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Posts from — agosto 2017

Dicas Scream & Yell: Live & Lounge BBC

No Dicas Scream & Yell de hoje, uma paixão pessoal: programas de rádio bacanas que compilam muitas das coisas que gravam ao vivo em seu próprio estúdio em coletâneas imperdíveis. Essa série “Live and Lounge”, da BBC Radio 1, é sensacional!

Mais Dicas Scream & Yell

agosto 18, 2017   No Comments

Scream & Yell Discos: Discos de 1997

Se eles escolher 50 discos de 1967 já não sou fácil e 30 discos de 1987 parecia impossível, 20 discos de 1997 é quase uma tortura: a lista começou com quase 40 discos, e fui cortando, cortando, cortando até chegar a… 30. E como excluir 10 de uma lista que já parecia completa? Foi duro, e tô aqui remoendo que U2 e Primal Scream deviam ter entrado, mas meu Top 20 final, nacional e internacional, está aqui. Segue o jogo!

 

agosto 17, 2017   No Comments

Scream & Yell Discos: Chess Records

O programa número 23 da série Scream & Yell Discos lança luz sobre o imperdível box “A Complete Introduction to Chess Records”, o selo de Chicago que é um dos berços do rock and roll. Aproveito até para ler um trecho da biografia do Keith Richards em que ele relembra como puxou conversa com Mick Jagger pela primeira vez…

agosto 15, 2017   No Comments

Quero…

Domingo à noite… e cansaço. Mas até que consegui fazer um bocado de coisas que havia me proposto a fazer na semana que passou: revi alguns Wong Kar-Wai (que renderam a segunda postagem sobre filmes do cineasta, agora focada nos desencontros românticos), fui ao Jazz na Fábrica assistir Eddie Allen distribuir bom humor e boa música (as fotos são da Lili) num repertório que ora fazia a gente se sentir num filme de Woody Allen, ora seguia as belas matizes do blues e do r&B no mood jazz, e também ao Coala Festival (texto só na segunda-feira, mas a galeria de fotos está aqui). Que a semana que começa seja… leve.

Ps1. Quero ver no cinema os novos filmes de Sofia Coppola e Christopher Nolan
Ps2. Quero ver Thundercat no Jazz na Fábrica
Ps3. Quero escrever sobre os discos de Juliana Hatfield, Hurray For The Riff Raff e Joan Shelley
Ps4. Quero diminuir a fila de livros aqui ao meu lado
Ps5. Quero (re)ver “Match Point” e acabar logo a filmografia comentada do Woody Allen
Ps6. Quero beber os últimos lançamentos da Dogma
Ps7. Quero dinheiro na conta 🙂

agosto 13, 2017   No Comments

Cinco fotos: Toulouse-Lautrec no MASP

A exposição de Toulouse-Lautrec ficará no MASP até 01/10/2017. Às terças-feiras, a visitação é gratuita!

agosto 13, 2017   No Comments

Scream & Yell Festivais: Coala Festival

Neste sábado em São Paulo acontece mais uma edição do excelente Coala Festival, um festival focado na nova música brasileira que vem crescendo ano a ano, e que em 2017 junta Aíla, Liniker, Emicida, Tulipa, Rincon Sapiencia e Caetano num dia inteiro de shows no Memorial da América Latina! Mais infos aqui.

agosto 11, 2017   No Comments

Download: As Lembranças São Escolhas

10 anos atrás eu tinha menos cabelos brancos, nunca tinha saído da América do Sul, gostava mais de cachaça do que de cerveja. era editor de capa de um grande portal e tinha uma coluna sobre cultura pop chamada Revoluttion (com dois T mesmo) no iG. E foi lá que eu cravei num dia de janeiro de 2007: “Terminal Guadalupe é o futuro do rock nacional”. Se você conheceu o TG, provavelmente sabe o que eu queria dizer quando escrevi sobre o álbum “A Marcha dos Invisíveis”. Se não conhece, bem, é porque o futuro muitas vezes não é como a gente espera (mas sempre há tempo: baixe o disco da Lorena Foi Embora mais os EPs “Delação Premiada” e “O Tempo Vai Me Perdoar” aqui e três discos oficiais do TG aqui).

O Terminal Guadalupe foi uma banda formada pelo músico e jornalista Dary Jr. em Curitiba em 2003, nascida da trilha sonora de um documentário chamado “Burocracia Romântica”. Depois, já com formação de banda, que incluía o guitarrista Allan Yokohama, o baterista Fabiano Ferronato e o baixista Rubens K, vieram “Vc Vai Perder o Chão” (2003), o EP “Delação Premiada” (2005), “A Marcha dos Invisíveis” (2007), os discos ao vivo “Ao Vivo na Mundo Livre FM” e “Como Despontar Para o Anonimato” (2008) e os EPs “O Tempo vai me Perdoar” (2008) e “O Explorador de Telhados” (2010).

A força do Terminal Guadalupe residia no encontro da poesia verborrágica e politizada de Dary com a musicalidade pop rock and roll grunge de Allan, e o encontro destes dois músicos rendeu um número surpreendente de boas canções, que encontraram um público pequeno, mas fiel, até a banda se separar. No álbum que o Scream & Yell lança hoje, “As Lembranças São Escolhas” (download gratuito aqui), Bruno Capelas descreve: “Dary foi o equivalente mais próximo que eu tive de um Renato Russo – um letrista e vocalista versátil, capaz de me fazer xingar o mensalão (escolha o partido, não importa) ou a Igreja Católica e me apaixonar na mesma medida”. É isso.

10 anos depois, “A Marcha dos Invisíveis” continua sendo um grande disco que, inclusive, antecipava boa parte da crise política que colocaria o país pós-golpe (e o mundo) num limbo próximo a um Black Lodge real (David Lynch estava certo sobre a maldade humana). “A bandeira norte-americana em chamas / A mentira tropical na lixeira / A coleção de inverno do tucanato / E as roupas íntimas dos neopetistas”, enumerava Dary na letra da canção que fechava o disco, “Praça de Alimentação”, e simbolizava um raro aceno politizado num mundo pop nacional que estava mais interessado no próprio umbigo. Deu no que deu.

Como observou Bruno Capelas, “espero que este ‘As Lembranças São Escolhas’ tenha o mesmo efeito sobre seus ouvintes do que teve em mim – a vontade de ouvir não só o disco, mas também ir atrás das canções originais e (re)descobrir músicas que ficaram perdidas no tempo”. É bom ouvir essas canções novamente. Entre as 100 músicas que mais ouvi nos últimos 11 anos, segundo computo da minha LastFm, “De Turim a Acapulco” é a 8ª, “El Pueblo No Se Vá” é a 14ª e “O Segundo Passo” é a 80ª (entre mais de 76 mil canções ouvidas). O futuro é o segundo seguinte. O futuro é agora.

agosto 9, 2017   3 Comments

Dicas Scream & Yell: The Commitments

Para quem acompanha o Scream & Yell, essa é uma dica óbvia, pois já escrevi sobre esse filme de Alan Parker diversas vezes (inclusive aqui), mas nunca vou me cansar de indica-la porque, para mim, ele é o filme número 1 para quem quer “entender / saber / descobrir / ter ideia” do que é ter uma banda. Simples assim. Estão ali o vocalista que se acha o cara mais fodão do mundo por estar à frente do grupo, o músico problema que quer seguir seus instintos, as vocalistas sedutoras, o empresário marqueteiro e muito mais. Diversão garantida. E que trilha sonora espetacular!

Mais Dicas Scream & Yell

agosto 8, 2017   No Comments

Matando saudade dos velhos tempos…

Quando fui escrever sobre o sétimo apartamento que morei em São Paulo, acabei recorrendo a posts que eu havia escrito na primeira versão deste blog, uma imitação tosca que me permitia ser um pouco mais pessoal (o que, na verdade, sempre foi a ideia da Calmantes com Champagne, sinceridade quase suicida). E dai me perdi lendo e relendo várias coisas que eu mesmo não lembrava. Bons tempos. E veio a questão: será que eu conseguiria retomar aquela escrita novamente, 10 anos depois? A gente só vai descobrir se tentar, né mesmo. Bora.

Segundas-feiras são sempre cansativas para mim. Apesar dos sábados e domingos costumarem serem intensos, na minha cabeça a segunda-feira é o dia internacional de colocar as coisas em ordem, o que, sempre, me deixa um pouco atrapalhado, ansioso e, consequentemente cansado. No caso de hoje ajuda o fato do Scream & Yell estar baleando bastante desde a quarta passada, quando deu alguma pane no data center do servidor – e isso me angustia ferozmente, até porque há tanta coisa legal para ser publicada.

Ainda assim o dia foi ok. Consegui organizar algumas coisas (incluindo uma lista de CDs e DVDs para venda, juntando coisas que um amigo deixou aqui com coisas minhas que tenho repetida – acredita que comprei o “Bootleg Series 10”, do Bob Dylan, na Second Spin, achando que era o 11? E quando chegou, ao abrir o pacote, veio aquela sensação de “hummm, não era você que eu queria”), publicar uma entrevista com a Dulce Quental (que eu adoro) e uma resenha do Leo sobre o novo disco dos Paralamas.

Essa resenha do Leo me fez ir atrás do disco, e passei a manhã toda ouvindo. Gostei, viu. E acho que já deve ser o segundo disco dos Paralamas neste século que mais ouço, só perdendo para o “Brasil Afora” (que grande canção é “Mormaço”!). Do disco novo gostei muito da versão pesada que eles fizeram para “Medo do Medo”, da Capicua, ainda que eu prefira a versão original – já conhece a obra dessa baita rapper portuguesa? Não? Baixa gratuitamente (e já) o disco “Sereia Louca” no site dela. É incrível! Voltando aos Paralamas, gostei também de “Itaquaquecetuba” e de “Cuando Pase El Temblor”.

Outro disco que rodou bastante aqui hoje, como comprova minha LastFM, foi o novo do Apanhador Só (já baixou?), que está crescendo e crescendo a cada audição. Também ouvi, por cima, o disco do Otto (enquanto inventava de fazer braciola no almoço), e quero ouvir com mais calma. Depois na sequencia vieram os discos novos do Adriano Cintra (download aqui), Trupe Chá de Boldo (download aqui), Picassos Falsos, Camila Honda e Rincon Sapiencia. Ao menos musicalmente o dia rendeu.

A semana promete. Lili está de férias, e vamos tentar conferir a mostra do Henri de Toulouse-Lautrec, no MASP, nesta terça, aproveitando a gratuidade da visita (nesse Brasil pós-golpe afundado na crise, qualquer economia é muito bem-vinda). E ainda tenho que preparar a pauta das gravações do Scream & Yell Vídeos, que devem ocorrer na quarta. Nem sei ainda sobre o que vou falar…

Ainda quero tentar ver Eddie Allen na quinta no Sesc Pompeia, dentro do Jazz na Fábrica, Natália Matos sexta na Casa do Mancha, o festival Coala no sábado e Hermeto no domingo. E, nesse meio tempo, rever “Amor à Flor da Pele”, do Wong Kar Wai, para escrever um segundo post com três filmes dele, agora focando nessa trilogia da qual ainda fazem parte “Dias Selvagens” e “2046” (aqui o primeiro post); e também “Match Point”, do Woody Allen, para a filmografia comentada dele que estou quase terminando (já foram 48, faltam “apenas” 15)…

Que a sinusite vá embora e que a força esteja conosco (e traga freelas!).

Ps. A cerveja do dia foi a neozelandesa 8 Wired Super Conductor Double IPA, mais uma boa replicação de estilo por parte dos caras, mas sem nenhuma novidade. Eu estava tão curioso para beber as 8 Wired e, seis cervejas depois, posso dizer que estou meio decepcionado com uma série de boas cervejas, mas com pouca personalidade. Tem mais uma ainda na geladeira… quem sabe.

agosto 8, 2017   No Comments

O sétimo ap que morei em São Paulo

Rememorando: Da Cardeal Arcoverde fui para a Teodoro Sampaio, de lá para a Rua Rocha, dai para a Antônio Carlos e depois para uma esquina da Rua Rosa e Silva, pertinho do Minhocão, e então para a Dr. Vila Nova, na esquina do Sesc Consolação, tudo isso em três anos de morador de São Paulo. Esse último endereço, um quitinete de menos de 40 metros, foi meu reino durante dois anos, e fui bem feliz ali. Mas eu queria um lugar maior, um apartamento “apartamento” mesmo. Meu chefe no trabalho não se conformava de eu não ter geladeira e muito menos fogão (só uma TV 29 polegadas, uma cama de casal, som e uns 10 mil CDs), e passei alguns meses olhando quitinetes maiores, mas acabei dando uma tremenda sorte ao descobrir que o apartamento ao lado do Bar do Zé, na Rua Maria Antonia, e a menos de 50 metros do meu, tinha sido colocado para alugar. Eu vi o cara colocando a placa de “aluga-se” e na hora liguei para a imobiliária. O apartamento estava um bagaço, mas tinha potencial. Acertei com a dona (no mesmo esquema de depósito de três alugueis) que iria repinta-lo, quebrar as paredes para colocar uma nova fiação elétrica e lixar os tacos. Ela topou assumir 60% dos gastos, que seriam abatidos nos alugueis, e lá fui eu. A primeira vez em que entrei nele vazio, reformado, me apaixonei. Havia um corredor na entrada, uma boa sala octagonal (sério!), uma cozinha pequena, mas funcional, lavanderia, um quarto enorme e um banheiro (com banheira). O aluguel seria só uns 30% mais caro que a quitinete anterior (acho que nem passava de R$ 500 em 2005) e, então, parti para montar um apartamento de homem solteiro decente, com sofá cor de laranja, pufes, guarda-roupa, fogão e geladeira. A boa vibe do apartamento em frente veio junto, e posso dizer que fui muito feliz na Rua Maria Antonia (virei freguês do Bar do Zé, daqueles que ficam no balcão papeando com os garçons com o mesmo copo de cerveja enquanto observava o movimento da rua, agitada por estudantes) – vale lembrar que o Bar do Zé é o bar que a galera dos festivais (Chico, Paulinho da Viola, Tom Zé e turma toda) frequentava no período do evento. Me mudei para esse apartamento em fevereiro de 2005 e fiquei lá até o meio de 2007, quando juntei os trapos com a Lili e fomos morar juntos na Rua Bela Cintra. Mas isso é assunto para um outro post…

Os apartamentos anteriores

agosto 8, 2017   No Comments