Blog do Editor do Scream & Yell
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Category — Arquitetura

Unindo arquitetura e turismo

mimoa.jpg

Dica da @licallegari: o Mimoa é um guia turistico de arquitetura online. Você faz o cadastro gratuito e pode pesquisar obras de arquitetura nas cidades que vai visitar (por cidade, arquiteto ou escritório). Muito legal.

http://www.mimoa.eu/

Março 17, 2011   No Comments

A polêmica Torre Agbar, de Jean Nouvel

torre_agbar.jpg

Foto: Wikipedia

Faltando menos de um mês para nossa viagem para a Europa (a minha terceira e a segunda de Lili), já compramos todos os vôos internos (vamos voar de Easyjet, Vueling e Aegean) e reservamos praticamente todos os hotéis da viagem, só faltando agora a noite que vamos passar em Roma (para ver o Wilco) e as três noites que vamos dormir na Ilha de Wight.

Ao contrário dos dois anos anteriores, em que ficamos em vários hostels, dessa vez optamos por hotéis da rede Íbis/Novotel. Como vou levar uma netbook dessa vez, o lance do wi-fi gratuito me soou bastante oportuno. Assim, acho que vou acabar aproveitando mais as cidades, e escrever quando estiver no hotel, descansando. Mas também alugamos hostels (via Hostelworld), na Grécia e em Istambul.

Fiquei feliz por ter rolado de ficar no Novotel, em Barcelona, por vários motivos. O primeiro, óbvio, é porque ele fica muito perto de onde vai acontecer o Primavera Sound (e chegar “em casa” rápido após um dia de festival não tem preço). Segundo porque o preço foi bem próximo ao que pagamos ano passado, cerca de 35 euros por pessoa. E terceiro porque vamos ficar exatamente ao lado da Torre Agbar, de Jean Nouvel.

Jean Nouvel, 66 anos, é um dos grandes arquitetos vivos da França (e do mundo), tendo sido formado pela Ecole des Beaux-Arts em Paris e membro fundador da Mars 1976 e do Syndicat de l’Architecture. Ganhou o Prémio Pritzker, chamado de o Nobel da Arquitetura, em 2008 (os brasileiros Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha foram agraciados em 1988 e 2006, respectivamente).

Entre suas grande obras está a Fundação Cartier, o Museu do Quai Branly e o Instituto do Mundo Árabe, os três em Paris (visitamos o último no ano passado. Veja aqui, aqui e aqui), o belíssimo Gasometer, em Viena, o estranho hotel Zlatý Anděl, em Praga, e a polêmica Torre Agbar, em Barcelona. Polêmica por seu um membro fálico rasgando os céus da cidade catalã.

Em uma cidade de construções baixas como Barcelona, principalmente no centro antigo, a Torre Agbar pode ser vista de vários lugares, o que incomodou muitos barceloneses. Eleva-se a cerca de 142 metros de altura e pode ser vista de dentro das torres do Templo Expiatório da Sagrada Família, de Gaudi. Fotografei aqui e aqui. E no plano geral da cidade, que fiz do Parq Guel, não é tão difícil encontrá-la. Procure aqui.

Passei pela Torre Agbar em 2008 (fiz esse clique que não ficou bom), quando fui tentar ver Tom Waits, no Parq Del Fórum. Desci de ônibus em frente a ela, olhei, e não entendi muito bem porque um francês foi plantar um enorme membro ereto na cidade de Gaudi. Não é a toa que a Torre Agbar é quase uma personagem do filme “Confissões de uma Ninfomaníaca”. O prédio é visto da janela do quarto da moça pelo menos dez vezes durante a película. Curioso e polêmico.

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Dentro da Sagrada Familia, de Gaudi. Foto: Mac

Leia também:
- A programação por dia do Primavera Sound 2010 (aqui)
- Joan Miró, Mies van der Rohe e Parq Güell (aqui)
- “Sou completamente apaixonado por Barcelona” (aqui)
- Uma foto minha de Barcelona no Guia Schmap (aqui)
- Casa Milà, Parque Güell e adeus Barcelona (aqui)
- Antoni Gaudi, Tom Waits e Barri Gotic (aqui)

Abril 17, 2010   3 Comments

Segundo rascunho de roteiro de viagem

Lili gostou muito da possível inclusão de Estocolmo no primeiro roteiro, o que pode acontecer se decidirmos ver o Wilco por lá. Mas o ânimo dela me fez repensar alguns trechos, e estender o passeio pela Escandinávia incluindo Helsinque, na Finlândia, terra de Alvar Aalto, um dos quatro arquitetos fodaços e obrigatórios da modernidade. Neste segundo roteiro começariamos a viagem pelo Leste Europeu, aproveitando para aproveitar o show do BRMC em Viena…

Ps. Para seguir este roteiro eu teria que antecipar a viagem em uma semana…

14/05 - Viena
15/05 - Viena
16/05 - Viena
17/05 - Viena - BRMC
18/05 - Budapeste
19/05 - Budapeste
20/05 - Budapeste
21/05 - Budapeste
22/05 - Bratislava
23/05 - Bratislava
24/05 - Praga
25/05 - Praga
26/05 - Praga
27/05 - Barcelona - Primavera Sound
28/05 - Barcelona - Primavera Sound
29/05 - Barcelona - Primavera Sound
30/05 - Barcelona
31/05 - Ferrara - Wilco
01/06 - Milão
02/06 - Estocolmo
03/06 - Estocolmo
04/06 - Estocolmo
05/06 - Helsinque
06/06 - Helsinque
07/06 - Helsinque
08/06 - Copenhange
09/06 - Copenhange
10/06 - Copenhange
11/06 - Amsterdã
12/06 - Amsterdã
13/06 - Amsterdã
14/06 - Bruxelas
15/06 - Bruxelas

Março 4, 2010   12 Comments

Um jarro de sangria e as pinturas negras

A ordem em Madri é nadar em cerveja 

Tem como contrariar um pedido desses?

 7 da noite, 35 graus, Nine Inch Nails esgotado. O que nos resta? Beber.

*******

Penúltimo dia de viagem. Dorzinha no peito, viu. Por mais que eu esteja sentindo uma saudade enorme dos amigos, da casa, da música, de Sao Paulo e também da rotina, a vontade era estender um pouco mais esse passeio para passar por Viena, Praga, Budapeste, Amsterda e ainda ver o Manic Street Preachers no Lokerse Festival, semana que vem, perto de Antuérpia, na Bélgica. Sonhar nao custa nada, né mesmo.

Quinta-feira

Fachada do Museu Reina Sofia em Madri

Saímos de Barcelona cedinho na quinta-feira (aliás, recomendamos bastante o Hotel Condado, um três estrelas com preço de hostel) em direçao a Madri. Conseguimos um preço bom antecipado do trem AVE (alta velocidade) e a viagem de 6h30 em um trem normal ficou em 2h30. O dia começou com ABBA (viajamos assistindo ao filme “Mamma Mia”) e eu queria que terminasse com NIN, mas como você já viu, nao rolou.

Localizamos o Hostal Gonzalo em Madri (boa dica da Ligelena) com bastante facilidade. Ele fica na Calle Cervantes, rua em que nasceu, viveu e morreu o autor de “Don Quixote”. E está em excelente localizacao, pertinho do Paseo do Prado e dos três grandes museus da cidade (e da Europa). Foi desfazer as malas, respirar um poquito e sair para procurar uma cerveja (para mim) e um gazpacho (pra Lili). Eita calor dos infernos.

Como tinhamos três dias em Madri decidimos separar um dia para cada museu, e começamos desta forma a quinta-feira no Reina Sofia, casa de “Guernica”, de Picasso. Reclamei muito da organizacao deste museu no ano passado (leia aqui), mas a versao 2009 está beeem bacana. Colocaram os filmes do Buñuel algumas salas antes e há mais silêncio para se apreciar o “Guernica” (apesar dio barulho da multidao - hehe).

Uma multidão admira o “Guernica” de Pablo Picasso

Além daqueles quadros que eu já havia citado no ano passado, e que foi especial demais rever - “Muchacha en la Ventana” (aqui), “Autoretrato Cubista” (aqui) , “Gran Arlequín y Pequeña Botella de Ron” (aqui) , “El Gran Masturbador” (aqui), todos de Salvador Dali, “La Fabrica Dormida”, de Daniel Vazquez Dias (aqui), “La Chimenea”, de Diego Rivera, e “Valencia”, foto de Cartier-Bresson (aqui) - listei mais alguns no caderninho.

Dentre os novos listados estao dois Dali (”O Enigma de Hitler” e “La Velocidad Máxima de la Madonna de Rafael”) um Picabia (”Spanish Woman“), a série “Los Desastres da La Guerra”, de Goya, e algumas fotos do hungáro André Kertész (uma delas mais abaixo), um cara que influenciou Cartier Bresson. Isso tudo além de Miró e Ligia Clark (um dos “bichos” dela foi adquirido recentemente pelo Reina Sofia).

Aproveitei para conhecer o lado Jean Nouveau do Reino Sofia, que eu deixei passar batido no ano passado, e que Lili nao aprovou muito nao (ao contrário do Caixa Fórum de Madri, do escritório Herzog & De Meuron, que fez Lili vibrar). Para ela é muito tecnologia para pouca funcionalidade, e eu leigo concordo, mas tem uns ângulos bem bacanas no prédio (além de umas coisas meio Centre Pompidou).

Uma foto clássica de André Kertész

À noite, aproveitando o calor que fez o centro da cidade se abarrotar, fomos para a Plaza Mayor, a mais bela praça madrilenha (pelo espaço, pela farra, pela música, por tudo), e arranjamos uma mesinha para petiscar batatas bravas com pimenta e beber um jarro da sangria. Enquanto isso no La Rivera, Trent Reznor enlouquecia 25oo fas que haviam esgotado os ingressos da noite única dois meses antes.

Sexta-feira

Nem coloquei o celular para nos acordar. Lili pegou bastante no meu pé dizendo que eu havia desprezado Madri no ano anterior, e que a cidade era bonita, mas nao é isso. Madri é bela, tem três museus sensacionais e muito mais coisas, mas para mim cai diante de boa parte das cidades que visitei (principalmente a concorrente Barcelona). E nao lembro de outra cidade na viagem que tenha me permitido descansar sem dor na consciência.

A Ligelena é uma fa ardorosa de Madri, principalmente da noite madrilenha, e esse é um ponto que nao posso opinar muito (ela tem ótimas dicas - veja aqui). Tanto esta viagem quanto a do ano passado nao foram viagens de baladas, noitadas e bares (no máximo, alguns pubs, shows e festivais - hehe), entao minah visao é muito esta de cidade diurna. Gosto de Madri, mas mais de Barcelona (e Paris, Veneza, Londres e Roma - até Berlim).

O Paseo do Prado em Madri

Após um chocolate quente ligeiro partimos para o Museu do Prado, um dos melhores museus do mundo, para vermos as duas majas (vestida e desnuda) de Goya, e o estupendo “As Meninas”, de Velázquez, e muito mais. Esqueci de contar, mas compramos o Paseo del Arte, um pacote que reúne os três museus da cidade por apenas 14,40 euros (quase o mesmo preço da Galeria Degli Uffizi sozinha em Firenze).

No Top 3 do ano passado (releia o post todo aqui) eu tinha colocado a “Maja Desnuda” (veja aqui) em primeiro e “As Meninas” (veja aqui), mas me vejo obrigado a reconsiderar. Assim que entrei na grande sala em que está exposto “As Meninas” me arrepiei. Velázquez pula para o primeiro lugar do Museu do Prado, e entra de cabeça na briga pelo posto de um dos meus quadros favoritos de todos os tempos.

Além destes dois revi “O Cardeal”, de Rafael (veja), o polêmico “O Jardim das Delícias”, de El Bosco (veja), “Fábula”, de El Greco (veja) e o violento “O Triunfo da Morte”, de Pieter Bruegel “O Velho” (veja), em que centenas de caveiras descem à Terra para matar homens, muheres e crianças. Aproveitando o clima fechamos o Prado com a tenebrosa e inebriante sala das “Pinturas Negras” de Goya (algumas delas aqui).

“Dos viejos comiendo”, uma das pinturas negras de Goya

Goya pintou essa série de 14 quadros nas paredes de sua casa e as obras evocam sátiras da religiao, retratos de confrontos civis e uma visao crudelíssima da velhice. As 14 obras (uma possível décima-quinta encontra-se na coleção Stanley Moss, em Nova York) foram retiratas da parede e passadas para quadros, algumas sofrendo danos, mas ainda assim mantendo a aura de dor, revolta e incomodo que cercava o pintor. De tirar o fôlego.

Na parte tarde nos dividimos. Lili foi olhar lojas de roupas e eu fui procurar CDs. Quase pirei na Fnac madrilenha. Sai de lá com um box de François Truffaut em forma de rolo de filme com doze DVDs do cineasta francês (todos com legenda em castelhano) por apenas 15 euros (12 filmes por R$ 45). Além de CDs de Johnny Cash, Tom Waits e de um box com cinco filmes de… Glauber Rocha. Sai mais barato comprar aqui, acredite.

Agora à noite, para relaxar, vamos para um dos bares do roteiro da Ligelena, e nadar em cerveza e sangria (como aconselha o cartaz do post anterior). Amanha temos Thyssen Bornemisza, Palácio Real e mais um boteco, e entao é arrumar as malas para ir para casa. Saimos domingo de manha de Madri para Paris, e de lá para Sao Paulo chegando provavelmente no começo da noite em Guarulhos. Estamos indo de volta pra casa. 

“As Meninas”, de Diego Rodríguez Velázquez

Fotos da viagem:
http://www.flickr.com/photos/maccosta/
http://www.flickr.com/photos/lilianecallegari/

Agosto 1, 2009   1 Comment

Joan Miró, Mies van der Rohe e Parq Güell

O sensacional Parq Güell de Gaudi em Barcelona

Assumo: nao caio de amores por Joan Miró, como Lili, mas me divirto com várias telas dele, principalmente as surrealistas. Porém foi bastante interessante conhecer a fundaçao dedicada ao artista, que fica em Montjuïc, e traça um excelente panorama de sua obra com interessantes telas iniciais mais sóbrias e a sua consequente mudança para Paris - todos eles vao para Paris, e piram, nao tem jeito.
 
Anotei em algum papel as minhas telas preferidas do pintor catalao, mas quem diz que acho agora. De cabeca lembro de um quadro sem título de forte cor verde que me impressionou e “El somriure d’una llàgrima” (aqui) enquanto Lili se apaixonou por “L’or de l’atzur” (aqui) e nos dois rimos muito do título de “Cabell perseguit per dos planetes” (aqui).
 
Brinquei com Lili que a erva dele devia ser das boas enquanto ela defendia que a graça em Miró é que ele conseguia manter viva a criança que havia dentro dele (algo assim tipo Manoel de Barros, um cara que eu adoro e admiro). Fomos para o jardim, vimos algumas esculturas com a cidade de Barcelona ao fundo e descemos a pé o bonito Monte Judeu.

Pavilhao Mies van der Rohe em Barcelona

No caminho passamos pela Palácio Nacional, que hoje em dia abriga o Museu de Arte da Catalunha, e fomos caminhando até o Pavilhao Mies van der Rohe, que Lili nao lembrava que era em Barcelona, e como boa arquiteta, pirou. O pequeno pavilhao foi a colaboracao da Alemanha à Exposiçao de 1929, e foi logo demolido, mas reerguido em 1986.
 
Como define o guia, o Pavilhao é uma jóia racionalista no meio da arquitetura monumental ao seu redor. Como contou Lili, Mies van der Rohe é o dono da célebre frase “Menos é Mais” (e eu tive que comprar a camiseta) e a obra reflete isso de uma forma tao elegante que encanta. Me lembrou, em alguns momentos, a Casa de Baile, de Niemeyer, em Belo Horizonte.

Próxima parada: Parc Güell, o grande jardim que o empresario Eusebi Güell deu para Antoni Gaudi pirar e personalizar. O arquiteto viveu entao sua fase naturalista, e isso pode ser observado em dezenas de detalhes ao redor do imenso parque (mais sobre ele aqui), cujo maior destaque é o eixo central monumental e a casa, residencia de Gaudi por 20 anos.

O pátio do Parq Güell, de Gaudi, em Barcelona

Centenas de pedras pontudas dao um certo ar de brutalidade ao parque. Por outro lado, seu famoso e célebre uso do trencadis (forma de arte que consiste em quebrar azulejos e dispo-los em forma de mosaíco) dá ao lugar um ser tom onírico, sonhador e surreal causando um choque interessante que cria uma paisagem totalmente lúdica e particular.
 
Apesar do sol, milhares de pessoas se perdiam pelas ruas do lugar enquanto músicos tocavam bonitas cançoes espanholas ao violao (e outros até mesmo U2). Descansamos na sombra esperando o solarao baixar para voltarmos para casa. Tentamos passar no Museu Picasso, mas nada de entrada gratuita como dizia o guia, entao hora de desmaiar pois amanha é dia de viajar. Madri, nos aguarde. Estamos chegando.

Fotos da viagem:
http://www.flickr.com/photos/maccosta/
http://www.flickr.com/photos/lilianecallegari/

Um violeiro espanhol no Parq Güell em Barcelona

Julho 29, 2009   4 Comments

Um dia corrido cheio de coisas

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Nosso terceiro dia em Paris foi, de longe, o mais bacana. Lili jah esta curtindo a cidade, feliz pelos museus, cafes e bistros. Fizemos tanta coisa hoje que nem vou entrar numa de fazer textao. Vamos por topicos mesmo:

-Museu do Louvre: fomos logo cedo e ficamos tres horas. Sai morto, mas valeu para rever algumas coisas legais que eu tinha gostado no ano passado. Se pudesse, Lili ficaria dias olhando os Escravos, de Michelangelo.

-Museu L’Orangerie: Ligilena, voce estava certissima. Esse eh o museu mais fofo e especial de Paris. Chapei com as imensas ninfeias, de Monet, que fiquei admirando por bastante tempo. Depois descemos para o acervo com coisas de Modigliani (que eu e Lili adoramos), varios Renoir e Cezanne alem de alguns Picasso e Matisse. Virou o meu museu preferido.

- Instituto do Mundo Arabe: obra interessante do arquiteto Jean Nouvel. Um dia antes jah tinhamos ido ver a Biblioteca Francois Mitterrand, outra obra interessante,

- Pantheon: adoramos o predio, mas ficamos decepcionados com o Pêndulo de Foucault. Lili acha aque eh culpa de Lost… risos

- Centre Pompidou: o complexo cultural que atrai mais gente em Paris (sim, mais do que a Torre Eiffel e o Louvre) eh outra interessante obra de arquitetura (assinada pelos italianos Renzo Piano e Richard Rogers). Tem uma belissima vista da cidade alem de um magnifico acervo de arte moderna. Duas controversas obras do genial Duchamp estao aqui: A Latrina e a Roda de Bicicleta. Mas eles tambem tem Picasso, Modigliani, Giacometti, Miroh, Matisse e Braque, entre muitos outros. Um lugar foda.

Terminamos o dia com as pernas arrebentadas e olhos e coracao felizes bebendo vinho barato frances no apartamento acompanhado de queijos da feirinha da Rua Montergueil, nosso lugar preferido na cidade. E eu viciei em framboesa, tipo a realeza dos morangos. Ainda tenho que falar das cervejas belgas, mas tento fazer isso amanha, sem falta…

Fotos da viagem:
http://www.flickr.com/photos/maccosta/
http://www.flickr.com/photos/lilianecallegari/

Julho 9, 2009   3 Comments

Serpentine Gallery, em Londres

Serpentine Gallery Pavilion by Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa

Daquelas coisas bacanas que acontecem ao acaso. Tirei uma parte do domingo para pesquisar (via Last.FM) os shows que vão acontecer nas cidades em que vou passar na viagem, e descobri o pequeno festival Serpentine Sessions, que terá Regina Spektor, Bon Iver, Big Star e Tindersticks (entre outros). Comprei o ticket para ver os dois últimos, e Lili me contou sobre a Serpetine Gallery, uma galeria especializada em arte moderna e contemporânea, que desde 2000 convida um grande nome da arquitetura para construir um pavilhão temporário de verão em pleno Hyde Park.

Neste ano, a responsabilidade ficou a cargo dos arquitetos Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa (foto acima), do escritório japonês Sanaa, que estrearam seu primeiro projeto no Reino Unido. Entre os arquitetos que já projetaram para a Serpentine Gallery estão o polêmico Frank Gehry (que eu gosto de muitas coisas) em 2008, Zaha Hadid (2007), Alvaro Siza, Eduardo Souto de Moura e Cecil Balmond (2005) e Oscar Niemeyer (2003). Pelas fotos, gostei muito do da Zaha, mas mais do de 2006, de Olafur Eliasson and Kjetil Thorsen, imagem abaixo. Veja mais aqui.

Serpetine Gallery por Olafur Eliasson e Kjetil Thorsen

Junho 22, 2009   No Comments

A história do Edifício Martinelli

Lateral do Edifício Martinelli, em São Paulo

Eu adoro a história do Edifício Martinelli, cuja lateral emoldura a foto acima, tirada em meio a uma feijoada com caipirinha no Salve Jorge, do centro de São Paulo. A história, resumidamente, é a seguinte: o Edifício Martinelli, com 30 pavimentos, foi o primeiro arranha céu do Brasil. Está localizado no triângulo formado pela Rua São Bento nº405, Av. São João nº 35 e Rua Libero Badaró nº 504, no centro de São Paulo. Porém, vários percalços marcaram a sua construção até sua inauguração em 1929. Muita gente não acreditava que o prédio fosse ficar em pé por muito tempo, então o comendador Martinelli, que fez a obra assistido pelo arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena, decidiu pelo óbvio: quando o prédio alcançou 25 andares (a primeira previsão era de apenas 10), fez uma mansão de 5 andares no topo, e foi morar lá. A história toda - bem interessante - pode ser lida aqui, mas bate um google que há outros links legais.

Ps. Em dez anos morando na cidade, ainda não visitei o topo do prédio. Vou agendar uma visita.

Junho 9, 2009   2 Comments