Category — 500 Toques
Ludov: download, show e 500 Toques

O quarteto paulistano Ludov está disponibilizando na web “Caligrafia”, o terceiro e melhor disco do grupo. O CD é composto por 12 canções (destaque para “Luta Livre”, “20%”, “Paris, Texas” e “Magnética”), mas a banda decidiu disponibilizar as 19 faixas gravadas nas sessões do novo álbum gratuitamente para o público no site do selo Mondo 77 (mondo77.fm/ludov).
Neste sábado (22/08), eles lançam o disco oficialmente com um show no Clash Club, que estará aberto a partir das 19h30, com o show marcado para às 21h30. O ingresso custa R$ 15 (apenas em dinheiro) e o Clash fica na Rua Barra Funda, 969, em São Paulo. Vale conferir, pois as canções novas devem crescer e muito ao vivo.
Além, você pode assistir ao clipe de “Reprise”, gravado no Teatro Sérgio Cardoso, no site da banda (http://ludov.com.br/) e ler a 500 Toques que escrevi sobre este “Caligrafia” na versão 2.0 do Scream & Yell (aqui). Nos vemos no sábado.
LUDOV: SHOW DE LANÇAMENTO DE “CALIGRAFIA” - 22/08
Local: Clash Club
Endereço: Rua Barra Funda, 969
Início do evento: 19h30
Show: 21h30 em ponto
Ingresso: R$ 15,00 no dia (Pagamento somente em dinheiro)
Info.: www.ludov.com.br
Agosto 20, 2009 3 Comments
RSS, Clash, Cure e Smiths
O Mauricio, da revista Movin Up, testou colocando o RSS do Scream & Yell 2.0 na barra lateral de seu site e funcionou. Então, já está na hora de divulgar bem tanto o RSS do Scream quanto o deste blog, pois a idéia é deixar os textos cri-críticos pra lá e postar aqui só o lenga-lenga da vida e algumas bobagens rapidas. Por enquanto estou postando os textos de cinema e este último de teatro nos dois lugares, mas a idéia é fazer como na 500 Toques, que só está lá. Inclusive, já tem duas coluninhas postadas… uma sobre The Smiths, The Clash e The Cure (aqui) e outra sobre as coletâneas “Álbum Branco 40 Anos”, “DIS 1″ e “Pero ese olor en cuarto del piano fue el primer perfume que necesitó en su vida” (aqui).
Guarda ai os RSS:
Março 2, 2009 4 Comments
Piada e 500 Toques
“No Line On The Horizon”, o novo álbum do U2, é uma pegadinha, né? É disparado a pior coisa que eles já fizeram, não pode ser à sério. Mesmo.
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Bruce Springsteen,. Brian Wilson e Paul Weller na 500 Toques (aqui)
Fevereiro 19, 2009 7 Comments
Ash, Bob Dylan, Don Capone, Zander, Lenzi Brothers e R.E.M.
Ainda estou ajeitando as coisas no Scream & Yell 2.0, mas uma coisa já decidi: passo a publicar a 500 Toques por lá, já que trouxe todo o acervo de posts da Revoluttion, e fica tudo organizadinho. Nesta semana pubiquei uma com três bandas que lançaram trabalos em SMD (semi metalic disc) e, nesta sexta-feira, três textinhos sobre lançamentos em edição de luxo:
- Ash, Bob Dylan e R.E.M. aqui
- Don Capone, Zander e Lenzi Brothers aqui
Para o fim de semana tem textinho de “O Casamento de Rachel”, que além de Anne Hathaway tem o vocalista do TV On The Radio (o futuro marido da tal Rachel) cantando “Unknown Legend”, de Neil Young, à capela. Desabei(hehe), mas você sabe que eu amo Neil Young…
Fevereiro 13, 2009 No Comments
KaiserChiefs, Snow Patrol e The Killers

“Off With Their Heads”, KaiserChiefs (Universal)
Após uma ótima estréia, os Chiefs tomaram um tombo de dez andares espatifando-se no chão do cenário pop com o insosso “Yours Truly, Angry Mob” (”Ruby” é legal. Só legal). “Off With Their Heads” não reedita o sabor pós punk cheio de boas idéias do debute, mas levanta a banda e a joga no ringue novamente. O mérito é da produção esperta de Mark Ronson, que exagera em algumas partes bocejantes, mas quando acerta (”Never Miss a Beat”, “Can’t Say What I Mean”, “Good Days Bad Days”), compensa em dobro.
Nota: 6
Preço em média: R$ 24,90
Leia também:
“Employment”, do KaiserChiefs, por Marcelo Costa (aqui)

“A Hundred Million Suns”, Snow Patrol (Universal)
Uma previsão: em cinco anos o Snow Patrol irá se desintegrar transformando-se em sacarina. Anote. “A Hundred Million Suns” é a depuração de “Eyes Open” que já era a depuração de “Final Straw”. É um disco alegre em que a banda continua apostando em canções que começam lentas até as guitarras tomarem à frente num barulho infernal. Há umas quatro novas (cópias de?) “Spitting Games” e umas duas “Chasing Cars”. Auto-repetição às vezes funciona. Às vezes. Atenção para a suíte de 16 minutos que fecha o álbum.
Nota: 6,5
Preço em média: R$ 29,90
Leia também:
“Eyes Open”, do Snow Patrol, por Marcelo Costa (aqui)

“Day and Age”, The Killers (Universal)
Brandon Flowers é o fanfarrão da década. Surgiu clonando o rock britânico (mesmo sendo de Las Vegas) na estréia e depois deu discos de Bon Jovi e Springsteen para os amigos ouvirem. O resultado, “Sam’s Town”, lembrava Queen e U2. Tanta referência. Agora ele se volta para a cena synthpop (após gravar com Lou Reed!) e lança um disco que soa… Erasure. “Human” e “Spaceman” são duas bobagens deliciosas, mas o álbum todo é constrangedor. Era uma vez a maior banda de rock do mundo, mas a capa é linda…
Nota: 5
Preço em média: R$ 32,90
Leia também:
The Killers ao vivo no Tim Festival SP, por Marcelo Costa (aqui)
Dezembro 28, 2008 7 Comments
500 Toques: Toni Platão, Tom Zé e Zeca Baleiro

“Pros Que Estão Em Casa”, Toni Platão (EMI)
Em seu primeiro registro ao vivo em 20 anos de estrada, Toni Platão resume a carreira num show gravado em estúdio – sem público – para o DVD homônimo. O vocal forte destaca “Mares da Espanha” e “Amor Meu Grande Amor” (Ângela Rô Rõ) e recupera Marcio Greyck (”Impossível Acreditar Que Perdi Você”) e Antonio Marcos (”E Não vou Deixar Você Tão Só”), mas o ponto alto é o dueto com Zélia Duncan na poderosa “Carne e Osso” (Picassos Falsos). Pena que a versão de “Louras Geladas” (RPM) soe inferior a do álbum “Negro Amor”.
Nota: 8
Preço em média: R$ 34,90

“Estudando a Bossa Nova”, Tom Zé (Biscoito Fino)
Após estudar o samba (1976) e o pagode (2005), Tom Zé aproveita o cinqüentenário da bossa nova para estudar o estilo parido por João Gilberto. Anárquico e divertido, Tom Zé reúne um time de primeira de participações especiais (quase todas femininas) que abre com Fernanda Takai (na deliciosa “Brazil, Capital Buenos Aires”) e conta com Zélia Duncan (em “Amor do Rio”), Marina de La Riva (na hilária “Bolero de Platão”) e David Byrne (em “Outra Insensatez, Poe!”). Destaque para a genial e explicativa “João nos Tribunais”.
Nota: 9,5
Preço em média: R$ 29,90

“O Coração do Homem Bomba – Vol 1″, Zeca Baleiro (MZA)
Em seu sexto disco de inéditas, Zeca aproxima-se da música popular como se fosse um Odair José estiloso e apresenta, ao menos, uma meia dúzia de hits instantâneos como o ska contagiante “Você Não Liga Pra Mim”, o samba-funk “Vai de Madureira”, o rock “Ela Falou Malandro” (da frase “já botei minha alma a venda, mas não há ninguém que pague o preço”) além de covers de Karnak (a ótima “Alma Não Tem Cor”) e Luiz Ayrão (a fodaça “Bola Dividida”) sem contar a infame e sarrista “Toca Raul”. Para bailar a noite inteira.
Nota: 9,5
Preço em média: R$ 24,90
Leia também:
“Canções de Asfalto e Outros Blues”, Zeca Baleiro, por Marcelo Costa (aqui)
Dezembro 26, 2008 5 Comments
500 Toques: Volver, Relespública e Cérebro Eletrônico

“Acima da Chuva”, Volver (Senhor F)
Duas coisas chamam a atenção neste segundo CD do trio de Recife: a aproximação com uma sonoridade à la Strokes (influência já exibida em “Canção Perdida” do álbum de estréia e ampliada aqui) e o tom de voz de Bruno Solto que lembra em alguns momentos o de Marcelo Camelo (em “Natural”, por exemplo). Ultrapassando essas duas impressões (negativas?), “Acima da Chuva” transpira a evolução do trio e traz um grande número de boas canções como “A Sorte”, “Coração Atonal” e “Dispenso”. Fique de olho neles.
Nota: 6
Preço em média: R$ 20
Download Gratuito: www.volver.com.br

“Efeito Moral”, Relespública (MNF Music)
Eterna promessa curitibana, a Reles chega ao quinto disco em vinte anos de janela abusando da pieguice hippie tardia em letras como “Nós Estamos Aqui”, “Dê Uma Chance Pro Amor” (que soa Garotos da Rua safra 88/89) e “Planador” (”Vamos lá, dê a sua mão ao vizinho de portão / Não podemos mais ficar esperando”) além das mensagens ecológicas de “Tudo Que Eu Preciso” (com Samuel Rosa) e “Tema Pela Terra”. Com paciência dá para salvar a boa “Catavento”. Ok, eles estão prontos para o sucesso. Uma pena.
Nota: 2
Preço em média: R$ 20
Site Oficial: www.relespublica.com
Leia também
- O novo rock de Curitiba em dez discos, por Marcelo Costa (aqui)

“Pareço Moderno”, Cérebro Eletrônico (Phonobase)
Forte candidato a disco do ano no Prêmio Scream & Yell (briga boa com Curumim), o Cérebro disfarça o tom retro no título e reverencia Sérgio Sampaio nas (boas) letras. Anos-luz separam a banda inocente que surgiu em 2003 com o bom “Onda Hibrida Dissonante” deste excelente segundo disco. O salto no espaço pode ser percebido nas brilhantes faixa título e “Me Atirar na Orgia”, na bossa balada “Portal dos Sonhos” e na sensacional “Dê”, regravação própria que deveria tocar nas rádios a cada cinco minutos.
Nota: 9,5
Preço em média: R$ 20
Site oficial: www.cerebrais.com.br
Leia também
- “Japan Pop Show”, de Curumin, por Marcelo Costa (aqui)
Dezembro 4, 2008 7 Comments
500 Toques: Pélico, Pato Fu, Ivan Santos & Giancarlo Rufatto

“EP”, Ivan Santos & Giancarlo Rufatto (De Inverno)
Ivan é vocalista do OAEOZ. Giancarlo é um dos novos nomes do cenário paranaense. Aqui os dois músicos surpreendem regravando canções próprias em produção online. “Deserto” ganhou um ótimo arranjo com Gian rasgando a voz sobre uma base de teclados que parte num crescendo empolgante. A bela balada bluezy “A Falta Desse Ar”, do álbum solo de Gian, também se destaca, mas é a cortante “Noturna”, única produzida conjuntamente em estúdio, que bate forte no peito e deixa marcas de piano, flugelhorn e dentes.
Nota: 8,5
Download Gratuito: www.myspace.com/giancarlorufatto
Leia também:
- “Falsas Baladas e Outras Canções de Estrada”, OAEOZ, por Mac (aqui)

“O Último Dia de Um Homem Sem Juízo”, Pélico (Monga Records)
O cantor e compositor maranhense Pélico chega ao primeiro CD abraçando o pop esquisito e esquizofrênico. O resultado é arrebatador. Disco irmão da estréia do Bazar Pamplona, este debute brilha em canções chicletudas como “Amanhã de Manhã” e “Naquela Casa” (esta com direito a sanfona), nas boas letras de “Pretexto” e “Sob Controle” (que lembram o Los Hermanos do primeiro disco) e… acabou o espaço. Seja você também mais feliz que um jingle de rádio e vá atrás deste álbum. Melhores do ano: nos vemos lá.
Nota: 9
My Space: www.myspace.com/pelico
Preço em média: R$ 23
Leia também:
- “À Espera das Nuvens Carregadas”, Bazar Pamplona, por Mac (aqui)

“Rotomusic de Liquidificapum – Edição Especial”, Pato Fu (Rotomusic)
Lançado em 93 pelo selo independente mineiro Cogumelo, o hoje clássico disco de estréia do Pato Fu completa 15 anos e ganha edição especial com remasterização caprichada de John, um encarte com fotos raras e com o divertido release que apresentava a banda na época além de três bônus tracks, duas delas saídas diretamente da lendária “Pato Fu Demo”: “Spoc” e “Uncontrollable Fu” (versão Fu para o original do Devo). E, ainda, o registro de “Gimme 30″ ao vivo em 2007. “Eu vou pular, vou pular, vou pular”…
Nota: 9
My Space: www.myspace.com/patofu
Preço em média: R$ 23
Leia também:
- “Fernanda Takai ao vivo em São Paulo”, por Marcelo Costa (aqui)
Dezembro 2, 2008 10 Comments
500 Toques: Babasónicos, Fito Paez e Jorge Drexler

“Mucho”, Babasónicos (Universal)
Já faz mais de cinco anos que eles são a grande banda argentina – quiçá sul-americana, exatamente quando deixaram o experimentalismo de lado e abraçaram o pop perfeito com “Jessico” (2001), “Infame” (2003) e o excelente “Anoche” (2005). Este “Mucho” começa bem com “Yo Anuncio”, o single “Pijamas”, a ótima “Cuello Rojo” e a balada psicodélica “Como Eran Las Cosas”, mas o lado B não mantém o pique, apesar do esforço de “Estoy Rabioso” e “El Idolo”. Não ameaça a perda do posto, mas decepciona um tiquinho.
Nota: 7
Preço em média: R$ 50 (importado)
Leia mais: “Anoche” faixa a faixa por Leonardo Vinhas (aqui)

“Grandes Canciones”, Fito Paez (Sony&BMG)
Ele já vendeu mais de três milhões de discos, mas permanece desconhecido no Brasil apesar de Caetano (que regravou a bela “Um Vestido Y Um Amor” em “Fina Estampa”), Herbert Vianna (que regravou “Trac Trac” – ausente nesta coletânea – com os Paralamas), Rita Lee e Djavan terem tentado apóia-lo. Esta é mais uma tentativa de apresentar o grande músico argentino ao público brasileiro e traz duetos com Charly Garcia (”Natureza Sangre”) e Andrés Calamaro (”La Rueda Mágica”). Preste atenção nas baladas.
Nota: 8
Preço em média: R$ 24,90

“Cara B, Cara C – En Concierto”, Jorge Drexler (Warner)
Registrado nos arredores de Barcelona, este CD duplo mostra duas caras do músico uruguaio. No primeiro CD um show completo com sucessos como “La Vida Es Más Completa De Lo Que Parece” e “Guitarra Y Vos”. No segundo, ousadias em italiano, português e inglês e covers como “Dance Me To The End Of Love”, de Leonard Cohen e “Dom de Iludir”, de Caetano. No total, 32 canções delicadas cuja base é o violão, mas que abrem espaço para barulhinhos de sinos, trens e outros sons que pedem a atenção do ouvinte.
Nota: 9
Preço em média: R$ 42,90
Dezembro 1, 2008 6 Comments
500 Toques: Frejat, Jota Quest e Skank

“Intimidade Para Estranhos”, Frejat (Warner)
Em seu terceiro álbum solo, o eterno Barão Vermelho decepciona. “Eu Não Quero Brigar” (do terrível verso “eu quero uma mulher normal do povo / não quero uma mulher global de novo / quero uma mulher que me ame no natal e no ano novo”), “Controle Remoto” (que abre falando em filosofia, cinema e poesia para cravar: “fazer um photoshop na realidade”) e as pueris “Eu Só Queria Entender” e “Dois Lados” soam constrangedoras. Em um disco desastroso se salva, com boa vontade, a faixa título. E olhe lá.
Nota: 1
Preço em média: R$ 32,90

“La Plata”, Jota Quest (Sony&BMG)
“Intelectuais do mundo pop” adorariam um tropeço, mas o sexto disco do Jota Quest mantém a vibe em alta. A ótima produção de Liminha valoriza a cozinha (baixo/bateria), ambienta o vocal de Flausino e deixa a guitarra de Marco Túlio com os detalhes. Porém, diferente dos discos anteriores, nenhuma canção gruda de cara, mas a mela-cueca (como diria o saudoso Tim) “Vem Andar Comigo”, o rap-samba-rock “Hot To Go”, “Ladeira”, boa parceria com Nelson Motta, e a faixa título devem tocar até cansar. Prepare-se.
Nota: 5
Preço em média: R$ 19,90

“Estandarte”, Skank (Sony&BMG)
Em seu oitavo álbum de inéditas, o Skank reata com o produtor Dudu Marote (que assinou os milionários “Calango” e “Samba Poconé”) e aposta em batidas e suingue, e menos guitarras. Ou seja: continua quase a mesma coisa. O primeiro single, “Ainda Gosto Dela”, (com backing de Negra Li e batida forte), faz bonito, assim como a calminha “Sutilmente” e as dançantes “Escravo” e “Pára-Raio”, mas “Estandarte” carece de unidade e soa um álbum menor na discografia dos mineiros. Produção ok, repertório fraco.
Nota: 5,5
Preço em média: R$ 21,90
Novembro 18, 2008 8 Comments
500 Toques: Kynna, Seychelles e A VI Geração da Família Palim

“Underground”, Kynna (Independente)
Na voz, Lilian, uma das musas da Jovem Guarda. Na guitarra, a lenda Luiz Carlini. No repertório, canções poderosas do Autoramas (”Música do Amor”), Bidê ou Balde (”É Preciso Dar Vazão Aos Sentimentos”), Wander Wildner (”Eu Não Consigo Ser Alegre”), Graforréia (”Colégio Interno”) e Júpiter Maça (”Lugar do Caralho”). Porém, não basta juntar boas premissas para ter um grande disco. É preciso gravá-lo decentemente. Infelizmente, não é o caso. Falta som e bons arranjos em “Underground”, uma decepção.
My Space: http://www.myspace.com/kynnaband
Nota: 2

“Nananenem”, Seychelles (Mondo 77)
Em seu segundo álbum, o quarteto paulista volta a praticar a arte (muitas vezes tola) de ser difícil. “Nananenem”, como na estréia, está cheio de boas idéias que se perdem na tentativa vã de ser… diferente. Se o primeiro EP trazia a ótima “Papel” e na estréia brilhava a fodaça “Ninfa do Asfalto”, “a” canção de “Nananenem” é a teatral e discursiva “Ansiedade e Obsessão”, em que arranjo, melodia e letra se encaixam a perfeição. Parece que eles sabem como fazer, só não querem. Quem sabe o próximo.
Download gratuito: http://www.sey.art.br/downloads/
Nota: 4
Leia também: “EP”, Seychelles, por Marcelo Costa (aqui)

“Porque No Te Calas?”, A VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia (Volume 1)
O combo paranaense está fazendo pela Turquia o que os paulistas do Tubainas do Demônio faziam pela pacata Birigui nos anos 90. Os “turcos” perdem de goleada para os “biriguenses” na comparação, o que não irá impedir ninguém de gritar os refrões grudentos de “Pe. Quevedo Não Vai Pro Céu” e “Filho de FDP”, gemer junto (ops) em “Digna de Honra ao Mérito” (homenagem à atriz pornô Mayara Rodrigues) e divertir-se em “Indie D+”, que conta com os indies do Charme Chulo. Nada de novo. No céu, Mamonas riem.
Preço em média: R$ 15 (http://www.familiapalim.com.br/UntitledFrameset-3.htm)
Nota: 5
Outubro 14, 2008 2 Comments
500 Toques: The Verve, Damon Albarn e Oasis

“Forth”, The Verve (EMI)
Se anos após o fim da banda, a carreira solo e nem os projetos paralelos emplacaram, a reunião é inevitável. O Verve volta a ser quarteto (Simon Tong ficou de fora) com um álbum que não tem nenhum hino urbano, mas junta canções psicodélicas como a poderosa “Love is Noise” com baladinhas acústicas como “Valium Skies”. Assim como em “A Northern Soul”, das doze canções, dez ultrapassam os cinco minutos, o que faz ter saudades dos tempos do vinil. Nada que os bons oito minutos da porrada “Noise Epic” não resolvam.
Preço em média: $30 (nacional)
Nota: 7,5

“Monkey: Journey to The West”, Damon Albarn (XL)
Em alguns momentos, “Monkey” – trilha inspirada na ópera adaptada de um romance chinês do século 16 por Albarn, Hewlett e Chen Shi-Zheng – parece como se os integrantes do Kraftwerk tivessem nascido em 1999 e lançassem agora o seu primeiro álbum (aos 9 anos). Em outros não se entende nada. Albarn, que já tocou com músicos de Mali, com o baixista do Clash e com personagens de desenho não descansa, o que não quer dizer que acerte sempre. Aqui, por exemplo, parece que ele errou. Será? Cadê o Blur??
Preço em média: $50 (importado)
Nota: :o)

“Dig Out Your Soul”, Oasis (Sony&BMG)
Descontando a chupada do Doors em “Waiting For The Rapture”, o 7º álbum de estúdio dos Gallagher faz bonito. “Dig Out Your Soul” perde para os dois primeiros álbuns, clássicos, mas briga a tapas pelo bronze com o drogadaço “Be Here Now”. O rockão de abertura “Bag It Up” (com riffs ásperos de guitarra e ótimo vocal de Liam), “The Shock of the Lightning”, “Lord Don’t Slow Me Down” (do excelente CD bônus da edição de luxo) e mesmo a “Five To One Oasis Version” (sic) fazem sorrir num discaço de rock.
Lançamento: 06 de outubro
Nota: 8,75
Setembro 30, 2008 13 Comments
500 Toques: Marcelo Camelo, Capital Inicial e Leo Jaime

“Sou/Nós”, Marcelo Camelo (Sony&BMG)
O ex-Los Hermanos continua pregando em sua estréia solo o tom calmo que marcou parte do disco “4″, canto de cisne de sua ex-banda. Ele clona um Chico Buarque aqui (”Copacabana” é safra 66), faz bossinhas ali e acolá, arrisca um soft rock (”Mais Tarde”) e conta com a presença da fofa Mallu Magalhães – que desafina horrores em “Janta”, mas convence. O carimbó “Menina Bordada” e a bela introdução de “Liberdade” (na sanfona marcante de Dominguinhos) brilham num disco que, por fim, é chaaaaato demais.
Preço em média: R$ 21,90
Nota: 5

”Multishow ao Vivo”, Capital Inicial (Sony&BMG)
Este registro mega (gravado na Esplanada dos Ministérios no dia do aniversário de Brasília) prova que o tempo passou e, quem diria, o Capital se transformou na maior banda do país, a única “das antigas” que ainda cria material novo e não sobrevive (só) do passado. Entre hits velhos (”Independência”), novos (”Eu Nunca Disse Adeus”, umas das mais festejadas, é de 2007) e covers (Raimundos/Legião), “Dançando com a Lua”, uma inédita de sotaque emo que deve garantir mais alguns anos para o quarteto.
Preço em média: R$ 21,90
Nota: 6,5

”Interlúdio”, Leo Jaime (Som Livre)
Um dos maiores hitmakers da música pop nacional dos anos 80, Leo Jaime estava há 13 anos sem lançar disco novo. “Interlúdio” é irmão direto do reflexivo “Nada Mudou” (1986), disco subsequente a superexposição causada pelos megahits “A Vida Não Presta”, “As Sete Vampiras” e “A Fórmula do Amor”. É um disco sereno, cujo (eterno) romantismo (com um ar de deboche) dá o tom de parcerias com Leoni e Alvin L. e mantém afiada a veia pop em canções como “Se Ela Soubesse O Que Quer”, “Tudo” e “Fotografia”.
Preço em média: R$ 19,90
Nota: 8
Setembro 24, 2008 10 Comments
500 Toques: O Quarto das Cinzas, Fevereiro da Silva e Sweet Fanny Adams

”A Chave”, O Quarto das Cinzas (Independente)
O trio formado em Fortaleza se apresenta como “uma fusão da música moderna eletrônica com as raízes brasileiras” e este EP de estréia, lançado em 2007, impressiona embora seja 80% eletrônica (com influências de Portishead e Goldfrapp) e 20% raízes (centradas no vocal de Laya). Das cinco faixas, “Flora Pura” é a que mais representa o ideal do grupo, mas eles já liberaram um novo single, “Amarelolilás”, que poderia ser cantado por alguma diva da MPB tipo Gal ou Bethânia. O futuro promete. Fique de olho.
My Space: http://www.myspace.com/oquartodascinzas
Nota: 7

“Funil”, Fevereiro da Silva (Independente)
Com uma formação interessante que inclui trombone e trompete, o sexteto de Joinville apresenta neste primeiro EP um caldeirão de influências cuja extensão permite experimentações com o rock em “Caixa Bomba” (ambientada por uma deliciosa harmônica) e “Tela” (de sotaque indie), guitarradas pesadas que se aproximam do metal no final de “Botina Muda”, faixa que abre o caminho para o sambinha calmo e suingado (com direito a surdo) “Combates”, que encerra o disco numa boa fusão de rock com brasilidades.
My Space: http://www.myspace.com/fevereirodasilva
Nota: 7

“Fanny, You’re No Fun”, Sweet Fanny Adams (Bazuca Discos / Midsummer Madness)
Eles são de Recife, cantam em inglês e se juntaram em 2006 com o intuito de fazer o ouvinte “pular, dançar ou bater o pé marcando os riffs de guitarra”. Neste segundo EP, o quarteto mostra que se por um lado não inventa cedendo a fusões ou modernices, por outro sabe muito bem o que faz quando o lance é tocar indie rock and roll de qualidade. As quatro faixas de “Fanny, You’re No Fun” (destaque para “Hate Song #3″ e “She Wants To Burn”) poderiam tocar em qualquer boa balada que seria sinal de festa.
My Space: http://www.myspace.com/sweetfannyadamsmusic
Nota: 7
Setembro 19, 2008 1 Comment
500 Toques: The Triffids, Midnight Oil e The Wedding Present

“Calenture Special Edition”, The Triffids (Domino Records)
Formado na segunda metade dos anos 70 na Austrália, o grupo liderado por David Mccomb (falecido em 1999) aportou em Londres em 1984 com três álbuns nas costas e economias no bolso. Elogiados pela NME e frequentemente comparados ao Echo & The Bunnymen, eles assinaram com uma major e lançaram este bonito “Calenture” em 1987. Nesta caprichada reedição somam-se ao repertório original cinco b-sides e um CD extra com doze versões demo, incluindo das belas “Bury Me Deep In Love” e “A Trick of the Light”.
Preço em média: R$ 55 (importado)
Nota: 9

“Diesel and Dust Special Edition”, Midnight Oil (Sony&BMG)
O álbum que apresentou o politizado combo australiano para o mundo retorna 22 anos depois com um DVD que compila clipes para os hits “The Dead Heart” e “Beds Are Burning” e o documentário “Black Fella/White Fella” que flagra o grupo do grandalhão careca Peter Garret em sua histórica turnê por povoados aborígines da Austrália. “Foi a experiência mais empolgante, esclarecedora e entristecedora para nós”, conta o baterista Rob Hirst no encarte. Você precisa assistir para descobrir o motivo. Mesmo.
Preço em média: R$ 45
Nota: 9,5

“Live 1987″, Wedding Present (Scopitones/Manifesto)
Item até então raro na discografia do grupo de David Gedge, “Live 1987″ junta as duas primeiras fitas K7 que o grupo vendia em shows no final dos anos 80, e que flagram a banda tocando 99% do clássico “George Best” e curiosidades como “It’s Not Unusual” (Tom Jones) em dois shows (o primeiro em melhor qualidade). A guitarra mastigada, o vocal de Gedge carregado de sotaque britânico e a bateria seca tornam ásperas e interessantes as versões para “My Favourite Dress” e “Anyone Can Make a Mistake”. Para fãs.
Preço em média: R$ 55 (importado)
Promo no site oficial: 5 libras
Nota: 7
- “Take Fountain”, Wedding Present, por Marcelo Costa (aqui)
- “Search For Paradise”, Wedding Present, por Marcelo Costa (aqui)
- “El Rey”, Wedding Present, por Marcelo Costa (aqui)
Setembro 16, 2008 No Comments















