da Cia. Pessoal do Faroeste, localizada na quadra tomada por usuários de crack no centro de São Paulo. Veículos como o Guia da Folha e outros não informaram este fato ao público, e uma turma de jovens por volta dos 15 anos girava em torno da área buscando descobrir o paradeiro do bloco.

Tirando esse ato de irresponsabilidade muito parecido com uma pegadinha (se foi, temos mais um caso de hoax derrubando veículos – vale pesquisar), os blocos em São Paulo foram uma alegria contagiante. A maioria começava por volta das 14h ou 15h e ia noite afora cumprindo a promessa da festa carnavalesca. Em meio a boa vibe impressiona o número de foliões fantasiados tanto quanto o número de crianças se divertindo (nas ruas de uma cidade que é hostil com elas).

Alguém pode provocar: existem carnavais melhores! Existem, sem dúvida, melhores e infindáveis. Mas como há graça em ir atrás do melhor (quando o dinheiro permite), há também prazer em fazer o melhor (quando a criatividade funciona). Neste ponto, os Blocos de São Paulo estão de parabéns. Foi bonito. Mesmo. O carnaval aqui acabou (afinal, o ano começa) mas quem (por algum motivo) ficou na cidade e soube aproveitar, o carnaval 2013 na cidade valeu muito a pena.





Leia também:
- Festival Sensacional e o carnaval em Belo Horizonte (aqui)
- 2010: “O primeiro carnaval em que folguei após três anos (aqui)
- Curta o Carnaval que esse pode ser o seu último verão (aqui)
- Mais fotos: Liliane Callegari (aqui) e Marcelo Costa (aqui)
Fevereiro 13, 2013 4 Comments
So give me coffee and TV

No Music Video Festival, no MIS: www.musicvideofestival.com.br
Janeiro 6, 2013 No Comments
Bom restaurante português em SP

O pessoal na firma falava muito desse bistrô, e por mais que comida do mar não esteja lá entre as minhas preferências, sempre fiquei curioso para conhecer o lugar. Ontem, no almoço, fomos todos juntos numa turma de 12 pessoas, e não é que sai completamente apaixonado pelo Bacalhau com Natas (Creme de Leite) gratinado no forno? Se na foto parece tentador, saiba que ao vivo é ainda melhor. Ainda comemos uma boa alheira e finalizamos com um típico Pastel de Belém.
O local atende pelo nome de Tonel Bistrô Lusitano, e é comandado por Alice e Herminia, duas portuguesas extremamente simpáticas que fazem do lugar uma cozinha de uma casa no Algarve. Elas preparam os pratos (você pode levar a sua tigela que elas fazem o bacalhau – servido de diversos modos – para viagem), servem, sentam a mesa com os clientes, puxam a orelha se você ficar usando o celular durante o pedido (“Ele está fazendo check-in”, comentou alguém. “Ah, check-in pode”, brincou uma delas) e são extremamente atenciosas.
Dá uma olhada no álbum delas no Facebook e anote o endereço.
Vale uma visita!
Tonel Bistrô Lusitano
R. Antônio das Chagas, 409
Chácara Santo Antonio
São Paulo, SP
Tel: 5181-5441
Ter. a dom. 9h/16h
Outubro 23, 2012 5 Comments
São Paulo: Cervejaria Nacional

“Para mim, um bom bar/boteco/restaurante tem que ter três coisas: atendimento prestativo (sem ser inconveniente), bom cardápio de pratos e/ou petiscos e uma carta de bebidas interessante. O bar perfeito, que me faz querer voltar, tem que cumprir os três quesitos. Mas existem vários que cumprem ou outro, e pela excelência deste item isolado, eu volto” Marcelo Costa
Inaugurada em maio de 2011, já fazia um bom tempo que eu me devia uma visita à Cervejaria Nacional, uma fábrica-bar que produz cerveja artesanal em um prédio de três andares no bairro de Pinheiros: no térreo ficam os barris de produção de cerveja (totalmente à vista do público) enquanto o primeiro e o segundo piso abrigam os frequentadores com uma lotação máxima de 160 pessoas.

Fui conhecer o local sozinho, num sábado à noite, e a primeira impressão foi ótima: o atendimento me fez sentir-me à vontade. As mesas estavam todas ocupadas (o que é perfeitamente compreensível pelo horário que cheguei, 22h), mas há um extenso balcão que estrategicamente atravessa o bar, e pode ser um bom local para solitários e/ou casais.
A Cervejaria Nacional trabalha com cinco cervejas próprias: Domina (Weiss), Sa’Si (Stout), Mula (IPA), Kurupira (Ale) e Y-Iara (Pilsen), e você pode prova-las em um sampler como o da foto. Além das cinco tradicionais, eles oferecem regularmente duas sazonais especiais, que neste dia eram uma Bock e uma XPA (mistura de IPA com Ale). As campeãs, para mim, foram a IPA e a Pilsen, deliciosas.

Além das cervejas de torneira da casa há uma geladeira com boas cervejas de garrafa da Brew Dog (Punk IPA, 5Am Saint, Hardcore IPA, Trashy Blonde e Nany State), uma Extra Special Bitter, da Anderson Valley, mais as três belgas da Rochefort, três rótulos da Rogue (Mom Hefeweizen, Irish Style Lager e Chipotle Ale) e três da Anchor (Liberty Ale, Anchor Steam e Old Foghorn Barley Wine).
No quesito petiscos, muita coisa boa. Encarei uma meia porção (200 gramas) de calabresa com erva doce acompanhada de pão de bagaço de malte e porções de manteiga de cerveja ale e um ótimo molho de pimenta-verde. Fiquei curioso pelos sanduiches, pela alheira, pelos acepipes e pelo pão de alho da casa (e pelos pratos: desde picanha, feijoada e galeto até rabada com agrião e risoto de costelinha).

O preço (11/08/2012) do sampler com cinco cervejas foi R$ 19,90, a porção de calabresa saiu por R$ 26 e o pão de bagaço de malte (com os acompanhamentos) foi R$ 9. Bebi ainda uma Brew Dog para fechar a noite (R$ 16 a garrafa – os chopps da casa variam de R$ 8,90 a R$ 15,90). Importante: às terças e quintas tem pockets de bandas de jazz e blues, e de segunda a sexta, de 17h às 20h, double drink: pedi um chopp, ganha outro. Vou voltar.
Atendimento: Ótimo
Petiscos: Excelente
Bebidas: Excelente

Endereço
Avenida Pedroso De Morais, 604, Pinheiros
Telefone para informações e reservas: (011) 3628-5000
Site oficial: www.cervejarianacional.com.br
Horário de funcionamento
De segunda a quarta das 17hà 00h
Quinta das 17h à 01h30
Sexta e sábado das 12h à 01h30
Domingo - Fechado

Agosto 13, 2012 1 Comment
Tour Comida di Buteco São Paulo 2012

texto por Marcelo Costa
fotos por Liliane Callegari
Sexta-feira, dia tradicional de happy hour. Nada como despedir-se de uma semana de trabalho em um bom boteco (daqueles que você ou conhece o dono, ou conhece bem o garçom), petiscando boa comida acompanhado de amigos e cerveja – não necessariamente nessa ordem – festejando o fim de semana que vem pela frente. Melhor ainda quando, a convite da organização do Comida di Buteco, somos levados por um pequeno tour pela capital para conhecer alguns bares que integram a competição paulistana em 2012, que vai até 01 de julho.

Atualmente realizado em 16 cidades brasileiras, o Comida di Buteco foi criado em Belo Horizonte no ano 2000, e estreia em São Paulo em 2012. Já tive o imenso prazer de experimentar alguns pratos premiados no concurso da cidade mineira, o que me deixa bastante animado para a competição em São Paulo. O chef Eduardo Maya, carioca boa praça de alma mineira especializado em comida de raiz, votante do badalado Guia Michelin de Restaurantes e idealizador do projeto andou muito na capital paulista para selecionar os 50 botecos para o certame.

Assim que chega à mesa do Pé Pra Fora, boteco no começo da Avenida Pompéia, pertinho do metrô Vila Madalena, ponto de encontro do Tour Comida di Buteco, Eduardo cumprimenta a todos e de cara recomenda uma colher de azeite, tradição no evento: “É para dar uma forrada no estômago, deixar uma película protetora, afinal a noite promete”, diz, não deixando ninguém de fora: “Já tomou sua azeitada?”, pergunta pra um. “Não vale deixar a colher torta para caber menos azeite”, brinca com outro, enquanto pede para o garçom porções do petisco da casa… e cerveja para acompanhar.

“São Paulo é uma colcha de retalhos gastronômica”, diz ele. “Tem ‘botecão’ simples e tradicional, tem bar arrumadinho e todo tipo de influência cultural. Fizemos questão de respeitar essa diversidade”, conta, preocupando-se em explicar o conceito da premiação: os bares participantes são avaliados em quesitos como qualidade do cardápio, atendimento, temperatura da bebida e higiene do local, mas um dos critérios mais emblemáticos é o envolvimento direto do proprietário no negócio. “Nós buscamos botecos com alma”, resume Maya.

Região lotada de bares chiques e restaurantes charmosos, mas com poucos botecos tradicionais, a Vila Madalena, por exemplo, tem apenas um representante no concurso: “Escolhemos o Jacaré Grill, e até tentamos outro, mas não deu certo”, diz Eduardo, que conseguiu criar um bom mapa de botecos paulistanos, com bares na Lapa, Santana, Perdizes, Cambuci, Vila Buarque, Mooca, Casa Verde, Vila Maria, Vila Mariana, Imirim. Brooklin, Ipiranga, Mandaqui, Saúde, Campo Belo, Vila Zelina, Tatuapé, Vila Matilde, Jaguaré, Liberdade, Bela Vista, Consolação, Santa Cecilia, Barra Funda e, ufa, no centro.

O primeiro petisco chega à mesa. É o Delícia de Pé, um belo (e bastante apetitoso) pedaço de filé de peito de frango empanado com um creme especial, o que o aproxima de uma coxinha creme, petisco bastante tradicional em vários botecos paulistanos. Aberto em 1970, o Pé Pra Fora é tão tradicional que sua vitrine lotada de torresminhos é, ao mesmo tempo, uma tentação e um atestado de identidade. Alguém na mesa assim que percebe os torresmos comenta: “Esse buteco é true”, no que Maya completa: “Uso isso para identificar os botecos de raiz”.

Partimos então para o nosso segundo destino na noite: Mooca. No caminho, Eduardo segue contando histórias gastronômicas divertidas, que incluem desde um tour de vespa por botecos no Vietnã até a explicação de pratos provados em viagens, como a carne de sapo, no Saigon – “Você escolhe ele vivo, e a pessoa prepara para você na hora. Lembra bastante carne de frango, ao contrário da rã, que comemos em alguns Estados brasileiros, que tem um pouco de água e lembra também peixe”, explica – ou um prato com dois peixes exatamente iguais, mas com gostos diferentes, na Espanha.

A segunda parada é no Bar do Vardema, na rua Guaimbé, uma travessa da Paes de Barros, na Mooca. O boteco está lotado com um balcão farto oferecendo dezenas de petiscos, entre eles o excelente Bolinho de carne com toque de shoyu, que participa da premiação. A família do dono, que está de aniversário – e avental, está presente, e um coro de “Parabéns Pra Você” irrompe na casa. Cada freguês é convidado a votar dando notas de 0 a 10 ao petisco, ao atendimento, à temperatura da cerveja e também para a higiene do local. Votos na urna, bora para o terceiro e último boteco desta sexta-feira.

Na van, o papo continua bom. “Boteco é uma extensão da casa da gente”, filosofa Maya, que além de defender a cultura da botecagem, busca incentivar que os bares participantes usem receitas de família em seus cardápios, e inovem. “Cozinha é experimentação”, diz com a experiência de que tem duas escolas de culinária em Belo Horizonte, e exige ingredientes obrigatórios no Comida di Buteco. Esta primeira edição em São Paulo foi livre, mas Eduardo promete levar os donos de boteco paulistanos a experimentarem na cozinha em 2013: “Linguiça e mandioca serão obrigatórios”, avisa.

A terceira parada deveria ser n’O Alemão, um boteco no Imirim, que está no concurso com um tentador Escondido de berinjela (massa leve de mandioca com cebola, recheado com berinjela, pimentão, queijo fresco e acompanhado de molho especial), mas a lotação do local acabou nos levando para um excelente plano B: o tradicionalíssimo Elídio Bar, na Mooca, que está defendendo no Comida di Buteco um sensacional Frango à passarinho crocante, servido com maionese (de dar água na boca e repetir várias vezes – enquanto houver espaço).

Seu Elidio Raimondi, falecido em 2012, foi o primeiro a ter um balcão de acepipes no bar fundado em 1959. Hoje em dia, as novas comandantes da casa são suas três filhas: Celeste, Solange e Suzete Raimondi, que aprenderam a cuidar de todos os detalhes com seu pai, que amava o futebol. Pelas paredes do Elidio Bar há mais de 40 camisas de times autografadas, muitas do Rei Pelé, e um enorme desenho do mítico campo da Rua Javari, casa do Moleque Travesso, o Juventos, tradicionalíssimo clube do bairro. O balcão de acepipes conta com aproximadamente 120 tipos e é uma enorme tentação.

“Uma das coisas bacanas do Comida di Buteco é que ele leva você a conhecer a sua própria cidade”, observa Eduardo Maya, ao saber que boa parte dos presentes não conheciam o ponto tradicional da Mooca. Bastante animado com essa primeira edição em São Paulo, o idealizador do projeto pretende mudar e ampliar os hábitos de botecagem na cidade, aumentar os pontos de baixa gastronomia de qualidade, fazendo com que casas já festejadas – como o Veloso (que está no concurso) – dividam sua audiência com novos concorrentes. Quem tem a ganhar somos nós, botequeiros.

Ps. No sábado, animados pelo tour da sexta, levei Lili para conhecer o tradicional Amigo Leal, na Amaral Gurgel, antigo ponto de encontro de jornalistas da Folha de São Paulo e do Estadão, na compania do casal Leonardo e Aline, e do palmeirense Tiago Agostini. O Amigo Leal está participando do Comida di Buteco com o viciante prato Doidera Alemã, de mais ou menos 1 kg de Eisben (joelho de porco) frito servido com molho de maionese e pão preto. Deu vontade de ficar petiscando e bebendo chopp a tarde inteira. Agora só faltam 46…

Ps2. Além de mim e da Lili representando o Scream & Yell, participaram do Tour Comida di Buteco a Isabelle Lindote, do Aventuras Gastronômicas; o Márcio Oliveira e a Paula Ricupero, do Tempero Urbano; a Ana Lúcia Araújo, do Cabana Bacana; e o Robson Catalunha, do grupo de teatro Satyros.

Todas as fotos por Liliane Callegari. Veja mais aqui
Leia também:
- Site do Comida di Buteco -> www.comidadibuteco.com.br/
- Meus cinco botecos preferidos em São Paulo, por Mac (aqui)
- Tops dos 14 dias em Minas Gerais, por Mac (aqui)
- Guia da Baixa Gastronomia: Pão na Chapa, por Mac (aqui)
- Receita de Sopa Parisiense com cebola, por Mac (aqui)
- A simplicidade de um bom molho pesto, por Mac (aqui)
- Receita de Talharim Alla Amatriciana, por Mac (aqui)
- Roteiro: Argentina e Chile – Parte 1: Comida (aqui)
Junho 24, 2012 No Comments
Bazar no Neu e Lulina na Casa do Mancha
“É o último bazar que a Peligro (@peligrodiscos) participará esse ano e sua última chance de espiar o nosso catálogo em vinil. Temos por volta de 120 títulos de selos como Polyvinyl, Drag City, Secretly Canadian, Constellation, Temporary Residence, K Records e outros. Dessa vez levaremos apenas vinil, nada de CD.
Se isso ainda é pouco, a nossa banquinha terá até participações especiais! Além dos já clássicos pôsteres da Dani Hassi, vamos contar também com ampliações do fotógrafo Eugênio Vieira. Só a nata. No bazar, a Peligro estará em boa companhia ao lado de marcas como Holy Fudge, Suppaduppa, C. Scheidecker, Yeti, iamana e Bed Market.
O bazar rola nesse domingo, 12/12, a partir de 15h, no Neu Club (Rua Dona Germaine Burchard, 421. Água Branca). A entrada é livre. Apareçam!
abraços, gui.”

“2010 foi uma delícia, tocamos em muitos lugares bacanas, até turnê americana rolou. E a gente queria fechar o ano com um show para amigos, num dos lugares mais gostosos de tocar na cidade: a Casa do Mancha.
Vai ser aquele esquema relax, pra tocar bêbado e feliz. Os amigos que quiserem fazer participações estão convidados a inventar algo na hora e se juntar a nós.
Gostaria muito de ver as carinhas de vocês por lá, pra poder dar aquele abraço de fim de ano e falar “te considero pra caramba”.
O show é depois de amanhã, no domingão, cedinho (por volta das 20h). Apareçam para brindar com sangue de ET e com nossa tradicional sidra cereser.
Beijos,
Lulina”
Dezembro 10, 2010 No Comments
Um fim de semana de shows em São Paulo
Coisas legais para se fazer em São Paulo nos horários vagos entre os shows do sábado (Planeta Terra) e domingo (Lou Reed e Paul McCartney):
Shows:
Quem quiser embalar depois do Planeta Terra pode esticar até a Rua Augusta para encarar Cidadão Instigado no Studio SP ou o grande Del Rey tocar clássicos do Rei Roberto na casa ao lado, o Comite Club. Os shows devem começar por volta das 2h, mas é bom confirmar.
Cinema:
O genial “Scott Pilgrim contra o Mundo” está em cartaz em apenas uma sala de cinema da cidade, a do Shopping Santa Cruz, local de fácil acesso via metrô (há uma estação em que você sai dentro do shopping). São só dois horários, e pode ser uma boa pro domingão: 11h20 e 16h10.
Compras:
Bom programa para o sábado. Bater ponto em lojinhas e sebos bacanas de CDs. Algumas das melhores estão comentadas neste post aqui, mas vale focar na Velvet CDs, do grande André Fiori, que chegou de Londres nesta quinta-feira com muita coisa boa do velho mundo. A loja fica aberta até às 17h do sábado.
Comida:
Tem para todos os gostos, todos os horários. Vale conferir este post aqui (com meus cinco botecos preferidos), mas a lista é infinita. A Rua Augusta tem vários pontos legais para recostar numa cadeira e mandar baixar cerveja e petiscos. Uma dica: Ibotirama. Comida honesta e boa cerveja.
Arte:
A 29 Bienal de Artes de São Paulo está aberta no fim de semana de 09h às 18h no Pavilhão do Ibirapuera. A entrada é gratuita e, pessoalmente, achei a seleção de obras deste ano a melhor da Bienal em muito tempo. Vale, e muito, uma visita. Outra dica é a Mostra “Verdade, Fraternidade, Arte”, no Museu Lasar Segall. Mais sobre ela aqui.
Alguém tem mais dicas? Dúvidas? ![]()
Novembro 19, 2010 6 Comments
Frio
Muito
Junho 11, 2009 4 Comments
A história do Edifício Martinelli
Eu adoro a história do Edifício Martinelli, cuja lateral emoldura a foto acima, tirada em meio a uma feijoada com caipirinha no Salve Jorge, do centro de São Paulo. A história, resumidamente, é a seguinte: o Edifício Martinelli, com 30 pavimentos, foi o primeiro arranha céu do Brasil. Está localizado no triângulo formado pela Rua São Bento nº405, Av. São João nº 35 e Rua Libero Badaró nº 504, no centro de São Paulo. Porém, vários percalços marcaram a sua construção até sua inauguração em 1929. Muita gente não acreditava que o prédio fosse ficar em pé por muito tempo, então o comendador Martinelli, que fez a obra assistido pelo arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena, decidiu pelo óbvio: quando o prédio alcançou 25 andares (a primeira previsão era de apenas 10), fez uma mansão de 5 andares no topo, e foi morar lá. A história toda - bem interessante - pode ser lida aqui, mas bate um google que há outros links legais.
Ps. Em dez anos morando na cidade, ainda não visitei o topo do prédio. Vou agendar uma visita.
Junho 9, 2009 2 Comments
Meus cinco botecos preferidos em São Paulo

A primeira coisa que me disseram quando comentei que iria listar os meus botecos preferidos em São Paulo foi: “Que coisa de alcoólatra, hein”. A idéia, na verdade, era falar de alguns lugares legais que eu gostaria muito que outras pessoas – principalmente de fora – conhecessem. Por fim, acabei descobrindo que vou sempre aos mesmos lugares. Quase sempre (risos). Pra mim, a idéia de boteco vai muito além de um lugar para beber, beber e beber. Tem que ter comida boa também.
Na verdade, o Kebabel (de boas cervejas importadas e nacionais) na Fernando de Albuquerque poderia entrar na lista. Já tive ótimas (e péssimas) experiências no BH, na quadra de cima do Espaço Unibanco na Augusta, e é uma pena eles só terem cerveja long-neck. O Salve Jorge, com a melhor porção de polenta frita acompanhada de molho bolonhesa da cidade, merece uma citação assim como o The Pub, na Augusta, o Filial e o São Cristovão na Vila Madalena, e mesmo o Ibotirama, na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta. O Leblon (desde que você não beba cerveja de garrafa que custa o dobro de um boteco comum) na Bela Cintra e o Bar do Léo, na rua dos Andradas, no centrão (sábado é dia de bolinho de bacalhau), merecem uma visita. No entanto, os meus preferidos são…
Veloso
É um botecão pé limpo com jeito de botecão pé sujo (o que traz um certo charme). Tem uma camisa do Juventus (da Rua Javari mesmo, não o italiano) na parede, as mesas de madeira bem próximas e quase sempre na lotação máxima. A cerveja é leve e você bebe como se fosse água, mas os carros chefes da casa são a melhor caipirinha da cidade (Souza, o responsável, foi eleito o melhor barman de São Paulo nos últimos três anos pelo seleto júri da Veja São Paulo) e as sensacionais porções de coxinha (foto acima) e bolinho de arroz com toque de calabresa.
As caipirinhas são algo. Tem de saque, vodka (nacional e Absolut) e cachaça (Velho Barreiro, mesmo). Opto sempre por esta última, e vou devorando o cardápio começando quase sempre por Tangerina, depois Frutas Vermelhas, Jabuticaba, Frutas Amarelas, Abacaxi e Carambola. As coxinhas são reverenciadas por muitos. Eu, por exemplo, passei dois anos ouvindo Lili dizer que nenhuma coxinha poderia ser melhor que a do Balbec, em Uberaba, até ela provar a do Veloso. Virou fã. Se vou com ela, é a primeira coisa que ela pede. Se vou sem ela, tenho que trazer uma porção pra casa.
Depois de freqüentar o bar durante um bom tempo (já faz uns três anos), passei da coxinha para o bolinho de arroz com toque de calabresa, com recheio que derrete na boca. O Veloso fica em uma rua de paralelepípedos na Vila Mariana, atrás da caixa d’agua entre as estações de metrô Ana Rosa e Vila Mariana. Paralelo a ele, e dividindo a mesma cozinha (ou seja, a mesma coxinha e o mesmo bolinho de arroz, mas não o mesmo barman) tem o Brasa Mora, uma versão ajeitada do Veloso. O cardápio é quase o mesmo que o do vizinho, com a vantagem que nele há um item especial: o sensacional bife de tira de picanha, meu prato preferido nessa cidade maluca. Aos sábados, tanto Veloso quanto Brasa Mora oferecem feijoada. Vale.
Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana
http://www.velosobar.com.br/
Exquisito
Não lembro a primeira vez que fui ao Exquisito, mas foi nas primeiras semanas após a inauguração. Hoje em dia, quando algum amigo inventa de aparecer e quer beber em algum lugar, sempre indico o Exquisito. Encontrei a Helena (que me ensinou a fazer risoto), Camilinha (e o Carlos) e vários outros amigos diversas vezes ali. Por ficar na rua em que eu moro, por ter um dos melhores chopps escuros da cidade, por ser o primeiro bar de São Paulo a servir Patricia e Nortenha e também pela magnífica porção de bolinho caipira, algo que me faz suspirar e me leva direto para as festas juninas de infância em Taubaté. Eles também tem um cardápio de responsa de comidas latinas (com destaque para o chilli com carne) e a decoração do local é bem cool.
Rua Bela Cintra, 532, Consolação
http://www.exquisito.com.br
Esquinão do Fuad
Já faz uns seis ou sete anos que fui apresentado á picanha no saralho (eu escrevi saralho), e me apaixonei (por “culpa” da Karina, que me levou para conhecer seus amigos, que ficaram meus amigos, e até hoje batem cartão no lugar - nós todos). A especialidade da casa são as carnes, e esqueça bebidas especiais: o que funciona no Fuad são as cervejas de garrafa. Na minha última ida ao local, mês passado, quando fui cambaleante olhar a conta da mesa para deixar uma grana já estávamos em 39 cervejas. “Só faltam nove para esvaziarmos dois engradados”, pensei, mas não cedi a tentação e fui pra casa. Com certeza, o pessoal da mesa alcançou a marca. Hehe. A decoração é de botecão com uma infinidade de placas oferecendo as diversas especialidades da casa. Tempos atrás eles lançaram a Picanha a La Ronaldo, que vem acompanhada de mandioca e agrião. Apesar de ser corintiano, preferi continuar com a picanha no saralho. Ligelena é fã do lugar.
Rua Martin Francisco, 244, Santa Cecilia
http://www.esquinagrill.com.br
Bar do Zé
Eu morei seis anos na Rua Maria Antonia. Ok, três na esquina da Maria Antônia com a Dr. Vila Nova, e três na própria Maria Antônia. Não tem como deixar o Bar do Zé de fora de uma lista dos meus botecos prediletos de São Paulo. Cansei de beber sozinho no balcão observando a rua movimentada (geralmente por gente do Mackensie) assim como almocei diversas vezes em mesinha na rua (uma vez, inclusive, com o casal Stereo Total na mesa ao lado folheando uma cópia xerox do livro dos Mutantes). Fiquei completamente viciado no pão com mortadela e vinagrete e recomendo várias vezes o Monalisa, um delicioso sanduiche de quatro queijos. Aqui o negócio todo também gira em torno da cerveja de garrafa. Lembra muito um bar de bairro de cidade do interior. E ainda tem um porém: o pessoal dos Festivais (Chico, Paulinho da Viola) bebia aqui naquela época. Mais histórias? É só bater “Bar do Zé + Maria Antônia” no Google. hehe
Rua Maria Antonia, 216, Vila Buarque
Charm
A única coisa boa do Charm é a… localização. A única. Ele fica na esquina da Rua Antonio Carlos com a Rua Augusta, quase em frente ao Espaço Unibanco, e é um ótimo lugar para se esbarrar em amigos. Ou seja: é uma autêntica curva de rio. Mesmo que eu tentasse nunca saberia quantas vezes fui lá. Dezenas de porres homéricos começaram ali. Várias noites do ano em que morei na Rua Antônio Carlos começaram ali. Eu conheci Lili, inclusive, numa roda de cerveja que fizemos na calçada, “o” lugar para se ficar no Charm. Para você sentir o nível da coisa, já participei da comunidade do bar no Orkut discutindo coisas tão edificantes quanto a identidade do Tio de Pijama. Papo de boteco, claro. Os lanches são toscos, mas a cerveja está sempre gelada. Tente sempre conseguir uma mesa na calçada. 90% do legal deste bar é ficar na calçada. Mas também não sei quantas vezes bebi no porão… risos
Rua Augusta, 1448, Consolação

Junho 4, 2009 17 Comments



