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Posts from — maio 2014

Prata da Casa: Junho de 2014

Eis a programação do projeto Prata da Casa para junho de 2014, no Sesc Pompeia, três artistas que tenho um orgulho imenso de, junto ao Sesc, destacar para shows em São Paulo. Dois deles já vi ao vivo, e fiquei tão impressionado que, quando me deparei com o material deles, achei obrigatória a escalação no projeto. Diferente dos próximos meses, em que buscarei trabalhar um tema para nortear a escolha dos artistas que levarei para debater com o Sesc, o mês de junho (como o de maio) foi fechado sem uma preocupação temática, focando apenas na qualidade artística dos trabalhos recebidos pela curadoria.

A Coutto Orchestra de Cabeça, de Sergipe, eu tive o prazer de assistir no Festival LAB, em Maceió, em novembro de 2012, e naquela oportunidade (ainda sem ter lançado o álbum “eletro FUN farra”, disponível para download gratuito no site oficial da banda) eles fizeram um dos grandes shows do festival. Fiquei com aquela apresentação festeira (forró, tango, beats, empolgação) na memória, e sempre pensando que era uma pena eles nunca terem decido para o sudeste. Quem for à Choperia do Sesc Pompeia na terça, 03 de junho, de coração aberto, poderá viver uma noite inesquecível.

No dia 10 de junho será a vez da Cassino Supernova, sangue novo do rock brasiliense, que tive a oportunidade de conferir ao vivo duas vezes no Festival Casarão, em Porto Velho. O disco deles é ok, mas ao vivo o quinteto transpira adrenalina. Na primeira vez que os vi em Porto Velho, em 2012, num lugar fechado, achei o show extremamente competente, mas eles realmente me conquistaram com a apresentação do ano seguinte, ao ar livre e gratuita, para uma grande plateia que não tinha a mínima ideia de quem eles eram e o que tocavam. Os moleques não deixaram a peteca cair e arrebentaram.

Fechando o mês de junho, dia 24 (dia 17 não teremos Prata da Casa devido a um jogo do Brasil na Copa), Jennifer Souza traz para o teatro do Sesc Pompeia todo o intimismo e lirismo de seu álbum de estreia solo, “Impossível Breve”, lançado em 2013 (e disponível para download gratuito). Admiro muito o trabalho da banda em que Jennifer toca, a Transmissor (não a toa, o Scream & Yell disponibilizou o terceiro disco deles em maio, “De Lá Não Ando Só”), e essa admiração se amplia aos discos solo não só de Jennifer, mas também de Leonardo Marques (guitarrista da banda, baixe aqui). É um show que quero ver na primeira fila.

Espero pode ver vocês no Sesc Pompeia. O Prata da Casa acontece às terças, às 21h, com ingressos gratuitos distribuídos uma hora antes do evento. Prestigie.

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maio 31, 2014   No Comments

Documentário: O Rap e a Mídia

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Documentário sobre a relação do Rap e a Mídia contado por protagonistas de ambos os cenários assinado por Juliana, Pamella, Rebeca e Tomaz em um trabalho de conclusão de curso realizado por alunas da Universidade FIAM/FAAM em MAIO/2014.

maio 27, 2014   No Comments

Jesus and Mary Chain: quatro mixtapes

I Love Jesus and Mary Chain
01) I Hate Rock’n Roll (1998)
02) Upside Down (1984)
03) Never Understand (1985)
04) Happy When It Rains (1987)
05) April Skies (1987)
06) Head On (1989)
07) Reverence (1992)
08) Almost Gold (1992)
09) Sometimes Always (1994)
10) Just Like Honey (1985)
11) Surfin USA (1988)
12) I Love Rock’n Roll (1998)

The Jesus and Mary Chain Loves
01) The Beach Boys – Surfin’ USA [Summer Mix]
02) The Cramps – New Kind of Kick
03) Bo Diddley – Who Do You Love
04) Elvis Presley – Guitarman
05) Syd Barret – Vegetable Man
06) Howlin’ Wolf – Little Red Rooster
07) The Temptations – My Girl
08) The Pogues – Ghost of a Smile
09) Lee Hazleewood – I’m Glad I Never
10) 13th Floor Elevators – Reverberation (Doubt)
11) Prince – Alphabet Street
12) Can – Mushroom



10 faixas raras do Jesus and Mary Chain

01) Dirty Water [William Vocal Demo]
02) Rocket
03) Some Candy Talking [NME Version]
04) Happy When it Rains [Demo Version]
05) Mo Tucker [BBC Radio Session]
06) Just Like Honey [Demo Version]
07) Darklands [String Version]
08) Why’d You Want Me [Alternate Version]
09) New York City
10) In the Rain [BBC Radio Session]

A Corrente de Jesus e Maria
01) Ash: A Life Less Ordinary (Version 2008)
02) Japandroids: For the Love of Ivy (2012)
03) BRMC: Whatever Happened to My Rock’n’Roll (Punk Song) (2001)
04) The Walkmen: Don’t Get Me Down (Come On Over Here) (2006)
05) Spiritualized: Come Together (1997)
06) The Kills – No Wow (2005)
07) Glasvegas – Go Square Go (2006)
08) Teenage Fanclub – Like a Virgin (1991)
09) Raveonettes – The Love Gang (2003)
10) Dum Dum Girls – Trouble Is My Name (2014)

maio 23, 2014   No Comments

Prata da Casa #3: Don L

 

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A terceira noite do Prata da Casa 2014 calhou de coincidir com o segundo dia da greve do motoristas de ônibus de São Paulo, e se já é bastante complicado se deslocar na cidade em dias normais, uma dia sem ônibus torna a vida nessa megalópole imensamente muito mais difícil, e muitos eventos acabam sendo inviáveis, mas a galera do hip hop mostrou porque a cena vem cada vez mais ganhando destaque, mesmo sem tocar em rádios e novelas da Globo, e bateu ponto em peso lotando a Choperia do Sesc Pompeia para ver Don L, o cara responsável por um dos grandes discos do ano passado, “Caro Vapor – Vida e Veneno de Don L”, disponibilizada gratuitamente pela VICE (baixe aqui).

Acompanhado de Dj Typá nas programações, Srta. Paola nos backings e Tché, do Holger, na guitarra, Don L fez um passeio pelo repertório do álbum abrindo com a excelente “Morra Bem, Viva Rápido” e recebendo Flora Matos para um dueto em “Sangue é Champagne”, “Enquanto Acaba” e “Slow Jam” enquanto Nego Gallo, parceiro dos tempos do Costa a Costa, trouxe “No Melhor Lugar” e seu refrão “Isso aqui é dinheiro, sexo, drogas e violência de Costa a Costa!”, título da mixtape que a dupla lançou em Fortaleza, 2007. “Chips (Controla ou te Controlam)” e “Beira de Piscina” (com apoio de Terra Preta) foram dois grandes momentos de uma noite que mostrou que uma greve pode parar a cidade, mas não para o rap.

As fotos são de Liliane Callegari (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.

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maio 22, 2014   No Comments

Prata da Casa #2: Giallos

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Na segunda noite do Prata da Casa 2014, com um público tão bom quanto o da noite de estreia, o Giallos, do ABC Paulista, honrou a escalação com uma entrega absurda em uma noite movida a berros, pancadas e barulho. Em formato sexteto, o trio formado por Flávio Lazzarin (no pequeno kit de bateria com Pinguim escrito a esferográfica no bumbo), Luiz Galvão (alternando duas guitarras) e Claudio Cox (ensandecido nos vocais) trouxe ao palco a banda que gravou o álbum “¡CONTRA!” (disponível para download grátis) com Andre Calixto (sax, gaita e gritos), Richard Fermino (trompete, sax e gritos) e Willian Aleixo (teclados).

O massacre blues punk começou com “1973”, faixa que abre “¡CONTRA!” e traz Cox berrando “1973, o ano que nascemos: seria fácil acabar com esse regime de merda com as armas que temos hoje”. A candidata a hit “El Santo Diesel” foi uma das mais celebradas da noite, que ainda contou com versões de clássicos d’Os Replicantes (“A Verdadeira Corrida Espacial”, 1986), Inocentes (”Medo de Morrer”, de 1982, com Clemente no palco, em momento noise de arrepiar) e, para encerrar uma grande noite, MC5 (do obrigatório “Kick out the Jams”, 1969). Apenas uma terça-feira de rock n’ roll sujo e gritado, e foi demais.

As fotos são de Liliane Callegari (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.

Mais sobre o Prata da Casa

maio 15, 2014   No Comments

Prata da Casa no Divirta-se, Estadão

maio 12, 2014   No Comments

Prata da Casa na Revista Cult

maio 9, 2014   No Comments

Prata da Casa #1: Bruno Souto

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Noite de estreia de projeto é sempre um desafio para o estômago, mas a abertura do Prata da Casa 2014 não poderia ter sido melhor com a elegância de Bruno Souto, acompanhado de uma baita banda e tocando as canções do elogiado “Estado de Nuvem” (download grátis aqui), sua estreia solo, que apareceu em várias listas de melhores do ano passado (Scream & Yell incluisa) e ganhou versão em vinil (via Selo Locomotiva).

O show foi calcado no disco abrindo espaço para uma canção do Volver (banda de Bruno) e rendeu muitos momentos bonitos, como “Eu e o Verão”, “Dentro” e, principalmente, a baladaça “Se Você Quiser”. Escudado pelos guitarristas Nevilton (em noite de guitar hero) e Kaneo Ramos, mais Thiago Nistal (bateria), Augusto Passos (baixo) e Ricardo Prado (teclado), Bruno Souto fez um show classudo abrindo o Prata da Casa de forma magnifica.

As fotos são de Liliane Callegari (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.

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maio 8, 2014   No Comments

Uma pergunta para o pai da internet no Brasil

Tive o imenso prazer de conversar como engenheiro Demi Getschko na semana passada sobre Internet, Marco Civil e outros assuntos pertinentes, como sua nomeação ao Hall da Fama da Internet – Demi participou do esforço da implantação de redes no país e foi um dos responsáveis pela primeira conexão TCP/IP brasileira, em 1991. Linko aqui a conversa na integra, quando ela for publicada. Essa resposta abaixo acabou não entrando no texto final, mas era um tema que, acredito, nos interessa muito (a mim e a você, leitor).

A Internet mudou definitivamente o modo com que as pessoas se relacionam (entre elas, com o tempo, com o mundo como um todo). No meu caso, que sou um jornalista especializado em música, sempre que me perguntam sobre internet, indústria e MP3, comento que ainda estamos nos adaptando às mudanças que a internet nos trouxe. O senhor acredita que a Internet vá mudar muito ainda no futuro?

A rede mudou o jeito de funcionar de todo o mundo, e o que é mais grave e impactante, é que a rede mudou modelos econômicos importantes. Certas coisas que eram razoáveis no passado, deixam de ser razoáveis hoje em dia. Essas coisas certamente ameaçam o status quo e gente que está estabelecida. Então, por exemplo, se você fabricava máquina de escrever, é melhor você pensar no caso, porque certamente você não vai mais conseguir vender muitas. Evidentemente, o pessoal não é bobo, sabe que as coisas estão mudando. Então quem tem negócios e trabalha nessas áreas, o que eles puderem atrasar e/ou protelar a quebra do modelo de negócio deles, melhor. Desta forma, cada um vai batalhar/espernear para manter as coisas do jeito que elas estão. “Ah, a internet me ameaça aqui, me ameaça ali, vai acabar a minha receita, não vou ter mais como sobreviver”… Evidentemente que esse tipo de reação é natural e esperado porque eles querem preservar seus modelos de negócio. A internet é uma ruptura séria, uma ruptura que pode gerar grandes alterações no cenário. Já gerou muitas. Já fez grandes alterações, por exemplo, em redes sociais. Hoje você consegue que as pessoas se conectem e se agrupem em grupos, e discutam. O pessoal do terceiro setor (ONGs) foram os primeiros a encontrar as grandes ferramentas das redes, porque eles eram ativistas, mas hoje qualquer cara consegue isso. O pessoal se reúne para fazer churrasco, e isso é uma alteração na relação das pessoas com a rede. O poder da rede, além do fato de que você pode escrever o que quiser e se manifestar, é algo que não existia antes. É uma ruptura séria. Os modelos de negócio estão mudando e os espertos estão enxergando isso. Os que querem se manter encastelados no modelo anterior, correm risco. É a vida. Eles devem saber o que estão fazendo…

Leia também:
– A nova idade média, texto de 2008, por Marcelo Costa (aqui)
– Sete respostas: Música, Cinema e Web, por Marcelo Costa (aqui)

maio 5, 2014   No Comments

Sobre o Prata da Casa no Guia da Folha

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Leia também:
– Sobre a curadoria do Prata da Casa, do Sesc Pompeia (aqui)

maio 2, 2014   No Comments