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Histórias de viagem: Maria e Bruges

Em 2009, na hora de montar o roteiro da viagem, decidi incluir Bruges não só por ser uma cidade mítica, mas também porque naquele fim de semana escolhido haveria uma edição do festival local Cactus com Paul Weller, Mark Lanegan, Greg Dulli, Calexico e muito mais no line-up. O festival acontece no parque central da cidade, o Minnewater, e na hora de buscar uma hospedagem escolhi uma que ficava exatamente ao lado do parque.

Assim que entramos na rua descrita na confirmação do Hostel World e, conforme fomos chegando próximo ao número, achamos estranho não existir placa ou alguma informação. Inocentemente, achei que havia reservado um hostel quando, na verdade, tinha reservado um quarto em uma casa (Bed & Breakfest). Fomos e voltamos na rua e decidimos apertar a campainha. Quem nos recebeu entusiasmadamente foi a Maria, uma pessoa muito querida.

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Assim que entramos, Maria se apresentou e, sabendo que éramos brasileiros pela ficha de confirmação da reserva, começou a conversar numa mistura de línguas e sotaques. Ela é uma nona italiana, mas que começa falando em inglês, no meio da frase emenda italiano e termina com coisas em espanhol, holandês ou todo junto e até … português, poucas palavras, mas falava, nos dizendo que a filha havia casado com um brasileiro (pode ser o inverso, minha memória anda falhando). Sinceramente: era enternecedor.

Maria nos mostrou o quarto que iriamos ficar nos alertando: a janela dava para o parque e, neste fim de semana, “irá acontecer um festival de rock ali”, ou seja, haveria barulho. Ela se acalmou assim que contei que tínhamos tickets para o festival e, então, perguntou se eu tinha um mapa da cidade (havia comprado um assim que desci do trem). Mapa na mão, ela começou a indicar os lugares legais para comermos, bebermos e visitarmos, no melhor esquema: “Foge daqui, é coisa pra turista”; “Quer comer uma boa comida feita com cerveja? Vá aqui”; “Aluguem bikes aqui”; e por ai em diante.

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Em um pequeno papel, ela escreveu um recado que funcionava como um vale desconto para passearmos em barcos pelos canais da cidade. Era só apresentar e obter o desconto com o barqueiro. Neste café da manhã da foto, ela nos repreendeu: “Vocês não comeram nada! Nem tocaram no queijo brie!” (risos) Dormimos apenas duas noites em Bruges, e foi extremamente confortável pela maneira como Maria nos recebeu. O quarto que ficamos era de uma de suas filhas, que estava aproveitando o verão europeu e as férias para viajar, deixando-o vago para alguém que quisesse visitar a cidade. Foi bastante útil para nós… e especial.

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Leia também:
– Histórias de viagem: D’akujem (aqui)
– Histórias de viagem: Raconteurs em 2008 (aqui)
– Histórias de viagem: Crianças no Louvre (aqui)
– Histórias de viagem: Um hotel em Paris e Cherry Coke (aqui)
– Dois dias no Cactus Festival 2009, em Bruges (aqui)

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