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Category — Downloads

Download: Scream & Yell 05 (Agosto 1999)

Na quinta edição impressa do Scream & Yell, o bla bla bla em torno da gente (ou o “sucesso” – risos) naqueles dias de alta circulação de fanzines via correio subiu a cabeça, e saltamos de uma edição de 12 páginas em junho para uma de 28 em agosto! É nessa edição que, após meses de aulas com a Karina, assumo a diagramação do fanzine sozinho, o que me valeu um puxão de orelhas do conselheiro Crispiano do Scream & Yell, o grande jornalista Marcelo Orozco: “Você precisa aprender a editar, a cortar o texto. Não adianta espremer 3 mil toques em uma página que cabe 2 mil. Fica ruim de ler”, ele observou em conversas posteriores, tanto quanto deu dicas da posição das fotos nas páginas. Ou seja, já ficou claro que esse é o nosso “Be Here Now” (haha), o nosso “disco exagerado”, que reflete o momento de paixão pela cena fanzineira no país (na abertura replicamos o texto “Zine-se” publicado no zine Dr. Sexta-Feira, do Wener Mart). Da minha parte declaro a minha paixão pelos livros de Marcelo Rubens Paiva (colocando “Ua Brari” num pedestal), faço um diário de bordo das férias com 10 dias em Porto Alegre e três em Bauru, publico uma das minhas primeiras entrevistas (com o Ira!, no backstage de um show em Taubaté), escrevo da demo tape do Blemish e do (hoje) clássico “Deserters Song”, do Mercury Rev. Há mais, muito mais: de textos românticos da Flávia Ballvé (“Currículo de Coração”) e Miguel F. Luna (“Apaixonar-se ou Não? Eis a Questão”) até pensatas (“A Evolução Musical”, de Oswaldo Lima Júnior; “A falência do ensino médio e a crise do rock nacional”, de Omar Godoy; “Futebol Mercante”, de Ricardo Botta; “A vida vale a pena”, por Racer X) e provocações bestas. Na seção Três Discos, Giselle Fleury lança luz sobre a bela obra de Tori Amos; Alexandre escreve sobre o cinema de Kevin Smith e sobre novas bandas (Just e Feedback Club). A matéria antológica desta edição é de, veja você, Marcelo Orozco (valeu pela aula, xará) e é aqui que estreia nosso ombudsman, Fidel Castro. Na seção “O Que Você Está Ouvindo no Momento?”, ou seja, no meio de 1999, participam Lúcio Ribeiro, Alvaro Pereira Junior, Rodrigo Lariu, Miranda, Wander Wildner e Humberto Gessinger, entre outros. Como padrão, no arquivo que você irá baixar há duas versões: uma em PDF para ser lida em desktop, celular e tablet, com o formato das páginas sequencial; e outra em JPG formatada para impressão (ou seja, com as páginas combinadas para serem montadas no formato revista. É simples: você imprime a 5_01 na frente e a 5_02 no verso do A4; a 5_03 na frente e a 5_04 no verso A4; e assim por diante. Depois junta tudo na sequencia (1, 2, 3, 4) e dobra, grampeia no meio e você tem um fanzine). Divirta-se.

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junho 1, 2017   No Comments

Download: Scream & Yell 4.5 (Julho 1999)

Assim que terminamos a edição 4, romântica, do fanzine Scream & Yell impresso, notamos que um monte de coisas que a gente queria falar não cabia na temática daquela edição, e que a próxima iria demorar alguns meses. Dai, inspirado por uma edição de bolso do fanzine Bola Gato, que o Byra Dorneles, do zine Freak Out, me mandou junto com a versão pocket do dele, decidi fazer uma versão semelhante do Scream & Yell, um informativo em formato A4, frente e verso, com dicas de discos, fanzines, poemas e tudo mais que coubesse naquela página em branco. O custo seria baixo e daria para manter o nome Scream & Yell em evidência até a próxima edição do fanzine ser finalizada. Desta forma nasceu o Informativo Scream & Yell, que saiu como Informativo º1, mas aqui entra na cronologia como 4.5, ok. Dicas de CDs do Belle and Sebastian (um bootleg incrível que unia os singles deles e era vendido na Velvet CDs muito antes da coletânea) e da Divine, demos do Pancake, do Moonrise e do Fishlips, declaração de amor ao fanzine SSP-Go, do gênio Mauricio Motta, e também ao Imaginary Friends, Carniça, Cool Mess e Tupanzine. No “o que está rolando no som”, Wilco, Brian Wilson, Cinerama e Gin Blossoms. Baixe no link abaixo.

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maio 26, 2017   No Comments

Download: Scream & Yell 04 (Junho 1999)

Na quarta edição do fanzine Scream & Yell, lançada originalmente em junho de 1999 com o intuito de comemorar o dia dos namorados (sério!), já nos flagra surfando na onda que os elogios aos primeiros fanzines trouxeram. Nessa época já tínhamos uma rede de grandes amigos fanzineiros e não havia um dia que fosse que o carteiro não deixava em casa um novo fanzine de algum canto do Brasil. Já bastante enturmado, utilizamos o Scream & Yell para provocar o meio e, por isso, decidimos fazer um fanzine inteiro falando de… amor. Tem poesias minhas, do Alexandre e do Drummond; indicação para se ouvir o clássico punk brega “Baladas Sangrentas”, de Wander Wildner; e um texto muito bacana (“Romance com Alma Rock and Roll”) do Thales de Menezes que saiu numa coluna da Folhateen em que ele cobria férias do Álvaro Pereira Jr. Gosto da imagem da capa (uma imagem que retirei de um single do U2) e principalmente da arte do miolo, um coração perfurado por uma bala (que tirei do CD da trilha sonora do filme “A Life Less Ordinary”) emoldurando o texto “Uma garota, colo e Smashing Pumpkins” (tudo eu que eu mais queria naquele momento – risos) e ainda que o ombudsman do Scream & Yel (sim, nós tivemos um Ombudsman, o grande Fidel!) fosse reclamar na edição seguinte que o uso do coração com o texto o circundando dificultasse a leitura, gosto dela até hoje (e, claro, fica muito melhor colorida). Acho que a tiragem se manteve entre os 400 exemplares, mas essa edição nos conectou com muita gente de poesia (não à toa, eu participei do sarau na Mostra de Cultura Independente, na Funarte, em 2000) e abriu umas portas legais. Como padrão, no arquivo que você irá baixar há duas versões: uma em PDF para ser lida em desktop, celular e tablet, com o formato das páginas sequencial; e outra em JPG formatada para impressão (ou seja, com as páginas combinadas para serem montadas no formato revista. É simples: você imprime a 4_01 na frente e a 4_02 no verso do A4; a 4_03 na frente e a 4_04 no verso A4; e assim por diante. Depois junta tudo na sequencia (1, 2, 3, 4) e dobra, grampeia no meio e você tem um fanzine). Atenção: nessa edição eu vou ainda mais longe na piração de numerar as páginas com… o número de coraçõeszinhos relativos a página (risos). Divirta-se.

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maio 9, 2017   No Comments

Download: Scream & Yell 03 (Março 1999)

18 anos! O que eu me lembro dessa época? Hummm. Eu já havia me formado em Comunicação Social na Unitau e feito um novo concurso, que tinha permitido subir de cargo e sair da (minha amada) Biblioteca da Faculdade de Direito e ir para a Pró-Reitoria de Extensão, onde fui muito bem recebido e comecei a desenhar meu futuro: “Vou ficar aqui uns anos e na primeira oportunidade peço transferência para a Comunicação Social e vou dar aula”. Era esse o plano. Como diria Humberto Gessinger, “Se eu soubesse antes o que sei agora…”. A boa acolhida da segunda edição do fanzine Scream & Yell nos fez ter mais esmero nesse terceiro exemplar, que fui burilado em botecos e em casa. Eu adoro a capa – aliás, modéstia a parte, a gente acertou bem em quase todas as capas (eu só mexeria na do Kevin Smith hoje, se pudesse) – que traz Ian McCulloch, do Echo & The Bunnymen, falando sobre o disco novo da banda. Nesta edição há poema de Baudelaire, um grande amigo meu, o Carlos Adriano, começa a assinar textos polêmicos como Racer X, tem matéria antológica do Carlos Eduardo Miranda, eu falando sobre a Trilogia das Cores, do Krzysztof Kieslowski, e também escrevendo um faixa a faixa do baita disco “This Is My Truth, Tell Me Yours”, do Manic Street Preachers. Tem mais, tem mais: resenha curtinha do show do Deep Purple, outro amigo querido, o Dadá, escrevendo sobre o romantismo no futebol, o grande André Dias Ferrarezi (quem é do metal em Taubaté o conhece!) declarando que “o heavy metal está morto” e a queridíssima Flávia com seu “Bobalização” (que eu amo). O Alexandre defende que a música brasileira estava na UTI e fala da crise do Homem Aranha. Eu ainda pesco três álbuns nacionais que me amarro e que não tinham saído em CD na época (digital era um sonho). É nesse fanzine que o Balu estreia. Na seção “O que você está ouvindo no momento?”, nossas primeiras conexões: José Flávio Júnior (que na época assinava o ótimo fanzine Túnel 03), o parceiro Carlos Eduardo Lima (que, futuramente, teria coluna no Scream & Yell depois de me integrar ao time da revista Rock Press) e o casal Pato Fu, Fernanda e John, listando seus mais ouvidos naquele distante começo de 1999. Nessa edição 3 a gente pula das 12 páginas anteriores para 20 (mais gasto com xerox), e eu gosto bastante do resultado final. Fez um barulho bacana, foi citado nas curtinhas da coluna do Álvaro Pereira Júnior, no Folhateen, e replicado em diversos outros fanzines. No arquivo que você irá baixar há duas versões: uma em PDF para ser lida em desktop, celular e tablet, com o formato das páginas sequencial; e outra em JPG formatada para impressão (ou seja, com as páginas combinadas para serem montadas no formato revista. É simples: você imprime a 3_01 na frente e a 3_02 no verso do A4; a 3_03 na frente e a 3_04 no verso A4; e assim por diante. Depois junta tudo na sequencia (1, 2, 3, 4) e dobra, grampeia no meio e você tem um fanzine). Atenção: nessa edição, minhas brincadeiras bestas com o número das páginas dificulta a montagem, que continua sendo sequencial (ao invés da contagem inversa do número anterior), mas aqui as páginas 4, 8, 12, 16 e 20 são trocadas por… PIM (risos). Divirta-se.

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abril 20, 2017   No Comments

Download: Scream & Yell 02 (Janeiro 1999)

A segunda edição do fanzine Scream & Yell foi burilada no segundo semestre de 1998, enquanto eu preparava meu projeto de conclusão de curso na Faculdade de Comunicação da Universidade de Taubaté. Eu trabalhava como auxiliar de biblioteca na Faculdade de Direito, e a primeira edição do fanzine havia caído nas mãos de um aluno do Direito, o Alexandre, que estava me pilhando para lançar o número 2, até que cedi e rapidamente fechamos as pautas: na capa, Chris Isaak (devemos ter sido a única publicação no mundo que colocou ele na capa – e me orgulho disso). Há “poesia” (um trecho do meu livro favorito de Aldous Huxley, que eu declamei no final da Semana da Comunicação de 1997 numa versão drum-bass sarava metal), Nick Hornby, textos sobre grandes discos (“Carnaval na Obra”, do Mundo Livre S/A e um apanhado da carreira do Belle and Sebastian, que ainda não existia na grande mídia nacional), a estreia da seção “Três” (que eu manteria no site e utilizo até hoje com três discos, três filmes, três livros e por ai vai) com bootlegs de U2, Oasis e Radiohead, a estreia da seção Matérias Antológicas (a gente pagando tributo aos jornalistas que nos fizeram ter vontade de escrever, estrelando nesta edição André Forastieri) e umas curtinhas que deixam perceber que a gente tinha vontade de soar como uma mini-revista, ou algo próximo disso. O Scream & Yell número 2 foi lançado em fevereiro de 1999 (com declarações de amor às musas do seriado Dawson’s Creek no expediente) e, se não estiver enganado pela passagem do tempo, acho que foram impressos cerca de 250 cópias, sendo que 100 dessas cópias voaram para nomes escolhidos a dedo (a grande maioria de jornalistas que a gente amava e queríamos, de alguma forma, retribuir com nossos fanzines, mas também músicos e VJs da MTv) e os outros 150 foram distribuídos uma pequena parte na cidade e outra, maior, atendendo aos pedidos que começaram a surgir via correio. Com reimpressões e tudo mais nesses anos todos acredito que deva ter chego a 400 exemplares, talvez um pouco mais. Assim como no número 1, não estranhe: a base original é toda colorida, editada em PageMaker, mas o fanzine era PB mesmo. No arquivo que você irá baixar há duas versões do fanzine: uma em PDF para ser lida em desktop, celular e tablet, com o formato das páginas sequencial; e outra em JPG formatada para impressão (ou seja, com as páginas combinadas para serem montadas no formato revista. É simples: você imprime a 1_1 na frente e a 1_2 no verso do A4; a 2_1 na frente e a 2_2 no verso A4; e assim por diante. Depois junta tudo na sequencia (1, 2, 3, 4) e dobra, grampeia no meio e você tem um fanzine). Atenção: nesse fanzine começo uma série de brincadeiras bestas com a numeração das páginas, por isso ele começa na página 12 (capa) e acaba na 1 (contra-capa). Divirta-se.

BAIXE AQUI O SCREAM & YELL – FANZINE 02

abril 13, 2017   No Comments

Download: Scream & Yell 01 (Janeiro 1997)

O Scream & Yell nasceu no dia 25 de dezembro de 1996 quando um amigo fã de Metallica, o João Marcelo, adentrou a minha casa com a proposta de fazermos um fanzine. Ali na hora rascunhamos o “boneco” e no dia seguinte já estávamos com mãos à obra. Em janeiro de 1997 circulou uma tiragem pequena (coisa de 20 exemplares, se muito) apenas para amigos enquanto a gente finalizava os últimos detalhes. Esses últimos detalhes, porém, demoraram semanas para se resolver, e acabaram nem se resolvendo, pois o João sofreu um acidente, partiu para junto de Cliff Burton e a ideia de fazer um fanzine foi engavetada. Quando no segundo semestre de 1998, nos meus últimos meses da Faculdade de Comunicação em Taubaté, o projeto Scream & Yell foi revivido, vindo a tona com uma segunda edição em janeiro de 1999 (e outras quatro edições – com a número 6 numa tiragem de 1000 exemplares prensados em gráfica – mais três informativos), eu pensei comigo que essa edição 01 tinha que vir a tona (ainda que aquela tiragem pequena inicial tenha se multiplicado, com amigos xerocando e mandando pra amigos), então peguei todos os rascunhos que havia discutido com o João, reeditei e distribui junto com o número 03 para aqueles que haviam gostado do 02 e perguntando do 01 (nas próximas semanas disponibilizo as demais edições). Não estranhe: a base original do fanzine Scream & Yell é toda colorida, editada em Adobe PageMaker, mas o fanzine era PB mesmo, afinal, pés rapados que éramos, a gente não tinha grana pra ficar pagando xerox colorida. No arquivo que você irá baixar há duas versões do fanzine: uma em PDF para ser lida em desktop, celular e tablet, com o formato das páginas sequencial; e outra em JPG formatada para impressão (ou seja, com as páginas combinadas para serem montadas no formato revista. É simples: você imprime a 1_1 na frente e a 1_2 no verso do A4; a 2_1 na frente e a 2_2 no verso A4; e assim por diante. Depois junta tudo na sequencia (1, 2, 3, 4) e dobra, grampeia no meio e você tem um fanzine). Divirta-se.

BAIXE AQUI O SCREAM & YELL – FANZINE 01

abril 6, 2017   No Comments

Os 20 discos de 2016 para a APCA

Nesta segunda-feira, os jurados de música da APCA (Alexandre Matias, José Norberto Flesch e este que vos escreve) anunciaram os 20 melhores discos de 2016. Quarta à noite rola reunião da APCA e anuncio dos vencedores em sete categorias na sequencia. Além dos 20 discos abaixo (8 deles liberados gratuitamente para download gratuito), confira os pré-indicados nas categorias Revelação, Artista do Ano e Melhor Show de 2016 aqui.

BaianaSystem – Duas Cidades (ouça no site oficial)
Céu – Tropix (ouça no Youtube)
DeFalla – Monstro (ouça no Youtube)
Douglas Germano – Golpe de Vista (Download Gratuito)
Ed Motta – Perpetual Gateways (ouça no Youtube)
Hurtmold e Paulo Santos – Curado (ouça no Youtube)
Iara Rennó – Arco e Flecha (Download Gratuito)
João Donato – Donato Elétrico (ouça no Youtube)
Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz – A Saga da Travessia (ouça no Youtube)
Macaco Bong – Macaco Bong (Download Gratuito)
Mahmundi – Mahmundi (ouça no Youtube)
Metá Metá – MM3 (Download Gratuito)
O Terno – Melhor Que Parece (Download Gratuito)
Rael – Coisas do Meu Imaginário (ouça no Youtube)
Sabotage – Sabotage (ouça no Youtube)
Serena Assumpção – Ascensão (ouça no Youtube)
Tatá Aeroplano – Step Psicodélico (Download Gratuito)
The Baggios – Brutown (download Gratuito)
Vitor Araújo – Levaguiã Terê (ouça online)
Wado – Ivete (Download Gratuito)

novembro 28, 2016   No Comments

Nós queremos uma vida boa

yankee1

Em 2012, sob comando do Luiz Espinelly, algumas pessoas se reuniram em torno de “Yankee Hotel Foxtrot”, do Wilco, para um tributo. Além das canções (eu participei do coro em “Reservations” com vários amigos especiais – obrigado Giancarlo pelo convite ♥), colaborei no encarte, que traz vários textos de amigos sobre cada uma das canções do álbum. A mim coube “Ashes of American Flags”, e saiu isso ai logo em seguida (aproveita e baixa disco).

“Quando você chega aqui já passou por um emaranhado de emoções e sentimentos que fazem o coração apertar e a alma levitar. “Ashes of American Flags” é o meio de Yankee Hotel Foxtrot, e tanto Jeff Tweedy quanto Jay Bennet devem ter pensado na canção como um respiro. A bateria é lenta e seca. A guitarra cheia de efeitos é distante. E a letra é simples e bela buscando poesia em coisas simples como caixas de banco e máquinas automáticas que nos abastecem de coca-cola diet e cigarros por 3 dólares e 63 centavos. Tweedy mostra que sente o peso do mundo em suas costas quando percebe que as pessoas não prestam atenção no que realmente importa, ou se prestam, não dão a mínima. Uma professora minha do colegial, que todos temiam, em sua primeira aula definiu: “Vocês precisam aprender a olhar, não apenas ver; a falar, não apenas dizer; a ouvir, não apenas escutar”. Tweedy lamenta: “Me pergunto por que ouvimos os poetas quando ninguém dá a mínima”. Porém, o grande momento de “Ashes of American Flags” surge no refrão, quando o interlocutor defende as mentiras sinceras (que interessam a muita gente) e diz: “Eu devia morrer… se eu pudesse renascer novamente”. Quem nunca? Woody Allen diz, em “Annie Hall”, que a vida é um fardo que infelizmente passa rápido demais. Outro diz que “viver é acumular tristezas”. Tweedy não disfarça o desejo de boa parte dos vivos: “Nós queremos uma vida boa”. Mas ele sabe que esse desejo é apenas uma forma de amaciar o sofrimento, porque o sofrimento faz parte de nós tanto quanto os glóbulos brancos, as plaquetas e os leucócitos. O que precisamos para levar a vida adiante são pequenas amostras de felicidade, passatempos como uma brisa fresca, um céu brilhante, um cachorro dormindo ao sol, uma criança sorrindo, uma canção. Somos seres imperfeitos, e como escreveu Salman Rushdie certa vez, “a música nos mostra um mundo que merece os nossos anseios, ela nos mostra como deveriam ser os nossos eus, se fôssemos dignos do mundo”. Assim como na poesia, a música nos permite morrer e renascer. Algumas pessoas não dão a mínima pra isso, mas eu, Jeff Tweedy e, acredito, você precisamos de música como ar para respirar. Seguimos (a vida e o disco) cantando”.

Baixe aqui o tributo e os textos: https://goo.gl/UImNQz

outubro 14, 2016   No Comments

Caleidoscópio, um tributo aos Paralamas

Lançado em novembro de 2015 pelo Scream & Yell e próximo dos 4.500 downloads, “Caleidoscópio”, o tributo ibero-americano aos Paralamas do Sucesso produzido por Leonardo Vinhas, é o primeiro dos lançamentos do Selo Scream & Yell a chegar aos portais de streaming, numa parceria do produtor com a Tratore. Desta forma, você continua podendo baixar gratuitamente o tributo no Scream & Yell e ouvi-lo tanto no Soundcloud quanto no Youtube e, agora, também no Deezer, Google Play, iTunes, Napster, Spotify e Tidal. Divirta-se!

setembro 24, 2016   No Comments

Um tributo à Psicodelia Nordestina

noabismodaalma

Com curadoria e produção do jornalista Leonardo Paladino, a coletânea inédita “No Abismo da Alma – Um Tributo ao Movimento Udigrudi” visa homenagear artistas como Lula Côrtes, Lailson Cavalcanti, Marco Polo, Almir de Oliveira, Paulo Rafael, Robertinho do Recife, Ivinho, Dicinho, Rafles, Agrício Noya, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Marconi Notaro, Zé da Flauta, Israel “Semente Proibida”, Zé Ramalho da Paraíba, Flávio Lira e seu Bando do Sol, que criaram o que podemos chamar de beat-psicodelia recifense, uma mistura lisérgica de rock’n’roll com influências de forró, baião, repente, xaxado, embolada e frevo. Ouça o álbum abaixo. Saiba mais sobre o projeto e baixe o disco na integra aqui (o link para download está no final da página).

noabismodaalma1

agosto 22, 2016   2 Comments