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Category — Arte

Cinco fotos: Exposição Yoko Ono

Martelando, Martelando

O fim da guerra na Síria

Cacos

Fora Temer

Sim!

Fragmentos da exposição “O céu ainda é azul, você sabe

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

abril 9, 2017   No Comments

Os finalistas do IamSP

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No começo desta semana, o grupo de curadores do “IamSP 2016 – A Rua é o Palco” (do qual faço parte) se reuniu virtualmente para debater os projetos inscritos e definir os cinco finalistas que irão concorrer a uma viagem para se apresentar em Amsterdã em 2017. O nível dos projetos estava excelente mostrando uma série incrível de iniciativas bacanas voltadas para valorizar e estimular a cultura de rua na cidade de São Paulo. Abaixo estão os cinco projetos finalistas – destes, três estão em plena atividade; um está em desenvolvimento e o outro ainda está no papel). O vencedor será anunciado brevemente. Conheça um pouco de cada um deles. Vale a pena!

– Aonde o Mura Mora (www.aondeomuramora.com.br)
– Bike Arte (https://www.facebook.com/bikearte)
– Entrelinhas Urbanas 96 bairros 96 artistas (Infos)
– Garoa – A Cidade como Museu
– StreetMusicMap  (http://www.streetmusicmap.com)

setembro 8, 2016   No Comments

The D in David, por Michelle Yi & Yaron

agosto 14, 2016   No Comments

Pablo Picasso no Instituto Tomie Ohtake

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“Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”, cantava Chico Science. Em uma cena de “Sociedade dos Poetas Mortos”, de Peter Weir, o professor inspira seus alunos a subirem na carteira e observarem ali de cima. “O mundo parece muito diferente visto daqui”, ele diz. Bem, eu já havia tido a sorte de ir duas vezes ao Museu Picasso, em Paris, e adorado as visitas, mas não saído deslumbrado (uma delas, inclusive, estava repleta de crianças entre 3 e 5 anos com professores e cuidadores – e foi a imagem que mais guardei dessa visita, mais do que qualquer quadro que eu tenha visto).

Andar por museus em viagens é especial e, ao mesmo tempo, um tiquinho estressante. Em Paris, o “stress” aumenta porque são tantos museus fodas que inúmeras vezes a alma não está pronta para passear por corredores olhando quadros dia após dia. É tanta coisa para se observar e se apaixonar em tão pouco espaço de tempo que o olhar fica inebriado, diria drogado. Numa das viagens, Lili brincou: “Deve ser a 20ª pintura da ‘Anunciação’ que vemos. Não aguento mais” (risos). Mas nada como tirar a obra de um lugar e passar para outro. Ou tirar as obras de Paris e traze-las para São Paulo.

Até o dia 14 de agosto, o Instituto Tomie Ohtake exibe a mostra “Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem”, com mais de 150 obras, entre quadros, esculturas, fotografias e desenhos, dos quais 90% inéditos no país, emprestados do Museu Picasso. Já visitei a exposição duas vezes e planejo mais duas visitas. Na primeira, inebriado e com olhos marejados, senti o coração acelerar descompassado na segunda sala, a respiração ofegante soar dificultosa e temi por cair sobre alguma obra de prima de milhões de dólares. Sai, sentei numa cadeira e me recompus, aos poucos, amando (assustado) a situação.

Essa exposição mexeu comigo de uma maneira mais intensa que as duas visitas anteriores ao Museu Picasso. Há dezenas de possibilidades (o cansaço de viagem e o olhar drogado em Paris; o momento pessoal de minh’alma em São Paulo), mas o que importa é que você precisa vê-la. Estão lá esboços de “Guernica”, o primeiro quadro que Picasso pintou quando tinha 14 anos, obras de várias de suas fases, desenhos que eu não lembrava de ter visto em Paris e as loucuras de um dos mágicos dessa arte chamada Pintura. De São Paulo essa exposição segue para o Rio e depois para Santiago. Não perca!

Abaixo, sete obras favoritas dessa exposição:

“O Homem de Gorro”, 1895


“Busto de Homem (Estudo para As Senhoritas de Avignon”), 1907

“Duas Mulheres Correndo Na Praia”, 1922

“Paul como Arlequim”, 1924

“O Beijo”, 1925


“Figuras a Beira-mar”, 1931

“A Grande Banhista Lendo Livro”, 1937

julho 11, 2016   No Comments

Download: 99 catálogos do CCBB

Responsável por diversas mostras bacanas, o Centro Cultural Banco do Brasil também produz excelentes catálogos para essas mostras, que muitas vezes vão além do material apresentado na instituição, e servem como guia para a obra do artista em questão, mesmo que você não tenha acompanhado a mostra. 99 destes catálogos estão disponíveis para download gratuito e trazem um vasto material imperdível de artes, cinema, arquitetura e muito mais.

Entre os volumes disponibilizados pelo CCBB estão catálogos sobre a mostra Alfred Hitchcock, um calhamaço de 416 páginas que pode funcionar como um excelente guia para neófitos na obra do mestre do suspense. O mesmo pode ser dito dos volumes sobre Quentin Tarantino (com textos e análises de cada filme do diretor), Escher, Kandinski, Jean Luc Godard, Ingmar Bergman, Impressionismo, Iberê Camargo, Castelo Ra-Tim-Bum, Francis Ford Coppola, o movimento Dogama 95 e muito mais. Divirta-se:

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/categoria/catalogos

abril 24, 2016   No Comments

Três desenhos do Porno Per Bambini

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Boo

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Only Luv Can Break Your Heart

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Get Up, Stand Up

Veja mais -> http://instagram.com/pornoperbambini

julho 30, 2014   No Comments

William Kentridge na Pinacoteca SP

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Está imperdível a exposição “William Kentridge: fortuna”, a primeira grande exposição monográfica sobre Kentridge na América do Sul, que inclui 38 desenhos, 35 filmes e animações (todos muito bons), 184 gravuras, 31 esculturas e duas vídeo instalações, produzidas pelo renomado artista sul-africano entre 1989 e 2012, incluindo séries inéditas de trabalhos.

Kentridge alcançou visibilidade internacional com a série de curtas-metragens “Drawings for Projection”, iniciada em 1989 (o filme mais recente, “Other Faces”, foi finalizado ano passado). Todos os dez filmes estão presentes na mostra acompanhados por 23 desenhos que o artista executou ao preparar os filmes, criando uma oportunidade única para examinar o diálogo entre desenho e filme.

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Os filmes têm uma aparência diferente das animações convencionais, devido a uma técnica caseira, inventada por Kentridge, que o artista descreve como “cinema da idade da pedra”. Kentridge filma, quadro por quadro, alterações que faz sobre um único desenho, realizado em carvão ou pastel. Apaga, adiciona, subtrai, acumula, redesenha. O método é interessantíssimo.

Entre os destaques da mostra estão a impactante obra “A Recusa do Tempo no Octógono”, uma grande instalação com 5 canais de vídeos incluindo um complexo panorama de som. A obra inclui 4 megafones de aço e o que o artista chama de ‘elefante’, uma máquina-objeto concebido pelo artista que parece respirar. A duração do ciclo é de 28 minutos. Impressiona.

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Entre as obras que mais gostei da exposição estão os “Telephone Lady”, “Stereoscope” e, principalmente, “What Will Come”, em que um projetor preso ao teto projeta em uma mesa um filme, que é refletido em um cilindro de metal. Uma obra lírica é belíssima – há ainda outra, estática, também impressionante, chamada “Tide Table”.

“William Kentridge: fortuna” fica em cartaz até 10 de novembro na Pinacoteca do Estado de São Paulo. A Pinacoteca abre de terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Ás quintas até às 22h com entrada franca das 17h às 22h. O ingresso para os demais dias custa R$ 6 (R$ 3 a meia entrada). Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam. Vale muito ver.

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outubro 13, 2013   No Comments

Uma resposta à Edward Hopper

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Hopper Meditations é uma série de fotos de Richard Tuschman que busca recriar a atmosfera dos quadros do grande pintor Edward Hopper. No IdeiaFixa você vê outras imagens. Vale a pena.

agosto 23, 2013   No Comments

Mestres do Renascimento em São Paulo

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Calhou de estarmos na rua no dia mais frio dos últimos 52 anos em São Paulo. Quarta-feira é dia de diarista em casa, e a sensação eterna é de que ficar em casa atrapalha o serviço. Então, pernas na rua. Havia um plano de ver duas mostras, mas só a primeira nos tomou duas horas de fila no frio – numa manhã de quarta-feira. Mas valeu a pena. O CCBB-SP caprichou na montagem da Mostra Mestres Renascentistas (que toma os quatro andares do prédio), e a exposição, que resgata quadros de várias pequenas cidades italianas, compensa, e muito.

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E olha que tenho pânico de quadros da Virgem e a Anunciação. Na pouco organizada Galeria Dei Uffizi, em Florença, devem existir 437 quadros de pintores diferentes sobre a celebração cristã do anúncio do Arcanjo Gabriel para a Virgem Maria que ela seria mãe de Jesus Cristo. Crucificação vem logo depois, uns 216. Basta unir os temas repetidos com a péssima montagem da Dei Uffizi para criar pânico no pobre rapaz latino-americano (sem dinheiro no banco nem amigos importantes). Daí ele chega ao Louvre e da-lhe mais 15 anunciações…

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Porém, a exposição que chegou a São Paulo no dia 13 de julho (e fica até 23 de setembro) com 57 obras é muito bem curada. Claro, tem Anunciação (três até onde contei) e umas três dezenas de Virgens, mas, ainda assim, compensa por uma série de belíssimas obras. Entre as minhas preferidas estão “Madalena Penitente” (1565), de Tiziano (não a versão seminua, mas a versão vestida), “São Jerônimo” (1563), de Bassano, “Rosto da Virgem” (1518/1520), de Rafael, “Retrato do Rapaz com Flauta” (1540), de Savolfo, e “Santo Agostinho” (1480), de Botticelli.

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Vale destacar ainda “Cristo Abençoando” (1540), de Rafael (um estranho Cristo bonitão, de barriga tanquinho e bigodinho cafajeste), e o histórico “Leda e o Cisne” (1504 / 1508), que na exposição consta como sendo de Leonardo Da Vinci, mas, na verdade, é de um dos alunos do mestre, provavelmente Cesare da Sesto (nem disso há certeza). O original de “Leda e o Cisne”, de Da Vinci, foi bastante comentado e visto na época, mas acabou se perdendo. Vários pintores, no entanto, o recriaram (as melhores versões são esta exposta no CCBB, uma em Salisbury e outra na degli Uffizi).

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O erro no crédito não desmerece, de maneira alguma, a excelente “Mostra Mestres do Renascimento: Obras-Primas Italianas”, do CCBB-SP, que pode ser visitada gratuitamente de segundas, quartas e quintas das 10h às 22h, às sextas, das 10h às 23h, aos sábados, das 8h às 23h, e aos domingos, das 8h às 22. O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo fica na Rua Álvares Penteado, 112, Centro – São Paulo, São Paulo. Leve um livro para ler, e não desista diante da enorme fila. Vale a pena.

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Leia também:
– Uma lista pessoal: Top 20 Museus, por Marcelo Costa (aqui)
– Uma foto de viagem e outras lembranças (aqui)
– Obras primas de Michelangelo em Florença (aqui)
– L’Orangerie, o museu mais fofo e especial de Paris (aqui)
– Monalisa, Venus de Milo e… Coldplay no Louvre (aqui)
– Plaza Mayor, Palacio Real e Museu do Prado em Madri (aqui)
– Um jarro de sangria e as pinturas negras de Goya (aqui)
– Arte sacra, Bernini, Caravaggio e tiramisu em Roma (aqui)
– São João Del Rey e o inesquecível Inhotim, em Minas (aqui)
– Voll-Damm, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza em Madri (aqui)

julho 24, 2013   No Comments

Última semana de Ai Weiwei no MIS-SP

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Consegui conferir na penúltima semana de exibição a mostra “Ai Weiwei – Interlacing”, que reúne fotos e vídeos do chinês Ai Weiwei, arquiteto, artista conceitual, escultor, fotógrafo, blogueiro, tuiteiro e crítico social que, atualmente, vive sob vigilância do governo chinês. A exposição aberta em fevereiro no MIS-SP se encerra no próximo dia 14/04, e vale muito conferir o trabalho do cara. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).

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Com curadoria do suiço Urs Stahel, que em entrevista a Livia Deodato, da Veja São Paulo, definiu Ai Weiwei como “um artista que luta pela liberdade de expressão.. A mostra é dividida em onze grupos: Paisagens Provisórias, Aeroporto de Pequim, Terminal 3, Ninho de Pássaro, Estudo de Perspectiva, Retratos de Contos de Fadas, Terremoto, Estúdio de Xangai, Fotos de Celular, Fotos de Blog, Fotos de Nova York e Fotos de Pequim.

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Gostei muito da série Estudo de Perspectiva, em que Weiwei aponta o dedo médio para diversos cânones mundiais, gesto que pode soar infantil em primeiro plano, mas que ganha profundidade em um universo de pessoas cada vez mais interessadas em dizer que viu algo, sem parar para pensar e entender o objeto em questão. Como se dissesse: “Estive no Louvre. Check. Vi a Monalisa. Check. Vi a Torre Eiffel. Check”. Dedo médio, check.

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A série de fotos que registra as pessoas que participaram da instalação “1001 Chineses em Kassel”, na Alemanha, para o Documenta 12, em 2007, também são muito interessantes (Ai fotografou cada uma das pessoas em frente aos órgãos de imigração, após cada uma delas pedir ao governo liberação para sair do país). “Em cinco anos, o público e a crítica vão olhar novamente para a arte dele e ter provavelmente outra percepção”, diz Urs Stahel.

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“Ai Weiwei – Interlacing” não é obrigatória apenas para observar as relações de um governo com um cidadão comum, artista e crítico, mas também para aprofundar o olhar sobre uma nação importante e repleta de singularidades. Neste ponto, as obras de Ai Weiwei em seu período nova-iorquino soam menores perante a força de ações como a instalação feita com mochilas de crianças mortas em uma escola que desabou durante o terremoto de Sichuan, em 2008.

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Em 2011, Ai Weiwei foi preso pelas autoridades chinesas quando embarcava para Hong Kong. Poucas horas após sua detenção, seu estúdio em Pequim foi invadido por mais de 40 policiais. Dezenas de itens foram confiscados e funcionários foram interrogados. Ele passou três meses detido num local secreto e atualmente vive sob vigilância. A exposição “Ai Weiwei – Interlacing” estará aberta até 14 de abril no MIS, Avenida Europa, 158, São Paulo, podendo ser visitada de terças a sextas, das 12 às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11 às 20h.

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abril 7, 2013   No Comments