Random header image... Refresh for more!

Category — Cenas de SP

Cinco blocos de carnaval favoritos de SP

Vários amigos vinham me cobrando uma listinha com meus blocos de carnaval favoritos de São Paulo. Dai, na sexta-feira, 03/02, o prefeito Dorian Grey baixou um decreto proibindo blocos de carnaval com mais de 20 mil pessoas e vetando vias como Rua Teodoro Sampaio; Rua Cardeal Arcoverde; Rua Henrique Schaumann; e Praça Benedito Calixto; entre outras. Achei oportuno preparar a listinha abaixo.

Desde 2013 venho tentado prestigiar os cinco blocos abaixo (escrevi uma rápida pensata sobre o beleza dos blocos de rua naquele ano: https://goo.gl/NqZMCY) e numa gestão cinza que quer apagar toda beleza e toda cor que essa cidade vinha construindo, fica a dica de conferir realmente se os blocos abaixo vão manter o cronograma. E, mais do que nunca, o lema dos amados Deolinda: “Sai de casa e vem comigo para a rua, vem”.

Ps. As fotos são todas da Liliane Callegari Fotografia


Bloco Soviético
Dia 18/02/2017, Sábado
Rua Haddock Lobo, em frente ao restaurante Tubaína
Concentra às 12h e sai as 14h

O bloco da “minha rua” (na verdade, da quadra de baixo de casa) sai uma semana antes do Carnaval com diversos amigos, desce a Rua Bela Cintra e adentra com pompa e circunstância a Consolação cantando marchinhas russas com foliões munidos de foices e martelos (de plástico) e roupas vermelhas.


Bloco Acadêmicos do Baixo Augusta
Dia 19/02/2017, Domingo
Rua da Consolação, em frente ao cinema Belas Artes
Concentra às 12h e sai às 16h

É um dos maiores blocos da cidade hoje em dia e cresceu tanto que saiu da Rua Augusta para a Rua Consolação. Para 2017 estão confirmadas presenças de Fafá de Belém, Tulipa Ruiz, Tiê, China, Edgard Scandurra, Felipe Cordeiro, Paula Lima e Max de Castro.


Bloco João Capota na Alves
Dia 25/02/2017, Sabadão!
Rua Oscar Freire X Galeno
Concentra as 12hs e sai as 14hs

O bloco existe desde 2008 e homenageia às ruas João Moura, Capote Valente e Alves Guimarães. O cordão desce a Oscar Freire, dobra na Arthur de Azevedo e depois vira na Lisboa encontrando-se com outros blocos na Praça Benedito Calixto. No repertório, ótimas marchinhas reinventadas.


Bloco Esfarrapado
Dia 27/02/2017, Segunda
Rua Conselheiro Carrão, 466, Bixiga
Concentra as 12hs e sai as 14hs

O bloco mais antigo da cidade, datado de 1947, que passeia pelas ruas do bairro com muita animação e folia. Antes do bloco, almoce numa cantina. Depois vá queimar as calorias andando pelas ruas que Adoniran amou.


Bloco Urubó
Dias 25, 26 e 28/02/2017 (sábado, domingo e terça)
Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó
Concentra às 10h e sai por volta das 12h

O Urubó sai desde 2009 e o percurso – uma volta no Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó – é simples e animado com quase todos os homens do bairro vestidos de mulher (como numa cidade do interior) e paradas estratégicas em frente aos bares patrocinadores (como o Frangó). No repertório, marchinhas clássicas e hits diversos de Mamonas a Sidney Magal.

fevereiro 5, 2017   No Comments

Cinco lugares para ver shows em SP

A pedido da turma do Free The Essence falei de cinco lugares bacanas para conhecer bandas novas, a nova música brasileira (indie, barulhenta, jazzy, MPB, rock, ska, suingue, o que for), em São Paulo. Saiba mais detalhes sobre os cinco lugares que escolhi aqui.

janeiro 17, 2017   No Comments

Cenas da vida em São Paulo: Crianças

Um grupo de amiguinhos conversa, todos entre 8 e 11 anos. Um deles pergunta: “O que vocês querem ser quando crescer?”

Um diz que quer ser jogador de futebol (quem nunca?), outro fala que quer ser astronauta. Então um diz que quer ser “serpentólogo” e outro conta que quer ser Youtuber.

Passado o momento, um dos meninos chega para a mãe e comenta: “João ficou com vergonha de contar o que ele ser quando crescer”. E a mãe pergunta: “O que?”. E o filho: “Ele quer ser advogado”.

Cenas de São Paulo

janeiro 17, 2017   No Comments

Na curadoria do Project Hub

agosto 27, 2016   No Comments

O quinto ap que morei em São Paulo

ruarosaesilva

Da Cardeal Arcoverde fui para a Teodoro Sampaio, de lá para a Rua Rocha, dai para a Antônio Carlos e, então, chego ao meu quinto apartamento em três anos de São Paulo (2000/2003). Na verdade, eu nem deveria conta-lo como moradia porque não fiquei nele nem uma semana, mas ele foi muito importante na decisão de… morar sozinho. Porque eu estava vindo de quatro aps, dois deles repúblicas com muita gente, e outros dois também divididos, e eu já estava precisando de um canto só meu. Antes, porém, vim parar aqui, esquina da Rua Rosa e Silva com a Rua Azevedo Marques, um apartamento incrível ao lado do metrô Marechal Deodoro. Eu estava em dúvida se encarava morar em república de novo, mas a grana era pouco e decidi vir. Acontece que eu tinha acertado de ficar com um quarto x e, quando cheguei com a mudança, surpresa: tinham trocado o quarto e eu não fiquei lá muito feliz… Teve quase gente voando pela sacada (mas era o primeiro andar, tá). Resultado: no dia seguinte sai procurando uma kit pra alugar e… isso é outra história 🙂

Cenas de São Paulo

agosto 12, 2016   No Comments

O segundo ap que morei em São Paulo

rua_teodoro

Rua Teodoro Sampaio, 632. Edifício Amapá. “Meu” segundo ap em São Paulo. Quando pintou uma oportunidade de voltar para cá (eu nasci aqui), a coisa toda foi rápida demais e um amigo querido me abrigou no apartamento que ele dividia com o irmão na esquina da Cardeal Arcoverde com a Dr. Arnaldo. Depois de uns dois meses eles se mudaram para este prédio na Teodoro, e fui junto. Foi na virada de 1999 para 2000. Fiquei mais alguns meses com eles e o que lembro desse edifício é que o ap era enorme e incrivelmente silencioso (o edifício Amapá são duas torres igual essa primeira, e a gente morava na segunda), que eu amava o feijão do boteco na esquina da Capote Valente e da pizza da esquina da Oscar Freire com a Teodoro (que não existe mais). Foi um período bem difícil, repleto de emoções, dúvidas, medos, erros, brigas e corações partidos (com direito a ir para o trabalho e encontrar cartinha de despedida no travesseiro na volta). Algumas coisas aqui eu faria muito diferente hoje em dia, mesmo. Daqui fui para a Rua Rocha, mas isso já é outra história. 🙂

Cenas de São Paulo

agosto 11, 2016   No Comments

Cenas da vida em São Paulo: Club

O casal conversa no ônibus:

– Me pediram para escolher três músicas para a festinha do trabalho. Escolhi “Blister on The Sun”, “Should I Stay Shoud I Go” e “Regret”…
– O que você tem contra este novo século?
– Não tem muita coisa boa…
– Tem sim, vai.
– …
– Strokes, Arctic Monkeys, Killers, Arcade Fire…
– Verdade, eu poderia ter colocado “Reflektor”…
– Franz Ferdinand…
– Eu poderia ter colocado uma do Two Door Cinema Club, gosto deles…
– …
– Você não gosta?
– Não. É coxinha demais. Tipo… Foster The People… blé…
– Você é chato…
– …
– Você não gosta mesmo?
– Não.
– …
– Tanto que nem CDs deles eu tenho
– Perai, acho que estou confundindo…
– ?
– Não é Two Door Cinema Club! É Bombay Bicycle Club!
– Ahhh, deles eu gosto! E tenho os CDs
– É tanta banda nova com Club no nome… eles são a minha preferida.
– A minha é o Black Rebel Motorcycle Club…

Final feliz.

agosto 14, 2015   No Comments

O quarto ap que morei em São Paulo

A saída da rua Rocha (e da casa anterior) culminou com meu período mais difícil em São Paulo: eu havia perdido dois empregos (a Folha da Manhã havia acabado com o Noticias Populares e a bolha da internet havia levado o iG Economia para o brejo) e também um local pra ficar. Era me virar ou voltar pra casa (Taubaté), e optei pela primeira alternativa: morei cerca de dois meses em uma pensão no centro de São Paulo até que uma amiga, queridíssima, me chamasse para morar com ela. Essas lembranças que ando tendo sobre as casas que morei me fazem pensar se agradeci o tanto que essas pessoas que me ajudaram mereciam. Provavelmente não, e elas foram absolutamente importantes para mim. Essa casa, por exemplo, me colocou nos eixos. A partir daqui a minha vida começa a entrar nos trilhos em São Paulo, e as lembranças que tenho é de um ano intenso de descobertas e novidades. Eu adorava a casa (no primeiro andar, e meu quarto era no fundo) e uma das coisas que mais me lembro era do caminhão do lixo parando tipo duas da manhã para retirar caçambas na Congregação Israelita, logo em frente. Mais: o casal (gay) vizinho era extremamente amigo e atencioso. Outra: cansei de tomar porres na Funhouse e voltar tateando as paredes da rua até chegar à porta do apartamento. Foi só um ano, mas foi muito, muito especial e importante.

Cenas de São Paulo

julho 18, 2015   No Comments

O terceiro ap que morei em São Paulo

Se a memória não estiver me traindo (o que é sempre possível), esse foi o terceiro prédio que morei em São Paulo, e acho que foi em 2001 (”Meu peito é de sar de fruta fervendo no copo d’água”, ecoa Tom Zé). Fica na esquina da Rua Rocha com a Itapeva, um quilômetro de ladeira até a Paulista (valeu Google Maps). Era uma república, algo complicado prum niilista solitário, e ainda que a experiência não tenha acabado tão bem, tenho boas lembranças desse apartamento – nenhuma delas ligada aos ensaios dominicais da Vai Vai na quadra debaixo (parecia que a bateria da escola de samba estava dentro do meu quarto) nem ao barulho da construção do prédio que começou a ser erguido em frente à minha janela (e que me acordava todo dia às 8h, pontualmente, com o barulho bastante alto – melhor que despertador). Dos bons momentos, houveram grandes batalhas de War e muitos papos legais na sala. A ladeira para a Paulista era um desafio, mas o bairro como um todo era bem… bairro mesmo, o que era bem legal.

julho 3, 2015   No Comments

O primeiro ap que morei em São Paulo

Quando voltei a morar em São Paulo, em 2000, esse foi o primeiro prédio que morei, esquina da Dr. Arnaldo com a Cardeal ArcoVerde, abrigado na casa de um bom amigo. De lá pra cá, se não perdi a conta, já passei por nove apartamentos em São Paulo! É a velha frase “já morei em tanta casa que nem me lembro mais”. No Instagram brincaram: “Parece uma caixinha de leite do Blur!”. E parece mesmo! risos. As lembranças que tenho desse apartamento são que o celular só pegava no corredor próximo do elevador (bastava entrar no ap que perdia o sinal, devido as várias antenas de rádio e TV na proximidade), que eu acordava às 5h20 da manhã para pegar o ônibus Socorro na esquina debaixo para chegar ao iG às 6h e que era um frio assustador (cheguei no meio do inverno, e desde então esse foi o meu inferno mais frio em São Paulo) e que a turma do CardosoOnline “morou” alguns dias ali (haha). Essa foto foi tirada pelo Marcelo Mim para uma reportagem da Folhateen sobre escritores de cultura pop (eu dormindo numa cama de CDs). E lá se vão 15 anos… 

junho 27, 2015   No Comments