Random header image... Refresh for more!

Category — Cervejas

Cervejas de San Diego chegam ao Brasil

Cervejas badaladas de três fábricas renomadas de San Diego, nos Estados Unidos, chegaram ao Brasil nesta semana em container importado pela distribuidora Buena Beer: a Alpine Beer Co, a Green Flash Brewing e a Stone Brewing que, juntas, somam mais de 25 rótulos diferentes entre garrafas, latas e chope chegando ao Brasil agora, sendo que destes cerca de 15 são completamente inéditos no país.

A Alpine Beer Co, que produz suas cervejas desde 2013 na fábrica da Green Flash Brewing, já havia estreado no Brasil em janeiro deste ano, e agora retorna com quatro rótulos diferentes: Hoppy Birthday (uma Session IPA leve e refrescante produzida com seis lúpulos), Duet (uma West Coast IPA com Simcoe e Amarillo) e as inéditas Windows Up (uma American IPA com Citra e Mosaic) e, minha favorita, Willy Vanilly, uma Wheat Ale com baunilha! No Empório Alto de Pinheiros, todas estão na casa dos R$ 34.

A Green Flash já é conhecida dos brasileiros – a primeira vez que a Buena Beer os trouxe foi em 2013! Nesse container vieram quatro rótulos de reposição: Jibe (Session IPA leve produzida com os lúpulos Warrior, Chinook e Cascade), Soul Style IPA (mais pegada com 7.5% de álcool, 75 IBUs e os lúpulos Cascade, Simcoe e Citra), a minha favorita Tangerine Soul Style (Citra e Cascade mais raspas de tangerina) e uma das estrelas da casa, a potente West Coast Double IPA (com Simcoe, Columbus, Centennial, Citra e Cascade).

Já a Stone é responsável pelas maiores novidades do container: Stone IPA, Stone Go To IPA e a incrível Arrogant Bastard Ale chegam agora em lata (a Arrogant em latão de 473 ml por R$ 36 no EAP). Em lata também surgem as novidades, como a Ripper (R$ 27), uma APA com os lúpulos Galaxy e Cascade, e a Ghost Hammer (R$ 32), uma IPA deliciosa que me surpreendeu por utilizar um novo lúpulo, o Loral, que agora aparece denominado (até o ano passado ele era conhecido pelo código HBC 291, que, inclusive, foi usado na Duvel Tripel Hop 2016).

Em garrafa de 355 ml houve reposição da Delicious IPA e duas novidades incríveis: a chegada da Mocha IPA (R$ 47), uma Double IPA com adição de café e cacau, e da Ruination Double IPA 2.0 (R$ 38), tão sensacional que eu já havia trazido uma na mala de Nova York ano passado – na mesma viagem que a provei numa versão envelhecida em barris de carvalho americano. Duas chegam em chope pela primeira vez: Stone Arrogant Bastard Aged in Bourbon Barrels e Stone Tangerine Express (feita com laranja e abacaxi).

Da linha premium da Stone, uma série de novidades poderosas (todas na quantia de 60 garrafas para todo o país): Stone Double Arrogant Bastard In The Rye (R$ 305 a garrafa de 500 ml), de 13.5% de álcool envelhecida em velhos barris de Templeton Rye Whiskey (uísque de centeio) além de duas versões da Stone Double Arrogant Bastard Southern Charred, a 2014 e a 2015 (R$ 305 também), envelhecidas em velhos barris de Kentucky Bourbon. Há, ainda, seis edições safradas da Double Bastard (2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016), que no EAP só é vendida num kit com as seis garrafas (650 ml cada) ao preço de R$ 800.

De todo o pacote me surpreenderam bastante (e recomendo) a Alpine Willy Vanilly (baunilha bem presente) e a Green Flash Tangerine Soul Style. Da Stone, até brinquei no Instagram: a Mocha IPA é tão gostosa que pode parar “um caminhão pipa na porta de casa, please”. O mesmo digo para a Ghost Hammer (quero ir atrás de mais cervejas com Loral, me trouxe algo de anis) e para a Ruination Double IPA 2.0 (até já havia escrito sobre ela aqui). As Double Arrogant Bastard são espetaculares, e indicadas pra confraria (melhor dividir a pancada de álcool e grana).

Leia também
– Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Leia sobre outras cervejas (aqui)

 

agosto 4, 2017   No Comments

Visitando a Goose Island São Paulo

Maior brewpub da capital, aberta no final de 2016 no Largo da Batata, em São Paulo, a Goose Island Brewhouse inaugurou alguns meses depois a parte superior da casa, com uma vista belíssima do largo, e segue firmando-se como uma alternativa interessante tanto para novatos no assunto cerveja artesanal quanto para conhecedores do assunto, e ainda tem o acréscimo de ter um cardápio interessante de petiscos, sobremesas e lanches.

Fundada em 1998 em Chicago, a Goose se tornou famosa entre os cervejeiros por um dos mais maravilhosos líquidos engarrafados, a Bourbon County Brand Stout (Top 5 no ranking pessoal de 1001 cervejas deste que vos escreve), mas eles tem outras belezinhas como a linha Saison (a Sofie é uma delícia) e as sensacionais Sours Sisters (Halia, Juliet, Gillian e Lolita), todas disponíveis em garrafas no brewpub.

Porém, o que chama a atenção são as 30 torneiras disponíveis nos dois andares do prédio, e a liberdade que o mestre cervejeiro da casa, Guilherme Hoffmann, tem para criar e abastecer o brewpub. Todas as cervejas oferecidas nas torneiras da casa são produzidas no próprio local, incluindo as receitas originais da Goose Island tanto quanto as criações do mestre cervejeiro, como a APA Yellow Line (em homenagem a linha amarela do metrô, que passa ali ao lado).

Nesta semana, a Goose São Paulo convidou jornalistas para conhecerem o novo lançamento da série Limited Release da casa, uma Sour Sister que teve como base a Yellow Line APA, mas foi maturada em quatro velhos barris que antes haviam maturado cachaça. Cada um destes barris recebeu adição de uma fruta diferente (maracujá, manga, caqui e laranja), e o resultado, posteriormente blendado, levou o nome de Feather In the Foot.

Essa série se chama Limited Release porque são cervejas realmente limitadas, e no caso da Feather In The Foot, Guilherme produziu apenas 600 litros, e quando acabar, acabou. Vendida ao preço de R$ 24 (280 ml), a Goose Island Feather In The Foot é uma Sour deliciosa e bastante refrescante, com as quatro frutas acrescentando leveza ao estilo arisco da cerveja. Para harmonizar, a Brewhouse sugeriu o hambúrguer de pato (R$ 36), e combinou muito bem.

Para fechar a noite, sobremesa: bolo de pão de mel feito com cerveja Honkers Ale e coberto com calda de chocolate e sorvete de baunilha (R$ 20) mais torta de maças com massa crocante e sorvete sabor cerveja (R$ 14). Os dois pratos surgiram harmonizados com a sensacional Lolita, uma sour que recebe adição de framboesas frescas e é envelhecida em barris que antes maturaram vinho (qualquer uma das Sour Sisters: R$ 95 a garrafa de 750m ml).

Uma dica bacana para quem não conhece o processo de produção de cervejas é que a Goose Island Brewhouse São Paulo está promovendo dois tours noturnos (um às 20h, outro às 22h) para que o público tenha uma pequena noção do processo. Geralmente, o gerente pergunta de mesa em mesa quem quer fazer o tour, mas, caso você tenha interesse, vale avisar a atendente assim que você chegar ao pub, ok. E também não esquece de pegar o seu Brews (está no número 2, jornal sobre a região do Largo da Batata produzido em parceria com o pub.

Goose Island Brewhouse
R. Baltazar Carrasco, 191, Pinheiros.
Horário de funcionamento: 18h/1h (sáb., 12h/1h; dom., 12h/22h; fecha seg.)

agosto 3, 2017   No Comments

Participação no Degusta Beer

Nesta quarta-feira, 26/07, começa o Degusta Beer & Food 2017, grande encontro cervejeiro de São Paulo, especialmente criado para a apreciação das cervejas artesanais. Reunindo o que há de melhor no mercado, no Degusta Beer & Food os visitantes aproveitam as melhores cervejas, shows de bandas e ainda harmonizam tudo isso com as opções gastronômicas na área dos food trucks! Os números da última edição já deixam claro que será imperdível: 60 expositores, 600 rótulos, 10 mil visitantes e 25 mil litros de cerveja consumidos. Em 2017 será ainda melhor com uma novidade incrível: Teremos uma sala de brassagem onde 4 cervejarias farão todo o processo cervejeiro com a criação de um rótulo para degustação dos visitantes!! Há também uma série de debates, palestras e conversas rolando paralelamente ao Degusta, e atendendo ao pedido do amigo Raphael Rodrigues, do site All Beers, participarei junto a Raphael, Carolina Oda e Laura Aguiar de uma mesa redonda sobre preconceitos no meio cervejeiro na sexta-feira (28/07), de 18h45 a 19h30. Neste link você encontra mais informações sobre o evento (ingressos, horários, transporte, endereço e tudo mais). Nos vemos lá!

julho 26, 2017   No Comments

Cervejas da Pöhjala chegam ao Brasil

A Estônia é um pequeno país no Mar Báltico que faz divisa com Letônia e Russia, e do outro lado do mar observa Finlândia e Suécia. Com uma população total de um milhão e 300 mil pessoas e a capital Tallinn tomando para si pouco mais de um 1/3 dessa população, a Estônia entrou no mapa cervejeiro em 2013, quando um mestre cervejeiro que trabalhava na Brewdog aceitou a proposta de se mudar para Tallinn e ajudar a criar uma nova cervejaria. Nascia a Pöhjala, sob o comando do mestre cervejeiro Chris Pilkington, que em menos de quatros anos se tornou uma das cultuadas jovens cervejarias europeias.

A Pöhjala desembarcou no Brasil pela primeira vez agora em julho, via Beer Concept, e já chega com nada menos do que 18 rótulos. A convite da importadora, o Scream & Yell participou de uma degustação que apresentou seis Pöhjalas e também quatro novidades da norte-americana Against The Grain, no segundo container da cervejaria que aporta no Brasil. Das Pöhjalas, o que se pode perceber na degustação é que a cervejaria está criando um ótimo cardápio básico, com estilos necessários e importantes e cervejas bem caprichadas, mas que eles já iniciaram um processo experimental que pode render coisas bem boas no futuro.

Para abrir a degustação,a Pöhjala Prenzlauer Berg (R$ 40), uma Raspberry Berliner, foi ideal. Sabe tortinha de morango? Então, lembra. Uma cerveja leve e refrescante. Na sequencia, entramos na especialidade da casa: cervejas escuras. A primeira foi a (pornográfica) Pöhjala Must Kuld (R$ 34), uma Porter produzida com lactose, equilibrada e agradável, seguida de sua versão caprichada, a Pöhjala Must Kuld Colombia (R$ 46), uma Coffee Porter que recebe adição de café Caturra, da Finca La Chorrera, na Colombia. Produzida durante a noite mais longa da Estônia, a Pime ÖÖ (R$ 86) é uma potente Russian Imperial Stout de 13.6% de álcool.

Os destaques da Pöhjala nesta degustação foram a Kolm Null Null Kolm Imperial Porter Barrel Aged Red Moscatel (R$ 86), uma cerveja colaborativa entre a Põhjala e a cervejaria britânica Brew By Numbers, que é envelhecida em barris de Moscatel Roxo, e apresenta delicada doçura e 11.1% de graduação alcoólica. A estrela da noite foi a Põhjala Öö XO (R$ 86), uma Baltic Porter que passa por envelhecimento em velhos barris que antes abrigaram conhaque. Com 11.5% de álcool (belamente inseridos), a Põhjala Öö XO impressionou a mesa, e saiu com o título de preferida dos jornalistas presentes.

Da norte-americana Against The Grain experimentamos a pornográfica (e excelente) Babyschläger Adambier (olha esse rótulo!), colaborativa com Freigeist, cervejaria alemã da nova escola germânica (que eu adoro!), a Rico Sauvin (uma Double IPA de rótulo hipster que agradou bastante a mesa), a incrível Jackyale (uma Double Brown Ale maturada em barris de Bourbon) e a deliciosa Brettie Paige (desde então minha favorita da Against The Grain: uma Saison com Brettanomyces que integra a All Funked Up Wild Series da casa) – só a Rico Sauvin dessa lista veio em latão, as outras três vieram em garrafas de 750 ml.

julho 10, 2017   No Comments

De Molen e Omnipollo de volta ao Brasil

Badalada entre beergeeks, a Brouwerij De Molen é uma premiada micro cervejaria, destilaria e restaurante localizada na área rural de Bodegraven, uma cidade com menos de 20 mil habitantes próxima a Utrecht, na Holanda. Fundada em 2004 dentro de um antigo moinho (De Molen, em dutch) construído em 1697, a cervejaria começou a chamar a atenção ao recriar receitas históricas (com uma pegada norte-americana) tanto quanto produzir um vasto catálogo baseado em círculos de produção extremamente curtos e sazonais. Em 2010, a Brouwerij De Molen entrou na lista de 100 cervejarias mais notáveis do mundo, segundo o Ratebeer, e seus rótulos continuam provocando o bebedor, já a partir da arte, simples e econômica, que remete a apresentação de remédios.

Após um período ausente do Brasil, a Brouwerij De Molen retorna agora via importação da Beer Concept, que coloca 22 cervejas da casa nas prateleiras brasileiras, numa tabela de preços que flutua de R$ 31 (a Vuur & Vlam IPA) a R$ 96, preço dos rótulos mais festejados da casa, que geralmente passam por envelhecimento em barricas. Algumas destas foram apresentadas para a imprensa esta semana no Empório Alto de Pinheiros, e surpreenderam: a Bommen & Granaten Barley Wine chega em versão básica (R$ 49) e uma espetacular Barrel Aged Rioja (R$ 96), envelhecida em barricas que antes continham vinho Rioja. Outra das favoritas da degustação foi a Verdeel & Heers Barreal Aged With Brett (R$ 96), uma Imperial Stout com uma carga incrível de defumado e turfa, derivados dos barris que a envelheceram.

Pelo Scream & Yell já passaram 24 De Molens diferentes (o meu Untappd soma 35), sendo que algumas que chegam agora neste container estão entre as prediletas da casa, como a Tsarina Esra (R$ 49), uma poderosa Imperial Porter que ocupa a sexta posição no meu ranking pessoal de 1001 cervejas. A De Molen Hel & Verdoemenis (R$ 49) chega em sua versão base sendo que no meu ranking pessoal destaco a versão Cuvee (34º lugar), que eu trouxe de Amsterdã em uma viagem. Outra presente no ranking é a De Molen Mooi & Meedogenloos (R$ 40), que figura na posição 196. Chegaram ainda a Hemel & Aarde Russian Imperial Stout (R$ 49), a Rook & Vuur Smoked Stout (R$ 49), a Rasputin Russian Imperial Stout (R$ 49), a Mout & Mocca Russian Imperial Stout With Coffee (R$ 49), que eu bebi em Amsterdam, entre outras.

Já a sueca Omnipollo retorna ao Brasil com 11 rótulos, sendo que apenas dois deles eu havia bebido anteriormente: a Leon Belgian Pale Ale (R$ 31) e a Nebuchadnezzar Imperial IPA (R$ 40). Dos rótulos apresentados para a imprensa pela Beer Concept, o mais elogiado foi o da espetacular Omnipollo Anagram Blueberry Cheesecake Stout (R$ 82), uma Russian Imperial Stout de 12% de álcool incrível feita em colaboração com a também sueca Dugges. Chamaram a atenção também a bela Magic 3.5 Pineapple (R$ 47), uma deliciosa gose com sal marinho e também abacaxi, a Selassie Vanilla Beans and Ethiopean Coffee (R$ 82), uma Imperial Stout com favas de baunilha e café etíope, e as duas versões Ice Cream, feita em colaboração com a cervejaria britânica Buxton: Original Rock Road e Original Texas Pecan (minha preferida), ambas chegando ao preço de R$ 82 a garrafa.

julho 7, 2017   2 Comments

Scream & Yell no São Paulo Tap House

O Donos da Noite é um projeto do pub São Paulo Tap House em que a casa convida alguém de fora para criar uma noite temática usando o espaço do pub. Nesta primeira parceria da SPTH com o Scream & Yell, decidimos promover uma noite cultural com música ao vivo, literatura, DJ Set e dois menus degustação de cervejas artesanais pensados especialmente para o evento, tudo isso amarrado no que um ambiente de um botequim promove de melhor: o bate papo.

Com esse foco de aproximar quem consome arte de quem produz arte teremos duas sessões de autógrafos:

– O autor Guss de Lucca irá apresentar seu recém-lançado livro “O Monstro”, um suspense de fantasia (sem magos, guerreiros, anões ou elfos) focado na vida de jovens agricultores que encontram nas mortes atribuídas a uma misteriosa criatura a chance de realizar seus sonhos. Guss é jornalista e historiador, trabalhou no site da MTv Brasil e no Portal iG. Também colaborou com o Scream & Yell contando a saga de Bernard Bertrand, o crítico musical.
Saiba mais: http://gussdelucca.com.br/livros.html

– O músico Bruno Souto irá apresentar seu segundo álbum solo, “Forte”, lançado no final de 2016. Integrante da elogiada banda recifense Volver, Bruno Souto estreou solo com “Estado de Nuvem” (2013), disco que apareceu em diversas listas de melhores do ano, e levou o músico ao Prata da Casa, do Sesc Pompeia – seu show foi escolhido um dos 10 melhores do projeto em 2014. “Forte” acaba de ganhar edição em CD e Bruno mostrará algumas canções na noite.
Saiba mais: https://brunosouto.bandcamp.com/

– O editor do Scream & Yell, Marcelo Costa, também Beer Sommelier, irá preparar dois menus degustação de cervejas especiais, o Scream (mais arisco) e o Yell (mais comportado), buscando aproximar quem não está lá muito acostumado com esse negócio de cerveja artesanal desse mundo incrível. E também papear e trocar impressões com os experts sobre as favoritas da lousa. Ou seja, é só um motivo (ou melhor, dois motivos) para a gente beber e falar de cerveja.

– O som da noite ficará na responsabilidade do jornalista Tiago Agostini, que já discotecou em várias festas Scream & Yell, nas saudosas noites de Dê um Role (no Puxadinho da Praça), na Sirigaita, na Noites Trabalho Sujo, entre outras. Coisa fina 🙂

Na São Paulo Tap House você encontra 40 torneiras de cerveja artesanal com chopes produzidos pelos melhores produtores do país. A seleção é rotativa, com presença garantida de lançamentos sazonais e edições especiais. Da cozinha saem hambúrgueres (incluindo veggies), sanduiches, porções (destaque para a porção de pastel de queijo Canastra) de croquetes, bolovos além de tábuas de queijos, embutidos e linguiças. Saiba mais: http://www.spth.com.br/

SERVIÇO
23/06/2017 – Sexta-Feira
A partir das 22h
Entrada Gratuita
Rua Girassol, 340, na Vila Madalena, São Paulo.

junho 14, 2017   No Comments

Cervejando em Buenos Aires

O start da revolução cervejeira artesanal começou nos Estados Unidos no final dos anos 70, começo dos 80, e nos anos 90 grande parte dos 51 estados norte-americanos tinha aderido ao “movimento”. O novo século chegou e países como Itália, Dinamarca, Holanda, Canadá, Chile e Brasil, entre muitos outros, embarcaram na onda da revolução cervejeira, que também bateu na porta das respeitadas escolas clássicas (Alemanha, Inglaterra e Bélgica), e muitas delas cederam levemente (a República Tcheca ainda faz charminho).

País do vinho Malbec, a Argentina tinha acenado levemente alguns anos atrás que estava a fim de embarcar na onda, mas as coisas caminharam lentamente no país de Diego Maradona até que nos últimos dois anos houve uma proliferação de cervejarias artesanais e brewhouses que se triplicaram na capital. Se nos anos 00 era possível contar os lugares que vendiam cerveja artesanal na capital argentina nos dedos das mãos, agora já é melhor chamar mais uns dois amigos para ajudar na contagem (e no levantamento de copo).

No geral, a escola de cerveja artesanal argentina ainda soa em um estágio inicial apostando em IPAs, Irish Reds e Golden Ales básicas, mas um nome já se destaca no cenário local: Ricardo “Semilla” é responsável pelas experimentais cervejas Los Bichos Mandan (geralmente nascidas de blends improváveis de outras cervejas artesanais locais com maturação em barris de uísque, vinho ou conhaque de segundo uso com acréscimo de levedura selvagem e lúpulo) e pelo grande hit da atual temporada cervejeira argentina, a linha artesanal Juguetes Perdidos.

Abaixo um passeio por 10 points cervejeiros (e um extra) na capital argentina em maio de 2017, boa parte deles divididos entre San Telmo e Pallermo (há uma honrosa exceção em Caballito). É sempre bom lembrar que pubs que não são brewhouses (ou seja, não produzem a própria cerveja) dependem do que o mercado artesanal tem a oferecer, o que quer dizer que você pode ir a alguns desses bares e a lousa estar completamente diferente (e alguma cerveja citada não estar disponível), o que torna o passeio sempre uma surpresa (a alguma ainda melhor pode estar engatada). Boa sorte na sua caminhada. A minha foi essa.

PRIMEIRA PARADA – Bodega Cervecera (El Salvador 5100, Palermo Soho)
Dica da amiga Cilmara, do blog Lupulinas. Aberta em 2011 inicialmente na Calle Thames, a Bodega Cervecera mudou para este lugar aconchegante cujo diferencial nesta noite foi não estar abarrotado. Ou seja, um lugar calmo para se beber uma cerveja sem stress. Na lousa, 10 rótulos, todos de nano ou micro cervejarias argentinas honrando o lema artesanal “apoya a tu cerveceria local”. Apostei numa Kira Indie American IPA, bastante correta e amarga, mas sem grandes surpresas. O companheiro de boteco Tulio Bragança, do renomado site Aires Buenos (que honra o lema “Simplesmente tudo sobre Buenos Aires”), foi de Finn American Wheat, que chegou sem carbonatação nenhuma, um pecado em se tratando de cerveja artesanal. Um dos méritos das cervejas mainstream é entregar padrão, baixo, mas ainda assim padrão. Uma Budweiser, Stella ou Heineken terá o mesmo gosto em São Paulo, Nova York ou Londres, e se você bebe uma delas “choca” é, muito provavelmente, porque o dono do estabelecimento desligou a geladeira para economizar energia e esse gela/aquece/gela ferra uma das duas únicas vantagens que a grande indústria pode oferecer: padrão para quem está na zona de conforto (a outra é preço). Dai pagar um pouco mais caro numa artesanal e ela vir sem carbonatação dificulta o jogo, mas eventualmente acontece. Ainda assim gostei da Bodega Cervecera, e lamentei não olhar as cervejas locais que eles tinham em garrafa (num post antigo deles num blog vi garrafas de Grosa, uma das minhas cervejas argentinas favoritas).

SEGUNDA PARADA – On Tap (Costa Rica 5527, Palermo Hollywood)
Excelente recomendação do Túlio, esse pub é o grande exemplo do crescimento da procura por cerveja artesanal na capital argentina. Aberto em julho de 2015, o On Tap deu tão certo com suas 20 torneiras de cerveja artesanal argentina que abriu uma filial na mesma calçada e mais cinco (!) bares em outros bairros da cidade. Como só números não significam muita coisa (afinal Justin Bieber vende milhões de discos e sua música é algo tipo Malt 90 – Malt Nojenta, se você viveu os anos 80), conta pontos eles terem duas Juguetes Perdidos entre suas 40 torneiras nos dois endereços da Calle Costa Rica: uma Baltic Porter (que deixei passar) e uma sensacional Grand Cru, uma das melhores cervejas de toda viagem. A média, no entanto, é de Pale Ale, IPA, Red, Golden Ale e Stout (Tulio experimentou uma Hazelnut bem interessante), mas ainda havia uma Wee Heavy engatada (da BierHaus) e uma Wesley Double IPA, que experimentei e curti (ainda que melada demais e amarga de menos). O On Tap original é um local fechado, com mesas e tal (e estava abarrotado). Já o vizinho coloca balcões na calçada, o que é bem legal. O saldo foi extremamente positivo nesse que já está entre os meus três bares favoritos da cidade.

TERCEIRA PARADA – Gull (Cabrera 5502, Palermo Hollywood)
Para fechar a primeira noite, Túlio nos levou ao Gull, que tem um ambiente mais pop, gourmet e arrumadinho (patricinho) com um segundo andar bastante aprazível para dias de verão, mas que não me animou tanto quanto a variedade de rótulos on tap, todos próprios e básicos (Irish Red, Golden, IPA, Honey, Porter e Scottish). O que salvou a noite foi a geladeira da casa, de onde retirei duas La Loggia, uma Imperial Stout e uma Imperial IPA, ambas seladas com cera e sem rótulo, apenas com uma etiqueta que lista os prêmios (merecidos) recebidos pelas duas. Aqui já deu notar outro salto das cervejas locais: em 2014, num tour (de vinhos) que fiz pela Argentina, trouxe três La Loggia na mala, e nenhuma delas (inclusive essa mesma RIS) impressionou muito, todas boas e corretas, mas sem grandes destaques. Essas duas da geladeira do Gull estavam bem melhores e mais provocantes, um ou dois níveis acima das mesmas cervejas que bebi em 2014.

QUARTA PARADA – Cervelar (Viamonte 336, Microcentro)
Na primeira vez que vim a Buenos Aires buscando cervejas argentinas, por volta de 2008 e 2009, a Cervelar era o principal point indicado por blogs e locais. Ainda hoje se você buscar locais cervejeiros na capital argentina pelo Ratebeer, a Cervelar aparecerá em primeiro lugar, mas a sensação é de que este bar na Viamonte (geralmente o indicado) parou no tempo. Nas prateleiras, uma boa seleção básica do que a Argentina tem de cerveja artesanal engarrafada (Antares, OtroMundo, Barba Roja, Beagle, Berlina); em tap, quatro estilos tradicionais, mas absolutamente nenhuma novidade. A sensação é de que este bar é mantido por ter sido um dos primeiros da marca, que hoje soma mais oito pubs na cidade. Dai fica o critério ao que você busca: se você está procurando por cervejas artesanais argentinas em garrafa, esse point da Viamonte pode ser interessante para neófitos; se você quer cerveja on tap, deixe a Cervelar da Viamonte de lado e parta para a Cervelar de San Telmo (Defensa 998), que ganhou um banho de loja, tapas gourmet e 14 torneiras (incluindo uma Double IPA).

QUINTA PARADA – Bélgica (Avenida Pedro Goyena 901, Caballito)
Num belo casarão de esquina em Caballito está localizada uma das joias cervejeiras de Buenos Aires na atualidade, o Bélgica, pub aberto em novembro de 2016 e que conta com 12 torneiras e atendimento “a lá Bélgica”: aqui se bebe cada estilo de cerveja em seu copo próprio, buscando alcançar o melhor resultado (os copos especiais de dose para experimentar alguma cerveja desconhecida são um charme). Indicado a mim pelo próprio Semilla, não estranha encontrar na lousa quatro Juguetes Perdidos entre as 14 opções disponíveis: uma Belgian IPA (que já é um passo à frente das American IPA locais), uma Jamaica Dubbel, uma Saison Maracuya e até uma Scotch Peated Smoked Whisky Barrel (que eu só descobri que estava engatada depois de sair e perdi de experimentar). Outra que chamou a atenção foi a Finn Wheat IPA Blend 2, o que demonstra certo apreço da casa em sair do lugar comum das cervejas artesanais, algo que os diferencia num oceano de mais do mesmo. É um espaço grande com um belo balcão central, mesas e um segundo piso, tudo cheio numa sexta-feira de tempo bastante agradável para se provar cerveja artesanal. Recomendo conhecer.

SEXTA PARADA – Antares Brew Pub (Bolivar 491, San Telmo)
Fundada em dezembro de 1998 por três amigos de faculdade (dois caras e uma garota), a Antares é hoje a maior micro-cervejaria da Argentina, e paga certo preço por ser uma das desbravadoras do universo cervejeiro local. Tal qual a Colorado no Brasil, a Antares funciona como porta de entrada para curiosos adentrarem o mercado cervejeiro artesanal, oferecendo rótulos tradicionais que já soam ultrapassados por nanos e micro cervejeiros (tal qual as escolas clássicas europeias ficaram ultrapassadas pela revolução cervejeira norte-americana). Então se você gosta muito de Colorado, por exemplo, você irá gostar de Antares. Já se você acha que a Colorado já não é mais o que era há 10 anos atrás (você evoluiu, ela permaneceu a mesma) e está mais para mainstream do que para cerveja artesanal, a Antares segue o mesmo caminho. Dito isto, este pub num belo casarão de San Telmo (aliás, são mais de 30 pubs espalhados por todo o país) vive permanentemente tomado. O legal aqui é provar a régua com todas as cervejas da lousa em copos pequenos (são oito tradicionais mais duas cervejas sazonais). Gosto da Kölsch e da Barley Wine – nesse esquema de cervejas mainstream produzidas por “empresas artesanais”.

SÉTIMA PARADA – Sexton Beer Company (Bolivar 622, San Telmo)
Um dos que mais curti a vibe, o Sexton Beer Company foi aberto em fevereiro de 2014, e aposta numa carta apenas com cervejas preparadas no próprio bar, que eles vendem on tap e também em garrafa. O local é pequeno (três mesas e um bom balcão), mas bastante agradável, com alma de pub rock and roll: no som, Iggy Pop esgoelando durante meia hora (clap clap clap) celebrou meus dois pints. Provei a Munyon Citra IPA e a Merican IPA, e as duas estavam muito boas, modelo American IPA “antigo” (amargor “sujo” e levemente resinoso – mesmo na Citra), mas totalmente dentro do estilo. Depois me arrependi de não provar a Dulce de Leche Amber. Quero voltar.

OITAVA PARADA – Breoghan Brew Bar (Bolivar 860, San Telmo)
Alguns passos na mesma rua do Sexton Beer Company está o Breoghan Brew Bar, com uma proposta totalmente inversa: pub totalmente lotado daqueles que você precisa conversar com o vizinho no balcão quase gritando para competir com o pop rock anos 80 que sai das caixas e o falatório no salão, ou seja, um bar mais jovem, de galera, para quem não quer apenas beber e comer, mas também conversar e paquerar. Há várias mesas, um balcão no miolo do bar e outro no canto próximo das torneiras, que somam 15 taps, sete deles da própria casa. Decidi arriscar em uma Buena Birra Cascade e fui beber no anexo do bar, mais calmo e vazio. Desceu bem, outra American IPA das “antigas”, mas o local me soou mais um daqueles para ver, beber, e ser visto.

NONA PARADA – Barba Roja San Telmo (Defensa 550, San Telmo)
Eu estava evitando ir ao Barba Roja, mas queria fechar um post com 10 bares, e não resisti a inclui-lo (no fim acabei indo a 11 bares de qualquer jeito). E eu estava relutante porque nunca bebi uma Barba Roja que “valesse realmente a pena” – e acho que já bebi umas seis ou sete diferentes. Mas como diz o ditado, já que não tem tu, vai tu mesmo. Até curto a arte da cerveja, tão infantil quanto a tampinha destacável e fácil de abrir das garrafas, mas definitivamente eu não vivo no universo Barba Roja: no pub, enorme, escuro e lotado, uma boa seleção de pop rock argentino em alto volume. Na lousa, oito Barbas Rojas diferentes e escolhi a IPA (até para manter a linha da noite após passar na Sexton e na Breoghan), que estava tão ruim, mas tão ruim, mas tão ruim, que a vontade era deixar o pint pela metade. Posicionado no balcão de frente a atendente, que foi bastante gentil, educadamente bebi a cerveja toda. A gente não acerta todas numa mesma noite, certo.

DÉCIMA PARADA – BierLife (Humberto 1º 670, San Telmo)
Desanimado no balcão do Barba Roja, recorri a amigos no Whatsapp, e o cervejeiro e parceiro de confraria Marcio Kovacs (que já havia me auxiliado num roteiro cervejeiro em Nova York) me salvou novamente: “Você está em San Telmo? Vá no BierLife!”. Dica anotada, maps ligado e uma pernadinha leve para encontrar o melhor local cervejeiro da viagem, o point número 1 para mim em Buenos Aires, com 44 torneiras (duas Juguetes Perdidos <3) num casarão que remete muito a um Biergarten alemão: a casa começa em dois salões, abre prum terceiro salão menor que emenda com um quarto salão imenso. E estava totalmente lotada! Esse é o tipo de lugar que faz falta em São Paulo, um galpão cervejeiro imenso com vários ambientes (tudo aqui em São Paulo é pequeno e lotado). A lousa não decepcionou. Encarei a Juguetes Perdidos Belgian IPA (mandei até um elogio bêbado ao cervejeiro) e uma BierLife Wheat Wine que me surpreendeu. A lousa ainda destacava uma Del Parque Pumpkin, uma La Delicia Sidra Espumante Seca, uma BierLife Raisins Wine e uma Juguetes Perdidos Jamaica Dubbel, mas o nível alcoólico já estava alto, a madrugada outonal agradável e a cont fechada: 10 bares, e justamente o último tinha sido o melhor formando um Top 3 com o On Tap de Pallermo Hollywood e o Bélgica Caballito.

EXTRA: NOLA (Gorriti 4389, Pallermo)
Já havia encerrado a lista na madrugada de sexta e as malas já estavam fechadas preparadas para o voo das 22h, mas o sábado prometia um almoço com o casal André e Giovana. O local (escolhido pelo Tulio) foi o Carniceria, responsável por um dos melhores cortes de carne de toda viagem (deixando para trás até o famoso ojo de bife do 1884, do Francis Mallman) – aliás, vale conhecer também o Chori, de um dos donos do Carniceria, algo como um choripan gourmet, mas muito bom (outra boa dica do Tulio). Depois de duas garrafas de vinho e papos muito bons, o casal comentou sobre o NOLA, um bar de comidas cajun comandado por uma nativa de New Orleans com cerveja artesanal própria próximo dali. Não resistimos e saímos batendo perna na agradabilíssima tarde outonal de Buenos Aires. No NOLA bebi mais uma boa IPA bastante fresca e caramelada, e fiquei salivando pelas comidas, mas já não havia espaço depois do almoço. Fica para a próxima, mas eu volto.

maio 12, 2017   No Comments

Os Melhores de 2016 na Cerveja Brasileira

E o Roberto Fonseca (AKA Bob) publicou hoje mais uma leva de “cédulas” do importante Melhores de 2016 na Cerveja Brasileira. Trabalho sensacional que o Bob já vem fazendo há alguns anos, a enquete mapeia o ano cervejeiro com centenas de nomes da cena. Meus votos para a safra 2016 estão aqui. Um brinde!

fevereiro 2, 2017   No Comments

Green Flash e Alpine Beer no Brasil

O mítico Empório Alto de Pinheiros, a meca cervejeira na capital paulista, recebeu na quarta-feira, 18 de janeiro, o lançamento de três cervejas da californiana Alpine Beer e três cervejas da Green Flash Brewing Company, de San Diego (responsável também pela produção das cervejas da Alpine). Dos seis rótulos, quatro são novidades no Brasil, sendo que a Green Flash já passou pelo Brasil em 2014/2015 com uma linha mais arisca (relembre) e a excelente Alpine Beer chega pela primeira vez aos consumidores brasileiros.

Desta vez, a Green Flash retorna ao Brasil com três IPAs à moda antiga, amargas e ásperas (duas delas em lata): a Jibe é uma Session IPA leve produzida com os lúpulos Warrior, Chinook e Cascade. São apenas 4.8% de álcool e 65 IBUs declarados (mas parece menos, algo em torno de 45). A outra que chega em lata é a potente e agradável Soul Style IPA (7.5% de álcool e 75 IBUs). Minha favorita das três foi a Tangerine Soul Style, cuja receita une maltes norte-americanos, lúpulos Citra e Cascade mais raspas de tangerina. Delicinha (de 6.5% e 75 IBUs).

Da linha Alpine, a Hoppy Birthday é a Session IPA da casa, leve e refrescante com seus 5.2% de álcool e 69 IBUs que demonstram um amargor mais limpo do que o das Green Flash. Uma bela cerveja feita com seis lúpulos. Favorita da mesa, a Duet (7% e 45 IBUs) é uma West Coast IPA produzida com os lúpulos Simcoe e Amarillo. Fechando a sessão, a favorita pessoal do dia (e da semana) e com nota 100 no Ratebeer, a apaixonante Alpine Pure Hopiness é uma West Coast Double IPA incrível com 8% de álcool e 61 IBUs.

janeiro 19, 2017   No Comments

Cervejando em Nova York

ny1

Em setembro estive em Nova York durante uma semana, e decidi fazer um pequeno tour por micro cervejarias artesanais e pubs legais (e ver um ou outro show). A ideia inicial era beber o máximo de Hill Farmstead que eu conseguisse encontrar na cidade (e eu encontrei cinco – obrigado, Beer Menu), visitar o maravilhoso templo New Beer Distributor e rodar algumas micros cervejarias em Long Island, uma dica esperta do amigo cervejeiro Marcio Kovacs. Fiquei devendo uma visita a Other Half Brewing, no Brooklyn, queridinha atual dos cervejeiros locais, e lamentei não conseguir seguir o conselho do Fabio Andrade e ir até a Peekskill Brewery de trem margeando o rio Hudson, mas acerto as contas com ambas na minha próxima visita a Nova York. O importante agora é falar de…

ny4

1) BEER MENU (https://www.beermenus.com/)
Foi de uma grande ajuda! Você bate o nome da cerveja /cervejaria que está atrás e a cidade em que está e o BEER MENU lista todos os pubs que trazem a tal cerveja engatada. O serviço não é tão atualizado, o que recomenda pegar a dica ali e ir atrás do site oficial do pub e bater com o que eles realmente tem no momento. Ainda assim funcionou bem demais porque pude encontrar Hill Farmstead no excelente The Jeffrey Craft Beer and Bites (dá uma olhada nisso: cinco queijos enrolados em bacon acompanhados de mostarda da casa), em Manhattan, e no The Well, no Brooklyn, absolutamente vazio numa segunda à noite, mas com uma carta de cervejas incrível e uma trilha sonora que eu teria feito (Bruce Springsteen, Neutral Milk Hotel, Sparklehorse). Dei uma passada no Torst, o pub número 1 da cidade segundo o Ratebeer, e curti, mas era 13h e pouco e a coisa toda estava meio parada. Acho que a noite a coisa deve funcionar melhor. A carta, por sua vez, estava bem básica, sem novidades incríveis. Também visitei a Mugs Alehouse, mas como não fiz a conferência antes, eles não tinham Hill Farmstead (havia acabado dois dias antes), mas valeu pela Stone Ruination 2.0 with American Oak.

ny3

2) BOTTLES
O New Beer Distributor continua imbatível com quase uma centena de rótulos entre 2 e 4 dolares (muitas Dogfish Head). É o templo na cidade para se comprar garrafas. A passada no Eataly valeu a pena assim como a tradicional visita ao Whole Foods Beer Room do Bowery, sempre sensacional (foi o segundo lugar em que comprei mais coisas). Eu queria encontrar uma Parábola, e o site oficial da Firestone me indicou alguns lugares próximos ao hotel. Escolhi o Urban Barley, com bom acervo, mas apenas se você estiver interessado em algumas coisas que não vai encontrar no New Beer Distributors (como a Parábola, US$ 22, ou a Bourbon County, US$ 18) e quiser gastar dinheiro.

ny2

3) As cervejarias em LONG ISLAND
Eu comecei o dia no Brooklyn passando na Rough Trade e depois na Brooklyn Brewery, apenas para desejar comprar algumas dezenas de vinis e beber uma ótima Brooklyn Bel Air Sour. Consultando o Maps encontrei um ônibus que em menos de 15 minutos já tinha me deixado próximo a primeira das três micro cervejarias abaixo. Importante: confira os horários nos sites de cada uma delas. A preferência pelo fim de semana é evidente, já que todas elas estendem o horário, abrindo mais cedo e indo até um pouco mais tarde, então é ideia é pegar um sábado ou domingo se você quiser conhecer as três – ou ir sossegado num dia de semana degustando uma delas de cada vez.

ny5

TRANSMITTER (http://www.transmitterbrew.com)
Para mim, a melhor das três, ainda que o serviço seja o mais complicado. A cervejaria fica numa bocadinha bem interessante (e aparentemente sossegada – ao menos nesse sábado de sol), mas assim que você chega lhe é oferecido doses de algumas das cervejas malucas da casa (Sour, Gose, Saisons condimentadas), e ou você leva a garrafa de 750 ml (US$ 15) ou senta para beber na hora ali em meio aos barris. É bacana, mas quem pretende fazer as três num dia e estiver só já começa tendo que entornar 750 ml de uma única cerveja. Eu preferiria 250 ml de três (ou quatro, ou cinco). Ainda bem que o Fábio me ajudou nessa (ok, bebemos duas garrafas e eu acabei tomando 750 ml do mesmo jeito). Gostamos muito da PH1, uma Dry Hopped Sour Ale.

ny6

ROCKWAY (http://rockawaybrewco.com)
Da Transmiter fui a pé para a cervejaria mais família das três. Fiz esse vídeo lá que mostra o clima (um pai com seu filho bebê, alguém com um cachorro, gente no balcão e uma carta interessante de cervejas tradicionais). O prédio em que a cervejaria está localizada é bem legal e fica exatamente em frente a um estacionamento que, aos sábados, recebe uma feirinha com food trucks. Dai já fica a dica para tentar aproveitar o sábado, já que o horário das três ajuda e há boas opções de comida na feirinha. Na Rockway eu bebi uma boa Nitro Black Gold Stout e uma IPA (e comi uma excelente empanada na feirinha, que forrou o estômago para a próxima), mas me arrependi de não ter ido mais a fundo no cardápio de cervejas da casa.

ny8

BIG ALICE (http://bigalicebrewing.com)
Do Rockway vim a pé para a mais “profissional” das três. Fica escondida numa rua meio estranha (e totalmente vazia). Percebe-se a casa por essa bandeira na porta fechada (e ainda assim eu passei batido na rua lateral). Assim que a gente abre encontra um espaço fofíssimo e um atendimento de primeira (neste vídeo dá pra sacar o ambiente). Das três era a única que tinha tasting, e escolhi seis da casa para experimentar. Minha sensação é de que a Big Alice é uma prima distante da paulistana Urbana, pois ambas utilizam o fermento praticamente da mesma forma, saltando na boca do bebedor. Acho que funciona em algumas receitas, mas não me agrada no geral. Mas, ainda assim, foi bem bacana experimentar a Lemongrass Kölsch e a favorita, Peach Gose (a Queensbridge IPA também colocou um sorriso no fim de tarde).

ny7

Pra ficar sabendo de assuntos cervejeiros na cidade vale acompanhar:
https://www.facebook.com/brewyorknewyork

outubro 26, 2016   3 Comments