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Posts from — julho 2016

Miles Davis e Chet Baker nas telas

borntobeblue

Uma deliciosa maluquice experimental esse “Miles Ahead”, de Don Cheadle, não biografia sobre Miles Davis! Baita atuação do Don Cheadle, fotografia e, principalmente, edição absolutamente impecáveis, mas… sorry, falta biografia (grifo que compartilho com o All About Jazz nessa ótima resenha: https://goo.gl/FW4KzM). Porém, seria possível captar Miles como um todo em (apenas) duas horas de projeção? Eu acho impossível e, vendo por este lado, Don Cheadle mandou bem. Mas quem não sabe nada de Miles sairá do cinema sabendo ainda menos…

Com uma pegada completamente diferente da de “Miles Ahead”, esse “Born To Be Blue”, sobre a vida de Chet Baker, traz Robert Budreau na direção e é uma cinebiografia “quadradinha” que segue os preceitos do estilo. A história, pra variar, é dolorida e muito, muito foda. Como filme prefiro “Miles Ahead”; como cinebiografia fico com este “Born To Be Blue”. Detalhe: Ethan Hawke está excelente num nível diferente de Don Cheadle, pois os papeis são completamente antagônicos: Chet é tristeza, Miles é caos. E essa dualidade está impressa nos dois (excelentes) filmes.

Mais: A fase elétrica de Miles Davis (aqui)

julho 30, 2016   2 Comments

As referências de Strange Things

A série “Stranger Things” estreou com sucesso no Netflix e exibe diversas referências à filmes como “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979), “E.T. – O Extraterrestre” (1982), e “Os Goonies” (1985), entre muitos outros – isso sem contar a trilha sonora com Echo & The Bunnymen, Joy Division, David Bowie, The Clash e… Toto (ouça aqui). A página brasileira da série no Facebook juntou as principais referências cinematográficas neste vídeo abaixo, o que faz já ter vontade de rever os oito episódios. Confira.

 

julho 25, 2016   No Comments

Novo Woody Allen no Brasil: 25/08

Mais: Woody Allen de 0 a 10, por Marcelo Costa (aqui)

julho 21, 2016   No Comments

A capa do novo disco do Wilco

“Schmilco”, 10º disco do Wilco, será lançado dia 09 de setembro, traz arte de Joan Cornellà e já tem duas músicas liberadas: “Locator” e “If I Ever Was A Child”! O Wilco toca no Brasil em 08 de outubro dentro do Popload Festival! O cartunista Joan Cornellà chega em setembro ao país. O catalão está confirmado para a Bienal de Quadrinhos de Curitiba e se junta ao peruano Jesus Cossio, à colombiana Power Paola, à israelense Rutu Modan e ao uruguaio Troche. A Bienal acontece entre 08 e 11 de setembro, no MuMA em Curitiba. No Instagram, a Editora Mino, que lançou “Zonzo”, de Cornellà, no Brasil em fevereiro deste ano avisa que “deve rolar pelo menos mais uma data (de Cornellà) em São Paulo”. Abaixo, o tracklist do novo disco do Wilco!

Schmilco
01 “Normal American Kids”
02 “If I Ever Was A Child”
03 “Cry All Day”
04 “Common Sense”
05 “Nope”
06 “Someone To Lose”
07 “Happiness”
08 “Quarters”
09 “Locator”
10 “Shrug And Destroy”
11 “We Aren’t The World (Safety Girl)”
12 “Just Say Goodbye”

julho 19, 2016   No Comments

Download: Nove discos de Wado

julho 17, 2016   1 Comment

Um sonho desejo: Pussy Power Festival

Na noite de sexta, após eu juntar as entrevistas de Girlie Hell e Anarchicks num único tweet com a chamada “8 mulheres, 2 bandas”, a Amanda França comentou de como seria legal um festival só com bandas de mulheres, e isso bastou para começarmos a sonhar (como ela mesma tuitou depois, “sonho que sonha junto…” <3) com um line-up assim. Ela batizou o festival (já depois que passamos a conversa para o Facebook e pintarem dezenas de sugestões) e esse primeiro recorte (pessoal) visa juntar bandas de várias cantos do mundo e possíveis (com cachês que permitiriam o corre).  Na minha cabeça ficou assim:

– PJ Harvey (Inglaterra)
– Sleater-Kinney (EUA)
– Babys in Toyland (EUA)
– Mercenárias (Brasil)
– Savages (Inglaterra)
– Butcherettes (México)
– Girlie Hell (Brasil)
– Anarchicks (Portugal)
– Plastiscines (França)
– Shonen Knife (Japão)
– Las Robertas (Costa Rica)
– Pussy Riot (Rússia)

12 shows, três dias com quatro shows cada (mais debates, filmes…)

A Sylvie Piccolotto, jornalista e produtora de shows na Argentina, sugeriu o Las Piñas, de La Plata, o que poderia fazer uma conexão com o festival por lá (nesses casos é sempre bom dividir custos para baratear o processo todo de trazer os artistas de fora para a América do Sul). Courtney Barnett, Warpaint, Haim e Fiona Apple foram muito citados, mas dois nomes me soaram perfeitos: o Alexandre Inagaki lembrou a história da Anita Tijoux, filha de pais exilados na França por causa da ditadura do Pinochet, e o Alex Antunes lembrou que a Bush Tetras (combo pós punk nova-iorquino formado em 1979) está na ativa. Elson Barbosa sugeriu Kim Gordon de curadora e Renata Arruda lembrou da Amanda Palmer, e acho que as duas poderiam fazer parte de palestras falando sobre seus livros (“A Garota da Banda” e “A Arte de Pedir“, respectivamente), o que engrandeceria o evento ainda mais. Da mesma forma, o Chacal indicou Julie Ruin, o que também poderia render uma exibição de “Kathleen Hanna: The Punk Singer”, grande documentário de Sini Anderson. A coisa toda vai se ampliando. Ou seja, há um evento esperando para ser feito! Não é um line-up tão caro e abre dezenas de possibilidades. Bora transformar isso em realidade? 🙂

julho 16, 2016   2 Comments

O melhor festival de todos os tempos?

monterey

Nunca tinha pensando nisso, mas assistindo ao ótimo e delicadíssimo documentário sobre Janis Joplin (“Janis – Little Girl Blue”, com narração de Chan Marshall, em cartaz em vários cinemas do país) caiu a ficha de que se eu pudesse voltar no tempo e escolher apenas 1 festival para estar presente, eu não teria duvida: Monterey Pop Festival 1967. Dose dupla de Janis Joplin & Big Brother and the Holding Company (eles não permitiram gravar o show no sábado e a coisa foi tão foda que deram um jeito de eles repetirem o show no domingo pro D. A. Pennebaker registrar pra posteridade), Pete Townshend destruindo sua guitarra e Keith Moon o seu kit de bateria em “My Generation” (é hilário no vídeo o rapaz do som tirando coisas do palco com medo da destruição do Who), Jimi Hendrix incendiando sua guitarra (!!!!!!), e, ainda, Eric Burdon & The Animals; Simon and Garfunkel; The Byrds; Jefferson Airplane; Ravi Shankar; Buffalo Springfield; Grateful Dead; The Mamas & The Papas; Booker T. & the MG’s e, mama mia, Otis Redding. Sensacional!

E era pra ter sido ainda melhor. O Beach Boys, um ano depois de “Pet Sounds” e no auge da piração de “Smile”, cancelou. A produção sondou os Beatles, mas eles não estavam seguros de reproduzir a loucura de “Revolver” e “Sgt Peppers” ao vivo. No entanto, Paul indicou The Who e The Jimi Hendrix Experience. A produção tentou os Kinks, mas eles não obteram visto de trabalho em tempo. Stones e Donovan ficaram de fora por causa de visto de trabalho também, mas dessa vez negados antecipadamente pelas prisões deles com drogas; Bob Dylan não aceitou porque estava se recuperando do tal acidente de moto que quase lhe custou a vida em 1966; Frank Zappa se recusou a tocar no mesmo palco que outras bandas “menores” de São Francisco; e o Captain Beefheart não tocou porque o Ry Cooder achou que a banda não estava pronta (o Love estava, mas a produção do festival recusou eles). Era pra ter sido ainda melhor… risos

Ps. Ficou famosa a história de que The Who e a Jimi Hendrix Experience tiraram na moedinha quem deveria tocar antes. O The Who ganhou e destruiu o palco. Na sequencia, Jimi Hendrix fez história. Automaticamente me lembro de Pete Townshend em sua autobiografia “lamentando” (de brincadeira) ter indicado para Jimi Hendrix “armas tão potentes“…

Leia também:
– Cinco momentos inesquecíveis de cinco grandes shows (aqui)

julho 12, 2016   1 Comment

Truman

Em 99% das vezes que vou ver um filme, tento saber o mínimo sobre ele. Gosto da sensação de não saber absolutamente nada da história (ainda que o cartaz adiante pequenas coisas) e, mesmo que isso tenha quase me causado um leve trauma (ver “Katyn“, do Andrzej Wajda, num dia depressivo não foi uma boa escolha – fiquei, inclusive, tremendo algumas horas num show que fui ver no Studio SP, logo depois, mas que filme, que filme), continuo tentando ir ao cinema sem saber nada da história. Hoje não estava sendo um dia bom. Um pouco de tristeza aqui, um pouco de depressão acolá. Mas dai que a esposa chegou em casa e eu consegui faze-la sorrir algumas vezes, o que já serviu para deixar tudo mais leve, para colocar as coisas um pouco nos eixos. E depois fomos ver “Truman” (2015), grande vencedor do Oscar espanhol, o Goya, arrematando cinco estatuetas das seis a que fora indicado – melhor filme, diretor (Cesc Gay), ator (Ricardo Darín), ator coadjuvante (Javier Cámara) e roteiro. Na minha mania de não ler sinopses nem nada, eu acreditava que “Truman” se tratava de uma comédia bestinha, mas, feliz engano, é daqueles dramas levemente cômicos e contidos, que lavam a alma com silêncio. Bonito e triste. Como a vida.

julho 12, 2016   No Comments

Pablo Picasso no Instituto Tomie Ohtake

picasso

“Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”, cantava Chico Science. Em uma cena de “Sociedade dos Poetas Mortos”, de Peter Weir, o professor inspira seus alunos a subirem na carteira e observarem ali de cima. “O mundo parece muito diferente visto daqui”, ele diz. Bem, eu já havia tido a sorte de ir duas vezes ao Museu Picasso, em Paris, e adorado as visitas, mas não saído deslumbrado (uma delas, inclusive, estava repleta de crianças entre 3 e 5 anos com professores e cuidadores – e foi a imagem que mais guardei dessa visita, mais do que qualquer quadro que eu tenha visto).

Andar por museus em viagens é especial e, ao mesmo tempo, um tiquinho estressante. Em Paris, o “stress” aumenta porque são tantos museus fodas que inúmeras vezes a alma não está pronta para passear por corredores olhando quadros dia após dia. É tanta coisa para se observar e se apaixonar em tão pouco espaço de tempo que o olhar fica inebriado, diria drogado. Numa das viagens, Lili brincou: “Deve ser a 20ª pintura da ‘Anunciação’ que vemos. Não aguento mais” (risos). Mas nada como tirar a obra de um lugar e passar para outro. Ou tirar as obras de Paris e traze-las para São Paulo.

Até o dia 14 de agosto, o Instituto Tomie Ohtake exibe a mostra “Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem”, com mais de 150 obras, entre quadros, esculturas, fotografias e desenhos, dos quais 90% inéditos no país, emprestados do Museu Picasso. Já visitei a exposição duas vezes e planejo mais duas visitas. Na primeira, inebriado e com olhos marejados, senti o coração acelerar descompassado na segunda sala, a respiração ofegante soar dificultosa e temi por cair sobre alguma obra de prima de milhões de dólares. Sai, sentei numa cadeira e me recompus, aos poucos, amando (assustado) a situação.

Essa exposição mexeu comigo de uma maneira mais intensa que as duas visitas anteriores ao Museu Picasso. Há dezenas de possibilidades (o cansaço de viagem e o olhar drogado em Paris; o momento pessoal de minh’alma em São Paulo), mas o que importa é que você precisa vê-la. Estão lá esboços de “Guernica”, o primeiro quadro que Picasso pintou quando tinha 14 anos, obras de várias de suas fases, desenhos que eu não lembrava de ter visto em Paris e as loucuras de um dos mágicos dessa arte chamada Pintura. De São Paulo essa exposição segue para o Rio e depois para Santiago. Não perca!

Abaixo, sete obras favoritas dessa exposição:

“O Homem de Gorro”, 1895


“Busto de Homem (Estudo para As Senhoritas de Avignon”), 1907

“Duas Mulheres Correndo Na Praia”, 1922

“Paul como Arlequim”, 1924

“O Beijo”, 1925


“Figuras a Beira-mar”, 1931

“A Grande Banhista Lendo Livro”, 1937

julho 11, 2016   No Comments

We can do it! #Enriqueta

julho 7, 2016   No Comments