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Posts from — junho 2012

Da Inglaterra, Whitstable Bay Organic Ale

Duas belas representantes da Shepherd Neame, cervejaria de Kent, no sudoeste da Inglaterra, já haviam passado por este espaço: a Dedo do Bispo (Bishops Finger), uma bitter ale caprichada, com o aroma lupulado, que ainda traz notas de madeira, malte e frutas; e a Spitfire Premium Kentish Ale, uma standart bitter ale com três tipos de lúpulo que grudam caramelo e melaço de malte no céu da boca. A da foto acima é uma Whitstable Bay Organic Ale, que chega ao Brasil via Uniland.

Essa inglesinha carrega no aroma a marca da Shepherd Neame: assim que a garrafa é aberta, o lúpulo contagia o ambiente deixando alguns rastros de notas cítricas, florais e até um pouco de mel. O paladar, por sua vez, é tipicamente inglês: amargor pronunciado com o lúpulo marcando o céu da boca e o início da garganta, com o malte servindo de coadjuvante de luxo (melaço e caramelo) em uma cerveja bastante leve e refrescante, mas que perde em comparação para suas irmãs.

A Shepherd Neame é a cervejaria mais antiga da Inglaterra com uma produção dividida em oito rótulos distribuídos por mais de 360 pubs no Reino Unido (em Kent, Londres e Essex). Além das três cervejas citadas acima, a Uniland está importando outros dois rótulos (a maioria deles encontrado com facilidade em supermercados da rede Pão de Açucar entre R$ 13 e R$ 18 a garrafa de 500 ml): a Master Brew Kentish Ale e a 1698 Special Strong Ale. Estou atrás.

Whitstable Bay Organic Ale
– Produto: English Pale Ale
– Nacionalidade: Inglaterra
– Graduação alcoólica: 4,5%
– Nota: 2,81/5

Leia também
– Outras duas cervejas da Shepherd Neame (aqui)
– Top 500 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

junho 29, 2012   No Comments

Tour Comida di Buteco São Paulo 2012

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texto por Marcelo Costa
fotos por Liliane Callegari

Sexta-feira, dia tradicional de happy hour. Nada como despedir-se de uma semana de trabalho em um bom boteco (daqueles que você ou conhece o dono, ou conhece bem o garçom), petiscando boa comida acompanhado de amigos e cerveja – não necessariamente nessa ordem – festejando o fim de semana que vem pela frente. Melhor ainda quando, a convite da organização do Comida di Buteco, somos levados por um pequeno tour pela capital para conhecer alguns bares que integram a competição paulistana em 2012, que vai até 01 de julho.

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Atualmente realizado em 16 cidades brasileiras, o Comida di Buteco foi criado em Belo Horizonte no ano 2000, e estreia em São Paulo em 2012. Já tive o imenso prazer de experimentar alguns pratos premiados no concurso da cidade mineira, o que me deixa bastante animado para a competição em São Paulo. O chef Eduardo Maya, carioca boa praça de alma mineira especializado em comida de raiz, votante do badalado Guia Michelin de Restaurantes e idealizador do projeto andou muito na capital paulista para selecionar os 50 botecos para o certame.

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Assim que chega à mesa do Pé Pra Fora, boteco no começo da Avenida Pompéia, pertinho do metrô Vila Madalena, ponto de encontro do Tour Comida di Buteco, Eduardo cumprimenta a todos e de cara recomenda uma colher de azeite, tradição no evento: “É para dar uma forrada no estômago, deixar uma película protetora, afinal a noite promete”, diz, não deixando ninguém de fora: “Já tomou sua azeitada?”, pergunta pra um. “Não vale deixar a colher torta para caber menos azeite”, brinca com outro, enquanto pede para o garçom porções do petisco da casa… e cerveja para acompanhar.

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“São Paulo é uma colcha de retalhos gastronômica”, diz ele. “Tem ‘botecão’ simples e tradicional, tem bar arrumadinho e todo tipo de influência cultural. Fizemos questão de respeitar essa diversidade”, conta, preocupando-se em explicar o conceito da premiação: os bares participantes são avaliados em quesitos como qualidade do cardápio, atendimento, temperatura da bebida e higiene do local, mas um dos critérios mais emblemáticos é o envolvimento direto do proprietário no negócio. “Nós buscamos botecos com alma”, resume Maya.

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Região lotada de bares chiques e restaurantes charmosos, mas com poucos botecos tradicionais, a Vila Madalena, por exemplo, tem apenas um representante no concurso: “Escolhemos o Jacaré Grill, e até tentamos outro, mas não deu certo”, diz Eduardo, que conseguiu criar um bom mapa de botecos paulistanos, com bares na Lapa, Santana, Perdizes, Cambuci, Vila Buarque, Mooca, Casa Verde, Vila Maria, Vila Mariana, Imirim. Brooklin, Ipiranga, Mandaqui, Saúde, Campo Belo, Vila Zelina, Tatuapé, Vila Matilde, Jaguaré, Liberdade, Bela Vista, Consolação, Santa Cecilia, Barra Funda e, ufa, no centro.

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O primeiro petisco chega à mesa. É o Delícia de Pé, um belo (e bastante apetitoso) pedaço de filé de peito de frango empanado com um creme especial, o que o aproxima de uma coxinha creme, petisco bastante tradicional em vários botecos paulistanos. Aberto em 1970, o Pé Pra Fora é tão tradicional que sua vitrine lotada de torresminhos é, ao mesmo tempo, uma tentação e um atestado de identidade. Alguém na mesa assim que percebe os torresmos comenta: “Esse buteco é true”, no que Maya completa: “Uso isso para identificar os botecos de raiz”.

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Partimos então para o nosso segundo destino na noite: Mooca. No caminho, Eduardo segue contando histórias gastronômicas divertidas, que incluem desde um tour de vespa por botecos no Vietnã até a explicação de pratos provados em viagens, como a carne de sapo, no Saigon – “Você escolhe ele vivo, e a pessoa prepara para você na hora. Lembra bastante carne de frango, ao contrário da rã, que comemos em alguns Estados brasileiros, que tem um pouco de água e lembra também peixe”, explica – ou um prato com dois peixes exatamente iguais, mas com gostos diferentes, na Espanha.

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A segunda parada é no Bar do Vardema, na rua Guaimbé, uma travessa da Paes de Barros, na Mooca. O boteco está lotado com um balcão farto oferecendo dezenas de petiscos, entre eles o excelente Bolinho de carne com toque de shoyu, que participa da premiação. A família do dono, que está de aniversário – e avental, está presente, e um coro de “Parabéns Pra Você” irrompe na casa. Cada freguês é convidado a votar dando notas de 0 a 10 ao petisco, ao atendimento, à temperatura da cerveja e também para a higiene do local. Votos na urna, bora para o terceiro e último boteco desta sexta-feira.

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Na van, o papo continua bom. “Boteco é uma extensão da casa da gente”, filosofa Maya, que além de defender a cultura da botecagem, busca incentivar que os bares participantes usem receitas de família em seus cardápios, e inovem. “Cozinha é experimentação”, diz com a experiência de que tem duas escolas de culinária em Belo Horizonte, e exige ingredientes obrigatórios no Comida di Buteco. Esta primeira edição em São Paulo foi livre, mas Eduardo promete levar os donos de boteco paulistanos a experimentarem na cozinha em 2013: “Linguiça e mandioca serão obrigatórios”, avisa.

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A terceira parada deveria ser n’O Alemão, um boteco no Imirim, que está no concurso com um tentador Escondido de berinjela (massa leve de mandioca com cebola, recheado com berinjela, pimentão, queijo fresco e acompanhado de molho especial), mas a lotação do local acabou nos levando para um excelente plano B: o tradicionalíssimo Elídio Bar, na Mooca, que está defendendo no Comida di Buteco um sensacional Frango à passarinho crocante, servido com maionese (de dar água na boca e repetir várias vezes – enquanto houver espaço).

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Seu Elidio Raimondi, falecido em 2012, foi o primeiro a ter um balcão de acepipes no bar fundado em 1959. Hoje em dia, as novas comandantes da casa são suas três filhas: Celeste, Solange e Suzete Raimondi, que aprenderam a cuidar de todos os detalhes com seu pai, que amava o futebol. Pelas paredes do Elidio Bar há mais de 40 camisas de times autografadas, muitas do Rei Pelé, e um enorme desenho do mítico campo da Rua Javari, casa do Moleque Travesso, o Juventos, tradicionalíssimo clube do bairro. O balcão de acepipes conta com aproximadamente 120 tipos e é uma enorme tentação.

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“Uma das coisas bacanas do Comida di Buteco é que ele leva você a conhecer a sua própria cidade”, observa Eduardo Maya, ao saber que boa parte dos presentes não conheciam o ponto tradicional da Mooca. Bastante animado com essa primeira edição em São Paulo, o idealizador do projeto pretende mudar e ampliar os hábitos de botecagem na cidade, aumentar os pontos de baixa gastronomia de qualidade, fazendo com que casas já festejadas – como o Veloso (que está no concurso) – dividam sua audiência com novos concorrentes. Quem tem a ganhar somos nós, botequeiros.

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Ps. No sábado, animados pelo tour da sexta, levei Lili para conhecer o tradicional Amigo Leal, na Amaral Gurgel, antigo ponto de encontro de jornalistas da Folha de São Paulo e do Estadão, na compania do casal Leonardo e Aline, e do palmeirense Tiago Agostini. O Amigo Leal está participando do Comida di Buteco com o viciante prato Doidera Alemã, de mais ou menos 1 kg de Eisben (joelho de porco) frito servido com molho de maionese e pão preto. Deu vontade de ficar petiscando e bebendo chopp a tarde inteira. Agora só faltam 46…

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Ps2. Além de mim e da Lili representando o Scream & Yell, participaram do Tour Comida di Buteco a Isabelle Lindote, do Aventuras Gastronômicas; o Márcio Oliveira e a Paula Ricupero, do Tempero Urbano; a Ana Lúcia Araújo, do Cabana Bacana; e o Robson Catalunha, do grupo de teatro Satyros.

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Todas as fotos por Liliane Callegari. Veja mais aqui

Leia também:
– Site do Comida di Buteco -> www.comidadibuteco.com.br/
– Meus cinco botecos preferidos em São Paulo, por Mac (aqui)
– Tops dos 14 dias em Minas Gerais, por Mac (aqui)
– Guia da Baixa Gastronomia: Pão na Chapa, por Mac (aqui)
– Receita de Sopa Parisiense com cebola, por Mac (aqui)
– A simplicidade de um bom molho pesto, por Mac (aqui)
– Receita de Talharim Alla Amatriciana, por Mac (aqui)
– Roteiro: Argentina e Chile – Parte 1: Comida (aqui)

junho 24, 2012   No Comments

The Man Who Invented Bossa Nova

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No Mercado Livre, o CD “O Mito”, de João Gilberto, motivo da pendenga entre o músico e a gravadora EMI no começo dos anos 90, pode ser encontrado por cerca de R$ 120 (aqui). Disponível em dezenas de compartilhadores de arquivos (como o Pirate Bay), o álbum que reúne em um único disco os três primeiros lançamentos da carreira de João Gilberto (“Chega de Saudade”, de 1959, “O Amor, O Sorriso e A Flor”, de 1960, e “João Gilberto”, de 1961) permanece inédito no Brasil (assim como os próprios álbuns).

Teoricamente, os três primeiros discos de João Gilberto deveriam estar embargados em todo o mundo, já que João processou a gravadora (a qual havia deixado em 1963 e rompido definitivamente em 1988) em 1993 revoltado com o descaso com que o selo lançou a compilação com os três discos em um CD (acrescidos do EP “Orfeu da Conceição”). Segundo o músico, para encaixar as 38 músicas no CD, a EMI cortou o final de algumas canções e alterou a sequencia original dos álbuns.

Nem “O Mito”, nem “Chega de Saudade”, “O Amor, O Sorriso e A Flor” e “João Gilberto” podem ser encontrados para comprar em lojas brasileiras (com exceção de algumas lojas virtuais como o Mercado Livre), mas os três primeiros álbuns de João Gilberto vêm sendo comercializados com normalidade nos Estados Unidos e na Europa, em diversos formatos (até em vinil recém prensado é possível encontrar a trilogia inicial do mestre da bossa nova).

Em 2010, a gravadora britânica Cherry Red Records (que vem se especializando em material raro brasileiro) relançou os dois primeiros álbuns sem consultar o músico. Além das canções originais, as reedições de “Chega de Saudade” (1959) e “O Amor, O Sorriso e A Flor” (1960) pela Cherry Red Records são preenchidas com dezenas de faixas bônus (14 músicas extras no primeiro disco, 23 faixas a mais no segundo). Os dois discos são facilmente encontrados na Amazon.

Em 2012 é a vez do selo Ubatuqui Records, de propriedade da empresa espanhola Blue Moon Producciones Discograficas, com sede em Barcelona, se apropriar das canções de João Gilberto lançando “The Man Who Invented Bossa Nova”, praticamente uma reedição de “O Mito”, com os três álbuns reunidos em um único CD (mais o EP “Orfeu da Conceição” e ainda uma versão diferente de “Este Seu Olhar”) totalizando 39 canções em 78 minutos (com o set list novamente bagunçado, porém completo).

Vendido na FNAC espanhola por 7 euros (aproxidamente R$ 19), “The Man Who Invented Bossa Nova” traz um trabalho informativo exemplar, com ficha técnica, datas de gravação de cada take, capas de álbuns/compactos e letras de todas as canções além de textos de Tom Jobim (retirado da contracapa de “Chega de Saudade”), Gene Lees (da contracapa de “The Warm World of João Gilberto”, lançado nos Estados Unidos em 1963), Jordi Pujol, Dave Dexter Jr. e Jack Maher, da Billboard norte-americana.

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Leia também:
– Os dois primeiros discos de João Gilberto são reeditados com faixas bônus na Inglaterra (aqui)

junho 24, 2012   No Comments

Dez links e um trailer

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– The Afghan Whigs inspira brownie, por Eating The Beats (aqui)
– Portishead faz show memorável em Barcelona, por El Pais (aqui)
– Enquete El Pais: Qual a melhor série de todos os tempos? (aqui)
– Coruja lança cerveja em parceria com Wander Wildner (aqui)
– A Liverpool dos Beatles, por Juliana Zambelo (aqui)
– El Cuarteto de Nos: os uruguaios mais amados da Argentina (aqui)
– Bootleg: Tom Petty & The Heartbreakers – 31/05/12 (aqui)
– Woody Allen se perdeu em Roma, por Fernanda Ezabella (aqui)
– Black Box, por Jennifer Egan, na New Yorker (aqui)
– Pete Seeger: a vida e um punhado de versos, por El Pais (aqui)

junho 24, 2012   No Comments

As diferenças de “Because The Night”

Parceria de Patti Smith com Bruce Springsteen (de quando os dois gravavam seus novos álbuns em um mesmo estúdio em 1978, mas em salas diferentes, e se encontraram para essa colaboração), letra tem trechos diferentes na versão de cada um dos dois (embora a versão gravada originalmente por Bruce, que veio a ser conhecida apenas com o lançamento de “The Promise” em 2010, seja idêntica a de Patti Smith, o Chefão passou a cantar outra letra nos shows, transformando em sua a versão que apareceu no álbum quíntuplo “Live 1975/1985”). Assista aos vídeos e confira as letras clicando na imagem abaixo:


Patti Smith: versão original


Patti Smith: versão ao vivo


Bruce Springsteen: versão original (lançada em 2010)


Bruce Springsteen: versão ao vivo


Bruce reverencia a versão de Patti escorado pelo U2


10.000 Maniacs

junho 19, 2012   2 Comments

Sete lojas de CDs e vinis na Europa

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Discos Revolver, Barcelona
– Endereço: Calle Tallers, 13, Barcelona (uma travessa das Ramblas)
– Especialidade: Tudo de boa música, incluindo centenas de bootlegs tanto em CD quanto em DVD e vinil (numa vasta coleção).
– Curiosidade: O Wilco fez um set lá este ano (aqui)
– Site oficial: http://www.discos-revolver.com/

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Discos Castelló, Barcelona
– End: Calle Tallers, 7, Barcelona (uma travessa das Ramblas)
– Especialidade: Tudo de boa música, incluindo centenas de bootlegs tanto em CD quanto em DVD e vinil (numa vasta coleção).
– Curiosidade: A loja foi aberta em 1934! No acervo atual, boxes numerados com com as sessões completas de vários discos dos Beatles e dos Stones
– Site oficial: http://www.castellodiscos.es/

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Librerie Paralleles, Paris
– End: Rue Saint Honoré, 47, Paris (ao lado do Forum Les Halles)
– Especialidade: Raridades de música, quadrinhos e contracultura
– Curiosidade: Muita coisa boa nos balcões de promoções
– Site oficial: http://www.librairie-paralleles.com/

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 Crocodisc, Paris
– End: Rue de la Montagne-Sainte-Geneviève, 64 (abaixo do Pantheon)
– Especialidade: Vasto acervo de vinis e CDs
– Curiosidade: São duas lojas, uma ao lado da outra: a primeira mais geral especializada em rock. A segunda em jazz, soul e funk
– Site oficial: http://www.crocodisc.com/

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CD Buttek From Palais, Luxemburgo
– End: Rue do Marche Aux Herbes, 16
– Especialidade: Vasto acervo de vinis, CDs e bootlegs
– Curiosidade: Tem praticamente o mesmo acervo matador de bootlegs numerados da Castelló e da Revolver (com alguns itens não encontrados nas duas)
– Site oficial: http://cdbuttek.oyla.de

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Fopp, Londres
– End: Earlham Street, 1 (em Covent Garden)
– Especialidade: Megastore com vários itens em promoção
– Curiosidade: São oito lojas no Reino Unido em cidades como Cambridge, Edimburgo, Glasgow, Manchester, Nottinghan e Bristol
– Site oficial: http://www.foppreturns.com/

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Music & Video Exchange, Londres
– End: Berwick Street, 95 (travessa da Oxford Street)
– Especialidade: CDs e vinis usados em preços imbatíveis
– Curiosidade: Há caixas fechadas de 60 vinis por 2 pounds / 120 CDs por 10 pounds. Por sua conta e risco (veja aqui). São quatro lojas em Londres com foco em rock e pop. Mas há outras focadas em jazz, roupas, books…
– Site oficial: http://mgeshops.com/main/home

Leia também:
– Onde comprar CDs na Europa, por Marcelo Costa (aqui)

junho 18, 2012   2 Comments

The Stone Roses em Barcelona

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Texto e fotos por Marcelo Costa

Comeback mais badalado de 2012, a volta do Stone Roses esgotou 150 mil ingressos em 14 minutos para os dois shows que a banda iria fazer em sua terra natal, Manchester. Porém, fora do Reino Unido, a turma de Ian Brown não tem repetido a acolhida britânica. Em Barcelona, na Sala Razzmatazz (que diz receber até 2 mil pessoas, mas parece caber só 800), só a segunda data, num sábado, esgotou. Isso porque boa parte da plateia era inglesa.

No palco, porém, a banda não decepcionou. Na verdade, até parece que o tempo não passou para o quarteto. A voz de Ian Brown continua perfeita, ainda que ele desafine aqui e ali. Um dos melhores baixistas do mundo, Mani (com Woody Allen estampando a camiseta), só fez melhorar com o tempo, e o mesmo pode ser dito do guitarrista John Squire. As batidas de Reni completam o mix sonoro, que por várias vezes na noite descamba para versões estendidas das canções.

“I Wanna Be Adored” abre a festa de cervejas arremessadas ao alto. Os ingleses vão a loucura, os espanhóis tentam acompanhar, e ”Sally Cinnamon” coloca mais lenha na fogueira. Ian Brown vai até o fosso, cumprimenta a galera do gargarejo, e retorna para “(Song for My) Sugar Spun Sister”. Dai em diante o show alterna momentos de bocejo (“Mersey Paradise”, “Where Angels Play”) com lampejos de paixão (“Waterfall”, “Fools Gold”).

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O trecho final, no entanto, é matador: começa com “She Bangs The Drums” e segue com uma versão deliciosa de “Made of Stone”. “This Is the One” mantém o clima lá em cima, e “Love Spreads” resume a noite, com a inglesada pogando como se estivesse em um show do Ramones, comemorando a volta de uma das principais bandas do Reino Unido dos últimos 25 anos (Liam Gallagher, fã confesso, assistiu ao show da sexta aqui mesmo na tribuna).

A noite ainda não terminou, e uma versão estendida de “I Am The Resurrection”, com quase 13 minutos de batidas e psicodelia, surge no bis e coloca a plateia em transe. Assim que a canção termina, rodas de abraços se formam entre o público (principalmente os ingleses, bêbados, ensopados e melhores amigos do mundo a essa altura da noite), seguindo o exemplo do quarteto no palco, que parece comemorar o bom show como se fosse um gol.

Faltou “Ten Stories Love Song” (que eles tocaram em Amsterdã, alguns dias depois), mas quem sabe da próxima vez… quem sabe no Brasil. Será? Agora é esperar… e torcer.

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junho 15, 2012   No Comments

Tom Petty and The Heartbreakers em Cork

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Texto e fotos por Marcelo Costa

Cork é a segunda maior cidade da República da Irlanda e, com seus 120 mil habitantes, a terceira mais populosa da ilha irlandesa, ficando atrás de Dublin e Belfast. É cortada pelo Rio Lee e acredito que deva ter um pub para cada habitante da cidade (é só esperar alguma faculdade norte-americana fazer a pesquisa). É bom lembrar que estamos no país da Guiness, da Murphys e do uísque Jameson.

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Para festejar o verão, a cidade promove o Live at the Marquee, montando um circo nas docas e recebendo um line-up variado que atende a todos os gostos (em 2012 a lista vai de Justice a Imelda May, de The Specials a Dara O’Briain). Mesmo estando em uma cidade que deve ter menos população que muitos bairros de São Paulo, Tom Petty consegue arrastar cerca de 7 mil pessoas para o circo.

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A “loucura” do pessoal de Cork não é a toa: esta é a primeira turnê europeia de Tom Petty com seus Heartbreakers em 20 anos, e toda a terceira idade da cidade está debaixo da lona esperando o cara que montou um grupo com Bob Dylan, George Harrison e Roy Orbinson. A faixa etária bate na casa dos 50, e eles não brincam: bebem cerveja como se fosse água e dão um show à parte na noite. Bonito de ver.

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A banda nem leva set list para o palco, e as canções surgem em versões encorpadas, intensas, perfeitas. “Listen to Her Heart”, de seu segundo álbum (“You’re Gonna Get It!”, de 1978), abre a festa, e Tom Petty faz questão de dizer de onde saiu a canção que vai tocar: “Essa é do “Full Moon Fever””, avisa quando toca “I Won’t Back Down”. “Agora é uma do disco chamado “Damn the Torpedoes”. E vem “Here Comes My Girl”.

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Ele parece feliz, muito feliz. No Twitter, um dia antes, agradeceu a recepção calorosa em Dublin. Já em Cork, estica o sotaque caipira na hora de falar “Thank you soooooooooo much” e leva todo mundo ao delírio quando diz que vai cantar uma canção do Traveling Wilburys. Surge então “Handle with Care”, cantada a plenos pulmões por quase todo o circo, um momento bonito, de emocionar.

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Uma cover rock and roll de Bo Diddley (“I’m a Man”) destaca o guitarrista Mike Campbell, braço direito e sombra de Tom Petty. Lá pelas tantas, ele agradece: “Nunca tive um número 1, um big sucesso. Obrigado por vocês terem vindo”. E um coro imenso de 7 mil Tom Cruises berra o refrão de “Free Fallin’” e faz o acompanhamento arrepiante do backing vocal em “Learning to Fly”. De chorar.

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Boas canções do álbum “Mojo” (2010) formam o grosso do repertório, e se alternam com pérolas pescadas de uma carreira de quase 35 anos. O público irlandês recebe todas como se fossem hits. De “Kings Highway” (“Into the Great Wide Open”, 1981) a “It’s Good To Be King” (“Wildflowers”, 1994), de “Refugee” (outra do “Damn the Torpedoes”, 1979) até “Your So Bad” (“Full Moon Fever”, 1989).

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Para o bis, novos momentos de histeria marcam as execuções de “Mary Jane’s Last Dance” e “American Girl”, que fecha uma noite especialíssima em que público e banda mostraram que é possível viver (e fazer sucesso) sem números 1 nas paradas. Palmas para Cork e Tom Petty. Como disse um dos amigos, o show era em um circo, mas não houve palhaçada. Que noite, que noite.

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junho 15, 2012   No Comments

Lou Reed ao vivo em Luxemburgo

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Texto e fotos por Marcelo Costa

O Grão-Ducado do Luxemburgo é um pequeno país espremido entre Bélgica, França e Alemanha, com uma das maiores rendas per capita do mundo e uma população de 500 mil pessoas, destes, segundo o taxista iugoslavo que falava português melhor do que muito jogador de futebol, 20% portugueses. Ou seja, tome cuidado se quiser reclamar / zoar o taxista achando que ele não vai te entender. Cometemos esse erro…

O Rockhall, no entanto, não fica na cidade de Luxemburgo, mas umas três cidades antes, quase na França. O ticket do ingresso vale para o trem (uma maneira de o Estado apoiar o entretenimento), mas não para o taxi, afinal a Avenida do Rock and Roll (o nome é esse mesmo, ou melhor: Avenue du Rock’n’Roll) é bem distante do centro de Alzette, a tal cidadezinha luxemburguesa quase francesa.

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Após um grupo chatinho meio Kooks, e uma dupla não ensaiada de guitarra e violino, Lou Reed surge se arrastando para o palco. Impressiona como o homem está detonado, caminhando a passos lentos e pesados para o microfone. A banda é toda nova, o que justifica a escolha de Luxemburgo para abrir a turnê: melhor queimar o filme e ensaiar ao vivo em cidadezinhas para chegar afiado em Londres e Paris.

O programa vendido na banquinha de camisetas aponta oito músicas do Velvet Underground, oito da carreira solo de Lou Reed e oito (!) do álbum “Lulu”, em parceria com o Metallica, mas Lou não o segue, e abre a noite com uma versão potente de “Brandenburg Gate”. O quinteto que o acompanha não tira o olho do maestro, e com a guitarra nas mãos Lou não decepciona (apesar da voz mostrar sinais de desgaste).

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Surge então o primeiro hino do Velvet, “Heroin”, em versão redentora, fiel ao arranjo original, com Lou declarando seu amor à droga e dizendo que ela é sua esposa. “Waiting For My Man” vem com teclado à frente, e os guitarristas se divertem (e erram adoidado). O arranjo é rock and roll a la Jerry Lee Lewis, e a banda lembra a fase “Live in Italy”, da primeira metade dos anos 80, com muito improviso.Fica claro neste começo que Lou está usando este primeiro show como um ensaio de luxo. Parece, inclusive, que a banda está tocando junta pela primeira vez, o que faz com que Lou tenha que acentuar todos os finais, mostrar as notas que devem ser tocadas em determinando momento e, ápice cômico, colocar o dedo na boca em sinal de silêncio para que um dos guitarristas pare de fazer o backing que está fazendo.

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Como um todo, o show é desleixado, e os melhores momentos surgem, acredite, quando Lou pesca uma canção do “Lulu” (ainda rolam “The View”, “Mistress Dread” e “Junior Dad”). Clássicos como “White Light/White Heat” (em que um dos guitarristas errou o backing) e “Walk on the Wild Side” surgem em versões que mais parecem jam sessions, mas “Street Hassle” e “Cremation” compensam.

O set list tem 15 músicas, mas percebendo a confusão em que se meteu, Lou corta duas canções (“apenas” “Sweet Jane” e “Pale Blue Eyes”) e adianta o final. Volta para o bis com uma do “Lulu”, terminando a noite com “Sad Song”, bastante inferior a versão da turnê do álbum “Berlin”, de quatro anos atrás. Os luxemburgueses podem ter a maior renda per capita do mundo, mas assistiram ao provável pior show de Lou Reed desta turnê. E nós também.

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junho 15, 2012   No Comments

Guns N’ Roses em Paris

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Texto e fotos: Marcelo Costa

Localizado ao lado da mítica Cinemateca Francesa, o Palais Omnis Sports Bercy é um gigante disfarçado. Encrustado no que parecia ter sido uma ribanceira, do lado de fora o ginásio de esportes não parece ser tão gigante quanto seus números entregam, com cerca de 19 mil lugares disponíveis para apresentações musicais, sendo que 80% deste número parece estar ocupado por fãs do Guns de todas as idades com bandanas, camisas pretas e calças de couro esperando para conferir ao vivo mais um show da interminável “Chinese Democracy Tour”.

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Apesar do bom número de ingressos vendidos, o transporte público parece não ser afetado e tudo corre tranquilamente para uma noite amena de terça-feira primaveril em Paris. Fãs ocupam seus lugares nas arquibancadas enquanto a pista parece que irá lotar e permanecerá assim durante toda a noite, com muitas pessoas desistindo do show seja pelo atraso costumeiro de Axl Rose, seja pela extensão da apresentação, que ultrapassa duas horas e meia de duração embalada por jams sessions absolutamente dispensáveis.

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Ao meu lado, na fileira D (na metade do ginásio e com uma visão excelente do palco), um clone de Izzy Stradin senta acompanhado de sua namorada, ela com calça de couro rasgada no joelho, tatuagem de flores escapando no pescoço, e adesivo do meet and greet, o qual Axl raramente participa (para não dizer nunca). A garota me olha e dispara um francês cheio de biquinhos. Aviso que não falo a língua de Charlotte Gainsbourg, e ela acena com um sorriso e pergunta em inglês: “Será que ‘ele’ vai atrasar muito? Uma hora? Duas”.

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Tento acalmar a moça dizendo que em 30 minutos, no máximo, o show começa (e tento também acreditar em minhas próprias palavras). Dias antes, em Manchester, Axl havia atrasado três horas. Em Paris, no entanto, o atraso fica “apenas” em uma hora e meia, e o septeto adentra o palco de Bercy ao som de “Splitting the Atom”, do Massive Attack. “Chinese Democracy”, faixa que dá nome ao último álbum do Guns, abre o show de forma surpreendente ancorada em cinco telões, explosões e um pique atlético de banda que cansa só de olhar.

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Axl não economiza e logo após a abertura oferta aos fãs três pérolas do álbum que apresentou o Guns ao mundo: “Welcome to the Jungle”, “It’s So Easy” e “Mr. Brownstone” surgem fortes, intensas, e dão a tônica do que se seguira nas duas horas seguintes, com todos os integrantes da banda correndo de um lado para o outro, tentando se aproximar dos fãs (e da área vip de modelos num canto dentro do palco) enquanto os telões alternam passagens de clipes com imagens de modelos de propagandas de shampoo (ao longo da noite serão mais de 10).

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O pique do vocalista impressiona. Ele canta muito, e bem, faz sua dancinha característica em diversas oportunidades e dobra o pedestal do microfone como nos velhos tempos, mas precisa recarregar-se de oxigênio em mais de 20 canções. Chega a ser engraçado: ele termina sua parte na música e sai dançando animadamente até desaparecer no backstage. Os guitarristas alternam solos, fazem pose e cerca de um minuto depois Axl retorna revigorado para novos berros. Se o show tem 2h30, aproximadamente 30 minutos ele passa no backstage.

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Ainda assim, o show é correto e divertido. O personagem Axl Rose é maior do que a própria banda (que particularmente nesta noite está muito bem), e isso explica parte da má vontade com que boa parte da imprensa vê o Guns, mas os fãs não estão nem ai e rasgam suas vozes em “Rocket Queen”, fazem air piano na cover matadora de “Live in Let Die” (recheada de dezenas de explosões), namoram em “This I Love” e aplaudem de forma impressionante e entusiasmada até um número solo de Dizzy Reed ao piano (“Baba O’ Riley”, do The Who).

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As arrasa quarteirão “You Could Be Mine” e “Sweet Child O’ Mine” são separadas por um solo latino chato de DJ Ashba, e assim que a banda começa a improvisar “Another Brick In The Wall Part 2” deixo o Palais e corro para o metrô vazio com a certeza de que, apesar da imprensa e dos detratores, o Guns e Axl reinam absolutos num mundo paralelo, só deles, uma monarquia do século 13 povoada por solos de guitarra, tatuagens, modelos e colares de 200 mil dólares. E, claro, alguns dos maiores hinos do hard rock dos últimos 20 anos.

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A noite ainda teria “November Rain”, “Don’t Cry”, “Civil War” e “Nightrain” encaixotadas entre dezenas (que parecem centenas) de jams intermináveis. As canções de “Chinese Democracy” rareiam conforme o show avança, e o bis – “Knockin’ On Heaven’s Door”, “Patience” e “Paradise City” – é marcado por um hit e uma jam. Os fãs festejam e a noite se encerra ao som de Sinatra cantando “My Way”. A monarquia (e o hard rock) pode(m) estar fora de moda, mas Axl ostenta a coroa com orgulho. É meio vergonha alheia, mas ele (acha que) pode.

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Melhor deixar.

junho 15, 2012   No Comments