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Category — Entrevistas

Marcando presença no Cervejocast

O chef de cozinha e sommelier de cervejas Ronaldo Rossi trabalha como professor, consultor e chef executivo há quase 20 anos. Um dos grandes nomes do meio cervejeiro brasileiro, Ronado dá aulas de história da gastronomia na Universidade São Marcos e na formação de sommelieres de cerveja no Senac SP (ou seja, foi meu professor no curso de sommelier de cervejas que fiz em 2013). É colunista da Revista da Cerveja, criador da Riff Beer e proprietário da Cervejoteca. Atualmente se dedica à criação de receitas e preparações que utilizam a bebida como ingrediente e produz uma série de videocasts, todos disponíveis em seu canal (http://ronaldorossi.com.br/blog), tendo a cerveja sendo o ponto de conexão. Participei do primeiro da série Cervejocast In Concert, em que o papo é cerveja e rock and roll, ao lado de Ivan Busic. Inscreva-se no canal (https://www.youtube.com/c/confrariadorr), dê um joinha nos vídeos, abra uma cerveja e assista abaixo!

setembro 23, 2017   No Comments

Sobre “Ok Computer” no Alto Falante

Depois de falar sobre “Dig Your Own Hole”, do Chemical Brothers, retorno ao programa Alto Falante acompanhado dos jornalistas Sérgio Martins e Luiz Cesar Pimentel para falar de “Ok Computer”, o clássico terceiro álbum do Radiohead. Eu já havia escrito algumas palavrinhas sobre “Airbag”, a música que abre o disco, prum faixa a faixa especial do Correio Popular (leia aqui) e falado algumas coisas sobre o disco para os amigos do Sounds Like Us (leia aqui). Assista o programa do Alto Falante abaixo! <3

junho 28, 2017   No Comments

Festival Magnéticos na PlayTV

junho 8, 2017   No Comments

Vem ai: Documentário sobre Wado

A equipe da Panan Filmes começou nesta semana a filmagem do documentário sobre Wado, e tive a honra de abrir os trabalhos com um bate papo aqui em casa. Abaixo um registro das primeiras entrevistas do doc.


“Abertura dos trabalhos em #sp para o #doc sobre @wadoivete com a aula/entrevista de um dos maiores críticos musicais do #brasil , Marcelo Costa, da Screamyell, muito obrigado professor!” 📸@isaiasmaxx

“Encerramento do #day01 das gravinas do #doc sobre @wadoivete com o grande mestre dos afrobeats, Curumin. Foi um axé indescritível!
📸@isaiasmaxx


“Produtor do Raimundos, O Rappa, Skank, Cordel do Fogo Encantado, Cansei de Ser Sexy, Móveis Colônias de Acajú e por aí vai… Tivemos hoje a honra de entrevistar um dos maiores produtores musicais da #americalatina, entrevistamos ninguém menos que Miranda para o #doc do @wadoivete !!!
📸@isaiasmaxx

maio 31, 2017   No Comments

Algumas palavras sobre “Ok Computer”

A pedido da equipe do excelente Sounds Like Us relembrei algumas memórias sobre o trintão “Ok Computer”, do Radiohead: “Essa é a primeira memória que o disco me traz, a de amar profundamente um disco de rock (new) progressivo (risos)”. Confira aqui!

maio 21, 2017   No Comments

Sobre indie e independente

Respostas para Thiago Cardim, do Judão, que fez essa pauta bem bacana: “Do DIY ao tal do indie mainstream

Hoje em dia, a palavra “indie” virou um gênero em si, certo? Ou, pelo menos, um que a gente vê fãs e parte da imprensa usar bastante…
Sim, se transformou em gênero isso até confunde muita gente, pois acontece de falarem de uma determinada banda, que está no mainstream, com grande gravadora, mas tem uma “sonoridade indie”. Ou seja, Smells Like Indie Spirit (hehe). Mas é importante definir como o indie rock surgiu para entender essa adequação: o indie rock era algo não tão palatável para uma grande gravadora, era o som que os vovôs sentados nas poltronas de presidente das majors não entendiam e diziam que não era música. Dai, com o advento das college radios nos EUA e dos selos independentes na Inglaterra, essas bandas começaram a ter mais espaço e criou-se um mercado independente paralelo ao mainstream. Então tínhamos lá o U2 vendendo milhões de “The Joshua Tree” pela Island, que era um sub-selo da poderosa Universal, ao mesmo tempo em que o R.E.M. estava lançando o “Document” pela I.R.S. Records e o Smiths lançando o “Strangeways, Here We Come” pela Rough Trade. Ou seja, U2 era mainstream, R.E.M. e Smiths eram indies, de independentes mesmo. Com a explosão do Nirvana no começo dos 90, muita gente que era rock alternativo, indie, foi parar no mainstream, e dai tudo se confundiu, pois a sonoridade indie virou mainstream. Hoje temos bandas como o Wilco (que é alternative country, um indie de chapéu de palha), Arcade Fire (que ainda lança discos pela minúscula Merge Records) e Decemberists (que apesar de lançar pela Capitol, é essencialmente indie), por exemplo, que mantém esse espírito de independência artística que “contamina” a música e a faz soar… indie. Por outro lado teremos nomes como Two Door Cinema Club, que pretendem soar indies, mas são muito mais um produto de major tentando um “street cred” num filão que não é o dele (e muita gente caí na ladainha).

Em termos sonoros, de estilo musical, dá pra encontrar algumas características que unam os indies enquanto gênero musical e/ou um subgênero do rock?
Hoje em dia, não, pois ser independente hoje é quase como uma questão de sobrevivência para o artista que quer tomar conta de sua própria carreira. Então podemos encontrar artistas independentes em diversos gêneros, do rap ao pop, do rock ao eletrônico e até no jazz. Isso se pensarmos na questão independente como um artista que não está numa grande gravadora. Se pensarmos em sonoridade indie, bem, talvez bandas como The 1975 sejam mais indies que Sonic Youth, por exemplo, que terminou a carreira em major sem deixar de soar… alternativa.

Mas o quanto, nos dias de hoje, os “indies” remontam ao “rock independente” de outrora? Digo, aquele rock de quem fazia tudo por conta própria, não tinha grana, não tinha gravadora?
Acredito que cada vez mais porque esse é um caminho que está se cristalizando cada vez mais hoje em dia, já que poucas majors veem potencial no rock, e a saída é lançar de maneira independente. Nesse quesito, o Brasil vive um boom de artistas e selos indies. Apesar de que se eles podem se magoar se forem chamados de indie (risos). Talvez “indie” tenha virado um palavrão do quilate de “pop”. Nesse ponto, a galera vai tergiversar e se dizer “alternativa”. Mas há, sim, muita gente apostando no DIY, na carreira independente, principalmente no Brasil.

Aliás, hoje em dia, cê acha que é mais fácil ser de fato independente do que já foi um dia? Com todas as facilidades e potencialidades do mundo digital/online? Tá mais sussa ser DIY? 😉
Sussa nunca vai ser, mas caminhamos bastante e já dá para fazer um nome, garantir uns shows, gravar uns discos, vender umas camisetas. A divisão de águas na música pop aconteceu mais pelo avanço da tecnologia, que tirou o monopólio dos grandes estúdios das mãos das grandes gravadoras. A oportunidade de gravar um grande disco na sala da sua própria casa é algo revolucionário, e o DIY só se beneficiou com isso. A grande questão, sempre, é o aluguel, a conta de luz, de água, de telefone e de internet no fim do mês. Como transformar o que você grava no seu quarto em algo rentável? Qualquer sexta dessas o Globo Repórter ensina.

O quanto é mais fácil e/ou mais difícil ser independente no Brasil?
Acho que não existe facilidade, mas sim pontos positivos. E nesse quesito, ser independente no Brasil tem vários pontos positivos como ser responsável por sua própria arte, sua própria carreira, seus próprios shows. O DIY é importantíssimo nesse corre, porque são as conexões que vão fazer um artista independente galgar patamares, sabe. Uma banda fazendo tudo sozinha alcance um número x de pessoas. Duas bandas juntas alcançam dois x e por ai vai. O ponto negativo é que, ainda, é difícil sobreviver de música independente no Brasil, o cara rala pacas, vende o almoço para pagar o jantar e muita gente não tá nem ai, afinal vivemos um sucateamento artístico no país, com cada vez menos pessoas valorizando a arte como um todo, e a música em particular está sofrendo muito com isso. Se está difícil para a Marisa Monte, para o Arnaldo Antunes e para o Carlinhos Brown a ponto deles terem que se reunir como Tribalistas, imagina pra quem é independente…

O quanto é mais fácil e/ou mais difícil ser indie no Brasil?
O mais difícil de ser indie no Brasil é gostar de bandas que muito raramente vão descer até aqui para fazer um show, e se acontecer delas vierem, a chance de tu ter que ficar numa maldita fila morrendo de sede atrás de uma cerveja ruim por horas quando deveria estar vendo o show é enorme. Não é nada fácil ser indie no Brasil. Vamos virar pagodeiro todo mundo? 🙂

maio 21, 2017   No Comments

Duas perguntas: Festival Magnéticos 90

Respostas para Carol Vidal, do Sesc Pompeia

Existe um revival dos anos 90 atualmente? Se sim, de onde você acha que este sentimento vem?
Todo mundo gosta de curtir uma saudade, e revivals são sempre uma oportunidade para nos conectarmos com um eu nosso que pode ter mudado radicalmente. Ou não. Isso sem contar a oportunidade de dar a novas gerações uma pequena ideia de como as coisas soavam. No caso do Magnéticos 90, porém, eu não diria que revival é a principal força motriz do festival, mas sim a preocupação com uma história que foi contada em fitas cassetes, e que está desaparecendo. Há muita música independente que nos anos 90 foi registrada apenas em fitas demo, e nos interessa lançar luz sobre esse material, mostra-lo, recupera-lo. Tanto eu quanto o Rafael Cortes, da Assustado Discos, e o Gabriel Thomaz, que lançou o livro “Magnéticos 90”, gostamos de pensar que esse é apenas o primeiro Magnéticos 90, e que outros virão com exposições, debates, ciclo de cinema e, principalmente, um lançamento em vinil com canções gravadas em demo na época. Estamos trabalhando para isso, e essa grande parceria com o SESC Pompeia é o primeiro passo.

De que forma surgiu a escolha das bandas para esse festival?

A gente tinha um leque imenso de artistas que gostaríamos de ter no Magnéticos 90, o que facilitou bastante a escolha das bandas. A ideia inicial foi focar em algumas das principais demo tapes do período, e nesse quesito se destacaram a “Pato Fu Demo”, do Pato Fu, a primeira demo dos Autoramas (que marcou a passagem do Gabriel do Little Quail para a sua nova banda), e as clássicas fitinhas da Graforréia Xilarmônica (“Com Amor Muito Carinho” é um best of!), da Maskavo Roots (que rendeu praticamente todo o disco de estreia deles) e da Gangrena Gasosa. Nesse cenário surgiu a oportunidade de ter a Comunidade Nin-Jitsu, que lançou um CD demo, algo que amplia a discussão de como a música circulava na época e como as bandas tentavam se conectar com fãs, rádios e gravadoras. Nos interessa discutir isso até para entender o momento musical que a gente vive. Nos fechamos nesse grupo excelente de artistas, mas já sonhamos alguns nomes para futuras edições. Tem tanta gente boa que gravou fita demo! Los Hermanos, Planet Hemp, Video Hits, Kleiderman, Raimundos… A lista é imperdível.

Festival Magnéticos 90
Realização Sesc Pompeia

Concepção: Gabriel Thomaz (Autoramas) e Rafael Cortes (Assustado Discos)
Curadoria: Marcelo Costa (Scream & Yell) e Rafael Cortes
Produção Executiva: Pamela Leme (Agência Alavanca)
Produção: Marcelo Costa
Direção Técnica: Iuri Freiberger

Festival Magnéticos – de 18 a 21/05 no Sesc Pompeia

maio 17, 2017   No Comments

Chemical Brothers no Programa Alto Falante

Uma baita honra! No primeiro vídeo abaixo, registro da minha participação especial no mítico programa Alto Falante falando do clássico “Dig Your Own Hole”, do Chemical Brothers, que festeja 20 anos em 2017 ( o segundo vídeo traz a integra do programa Alto Falante de 08 de abril)! Brigadão aos grandes parceiros Terence Machado, do Alto Falante, pelo convite e Tiago Trigo, da produtora Casa Inflamável, que fez a gravação.


abril 18, 2017   No Comments

Entrevista: Fanzine Scream & Yell em pauta

Bate papo com Rodrigo Lariú, da Midsummer Madness, para esse especial com todos os fanzines Scream & Yell escaneados para ser lidos online

Quando saiu o nº 1 (do fanzine Scream & Yell em papel)? No final do nº 2 diz que saiu dois anos antes, ou seja em janeiro de 1997… e você cita o João Marcelo que aparentemente faleceu… o que houve?
O número 1 não chegou a sair. Nós montamos ele inteiro (eu escrevi e decidi pautas com o João Marcelo, que diagramou com a ajuda de uma amiga) e deixamos espaço para eventuais publicidades, aquele coisa de vender uma tirinha pro cara da padaria, fazer uma permuta com o cara do xerox por outra tirinha, essas coisas. No meio desse processo, o João sofreu um acidente de moto e não resistiu. Eu decidi engavetar o projeto. Acontece que nós tínhamos distribuído alguns exemplares dessa versão teste (ainda com espaço pra anúncios vazio) para amigos, e essa versão começou a circular, algumas pessoas tiravam cópias e passavam adiante. Uma dessas versões caiu nas mãos do Alexandre. Ele estudava na Faculdade de Direito da Unitau, em Taubaté, e eu trabalhava na Biblioteca de lá. Um dia ele chegou com uma cópia dessa edição número 1 nas mãos e propôs me ajudar a fazer novamente. Relutei, mas um tempo depois decidimos tentar.

O Petillo sempre foi co-editor?
Sim, a partir do número 2. A gente decidia as pautas juntos, o que cada um deveria fazer, pensávamos em colunas fixas e chamávamos amigos. Tive a ajuda de uma amiga na diagramação (a mesma que desenhou o número 1), que me ensinou o básico de Pagemaker. Do três em diante eu passo a fazer a diagramação sozinho, com uns helps dela.

Na capa do 5 vocês colocaram Taubaté – agosto e setembro de 2000.. Não morava em SP pelo visto…
Na verdade a capa da edição 5, com o Kevin Smith, traz apenas “Taubaté – Agosto e Setembro”, mas não colocamos o ano, que no caso era 1999. Mudei para São Paulo no meio do ano seguinte, 2000. Deu tempo de fazer a sexta e última edição, com Jerry Lee Lewis na capa, que saiu em março de 2000.

Você lembra quantas cópias imprimia? Era xerox né?
As cinco primeiras foram xerox sim, e a média foi subindo. Da edição 2 circulou umas 300 cópias; a edição 3 foi algo em torno de 350. A edição 4 manteve isso e a edição 5 acho que chegou em 500. A edição derradeira, a 6, foi feita em gráfica com ajuda de alguns amigos que trabalhavam lá. Fizemos no horário livre deles e imprimimos 1000 cópias. Foi a única que não foi feita no modelo xerox.

No editorial diz publicação bimestral sobre rock… era bimestral mesmo?
Era a ideia inicial, mas a gente não tinha tanta grana sobrando assim e também tinha toda dificuldade da diagramação. Mas foi quase bimestral. No fim das contas ficou assim: edição 2 em jan/fev de 1999; edição 3 em março e abril de 1999; edição 4 em junho de 1999; edição 5 em agosto e setembro de 1999; e a edição 6 em março de 2000. E tiveram três informativos de A4 frente e verso nos intervalos entre as edições 4, 5 e 6.

O zine impresso teve apenas 6 edições? É isso? Não sei por que eu tinha a impressão de que eram mais…
E tiveram três informativos de A4 frente e verso nos intervalos entre as edições 4, 5 e 6, que circularam bem. Talvez a confusão venha dai. Mas foram apenas seis edições, e foi intenso (risos). Acho que aquele momento de virada de século foi muito produtivo. Eu recebia fanzines de todos os cantos do Brasil, muitos deles dando de 10 no que a grande mídia estava publicando sobre cultura pop. Nessa época rolou a Mostra de Cultura Independente, na Funarte, organizado pela Deborah Cassano e Megssa Fernandes em outubro de 2000. Eu já havia vindo a São Paulo para uns encontros fanzineiros, mas aquilo ali foi sensacional. Grandes shows (Hang The Superstars, Fishlips, Dominatrix, Sala Especial, Grenade e Thee Butchers’ Orchestra), debates, participação ativa do público, saraus (eu mesmo declamei poemas) e conversas sobre fanzines. Havia uma efervescência, e é nesse momento que o Scream & Yell On Paper morre e nasce o Scream & Yell On Line.

Porque decidiram parar o zine após a edição 6?
Fazer fanzine impresso é um trampo danado, consome grana, precisa uma dedicação que eu, recém-mudado para São Paulo e trabalhando em dois empregos (iG e Noticias Populares) não tinha. Dai surgiu o Hugo Tavares, que se apaixonou pelo fanzine e pirou que queria fazer o site. E fez. Ele entrou no ar em 20 de novembro de 2000. Eu trabalhava no iG de 6h às 12h, mas para abastecer o site com textos comecei a entrar meia-noite e ficava até meio-dia. Com o site começando a ser comentado aqui e ali, o fanzine em papel foi ficando em segundo plano. Já teve épocas de eu acordar no meio da noite, rascunhar algumas coisas e pensar: vou fazer mais um Scream & Yell impresso. Mas passa… (risos)

Aquele lance de sempre incluir textos de jornalistas consagrados, como “matérias antólogicas”, qual era a estratégia? Alunos de comunicação tentando se aproximar? rsrsr Vocês pediam permissão ou publicavam na cara dura?
Hahaha, bem, eu fiz Publicidade e Propaganda na Unitau entre 1994 e 1998. Acho que incorporei dogmas da profissão, mas nada foi planejado. Na verdade a gente queria ser lido e também retribuir um pouco do que aqueles jornalistas tinham feito pra gente. Então é sério o lance de amar aquelas matérias antológicas. Eu tenho a grande maioria delas impressas até hoje, porque o meu jornalismo foram elas. Foi ali que eu aprendi a arte de escrever, lendo Ana Maria Bahiana, André Forastieri, Lúcio Ribeiro, André Barcinski, Alex Antunes, Marcel Plasse, essa turma toda. O jornal tem essa coisa do “embrulhar peixe no dia seguinte”, e a ideia do “Matérias Antológicas” era dar certa perenidade àqueles textos. Nunca foi, conscientemente, uma estratégia, mas uma forma de valorizar o jornalismo cultural, algo que ninguém faz. Eu fui “criado” pela revista Bizz, então há varias entrevistas e reportagens que eu sei exatamente onde estão em cada edição da revista. Quando preciso de alguma referencia, me lembro: “Fulano falou sobre isso em tal edição”, e vou lá conferir. A ideia do Matérias Antológicas foi dar uma sobrevida a esses textos. Alguns a gente pedia autorização e outros republicamos na cara dura, porque éramos (e ainda somos) apaixonados por aqueles textos. Teve uma vez que andando na Amoeba, em São Francisco, encontrei o CD do Hapa, uma dupla de havaianos nativos, e quase tive uma síncope. Era um CD que a Ana Maria Bahiana havia escrito num texto que amo, o “Belas Canções Sob o Céu da Califórnia”, que foi publicado no Estadão em 1996. Eu encontrei ele na Amoeba quase 15 anos depois, em 2010!! Esses textos me acompanham (ele está publicado no Scream & Yell). Eles moldaram a minha maneira de ver o mundo e eu agradeço de coração a todos os jornalistas que me fizeram um apaixonado por cultura pop. A seção Matérias Antológicas, ainda online na versão 1.0 do site, foi minha maneira de retribuir tudo que eles me deram.

O que você fazia na época? Trabalhava em algum lugar?
Eu era auxiliar de biblioteca concursado da Universidade de Taubaté. Assim que me formei, em 1998, prestei outro concurso interno e fui transferido para a Pró-Reitoria de Extensão, para trabalhar diretamente com a Pró-reitora. Era o que tinha praquele momento e foi bem bacana, mas bastou pintar uma oportunidade de trabalhar com jornalismo em São Paulo para largar tudo.

Veja outras entrevistas aqui

abril 15, 2017   No Comments

Scream & Yell na Mutante Radio. Ouça!

Participei na segunda-feira do Intervenção Urbana, programa comandado pelo queridíssimo Fabio Shiraga na Mutante Radio. Dei uma sacada na rádio (www.mutanteradio.com) e recomendo muito acompanhar o dial online dos caras. É coisa bacana! No programa que você abaixo eu conto um pouco a história do Scream & Yell, os lançamentos do nosso selo, música independente, curadorias, um mundo de coisas. Adorei o papo e, além, Fabio fez uma seleção de canções que me emocionou. Vale a pena ouvir.

01. Terminal Guadalupe – O bêbado de Ulysses
02. Angel Olsen – Give it up
03. The Jesus And Mary Chain – Always sad
04. Kiko Dinucci – A gente se fode bem pra caramba
05. João Erbetta – Paralelas
06. Beto Só – Más o menos bien
07. Vivian Benford – Abre alas
08. Camila Barbalho – O outro
09. Sex Beatles – Más companhias
10. Harry – Genebra

abril 12, 2017   No Comments