Random header image... Refresh for more!

Category — Entrevistas

Bate papo no Trocas Elétricas

O pessoal do Jardim Elétrico convocou uma turma bacana de pessoas para bater papo sobre diversos assuntos referentes a música. Tive a honra de dividir o microfone com o grande Arnaldo Afonso, que mantém a coluna Sarau, Luau e o Escambau no Estadão. Antes teve um pocket especial da Indy Naíse e depois muito mais coisas legais que você pode assistir no Facebook do Jardim Elétrico

novembro 13, 2017   No Comments

Cinco Sons no Cultura Livre

No quesito música ao vivo e bate papo musical, o Cultura Livre é hoje o melhor programa da TV brasileira. Muita pela curadoria, esperta e atenta, que vai atrás de nomes bacanas da nova música brasileira dando um espaço legal para eles manifestarem a sua música e opiniões, outro tanto pelo conhecimento da Roberta Martinelli, que comanda o programa com inteligência e bom humor. Por tudo isso, quando a produção do Cultura Livre me procurou para participar do quadro Cinco Sons, em que um convidado elenca cinco discos seguindo um cronograma do programa, me senti super honrado. O quadro, gravado aqui em casa, foi ao ar na terça-feira (24/10) e agora está disponível no Youtube. Assista abaixo às minhas escolhas (para você que acompanha esse blog cada vez mais abandonado, as escolhas talvez não sejam nenhum surpresa) e confira o canal do Cultura Livre no Youtube. Vale muito a pena!

outubro 27, 2017   No Comments

Marcando presença no Cervejocast

O chef de cozinha e sommelier de cervejas Ronaldo Rossi trabalha como professor, consultor e chef executivo há quase 20 anos. Um dos grandes nomes do meio cervejeiro brasileiro, Ronado dá aulas de história da gastronomia na Universidade São Marcos e na formação de sommelieres de cerveja no Senac SP (ou seja, foi meu professor no curso de sommelier de cervejas que fiz em 2013). É colunista da Revista da Cerveja, criador da Riff Beer e proprietário da Cervejoteca. Atualmente se dedica à criação de receitas e preparações que utilizam a bebida como ingrediente e produz uma série de videocasts, todos disponíveis em seu canal (http://ronaldorossi.com.br/blog), tendo a cerveja sendo o ponto de conexão. Participei do primeiro da série Cervejocast In Concert, em que o papo é cerveja e rock and roll, ao lado de Ivan Busic. Inscreva-se no canal (https://www.youtube.com/c/confrariadorr), dê um joinha nos vídeos, abra uma cerveja e assista abaixo!

setembro 23, 2017   No Comments

Sobre “Ok Computer” no Alto Falante

Depois de falar sobre “Dig Your Own Hole”, do Chemical Brothers, retorno ao programa Alto Falante acompanhado dos jornalistas Sérgio Martins e Luiz Cesar Pimentel para falar de “Ok Computer”, o clássico terceiro álbum do Radiohead. Eu já havia escrito algumas palavrinhas sobre “Airbag”, a música que abre o disco, prum faixa a faixa especial do Correio Popular (leia aqui) e falado algumas coisas sobre o disco para os amigos do Sounds Like Us (leia aqui). Assista o programa do Alto Falante abaixo! <3

junho 28, 2017   No Comments

Festival Magnéticos na PlayTV

junho 8, 2017   No Comments

Vem ai: Documentário sobre Wado

A equipe da Panan Filmes começou nesta semana a filmagem do documentário sobre Wado, e tive a honra de abrir os trabalhos com um bate papo aqui em casa. Abaixo um registro das primeiras entrevistas do doc.


“Abertura dos trabalhos em #sp para o #doc sobre @wadoivete com a aula/entrevista de um dos maiores críticos musicais do #brasil , Marcelo Costa, da Screamyell, muito obrigado professor!” 📸@isaiasmaxx

“Encerramento do #day01 das gravinas do #doc sobre @wadoivete com o grande mestre dos afrobeats, Curumin. Foi um axé indescritível!
📸@isaiasmaxx


“Produtor do Raimundos, O Rappa, Skank, Cordel do Fogo Encantado, Cansei de Ser Sexy, Móveis Colônias de Acajú e por aí vai… Tivemos hoje a honra de entrevistar um dos maiores produtores musicais da #americalatina, entrevistamos ninguém menos que Miranda para o #doc do @wadoivete !!!
📸@isaiasmaxx

Maio 31, 2017   No Comments

Algumas palavras sobre “Ok Computer”

A pedido da equipe do excelente Sounds Like Us relembrei algumas memórias sobre o trintão “Ok Computer”, do Radiohead: “Essa é a primeira memória que o disco me traz, a de amar profundamente um disco de rock (new) progressivo (risos)”. Confira aqui!

Maio 21, 2017   No Comments

Sobre indie e independente

Respostas para Thiago Cardim, do Judão, que fez essa pauta bem bacana: “Do DIY ao tal do indie mainstream

Hoje em dia, a palavra “indie” virou um gênero em si, certo? Ou, pelo menos, um que a gente vê fãs e parte da imprensa usar bastante…
Sim, se transformou em gênero isso até confunde muita gente, pois acontece de falarem de uma determinada banda, que está no mainstream, com grande gravadora, mas tem uma “sonoridade indie”. Ou seja, Smells Like Indie Spirit (hehe). Mas é importante definir como o indie rock surgiu para entender essa adequação: o indie rock era algo não tão palatável para uma grande gravadora, era o som que os vovôs sentados nas poltronas de presidente das majors não entendiam e diziam que não era música. Dai, com o advento das college radios nos EUA e dos selos independentes na Inglaterra, essas bandas começaram a ter mais espaço e criou-se um mercado independente paralelo ao mainstream. Então tínhamos lá o U2 vendendo milhões de “The Joshua Tree” pela Island, que era um sub-selo da poderosa Universal, ao mesmo tempo em que o R.E.M. estava lançando o “Document” pela I.R.S. Records e o Smiths lançando o “Strangeways, Here We Come” pela Rough Trade. Ou seja, U2 era mainstream, R.E.M. e Smiths eram indies, de independentes mesmo. Com a explosão do Nirvana no começo dos 90, muita gente que era rock alternativo, indie, foi parar no mainstream, e dai tudo se confundiu, pois a sonoridade indie virou mainstream. Hoje temos bandas como o Wilco (que é alternative country, um indie de chapéu de palha), Arcade Fire (que ainda lança discos pela minúscula Merge Records) e Decemberists (que apesar de lançar pela Capitol, é essencialmente indie), por exemplo, que mantém esse espírito de independência artística que “contamina” a música e a faz soar… indie. Por outro lado teremos nomes como Two Door Cinema Club, que pretendem soar indies, mas são muito mais um produto de major tentando um “street cred” num filão que não é o dele (e muita gente caí na ladainha).

Em termos sonoros, de estilo musical, dá pra encontrar algumas características que unam os indies enquanto gênero musical e/ou um subgênero do rock?
Hoje em dia, não, pois ser independente hoje é quase como uma questão de sobrevivência para o artista que quer tomar conta de sua própria carreira. Então podemos encontrar artistas independentes em diversos gêneros, do rap ao pop, do rock ao eletrônico e até no jazz. Isso se pensarmos na questão independente como um artista que não está numa grande gravadora. Se pensarmos em sonoridade indie, bem, talvez bandas como The 1975 sejam mais indies que Sonic Youth, por exemplo, que terminou a carreira em major sem deixar de soar… alternativa.

Mas o quanto, nos dias de hoje, os “indies” remontam ao “rock independente” de outrora? Digo, aquele rock de quem fazia tudo por conta própria, não tinha grana, não tinha gravadora?
Acredito que cada vez mais porque esse é um caminho que está se cristalizando cada vez mais hoje em dia, já que poucas majors veem potencial no rock, e a saída é lançar de maneira independente. Nesse quesito, o Brasil vive um boom de artistas e selos indies. Apesar de que se eles podem se magoar se forem chamados de indie (risos). Talvez “indie” tenha virado um palavrão do quilate de “pop”. Nesse ponto, a galera vai tergiversar e se dizer “alternativa”. Mas há, sim, muita gente apostando no DIY, na carreira independente, principalmente no Brasil.

Aliás, hoje em dia, cê acha que é mais fácil ser de fato independente do que já foi um dia? Com todas as facilidades e potencialidades do mundo digital/online? Tá mais sussa ser DIY? 😉
Sussa nunca vai ser, mas caminhamos bastante e já dá para fazer um nome, garantir uns shows, gravar uns discos, vender umas camisetas. A divisão de águas na música pop aconteceu mais pelo avanço da tecnologia, que tirou o monopólio dos grandes estúdios das mãos das grandes gravadoras. A oportunidade de gravar um grande disco na sala da sua própria casa é algo revolucionário, e o DIY só se beneficiou com isso. A grande questão, sempre, é o aluguel, a conta de luz, de água, de telefone e de internet no fim do mês. Como transformar o que você grava no seu quarto em algo rentável? Qualquer sexta dessas o Globo Repórter ensina.

O quanto é mais fácil e/ou mais difícil ser independente no Brasil?
Acho que não existe facilidade, mas sim pontos positivos. E nesse quesito, ser independente no Brasil tem vários pontos positivos como ser responsável por sua própria arte, sua própria carreira, seus próprios shows. O DIY é importantíssimo nesse corre, porque são as conexões que vão fazer um artista independente galgar patamares, sabe. Uma banda fazendo tudo sozinha alcance um número x de pessoas. Duas bandas juntas alcançam dois x e por ai vai. O ponto negativo é que, ainda, é difícil sobreviver de música independente no Brasil, o cara rala pacas, vende o almoço para pagar o jantar e muita gente não tá nem ai, afinal vivemos um sucateamento artístico no país, com cada vez menos pessoas valorizando a arte como um todo, e a música em particular está sofrendo muito com isso. Se está difícil para a Marisa Monte, para o Arnaldo Antunes e para o Carlinhos Brown a ponto deles terem que se reunir como Tribalistas, imagina pra quem é independente…

O quanto é mais fácil e/ou mais difícil ser indie no Brasil?
O mais difícil de ser indie no Brasil é gostar de bandas que muito raramente vão descer até aqui para fazer um show, e se acontecer delas vierem, a chance de tu ter que ficar numa maldita fila morrendo de sede atrás de uma cerveja ruim por horas quando deveria estar vendo o show é enorme. Não é nada fácil ser indie no Brasil. Vamos virar pagodeiro todo mundo? 🙂

Maio 21, 2017   No Comments

Duas perguntas: Festival Magnéticos 90

Respostas para Carol Vidal, do Sesc Pompeia

Existe um revival dos anos 90 atualmente? Se sim, de onde você acha que este sentimento vem?
Todo mundo gosta de curtir uma saudade, e revivals são sempre uma oportunidade para nos conectarmos com um eu nosso que pode ter mudado radicalmente. Ou não. Isso sem contar a oportunidade de dar a novas gerações uma pequena ideia de como as coisas soavam. No caso do Magnéticos 90, porém, eu não diria que revival é a principal força motriz do festival, mas sim a preocupação com uma história que foi contada em fitas cassetes, e que está desaparecendo. Há muita música independente que nos anos 90 foi registrada apenas em fitas demo, e nos interessa lançar luz sobre esse material, mostra-lo, recupera-lo. Tanto eu quanto o Rafael Cortes, da Assustado Discos, e o Gabriel Thomaz, que lançou o livro “Magnéticos 90”, gostamos de pensar que esse é apenas o primeiro Magnéticos 90, e que outros virão com exposições, debates, ciclo de cinema e, principalmente, um lançamento em vinil com canções gravadas em demo na época. Estamos trabalhando para isso, e essa grande parceria com o SESC Pompeia é o primeiro passo.

De que forma surgiu a escolha das bandas para esse festival?

A gente tinha um leque imenso de artistas que gostaríamos de ter no Magnéticos 90, o que facilitou bastante a escolha das bandas. A ideia inicial foi focar em algumas das principais demo tapes do período, e nesse quesito se destacaram a “Pato Fu Demo”, do Pato Fu, a primeira demo dos Autoramas (que marcou a passagem do Gabriel do Little Quail para a sua nova banda), e as clássicas fitinhas da Graforréia Xilarmônica (“Com Amor Muito Carinho” é um best of!), da Maskavo Roots (que rendeu praticamente todo o disco de estreia deles) e da Gangrena Gasosa. Nesse cenário surgiu a oportunidade de ter a Comunidade Nin-Jitsu, que lançou um CD demo, algo que amplia a discussão de como a música circulava na época e como as bandas tentavam se conectar com fãs, rádios e gravadoras. Nos interessa discutir isso até para entender o momento musical que a gente vive. Nos fechamos nesse grupo excelente de artistas, mas já sonhamos alguns nomes para futuras edições. Tem tanta gente boa que gravou fita demo! Los Hermanos, Planet Hemp, Video Hits, Kleiderman, Raimundos… A lista é imperdível.

Festival Magnéticos 90
Realização Sesc Pompeia

Concepção: Gabriel Thomaz (Autoramas) e Rafael Cortes (Assustado Discos)
Curadoria: Marcelo Costa (Scream & Yell) e Rafael Cortes
Produção Executiva: Pamela Leme (Agência Alavanca)
Produção: Marcelo Costa
Direção Técnica: Iuri Freiberger

Festival Magnéticos – de 18 a 21/05 no Sesc Pompeia

Maio 17, 2017   No Comments

Chemical Brothers no Programa Alto Falante

Uma baita honra! No primeiro vídeo abaixo, registro da minha participação especial no mítico programa Alto Falante falando do clássico “Dig Your Own Hole”, do Chemical Brothers, que festeja 20 anos em 2017 ( o segundo vídeo traz a integra do programa Alto Falante de 08 de abril)! Brigadão aos grandes parceiros Terence Machado, do Alto Falante, pelo convite e Tiago Trigo, da produtora Casa Inflamável, que fez a gravação.


Abril 18, 2017   No Comments